Panorama Geral Setor
                Alimentos e Bebidas




Ulisses Ruiz de Gamboa
Economista - Instituto de Economia ACSP
Índice




• Situação Pré-Crise
• Canais de Transmissão da Crise
• Efeitos no Setor Alimentos e Bebidas
• Perspectivas
Situação Pré-Crise


• 2003-2007: Um dos maiores períodos de crescimento
econômico mundial desde a Segunda Guerra

• Causa...
Situação Pré-Crise
                 TAXA DE CRESCIMENTO DO PIB BRASILEIRO E DO PIB
                             MUNDIAL: 1...
Situação Pré-Crise


• Economia    brasileira também “surfou” na “bolha
financeira” internacional:

  – Linhas de crédito ...
Canais de Transmissão da Crise



  •A   crise atingiu o Brasil a partir de três canais
  principais:

       – Queda da d...
Efeitos no Setor Alimentos e Bebidas



   • Setor menos dependente do crédito, cujos principais
   fatores de expansão sã...
Efeitos no Setor Alimentos e Bebidas


   • Forte expansão do consumo interno de alimentos,
   bebidas e itens de higiene ...
Efeitos no Setor Alimentos e Bebidas




   • Centro-Oeste, Norte e Nordeste (60% das famílias das
   classes C, D e E) fo...
Efeitos no Setor Alimentos e Bebidas



   • Diminuição da quantidade exportada de alimentos
   (excetuando açúcar) de 3% ...
Efeitos no Setor Alimentos e Bebidas
                       EVOLUÇÃO DAS EXPORTAÇÕES DE ALIMENTOS:
                       ...
Efeitos no Setor Alimentos e Bebidas



   • Diferença no desempenho da produção de alimentos e
   bebidas também pode ser...
Efeitos no Setor Alimentos e Bebidas

                     EVOLUÇÃO DA PRODUÇÃO INDUSTRIAL DE ALIMENTOS
                  ...
Efeitos no Setor Alimentos e Bebidas




   • Emprego como um todo recuperou-se do impacto da
   crise durante o ano passa...
Efeitos no Setor Alimentos e Bebidas




   • Em termos do setor alimentos e bebidas, o emprego
   ainda não retornou ao n...
Efeitos no Setor Alimentos e Bebidas


   • A quantidade de empregos gerados na industria e na
   agropecuária ainda não r...
Perspectivas


• O maior crescimento da renda e do emprego e a
manutenção das políticas de transferência de renda
durante ...
Perspectivas

• Elevada carga tributária, com forte participação do
ICMS, sobre consumo de alimentos e bebidas 
Sistema t...
Perspectivas


• O Investimento de grandes redes varejistas deverá
aumentar nas regiões Norte e Nordeste, onde maior
parte...
Perspectivas




• A recuperação da economia mundial também deverá
favorecer a exportação (produção) de alimentos,
cujos p...
Efeitos no Setor Alimentos e Bebidas

                  EVOLUÇÃO DAS EXPORTAÇÕES DE ALIMENTOS:
                           ...
Perspectivas


• Para 2010 projeta-se crescimentos de 5,6% na
produção e de 3,5-4,0% no consumo de alimentos;



