Mariana Ximenes

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Entrevista com Mariana Ximenes para a revista Marie Claire

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Mariana Ximenes

  1. 1. Mariana XiMenes marieclaire.globo.com setembro2013 setembro 2013 i No 270 i r$ 12,00
  2. 2. chique é ser inteligente setembro 2013 No 270 marieclaire.globo.com setembro2013 Mariana XiMenes “ViVo do jeito que acho certo. Não me priVo de Nada” Cabelo Sexy Loiros do verão Longos sempre saudáveis Lenços para atualizar tranças e coques n n n as novas máscaras que fazem milagres na pele do rosto Prazer tântrico Casal de repórteres testa a massagem. mas só ela atinge o nirvana! verão fashion osmelhores vestidos, sapatos e bolsas daestação setembro 2013 i no 270 i r$ 12,00 Arquivos secretos revelam a tortura contra as mulheres na ditadura
  3. 3. capa MarianaXiMenes não se deiXe enganar por sua estrutura frágil e seu rosto de lolita. no ar este Mês coMo a seXy aurora, eM Joia RaRa, Mariana XiMenes irá dançar, cantar e seduzir (Muito!) todos que cruzareM seu caMinho. nas próXiMas páginas, ela faz revelações surpreendentes sobre as escolhas e acasos que a levaraMa seruMa das grandes estrelas da tv hoje p o r A d r i a n a N e g r e i r o s f o t o s F a b i o B a r t e l t ( S D m g m t ) s t y l i n g T a m i G o t o d a 110 setembro 2013 mariana usa Top e shorT de couro, Talie nK. anéis Tufi dueK / Beleza: daniel hernandez / TraTamenTo de imagem: Brush / assisTenTe de Beleza: celmis ferreira / assisTenTe de foTo: paulo hinTz e rodrigo zulaTTo
  4. 4. sseetteemmbbrroo 22001133 111111
  5. 5. 112 setembro 2013 dezcoisasouevocê naosabiasobre MarianaXiMenes 21 3 capa Abailarina clássica Embora sua personagemna novela Joia Rara cante e dance, Mariana nunca foi uma bailari-na profissional. No entanto, quando menina, gostava de executar coreografias ao som de Bo-lero de Ravel, que seu pai tinha por hábito ou-vir nas manhãs de domingo. “Eu me lembro dele pegando a agulha da vitrola e voltando, para que eu pudesse curtir a música de novo.” sSe é verdade que o poder de atração sexual não percor-re os caminhos óbvios, Mariana Ximenes é a maior prova disso. Olhe bem para esse rostinho de traços delicados. Mariana não ostenta lábios carnudos constantemente entreabertos, tam-pouco lança olhares libidinosos indiscriminadamente. E quanto ao corpo? Bem, Mariana tem uma silhueta fina, com pernas sequinhas. Nada de glúteos avantajados ou seios turbinados que escapamdo decote. Se fosse uma cantora de funk – ritmo que aprecia, aliás – ou uma assistente de palco, talvez a moça não estivesse entre as top five do Brasil. No entanto, experimente, se a coragem for grande, perguntar ao namorado, marido ou pretendente o que vemà cabeça dele quando olha para mocinha. Pensando bem, esqueça. Em nome da paz conjugal, não pergunte nada. Se por um imenso azar ela surgir na tela diante de vocês, mude de canal. Mariana Ximenes é uma unani-midade entre homens e mulheres. A atriz tem duas ca-racterísticas subjetivas absolutamente sedutoras – um ar de lolita, a despeito dos 32 anos, e um pendor in-telectual que faz que ela possa dissertar durante minu-tos sobre as qualidades arquitetônicas da obra de Lina Bo Bardi, a modernista que projetou o Museu de Arte de São Paulo (Masp). Deu preguiça? Não tenha. Mari age assim sem soberba, porque lhe é natural, não blasé. Se Mariana Ximenes seduz assim, sem o menor es-forço, imagine o estrago que não há de causar no papel de Aurora, uma vedete que dança e canta (em francês, a língua mais sexy do mundo) em Joia Rara, a nova nove-la das seis. Com cabelos platinados e roupas provocan-tes, a moça está uma bombshell.Mas basta tirar os trajes do ofício para que ela volte a ser a menina desencanada, quase distraída, com uma intimidade tão simples quanto qualquer mortal. A pedido de Marie Claire, ela mostra seu lado mais prosaico (e, muitas vezes, surpreendente). Obode amarrado Mariana é a filha mais velha do ad-vogado José Nuzzi Neto, procurador do estado de São Paulo, coma fonoau-dióloga Fátima Ximenes Prado. Seu irmão, Rafael, é médico anestesista. Quando criança, Mariana passava as férias no Ceará, onde moram tios e pri-mos. Uma de suas maiores lembranças são os braços