Dengue diagnóstico e tratamento

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Dengue diagnóstico e tratamento

  1. 1. DengueAspectosEpidemiológicos,Ministério da SaúdeDiagnósticoe TratamentoDisque Saúde: 0800 61 1997w w w . s a u d e . g o v . b r
  2. 2. DengueAspectosEpidemiológicos,Ministério da SaúdeDiagnósticoe Tratamento
  3. 3. O Ministério da Saúde, atento ao avanço da dengue, vemconvocando as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúdepara participar do esforço nacional contra a doença em nossopaís e, ao mesmo tempo, garantir uma boa assistência aospacientes na rede do Sistema Único de Saúde (SUS).A adesão das secretarias estaduais e municipais vai refletirdiretamente na atuação dos profissionais de saúde,particularmente os médicos, cuja função é orientar aspessoas quanto ao controle do vetor e prestar o devidoatendimento. O vínculo com a população é fundamental paraa redução dos criadouros do Aedes aegypti, como pneusabandonados e outros recipientes que possam acumularágua. A informação é a nossa arma mais poderosa.Com esse objetivo, o Ministério da Saúde produziu essemanual de orientação técnica sobre a dengue, abrangendoaspectos epidemiológicos, diagnósticos e terapêuticos. Serálançado também o Protocolo de Condutas para Diagnóstico eTratamento, que contou com a participação e o apoio doConselho Federal de Medicina e da Associação MédicaBrasileira. O Protocolo busca unificar as condutas médicas eas informações sobre suspeitas e confirmações de casos dedengue.Essa luta é de todos nós.Barjas NegriMinistro da Saúde© 2002. Ministério da Saúde.É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte.Série A. Normas e Manuais Técnicos, nº 176Tiragem: 290 mil exemplaresElaboração e distribuição:MINISTÉRIO DA SAÚDEFundação Nacional de Saúde – FUNASASecretaria de Políticas de Saúde – SPSSecretaria de Assistência à Saúde – SASMaiores informações:Fundação Nacional de Saúde – FUNASASAS Quadra 4, bloco NCEP: 70058-902, Brasília - DFTel.: (61) 314 6440Fax: (61) 225 9428E-mail: funasa@funasa.gov.brHome page: www.funasa.gov.brImpresso no Brasil / Printed in BrazilFicha CatalográficaBrasil. Ministério da Saúde. Fundacão Nacional de Saúde.Dengue: aspectos epidemiológicos, diagnóstico e tratamento / Ministério da Saúde,Fundação Nacional de Saúde. – Brasília: Fundação Nacional de Saúde, 2002.20p.: il. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos, nº 176)1. Dengue. I. Brasil. Ministério da Saúde. II. Brasil. Fundação Nacional de Saúde. III. Título.IV. Série.NLM WC 528Catalogação e expedição:EDITORA MSDocumentação e informação:SIA Trecho 4, Lotes 540/61071200-040, Brasília - DFFones: (61) 233 1774 / 2020; Fax: (61) 233 9558E-mail: editora.ms@saude.gov.br
  4. 4. A dengue é umadoença febril aguda, de etiologiaviral e de evolução benigna naforma clássica, e grave quando seapresenta na forma hemorrágica.A dengue é, hoje, a mais importantearbovirose (doença transmitidapor artrópodes) que afeta o homeme constitui-se em sério problemade saúde pública no mundo,especialmente nos países tropicais,onde as condições do meio ambientefavorecem o desenvolvimentoe a proliferação do Aedes aegypti,principal mosquito vetor.Agente EtiológicoO vírus da dengue é um arbovírus do gênero Flavivírus,pertencente à família Flaviviridae.São conhecidos quatro sorotipos: 1, 2, 3 e 4.Vetores HospedeirosOs vetores são mosquitos do gênero Aedes. Nas Américas,a espécie Aedes aegypti é a responsável pela transmissãoda dengue. Outra espécie, Aedes albopictus, embora presenteno Brasil, ainda não tem comprovada sua participaçãona transmissão, embora na Ásia seja um importante vetor.Modo de TransmissãoA transmissão se faz pela picada do Aedes aegypti,no ciclo homem - Aedes aegypti - homem. Após um repastode sangue infectado, o mosquito fica apto a transmitiro vírus, depois de 8 a 12 dias de incubação.A transmissão mecânica também é possível, quando orepasto é interrompido e o mosquito, imediatamente, se alimentanum hospedeiro suscetível próximo. Não há transmissão porcontato direto de um doente ou de suas secreções com umapessoa sadia, nem de fontes de água ou alimento.Período de IncubaçãoVaria de 3 a 15 dias, sendo, em média, de 5 a 6 dias.Período de TransmissibilidadeA transmissão ocorre enquanto houver presença de vírus nosangue do homem (período de viremia). Este período começa umdia antes do aparecimento da febre e vai até o 6º dia da doença.Aspectos Epidemiológicos6 7
