licao-biblica-fe-e-obras-tiago-3âº-trimestre-de-2014-aluno-pdf

2.178 visualizações

Publicada em

revista de mestre da EBD do 3º trimestre

Publicada em: Educação
0 comentários
2 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
2.178
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
39
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
115
Comentários
0
Gostaram
2
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

licao-biblica-fe-e-obras-tiago-3âº-trimestre-de-2014-aluno-pdf

  1. 1. Fé e Obras Ensinos de Tiago para uma ' Vicia Cristã Autêntica 1*11L•Jwww.cpad.com br Jo v e n s A d u lt o s
  2. 2. ^ B íb l ic a s ■ ■ ■ ■ ■ ■ ■ ALUNO Comentário: ELIEZER DE LIRA E SILVA Lições do 3o Trimestre de 2014 Liçáo 1 Lição 2 0 Propósito da Tentação 8 Licáo 3 A Importância da Sabedoria Humilde 13 Lição 4 Gerados Pela Palavra da Verdade 18 Lição 5 0 Cuidado ao Falar e a Religião Pura 23 Liçáo 6 A Verdadeira Fé Não Faz Acepção de Pessoas 28 Lição 7 A Fé se Manifesta em Obras 33 Lição 8 0 Cuidado com a Língua 38 Liçáo 9 A Verdadeira Sabedoria se Manifesta na Prática 42 Lição 10 0 Perigo da Busca pela Autorrealização Humana 47 Liçáo 11 0 Julgamento e a Soberania Pertencem a Deus 51 Liçáo 12 Os Pecados de Omissão e de Opressão 56 Liçáo 13 A Atualidade dos Últimos Conselhos de Tiago 61 LlÇÔ tS bÍHUCAS 1
  3. 3. B íb l ic a s ALUNO Publicação Trim estral da Casa Publicadora das A sse m bleias de Deus Presidente da Convenção Geral das Assem bleias de Deus no Brasil José Wellington Bezerra da Costa Presidente do Conselho Administrativo José Wellington Costa Júnior Diretor Executivo Ronaldo Rodrigues de Souza Cerente de Publicações Alexandre Claudlno Coelho Consultoria Doutrinãria e Teológica Antonio Gilberto e Claudionor de Andrade Gerente Financeiro Josafá Franklin Santos Bomfim Gerente de Produção Jarbas Ramires Silva Gerente Comercial Cicero da Silva Gerente da Rede de Lojas João Batista Guilherme da Silva Chefe de Arte & D esign Wagner de Almeida Chefe do Setor de Educação Cristã César Moisés Carvalho Redatores Marcelo de Oliveira e Telma Bueno Designer Grafico Marlon Soares Capa Flamir Ambrósio Av. Brasil, 34.401 - Bangu Rio de Janeiro RJ Cep 21852/002 Tel.: (21) 2406 7373 Fax: (21) 2406 7326 LIVRARIAS CPAD AMA/ONAS: Rua 8arro»o, 36 ■ Centro 69010-0*0 Manaus AM Tel : (92) *126 6950 £ mail: m anauitfrpad rom br Gerente Rkardo dm Sanio« Silva BAHIA: Av Antonto Cario) Magalhães, 4009 ■Loja A 40240 000 Pttuba Salvador BA Tel (71) 2104 5300 E mail: salvador# cpad.com.br Gerente Mauro Com«« d« Silva BRASILIA: Setoi Comercial Sul Qd 5. RI. C. loja 54 Calerla Ouvidor 70305 91« Brasília DF Tetefas;(61)2)07 4750 E mail bra»ilta*cpad com br •Geram* Marco Aurélio da Silva tS H R n o SANTO: Rod do Sol, 5000 loja» 1074 e 1075 PraU de itapema 29102020 VHa Velha IS Tel (27) 3202-2723 -Gerente Francisco Ale«andre Ferreira MARANHÃO: Rua da Pa/. 42B. Centro. SAo luivM A 65020 450 T«l.: (98) 3231 6030/21OR 8400 I mail »aolut»IPcpad com.br Gerente Eliel Albuquerque de Aguiar junto« MINAS GERAIS Rua SAo Paulo. I)7 l loja I Centro 30170-131 Belo Horl/onteMG -Tcl.:(3l) 3431 4000 £ mail: belohorlfonte# cpad com.br Gerente Williams Roberto ferreira PARANA: Rua Senador xavter da Silva, 450 Centro Civlco 80530- 060 Curitiba PR Tel . (41)2117 7950 £ maM curHiba^cpad com br Gerente Marta Madalena Pimentel da SMva PERNAMBUCO: Av Dantas Barreto. 1021 Sâojosé 50020 000 Recife Pt Tel (81) 3424 6600 / 2128 4750 f mail re<rfe#cpad com br -Gerent* Edgard Pereira do» Santm junior RIO OE JANEIRO: Vkent* 49 Carvalho Av Vicente di Carvalho. 108) Viceme de Carvalho 21210000 Rio dejaneiro RJ Tel 121) 2481 210) / 2481 2350 E mail vkr»tecarvalho#cpad com.br Gerante Sevenno Joaquim da Silva Filho Niterói Rua Aorelmo Leal, 47 •lojas A e 8 Centro 24020 110 Niteiói RJ Tel (21) 2620 4318 / 2621 4031 £ mail niterol# cpad com br ,erentc EderCala*an» Nova i|w i(u Av Governador Amaral Peiaoto 427 loja 101 e 103 GaWrlaVepMn Centio 26210-060 Nuvalouacu R) Tel (21) 2667 4061/2667 8163 E mall novalguacu*! pad ( om br Gerente Patrick de Oliveira Centro: Rua Primeiro de Marco, 8 Centro Rio de Janeiro RJ Tel: (21) 2509 3258 / 2507 5948 ..erenle. Stfvlo Tom* Shopping jardim Guadalupe: Av BratM. 22.155. Espato Comercial 115/01 duadalupe Rio deJaneiro RJ TEI.; |2H 33f.9 2487 f mail: guâdalupeCcpafl.com.br Geientr jucílelde Gome» da Silva SANTA CATARINA Rua Sete de Setembro, 142 loja I Centro 88010 060 Flor.anôpoliv SC Tel 148) 3225 3923 / 3225 1128 E-mail ftoripa*>cpad com br Gerente. Geilel Vieira Damasceno SA o PAULO Rua Conselheiro Cotegipe, 210 Seleruinho 0)058- 000 SAoPaulo SP TeM1l)2l98 2702 £ malfcuopAulo<*pad tom br Gerente Jefferton de freitai FLO RID A 3939 North Federal Highway Pompano Beach. FI 33064 USA Tel, (9S4| 94» 9S88 / 941 4034 Site www editonalpatmot.com Cereme Jonas Mariano Distribuidor CLARA Rua Senador Pompeu. 834 loja 27 Centro -60025 000 Fortale/a CE -T el: (85) 3231 3004 E mail cbiblia#lg com br Gerent« jo»e Mana Nogueira Lira PARA E L .GOUVEIA Av Gov jo»é Matcher 1579 Centro 66060 230 Belém PA T«M9U3222 7965 £ mail gerencia*cpadbe lem.com bf Gereni'- Benedito de Mora«» Jr JAPAo Cunma ken Ota »hi Shimohamada cho 304 4 T 373-0821- Tel.: 81 276 48 8131 / 81 8942 3669 Celular (81) 90 8942 1669 E-mail cpadjp#hotmail com -Cirenl* Joelma Watabe Barbova LISBOA CAPU Av. Almirante GagoCouttnho 158 1700 030 Us boa Portugal TeL: 3SI 21 842 9190 / 351 21 840 9361 Emails: tapudcapu pt Site: www capu pt MATO GROSSO Livraria Aitembléia de Deu» Av Ruben» de Mendonca. 3.500 -Grande Templo - 78040 400 Cantrp -Cuia ba MT Telefax l65l 644-2136 -E mail hellorap#/ai.com.br Gerem* Hello |o»é da Silva MINAS GCRAIS Nova Stâo Rua Jarba» L O. Santos. 1651 I) 102 Shopping Santa Cru/ 36013 150 JuWdeFora MC Tel (32) 3212 7248/3236-8757 E mail novasiao4>gmail com Carentn Daniel Ramo» de Oliveira SAO PAULO SOCEP Bua Floriano Pemoto, 103 Centro Sta Barbara D'Oeste SP 13450 970 Tel : (19) 3459 2000 E-rnatl vendasfsocep.com.br -Cerentr Antônio Ribeiro Soares TELEMARKETING (de 2a à 6a da» 8h is 18h e aos »abado» dai 9h às 15h) Rio d« Janeiro: (21) 1171 2723 Central de Ai«nd(m«nto: 0 8 0 0 0217373 (ligacAo gratuita) ■Igreja» / Cota» e A»»matura» - ramal 7 • Colportores e Logistas ramal 1 ■ Pastore» e demais clientes - ramal 4 • SAC (ServKo de Atendimento ao Consumidor) - ramal 5 LIVRARIA VIRTUAL: www.cpad.com br Ouvidoria: ouv>doriad»cpad com br CM ) Liç õ es Bíbu c a s
  4. 4. 6 de Julho de 2014 T ia g o — Fé Q ue Se M o s t r a P ela s O b r a s T TEXTO ÁUREO "Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma" (Tg 2.17). -4--I VERDADE PRÁTICA A nossa fé tem de produzir frutos verdadeiros de amor. do contrário, ela se apresenta falsa. « ‘’S E »1)1C*'sl" DONATIVOS LEIT U R A D IÁ RIA Segunda - Hb 10.24 As boas obras devem ser estimuladas 4 Terça - 1 Tm 6.1 7 19 As boas obras e as riquezas do mundo Quarta - Tg 2.14-17 É possível haver fé sem as obras? Quinta - Ef 2.8,9 Não somos salvos pelas boas obras Sexta - Ef 2.10 Salvos praticam boas obras Sabado - Rm 12.9,10 Amor cordial e fraterno Liç õ es BIb u c a s 3
  5. 5. I LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Tiago 2.14-26 14 - Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé e não tiver as obras? Porventura, a fé pode salvá-lo? 5 -E.se o irmão ou a irmã estiverem nus e tiverem falta de mantimento cotidiano, - e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos; e lhes não derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí? - Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. - Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras. 19 - Tu crês que há um só Deus? Fazes bem; também os demónios o creem e estremecem. ^20 - Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta? 12 1 - Porventura Abraão, o nosso pai, não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque? - Bem vês que a fé cooperou com 1» as suas obras e que, pelas obras, a fé foi aperfeiçoada, 2 ! - e cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi- lhe isso imputado comojustiça, e foi chamado o amigo de Deus. 24 - Vedes, então, que o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé. 25 - E de igual modo Raabe, a mere­ triz, não foi tambémjustificada pelas obras, quando recolheu os emissários e os despediu por outro caminho? 26 - Porque, assim como o corpo sem o espirito está morto, assim também I a fé sem obras é morta. INTRODUÇÃO Neste trimestre, estudaremos a mensagem de Deus entregue aos santos irmãos do primeiro século por intermédio de Tiago, o irmão do Senhor. Assim pode ser resu­ mida a Epistola universal de Tiago: uma carta de conselhos práticos para uma vida bem-sucedida e de acordo com a Palavra de Deus. A espiritualidade superficial, a au­ sência de integridade, a carência de perseverança e a insuficiência da compaixão para com o próximo são características que permeiam o caminho de muitos crentes dos dias modernos. O estudo dessa epístola é relevante para os nossos dias, pois contempla a oportunidade de aperfeiçoarmos o nosso relaciona­ mento com Deus e com o próximo, levando-nos a compreender que a fé sem as obras é morta (Tg 2.17). I - AUTORIA, LOCAL, DATA E DESTINATÁRIOS (Tg 1.1) 1. Autoria. Em primeiro luga é preciso destacar o fato de que há, em o Novo Testamento, a menção de quatro pessoas com o nome de Tiago: Tiago, pai de Judas, não o ls- cariotes, (Lc 6.16); Tiago, filho de Ze- bedeu e irmão dejoão (Mt4.21; 10.2; Mc 1.19, 10.35; Lc 5.10; 6.14; At. 1.13; 12.2); Tiago, filho de Alfeu, um dos doze discípulos (Mt 10.3; Mc 3.18; 15.40; Lc 6.15; At 1.13) e, finalmente, Tiago, o autor da epistola, que era filho de José e Maria e meio-irmão do nosso Senhor (Mt 1.18,20). Após firmar os passos na fé e testemunhar a ressurreição do Filho de Deus, o irmão do Senhor liderou a Igreja em Jerusalém (At 15.13-21) e, mais tarde, I i -
  6. 6. REFLEXÃO _____ A religião pura e imaculada e a fé que se mostra através de nossas práticas e obras.” Eliezer Lira foi considerado apóstolo (Cl 1.19). Pela riqueza doutrinária da carta, o autor não poderia ser outro Tiago, senão, o irmão do Senhor e líder da Igreja em Jerusalém. 2. Local e data. Embora a maioria dos biblistas veja a Palesti­ na, e mais especificamente Jerusa­ lém, como local mais indicado de produção da epistola, tal informa­ ção é desconhecida. Sobre a data, tratando-se do período antigo da era cristã, sempre será aproximada. Por essa razão, a Bíblia de Estudo Pentecostal data a produção da carta de Tiago entre os anos 45 a 49 d.C., aproximadamente. 3. D estinatário. “Às doze tribos que andam dispersas" (Tg 1.1). Há muito a estrutura política de Israel perdera a configuração de divisão em tribos. Assim, em o Novo Testamento, a expressão “doze tribos" é um recurso linguistico que faz alusão, de forma figurativa, à nação inteira de Israel (Mt 19.28; At 26.7; Ap 21.12). Todavia, ao usar a fórmula “doze tribos", na verdade, Tiago refere-se aos cristãos disper­ sos na Palestina e variadas igrejas estabelecidas em outras regiões, isto é, todo o povo de Deus espalhado pelo mundo. II - O PROPÓSITO DA EPÍSTOLA DE TIAGO 1. Orientar. Em um tempo marcado pela falsa espiritualidade e egoísmo, as orientações de Tia­ go são relevantes e pertinentes. Isso porque a Escritura nos revela o serviço a Deus como a prática concreta de atitudes e comunhão: guardar-se do sistema mundano (engano, falsidade, egoísmo, etc.) e amar o próximo. Assim, através de orientações práticas, Tiago almeja fortalecer e consolar os cristãos, 1 exortando-os acerca da profundida- I de da verdadeira, pura e imaculada I religião para com Deus a qual é: a) « visitar os órfãos e as viúvas nas 1 tribulações; b) não fazer acepção | de pessoas e c) guardar-se da cor- h rupção do mundo (Tg 1.27). 2. C onsolar. Numa cultu-1 ra onde não se dobrar a César, I honrando-o como divindade, signi­ ficava rebelião à autoridade maior, os crentes antigos foram impiedo­ samente perseguidos, humilhados e mortos. Entretanto, a despeito de perder emprego, pais, filhos e sofrer martírios em praças públicas, eles ) se mantiveram fiéis ao Senhor. Por isso, a epístola é. ainda hoje, um bálsamo para as igrejas e crentes perseguidos espalhados pelo mun­ do (Tg 1.17,18; 5.7-11). 3. Fortalecer. Além das perse guições cruéis, os crentes eram ex­ plorados pelos ricos e defraudados e afligidos pelos patrões (Tg 5.4). Apesar de a Palavra de Deus con­ denar com veemência essa prática mundana, infelizmente, ela ainda é muito atual (Ml 3.5; Mc 10.19; I Ts 4.6). A Epistola de Tiago não foge à tradição profética de condenar tais abusos, pois, além de expor o juizo divino contra os exploradores, o meio-irmão do Senhor exorta os santos a não desanimarem na fé, pois há um Deus que contempla as más atitudes do injusto e certamente ü ç õ es Bíblic a s 5