• No caso...
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  1. 1. Panorama Geral Setor Alimentos e Bebidas Ulisses Ruiz de Gamboa Economista - Instituto de Economia ACSP
  2. 2. Índice • Situação Pré-Crise • Canais de Transmissão da Crise • Efeitos no Setor Alimentos e Bebidas • Perspectivas
  3. 3. Situação Pré-Crise • 2003-2007: Um dos maiores períodos de crescimento econômico mundial desde a Segunda Guerra • Causas: – Excessiva liquidez devido à política americana de juros baixos aplicada durante 2001-2004 e ao excesso de endividamento público a partir da Guerra do Iraque; – Problemas de informação, ética e regulação no mercado financeiro.
  4. 4. Situação Pré-Crise TAXA DE CRESCIMENTO DO PIB BRASILEIRO E DO PIB MUNDIAL: 1999-2010 (%) 7 6 5,7 5,7 5,4 4,9 5,0 5,1 5 4,7 4,3 4,4 4,0 3,9 3,8 4 3,6 3,5 3,2 3,0 2,8 3 2,7 2,2 2 1,3 1,1 1 0,3 0 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009(P) 2010(P) -0,2 -1 -0,8 -2 PIB MUNDIAL PIB BRASIL Fonte: FMI, Banco Central
  5. 5. Situação Pré-Crise • Economia brasileira também “surfou” na “bolha financeira” internacional: – Linhas de crédito externas para grandes empresas brasileiras (CVRD, Petrobrás etc); – Exportação de matérias-primas para abastecer grande crescimento da produção (consumo) mundial; – Forte entrada de capitais externos na Bolsa.
  6. 6. Canais de Transmissão da Crise •A crise atingiu o Brasil a partir de três canais principais: – Queda da demanda global, reduzindo preço e quantidade das exportações brasileiras; – Diminuição forte e rápida do crédito externo, devido ao aumento abrupto da percepção do risco; – Fuga dos capitais externos da Bolsa.
  7. 7. Efeitos no Setor Alimentos e Bebidas • Setor menos dependente do crédito, cujos principais fatores de expansão são a renda e o emprego; • Apesar da crise, houve continuidade no crescimento da renda durante 2009 (3,2%); • Política de transferência de rendas (Bolsa-Família, salário mínimo, previdência) também contribui para o crescimento de renda nas classes D e E.
  8. 8. Efeitos no Setor Alimentos e Bebidas • Forte expansão do consumo interno de alimentos, bebidas e itens de higiene pessoal (17%) durante 2009, substituindo compra de bens duráveis, fortemente dependente do crédito; • Classes D e E (22 milhões de consumidores) não só incrementaram o consumo desses artigos, como também sofisticaram a cesta de produtos consumidos (sorvetes, refrigerantes, requeijão, cremes e loção hidratante - crescimento de vendas em farmácias e drogarias , entre outros).
  9. 9. Efeitos no Setor Alimentos e Bebidas • Centro-Oeste, Norte e Nordeste (60% das famílias das classes C, D e E) foram os principais pólos de crescimento do consumo de alimentos, bebidas e artigos de higiene pessoal (Grande SP abaixo de 3%); • Setor bebidas praticamente não depende das vendas externas, apresentando crescimento de 5,7% na produção (consumo interno) durante 2009.
  10. 10. Efeitos no Setor Alimentos e Bebidas • Diminuição da quantidade exportada de alimentos (excetuando açúcar) de 3% em 2009, que provocou contração de sua produção industrial em 1,71% (exportações representam 35% do faturamento) e do emprego no setor; • Principais produtos exportados: açúcares (50,2%), carnes (10,6%), frutas (4,6%) e óleos animais e vegetais (3,8%).
  11. 11. Efeitos no Setor Alimentos e Bebidas EVOLUÇÃO DAS EXPORTAÇÕES DE ALIMENTOS: 2008 - 2009 (%) 80 63,8 60 40 31,6 30,9 24,5 20,2 20 8,9 0 -2,2 Açúcar em Bruto Açúcar Refinado Carne Frutas -4,6 Óleo de Soja em Óleo de Soja -20 -10,8 Bruto Refinado -17,8 -14,9 -19,7 -22,3 -32,5 -30,4 -40 -47,5 -60 -60,0 -80 -71,9 Total Quantidade Preço Fonte: SECEX/MDIC
