As paixões

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Levantamento realizado na obra de Aristóteles. Parte de um trabalho em desenvolvimento. Nas histórias em quadrinho (Hqs) as paixões estão presentes?

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As paixões

  1. 1. Elas existem nas histórias em quadrinhos?
  2. 2. São todos aqueles sentimentos que, causando mudança nas pessoas, fazem diferir seus julgamentos
  3. 3. Não são entendidas aqui como virtudes ou vícios permanentes, mas estão relacionadas com situações transitórias, provocadas pelo orador.
  4. 4. A paixão é a própria alteridade, a alternativa que não se fará passar por tal, a relação humana que põe em dificuldade o homem e, eventualmente, o oporá a si mesmo. Compreende-se, nessas condições que a paixão remete as soluções opostas, aos conflitos, a diferença entre os homens. A oponibilidade que une e desune
  5. 5. Se há paixão há ação e, ao mesmo tempo, um agente, uma causa eficiente que para realizá-la, para produzi-la não pode ter sido simplesmente natural - o que leva a uma ordem do humano.
  6. 6. A razão é uma paixão refletida, portanto contida, subordinada a um fim pensado.
  7. 7. Na Ética, há a alegria, o desejo ou o pesar, que são estados de alma da pessoa considerada isoladamente, por assim dizer, ou em todo o caso tomada em sua temporalidade individual. Na Retórica, ao contrário, as paixões passam por resposta a outra pessoa, e mais precisamente a representação que ela faz de nós em seu espírito.
  8. 8. Aristóteles na Retórica mostra que as paixões constituem um teclado no qual o bom orador toca para convencer. Um crime horrível deverá suscitar indignação ao passo que um delito menor, absolutamente perdoável, deverá ser julgado com compaixão. Para despertar tais sentimentos, é preciso conhecer os que existem antes de tudo no instigador do auditório.
  9. 9. CÓLERA. É o reflexo de uma diferença entre aquele que se entrega e aquele ao qual ela se dirige. Por essa razão, acha-se na dependência dessa lógica da identidade e da diferença, a qual caracteriza a retórica relação retórica. A cólera é um brado contra a diferença imposta, "injusta" ou como tal sentida
  10. 10. CALMA. A calma é uma verdadeira paixão porque reflete, interioriza uma certa imagem que o outro forma de nós, de sorte que, ao mesmo tempo, agimos sobre ele, mantendo (ou encontrando) nossa calma a seu respeito. Dai sua função retórica. Ela recria a simetria. e, consequentemente, o contrario e talvez mesmo o antídoto da cólera.
  11. 11. O AMOR E O ÓDIO. O amor, ou a amizade, é um vinculo de identidade mais ou menos parcial. É o próprio lugar da conjugação, da associação - ao contrário do ódio, puramente dissociador. A distância entre os indivíduos se revela insignificante, o que afinal torna o amor e o ódio tão violentos.
  12. 12. A SEGURANÇA E O TEMOR O temor e a confiança pressupõem uma diferença materializada por uma assimetria na relação. Tememos os fortes, não os fracos. A segurança provém de uma certa superioridade tanto sobre as coisas quanto sobre as pessoas, de um afastamento, suposto ou real, relativamente ao que pode ser prejudicial
  13. 13. A VERGONHA E A IMPUDÊNCIA. Duas formas de relacionamento com outrem, de reação à imagem que o outro faz de nós, formas que são bastante reais. Na vergonha há inferioridade Na impudência há superioridade Na vergonha a interiorização do olhar do outro devolve-me uma imagem inferior de mim mesmo. A impudência, ao contrário, consagra praticamente a não-essencialidade do outro.
  14. 14. O FAVOR A obsequiosidade é uma resposta a outrem, atende à sua pretensão, ao seu caráter passional: é prestar serviço, descobrir a necessidade alheia, entendendo-se que quem responde dessa maneira não o faz por interesse. O favor exprime uma relação assimétrica que deseja suprimir.
  15. 15. A COMPAIXÃO E A INDIGNAÇÃO A piedade volta-se para aqueles que estão relativamente próximos, mas não em demasia, sendo de temer que sua sorte negativa nos atinja. Indignação reflete a não aceitação (moral) do espetáculo das paixões, de sua desordem.
  16. 16. A INVEJA, A EMULAÇÃO E O DESPREZO. A inveja e emulação dirigem-se para os iguais, A inveja quer tirar do outro o que ele tem, a emulação quer imitá-lo. São reações que tendem a prolongar a simetria ou criá-la, visto que uma deseja gerar a diferença, a outra, a identidade. O desprezo tende para a ruptura. A inveja una os iguais, mas não suscita a comunhão. Os iguais já estão próximos e a inveja assinala de preferência a diferença Desprezo (desdém, difamação e ultraje)
  17. 17. A INVEJA, A EMULAÇÃO E O DESPREZO. A inveja e a emulação dirigem-se para os iguais. A inveja quer tirar do outro o que ele tem. A emulação quer imitá-lo. São reações que tendem a prolongar a simetria ou criá-la, visto que uma deseja gerar a diferença, a outra, a identidade. O desprezo tende para a ruptura. A inveja una os iguais, mas não suscita a comunhão. Os iguais já estão próximos e a inveja assinala de preferência a diferença Desprezo (desdém, difamação e ultraje)

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