  7. 7. ■cobrará muito caro por isso. A queda I de quem explora o trabalhador não I tardará (Tg 5.1-3). , III - ATUALIDADE 1 DA EPÍSTOLA 1. Num tempo de superficia- 1 lidade espiritual. Outro propósito I da epistola é levar o leitor a um I relacionamento mais íntimo com I Deus e com o próximo. A carta traz 8 diversas citações do Sermão do I Monte como prova de que o autor está em plena concordância com o ensino deJesus Cristo. Tiago chama a atenção para a verdade de que se as orientações de Jesus não forem praticadas, o leitor estará fora da boa. perfeita e agradável vontade « de Deus. Portanto, a Igreja do Se . nhor não pode abandonar os conse- | lhos divinos para desenvolver uma espiritualidade sadia e profunda. 2. Num tempo de confusão . entre “ salvação pela fé” ou “ sal­ vação pelas obras”. O leitor desa- ■J visado pode pensar que a Epístola ; de Tiago contradiz o apóstolo Paulo quanto à doutrina da salvação me­ diante a fé. Nos tempos apostólicos, „ falsos mestres torceram a doutrina : da salvação pela graça proclamada s pelo apóstolo dos gentios (2 Pe 3.14- i 16 cf. Rm 5.20—6.4). Entretanto, 1a Epistola de Tiago evidencia que I não se pode fazer separação entre I a fé e as obras. Apesar de as obras não garantirem a salvação, a sua manifestação dá testemunho da experiência salvífica do crente (Ef 2.10; cf. Tg 2.24). 3. Uma fé posta em prática. Muitos dizem ser discípulos de Cris­ to, mas estão distantes das virtudes biblicas. Estes não evidenciam sua fé por intermédio de suas atitudes. Os pseudosdiscipulos visam os seus interesses particulares e não a glória de Deus. Precisamos urgentemente priorizar o Reino de Deus e a sua justiça (Mt 6.33). Tiago nos ensina, assim como João Batista (Lc 3.8-14), que precisamos produzir frutos dig­ nos de arrependimento. CONCLUSÃO Como em toda a Escritura Sa­ grada, a Epístola de Tiago é um farol acesso e permanentemente atual. Ela nos alerta contra a mediocridade da vida supostamente cristã e nos exorta a fazer das Escrituras o nosso pão diário. Jesus Cristo sempre foi zeloso pelo bem estar do seu rebanho (Jo 10.10). Em todas as épocas Ele é o bom pastor que cuida das suas ovelhas (Jo 10.11). É do interesse do Mestre que os discípulos vivam em harmonia e amor mútuo, a fim de não trazerem escândalo aos de dentro e, muito menos, aos de fora(1 Co 10.32). E não nos esqueçamos: A religião pura e imaculada é a fé que se mostra atra­ vés de nossas práticas e obras. 6 I.içò f.s BIbuca
  8. 8. RESPONDA 1. Quem é o autor da Epistola de Tiago? 2. Quem são os destinatários da Epistola de Tiago? 3. Segundo a lição, quais são os propósitos da Epístola de Tiago? 4. O que provam as várias citações do Sermão da Montanha na Espitola de Tiago? 5. Por que não podemos fazer separação entre a fé e as obras? VO CABULÁRIO Compatriota: Que se ori­ gina da mesma terra. Dispersa: Espalhada, separada. im a Pura, sem qualquer mancha. Liçõ es BIhucas 7
  9. 9. Lição 2 13 de Julho de 2014 O P r o pó sit o DA TENTAÇÃO TEXTO ÁUREO "Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações, sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência" (Tg 1.2,3). VERDADE PRA | P 0 triunfo sobre a tentaçãi r espiritualmente e nos torr de Deus. lTICA ofoitalecenos ia mais íntimos 1 y LEITU RA DIÁRIA Segunda - Pv 1.10 Tentado, não cedas! Terça - Hb 2.18 Jesus foi provado assim como nós Quarta - 1 Pe 1.7 Tentação, a provação da fé Quinta - Dt 8.2,3 Conheça a ti mesmo Sexta - Mt 26.41 Vigilância e oração Sábado - 1 Pe 5.9 Identificação através das provações 8 Liçõ es BIblk as
  10. 10. JR A B IB L K EM CLASSE Tiago 1.2 4,12 15 - Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações. - sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência. . - Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma. Í - Bem-aventurado o varão que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam. | 1 ! - Ninguém, sendo tentado, diga: I De Deus sou tentado; porque Deus I não pode ser tentado pelo mal e a ' ninguém tenta. •- Mas cada um é tentado, quando atraido e engodado pela sua própria •concupiscência. - Depois, havendo a concupis­ cência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte. INTRODUÇÃO Definitivamente, o homem moderno não está preparado para sofrer. Os membros de muitas igre­ jas evangélicas, através da Teologia da Prosperidade, têm se iludido com a filosofia enganosa do "não sofri­ mento". O resultado é que quando o iludido sofre o infortúnio, perde a fé em “Deus". Mas, que se entenda bem, num "deus” que nada tem com as Escrituras! A lição dessa semana tem o objetivo de resgatar esse ensinamento evangélico (Tg 1.2). Aprenderemos acerca da tentação, do sofrimento e da provação, não como consequência de uma vida de pecado ou de falta de fé, mas como o caminho delineado por Deus para o nosso aperfeiçoamento. Ninguém melhor do que Jesus Cristo, com seu exemplo de vida, para nos ensinar tal lição (Hb 5.8). O convite do Mes­ tre é um chamado ao sofrimento por amor do seu nome (Jo 16.33; Mt 5.10-12). I - O FORTALECIMENTO PRODUZIDO PELAS TENTAÇÕES (Tg 1.2,12) 1. O que é tentação. O termo empregado na Bíblia tanto no he­ braico, massah, quanto no grego, peirasmos, para tentação, significa “prova", "provação" ou "teste". A ex­ pressão pode estar relacionada tam­ bém ao conflito moral, isto é, a uma incitação ao pecado. De fato, como mostram as Escrituras, a tentação é uma provação, uma espécie de teste. O pecado, por sua vez, já se trata de um ato imoral consumado. Por isso, a tentação não é, em si mesma, pecado, pois ninguém peca quando ..iírõ B Bíb u c .vs 9
  11. 11. passa pelo processo "probatório". A própria vida terrena do Senhor Jesus demonstra, com clareza, a distinção entre tentação e pecado. A Epístola aos Hebreus afirma queJesus, o nos­ so Senhor, em tudo foi tentado. Ele foi provado e testado em todas as coisas. Todavia, o Mestre não pecou (Hb 4.14-16). Portanto, confiantes de que Jesus Cristo é o nosso Sumo Sacerdote perfeito, devemos nos aproximar, com fé, do trono da graça sabendo que Ele conhece as nossas tentações e pode nos dar a força ne­ cessária para resistirmos (t Co 10.13). 2. Fortalecim ento após a tentação (v.2). Do mesmo modo que o ouro precisa do fogo para ser refinado ou purificado, o cristão passa pelas tentações para se aper­ feiçoar no Reino de Deus (I Pe 1.7). Quando tentado, o crente é posto á prova para mostrar-se aprovado tal como Cristo, que foi conduzido ao deserto para ser tentado por Sata­ nás e embora debilitado e provado ' espiritualmente, saiu do deserto vitorioso e fortalecido, tendo em se­ guida iniciado seu ministério terreno de pregação a respeito do Reino de Deus (Lc 4.1-13). À luz do exemplo de Cristo, compreendemos bem o que Tiago quer dizer quando exorta- nos a termos “grande gozo quando [cairmos] em várias tentações". Tal conselho aponta para a certeza de que ao passar pela tentação, além de paciente e maduro, o crente se Í sentirá ainda mais fortalecido pela graça de Deus. | 3. Felicidade pela tentação I (v.12). Quando o cristão é subme- I tido às tentações há uma tendência I de ele entregar-se à tristeza e à I angústia. Mas atentemos para esta I expressão: "Bem-aventurado o varâo l_que sofre a tentação". Em outras palavras, como é feliz, realizado ou atingiu a felicidade aquele crente que é provado, não em uma, mas em vá­ rias tentações (v.2). Ser participantes dos sofrimentos de Cristo e ao mes­ mo tempo felizes parece paradoxal. A Bíblia, porém, orienta-nos a que nos alegremos em Deus porque a tri­ bulação produz a paciência, e esta, a experiência que, finalmente, culmina na esperança (Rm 5.3-5). Isto mesmo! Vivemos sob a esperança de receber diretamente de Jesus a coroa da vida. Uma recompensa preparada de antemão pelo nosso Senhor para os que o amam. Você ama ao Senhor? É discípulo dEle? Então, não tema pas­ sar pela tentação. Há uma promessa: Você "receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam”. Alegre-se e regozije- se em ser participante das aflições de Cristo, pois é justamente nessa condição — de felicidade verdadeira —, que Ele nos deixará por toda a eternidade quando da revelação da sua glória (I Pe 4.12,13)1 II - A ORIGEM DAS TENTAÇÕES (Tg 1.1 3-1S) 1. A tentação é humana. Embora a tentação objetive provar o crente, as Escrituras afirmam que ela não vem da parte de Deus, mas da fragilidade humana (Tg 1.13). O ser humano é atraido por aquilo que deseja. A história de Adão e Eva nos mostra o primeiro casal sendo tentado por aquilo que lhe atraía (Cn 3.2-6). Mesmo sabendo que não po­ deriam tocar na árvore no centro do Jardim do Éden, depois de atraídos pelo desejo, Adão e Eva entregaram- se ao pecado (Cn 3.6-9). A Epistola de Tiago aplica o termo “gerar", utilizado no versículo 15, à ideia de que ninguém peca sem desejar o 10 U çôes BtniJ'
  12. 12. pecado. Assim, antes de ser efeti­ vamente consumada, a transgressão passa por um processo de gestação interior no ser humano. Portanto, a origem da tentação está nos dese­ jos humanos e jamais no Altíssimo, “porque Deus [...] a ninguém tenta”. 2. Atração pela própria con­ cupiscência. O texto bíblico é claro ao dizer que “cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência" (v.14). A ten­ tação exterioriza o vício, os desejos, a malignidade da natureza humana, isto é, a concupiscência. Ser tentado é sentir-se aliciado pela própria malicia ou os sentimentos mais reclusos de nossa natureza má. Você tem ouvido o ressoar das suas malícias? Elas te atraem? Ouça a Epístola de Tiago! Não dê vazão às pulsões interiores, antes procure imitar Jesus afastando-se do pecado. Assim, não darás luz ao pecado e viverás. 3. Deus nos fortalece na tentação. Embora a tentação seja fruto da fragilidade humana, quando ouvimos o Espírito Santo, Deus nos dá o escape em tempo oportuno: "Não veio sobre vós tentação, senão humana: mas fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a pos­ sais suportar" (I Co 10.13). O Santo Espirito nos fará lembrar a Palavra de Deus para não pecarmos contra o nosso Senhor Altíssimo (Is 30.21; Jo 14.26). Todavia, para que isso seja uma realidade em nossa vida, preci­ samos cultivar a Palavra de Deus em nossos corações (SI 119.11). III - O PROPÓSITO DAS TENTAÇÕES (Tg 1.3,4,12) I. Para provar a nossa fé (v.3). Na época de Tiago, os cristãos estavam desanimados por passa­ rem duras provas de perseguição. No versículo três, o meio-irmão do Senhor utiliza então o termo "sa­ bendo”, o qual se deriva do verbo grego ginosko e significa saber, reconhecer ou compreender, para encorajá-los a compreenderem o propósito das lutas enfrentadas na lida cristã: Deus prova a nossa fé (Tg 1.12). À semelhança do aluno que estuda e pesquisa para submeter- se a uma prova e, em seguida, ser aprovado e diplomado, os filhos de Deus são testados para amadure­ cer a fé uma vez dada aos santos (Jo 16.33; Jd 3). O capitulo 11 da epistola aos Hebreus lista inúmeras pessoas que tiveram sua fé prova­ da, porém, terminaram vitoriosas e aprovadas. Por isso o referido texto bíblico é conhecido como a “galeria dos heróis da fé". 2. Pro d u z ir a p aciên cia (vv.3,4). No grego, “paciência" de­ riva de hupomone e denota a capa­ cidade de perseverar, ser constante, ser firme, suportar as circunstâncias difíceis. A palavra aparece em o Novo Testamento ao lado de “tri­ bulações" (Rm S.3), aflições (2 Co 6.4) e perseguições (2 Ts 1.4). Mas também está ligada à esperança (Rm 5.3-5; 15.4,5; 1Ts 1.3), à alegria (Cl 1.11) e, frequentemente, à vida eterna (Lc 21.19; Rm 2.7; Hb 10.36). O termo ilustra a capacidade de uma pessoa permanecer firme em meio à alguma pressão, pois quem é portador da paciência bíblica não desiste facilmente, mesmo sob as circunstâncias das provas extremas (Jó 1.13-22; 2.10). Tiago encoraja-nos então a alegrarmo-nos diante do enfrentamento das várias tentações (v.l), pois a paciência é resultado da prova da nossa fé. Liçõe-s Bíblicas I!