lambuzados por molho de caranguejo, que degustava na praia de Fortaleza. Sua bisavó morava na mi-núscula Groaíras, a 220 km da capi-tal cearense, no meio da aridez do ser-tão. No quintal da casa, havia um pé de siriguela, frutinha típica da região. Para evitar que os vizinhos roubassem as frutas, a bisa amarrou um bode no pé da árvore. Até hoje, Mariana ri das estripulias que fazia para distrair o bicho enquanto os primos, sorratei-ramente, colhiam os frutos proibidos. Os brinquedos Quando menina, ela gostava de brin-car com a boneca “Quem me quer”, fabricada pela Estrela, um clássico da segunda metade dos anos 80. Também se acabava no elástico com as amigas de uma pacata rua do bairro da Vila Mariana, na zona sul de São Paulo.
  6. 6. setembro 2013 113 45 867 90 1 Ocomeço Mariana fez o primeiro teste para trabalhar na TV Globo aos 16 anos. Na disputa pelo papel de Celi, a filha caçula do personagem de Marco Nanini na novela Andando nas Nuvens, ela se submeteu a uma tarefa árdua: dramatizar um trecho do monólogo de Molly Bloom, extraído do clássico Ulisses, de James Joyce. “Foi um teste difícil. Ulisses é complexo”, relembra ela. Quem avaliou a perfor-mance da garota – e aprovou – foi a então assistente de direção Amora Mautner. Agora, pela primeira vez desde a histórica ocasião, as duas vão trabalhar juntas. Amora é a diretora-geral de Joia Rara. Livro na bolsa Ela gosta de ler e carrega suas histórias preferidas na bolsa. O livro Patti Smith – Só Garotos (Companhia das Letras) divide espaço na bolsa de Mariana com todos os outros pertences. E não é de se admirar que seu exemplar esteja um tanto amassado. “Estou en-cantada. Patti tem um relato muito pessoal, profundo e poético”, elogia. Assim que terminar a biografia da artista, pretende ler Kafka à Beira-Mar, do japonês Haruki Murakami (Alfaguarama). OladoBda fama Sempre que pode, Mariana dispensa o carro e faz tudo a pé pelas ruas do Rio de Janei-ro – razão pela qual a atriz se torna um al-vo fácil para os paparazzi em seus momen-tos mais cotidianos. “Vivo a minha vida do jeito que acho certo, não me privo de abso-lutamente nada”, diz. No entanto, quando instada a apontar o que há de pior na fama, não hesita em recorrer ao que ela própria chama de clichê. “Não gosto quando ul-trapassam o limite da minha privacidade.” Porque é o jeito Sim, ela não gosta de ma-lhar. “Mas malho, porque é uma questão de saúde física e mental.” Se de-pendesse somente de sua vontade, Mariana fa-ria apenas yoga e pilates. “Disso eu gosto.” Mas, em nome da boa forma, al-terna as aulas com mus-culação. Como as grava-ções da novela são muito intensas e não permitem que a atriz tenha uma rotina muito rígida, ela se vira como pode – tem professores de yoga no Rio de Janeiro e em São Paulo e frequenta acade-mias nas duas cidades. Política na veia As colunas dos jornalistas Zuenir Ventura (O Globo) e Elio Gaspari (Folha de S. Paulo) estão entre as leituras preferidas de Mariana na imprensa. “Eu acompanhei, recentemente, as discussões sobre as manifestações de rua, os discursos do Papa Francisco e da presidenta Dilma Rousseff e, um pouco mais atrás, todo o pro-cesso do mensalão”, afirma. O interesse pelo tema, po-rém, não se traduz em ativismo. Mariana prefere não revelar para quem deu seu voto nas últimas eleições. Ecletismo musical Mariana adora música e gosta especialmente de dirigir com o som alto, cantando louca-mente. Nessas horas, prefere as músicas mais agitadas. Nirvana é uma de suas bandas pre-feridas para acompanhar a direção. “Vou diri-gindo para o Projac amarradona, adoro”, diz. Entre seus artistas mais queridos estão figu-ras tão díspares como o canadense Leonard Cohen e o rapper Criolo. Quando a ocasião pede, também se arrisca no funk. “Danço em casa e na casa dos meus amigos”, revela. Que venham as crianças Mariana Ximenes terminou recentemente o namoro com o publicitário Lucas Mello. O fim do romance não abafou seu desejo de construir uma família. “Com certeza eu vou ser mãe”, diz. Enquanto a hora não che-ga, ela treina a maternidade com os filhos dos amigos e, principalmente, os três afi-lhados. “Sou uma dinda presente. Passeio, cuido, educo e dou limites”, garante a atriz.

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