SISTEMA HÍDRICO URBANO 
JAQUELINE CAMARGO SANTOS* 
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ocupado é denominado várzea do rio. Ora, 
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Artigo de Gestão Ambiental com Ênfase em Ecologia para obtenção de nota parcial.
Trata da questão hídrica nas cidades e sua importância.
Ano 2013 - Curitiba/Paraná

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Sistema Hídrico

  1. 1. SISTEMA HÍDRICO URBANO JAQUELINE CAMARGO SANTOS* * Graduanda do Curso de Licenciatura Plena em Biologia – FIES/UNIBEM - FACULDADES INTEGRADAS “ESPÍRITA” – UNIBEM - Curitiba – PR Orientada pelo Professor JORGE AUGUSTO CALLADO AFONSO - Disciplina de Gestão Ambiental Palavras-Chave: água, sistema hídrico, bacia hidrográficas, saneamento. Keywords: water, water system, hydrographic basin, sanitation. Resumo: Na segunda metade do século XX o desenvolvimento urbano se acelerou e trouxe como consequência uma grande competição pelos mesmos recursos naturais e o descaso com a biodiversidade natural. A ocupação do homem nas bacias hidrográficas foi realizada com pouco planejamento, tendo como objetivos o mínimo custo e o máximo benefício de seus usuários, sem maior preocupação com a preservação do meio ambiente. Com o crescimento demográfico e da exploração da água, os recursos naturais têm-se deteriorado [1]. A diminuição da disponibilidade dos recursos hídricos e deterioração da qualidade das águas traz como conseqüência sérios problemas de saúde pública. A grande crise da água, prevista para o ano de 2020, [2] tem preocupado cientistas de todo o mundo. Uma crise dessas proporções poderá conduzir ao caos hídrico, portanto projetos com múltiplas finalidades devem ser desenvolvidos, além de um amplo projeto para a conscientização mundial. Abstract: In the second half of the twentieth century urban development has accelerated and consequently brought a great competition for the same resources and neglect of natural biodiversity. The occupation of man in river basins was performed with little planning, having as objective the minimum cost and maximum benefit for their users, without much concern for the preservation of the environment. With population growth and exploitation of water, natural resources have deteriorated [1]. The decreased availability of water resources and deterioration of water quality as a result brings serious public health problems. The major water crisis, planned for the year 2020, [2] has worried scientists around the world. A crisis of this magnitude could lead to chaos water, so projects with multiple objectives must be developed, as well as a broad project for global awareness. O desenvolvimento sustentável urbano tem como objetivo melhorar a qualidade da vida da população e a conservação ambiental. Faz-se portanto, essencial integrar a qualidade de vida com um ambiente conservado que atenda às
  2. 2. necessidades da população, garantindo harmonia do homem e da natureza. Tendo em vista que sem água não há vida, torna-se extremamente necessário a estruturação de um modelo de gestão hídrica que atenda adequadamente todo o País e não apenas um modelo isolado que mal dá suporte a população local. Para uma interpretação ecológica da qualidade das águas superficiais e/ou para estabelecer um sistema de monitoramento, é necessário a utilização de simples e que dêem informações objetivas e interpretáveis, partindo para critérios próprios que considerem as características peculiares dos recursos hídricos [3]. É suficientemente claro que a Gestão das Águas e a Gestão Ambiental são atividades inter-relacionadas [3]. A negligência do Estado com a construção das cidades e o desenvolvimento de uma política urbana correta visando não apenas o desenvolvimento econômico, mas principalmente social, é responsável pela ilegalidade como fator estrutural na dinâmica de expansão urbana [4]. Atualmente, a cada 14 segundos, morre uma criança vítima de doenças hídricas [2]. A disponibilidade de água, tanto em quantidade como em qualidade, é um dos principais fatores limitantes ao desenvolvimento das cidades. Para a manutenção sustentável do recurso água é necessário o desenvolvimento de instrumentos gerenciais de proteção, planejamento e utilização, adequando o planejamento urbano de acordo com a vocação natural do sistema hídrico [5]. As fontes difusas de poluição, especialmente a agricultura, têm sido objeto de atenção em muitos países devido à dificuldade de se estabelecer procedimentos de avaliação de impactos ambientais e de adotar padrões aceitáveis, como outrora ocorreu com as fontes pontuais. Por isso, tratamento especial e diferenciado deve ser dado as bacias consideradas como manancial de abastecimento, pois a qualidade da água bruta depende da forma pela qual os demais compartimentos do sistema são manejados [4]. Atualmente a SANEPAR possui um Programa de Conservação de Mananciais que tem por objetivo a implementação de ações estruturais e não estruturais visando a melhoria da qualidade das águas dos mananciais de abastecimento público e sua manutenção [5]. A consideração sobre as perspectivas de longo prazo no aproveitamento dos recursos e o equilíbrio entre alternativas de expansão de capacidade e gestão da demanda são atributos que vêm sendo associados a uma visão mais recente da gestão de recursos hídricos, conhecida como gestão integrada. Iniciativas voltadas ao controle de poluição na fonte, contrapostas à postura convencional de ampliar as capacidades estruturais de tratamento dos efeitos, constituem elementos de gestão integrada que cada vez mais se aplicam ao caso das bacias urbanizadas [6]. No estado do Paraná, a SANEPAR nas 700 localidades onde atua atende uma população de cerca de 6,5 milhões de habitantes utilizando-se de 950 mananciais de abastecimento [7]. O problema das cheias urbanas é um problema de alocação de espaço. Os rios, na época das chuvas, veiculam mais água e necessitam, para tanto, de espaço