  13. 13. 3. Chegar à perfeição. A habilidade de perseverar ou desen­ volver a paciência não acontece da noite para o dia. Envolve tempo, experiência e maturidade. O meio- -irmão do Senhor destaca na epistola a paciência para que o leitor seja estimulado a chegar à perfeição e, consequentemente, à completude da vida cristã, que se dará na eternida­ de. A expressão “obra perfeita" traz a ideia de algo gradual, em desen­ volvimento constante, com vistas à maturidade espiritual. O motivo pelo qual o cristão é provado não é outro senão para que persevere na vida cristã e atinja o modelo de perfeição segundo Cristo Jesus (SI 119.67; Hb 5.8; Ef 4.13). R B » CONCLUSÃO Sabemos que todo cristão passa por aflições e tentações ao longo da vida. Talvez você esteja vivendo tal situação. Lembre-se de que o nosso Senhor Jesus passou por inúmeras tribulações e tentações, mas venceu todas, tornando-se o maior exemplo de vida para os seus seguidores. Cada tentação vencida pelo crente, significa um avanço rumo ao ama­ durecimento espiritual. Um dia ele atingirá a estatura de varão perfeito á medida da estatura de Cristo (Ef 4.13). Este é o nosso objetivo na jor­ nada cristã! Deus nos recompensará! Estejamos firmes no Senhor Jesus, pois Elejá venceu por nós e por isso somos mais que vencedores. RESPONDA I . Segundo as Escrituras o que é tentação? 2. Quais são as origens das tentações? 3. Qual é a ideia que a expressão “obra perfeita” traz? I 4. Qual é o motivo pelo qual o cristão é provado? 5. O que significa cada tentação vencida pelo crente? 12 I jçò Ls Bíblicas
  14. 14. LEITU RA DIARIA VERDADE PRATICA A sabedoria que procede de Deus e humilde, por isso. equilibra o crente em todas as circunstancias da vida ----------------------------------------------------------------- Lição 3 20 de Julho de 2014 A Im p o r t â n c ia d a Sa b e d o r ia H um ilde "Não desampares a sabedoria, e ela te guardará; ama-a e ela te conservará" (Pv 4.6). Sexta - Pv 3.2 tb A sabedoria inclui a prudência TEXTO ÂUREO Sabado - 2 Cr 1.10 Deus dá sabedoria a quem o pede Segunda - Tg 4.3 Oração com propósito sábio Terça - Pv 3.35 A sabedoria resulta em honra Quarta - Pv 16.16 A sabedoria é a maior riqueza Quinta - Cl 4.S A sabedoria com os não-crentes Liçõ es BIbu c a s 13
  15. 15. LEITURA BlBLK EM CLASSE Tiago l.S; 3.1318 : Tiago I - E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada. Tiago 3 1 - Quem dentre vós é sábio e inteligente? Mostre, pelo seu bom trato, as suas obras em mansidão de sabedoria. 14 - Mas, se tendes amarga inveja e sentimento faccioso em vosso co­ ração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. - Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. j 1- Porque, onde há inveja e espirito ' faccioso, ai há perturbação e toda s obra perversa. ■ 17- Mas a sabedoria que vem do - alto é, primeiramente, pura, depois, • pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia. 18- Ora, ofruto dajustiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz. INTRODUÇÃO Nesta lição estudaremos os ensinamentos da Palavra de Deus acerca da importância da sabedoria divina para o nosso viver diário. Tiago inicia a temática em tom de exortação, enfatizando a neces­ sidade da sabedoria divina como condição básica de levar a igreja a viver a Palavra de Deus com alegria, coerência, segurança e responsa­ bilidade. E isso tudo sem precisar fugir das tribulações ou negar que o crente passa por problemas. A nos­ sa expectativa é que você abrace o estilo de vida proposto pelo Santo Espirito nesta carta. Não fugindo da realidade da vida. mas enfrentando- -a com sabedoria do alto e na força do Espirito Santo. I - A NECESSIDADE DE PEDIRMOS SABEDORIA A DEUS (Tg 1.5) I. A sabedoria que vem de Deus. Tiago fala da sabedoria que vem do alto para distingui-la da humana, de origem má (Tg 3.13-17). Irrefutavelmente, a sabedoria que vem de Deus é o meio pelo qual o homem alcança o discernimento da boa, agradável e perfeita vontade divina (Pv 2.10-19; 3.1-8,13-15; 9.1- 6; Rm 12.1,2). Sem esta sabedoria, o ser humano vive à mercê de suas próprias iniciativas, dominado por suas emoções, sujeitando-se aos mais drásticos efeitos das suas rea­ ções. Enfim, a Palavra de Deus nos orienta a vivermos com prudência. Todavia, quando nos achamos em meio às aflições é possível que nos falte sabedoria. Por isso, o texto de Tiago revela ainda a necessidade de 14 Lições Bíbucas
  16. 16. o crente desenvolver-se, adquirindo maturidade espiritual. 2. Deus é o doador da sabe­ doria. 0 texto bíblico não detalha a maneira pela qual Deus concede sabedoria. Tiago apenas afirma que o Altíssimo a dá. Juntamente com a súplica pela sabedoria que fazemos ao Pai em oração, a epístola fornece riquíssimos ensinamentos (v.5): a) O Senhor é que dá sabedo­ ria. Jesus ensina que o Pai atende às orações daqueles que o pedirem (Mt 7.7,8). b) O Senhor dá todas as coisas. Neste sentido, dizem as Sagradas Escrituras: "Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes, o entregou por todos nós, como nos não dará também com Ele todas as coisas?" (Rm 8.32 cf. Jó 2.10). c) O Senhor dá a todos os homens. Ele não faz acepção de pessoas (At 10.34; Rm 2.11; Ef 6.9; Tg 2.1,9). d) O Senhor dá liberalmente. É de graça! Nosso Deus não vende bênçãos apesar de pessoas, em seu nome, "comercializá-las". e) O Senhor dá sem lançar em rosto. A expressão é sinônima do adágio popular “jogar na cara”.O Pai Celeste não age dessa forma. 3. Peça a Deus sabedoria. Ainda no versículo cinco. Tiago estimula-nos a fazermos as seguin­ tes perguntas: Falta-nos sabedoria espiritual? Sentimental? Emocional? Nos relacionamentos? Caso ache em si falta de sabedoria em alguma área, não desanime! Peça-a a Deus, pois é Ele quem dá liberalmente. E mais: não lança em rosto! Ouça as Escrituras e ponha em prática este ensinamento. Fazendo assim, terás sabedoria do alto. REFLEXÃO “Caso ache em si falta de sabedoria em alguma área. nào desanime! Peça-a a Deus. pois é Ele quem da liberalmente. E mais: náo lanca em rosto!" Eliezer de Lira II - A DEMONSTRAÇÃO PRÁTICA DA SABEDORIA HUMILDE (Tg 3.13) 1. A sabedoria colocada em prática. Tiago conclama os servos de Deus, mais notadamente aque­ les que exercem alguma liderança na igreja local, a demonstrarem sabedoria divina através de ações concretas (Dt 1.13,15; 4.6; Dn 5.12). A sabedoria é a virtude que deve­ mos buscar e cultivar em nossos relacionamentos neste mundo (Mt 5.13-16). O tempo do verbo "mos­ trar", utilizado por Tiago em 3.13, indica uma ação continua em torno da finalidade ou do resultado de uma obra. Desta maneira, a Bíblia está determinando uma atuação cristã que promova as boas obras no relacionamento humano. 2. A humildade como práti­ ca cristã. Instruída pela Palavra de Deus, a humildade cristã promove as boas obras na vida do crente (Tg 1.17-20; cf. Mt 11.29; 5.5). Quem é portador dessa humildade revela a verdadeira sabedoria, produzindo para si alegria e edificação (Mt 5.16). A fim de redundar em honra e glória ao nome do Senhor Jesus, a humil­ dade deve ser uma virtude contínua. Isso a torna igualmente uma porta fechada para o crente não retornar às velhas práticas. O homem natural, dominado pelo pecado, não tem o Liçõ es Bíblic a s 15
  17. 17. ‘Amor. cordialidade e solidarie­ dade são valores éticos absolu tos reclamados no Evangelho ’ Eliezer de Lira temor de Deus nem o compromisso de viver para a honra e glória dEle. Porém, o que nasceu de novo e, portanto, “ressuscitou com Cristo", busca ajuda do alto para viver em plena comunhão e humildade com o seu semelhante (Cl 3.1-17). 3. Obras em mansidão de sabedoria. Vivemos em um tempo onde as pessoas se aborrecem por pouca coisa, onde tudo é motivo para desejar o mal ao outro. Vemos descontrole no trânsito, o destempe­ ro na fila, a pouca cordialidade com o colega de trabalho e coisas afins. Parece que as pessoas não convivem espontaneamente com as outras. Apenas se toleram! Nesse contexto, o ensino de Tiago é de sobremodo relevante: "Mostre, pelo seu bom trato as suas obras em mansidão de sabedoria" (v.13). Amor, cordialidade e solidariedade são valores éticos absolutos reclamados no Evangelho. Ouçamos a sua voz! III - O VALOR DA VERDADEIRA SABEDORIA E A ARROGÂNCIA DO SABER CONTENCIOSO (Tg 3.14 18) 1. Administrando a sabedo­ ria. A sabedoria mencionada por Tiago assinala a vontade de Deus para a vida do crente. Uma vez dada por Deus, tal sabedoria constitui-se parte da natureza do crente. É resul­ tado do novo caráter lapidado pelo Espirito Santo. É um novo pensar, um novo sentir, um novo agir. Deus dá ao homem essa sabedoria para que ele administre as bênçãos, os dons e todas as esferas de relacionamentos da vida humana. Quando Jesus de Nazaré expressou "assim brilhe a vossa luz diante dos homens" (Mt 5.16), Ele estava refletindo sobre o propósito divino de o crente viver a inteireza do Reino de Deus diante dos homens. 2. Sabedoria verdadeira e a arrogância do saber. Há pessoas orgulhosas que, por se julgarem sábias, não admitem serem acon­ selhadas ou advertidas. Sobre tais pessoas as Escrituras são claras (Jr 9.23). Entre os filhos de Deus não há uma pessoa que seja tão sábia que possa abrir mão da necessida­ de de aconselhar-se com alguém. O livro de Provérbios descreve que há sabedoria e segurança na multidão de conselheiros, pois do contrário: o povo perece (11.14). O rei Salomão orou a Deus pedindo-lhe sabedoria para entrar e sair perante o povo judeu (2 Cr 1.10). Disto podemos concluir que lidar com o povo sem depender dos sábios conselhos de Deus é um pedantismo trágico para a saúde espiritual da igreja. Portanto, leve em conta a sabedoria divina! É um bem indispensável para os filhos de Deus. Para quem sente falta de sabedoria, Tiago continua a acon­ selhar: “peça-a a Deus”. 3. Atitudes a serem evitadas. “Onde há inveja e espírito faccioso, ai há perturbação e toda obra perversa" (v.16). Aqui o autor da epístola des­ creve o resultado de uma "sabedoria" soberba e terrena. Classificando tal sabedoria, Tiago utiliza dois termos fortíssimos, afirmando que ela é "ani­ mal” e “diabólica". Animal, porque é acompanhada por emoções oriundas de um instinto natural, primitivo. 16 Liçõ es KIblk
