111. INTRODUÇÃOImpacto ambiental é definido como qualquer alteração das propriedades físicas, químicas ebiológicas do meio...
12A Perícia ambiental é também um meio de prova utilizado em processosjudiciais, sujeita à mesma regulamentação prevista p...
132. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA2.1. Os Sistemas de Informação Geográfica e sua estruturaA partir da década de 1960, o campo do ...
14Atualmente existe um grande número de softwares para SIG, porém, eles podem terdiferenças significativas especialmente n...
152.1.4. Ferramentas para mapeamento sistemático ou derivadoUm sistema de informações geográficas deve possuir um conjunto...
16A organização dos dados em um SIG é feita usando um modelo geo-relacional e topológico,facilitando o manuseio eficiente ...
17Figura 2.4 Arquivo com coordenadas X, Y (2.4 A) e Polígonos em rede(2.4B).2.3.1. PontosEsses elementos abrangem todas as...
18o tipo de linha, ou seja, que atributo está a ela associado. São usadas para representar estradase ferrovias.2.3.3. Área...
19ordenadas x e y de acordo com o sistema utilizado (latitude /longitude, coordenadas UTM,etc.)• Eficientes no armazenamen...
20• Excelentes para avaliar modelos ambientais como potencial erosivo, adequabilidade deuso e ocupação do solo, pastagens,...
213. MATERIAIS E MÉTODOS3.1.O Programa SpringComo mostra a tabela abaixo, são vários os programas disponíveis no mercado p...
22O acesso aos dados geográficos neste tipo de sistema pode ser feito tanto através de umainterface gráfica (GUI – Graphic...
23No ANEXO II seguem alguns dados do SIG SPRING.3.2.Valoração de danos ambientaisA princípio, a avaliação de um dano ambie...
24O valor econômico de um recurso ambiental é função de seus atributos e estes atributospodem ou não estar em uso. Assim, ...
25fármacos desenvolvidos com base em propriedades medicinais, ainda não descobertas, deplantas em florestas tropicais.O va...
264. ESTUDOS DE CASO4.1 Caso 1 - Uso de geoprocessamento na valoração paisagística aplicada aoplanejamento ambiental urban...
27Figura 4.1: Resumo dos passos executados em SIG para a obtenção do Zoneamento de qualidadeAmbiental.A valoração paisagís...
28negativa de cada componente. Ocorrências positivas são aquelas que contribuem para aqualidade do meio, quer seja para au...
29Figura 4.2: Sub-modelos temáticosFigura 4.3: Modelos temáticos
30Todos os modelos temáticos dos componentes foram somados algebricamente.o resultadodesse cruzamento das informações entr...
31Figura 4.4: Mapa de valoração paisagística Figura 4.5: Mapa de Zoneamento AmbientalFigura 4.6: Mapa de zoneamento ambien...
324.2. Caso 2 -Valoração Ambiental: Serviços Públicos (rede elétrica e captação deágua) em unidades de conservação. – APA....
33No processo de Cálculo da Valoração da Infra-Estrutura Elétrica, consideraram-se osseguintes fatores de valoração:VRE = ...
34Tabela 4.3: Valoração Ambiental de Infra-Estrutura Elétrica.Valoração Ambiental da Infra-Estrutura Elétrica na APAFatore...
35Tabela 4.5: Valoração Ambiental da Contribuição financeira relativa a águaValoração Ambiental da Contribuição Financeira...
36Figura 4.7: Percursos das Linhas de Transmissão de energia elétrica na APA.Figura 4.8: Detalhe dos percursos das Linhas ...
37Zona 2- Possui algumas modificações nas características do ecossistema primitivo, mas écapaz de manter em equilíbrio uma...
38Cobertura vegetal remanescente alterada e descontínua em menos de 40% da área,assentamentos industriais e de serviços co...
39Segundo os autores do trabalho, nas bacias onde são encontrados pontos de captação de água,o ambiente se apresenta com m...
40Figura 4.12:. Distribuição das Zonas Ambientais na Bacia 10, com área total de 240,32 km2 na APAFigura 4.13:. Distribuiç...
41Nos cálculos da retribuição financeira devida à proteção das Unidades de Conservação, foramlevados em conta fatores adeq...
425. CONCLUSÕESO uso do geoprocessamento mostrou-se útil quanto a sua utilização na investigação elevantamento de dados ge...
436. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS• ABAD, M. C. E. Valoração Econômica do Meio Ambiente: O Método deValoração Contingente no ...
44• EASTMAN, J.R. Idrisi for Windows: Introdução e Exercícios tutoriais VersãoDigital 2.0. Português. Editores da Versão e...
457.1-ANEXO I- GLOSSÁRIOFONTE: CELEPAR - Companhia de Informática do Paraná, e CALIJURI, M. L.;ROHM, S. A..Sistemas de Inf...
46Grupo especifico de atributos que descreve medida, estrutura e composição.Código de atributosIdentificador alfanumérico ...
47Graduada em partes iguais, que indica a relação das dimensões ou distâncias marcadas sobreum plano com as dimensões ou d...
48Imagem captada por um sensor a bordo de um satélite artificial, codificada e transmitida parauma estação rastreadora na ...
49Mapa de bits (bitmap)Representação de imagem armazenada na memória do computador, onde cada elemento(pixel) da imagem é ...
50Seqüência de comprimentos e direções de linhas entre pontos do terreno, conseguidos atravésde medições de campo, e que t...
51Método de levantamento em que as estações são pontos do terreno, os quais são localizadosnos vértices de uma cadeia ou r...
527.2 - ANEXO II – Dados sobre o SIG SPRING.Interface com o Usuário• Ambiente unificado para os diferentes tipos de dados ...
53• Geração de imagem;• Cálculo de mapas de declividade;• Fatiamento de MNT;• Geração de isolinhas;• Visualização 3D;• Cál...
54Intercâmbio de Dados• Importadores:- Vetores : ArcInfo (ungenerate), ASCII-SPRING, DXF-R12, Shape File;- Grades Numérica...
557.3 - ANEXO III MÉTODOS DE VALORAÇÃO Compilado de:http://www.mma.gov.br/biodiversidade/publica/mvalora/man0103.htmlMÉTOD...
56futura e traduzi-la em valor monetário é uma questão complexa que exige um certo exercíciode futurologia. Assim sendo, a...
57MÉTODOS DE FUNÇÃO DE PRODUÇÃOUma das técnicas de valoração mais simples e, portanto, largamente utilizada, é o método da...
58MÉTODO DA PRODUTIVIDADE MARGINALO Método da produtividade marginal atribui um valor ao uso da biodiversidade relacionand...
59Estas funções DRs procuram relacionar a variação do nível de estoque ou qualidade(respectivamente, taxas de extração ou ...
60(10)Assim, para manter o produto de Z constante, uma unidade a menos de E será compensadapor uma unidade a mais de S. Lo...
61quanto as empresas ou famílias deveriam gastar em controle de esgotos para evitar adegradação dos recursos hídricos. Est...
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63Assim, os métodos de função de produção são ideais, principalmente para valorações derecursos ambientais, cuja disponibi...
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  1. 1. 111. INTRODUÇÃOImpacto ambiental é definido como qualquer alteração das propriedades físicas, químicas ebiológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante dasatividades humanas que, direta ou indiretamente, afetam:• A saúde, a segurança e o bem-estar da população;• As atividades sociais e econômicas;• A biota; as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente e• A qualidade dos recursos ambientais.Já dano ambiental é a lesão resultante de acidente ou evento adverso, que altera o meionatural. Também sendo definido como a intensidade das perdas humanas, materiais ouambientais induzidas às pessoas, comunidades, instituições, instalações e/ou ecossistemas,como conseqüência de um desastre.Geoprocessamento é o conjunto de tecnologias de coleta, tratamento, desenvolvimento e usode informações georreferenciadas.Neste sentido, o geoprocessamento tem se mostrado uma ferramenta eficaz quando se fala emEstudos Ambientais. O campo de aplicações dos Sistemas de Informações Geográficas éextenso e variado, abrangendo áreas como geografia, agricultura, meio ambiente, hidrologia,geologia, agrimensura, planejamento urbano e regional, engenharia florestal, entre outros.Existem vários casos em que o uso da tecnologia dos sistemas de informação geográfica temobtido resultados de impacto, no que diz respeito à área ambiental, São eles: MapeamentoTemático, Diagnóstico Ambiental, Avaliação de Impacto Ambiental, OrdenamentoTerritorial, e Prognósticos Ambientais.O uso de imagens georreferenciadas já tem sido muito utilizado por órgãos de fiscalizaçãoambiental para localização de queimadas, ordenamento territorial de reservas ambientais,zoneamento agro-ecológico e ecológico–econômico, mapeamento e caracterização devegetação, recursos hídricos e do uso de terras, mapeamento e caracterização de habitatsfaunísticos, pareces técnicos, etc.Estes projetos em separado ou associados podem servir de parâmetros e base de dados para aquantificação de um dano ou impacto ambiental.No decorrer deste trabalho serão explicitados os tipos de imagens georreferenciáveis, como osdados são armazenados e trabalhados no processo de geração de mapas, principais recursos esua utilização na área ambiental.