  5. 5. Suscetibilidade e ImunidadeA suscetibilidade ao vírus da dengue é universal.A imunidade é permanente para um mesmo sorotipo (homóloga).Entretanto, a imunidade cruzada (heteróloga) existetemporariamente.A fisiopatogenia da resposta imunológica à infecção aguda pordengue pode ser primária e secundária. A resposta primária sedá em pessoas não expostas anteriormente ao flavivírus e o títulode anticorpos se eleva lentamente. A resposta secundária se dáem pessoas com infecção aguda por dengue, mas que tivereminfecção prévia por flavivírus e o título de anticorpos se elevarapidamente em níveis bastante altos. A suscetibilidade em relaçãoà Febre Hemorrágica da Dengue (FHD) não está totalmenteesclarecida.Três teorias mais conhecidastentam explicar sua ocorrência1. Relaciona o aparecimento de FHD à virulência da cepainfectante, de modo que as formas mais graves sejamresultantes de cepas extremamente virulentas.2. Na Teoria de Halstead, a FHD se relaciona com infecçõesseqüenciais por diferentes sorotipos do vírus da dengue,num período de 3 meses a 5 anos. Nessa teoria, a respostaimunológica na segunda infecção é exacerbada, o que resultanuma forma mais grave da doença.3. Uma hipótese integral de multicausalidade tem sido proposta porautores cubanos, segundo a qual se aliam vários fatores derisco às teorias de Halstead e da virulência da cepa. A interaçãodesses fatores de risco promoveria condições para a ocorrênciada FHD.Aspectos ClínicosDescrição: a infecção por dengue causa uma doença cujoespectro inclui desde infecções inaparentes até quadrosde hemorragia e choque, podendo evoluir para o êxito letal.Dengue clássica:o quadro clínico é muito variável. A primeira manifestação é afebre alta (39° a 40°), de início abrupto, seguida de cefaléia,mialgia, prostração, artralgia, anorexia, astenia, dor retroorbital,náuseas, vômitos, exantema e prurido cutâneo. Hepatomegaliadolorosa pode ocorrer, ocasionalmente, desde o aparecimentoda febre. Alguns aspectos clínicos dependem, com freqüência,da idade do paciente.A dor abdominal generalizada pode ocorrer, principalmentenas crianças. Os adultos podem apresentar pequenasmanifestações hemorrágicas, como petéquias, epistaxe,gengivorragia, sangramento gastrointestinal, hematúria emetrorragia. A doença tem uma duração de 5 a 7 dias. Com odesaparecimento da febre, há regressão dos sinais e sintomas,podendo ainda persistir a fadiga.Febre Hemorrágica da Dengue (FHD):os sintomas iniciais são semelhantes aos da dengue clássica,porém evoluem rapidamente para manifestações hemorrágicase/ou derrames cavitários e/ou instabilidade hemodinâmica e/ouchoque. Os casos típicos da FHD são caracterizados por febre alta,fenômenos hemorrágicos, hepatomegalia e insuficiênciacirculatória. Um achado laboratorial importante é a trombocitopeniacom hemoconcentração concomitante. A principal característicafisiopatológica associada ao grau de severidade da FHD é a efusãodo plasma, que se manifesta através de valores crescentesdo hematócrito e da hemoconcentração.8 9