  18. 18. irracional e carnal, sendo por isso destituida de qualquer preocupa­ ção espiritual. Diabólica, porque o nosso adversário inspira pessoas a transbordarem desejos que em nada se assemelham aos que são oriundos do fruto do Espírito, antes, são sentimentos egoisticos, que se identificam com as obras da carne (2 Tm 4.1-3; Cl 5.19-21). Atitudes que trazem contenda, facções, divisão, gritarias e irritabilidade devem ser evitadas em nossa familia, em nossa igreja ou em quaisquer lugares onde nos relacionarmos com o outro. O Senhor nos chamou para paz e não para confusão. Vivamos, pois uma vida cristã sábia e em paz com Deus! CONCLUSÃO Após estudarmos o tema “sabe­ doria humilde" é impossível ao crente admitir a possibilidade de vivermos a vida cristã em qualquer esfera hu­ mana sem depender da sabedoria do alto. A sabedoria divina não só garan­ te a saúde espiritual entre os irmãos, mas da mesma maneira, a emocional e psíquica. Ela estabelece parâmetros para o convívio social sadio ao mes­ mo tempo em que nos previne para que não caiamos nos escândalos e pecados que entristecem o Espírito Santo. Ouçamos o conselho de Deus. Que possamos viver de forma sóbria, justa e piamente Crt 2.12). RESPONDA I . Qual é o meio pelo qual o homem alcança o discernimento da boa, agradável e perfeita vontade divina? 2. Sem sabedoria do alto, divina, como viveria o ser humano? 3. Quem Tiago conclama a demonstrar sabedoria divina através de ações concretas? 4. O que indica o verbo mostrar utilizado por Tiago em 3.1 3? 5. Segundo a lição, qual é o propósito de Deus ao dar sabedoria ao homem? i
  19. 19. Lição 4 27 de Julho de 2014 G e r a d o s Pela Pa l a v r a d a V er d a d e TEXTO ÁUREO VERDADE PRÁTICA Somente aqueles que foram gerados pela Palavra da Verdade são guiados pelo Espirito Santo. ‘Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva e que permanece para sempre" (1 Pe 1.23). LEITU RA DIÁRIA Segunda - 1 Pe 4.12,13 Alegrai-vos com a provação Terça - Lm 5.21 Nossa oração pelo perdão Quarta - Jo 3.3 Novo nascimento e Reino de Deus Quinta - I Jo 5.4 A vitória sobre o mundo Sexu - 2 Co 6.2 Hoje é dia de salvação Sábado - I Tm 2.4 Deus a todos quer salvar 18 Liçôls Blmh s
  20. 20. LEITURA 6IBLICA EM CLASSE Tiago 1.9 11,16 18 - Mas glorie-se o irmão abatido na sua exaltação. -eo rico, em seu abatimento, por­ que ele passará como a flor da erva. - Porque sai o sol com ardor, e a erva seca, e a sua flor cai, e a formo­ sa aparência do seu aspecto perece; assim se murchará também o rico em seus caminhos. - Não erreis, meus amados irmãos. - Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto. descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação. - Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas. INTRODUÇÃO Na lição de hoje vamos estudar acerca da qualidade relacional da igreja nos diversos niveis de inte­ ração entre pessoas geradas pela Palavra. Veremos a Epístola de Tia­ go apontando as distorções sociais que podem existir em um ambiente eclesiástico ou de convivência entre irmãos. A nossa perspectiva é a de que possamos nos relacionar com o outro independente da sua condição econômica e social. Ligados, sobre­ tudo, pelo Evangelho. I - A RELAÇÃO ENTRE OS POBRES E OS RICOS DA IGREJA (1.9 11) 1. Os pobres na Igreja do prim eiro século. Do ponto de vista social, a pobreza exclui o ser humano dos direitos básicos ne­ cessários à sua subsistência. Não é difícil reconhecer que a Igreja do primeiro século era constituída por duas classes sociais: a dos pobres e a dos ricos, tendo evidentemente mais pobres em sua composição. Uma vez que não podemos fazer acepção de pessoas (Rm 2.11; Cl 3.11), os pobres daquela época, que foram gerados pela Palavra e inseridos no corpo de Cristo — a Igreja — tinham motivos de alegrar-se no Senhor, pois além do novo nascimento, eles eram acolhidos pela igreja local (Cl 2.10). 2. Os ricos na Igreja Antiga. Por vezes, os ricos são identificados na Bíblia como judeus proprietários de muitos bens e que negligenciavam as obrigações que pesam sobre que desfrutam de tal condição (Lv 19.10; 23.22,35-55; Dt 15.1-18; Is 1.1 17; Mq 6.9-16; 1 Tm 6.9,17-19). Por Lições Bíblicas 19
  21. 21. cuja razão, e pelas suas atitudes, eles eram frequentemente repreendidos pelas Escrituras (Am 3.10; Pv 11.28; 1 Tm 6.17-19; Lc 6.24; 18.24,25). Os ricos e abastados têm a tendência a desenvolverem a arrogância, a autos- suficiência e a postura de senhores poderosos, que pensam poder com­ prar as pessoas a qualquer preço. As Escrituras sáo claras em afirmar que o Reino de Deus não pode ser com­ prado por dinheiro algum. É possivel o irmão rico ser gerado pela Palavra e tornar-se um filho de Deus? Sim, claro (Lc 18.25-26). Porém, ele pode encontrar maior dificuldade para desprender-se de suas riquezas (Mt 19.23-26, cf. v.ll). É imprescindível que os mais abastados compreendam que após entregarem-se a Cristo, obedecerão ao mesmo Evangelho a que os irmãos pobres submetem- se. Aqui, torna-se ainda mais clara a verdade bíblica: para Deus não há acepção de pessoas (Rm 2.11; Cl 3.11). 3. Perante Deus, pobres e ricos são iguais. A igreja local deve receber a todos no espírito do Evangelho, isto é, como membros da família de Deus, pois através da salvação em Cristo, independen­ temente da condição social, todos têm a Deus como Pai (Rm 8.14), e a Jesus como irmão (Lc 8.21). Somos coerdeiros, juntamente com Cristo, de uma herança eterna (1 Pe 1.4), pertencentes à santa familia de Deus (Ef 2.19) e cidadãos de um reino imu­ tável (Hb 12.28). Na família de Deus há lugar para todo ser humano jus­ tificado por Cristo. Portanto, o irmão pobre e o irmão rico não devem se envergonhar de suas condições so­ ciais. Se o Evangelho alcançou seus corações, o rico saberá biblicamente o que fazer com a sua riqueza. E o pobre, de igual forma, como viverá sua pobreza. O importante é que Cristo em tudo seja exaltado! II - DEUS SÓ FAZ O BEM (Tg 1.16,17) 1. Não erreis (v.16). Com essa advertência o meio-irmão do Senhor não está afirmandoa doutrina da “san­ tidade plena" ou perfeccionista: a de que o homem, uma vez remido, não mais pecará. Tal palavra tem como | propósito conclamar o crente a não dar ouvidos à "voz" da concupiscência carnal. Recapitulando a mensagem dos versículos 12a 15, que tratam do tema da tentação, os versículos 9 a 11 formam uma introdução ao tema da tentação, ao passo o que versículo 16é uma advertência para os crentes nâo se curvarem aos desejos imorais e infames do mundo, pois Deus é a fonte de tudo o que é bom. Logo, não podemos dar crédito àquilo que é mau. 2. Todo dom e boa dádiva vèm de Deus. Um dom de Deus, como a sabedoria que torna uma pessoa espiritualmente madura (v.4), não pode ser recebido pelo crente através de esforço humano. Quem o distribui é Deus. Este dom é fruto da graça do Pai para nós. Num tempo onde o ascetismo religioso tende a tirar o foco da glória de Deus e da sua benignidade, tornando o ser humano “digno” do céu, precisamos lembrar que a nossa vida espiritual não depende de disciplinas humanas para receber dádivas de Deus. De­ pende de um relacionamento livre, espontâneo e sincero com o Pai das Luzes mediante o seu Filho, Jesus Cristo, e na força do Espírito Santo. 3. A origem de tudo o que é bom está no Pai das Luzes. Ao escrever que “toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto", 20 Ijç õ f .s Bíb u c a s
  22. 22. REFLEXÃO 'Fomos gerados e enxertados pela Palavra que salva a nossa alma. Assim, a despeito de todas as circunstâncias difíceis da vida, podemos aplicar essa verdade afirmando que somos filhos de Deus." Elíezer de Ura Tiago declara que apenas as boas virtudes vêm de Deus. Não há som­ bra de variação no Pai das Luzes, isto é, nEle não há momentos de trevas e outros de luzes. Só há luz. Ele não muda e é bom! Não faz o mal aos seus filhos (Lc 11.11-13). Infelizmente, muitos têm uma visão turva de Deus como se Ele fosse um carrasco pronto a castigar-nos na primeira oportunidade. Não deve­ mos falar sobre o Pai desta manei­ ra, lembremo-nos do ensinamento joanino que fala sobre sermos de­ fendidos e advogados por Jesus, o Filho de Deus (I Jo 2.1,2). III - PRIMÍCIAS DE DEUS EN­ TRE AS CRIATURAS (Tg 1.18) 1. Algo que somente Deus faz. A regeneração é um milagre proveniente do Pai das Luzes, segundo a sua vontade (v.17). Foi Ele que nos gerou pela Palavra da Verdade. Ser gerado de novo é uma ação realizada exclusivamente pelo Pai das Luzes através do Santo Es­ pírito. Ele limpa o homem dos seus pecados (Is 1.18), dando-lhe perdão e implantando-lhe um novo cará­ ter. Aqui, acontece o que o nosso Senhor falou aos seus discípulos: "Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada" (Jo 14.23). O Pai é a fonte de nossa vida espiritual (Jo 1.12,13). 2. A Palavra da verdade. Na­ queles dias, parte da igreja estava dispersa, sofrendo muitas tribula­ ções. Para superá-las era preciso uma inabalável convicção de que, apesar das lutas, ela não havia dei­ xado de ser as primícias do Senhor entre as criaturas. Por esse motivo, Tiago enfatiza a expressão "Palavra da Verdade". Fomos gerados e en­ xertados pela Palavra que salva a nossa alma (v.21). Assim, a despeito de todas as circunstâncias difíceis da vida, podemos aplicar essa ver­ dade afirmando que somos filhos de Deus, as primícias entre as criaturas do Senhor. 3. O propósito de Deus. A salvação é a maior bênção de Deus para a humanidade. O propósito di­ vino não é primeiramente abençoar o crente com bênçãos materiais, mas fazer dele primícias de suas criatu­ ras: os salvos pela graça mediante a fé (Ef 2.8). No Antigo Testamento, as primícias eram a colheita do me­ lhor fruto (Lv 23.10,11 cf. Êx 23.19; Dt 18.4). Ao referir-se às primícias, Tiago dizia aos primeiros irmãos, notadamente judeus, que eles fo­ ram escolhidos como primícias do Evangelho. Os primeiros de muitos outros que Deus havia começado a colher. Alegre-se no Senhor! Você faz parte das primícias da sua geração. Escolhido por Deus e nomeado por Ele para proclamar as virtudes do Senhor neste mundo. CONCLUSÃO i Inseridos no processo de aper- I feiçoamento espiritual, sofremos I os mais diversos tipos de prova- I ções, independentemente de nossa I posição social, econômica e cultu-I l.içô ts Bíb u c a s 21
  23. 23. ral. Tais situações aperfeiçoam-nos e amadurecem-nos como pessoas. Quando alguém é gerado pela Palavra da Verdade, ele é chama­ do pelo Pai a viver o Evangelho em fidelidade. Não podemos nos esquecer do nosso maior desafio: fazer o Evangelho falar num mundo dominado por relacionamentos dis­ torcidos. Somo o Corpo de Cristo, a Igreja de Deus: a coluna e firmeza da verdade (1 Tm 3.15). RESPONDA I . A Igreja do primeiro século era constituída por duas classes sociais. Quais eram elas? 2. Quem eram os ricos identificados na Biblia? 3. Quem pode distribuir o dom da sabedoria? 4. Ser gerado de novo é uma ação realizada exclusivamente por quem? 5. Qual é a maior bênção de Deus para a humanidade? VOCABULÁRIO Ascetismo: Doutrina de pensamento ou de fé que considera a ascese, isto é, a disciplina e o auto­ controle estritos do corpo e do espírito, um cami­ nho imprescindível em direção a Deus, à verdade ou à virtude. Joanino Referente ao Evangelho deJoão. 22 Ijç ô e s BIblic as
  24. 24. Lição 5 3 de Agosto de 2014 ■ B W Ê m m Ê m m m TEXTO ÁUREO LEITURA DIARIA Segunda - Ex 19.5 Ouçamos a voz do Senhor Terça - Ec 3.7 Tempo de falar e de calar Quarta - Ef 4.26,29 A ira é uma porta para o pecado Quinta - I Pe 1.23 25 Gerados em amor pelo poder da Palavra Sexta - SI 68.5 Deus é Pai dos órfãos e juiz das viúvas Sábado ~ Ef 1.3*6 Santos e irrepreensíveis em amor IjçõesBIbucas 23 O C u id a d o a o Fa l a r e a R elig iã o Pu r a 7—7Mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar" (Tg 1.19).
