Figuras de linguagem 2013 (2)

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Estudo das Figuras de Linguagem em textos literários e anúncios publicitários.

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Figuras de linguagem 2013 (2)

  1. 1. PROF.: ADRIANA CHRISTINNELINGUAGEMLINGUAGEMLINGUAGEMLINGUAGEMLINGUAGEMLINGUAGEMLINGUAGEMLINGUAGEMLINGUAGEM
  2. 2. LINGUAGEM DENOTATIVA XLINGUAGEM CONOTATIVA Linguagem denotativa: sentido real, dicionarizado.Ex.: As portas da minha casa são de vidro. PROF.: ADRIANA CHRISTINNE Linguagem conotativa: sentido figurado.Ex.: O conhecimento abre portas para quem o procura.
  3. 3. LINGUAGEMCONOTATIVA ASPECTOS SEMÂNTICOS: Comparação ou símile; Metáfora; catacrese; Clichê; Prosopopeia; Metonímia. PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  4. 4. COMPARAÇÃO É a comparação direta de qualificações entre seres, como uso do conectivo comparativo (como, assim como,bem como, tal qual, etc.).Não consigo dizer se é bom ou mauAssim como o ar me parece vitalOnde quer que eu váo que quer que eu façasem você não tem graça PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  5. 5.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  6. 6.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  7. 7.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  8. 8.  LITERATURA PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  9. 9.  LITERATURA PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  10. 10.  LITERATURA PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  11. 11. METÁFORAAssim como a comparação, consiste numa relaçãode semelhança de qualificações. Mais sutil, exigemuita atenção do leitor para ser captada, porquedispensa os conectivos que aparecem nacomparação. Alteração do sentido de uma imagem ou palavra.A significação passa a ser subjetiva. Comparação implícita. PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  12. 12. AMOR É UM LIVRO – SEXO É ESPORTESEXO É ESCOLHA – AMOR É SORTEAMOR É PENSAMENTO, TEOREMAAMOR É NOVELA – SEXO É CINEMASEXO É IMAGINAÇÃO, FANTASIAAMOR É PROSA – SEXO É POESIA PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  13. 13.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  14. 14.  LITERATURA PROF.: ADRIANA CHRISTINNE PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  15. 15.  LITERATURA PROF.: ADRIANA CHRISTINNE PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  16. 16.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  17. 17.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  18. 18.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  19. 19.  LITERATURA PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  20. 20.  LITERATURA PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  21. 21.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  22. 22.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  23. 23. “O tempo é uma cadeira ao sol, e nada mais.”(Carlos Drummond de Andrade)“Supondo o espírito humano uma vasta concha, omeu fim, Sr. Soares, é ver se posso extrair pérolas,que é a razão.”(Machado de Assis)“O Pão de Açúcar era um teorema geométrico.”(Oswald de Andrade)“Minhas sensações são um barco de quilha pro ar.”(Fernando Pessoa) PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  24. 24. CATACRESEExemplos de catacrese:folhas de livro; pé de mesa;dente de alho; braço do rio;céu da boca; leito do rio;mão de direção; barriga da perna;asas do nariz; embarca no trem;língua de fogo; miolo da questãoÉ o emprego de um termo figurado por falta de um termopróprio para designar determinadas coisas. É uma metáforadesgastada pelo uso excessivo. PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  25. 25. Leia um poema de José Paulo Paes, onde predomina acatacrese:InutilidadesNinguém coça as costas da cadeiraNinguém chupa a manga da camisaO piano jamais abana a caudaTem asa, porém não voa, a xícaraDe que serve o pé da mesa se não anda?E a boca da calça se não fala nunca?Nem sempre o botão está na sua casaO dente de alho não morde coisa alguma.Ah! se tratassem os cavalos do motor...Ah! se fosse até o circo o macaco do carro....Então a menina dos olhos comeriaAté o bolo esportivo e bala de revólver PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  26. 26.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  27. 27. CLICHÊSão chavões na linguagem, exemplos de banalidadee barreiras para a originalidade.São expressões tão utilizadas e repetidas que sedesgastaram e afastaram-se do seu significadooriginal. PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  28. 28.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  29. 29.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  30. 30.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  31. 31. PROSOPOPEIA OUPERSONIFICAÇÃOEx.: As pensões alegres dormiam tristíssimas.As casas também iam bêbadas.”