Por uma Educação do Campo

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Por uma Educação do Campo

  1. 1. EDUCAÇÃO DO CAMPO Poder Local e a Gestão da Educação do Campo. Idean Pantaleão. Maria do Carmo Silva. Posturas autoritárias e centralizadoras são marcas difíceis de serem removidas em tanto tempo de formação da nação brasileira. O que nos leva a afirmar que, em grande parte dos casos as relações sociais se constituíram por meio de posturas hierárquica, entre os que mandam e aqueles obedecem, muitas vezes pelo uso da violência como algo corriqueiro e natural como uma expressão social, uma cultura, uma maneira de viver, normal e presente em nosso dia -a dia. Para os defensores da liberdade existem alguns elementos que podem ser considerados essenciais para estabelecer uma cultura democrática, diferente daquilo que estamos muito acostumados a vivenciar. Um primeiro aspecto toma por referência o direito ao acesso a democracia, é um dos princípios fundamentais. Um segundo aspecto que também é muito importante é a convicção do poder público em construir canais para os diferentes seguimentos que compõem a sociedade, possam tomar parte nos debates e discussões sobre os aspectos que devem ser priorizados, em razão das necessidades mais urgentes a serem atendidas, das expectativas mais significativas para a sociedade como um todo possui, e o poder público deve buscar instrumentos para responder satisfatoriamente. Em tais situações o governo propõe e anima a sociedade a entrar em ação para formular propostas, planejar, auxiliar na execução, avaliar as ações realizadas, alcançando a transparência e o
  2. 2. acompanhamento do que foi feito. Um terceiro aspecto é que a ideia de justiça, de igualdade e de direito brota de conflitos, que é debatido e que encontra suas soluções no diálogo positivo e proveitoso entre aqueles que estão envolvidos com as situações. Uma sociedade com fortes traços de desigualdade, para ser considerada democrática, deve ter consciências de seus problemas, estar voltada para resolver suas dificuldades e, acima de tudo, estar convencida de que as proposições em execução são as melhores a serem realizadas para superar obstáculos. A democracia não é apenas formal, mas ela passa a ser uma maneira de existência, de vida de uma sociedade dinâmica que se faz presente. Nos processos educativos, em qualquer espaço que possam acontecer têm plenas possibilidades de contribuir para o fortalecimento do processo democrático. Por espaço público, entende-se o lugar onde as opiniões ganham visibilidade, onde a singularidade de cada um são transformadas em intenções coletivas e onde as ações são exercitadas em torno da construção dialógica de cada um. Neste sentido, há necessidade de atenção redobrada em torno da atuação dos espaços público com matriz de decisão colegiada em torno de políticas locais. Sendo assim deve se traduzir em objeto de vigilância constante por parte dos seguimentos diversos da sociedade civil como sindicatos, associações, partidos políticos, organizações não governamentais, universidades, centros de pesquisa e outros. Portanto os espaços públicos podem ser concebidos como lugares de pertencimento das pluralidades a partir de dimensões singulares, onde o acesso ao direito ultrapassa a condição da retórica e da positivação e se constitui em sua concretude como exercício humano. É frente a estas transformações que o instrumento básico do poder local, a participação comunitária, adquire uma importância de primeiro plano, não como panaceia, mas como mecanismo complementar de outras transformações concomitantes. Trata-se da descentralização, do planejamento municipal, dos diversos sistemas de participação das comunidades nas decisões do espaço de vida do cidadão, e que dão corpo ao chamado poder local. O que é a Educação tem a ver com isso e se pode fortalecer tais questões? Os processos educativos, em qualquer espaço que possam acontecer tem plenas possibilidades de contribuir para o fortalecimento do processo democrático. Nos aspectos em que são realizadas as experiências educativas a democracia pode ser exercitada, através das
  3. 3. vivências entre as pessoas nos atos pedagógicos que acontecem em diferentes espaços da escola e nos demais território da sociedade. Então, as relações são dialógicas quanto as pessoas se sentem pertencentes ao processo, pois se percebem e valorizam as opiniões, posições, posturas e concepções dos outros. Há trocas, reciprocidades, conflitos e solidariedade entre as pessoas. Devemos, por tanto, entender que o marco central da participação é quando as pessoas se sentirem “dentro” do processo, significando que faz ou avalia se a experiência é a partir de “fora” e sim aqueles que estão no processo, e se sentem comprometidos com ele Referências SOUSA, Prof. Dr. Orlando B de. Gestão Democrática. 2012. SANTOS, Prof. MSc. Émina. Espaço e poder Local: Possiblidades de participação popular nas Políticas Públicas Municipais. 2010. DOWBOR, Ladislau. O que é poder local? 2011.  Professora, Coordenadora de Setor de Educação Rural de Parauapebas e Estudante do Curso de Pós- Graduação em Gestão Escolar/ Unisa.

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