  25. 25. Tiago 1.19-27 INTRODUÇÃO - Sabeis isto. meus amados ir­ mãos; mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. - Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus. - Pelo que, rejeitando toda imundí­ cia e acúmulo de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós enxerta­ da, a qual pode salvar a vossa alma. • - £sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos. - Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não cumpridor, é semelhan­ te ao varão que contempla ao espelho 0 seu rosto natural; 24 - porque se contempla a si mes­ mo, e foi-se, e logo se esqueceu de como era. - Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito. - Se alguém entre vós cuida ser religioso e não refreia a sua língua, antes, engana o seu coração, a reli­ gião desse é vã. - A religião pura e imaculada para com Deus. o Pai, é esta: visitar os ór­ fãos e as viúvas nas suas tribulações 1guardar-se da corrupção do mundo. Na lição dessa semana vamos estudar a maneira adequada de o crente usar um instrumento mara­ vilhoso, mas ao mesmo tempo, po­ tencialmente perigoso: a fala. Este assunto está interligado à temática da verdadeira religião que agrada a Deus. O fenômeno da fala é uma das fontes de expressão do pensamento humano, como também é responsá­ vel pelo processo de comunicação e de formação da identidade cultu­ ral de uma sociedade. As pessoas querem falar às outras àquilo que pensam. O crente, todavia, tem o compromisso de não apenas falar o que pensa, mas agir como propõe o Evangelho. I - PRONTO PARA OUVIR E TARDIO PARA FALAR (Tg 1.19,20) 1. Pronto para ouvir. Para al­ guns crentes, a pessoa sábia é a que sempre tem algo a falar. Ouvir é um empreendimento trabalhoso e, por isso, ignorado por muitos. Diferente­ mente, as Escrituras admoestam-nos a ser prontos para ouvir. No versículo 19, Tiago introduz o seu ensino so­ bre o "ouvir" e o “falar" destacando a expressão sabei isto. Com essa ex­ pressão, ele demonstra a sua preocu­ pação pastoral com os seus leitores. Outro termo no versículo 19 chama- -nos a atenção: pronto. No grego, a palavra significa "rápido", "ligeiro” e “veloz”. Ali, o escritor sacro incentiva- -nos a estar disponíveis a ouvir. É uma atitude que depende de uma disposição e também da decisão em ouvir o outro. A exemplo do profeta Samuel, que desde a sua infância foi 24 Ijç õ e s BIbu c a s
  26. 26. ensinado a ouvir a voz divina (I Sm 3.10; 16.6-13), o povo de Deus deve persistir em escutar os desígnios do Pai, pois nesses últimos dias têm Ele falado através do seu Filho, o Verbo Vivo de Deus (Hb 1.1; cf. Jo 1.1). 2. Tardio para falar. Quem ouve com atenção adquire a rara ca­ pacidade de opinaracerca de qualquer assunto. É justamente por isso que a Carta de Tiago exorta-nos a ser tardios para falar (v. 19). Uma palavra dita sem pensar, fora de tempo, e sem co­ nhecimento dos fatos, pode provocar verdadeiras tragédias. Quem nunca se arrependeu de ter falado antes de pensar? Diante de Faraó, o impera­ dor do Egito Antigo, o patriarca José aproveitou sabiamente um momento impar em sua vida. Antes de respon­ der às perguntas sobre os sonhos do monarca,José as ouviu e refletiu sobre elas. Em seguida, orientado pelo Se­ nhor, respondeu sabiamente Faraó (Cn 41.16). Temos de aprender a refletir sobre o que vamos dizer e falar no tempo certo. Pese bem as palavras, e ore como o rei Davi: “Põe, ó Senhor, uma guarda á minha boca; guarda a porta dos meus lábios" (SI 141.3). 3. Controle a sua ira. Uma terceira admoestação encontrada no versículo 19 da carta de Tiago expressa o seguinte: tardios para se irar. A Ira é um profundo sentimento de ódio e rancor contra a outra pes­ soa. Uma vez descontrolada, ela não produz a justiça de Deus, mas uma justiça segundo o critério da pessoa que sofreu o dano: a vingança. A Palavra de Deus não proíbe o crente de ficar indignado contra a injustiça (Is 58.1,7; Lc 19.45). Contudo, ao mesmo tempo, a Bíblia estabelece limites para o nosso temperamento não se achar irrefletido, descontro­ lado, deixando-nos impulsivamente irados (Ef 4.26; Pv 17.27). O cristão, templo do Espírito Santo, tem de levar a sua mente cativa a Cristo (2 Co 10.5) e manifestar o fruto do Santo Espírito: o domínio próprio (Cl 5.22 — ARA). Fuja da aparência do mal. Tenha autocontrole. II - PRATICANTE E NÃO APENAS OUVINTE OA PALAVRA (Tg 1.21-25) 1. Enxertai-vos da Palavra (21). A Palavra de Deus é o guia maior do crente. E para que a Palavra atinja efetivamente o coração do servo de Deus, este precisa acolhê-la com pureza e sinceridade. Isto é, fir­ mar uma posição radical rejeitando toda a Imundícia e a malícia mun­ dana (v. 19); recebendo o Evangelho com mansidão e sobriedade. Leia os Evangelhos! Persiga em conhecer a mensagem divina de Cristo Jesus, mas, igualmente, abra o coração para ouvir a voz do Senhor. 2. Praticai a Palavra (22-24). O escritor sacro não tem interesse em que o leitor da epístola apenas acolha a Palavra no coração, antes deseja que o crente a pratique (v.22). Não pode haver incoerência entre o que se “diz" e o que se "faz" para quem é discípulo de Jesus. Se amar a Deus e ao próximo são os maiores dos man­ damentos, então, devemos porfiar em vivê-los. Quem acolhe a Palavra rejeita tudo o que é imundo, malig­ no, perverso, injusto, dissimulado, insincero. Não apenas isso, mas igual­ mente abre a porta do coração para “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que éde boa fama” (Fp 4.8). Do contrário, seremos identificados com o homem que contempla a própria imagem no espelho e depois se retira^ LiçOesBIbijc.vs 25
  27. 27. esquecendo-se completamente dela. Há pessoas que olham para o Evan­ gelho e ouvem, mas sem memória e perseverança, nào dão nenhuma resposta ou sequência ao chamado de Jesus Cristo <w.23,24). Deus nos livre desse engodo! 3. Persevere ouvindo e agin­ do (v.25). Tiago conclui este ponto da epístola da seguinte maneira: Quem é cuidadoso para com a lei, nela persevera; não apenas ouvindo-a " negligentemente, mas praticando-a zelosamente. Felicidade plena em tudo é a promessa para quem ousa viver o Evangelho cônscio das implica ções espirituais e das consequências materiais. Alguém, um dia, disse que os evangélicos são poderosos no discurso, mas fracos na prática do mesmo discurso. Falamos, mas não vivemos! Precisamos analisar nossa vida em amor e sinceridade. Entremos na presença de Deus com o rosto descoberto, coração rasgado e alma despida. No tempo em que vivemos não dá para passar despercebidos na dissimulação, ou seja, fingindo ser algo que na verdade não somos. I I I - A RELIGIÃO PURA E V ERDADEIRA (Tg 1.26,27) 1. A falsa religiosidade. Ape­ sar de algumas pessoas se conside­ rarem religiosas por frequentarem um templo, as Escrituras revelam o significado da verdadeira religião. JEIa reprova todo o ativismo religioso feito em "nome de Deus", mas em detrimento do próximo. Aqui, a língua do crente tem um papel importante. Tiago diz que é possível enganar o próprio coração quando deixamos de refrear a nossa língua. Ora, o coração é a sede dos desejos, dos sentimentos e das vontades. Ea boca só fala daquilo que o coração está cheio (Mt 12.34). É incompatível com o Evangelho, viver a graça de Deus sem mergulhar no Reino dEle. Quem não se entrega inteiramente ao Senhor pratica uma religião vã e falsa. Não podemos ser como a pessoa capaz de fazer uma belíssima oração por um faminto, e depois despedi-lo sem lhe dar um único grão de arroz. 2. A verd ad eira relig ião (v.27). A religião pura, santa e ima­ culada, de acordo com o autor sacro, é suprir a necessidade do próximo: “Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações''. O problema hoje é que a nossa atenção, quase sempre, está voltada para o prazer pessoal. Temos os olhos fechados para os necessitados que na maioria das vezes cultuam a Deus, assentados, ao nosso lado. Lembremo-nos da vida de Jesus Cristo! Ele não apenas olhou para os marginalizados, mas foi até eles e os acolheu em amor (Mt 25.35-45). A religião que agra­ da a Deus é aquela cujos discípulos professam e bendizem o seu nome, visitando e acolhendo os necessita­ dos nas aflições. 3. Guardando-se da corrup­ ção (v.27). Além de recomendar a obrigatoriedade de visitarmos os órfãos e as viúvas, a Epistola de Tiago menciona outro aspecto da verdadei­ ra religião: guardar-se da corrupção do mundo. A religião falsa está mer­ gulhada no egoísmo, na corrupção e nos interesses maléficos do sistema 26 Liçõ es Bíblica s
  28. 28. pecaminoso. A igreja deve manter-se longe da corrupção. Estamos no mun­ do, mas não fazemos parte do seu sistema! O Evangelho nada tem com os seus valores e preceitos. Portanto, não flerte com o modo corrupto de viver no mundo (Tg 4.4). Amemos e desejemos o Evangelho de todo o nosso coração! CONCLUSÃO Nessa semana aprendemos so­ bre o cuidado que devemos ter com o ouvir e o falar. Estudamos também 1 acerca da religião pura e imaculada que alegra a Deus: visitar os órfãos e I as viúvas nas tribulações e guardar­ mo-nos da corrupção do mundo. Que I os nossos ouvidos estejam prontos para ouvir, a nossa língua para falar sabiamente e a nossa vida para pra- ticar tudo quanto aprendemos do Evangelho. Embora estejamos em um mundo turbulento, devemos exalar o bom perfume de Cristo por onde | formos (2 Co 2.15). RESPONDA I . Tiago introduz o seu ensino sobre o "ouvir" e o “falar" destacando a expressão “sabei isto". O que ele deseja demonstrar com essa expressão? 2. Segundo a lição, o que é ira? 3. Qual é o guia maior do crente? 4. O que ocorre quando não nos entregamos inteiramente ao Senhor? Liçõ es Bíblic a s 27
  29. 29. /0 de Agosto de 2014 A V e r d a d e ir a Fé N ã o Fa z A c e pç ã o de Pessoas TEXTO ÁUREO 2 8 Íjçôi-S Bíbucas LEITU RA DIÁRIA Segunda - Dl 1.17 Diante de Deus, somos iguais Terça - At 2.44 Uma igreja solidária Quarta - Jó S. 16 Esperança para o pobre Quinta - 1 Co 1.28 O paradoxo divino Sexta - Fp 2.5 8 Nosso referencial de humildade Sábado - I Pe 2.9 Das trevas para a luz Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: Amarás a teu próxi­ mo como a ti mesmo, bem fazeis. Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado e sois redarguidos pela lei como transgressores" (Tg 2.8,9).