  2. 2. 12A Perícia ambiental é também um meio de prova utilizado em processosjudiciais, sujeita à mesma regulamentação prevista pelo CPC - Código deProcesso Civil, com a mesma prática forense, mas que irá atender ademandas específicas advindas das questões ambientais, onde o principalobjeto é o dano ambiental ocorrido, ou o risco da sua ocorrência.(Portugal,G. 2005)Deve-se sempre ter em mente que uma avaliação ambiental não pode basear-se apenas emdados, o engenheiro de avaliações deve criar um roteiro de atividades básicas:• Conhecimento e requisição de documentação;• Vistoria;• Coleta de dados;• Diagnóstico conjuntural;• Escolha e justificativa dos métodos e critérios de avaliação;• Tratamento dos dados conjunturais;• Cálculo do valor do bem avaliando.É nas fases de coleta, diagnóstico e tratamento dos dados que o uso de imagens geo-referenciadas se aplica. Se essas imagens forem associadas a dados geológicos além dospopulacionais da flora e da fauna, teremos os recursos necessários ao nível de uma macro -avaliação para diagnosticar e quantificar perdas e danos em eventos relacionados adegradação ambiental.As imagens a serem utilizadas são obtidas em empresas específicas de sensoriamento remoto.O maior distribuidor de imagens de satélite do mundo atualmente é o INPE (InstitutoNacional de Pesquisas Espaciais). Ele as obtém através do Programa CBERS (China-BrazilEarth Resources Satellite), Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres. O programaatualmente conta com dois satélites (CBERS-1 e 2). A distribuição de imagens é gratuita eirrestrita a todo usuário do território nacional. Imagens com algum estágio de tratamento eseleção de dados estão disponíveis em menor quantidade e também podem ser obtidas emempresas da área de geoprocessamento.
  3. 3. 132. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA2.1. Os Sistemas de Informação Geográfica e sua estruturaA partir da década de 1960, o campo do Sistema de Informações Geográficas (SIG) sedesenvolveu rapidamente nos campos teórico no tecnológico e no organizacional sendo quenos últimos dez anos essa evolução tem sido muito mais intensa. Essa evolução se deve aosavanços tecnológicos tanto na captação de imagens quanto no seu tratamento e também comrelação aos recursos computacionais e científicos.Um SIG pode ser definido como um sistema de computador composto de hardware, software,dados e procedimentos, construído para permitir a captura, armazenamento, atualização,gerenciamento, análise, manipulação, modelagem e exibição de dados referenciadosgeograficamente para solucionar, planejar e gerenciar problemas.Seu principal objetivo no campo ambiental é dar apoio à tomada de decisões, paragerenciamento de uso do solo, recursos hídricos, ecossistemas aquáticos, e terrestres equalquer entidade distribuída espacialmente.Assim, um SIG é apenas um elemento dentre asvárias tecnologias componentes do geoprocessamento.Figura2.1 Composição de um SIG
  4. 4. 14Atualmente existe um grande número de softwares para SIG, porém, eles podem terdiferenças significativas especialmente na maneira de representar e trabalhar com dadosgeográficos e como evidenciam as suas várias operações.Os módulos mostrados acima nem sempre estão todos presentes nos sistemas existentes nomercado. No entanto, existe um grupo destes módulos que é considerado essencial para queum sistema seja considerado realmente um SIG, são eles:• Sistema automatizado de gerenciamento de banco de dados;• Elementos de orientação espacial;• Ferramentas de modelagem; e• Ferramentas para mapeamento sistemático ou derivado.2.1.1. Sistema automatizado de gerenciamento de banco de dadosUm SIG deve incorporar não só um sistema de gerenciamento de banco de dados (SGBD),mas vários utilitários para gerenciar os componentes espaciais e de atributos de dadosgeográficos armazenados.2.1.2.Elementos de orientação espacialOs dados de um SIG devem apresentar informações de orientação espacial que possam servirde refereência para a manipulação e composição dos seus dados.2.1.3. Ferramentas de modelagemA modelagem possui três fases, o ajuste ou calibração onde serão simulados os parâmetrosque devem ser identificados e utilizados, a verificação que utiliza o modelo já calibrado e oconfronta com outros dados conferindo a validade do modelo e do ajuste, para as diferentescondições em que será usado. Por fim a fase de aplicação é a utilização do modelo gerado.