( C.D.Andrade)Consiste na atribuição de características humanas aseres inanimados ou irracionais. É também chamadade animalização: "Ah! cidade maliciosade olhos de ressacaque das índias guardou a vontade de andarnua". (Ferreira Gullar) Com a passagem da nuvem, a lua se tranquiliza. PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  32. 32.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  33. 33.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  34. 34.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  35. 35. “O vento beija meus cabelosAs ondas lambem minhas pernasO sol abraça o meu corpoMeu coração canta feliz” PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  36. 36.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  37. 37. METONÍMIAOcorre metonímia quando há substituiçãode uma palavra por outra, havendo entreambas grau desemelhança, relação, proximidade desentido, ou implicação mútua. Talsubstituição realiza-se de inúmeros modos:Alteração do sentido de uma imagem oupalavra. A significação é uma relaçãoobjetiva. PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  38. 38.  O autor pela obra.Ouvi Mozart com emoção. (a música de Mozart)Leio Graciliano Ramos porque ele fala da realidadebrasileira.(obra de Graciliano Ramos) O continente (o que contém) pelo conteúdo (o queestá contido).Ele comemorou tomando um copo de caipirinha.(Continente: um copo; Conteúdo: caipirinha contidano copo) PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  39. 39.  A parte pelo todo. " o bonde passa cheio de pernas." (Drummond)(pernas = pessoas) São muitas as famílias que procuram um teto paramorar. (teto = casa) O singular pelo plural. " Todo homem tem direito à vida, à liberdade e àsegurança pessoal.“ (Art.3º-Declaração Universal dos Direitos Humanos)(homem = Humanidade) A mulher foi chamada para ir às ruas na luta contraa violência. (mulher = todas as mulheres) PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  40. 40.  o instrumento pela pessoa que o utiliza. Os microfones corriam atropelando até oentrevistado.(microfone = repórteres) Ele é um bom pincel, o problema é que seusquadros são caros.(pincel = pintor) Ele é um bom garfo.(garfo = come de mais) o abstrato pelo concreto. A juventude é corajosa e nem sempre consequente.(juventude = jovens) A infância é saudavelmente desordeira.(infância = crianças) PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  41. 41.  o efeito pela causa Com muito suor o operário construiu sua casa.(suor = casa) As industrias despejam a morte nos rios.(morte = poluição) a matéria pelo objeto Os bronzes tangiam avisando a hora da missa:(bronze = sino) Os cristais tiniam na bandeja de prata.(cristais = copos) PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  42. 42.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  43. 43.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  44. 44.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  45. 45.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  46. 46.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  47. 47.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  48. 48. LINGUAGEMCONOTATIVA ASPECTOS SEMÂNTICOS: Gradação; Antítese; Paradoxo (oximoro); Hipérbole; Eufemismo; Lítotes; Ironia; Antonomásia; Apóstrofe. PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  49. 49. GRADAÇÃO “ O primeiro milhão possuído excita, acirra,assanha a gula do milionário.” ( Olavo Bilac)“ esse coração oculto Pulsando no meio da noite, da neve, da chuvaDebaixo da capa, do paletó, da camisaDebaixo da pele, da carne.” ( Ferreira Gullar)Consiste em organizar uma sequência de ideias emsentido crescente ou decrescente: PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  50. 50.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  51. 51.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  52. 52.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  53. 53.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  54. 54. ANTÍTESEFigura que consiste no emprego de termos comsentidos opostos. " Tristeza não tem fim.felicidade sim ...." (Vinícius de Moraes) " Eu preparo uma cançãoque faça acordar os homense adormecer as crianças". (Drummond) "Há de surgir uma estrela no céu cada vez quevocê sorrir,há de apagar uma estrela no céu cada vez quevocê chorar" (Gilberto Gil) PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  55. 55.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  56. 56.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  57. 57.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  58. 58. Luz E SombrasVoz E SilêncioRazão, CoraçãoVocê E EuGelo E FogoMaldição E BelezaDor, CuraEu E VocêNo Tênue Laço Que Envolve Os SonhosSob O Fino Véu Que Protege Os SegredosNo Sol Ardente Que Abrasa Os DesejosNa Brisa Suave Que Abranda Os TemoresCaminhamos Juntos, Lado A LadoSomos Opostos Que Se AtraemE Se Um Dia Fomos Dois, Hoje Somos Mais...Somos Um... PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  59. 