  6. 6. Diagnóstico LaboratorialExames EspecíficosA comprovação laboratorial das infecções pelo vírus dadengue faz-se pelo isolamento do agente ou pelo empregode métodos sorológicos - demonstração da presençade anticorpos da classe IgM em única amostra de soroou aumento do título de anticorpos IgG em amostraspareadas (conversão sorológica).Isolamento: é o método mais específico para determinação dosorotipo responsável pela infecção. A coleta de sanguedeverá ser feita em condições de assepsia, de preferênciano terceiro ou quarto dia do ínicio dos sintomas. Após otérmino dos sintomas não se deve coletar sangue paraisolamento viral.Sorologia: os testes sorológicos complementam o isolamento dovírus e a coleta de amostra de sangue deverá ser feita apóso sexto dia do início da doença.Obs.: não congelar o sangue total, nem encostar o frascodiretamente no gelo para evitar hemólise. Os tubos oufrascos encaminhados ao laboratório deverão ter rótulo comnome completo do paciente e data da coleta da amostra,preenchido a lápis para evitar que se torne ilegível aocontato com a água.Entre as manifestações hemorrágicas, a mais comumenteencontrada é a prova do laço positiva. A prova do laço consiste emse obter, através do esfignomanômetro, o ponto médio entre apressão arterial máxima e mínima do paciente, mantendo-se estapressão por 5 minutos; quando positiva aparecem petéquias sob oaparelho ou abaixo do mesmo. Se o número de petéquias for de20 ou mais em um quadrado desenhado na pele com 2,3 cm delado, essa prova é considerada fortemente positiva.Nos casos graves de FHD, o choque geralmente ocorreentre o 3º e 7º dia de doença, precedido por um ou maissinais de alerta. O choque é decorrente do aumento dapermeabilidade vascular seguido de hemoconcentraçãoe falência circulatória. É de curta duração e pode levarao óbito em 12 a 24 horas ou à recuperação rápidaapós terapia anti-choque apropriada.Diagnóstico DiferencialDengue clássica:considerando que a dengue tem um amplo espectro clínico,as principais doenças a serem consideradas no diagnósticodiferencial são: gripe, rubéola, sarampo e outras infecções virais,bacterianas e exantemáticas.Febre Hemorrágica da Dengue - FHD:no início da fase febril, o diagnóstico diferencial deve ser feitocom outras infecções virais e bacterianas e, a partir do 3ºou 4º dia, com choque endotóxico decorrente de infecçãobacteriana ou meningococcemia.As doenças a serem consideradas são: leptospirose, febreamarela, malária, hepatite infecciosa, influenza, bem como outrasfebres hemorrágicas transmitidas por mosquitos ou carrapatos.10 11
  7. 7. TratamentoDengue clássica:não há tratamento específico. A medicação é apenas sintomática,com analgésicos e antitérmicos (paracetamol e dipirona). Devemser evitados os salicilatos e os antiinflamatórios não hormonais,já que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestaçõeshemorrágicas e acidose. O paciente deve ser orientadoa permanecer em repouso e iniciar hidratação oral.Febre Hemorrágica da Dengue - FHD:os pacientes devem ser observados cuidadosamente paraidentificação dos primeiros sinais de choque. O período críticoserá durante a transição da fase febril para a afebril, que geralmenteocorre após o terceiro dia da doença. Em casos menos graves,quando os vômitos ameaçarem causar desidratação ou acidose,ou houver sinais de hemoconcentração, a reidratação pode serfeita em nível ambulatorial.Sinais de alerta:Aos primeiros sinais de choque, o paciente deve ser internadoimediatamente para correção rápida de volume de líquidos perdidos e daacidose. Durante uma administração rápida de fluidos é particularmenteimportante estar atento a sinais de insuficiência cardíaca.Exames InespecíficosDengue clássica:Hemograma: a leucopenia é achado usual, embora possa ocorrerleucocitose. Pode estar presente linfocitose com atipia linfocitária.A trombocitopenia é observada ocasionalmente.Febre Hemorrágica da Dengue - FHD:Hemograma: a contagem de leucócitos é variável, podendoocorrer desde leucopenia até leucocitose leve. A linfocitosecom atipia linfocitária é um achado comum. Destacam-se aconcentração de hematócrito e a trombocitopenia (contagemde plaquetas abaixo de 100.000/mm3).Hemoconcentração: aumento de hematócrito em 20% do valorbasal (valor do hematócrito anterior à doença) ou valoressuperiores a 38% em crianças, a 40% em mulheres e a 45%em homens).Trombocitopenia: contagem de plaquetas abaixo de 100.000/mm3.Coagulograma: aumento nos tempos de protrombina,tromboplastina parcial e trombina. Diminuição de fibrinogênio,protrombina, fator VIII, fator XII, antitrombina e α antiplasmina.Bioquímica: diminuição da albumina no sangue, albuminúriae discreto aumento dos testes de função hepática:aminotransferase aspartato sérica (conhecida anteriormentepor transaminase glutâmico-oxalacética - TGO) eaminotransferase alanina sérica (conhecida anteriormentepor transaminase glutâmico pirúvica - TGP).dor abdominal intensa e contínua;vômitos persistentes;hepatomegalia dolorosa;derrames cavitários;sangramentos importantes;hipotensão arterial (PA sistólica ≤ 80 mm Hgem < 5 anos / PA sistólica ≤ 90 mm Hgem > 5 anos);diminuição da pressão diferencial (diferençaentre PA sistólica e PA diastólica ≤ 20 mm Hg);hipotensão postural (diferença entre PA sistólicasentado e PA sistólica em pé > 10 mm Hg);diminuição da diurese;agitação;letargia;pulso rápido e fraco;extremidades frias;cianose;diminuição brusca datemperatura corpórea associadaà sudorese profusa;taquicardia;lipotimia; eaumento repentino do hematócrito.12 13
  8. 8. S I N T O M A T O L O G I AFebre (Temperatura axilar > 38º C) por até 7 dias.Sintomas inespecíficos:• cefaléia• prostração• dor retro-orbitária• exantema• mialgia• artralgiaPaciente sem manifestações hemorrágicas.Prova do Laço negativa.Sem sinais de instabilidade hemodinâmica.D I A G N Ó S T I C O D I F E R E N C I A LGripe, rubéola, sarampo, escarlatina e outras doenças virais e bacterianas.E X A M E S C O M P L E M E N T A R E SHematócrito /Contagem de plaquetas:• indicado somente para pacientes com doença crônica prévia• idosos (> 65 anos)• crianças menores de um anoSorologia:• indicado apenas para paciente gestante, a partir do 6º dia do iníciodos sintomas (Diagnóstico diferencial com rubéola).S I N T O M A T O L O G I AFebre e sintomas inespecíficos.Paciente com ou sem manifestações hemorrágicas espontâneas (epistaxe, gengivorragia,metrorragias, hematêmese, melena etc.) e/ouProva do Laço positiva.Sem sinais de instabilidade hemodinâmica.D I A G N Ó S T I C O D I F E R E N C I A LChoque endotóxico decorrente de infecção bacteriana, meningococcemia, febre amarela, leptospirose, malária,hepatite infecciosa, bem como outras febres hemorrágicas transmitidas por mosquitos ou carrapatos.E X A M E S C O M P L E M E N T A R E SSolicitar hematócrito e contagem de plaquetas.Solicitar sorologia: agendar para o 6º dia a partir do início dos sintomas.P A R Â M E T R O S L A B O R A T O R I A I SPlaquetopenia: plaquetas ≤ 100.000 mm3Hematócrito: parâmetros de hemoconcentraçãoHt > 20% do valor basal ou Crianças Ht > 38%Mulheres Ht > 40%Homens Ht > 45%S I N T O M A T O L O G I AFebre e sintomas inespecíficos.Paciente COM ou SEM manifestações hemorrágicas.Prova do Laço positiva.Presença de um ou mais sinais de ALERTA.S E M C H O Q U EHidratação ENDOVENOSA imediata•A reposição e manutenção do volume perdido é a medida mais importante•Iniciar imediatamente hidratação endovenosa enquanto aguarda internação em leito hospitalarC O N D U T AI N T E R N A Ç Ã O H O S P I T A L A R E M H O S P I T A L D E R E F E R Ê N C I ARISCO POTENCIAL60-80 ml/kg/dia sendo 1/3 com soluçãosalina isotônica (SF 0,9%) e/ou RingerLactato durante 3 - 4 horasHIPOTENSÃO POSTURAL10-20 ml/kg/hora de soluçãosalina isotônica (SF 0,9%)e/ou Ringer LactatoA T E N D I M E N T O H O S P I T A L A RE X A M E S C O M P L E M E N T A R E SSolicitar: hemograma completo; hematócrito (6/6 horas); contagem de plaquetas(1x/dia); sorologia; tipagem sangüínea; RX tórax e/ou abdômem ou qualqueroutro exame que permita diagnóstico de derrame cavitárioEVOLUÇÃOS A T I