Semiologia i aula 8 -semiologia neurológica i

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Semiologia i aula 8 -semiologia neurológica i

  1. 1. 08/02/2009 1 Semiologia e Semiotécnia em Enfermagem I Aula 8 – Semiologia Neurológica I Prof. Ricardo Mattos UNIG, 2009.1 Bibliografia de referência: ANDRIS, DA, Cap. 8 Exame Neurológico Objetivo Avaliar possíveis síndromes, diagnósticoAvaliar possíveis síndromes, diagnóstico funcional e etiológico do Sistema Nervosofuncional e etiológico do Sistema Nervoso Prof. Ricardo de Mattos Russo Rafael
  2. 2. 08/02/2009 2 Estado Mental e Fala Classificação do nível de Consciência 1. Alerta: paciente responde plenamente a todas as solicitações. 2. Letargia: aspecto sonolento, responde as solicitações e volta a dormir. 3. Obnubilação: responde de forma lenta e confusa. 4. Torpor: é acordado somente por estímulos dolorosos. Respostas verbais muitas vezes inexistentes. 5. Coma: sem resposta ou de pequena intensidade a estímulos. Prof. Ricardo de Mattos Russo Rafael Teste Pontos Resposta Resposta motora Obedece Localiza Retirada Flexão anormal Extensão anormal Nenhuma 6 5 4 3 2 1 Mostra 2 dedos se solicitado Localiza o estímulo doloroso Afasta-se do estímulo doloroso Postura de decorticação Postura de descerebração Flacidez generalizada Estado Mental e Fala Avaliação de consciência*: Escala de Glasgow Prof. Ricardo de Mattos Russo Rafael Teste Pontos Resposta Resposta de abertura dos olhos Espontaneamente Ao estímulo verbal Ao estímulo doloroso Nenhuma 4 3 2 1 - Quando solicitado Presença de estímulo Não abre os olhos
  3. 3. 08/02/2009 3 Estado Mental e Fala Avaliação de consciência*: Escala de Glasgow Prof. Ricardo de Mattos Russo Rafael Teste Pontos Resposta Resposta verbal Orientado Confuso Palavras inadequadas Incompreensível Sem resposta 5 4 3 2 1 Diz a data correta Diz o ano correto Responde aleatoriamente Gemido ou grito Nenhuma • A Escala de Glasgow auxilia a minimizar a subjetividade da avaliação; • Pontuação 15 → cliente alerta; • Pontuação ≤ 7 → cliente com lesão neurológica grave. Estado Mental e Fala Estímulos Dolorosos Prof. Ricardo de Mattos Russo Rafael • Avaliar através das técnicas de: - Compressão no músculo trapézio; - Pressão sobre a mandíbula; - Atrito esternal; - Pressão sobre o leito ungueal → utilizar objetos contusos. • Avaliar: qual o tipo de resposta, o grau de alerta do paciente após o estímulo.
  4. 4. 08/02/2009 4 Estado Mental e Fala Função Cognitiva Prof. Ricardo de Mattos Russo Rafael • A função cognitiva determina memória, orientação, atenção, capacidade de cálculo, elaboração do pensamento, julgamento, percepção e o estado emocional. PERGUNTA FUNÇÃO AVALIADA Qual é o seu nome? Orientação pessoal Qual é o nome da sua mãe? Orientação social Em que ano nós estamos? Orientação temporal Onde você está agora?* Orientação espacial Quantos anos você tem? Memória Onde você nasceu? Memória antiga O que você comeu no desjejum? Memória recente Você consegue contar de trás para frente de 20 até 1? Intervalo de atenção Estado Mental e Fala Capacidade de Construção Prof. Ricardo de Mattos Russo Rafael • Os distúrbios de construção afetam a capacidade do indivíduo de desempenhar suas atividades rotineiras. • Estes distúrbios compreendem: -Apraxia: manifesta-se pela incapacidade de executar determinados movimentos intencionais e utilizar objetos → lesão de córtex parietal; -Agnosia: incapacidade de identificar objetos comuns ao dia-a-dia → lesão de córtex sensorial.