59.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  60. 60. PARADOXOOcorre paradoxo não apenas na aproximação de palavras desentido oposto, mas de ideias que se contradizem.MUDARAM AS ESTAÇÕESNADA MUDOUMAS EU SEIQUE ALGUMA COISA ACONTECEUESTA TUDO ASSIM TÃO DIFERENTESE LEMBRA QUANDO A GENTECHEGOU UM DIA A CREDITARQUE TUDO ERA PRA SEMPRESEM SABER QUE O PRA SEMPRESEMPRE ACABA PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  61. 61.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  62. 62. HIPÉRBOLECaracteriza-se pelo exagero da linguagem, paraintensificar uma ideia“ O pensamento ferve e é um turbilhão de lava.”(Olavo Bilac)“ Farei que amor a todos avivente,Pintando mil segredos delicados.”( Camões) PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  63. 63. “Paixão cruel, desenfreadaTe trago mil rosas roubadas...”Pra desculpar minhas mentirasMinhas mancadasExagerado, jogado aos seus pésEu sou mesmo exageradoAdoro um amor inventado PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  64. 64.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  65. 65.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  66. 66.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  67. 67.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  68. 68.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  69. 69.  Na época de festa junina, sempre morro de medode fogos de artifício. Ela gastou rios de dinheiro. "Será que eu tenho sempre que te lembrartodo dia, toda hora.Eu te imploro,Por favor. " (Alice, Kid Abelha) PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  70. 70. EUFEMISMOAh...deixa essa bonecaFaça-me o favorDeixe isso tudoE vem brincar de amorDe amor, hey, hey, heyDe amorAtenuação da mensagem para deixá-la menosagressiva e chocante. PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  71. 71.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  72. 72.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  73. 73.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  74. 74.  PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  75. 75. LÍTOTESÉ uma afirmação branda por meio da negação docontrário.“ Ele não é nada bobo”“A namorada dele não é tão moça”“Eu não estou nada contente. PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  76. 76.  “Quer ficar com todos os meus DVDs? Você não énada bobo!” (não é nada bobo= é experto) “Aquele ali é o seu novo namorado? Até que elenão é feio!” (não é feio= é bonito) “Bom, sua prima não é nenhuma Miss Brasil. Deixadisso!” (não é Miss Brasil= era feia) “O pobre coitado do cachorro não estava semfome. Devorou em segundos os restos de comidaque seu dono lhe atirara.” (não estava sem fome=estava faminto) PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  77. 77. IRONIAEX.: “Moça linda bem tratada,três séculos de família,burra como uma porta;Um amor.” (Carlos Drummond Andrade) “As moças entrebeijam-se porque não podem morder-seumas às outras. O beijo deles é a evolução da dentada dapré-avó.” (Monteiro Lobato)Ocorre quando, pelo contexto, pela entonação, pelacontradição de termos, sugere-se o contrário do que aspalavras ou orações parecem exprimir. A intenção édepreciativa ou sarcástica. PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  78. 78. ANTONOMÁSIA O Divino Mestre passou pela vida praticando obem. O Poeta dos Escravos morreu na flor dos anos. Eis uma pequena lista de antonomásias: O Poeta dos Escravos - Castro Alves. O Patriarca da Independência - José Bonifácio. O Águia de Haia - Rui Barbosa.Ocorre quando designamos uma pessoa por umaqualidade, característica ou fato que a distingue. PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  79. 79.  O Salvador, o Nazareno, o Redentor, O DivinoMestre - Jesus Cristo. O Herói de Tróia - Aquiles. O Berço dos Faraós - Egito. O Herói das Termópilas - Leônidas. O Pai da Medicina - Hipócrates.Na linguagem popular, o apelido, a alcunha é umaforma de antonomásia. PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  80. 80.  LUIZ GONZAGA – OREI DO BAIÃO PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  81. 81. O REI DO FUTEBOLPORTAL DA AMAZÔNIA PROF.: ADRIANA CHRISTINNE
  82. 82. CIDADE MARAVILHOSACIDADE LUZ
  83. 83. APÓSTROFE “Mundo! Que é tu para um coração sem amor?!” "Pai Nosso, que estais no céu..." "Povo de Aquidauana!" "Ó mar salgado, quanto do teu salsão lágrimas de Portugal." (F. Pessoa) “Ó Maria, não chores!” "E vós, Tágides minhas..." (L. de Camões, I-4) "Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno!". (Álvaro deCampos)Consiste no chamamento ou interpelação a umapessoa ou coisa que pode ser real ou imaginária,pode estar presente ou ausente; usada para darênfase. Um tipo de VOCATIVO. PROF.: ADRIANA CHRISTINNE

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