S F A T Ó R I AManter hospitalizadoC H O Q U EInsuficiência cardiocirculatóriaInternação em UTIC O N D U T ARotinas de internação em terapia intensivaC R I T É R I O S D E A L T A H O S P I T A L A RPreenchimento de TODOS os critérios:ausência de febre por 24 horas - sem uso de antitémicos; melhora visível do quadro clínico;hematócrito normal e estável por 24 horas; plaquetas em elevação e acima de 50.000 mm3; derramecavitário reabsorvido ou sem repercussão clínica; estabilização hemodinâmica durante 48 horas.C R I T É R I O S D E A LTA D O A C O M P A N H A M E N T O A M B U L AT O R I A LPeríodo de 48 horas sem apresentar febre e outras queixas.R E S U L T A D O L A B O R A T O R I A LExamesNORMAISPlaquetas:50.000 - 100.000mm3 HemoconcentraçãoPlaquetas< 50.000mm3AcompanhamentoAMBULATORIAL diárioAMBULATÓRIOLeito de observaçãoInternaçãohospitalarC O N D U T A• Hidratação parenteral (preferencial) e/ou oral:60-80 ml/kg/dia sendo 1/3 com solução salina isotônica (SF 0,9%) durante 3-4 horas• Tratamento sintomático (dipirona ou paracetamol)• Evitar salicilatos e anti-inflamatórios não hormonaisN O T I F I C A R À V I G I L Â N C I A E P I D E M I O L Ó G I C AREAVALIAÇÃO LABORATORIAL (APÓS HIDRATAÇÃO)MELHORA RESPOSTA INADEQUADA OU PIORAAcompanhamentoambulatorial diário A unidadetem condições de repetira conduta?I N T E R N A Ç Ã O H O S P I TA L A RManter hidratação endovenosa até transferência para leito hospitalarSIMNÃOProtocolo de Condutas para Diagnóstico e TratamentoEm situação de EPIDEMIA, a conduta laboratorial nos casos de dengue em sua formaLEVE deve priorizar os grupos de risco (doentes crônicos, idosos, crianças e gestantes).Em situações não caracterizadas como de EPIDEMIA, deve ser solicitado a sorologia,para rastreamento epidemiológico, assim como os exames laboratoriais necessáriospara o estabelecimento do diagnóstico de dengue.L E V E M O D E R A D A G R A V E•Monitoramento hemodinâmico. Observar sinais de choque cardiovascular•NÃO efetuar punção ou drenagem de derrames ou outros procedimentos invasivos•NÃO transferir paciente antes de iniciar a hidratação•Transferir o paciente obedecendo condições de segurança no transporte pré ou intra-hospitalarN O T I F I C A R À V I G I L Â N C I A E P I D E M I O L Ó G I C AC O N D U T A• Orientar hidratação oral 60-80 ml/kg/dia sendo 1/3 com solução salina• Tratamento sintomático (dipirona ou paracetamol)• Liberar o paciente para domicílio com ORIENTAÇÃO de retorno ao serviço após 72 horas• Evitar salicilatos e anti-inflamatórios não hormonais• O paciente deve retornar imediatamente ao identificar SINAIS DE ALERTAN O T I F I C A R À V I G I L Â N C I A E P I D E M I O L Ó G I C AA T E N D I M E N T O A M B U L A T O R I A L14
  9. 9. Vigilância EpidemiológicaNotificação:por ser uma doença de notificação compulsória, todo casosuspeito deve ser comunicado, pela via mais rápida, ao Serviçode Vigilância Epidemiológica mais próximo.Medidas de ControleA notificação dos casos suspeitos, a investigação do localprovável de infecção, bem como a busca ativa de casos sãomedidas importantes. A única garantia para que não existaa dengue é a ausência do vetor. A OMS preconiza que há maiorprobabilidade de ser deflagrada uma epidemia quando os índicesde infestação predial (número de imóveis com focos positivos deAedes aegypti sobre o total de imóveis inspecionados vezes 100)estão acima de 5%. No entanto, não existe nível "limite" abaixo doqual se possa ter certeza de que não ocorrerão surtos de dengue.Em áreas com Aedes, o monitoramento do vetor deve ser realizadoconstantemente, para conhecer as áreas infestadas e desencadearas medidas de combate. Entre as medidas de combate constam:•manejo ambiental:mudanças no meio ambiente que impeçam ou minimizem apropagação do vetor, evitando ou destruindo os criadourospotenciais do Aedes;•controle químico:consiste em tratamento focal (elimina larvas), peri-focal(em pontos estratégicos de difícil acesso) e por ultra baixovolume - “fumacê” (elimina alados).Este último deve ter uso restrito em epidemias, como formacomplementar de interromper a transmissão de dengue, ou quandohouver infestação predial acima de 5% em áreas com circulaçãocomprovada de vírus.