  30. 30. IBLICA Tiago 2.1-13 - Meus irmãos, não tenhais a fé de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas. - Porque, se no vosso ajuntamento entrar algum homem com anel de ouro no dedo. com vestes preciosas, e entrar também algum pobre com sórdida vestimenta, - e atentardes para o que traz a veste preciosa e lhe disserdes: Assenta-te tu aqui, num lugar de honra, e disserdes « ao pobre: Tu, fica ai empé ou assenta-te abaixo do meu estrado, - porventura não fizestes distinção dentro de vós mesmos e não vos fizestes juizes de maus pensamentos? - Ouvi, meus amados irmãos. Por­ ventura. não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino que prometeu aos que o amam? ■- Mas vósdesonrastes opobre. Porven­ tura, não vos oprimem os ricos enão vos arrastam aos tribunais? - Porventura, não blasfemam eles o bom nome que sobre vós foi invocado? - Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: Amarás a teu próxi­ mo como a ti mesmo, bem fazeis. - Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecadoe sois redarguidos pela lei como transgressores. - Porque qualquer que guardar toda a leie tropeçaremumsópontotornou-se culpado de todos. - Porque aquele que disse: Não co­ meterás adultério, também disse: Não matarás. Se tu, pois. não cometeres ' adultério, mas matares, estás feito trans- ; gressor da lei. I - Assim falai e assim procedei, como devendo serjulgados pela lei da liberdade. - Porqueojuízo será sem misericórdia i sobre aquele que não fez misericórdia; I e a misericórdia triunfa sobre ojuízo. INTRODUÇÃO A discriminação contra as pes- J soas de classe social inferior é vergo­ nhosa e ultrajante, principalmente, quando praticada no âmbito de uma igreja local. Nesta lição estudaremos sobre a fé que não faz acepção de pessoas. Veremos que erramos — e muito— quandojulgamos as pessoas sob perspectivas subjetivas tais como * a aparência fisica, posição social, sta- tus, a bagagem intelectual, etc. Isso porque tais características não de- T terminam o caráter (Lc 12.15). Assim, a lição dessa semana tem o objetivo de mostrar, pelas Escrituras, que a verdadeira fé e a acepção de pessoas são atitudes incompatíveis entre si e, justamente por isso, não podem coexistir na vida de quem aceitou ao Evangelho (Dt 10.17; Rm2.11). I - A FÉ NÃO PODE FAZER ACEPÇÃO DE PESSOAS (Tg 2.14) 1. Em Cristo a fé é imparcial. O primeiro conselho de Tiago para a igreja é o de não termos uma fé que faz acepção de pessoas (v.l). Mas é possível haver favoritismo social onde as pessoas dizem-se geradas pela Palavra da Verdade? As Escrituras mostram que sim. Acon­ teceu na igreja de Corinto quando da celebração da Ceia do Senhor (I Co 11.17-34). Hoje, não são poucos os relatos de pessoas discriminadas devido a sua condição social na igreja. Ora, recebemos uma nova natureza em Cristo (Cl 3.10), pois Ele derrubou o muro que fazia a sepa­ ração entre os homens (Ef 2.14,15) tornando possível a igualdade entre eles, ou seja, estando emJesus, "não Ijç ô e s RIb ijc a s 2 9 W
  31. 31. há grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo em todos” (Cl 3.11). É, portanto, inacei­ tável e inadmissível que exista tal comportamento discriminatório e preconceituoso entre nós. 2. O amor de Deus tem de ser manifesto na igreja local. Havia na congregação, do tempo de Tiago, a acepção de pessoas. Segundo as condições económicas, * "um homem com anel de ouro no . dedo, com trajes preciosos" era convidado a assentar-se em lugar de honra, enquanto o “pobre com sórdido traje" era recebido com in­ diferença, ficando em pé, abaixo do púlpito (vv.2,3). Tudo isso acontecia num culto solene a Deus! A Igreja de Cristo tem como princípio eterno produzir um ambiente regado de amor e acolhimento, e para isto “não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus" (Cl 3.28). 3. Não sejamos perversos (v.4). A expressão “juizes de maus pensamentos" aplicada no texto bíblico para qualificar os que dis­ criminavam o pobre nas reuniões solenes, não se refere às autorida­ des judiciais, mas aos membros da igreja que, de acordo com a condição social, se faziamjulgadores dos pró­ prios irmãos. O símbolo da justiça é uma mulher de olhos vendados, tendo no braço esquerdo a balança e, no braço direito, a espada. Tal imagem simboliza a imparcialidade da justiça em relação a quem está sendo julgado. Portanto, a exemplo do símbolo da justiça, não fomos chamados a ser perversos “juizes”, mas pessoas que vivam segundo a verdade do Evangelho. Este nos desafia a amar o próximo como a nós mesmos (Mc 12.31). II - DEUS ESCOLHEU OS POBRES AOS OLHOS DO MUNDO (Tg 2.5-7) 1. A soberana escolha de Deus. É bem verdade que muitas pessoas ricas têm sido alcançadas pelo Evangelho. Mas ouçamos com clareza o que a Bíblia diz acerca dos pobres. Deus é soberano em suas escolhas. E de acordo com a sua soberana vontade Ele escolheu os pobres deste mundo. De maneira retórica, Tiago afirma: “Porventura não escolheu Deus aos pobres des te mundo para serem ricos na fé, e herdeiros do Reino que prometeu aos que o amam?" (v.5). É possível que as igrejas às quais Tiago diri­ giu a Epistola talvez tivessem se esquecido de que é pecado fazer acepção de pessoas. Ainda hoje não podemos negligenciar esse ensino! O Senhor Jesus falou dos pobres nos Evangelhos (Lc 4.18; Mt 11.4,5) e, mais tarde, no Sermão da Montanha repetiu: "Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus" (Lc 6.20). 2. A principal razão para não desonrar o pobre (v .6). Apesar de Deus ter escolhido os pobres, a igreja do tempo de Tiago fez a opção contrária. Entretanto, o meio-irmão do Senhor traz à memó­ ria da igreja que quem a oprimia era justamente os ricos. Estes os arras­ taram aos tribunais. Como podiam eles desonrar os pobres, escolhidos por Deus, e favorecer os ricos que os oprimiam? É triste quando esco­ lhemos o contrário da escolha de Deus. As Palavras de Jesus ainda continuam a falar hoje: "O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me 30 U ç ô esBíblk s
  32. 32. ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor" (Lc 4.18,19). Somos os seus discípu­ los? Então para sermos coerentes com o Evangelho termos de encar­ nar a missão de Jesus. Desonrar o pobre é pecadol 3. Desonraram o Senhor. Após lembrar a igreja da escolha de Deus em relação aos pobres deste mundo, Tiago exorta os irmãos a reconhecerem o favoritismo que há dentro da comunidade cristã: “Mas vós desonrastes o pobre" (v.6). Já os ricos, são recebidos com toda a pompa. No versículo 7, o meio-irmão do Senhor pergunta: "Porventura, não blasfemam eles [os ricos) o bom nome que sobre vós foi invocado?" (v.7). Estamos frente a algo reprová­ vel diante de Deus: a discriminação social na igreja. Por isso é que o favoritismo, a parcialidade e quais­ quer tipos de discriminação devem ser combatidos com rigor na igreja local, principalmente pela liderança. Esta deve dar o maior dos exemplos. Quem discrimina não compreendeu o que é o Evangelho! III - A LEI REAL, A LEI MOSAICA E A LEI DA LIBERDADE (Tg 2.8 13) I. A Lei Real. A lei realé esta: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (v.8). Essa é a condamação de Tiago a que os crentes obedeçam a verdadeira lei. O termo "real", no versículo 8, refere-se aquilo que é o mais importante da lei, a sua própria essência. Portanto, quem faz acep­ ção de pessoas está quebrando a essência da lei. O amor ao próximo é o coração de toda lei: “A ninguém de­ vais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cum­ priu a lei. [...] O amor não faz mal ao próximo; de sorte que o cumprimen­ to da lei co amor" (Rm 13.8,10). Só o amor é capaz de impedir quaisquer tipos de discriminação. Quem ama, não precisa da lei (Cl 5.23). 2. A Lei Mosaica. Na época em que a Epístola de Tiago foi escrita os judeus faziam distinção entre ' as leis religiosas mais importantes e as menos importantes, segundo t os critérios estabelecidos por eles mesmos. Os judeus julgavam que o não cumprimento de um só manda- * mento acarretaria a culpa somente daquele mandamento desobedecido. Mas quando a Bíblia afirma "Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não ma­ tarás", está asseverando o aspecto coletivo da lei. Isto é. quem desobe­ dece um único preceito, quebra, ao mesmo tempo, toda a lei. Embora os crentes da igreja não adulterassem, faziam acepção de pessoas. Eles não atendiam a necessidade dos órfãos e das viúvas e, por isso, tornaram-se "transgressores de toda a lei”. No Sermão da Montanha, nosso Senhor ensinou sobre a necessidade de se cumprir toda a lei (Mt 5.17-19; cf. Cl 5.23; Tg 2.10). 3. A Lei da Liberdade. A Lei da Liberdade é o Evangelho. Por ele o homem torna-se livre. Liberto do pecado, dos preconceitos e da ma­ neira mundana de pensar (Rm 6.18). Quem é verdadeiramente discípulo deJesus desfruta, abundantemente, de tal liberdade (Jo 8.36; Cl 5.1,13). Entretanto, como orienta Tiago, tal liberdade deve vir acompanhada da coerência: “Assim falai, e assim Liçõ es BIbu c a s 31
  33. 33. procedei" (v. 12). O crente pode falar, pode ensinar e até escrever sobre o pecado de fazer acepção de pessoas. Mas na verdade, é a sua conduta em relação aos irmãos que demonstrará se ele é, de fato, um liberto em Cristo ou um escravo deste pecado. CONCLUSÃO O segundo capitulo da Epistola de Tiago é uma voz do Evangelho a ecoar através dos tempos. Ele rotula a acepção de pessoas como pecado lembrando-nos de que Deus esco­ lheu os "pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Rei­ no que prometeu aos que o amam". Assim, se a nossa vontade estiver de acordo com a vontade de Deus. amaremos os pobres como a nós mesmos. E conscientizar-nos-emos de que esse amor exige de nós ações verdadeiras, sinceras, e não apenas de vãs palavras religiosas que até mesmo o vento se encarrega de levar (cf. Tg 2.15-17). RESPO N D A I . Segundo a lição, qual é o primeiro conselho de Tiago para a igreja? 2. É possivel haver favoritismo social onde as pessoas dizem-se gera­ das pela Palavra da Verdade? 3. Por que o favoritismo, a parcialidade e quaisquer tipos de discrimi­ nação devem ser combatidos com rigor na igreja local, principalmente pela liderança? 4. A que se refere o termo “real", no versículo 8? 5. De acordo com a lição, o que é a Lei da Liberdade? 32 Liçõ es BIbu c a s V O C A B U LÁ R IO Stmiiin Que é ou está sujo, que tem sujeira no corpo e na roupa. A arte de bem argumentar.
  34. 34. v I & WÊKM&í Lição 7 /7 de Agosto de 2014 A Fé se M a n ifest a em O b r a s TEXTO ÁUREO ■ . 1 '* 1‘ » *. BBT ÍÀC "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus"(Ml 5.16). VERDADE PRATICA Uma vez salvos em Cristo, o amor. ma­ terializado por meio das boas obras, toma-se a nossa identidade cristã. LE IT U R A D IÁ R IA Segunda - 1 Ts 1.3 A fé e as obras são inseparáveis Terça - 2 Ts 1.11 A oração precede a ação Quarta - Hb 11.17 As obras da fé abrangem a ação ■ Quinta - Ap 2.19 ™ O Senhor conhece as nossas obras Sexta - 2 Tm 4.6 8 A esperança fortalecida pelas obras Sabado - At 7.60 Uma fé a toda prova w m am m ÊÊÊÊÊm m Liçõ es Bíblic a s 33
  35. 35. » LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Tiago 2.14 26 I - Meus irmãos, que aproveita * se alguém disser que tem fé e não tiver as obras? Porventura, a fé pode salvá-lo? -E.seo irmão ou a irmã estiverem nus e tiverem falta de mantimento cotidiano, - e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos; e lhes não derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá dai? J - Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. ! - Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras. - Tu crês que há um só Deus? Fazes bem; também os demônios o creem e estremecem. ( - Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta? - Porventura Abraão, o nosso pai, não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque? - Bem vês que a fé cooperou com as suas obras e que, pelas obras, a fé foi aperfeiçoada, - e cumpriu-se a Escritura, que ' diz: E creu Abraão em Deus, e foi- . -lhe isso imputado comojustiça, e foi Í chamado o amigo de Deus. - Vedes, então, que o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé. - Ede igual modo Raabe, a mere- « triz, não foi tambémjustificada pelas * obras, quando recolheu os emissários e os despediu por outro caminho? - Porque, assim como o corpo sem o espirito está morto, assim também a fé sem obras é morta. INTRODUÇÃO A lição de hoje trata da fé mani­ festada através das obras (Tg 2.14-26). Além de tal assunto ser imprescindível à vida cristã —, pois, sem fé é impos­ sível agradar a Deus (Hb 11.6) —, é preciso reafirmar que o crente é salvo pela graça, por meio da fé (Ef 2.8,9). Devendo o cristão andar por ela (2 Co 5.7), tendo emvista de que tudo aquilo que não é de fé, culmina em pecado (Rm 14.23). Entretanto, a fé não é uma fuga da realidade. Por isso, Jesus ensinou que a fé deve ser praticada (Mt 5.22-48). Nesta lição, igualmente, Tiago mostra que uma fé viva é auten­ ticada pela produção de boas obras, pois não há antagonismo algum entre ambas — fé e obras. Conforme apren­ deremos, navida cristã, fé e obras não são distintas, mas complementares. I - DIANTE DO NECESSITA­ DO, A NOSSA FÉ SEM OBRAS É MORTA (Tg 2.14 17) 1. Fé e obras. Ao ler desavisa- damente a Epistola de Tiago o leitor pode afirmar que a ela contradiz os ensinamentos do apóstolo Paulo quanto à doutrina da salvação pela fé (Rm 4.1-6). Todavia, ao estudarmos cuidadosamente o tema em questão, veremos que os ensinos paulinos e os de Tiago em hipótese alguma se contradizem. Quando Paulo escreve sobre as obras, ele se refere à Lei — o orgulho nos rituais judaicos e na obediência a um sistema de regras religiosas — equanto que Tiago, às obras de misericórdia ao próximo necessitado. O meio-irmão do Senhor não se opôs ao apóstolo dos gentios. Enquanto Paulo anunciava ao pecador a salvação pela graça mediante a fé 34 Liçõ ls Bíbiji as
