Winnicott - MÃE ENSINANTE

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SLIDES UTILIZADOS NA DISCIPLINA PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO TRAZENDO A TEORIA DE WINNICOTT

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Winnicott - MÃE ENSINANTE

  1. 1. UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ Mãe ensinante
  2. 2. ALUNOS
  3. 3. To mar por base a teoria do amadurecimento pessoal elaborada por Winnicott , objetivando reunir o que ele pôde pensar e evidenciar em sua prática clínica a respeito da relação mãe-bebê e o processo de ensino-aprendizagem . Buscar o modo como o autor entende esse sentimento materno. Palavras-chave: ensinante, integração, cuidado, desenvolvimento. OBJETIVOS :
  4. 4. ROTEIRO : BIOGRAFIA LIVROS PUBLICADOS EM PORTUGUÊS BREVE HISTÓRIA DE ALGUMAS TEORIAS CONCEITO EXEMPLOS DO TEXTO EXEMPLOS - PRÁTICOS CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
  5. 5. BIOGRAFIA : Donald Woods Winnicott, o caçula de John Frederick Winnicott e Elizabeth Martha Woods Winnicott, Nasceu em terça-feira, 7 de abril de 1896, O sobrenome da família deriva de "Winn", palavra saxônica que significa "amigo", e de "Cott", "casa". Por ausência do pai cresceu rodeado por um exército de mulheres: mãe, irmãs, tias, babá, governanta, cozinheira, copeiras e as diversas parentes (entrevista com Clare Winnicott: Neve, 1983).. Estudou vários anos em instituições tipicamente masculinas tais como a escola pública, a universidade e a Marinha Real Aparentemente, detestava o som de sua própria voz - o legado de uma infância repleta de um número excessivo de mulheres (Barbara Dockar-Drysdale, comunicação pessoal, 1º de outubro de 1994). Quando começou a fazer programas de rádio, nos anos 40, vários ouvintes pensavam que se tratava de uma mulher, e a BBC recebeu cartas dirigidas à "Sra. Winnicott" (Martin James, comunicação pessoal, 24 de novembro de 1991; cf. Casement, 1991).
  6. 6. Winnicott, no entanto, escreveu muito pouco sobre a figura paterna; a maior parte de seu trabalho é centrada apenas na mãe e no bebê. "Teve uma infância feliz. O jovem Winnicott teve uma posse especial da infância: uma boneca chamada "Lily", que havia pertencido a Kathleen, a mais nova de suas irmãs. Boneca essa que exercitava seus ataques simbólicos a suas irmães. Sendo o único filho homem da família, ele deveria ter se envolvido com os negócios de seu pai, mas ao invés disso desafiou as convenções e tornou-se médico em 1920e, depois, psicanalista. Escreveu poemas , participou de teatro amador, destacou-se cantando e tocando piano, praticou esportes como: natação e corrida (Clare Winnicott, 1978). Ele também se divertia muito com pequenos animais, e quando criança criava ratos, nos quais costumava observar a interação entre a mãe e os filhotes Em 1923, ele reconstruiria o cenário de sua infância, casando-se com uma mulher muito doente, que lhe trouxe vários anos de angústia e tormento.
  7. 7. Donald Woods Winnicott - psicanalista inglês (Plymouth, 7 de abril de 1896 - 28 de janeiro de 1971) UMA DAS EDIÇÕES DE SEU LIVRO MANUSCRITO DE WINNICOTT
  8. 8. LIVROS PUBLICADOS EM PORTUGUÊS : • 1958a: Da pediatria à psicanálise. • 1964a: A criança e seu mundo. • 1965a: A família e o desenvolvimento individual . • 1965b: O ambiente e os processos de maturação. • 1971a: O brincar e a realidade. • 1971b: Consultas terapêuticas em psiquiatria Infantil. • 1977: The Piggle: o relato do tratamento psicanalítico de uma menina. • 1984a: Privação e delinquência. • 1986a: Holding e interpretação. • 1986b: Tudo começa em casa. • 1987a: Os bebés e suas mães . • 1987b: O gesto espontâneo. • 1988: Natureza humana. • 1989a: Explorações psicanalíticas. • 1993a: Conversando sobre crianças [com os pais]. • 1996a: Pensando sobre crianças.