  5. 5. 152.1.4. Ferramentas para mapeamento sistemático ou derivadoUm sistema de informações geográficas deve possuir um conjunto ferramentas que permitaoperações de mapeamento regular, e que se destina à edição de cartas para a coberturasistemática de um país ou região, e das quais outras carta ou mapas podem derivar-se.Dessa forma, um sistema de informações geográficas armazena as definições geográficas dasuperfície da terra e os atributos ou qualidades que estas características possuem. Assim, omundo real é representado através de várias camadas de dados relacionados.2.2. Modelagem de dadosUm banco de dados é composto de por dois elementos, um banco de dados espaciais com aforma e posição (geografia) das características da superfície do terreno, e um banco de dadosde atributos, que descreve as qualidades dessas características. Eles podem ser completamentedistintos ou integrados em uma entidade simples.Dependendo do tipo de sistema de informações geográficas, os modelos de dadosgeorrelacionais poderão ser representados por uma serie de layers independentes ou emcoverages.Layers são um subconjunto de dados de mapas digitais selecionados, não baseado na posição,enquanto as coverages são coleções de mapas com definições geográficas de um conjunto decaracterísticas e sua tabela de atributos associados.Figura 2.2[sig pdf]Figura 2.2 Representação esquemática de uma coverage.
  6. 6. 16A organização dos dados em um SIG é feita usando um modelo geo-relacional e topológico,facilitando o manuseio eficiente de duas classes genéricas de dados espaciais: os dados delocalização_ que descrevem graficamente a localização e a topologia da característica( ponto ,linha e polígono); e os dados de atributos,_que descrevem as características dessafeições.Figura 2.3Figura 2.3 Dados geográficos e tabularesNum modelo de dados preciso, para a representação e análise da realidade geográfica torna-seimprescindível o uso de um computador, pois de outra forma essa representação não teria amesma precisão.Um sistema de informações geográficas não é um simples sistema de representaçãogeográfica digital, pois com ele é possível simular eventos e situações mais complexas domundo real.2.3. Representação de mapasSão usados três conceitos topológicos básicos pra a representação de qualquer fenômenográfico. São o ponto, a linha e o polígono.
  7. 7. 17Figura 2.4 Arquivo com coordenadas X, Y (2.4 A) e Polígonos em rede(2.4B).2.3.1. PontosEsses elementos abrangem todas as entidades geográficas que podem ser perfeitamentesituadas com um único par de coordenadas cartesianas x, y. Sua localização no espaço é feitaconsiderando uma superfície plana. Assim, uma árvore cuja espécie está em extinção. Seriarepresentada por um ponto e rotulada com o nome “Peroba do Campo”, por exemplo. Essaarvore estará completamente representada num SIG.2.3.2. LinhasOs elementos lineares são na verdade um conjunto de pelo menos dois pontos. Além dascoordenadas dos pontos que compõem a linha, deve-se registrar informações que identifiquem
  8. 8. 18o tipo de linha, ou seja, que atributo está a ela associado. São usadas para representar estradase ferrovias.2.3.3. Áreas ou polígonosO polígono é uma série de segmentos de linhas conectadas para formar uma área fechada.Esses tipos de elementos são usados para descrever as propriedades topológicas de áreascomo por exemplo a forma, vizinhança, hierarquia, etc., de tal forma que os atributosassociados a eles possam ser manipulados da mesma forma em que um mapa temáticosemelhante. Na representação por polígonos, cada elemento tem área, perímetro e formatoindividualizado.Figura. 