  36. 36. (Ef. 2.8), Tiago doutrinava os crentes sobre a impossibilidade de vivermos a fé de Cristo sem manifestar os frutos dearrependimento (Mt 3.8). O primeiro preocupou-se com acausa da salvação e o segundo, com o efeito dela. 2. O cristão e a caridade “A fé não acompanhada de ação é mor­ ta", declara Tiago. "Fazer", “realizar” e “agir" são atitudes que integram a religião pura e imaculada: ajudar os necessitados nas suas necessidades. A fé, quando não produz tais frutos, é morta. A fim de ilustrar tal verdade, Tiago inquire retoricamente os servos de Deus dizendo que se oferecermos, a um irmão ou a uma irmã, que estejam padecendo necessidade, apenas uma palavra de “incentivo" e não lhes der­ mos as coisas de que eles necessitam, isso não resolverá o problema. Diante de alguém necessitado, o que precisa ser feito? Orar e despedi-lo sem nada? Se assim procedermos, nossa oração não servirá para nada. Aliás, como en­ sinaJoão, a pessoa que não se compa­ dece dos necessitados não tem oamor de Deus em sua vida (I Jo 3.17,18). Tal aspecto já havia sido ensinado por Jesus ao dizer que, no socorro àqueles que precisam de ajuda, acolhemos o próprio Senhor (Mt 25.40). 3. A "morte” da fé. A concep­ ção de fé apresentada na Epístola de Tiago é a confiança em Deus: “Tu crês que há um só Deus?" (v.19). Logo, as obras de que Tiago fala, consistem na expressão da vontade de Deus, ou seja, amar o próximo, visitar os enfermos, defender os direitos dos pobres, praticar ajustiça, etc. Esta é a fé viva em Deus! A epistola nos ensina que se amamos o outro, não amamos segundo as nossas concupiscências, mas segundo o amor de Deus por nós. Este amor nos estimula a amar o ser humano independentemente de quem ele seja. Ame o próximo e mostrará uma fé viva. Não ame, e se confirmará: a tua é fé está morta. II - EXEMPLOS VETEROTES- TAMENTÁRIOS DE FÉ COM OBRAS (Tg 2.18-25) 1. Não basta "crer". Tiago afir­ ma que a crença teórica em Deus não significa muita coisa. Os demónios, igualmente, creem e estremecem diante do Altíssimo (Lc 8.26-33; Mc 5.1-10). Em outras palavras, eles “creem”, ou sabem, que Jesus é o Filho de Deus. Entretanto, a confis­ são dos demônios não implica um ■ compromisso de obediência a Deus. I A verdadeira fé, porém, manifesta-se ) na prática coerente do servo de Deus i com tudo aquilo em que ele diz crer. ' O autor da epistola demonstra que f a fé não consiste em um discurso, mas em convicção autêntica, seguida t da prática de obras de amor, pois é K justamente isso queJesus fez e ainda j faz (At 10.38; Hb 13.8). Exemplifican­ do esse ensino da fé compromissada com a ação, Tiago utiliza dois ricos exemplos do Antigo Testamento. 2. Abraão. O patriarca Abraão, conhecido como “pai da fé", obe­ deceu a Deus quando o Senhor lhe pediu seu amado filho, Isaque. O patriarca de Israel já havia demons­ trado confiança em Deus quando decidiu, por um ato de fé e obedi­ ência, partir para uma terra desco­ nhecida (Hb 11.8,9). Agora, Abraão estava diante de uma prova de fé ainda mais dura: imolar o seu filho amado e oferecê-lo em sacrifício a Deus. Uma fé levada até as últimas consequênciasl A obra de Abraão demonstrou a sua confiança em Deus independente das circunstân­ cias. E nós, como estamos diante de Deus? Cremos quando vai tudo IJÇÕI.SBíbucas 35
  37. 37. * bem, e esta tudo certo ou cremos * apesar das circunstâncias? 3. Raabe. Outro exemplo apre­ sa sentado por Tiago é o de Raabe, uma mulher gentia e prostituta que vivia emJericó durante a conquista da terra í de Canaã pelosjudeus. Quandojosué t enviou os espias para olharem a ter- « ra, Raabe os escondeu e, mais tarde, os ajudou a escapar dos guardas de Jericó. A atitude de Raabe levou os es- ' pias a prometerem que nenhum mal ' aconteceria a ela quando os israelitas tomassem a cidade (Js 2.1-24). Raabe teve fé no Deus de Israel! Na certeza de que Deus daria aquela cidade ao B seu povo, ela agiu para proteger os 8 espias enviados por Josué. Por isso, Raabe, a prostituta de Jericó, foi jus- 4 tificada e constituída na linhagem do I nosso Salvador, Jesus Cristo (Mt 1.5). ■ É uma grande mulher que consta como a heroina da fé (Hb 11.31). III - A METÁFORA DO CORPO SEM O ESPÍRITO PARA EXEM­ PLIFICAR A FÉ SEM OBRAS <Tg 2.26) 1. Uma analogia do corpo sem espirito. Para os que conhecem a Palavra de Deus, é inconcebível a ideia de um corpo vivo sem o espírito * e a alma (At 20.9,10; 1Ts 5.23). O teó- ; logo britânico,John Stott, escreveu: “O ^ nosso próximo é uma pessoa, um ser | humano, criado por Deus. E Deus nâoo criou como umaalma sem corpo (para . que pudéssemos amar somente sua ' alma), nem como um corpo sem alma (para que pudéssemos preocupar-nos exclusivamente com seu bem-estar físico), nem tampouco um corpo-alma em isolamento (para que pudéssemos preocupar-nos com ele somente como um indivíduo, sem nos preocupar com a sociedade em que ele vive). Não! Deus fez o homem um ser espiritual. k físico e social. Como ser humano, o nosso próximo pode serdefinidocomo ‘umcorpo-almaem sociedade(Cristia­ nismoEquilibrado, CPAD). Sem oespiri­ to, o fôlego de vida, o ser humano não é nada. Só podemos ser considerados humanos quando as esferas espiritual, física e social estão inseparáveis. Qual a relação desse assunto com a fé? 2. Da mesma maneira: fé sem obras é morta. “Assim como ocorpo sem o espírito está morto, assim tam­ bém a fé sem obras é morta" (v.26). Tiago nos ensina que não faz sentido expressarmos uma fé verbalmente se ela não tem ação concreta. Como as pessoas constatarão que eu creio de todo coração em Deus? A medida que os meus atos em relação a elas revelarem o amor do Criador. Se não houver obras de misericórdia, amor, honestidade e carinho ao próximo, a nossa fé estará morta, sepultada. Podemos citar de cor e salteado o Credo Apostólico, o credo da nossa demominação e milhares de versícu­ los da Bíblia. Mas se não houver ação, tudo não passará de argumentos sem vida. Deus nos livre dessa ignomínia! CONCLUSÃO Sabemos que o ser humano está vivo porque ele tem atividade cere­ bral intacta, os pulmões funcionam rotineiramente, o coração bombeia o sangue, irrigando todo o corpo. Isto é, o corpo humano está se movi­ mentando naturalmente. Da mesma forma é a fé. Uma fé viva em Deus através do seu Filho, Jesus Cristo, justifica o homem de todo o pecado (Rm 5.1; Tg 2.18-25). Mas uma fé sem obras está morta! É como um corpo humano que não tem vida. Não respira mais. Que possamos viver todas as implicações reais de nossa crença em Deus. 36 Liçôts Bíh ucaí
  38. 38. R ESPO N D A I . O que ocorre com a fé se não for acompanhada de ação? 2. Como é a concepção de fé apresentada na Epistola de Tiago? 3. Segundo a lição, como se manifesta a verdadeira fé? 4. Quais os dois ricos exemplos de fé do Antigo Testamento utilizados por Tiago? 5. Segundo a lição, como as pessoas poderão constatar que cremos em Deus de todo coração? íI I» r V O C A B U LA R IO Antagonismo: Principie ou tendência contrária oposição Que não é igual diferenti Matar en sacrifício a Deus Crande deson ra infligida por um julga mento público; degradaçãc social; opróbrio Liç õ es Bíb lic a s 37
  39. 39. Lição 8 A nossa língua pode destruir vidas, portanto, sejamos cuidadosos com o que falamos. TEXTO AUREO Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em pala­ vra, o tal varão é perfeito e poderoso para também refrear todo o corpo" (Tg 3.2). VERDADE PRATICA LEITU RA DIARIA 24 de Agosto de 2014 O C u id a d o c o m a L ín g u a Segunda - SI 12.3 A soberba da língua Terça - Pv 6.1619 A língua mentirosa Quarta - SI I S.3 A língua difamadora Quinta - SI 34.13 Guarde a lingua do mal Sexta - SI 66.16.17 Exaltemos a Deus com a nossa lingua Sábado - SI 119.172 Anunciando a Palavra de Deus u m 38 Liçõ es Bíbu c a s
  40. 40. Tiago 3.1-12 INTRODUÇÃO - Meus irmãos, muitos de vós não se­ jam mestres, sabendo que receberemos mais durojuízo. - Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em pa­ lavra, o tal varão é perfeito e poderoso para também refrear todo o corpo. - Ora, nós pomos freio nas bocas dos cavalos, para que nos obedeçam; e conseguimos dirigir todo o seu corpo. - Vede também as naus que, sendo tão grandes e levadas de impetuosos ventos, se viram com um bem pequeno leme para onde quera vontade daquele que as governa. - Assim também a língua é um pe­ queno membro e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia. - A língua também é um fogo; como mundo de iniquidade, a língua está posta entre os nossos membros, e con­ tamina lodo o corpo, e inflama o curso da natureza, eé inflamada pelo inferno. - Porque toda a natureza, tanto de bestas-feras comodeaves, tantode rép­ teis comode animais domar, seamansa e foi domada pela natureza humana; - mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal. - Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus: - de uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim. - Porventura, deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa? - Meus irmãos, pode também a fi­ gueira produzir azeitonas ou a videira, figos?Assim, tampouco pode uma fonte dar água salgada e doce. Nessa lição veremos o quanto o crente deve ser cuidadoso na maneira de falarcom os outros. Tema dotercei­ ro capítulo da epistola, o meio-irmão do Senhor escreve sobre um pequeno membro do nosso corpo: a lingua. Este acanhado, mas poderosoórgão huma­ no, pode destruirou edificaravida das pessoas. Por isso, a nossa língua deve ^ ser controlada pelo Espirito Santo a fim de sermos canais de bênçãos para aqueles que nos ouve. I - A SERIEDADE DOS MESTRES (Tg 3.1,2) 1. O rigor com os mestres. A I palavra hebraica para mestre é rabbi, I cujo significado é "meu mestre". Os " mestres eram honrados em toda a co- f, munidade judaica, gozando de gran­ de respeito e prestígio. Na realidade, o ofício rabinico era uma das posições mais almejadas pelosjudeus, pois era notória a influência dos mestres sobre ' as pessoas (Mt 23.1-7). Daí o porquê de muitos ambicionarem tal posição. E é exatamente alarmado por isso que Tiago inicia então o capítulo três, referindo-se aos que acalentavam essa aspiração, visando obter presti­ gio, privilégio e fama, a que tivessem cuidado (v.l). Antes de almejarmos o ministério da Palavra devemos estar cônscios de nossa responsabilidade e de que um dia o Altíssimo nos pedirá conta dos atos e dos talentos a nós dispensados. 2. A seriedade com os mes­ tres na igreja (v.l). Em Mateus 5.19 lemos sobre a advertência de Jesus quanto à seriedade e a fidelidade dos discípulos no ensino do Evangelho. Devido a sua importância, Jesus es- Liçòts Bíblicas 39