  5. 5. 08/02/2009 5 Estado Mental e Fala Distúrbios de Construção: apraxia Prof. Ricardo de Mattos Russo Rafael • Apraxia ideomotora: perda da capacidade de entendimento sobre o movimento. O indivíduo o executa, mas sem estar ciente. Avaliação: movimento sob comando. • Apraxia ideacional: o indivíduo está ciente das ações que necessita, porém é incapaz de fazê-las; • Apraxia estrutural: incapacidade de copiar desenhos. Avaliação: solicite que o mesmo copie um relógio*; • Apraxia de vestir-se: incapacidade do indivíduo de cadenciar a seqüência necessária para vestir-se. Exame Neurológico Nervos Cranianos Prof. Ricardo de Mattos Russo Rafael • Existem 12 pares de nervos cranianos, que transmitem mensagens motoras ou sensoriais entre o cérebro e o tronco cerebral e a cabeça e o pescoço; • A avaliação destes nervos permite identificar as condições do SNC e suas possíveis lesões.
  6. 6. 08/02/2009 6 Exame Neurológico Nervos Olfatório (I) e Óptico (II) Prof. Ricardo de Mattos Russo Rafael • Nervo olfatório: com as narinas desobstruídas, solicite que o cliente feche os olhos. Oclua uma das narinas e ofereça uma substância de odor forte (café, tabaco, etc.) → Lesões de base frontal como tumorações e arteriosclerose. • Nervo óptico: avalie a acuidade visual (e.g. leitura de jornal) e campos visuais (teste com os dedos). Distúrbio Esq. Dir. Cegueira do olho direito Hemianopsia bitemporal (Perda de ½ campo visual) Hemianopsia homônima direita Hemianospsia homônima esq. – Quadrante superior Exame Neurológico Nervo Oculomotor (III) Prof. Ricardo de Mattos Russo Rafael • Nervo oculomotor: aplica-se o teste de reflexo pupila: - Isocoria; - Anisocoria; - Midríase; - Miose.
  7. 7. 08/02/2009 7 Exame Neurológico Nervos Oculomotor (III), Troclear (IV) e Abducente (VI) Prof. Ricardo de Mattos Russo Rafael • Teste da função coordenada dos nervos: exame do movimento extra-ocular. - Nistagmo: oscilação ocular rápida → tronco cerebral cerebelo. - Movimento desconjugado: movimentação não sincronizada entre os olhos; - Ofatlmoplegia: incapacidade de movimentação em determinadas direções; - Diplopia: queixas de visão dupla; - Ptose palpebral: “queda” da pálpebra. Exame Neurológico Nervo Trigêmeo (V) Prof. Ricardo de Mattos Russo Rafael • Avaliação: envolve a resposta do cliente a palpações suaves (com algodão) e fortes (objetos contusos) bilateralmente na região temporal, bochechas e mandíbulas. • Lesão de nervo periférico → perda de sensibilidade; • Neuralgia de trigêmeo → dor perfurante e de forte intensidade; • Lesão de medula espinhal → redução das funções sensoriais e motoras.
  8. 8. 08/02/2009 8 Exame Neurológico Nervo Facial (VII) Prof. Ricardo de Mattos Russo Rafael • A avaliação possibilita a suspeição lesões do córtex cerebral. -Fraqueza facial unilateral: AVE; -Redução do paladar: lesão do nervo facial ou glossofaríngeo (IX). Exame Neurológico Nervo Vestibulo Coclear (VIII) Prof. Ricardo de Mattos Russo Rafael • Acuidade auditiva: - Teste da voz falada → Padrão 90/90 cm - Teste da voz sussurrada → Padrão 40/40 cm - Teste do relógio → Padrão 50/50 cm • Observar ainda sinais de vertigem podem denotar lesão de nervo periférico.
  9. 9. 08/02/2009 9 Exame Neurológico Nervo Glossofaríngeo (IX) e Vago (X) Prof. Ricardo de Mattos Russo Rafael • Envolve a avaliação da voz e do reflexo de vômito; • Distúrbios de voz: disfasia e voz anasalada*; • Reflexo do vômito: estímulo com abaixador de língua; • Neuralgia do glossofaríngeo: irradia-se para garganta e ouvido; • Atenção ao nervo vago. Exame Neurológico Nervo Assessório (XI) Prof. Ricardo de Mattos Russo Rafael • Exercer pressão nos ombros e na cabeça (de forma lateral); • A fraqueza, atrofia ou paralisia sugerem lesão periférica.
  10. 10. 08/02/2009 10 Exame Neurológico Nervo Hipoglosso (XII) Prof. Ricardo de Mattos Russo Rafael • Teste: protusão da língua. • Paralisia flácida unilateral da língua: atrofia do lado acometido; • Lesão bilateral: língua imóvel. Prof. Ricardo de Mattos Russo Rafael Próxima Aula. Semiologia Neurológica II Fiquem com Deus!

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