2.4BAlém do sistema de coordenadas cartesianas, os fenômenos geográficos podem serrepresentados usando a teoria gráfica e envolvendo relações topológicas para exprimir alocalização relativa de vários elementos de um mapa. Esses elementos são os arcos, nósatravés da numeração desses elementos e sua posterior conexão, formando polígonos. Cadanó de um polígono possui uma coordenada geográfica e assim tem -se um sistema duplo deidentificação de cada elemento do mapa. Ele tem como vantagem o fato de eliminar defeitoscausados por compartilhamento das mesmas fronteiras entre polígonos vizinhos. Na verdadeisso seria uma variação da representação por coordenadas cartesianas. Tanto essa técnicacomo a primeira são tipos de representação de dados vetoriais.Figura 2.4A.“Uma terceira técnica muito utilizada é o uso de uma grade para definir uma moldura regular,mas arbitrária, de polígonos que contêm os dados geográficos ”(Calijuri et al, 2001, p.28)apesar de ser uma associação com um sistema de coordenadas não é uma técnica precisa.Nela, as variações geográficas são representadas por linhas e colunas. Essa representação é dotipo matricial como mostrado na figura. 2.3.Há dois métodos de estruturar as informações num SIG. São as representações matriciais ouraster e as representações vetoriais ou vector.Pode-se caracterizar cada sistema da seguinte maneira:2.3.4. Vetorial• Os limites das características são definidos por pontos, interligados por retas, formandoa representação gráfica da característica. Esses pontos são codificados com um par de
  9. 9. 19ordenadas x e y de acordo com o sistema utilizado (latitude /longitude, coordenadas UTM,etc.)• Eficientes no armazenamento de dados de mapas por armazenarem apenas os contornose não seu conteúdo;• Representação gráfica diretamente associada aos respectivos atributos, solucionandoquestões de distâncias entre pontos, linhas, áreas ou regiões definidas na tela com o cursor,etc.;• Podem ser usados tanto para produção de mapas temáticos, como para mostrar classesde declividades, sendo mais aplicado nas áreas de cartografia e engenharia pela sua precisão.• Tem como principal atrativo as funções de gerenciamento de banco de dados;• Por ser uma representação implícita, requer menos números logo, menos espaço dearmazenamento;• Representação esteticamente melhor que o raster pelo seu caráter gráfico mais bemdefinido por contornos e pontos;2.3.5. Matricial• As características e seus atributos são representados por arquivos de dados unificados;• A área representada é dividida em uma fina malha de células onde a condição ouatributo da superfície do terreno é registrado;• As células recebem um valor numérico que pode representar uma característicaidentificadora, um código de atributo qualitativo ou um valor quantitativo de atributo.• Os dados das células podem ser avaliados como imagens de algum aspecto do ambiente,mesmo que os dados armazenados não sejam de um fenômeno visível do ambiente. Essesaspectos são visíveis devido ao recurso display raster onde as células ou pixels podem servariadas em suas formas, cores e tons de cinza.• O espaço geográfico é definido de forma uniforme, com uso simples e previsível. Sendomais indicado para avaliações de dados que variem uniformemente no espaço, como terrenos,biomassa, vegetação, solo chuva, etc.;• Estrutura mais próxima dos computadores digitais, sendo, mais rápido em problemasque envolvem combinações matemáticas de dados de células múltiplas.• As imagens de satélite utilizam o sistema raster, assim a maioria dos sistemas raster temfacilidade em incorporar e processar essas imagens;
  10. 10. 20• Excelentes para avaliar modelos ambientais como potencial erosivo, adequabilidade deuso e ocupação do solo, pastagens, florestas, bacias hidrográficas, pelo seu caráter decontinuidade de dados espacialmente;• Sua atualização de dados ocorre apenas substituindo certos valores por outros enquantono formato vector é preciso reconstruir a conectividade dos dados.• É bom ressaltar que esses dois sistemas não são exclusivistas, pelo contrário, eles secomplementam e é o usuário quem deve definir quando e como utilizar cada um deles deacordo com as operações que irá realizar e com os resultados que pretende obter.