  3. 3. para esse transporte. O espaço assim ocupado é denominado várzea do rio. Ora, se a cidade ocupa esse espaço, o rio o reclamará de qualquer forma e invadirá as áreas urbanizadas. A única forma de controlar as enchentes é, portanto, prover espaço para que a água ocupe seu lugar, o que pode ser conseguido através da preservação das áreas de várzea, ou da criação de novos espaços de detenção/retenção, como é o caso da implantação dos piscinões na região [6]. A foto acima ilustra a invasão da água em uma avenida de São Paulo. A maior parte da água que é retirada não é atualmente consumida e retorna a sua fonte sem nenhuma alteração significativa na qualidade. A água é um solvente versátil freqüentemente usado para transportar produtos residuais para longe do local de produção e descarga. Infelizmente, os produtos residuais transportados são freqüentemente tóxicos, e sua presença pode degradar seriamente o ambiente do rio, lago ou riacho receptor [8]. Espaço, terrenos, imóveis, são bens valorizados nas áreas urbanas. Remover a ocupação das várzeas como medida corretiva é muito mais custoso, sob vários aspectos, do que prevenir a ocupação. Da mesma forma, "criar" espaços para armazenar o excesso como nos casos dos piscinões também é caro, principalmente à medida que a urbanização se adensa [1]. Segundo o Relatório do Desenvolvimento Humano (RDH) 2006, que aborda a escassez e a relação da crise mundial da agua com poder e pobreza, a crise do abastecimento de agua e do esgotamento sanitário e, acima de tudo, uma crise dos pobres. De acordo com o Relatório, o principio perverso que se aplica a grande parte do mundo em desenvolvimento e de que as pessoas mais pobres não só tem acesso a menos agua, e a menos agua potável, como também pagam alguns dos preços mais elevados do mundo [9]. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o calculo dos requisitos mínimos de agua, para que os riscos a saúde sejam reduzidos, deve ser baseado nas demandas para hidratação, preparo e higienização de alimentos e promoção de higiene básica (lavar as mãos, tomar banho e lavar as roupas) [9]. A necessidade de integração entre os sistemas de gerenciamento de recursos hídricos e o planejamento metropolitano decorre do reconhecimento de que a lógica estrita das localidades, aplicada às bacias urbanizadas, leva à irracionalidade no investimento e na gestão dos sistemas setoriais. A gestão de sistemas setoriais a partir de uma lógica predominantemente local dá a ilusão de que, por tratar de diferentes setores convergindo para uma unidade geográfica restrita, promove a integração entre setores. No entanto, isso não é verdade se analisado à luz da funcionalidade dos sistemas setoriais em seu todo (e não em segmentos) [1]. Conclusão: O quadro socioambiental que caracteriza as sociedades contemporâneas revela que as ações dos humanos sobre o meio ambiente está causando impactos cada vez mais complexos, tanto em termos quantitativos quanto qualitativos.
  4. 4. Vilas e favelas são regiões das municipalidades que, ao longo da historia do Brasil, não foram priorizadas pelas politicas publicas de saneamento básico. A foto acima retrata a construção de casas em mananciais. O conceito de desenvolvimento sustentável surge como uma idéia força integradora para qualificar a necessidade de pensar uma outra forma de desenvolvimento. Experiências de Poder Local bem-sucedidas, principalmente por parte de administrações municipais, mostram que, havendo vontade política, é possível viabilizar ações governamentais pautadas pela adoção dos princípios de sustentabilidade ambiental conjugada a resultados na esfera do desenvolvimento econômico e social. O município possibilita, neste sentido, a articulação de políticas de caráter intersetorial do desenvolvimento social na medida em que se amplia o campo de análise e de atuação que inclui conceitos como qualidade de vida, exercício de direitos e expansão do desenvolvimento de capacidades. Longe dos “olhos da sociedade” que, embora não sejam vigilantes quando o assunto são as vilas e favelas, exercem algum grau de pressão sobre o poder publico e a companhia de agua e esgotos. A ocupação de periferias precárias é um fator que acaba por estender a cidade indefinidamente, o que gera uma necessidade de expansão dos sistemas à distancias cada vez maiores, com o consequente aumento dos custos de implantação. Referências [1] MORAES, D. e JORDAO, B. “Degradação de recursos hídricos e seus efeitos sobre a saúde humana.” Rev. Saúde Pública [online]., pp. vol.36, n.3, pp. 370-374. ISSN 0034- 8910., 2002. [2] WREGE, M. “A ética da água.” Inform ANDES, vol. 96, p. 12, 2000. [3] MUÑOZ, H. “Interfaces da gestão de recursos hídricos: desafios da lei de águas de 1997.” Secretaria de Recursos Hídricos - Brasilia., pp. 75- 108., 2000. [4] GROSTEIN, M. “METRÓPOLE E EXPANSÃO URBANA a persistência de processos “insustentáveis”.” SÃO PAULO EM PERSPECTIVA, vol. 15, p. 1, 2001. [5] ANDREOLI, C. V.; DALARMI, O.; LARA, A. e ANDREOLI, F. “Os Mananciais de Abastecimento do Sistema Integrado da Região Metropolitana de Curitiba.” 1999. [6] SILVA, R. e PORTO, M. “Gestão urbana e gestão das águas: caminhos da integração.” SCIELO BRASIL., vol. 17, n. 47, pp. 129-145, 2003. [7] DECONTO, L. e SANTOS, J. “Produção de desinfetantes in loco – experiência da SANEPAR.” Sanare - Curitiba., vol. 4, n. 4, pp. 15-21, 1995. [8] WHITE, P. e RASMUSSEN, J. “The genotoxic hazards of domestic wastes in surface waters.” Mutat Res., vol. 410, pp. 223-36, 1998. [9] PNAD - Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea). 2007 Primeiras análises: saneamento básico e habitação. v. 5. 2008.

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