  12. 12. Efeitos no Setor Alimentos e Bebidas • Diferença no desempenho da produção de alimentos e bebidas também pode ser explicada pela relação com a renda; • O crescimento da renda afeta em maior medida o consumo (produção) de bebidas, pois nas classes mais altas, a expansão de renda quase não provoca efeitos sobre o consumo de alimentos.
  13. 13. Efeitos no Setor Alimentos e Bebidas EVOLUÇÃO DA PRODUÇÃO INDUSTRIAL DE ALIMENTOS E BEBIDAS: Janeiro 2008 - Dezembro 2009 (%) 20,0% 15,0% 10,0% 5,0% 0,0% 08 09 8 9 08 09 08 09 8 9 8 9 08 8 09 8 8 9 9 9 8 9 8 9 t/ 0 t/ 0 r/0 r/0 l/0 l/0 /0 /0 /0 /0 t/0 t/0 /0 /0 /0 /0 z/ z/ v/ v/ o/ o/ v/ v/ n n n n ai ai ar ar ju ju ou ou se se ab ab de de no no fe fe ag ag ja ju ja ju m m m m -5,0% -10,0% Alimentos Bebidas Fonte: IBGE
  14. 14. Efeitos no Setor Alimentos e Bebidas • Emprego como um todo recuperou-se do impacto da crise durante o ano passado, gerando-se 480.762 novos postos de trabalhos; • Em termos gerais, houve maior crescimento da renda dos trabalhadores admitidos (4,9%) em comparação aos desligados (0,6%).
  15. 15. Efeitos no Setor Alimentos e Bebidas • Em termos do setor alimentos e bebidas, o emprego ainda não retornou ao nível anterior à crise (-83.425); • Também houve maior elevação da renda dos trabalhadores admitidos (5,2%) em comparação aos desligados (1,0%).
  16. 16. Efeitos no Setor Alimentos e Bebidas • A quantidade de empregos gerados na industria e na agropecuária ainda não retornou aos níveis anteriores à crise (-269.727 e -196.235, respectivamente), mas os da construção civil, comércio e serviços já mostram geração líquida de postos de trabalho (126.352; 353.164 e 467.208, respectivamente)  Classes D e E; • Classes D e E são as que mostraram os maiores aumentos na renda durante 2009 (18,2% e 14,2%, respectivamente).
  17. 17. Perspectivas • O maior crescimento da renda e do emprego e a manutenção das políticas de transferência de renda durante 2010 deverão favorecer o consumo e a produção de alimentos e bebidas, com maior ênfase nesse último segmento; • Ainda há espaço para expansão do consumo de alimentos e bebidas nas classes C, D e E, especialmente no Norte e Nordeste.
  18. 18. Perspectivas • Elevada carga tributária, com forte participação do ICMS, sobre consumo de alimentos e bebidas  Sistema tributário brasileiro taxa relativamente mais as classes D e E (“regressivo”), pois grande parte da renda está destinada ao consumo de bens básicos; • Se a carga tributária fosse menor, os efeitos da elevação da renda, do emprego e da aplicação de políticas sociais sobre o consumo e produção de alimentos e bebidas seriam ainda maiores.
  19. 19. Perspectivas • O Investimento de grandes redes varejistas deverá aumentar nas regiões Norte e Nordeste, onde maior parte do consumo é realizada em mercadinhos de bairro; • Além da recuperação da economia, 2010 será um ano marcado pela Copa do Mundo, o que também deverá contribuir para a elevação do consumo de bebidas.
  20. 20. Perspectivas • A recuperação da economia mundial também deverá favorecer a exportação (produção) de alimentos, cujos principais mercados de destino são Europa, Oriente Médio e Rússia;
  21. 21. Efeitos no Setor Alimentos e Bebidas EVOLUÇÃO DAS EXPORTAÇÕES DE ALIMENTOS: Janeiro 2010 (%) 60 46,3 41,2 40 28,3 28,0 24,1 19,3 20 9,51 8,1 6,1 0 Açúcar em Bruto Açúcar Refinado Carne -2,7 Frutas Óleo de Soja em Óleo de Soja -9,14 -8,2 Bruto Refinado -20 -12,6 -8,3 -40 -60 -80 -79,0-80,1 -82,4 -85,8 -100 Total Quantidade Preço Fonte: SECEX/MDIC
  22. 22. Perspectivas • Para 2010 projeta-se crescimentos de 5,6% na produção e de 3,5-4,0% no consumo de alimentos; • No caso das bebidas, estima-se que a produção (consumo) deverá expandir-se 5,3%.

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