  41. 41. tabeleceu o ensino como um meio de propagar o Evangelho a toda criatura e, assim, ordenou a sua Igreja que fizesse seguidores do Caminho pelo mundo (Mt 28.19,20). É interessante notarmos o paralelo que Tiago faz em relação à advertência proferida por Jesus em tempo anterior: Quem foi vocacionado para ser mestre não pode ter o "espirito” dos fariseus, mas o de Cristo (Mc 12.38-40). 3. Perfeição que domina o corpo (v.2). Quem domina ou con­ trola a sua lingua, sem cometer delitos (excessos, descontroles, julgamentos precipitados, difamações, etc.), sem dúvida, é “perfeito". O controle da lingua significa que a pessoa tem a ca- I pacidade de controlar as demais áreas da vida, pois a língua é poderosa “para também refrear todo o corpo". Quem tem domínio sobre a língua, tem igual­ mente o coração preservado, pois a >boca fala do que o coração está cheio. * Discipline-se! Faça um propósito com * Deus e consigo mesmo: não empreste os seus lábios para fazer o mal. II - A CAPACIDADE DA LÍNGUA (Tg 3.3 9) 1. As pequenas coisas no go­ verno do todo (vv.3-5). Tiago faz uma analogia acerca da nossa capaci­ dade de usarmos a língua. Ele remete- -nos ao exemplo do leme dos navios e do freio dos cavalos. Apesar de tais objetos serem pequenos, porém, são fundamentais para controlar e dirigir transportes grandes e pesados. Assim, o apóstolo nos mostra que, apesar de pequena, a língua é capaz de realizar r grandes empreendimentos— edifican­ tes ou destrutivos. Como um pequeno membro é capaz de “acender um bos­ que inteiro"? 2. “A língua também é um v fogo" (vv.6,7). Quantas pessoas não frequentam mais as nossas reuniões porque foram feridas com palavras? Vocêjá se fez essa pergunta? Épreciso usar nossa lingua sabiamente, pois “a morte e a vida estão no poder da lingua [...]" (Pv 18.21). Crande parte dos incêndios nas florestas inicia através de uma pequena fagulha. To­ davia, essa faísca alastra-se podendo destruir grandes áreas de vegetação. Da mesma forma, são as palavras por nós pronunciadas. Se não forem proclamadas com bom senso, muitas tragédias podem acontecer. 3. Para dominar a língua. Ain­ da no versículo sete, Tiago faz outra ilustração em relação ao tema do uso da lingua. Ele mostra que a natureza humana conseguiu domar e adestrar as bestas-feras, as aves, os répteis e os animais do mar. Mas a lingua do ser humano até hoje não houve quem fosse capaz de dominar. Por esforço próprio o homem não terá forças para domaro seudesejoe as suasvontades. Mas quando Deus passa a nos gover­ nar, a lingua do crente deixa de ser um órgão de destruição e passa a ser um instrumento poderoso e abençoador, usado para o louvor da glória do Eter­ no. A fim de dominar a nossa lingua, devemos entregar o nosso coração inteiramente ao Senhor, “Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca" (Mt 12.34). III - NÃO PODEMOS AGIR DE DUPLA MANEIRA flg 3.10-12) 1. Bênção e maldição (v.10). Tiago até reconhece a possibilidade de alguém usar a lingua de modo ambíguo. Entretanto, deve a mesma lingua que expressa o amor a Deus, deixar-se usar para destruir pessoas? Apesar de o meio-irmão do Senhor dizer que tudo que existe obedece sua própria natureza, se experimentamos 40 I içôEs Bíblicas
  42. 42. o novo nascimento, tornamo-nos uma nova criação, isto é, adquirimos outra natureza. Esta tem de ser manifesta em nosso falar e agir. Portanto, se você foi transformado pela graça de Deus mediante a fé de Cristo, a sua língua não pode ser um instrumento maligno. A fofoca, a mentira, a calúnia e a difamação são obras carnais e não podem ter lugar em nossa vida. 2. Exemplos da natureza (vv.11,12). O líder da igreja de Jerusalém usa dois exemplos da natureza para apontar a incoerência de agirmos duplamente. Tiago ques­ tiona a possibilidade de a fonte que jorra água doce jorrar igualmente água salgada. Para provar a impos­ sibilidade natural deste fenômeno, o meio-irmão do Senhor pergunta, de maneira retórica, se uma figueira po­ deria produzir azeitonas, e a videira, figos. Naturalmente, a resposta é um sonoro não! Portanto, a pessoa que bendiz ao Senhor não maldiz o próxi­ mo. Se Deus é amor, como podemos odiar alguém? 3. Uma única fonte. Aquele que bebe da água da vida não pode fazer jorrar água para morte. Quem bebe da água limpa do Cristo de Deus não pode transbordar água suja. Portanto, a palavra proferida por um discípulo de Cristo deve edificar os irmãos, dar graça aos que ouvem e sarar quem se encontra ferido. CONCLUSÃO Uma vez Salomão disse que a boca do justo é manancial de vida (Pv 10.11), e que as palavras da boca do homem são águas profundas (Pv 18.4). Tomemos o devido cuidado com a maneira como usamos a nossa lingua. Nãoesqueçamos que, no diado Juízo, daremos conta a Deus de toda palavra ociosa proferida pela nossa boca (Mt 12.36). i * » • * 1 à RESPONDA I . Qual é a palavra hebraica utilizada para mestre? Qual é o seu significado? I 2. Devido a sua importância, como Jesus estabeleceu o ensino? 3. O que significa o controle da língua? 4. Segundo a lição, o que devemos fazer a fim de dominar a nossa língua? 5. De acordo com Salomão, o que são as palavras da boca do homem (Pv 18.4)? s Lições Bíblicas 41
  43. 43. mx & / '« â U L Lição 9 r i 31 de Agosto de 20 J4 A V er d a d eir a Sa b ed o r ia se M a n ifesta n a Pr á t ic a TEXTO ÁUREO s i m “Quem dentre vós é sábio e inteligente? Mostre, pelo seu bom trato, as suas obras em mansidão de sabedoria" (Tg 3.13). VERDADE PRÁTICA A verdadeira sabedoria náo se ma­ nifesta na vida do crente através do Sabedoria para com "os de fora" - B 42 U çõ es HIbu c a s
  44. 44. LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Tiago 3.13 18 - Quem dentre vós é sábio e inteligente? Mostre, pelo seu bom trato, as suas obras em mansidão de sabedoria. 1 a - Mas, se tendes amarga inveja e sentimento faccioso em vosso co­ ração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. i - Essa não é a sabedoria que • vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. -Porque, onde há inveja e espirito faccioso, ai há perturbação e toda obra perversa. - Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois, pacifica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia. 18 - Ora, o fruto dajustiça semeia-se INTRODUÇÃO Nessa lição aprenderemos que obter informação, ou conhecimento intelectual, não significa adquirir sa­ bedoria. Algumas pessoas são bem inteligentes, mas ao mesmo tempo inaptas para relacionarem-se com ou­ tras pessoas. Hoje estudaremos a sa­ bedoria como a habilidade de exercer uma ética correta comvistas a praticar o que é certo. Veremos a pessoa sábia como alguém que se mostra madura em todas as circunstâncias da vida, pois é no cotidiano que a sabedoria do crente deve se mostrar. I - A CONDUTA PESSOAL DEMONSTRA SE A NOSSA SABEDORIA É DIVINA OU DEMONÍACA (Tg 3.13-15) 1. Sabedoria não se mostra com discurso (v.13). Segundo as Escrituras, quem é sábio? De acor­ do com o que nos ensina Tiago, é l aquela pessoa que apresenta “bom I trato com os outros" e “obras de | mansidão". Note que os conceitos I de sabedoria, conforme expostos no I texto, apenas podem ser provados J pela prática. Quem se julga sábio e 1 inteligente, para fazer jus aos ter­ mos, deve demonstrar sabedoria e habilidade na vida diária, tanto para com os de dentro da igreja, quanto para com os de fora. 2. Inveja e facção (v.14). Se i para ocupar a posição de mestre a pessoa for motivada pela inveja, ou por um sentimento faccioso, de nada 1 valerá o ensino por ela ministrado. I O que Tiago apresenta na passagem I em estudo não diz respeito ao con- I teúdo ministrado pelo mestre, mas à a postura soberba e arrogante adotada J Ij ç õ e s BIb u c a s 43
  45. 45. por ele ao ministrá-lo. As informações podem até ser corretas e ortodoxas, mas a postura adotada pelo mestre lançará por terra, ou não, o discurso por ele proferido. O mestre, por vocação, compreende a sua posição de servo. Ele gosta de estar com as pessoas. Assim, naturalmente, ele ensinará o aluno com eficiência, mas principalmente, com o seu exemplo e respeito (Mt 23.1-39). 3. Sabedoria do alto e sabe­ doria diabólica (v. 15). A fonte da verdadeira sabedoria é o temor ao Senhor (SI 51.6; 111.10; Pv 9.10). Me­ diante a nossa reverência e confiança depositada no Altíssimo, o próprio Deus concede-nos sabedoria para vivermos. Mas não podemos nos esquecer da falsa sabedoria. Esta, afirma-nos Tiago, é "terrena", "ani­ mal" e "diabólica”, pois não edifica, mas destrói; não une, mas divide; não é humilde, mas soberba. É na arena da prática que a nossa conduta pessoal demonstrará o tipo de sabe­ doria que obtemos — se do alto ou se terrena. Deus nos guarde da falsa e diabólica sabedoria! II - ONDE PREVALECEM A INVEJA E SENTIMENTO FACCIOSO, PREVALECE TAMBÉM O MAL (Tg 3.16) I. A maldade do coração hu­ mano. "Quem quiser ser realmente o maior deve tornar-se o menor de todos, e aquele que desejar o lugar de governo tem de se apresentar kcomo servo". É o que ensina o Senhor Jesus nos Evangelhos (Mt 20.25-28; Mc 10.42-45; Lc 22.24-27). Apesar de a vaidade e a ambição serem sentimentos que despertam desejos latentes no ser humano (Pv 17.20), os discípulos de Cristo não podem per­ mitir que tais desejos os dominem. 2. A inveja e a facção instau­ ram a desordem. Jesus de Nazaré sabia desde antemão que a vaidade dominaria o coração de muitos dos seus seguidores. Por isso Ele ensinava tal realidade nos Evangelhos. A Epís­ tola de Tiago relata exatamente os problemas anteriormente abordados por Jesus. Nos dias do meio-irmão do Senhor, a “inveja" e o "espírito faccioso" assolavam as igrejas locais (Tg 3.16). Atualmente, muitos são os problemas dessa natureza em nossas igrejas. Injustiças e perseguições ocorrem em nossas comunidades até mesmo em nome de Deus, quando sabemos que o Senhor nada tem com tais atitudes (Jr 23.30-40). 3. Obras perversas. Como é do conhecimento de cada salvo em Cristo, onde há "inveja" e "espirito faccioso”, o mal impera. Em um ambiente onde a perversidade e a malignidade estão presentes, muitas pessoas “adoecem" e até "morrem“ espiritualmente (1 Jo 3.15). Malda- des contra o irmão, mentiras contra o próximo, mexericos e falatórios, enfim, são atitudes que as pessoas que passam a frequentar uma igreja local, naturalmente, esperam não encontrar. Tais problemas listados acima podem facilmente ser evitados (Rm 2.17-24). Depende apenas de cada um olhar paraJesus, depois para si mesmo e iniciar um processo de correção de suas imperfeições e más tendências. Agindo assim, o Senhor certamente dispensará sabedoria para o nosso bem viver (Tg 1.5-8). 4 4 Liç õ es Bíb lic a s
  46. 46. III - AS QUALIDADES DA VERDADEIRA SABEDORIA <Tg 3.17,18) 1. Características da verda­ deira sabedoria. O objetivo de Tia­ go em classificar as diferenças entre a sabedoria que vem do alto, e da terrena e demoníaca, é mostrar que ambas podem facilmente ser identifi­ cadas através da prática cotidiana. A primeira qualidade da "sabedoria que vem do alto", ressaltada pelo lider de Jerusalém, é a pureza. O termo é um adjetivo grego, hagnós, que se refere àquilo que é “sagrado", "casto" e “sem mancha". A sabedoria que vem do alto é pura, não no sentido humano da palavra, mas algo que vem exclu­ sivamente de Deus para nós. 2. Mais sete características. Após assegurar a primeira carac­ terística da sabedoria que procede de Deus, a pureza, Tiago elenca outras sete: paciência, moderação, conciliação, misericórdia, bons frutos, imparcialidade e verdade. Note que, de alguma forma, todas têm relação com o autodomínio, ou com o “domínio próprio" (Cl 5.22,23 - ARA). O Evangelho adverte-nos a ser mais humanos e parecidos com Jesus, ou seja, não autoritários, infle­ xíveis, coléricos, sem misericórdia, parciais com as pessoas e muito menos mentirosos. Isso porque tais más qualidades são provenientes da sabedoria demoníaca, animal e terrena (Cl 5.19-21). O Senhor nos chamou para o bem (Ef 2.10). Pro- *» "» • mm mm r ’ curemos fazer o bem com amor e verdade (Cl 6.9). 3. O fruto da justiça (v.18). “Bem-aventurado quem tem fome e sede de justiça" (Mt 5.6). Já imagi­ nou essa verdade compreendida e assumida por cada crente onde quer que este esteja? Já imaginou o tipo de mundo que teríamos se compre­ endêssemos as implicações reais dos termos “fome” e “sede de justiça"? Tiago diz que o fruto da justiça na vida do crente deve ser semeado na paz de Deus. Ele, porém, acrescenta que essa realidade é para os que, sabiamente, “exercitam a paz". Em outras palavras, é preciso trabalhar pela paz. Seja sábio, semeie, por­ tanto, o fruto dajustiça e tenha paz! CONCLUSÃO A nossa conduta pessoal de­ monstrará se temos a "sabedoria do alto", que é pura, pacífica, modera­ da, tratável, cheia de misericórdia, de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia: ou se somos porta­ dores da terrena, animal e diabólica, que produz inveja, espírito faccioso, perturbação e obras perversas. Qual o tipo de sabedoria está presente em sua vida? Fomos chamados a não tomar a forma deste presente século, mas para isso precisamos da sabedoria do alto. Só assim produzi­ remos frutos que se coadunam com a sabedoria que vem do alto. Busque a verdadeira sabedoria no Senhor com fé e você será um testemunho vivo do poder de Deus! Liçõ eí Bíh u caí 45
  47. 47. K T RESPO N D / Ê ----- ------- - --- — 1. Segundo as Escrituras, quem é sábio? r 2. Qual é a fonte da verdadeira sabedoria? 3. 0 que impera onde há "inveja" e “espirito faccioso’? Que falta aptidão; incapaz, inábil. 4. Qual é a primeira qualidade da "sabedoria que vem do alto', ressal­ tada por Tiago? S. Quais são as sete características da sabedoria que procede de Deus, elencadas por Tiago? O C A B U LÁ R IO 46 I iç ò es Bíb lic a s
  48. 48. Lição 10 7 de Setembro de 2014 TEXTO ÁUREO O P e r ig o d a Bu sc a p e l a A u t o r r e a l iz a ç ã o H u m a n a "Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará" (Tg 4.10). L E IT U R A D IÁ R IA Segunda - Jo 30.1S A felicidade passageira Terça - Cl 2.20 23 A frustração advinda dos preceitos humanos Quarta - 2 Tm 3.1-5 A dissimulação humana Quinta - Le 12.13-21 A insensatez do materialista Sexta - 1 Tm 6.1 7 A esperança na incerteza das riquezas Liçõ b Bíbucas 47

×