•melhoria de saneamento básico;•participação comunitária no sentido de evitar a infestaçãodomiciliar do Aedes, por meio da redução de criadourospotenciais do vetor (saneamento domiciliar).Educação em Saúde e Participação ComunitáriaÉ necessário promover, exaustivamente, a Educação em Saúdeaté que a comunidade adquira conhecimentos e consciência doproblema para que possa participar efetivamente. A populaçãodeve ser informada sobre a doença (modo de transmissão, quadroclínico, tratamento etc.), sobre o vetor (seus hábitos, criadourosdomiciliares e naturais) e sobre as medidas de prevençãoe controle.Devem ser utilizados os meios de comunicação de massa pelo seugrande alcance e penetração social. Para fortalecer a consciênciaindividual e coletiva, deverão ser desenvolvidas estratégias dealcance local para sensibilizar os formadores de opinião paraa importância da comunicação/educação no combate à dengue;sensibilizar o público em geral sobre a necessidade de umaparceria governo/sociedade com vistas ao controle da dengue emtodo o país e enfatizar a responsabilidade social no resgate dacidadania numa perspectiva de que cada cidadão é responsávelpor si e pela sua comunidade.DengueAcabe com esse perigo na sua cidade.Dor abdominal intensa e contínua (não cede com medicação usual)Agitação ou letargiaVômitos persistentesPulso rápido e fracoHepatomegalia dolorosaExtremidades friasDerrames cavitáriosCianoseSangramentos expontâneos e/ou Prova do Laço positivaLipotimiaHipotensão arterialSudorese profusaHipotensão posturalAumento repentino do hematócritoDiminuição da diureseMelhora súbita do quadro febril até o 5º diaTaquicardiaPeso na admissão (kg)T A B E L A D E H I D R A T A Ç Ã O P A R E N T E R A LVolume líquido ml/kg/dia1º dia 2º dia 3º dia220 165 132< 7165 132 887 a 11132 88 8812 a 1888 88 88> 18DENGUE HEMORRÁGICAS I N A I S D E A L E R T A1918
  10. 10. Coleta, rotulagem, conservação e transporte das amostraspara o diagnóstico laboratorial de dengueTipos de AmostrasA confiabilidadedos resultadosdos testeslaboratoriaisdepende docuidado durante acoleta, manuseio,acondicionamentoe envio dasamostras.SANGUEFase AgudaExamesIsolamento viralVolume da AmostraAdulto - 10mlCrianças - 2 a 5mlMomento da coleta1° ao 5° diasRetração do Coágulo2 a 6 horas4°CArmazenamentoSoro a -70°CTransporteNitrogênio líquidoou Gelo secoSANGUEFase ConvalescenteTECIDOSÓbitosDiagnóstico sorológico ≥ 5 dias2 a 24 horasTemperatura ambienteSoro a -20°C Gelo seco ou comumDiagnóstico sorológicoAdulto - 10mlCrianças - 2 a 5ml14° ao 30° dias (14 a21 dias após 1ª coleta)2 a 24 horasTemperatura ambienteSoro a -20°C Gelo seco ou comumIsolamento viral Ideal: <8h pós-óbitoMáximo: 24h pós-óbitoColher amostra o maiscedo possívelA -70°CNitrogênio líquidoou Gelo secoHistopatologia /Detecção de antígenosEm formalinatamponadaTemperatura ambienteEm casode óbito:SANGUE: coletade 10 ml de sanguePunção cardíacaou outra viaColocar na geladeira por, no máximo, 24 horas após separar o soroTECIDOSSempre que possível realizar necrópsiaQuando não for possível: colher material por viscerótomo ou punção aspirativa (visando obter maiorquantidade possível de tecidos - preferencialmente fígado e baço).Isolamento viral: colocar cada amostra em frascos estéreis separados e levar ao freezer imediatamente.Histopatologia: colocar separadamente cada amostra em frasco com formalina tamponada,mantendo à temperatura ambiente.O rótulo das amostras devem conter, obrigatoriamente: Nome completo do pacienteData da coletaNatureza da amostra20 21

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