  9. 9. hjhgjghjgjg BREVE HISTÓRIA DE ALGUMAS TEORIAS Infância rodeada de mulheres - Em particular, as empregadas exerceram um papel vital no desenvolvimento de Donald Winnicott. Anos mais tarde, ele recomendaria a alguns de seus pacientes que passassem mais tempo "no andar de baixo", com a equipe doméstica, como parte do tratamento. Omissão paterna - O drama de Édipo da teoria freudiana requer três participantes: mãe, pai e filho. Conhecendo suas experiências infantis não é de surpreender que Winnicott, tenha escrito muito pouco sobre a figura paterna; a maior parte de seu trabalho é centrada apenas na mãe e no bebê. Uma boneca chamada "Lily“ - utilizada para expressar seus momentos de “raiva”. Winnicott (1970c) viria a crer, mais tarde, que a possibilidade de expressar hostilidade sem aniquilar o objeto de nossa fúria é de importância vital. Talvez não seja surpreendente, portanto, que mais tarde Winnicott se interessasse pelo trabalho com pacientes violentos e delinqüentes (por exemplo, Winnicott, 1943a, 1956c, 1963f).
  10. 10. Animais de estimação - quando criança criava ratos, nos quais costumava observar a interação entre a mãe e os filhotes (Winnicott, 1969e). Numa ocasião, construiu um campo de concentração para bichos-de-conta, prendendo-os dentro dele. Depois, durante vários anos, continuou sentindo pontadas de culpa (Dockar-Drysdale, comunicação pessoal, 13 de julho de 1991). Um estranho no ninho - durante a 2ª Guerra, abrigou em sua residência , crianças que haviam sido transferidos de suas casas e separados dos pais para abrigos, com a intenção de serem protegidos dos bombardeios em Londres e outras grandes cidades. Crianças que desenvolviam uma pletora de sintomas degenerativos como ansiedade, distúrbios de conduta, doenças físicas e até mesmo delinqüência crônica (Bowlby, Miller & Winnicott, 1939). representou um novo ponto de partida clínico para Winnicott, que antes tivera pouco contato com a delinqüência infantil.
  11. 11. Para Winnicott, cada ser humano traz um potencial inato para amadurecer, para se integrar; porém, o fato de essa tendência ser inata não garante que ela realmente vá ocorrer. Isto dependerá de um ambiente facilitador que forneça cuidados suficientemente bons, sendo que, no início, esse ambiente é representado pela mãe. Esses cuidados dependem da necessidade de cada criança, pois cada ser humano responderá ao ambiente de forma própria, apresentando, a cada momento, condições, potencialidades e dificuldades diferentes. É necessário que ela perceba como fazer para satisfazê-lo e possa reconhecê-lo em suas particularidades . Winnicott afirma que, na base do complexo de sensações e sentimentos peculiares dessa fase, está um movimento regressivo da mãe na direção de suas próprias experiências enquanto bebê e das memórias acumuladas ao longo da vida, concernentes ao cuidado e proteção de crianças. CONCEITO
  12. 12. Na obra de Winnicott (1979/1983; 1988/2002) encontramos que a capacidade das mães em dedicar a seus filhos toda a atenção de que precisam, cria condições para a manifestação do sentimento de unidade entre duas pessoas. Da relação saudável que ocorre entre a mãe e o bebé, emergem os fundamentos da constituição da pessoa e do desenvolvimento emocional-afetivo da criança. Na visão winnicottiana, já nos primórdios da existência, é fundamental para a constituição do self o modo como a mãe coloca o bebê no colo e o carrega; dá-se, assim, a continuidade entre o inato, a realidade psíquica e um esquema corporal pessoal. Afirma que o “estado de preocupação materna primária” implica em uma regressão parcial por parte da mãe, a fim de identificar-se com o bebê e, assim, saber do que ele precisa, mas, ao mesmo tempo, ela mantém o seu lugar de adulta. É, ainda, um estado temporário, pois o bebê naturalmente passará da “dependência absoluta” para a “dependência relativa”, o que é essencial para o seu amadurecimento.
  13. 13. FASES : A dependência absoluta - refere-se ao fato de o bebé Depender inteiramente da mãe para ser e para realizar sua tendência inata à integração em uma unidade. que esse processo está em curso e, a partir daí, algumas mudanças se insinuam. A dependência relativa - pode se tornar consciente da necessidade dos detalhes do cuidado maternal e relacioná-los, numa dimensão crescente, a impulsos pessoais. Na progressão da dependência absoluta até a relativa , Winnicott (1988/2002) definiu três fases principais: 1 – integração (transformação dos vários ‘núcleos’ de ego num todo razoavelmente organizado); 2 – personalização (integração psique – soma, o eu e o corpo formando um todo); 3 – relações objetivas (realização) - a apreciação do tempo e do espaço e de outros aspectos da realidade – numa palavra, a realização.
  14. 14. FASES : O holding é necessário desde a dependência absoluta até a autonomia do bebê, quando os espaços psíquicos entre este e sua mãe já estão perfeitamente distintos. nesse período de dependência relativa que o bebé vive estados de integração e não integração, forma conceitos de eu e não – eu, mundo externo e interno, estágio de concernimento, Independência relativa - o bebé desenvolve meios para poder prescindir do cuidado maternal. Isto é conseguido mediante a acumulação de memórias de maternagem, da projecção de necessidades pessoais e da introjeção dos detalhes do cuidado maternal, com o desenvolvimento da confiança no ambiente. É importante ressaltar que, segundo Winnicott, A independência - nunca é absoluta. O indivíduo sadio não se torna isolado, mas se relaciona com o ambiente de tal modo que pode se dizer que ambos se tornam interdependentes.
  15. 15. EXEMPLOS TEXTOS :
  16. 16. EXEMPLOS - PRÁTICA : Uma mãe que não impede os pequenos furtos infantis , e ao visitar seu filho crescido na prisão, é acusada pelo mesmo de não ter feito nada, para evitar. Disse Winnicoot (1996) “ a mãe deve ser suficientemente má para frustrar adequadamente a criança a fim de que ela possa se estruturar como sujei A mãe deve começar seus ensinamentos a partir da gestação... Na amamentação a mãe deve mostrar um sentimento de amor... A mãe suficientemente boa deverá prover ..... A mãe suficientemente boa é aquela que faz...
  17. 17. CONSIDERAÇÕES FINAIS : A mãe é a primeira ensinante de seu filho, mas é também sua aprendente. É possível dizer que sua função de ensinante materna é ensinar a sonhar, a desejar, a idealizar, a criar vínculos . É despertar o desejo de saber A ensinante funciona como modelo O filho se constitui aprendente quando busca realizar o desejo,construir o pensamento e o conhecimento, quando deixa de ser a metáfora do desejo da mãe para ser a metáfora do desejo pela mãe e se tornar sujeito de si mesmo. (Lima,thaís; UNIFIEO)
  18. 18. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS D.W.Winnicott - Um Retrato Biográfico", de Brett Kahr Exodus Editora, Rio de Janeiro, 1998. Resenha de Donald W. Winnicott ,O Gesto Espontâneo(Cartas selecionadas de Winnicott), São Paulo, Martins Fontes Ed., 1990, 178 p Amador, Salete Monteiro – A importância dos cuidados maternos nos primeiros meses de vida do bebê - www.sermelhor.com.br; acesso em 09/01/2009 http://pt.wikipedia.org/wiki/Donald_Woods_Winnicott" Lima,Taís Aparecida Costa, Mãe: A Primeira Ensinante. Uma visão psicopedagógica; UNIFIEO,

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