  11. 11. 213. MATERIAIS E MÉTODOS3.1.O Programa SpringComo mostra a tabela abaixo, são vários os programas disponíveis no mercado para acomposição de um SIG, e cada um deles tem suas particularidades.Tabela 3.1: Principais características dos sistemas de conhecidos do mercado.O programa Spring foi escolhido para ser utilizado nessa monografia pela sua fácilacessibilidade e pela disponibilidade de dados (imagens e dados de atributos) pelo INPEgratuitamente, assim como o programa.Ele trabalha com uma arquitetura bem próxima à tradicional, ou seja, aquela dos primeirosSIG onde ao diferencial era a integração de dados gráficos e alfanuméricos em um únicoambiente.
  12. 12. 22O acesso aos dados geográficos neste tipo de sistema pode ser feito tanto através de umainterface gráfica (GUI – Graphical User Interface), quanto pela utilização de linguagem deprogramação. No caso do SPRING, a linguagem utilizada é a LEGAL.Basicamente este tipo de linguagem de programação é constituído de sentenças (linhas decomando), que estão estruturadas em três partes: declarações, instanciações e operações.Na declaração , definem-se as variáveis de trabalho, fornecendo o nome de cada uma delas eassociando-as a uma categoria no esquema conceitual. Na instanciação os dados já existentessão recuperados dos bancos ou cria-se novos planos de informação. Finalmente na operação,são realizadas as operações de álgebra de mapas. Figura .3.1Figura 3.1: Sig tradicional (Evolução).O diferencial do SPRING para um SIG tradicional basicamente está no fato do primeiroutilizar um sistema de gerenciamento de banco de dados) relacional (SGBDR), chamadomodelo "geo-relacional". Neste modelo os componentes espacial e descritivo do objetogeográfico são armazenados separadamente. Os atributos convencionais são guardados nobanco de dados (na forma de tabelas) e os dados espaciais são tratados por um sistemadedicado. A conexão é feita por identificadores (id) de objetos.Para recuperar um objeto, os dois subsistemas devem ser pesquisados e a resposta é umacomposição de resultados.
  13. 13. 23No ANEXO II seguem alguns dados do SIG SPRING.3.2.Valoração de danos ambientaisA princípio, a avaliação de um dano ambiental ou do seu possível risco de ocorrência segue osmesmos moldes de uma perícia ou de uma avaliação tradicional. Deve considerar os atributosdos dados pesquisados, e sua influência na formação dos preços e, consequentemente, novalor. Os dados amostrais são submetidos aos devidos tratamentos estatísticos, previstos pelaNorma brasileira NBR 14653 – Norma Brasileira de Avaliação de Bens, com seus respectivostestes de correlação, confiabilidade e rigor estatístico.No entanto as semelhanças param por aí. Os dados utilizados e a raridade do bem em questãoexigem metodologias peculiares à área ambiental. O valor econômico dos recursos naturaisgeralmente não é obtido no mercado, por meio de preços que reflitam seu custo deoportunidade. Vale lembrar que a parte específica desta norma referente à avaliação derecursos naturais e ambientais (NBR 14653 -parte 6) se encontra em fase de elaboração.Os métodos de valoração se dividem em métodos diretos_ em que o valor do recurso é obtidodiretamente sobre a preferência das pessoas, através de mercados hipotéticos ou de benscomplementares para obter a disposição a pagar (DAP) dos indivíduos_ e de métodosindiretos onde o valor do recurso é obtido através de uma função de produção. Nesta funçãose relaciona o impacto das alterações ambientais a produtos com preço demercado.Gráfico.3.1.Gráfico 3.1: Esquema básico dos principais métodos de valoração ambientalMétodos deValoração AmbientalMétodos Diretos deValoraçãoObtém as preferênciasMétodos Indiretos deValoraçãoRecuperam o valorProdutividadeMarginalProdutividadeMercado de BensSubstitutosCustos evitados;DAP DiretaAvaliaçãoContingente;DAP IndiretaPreços Hedônicos;Custo de Viagem;
  14. 14. 24O valor econômico de um recurso ambiental é função de seus atributos e estes atributospodem ou não estar em uso. Assim, o valor econômico do recurso ambiental (VERA) pode sersubdividido em valor de uso (VU) e valor de não uso (VNU) ou valor passivo.Gráfico 3.2Gráfico 3.2: Principais elementos formadores do valor econômico de um recurso ambiental.O valor de uso pode ser dividido em:3.2.1. Valor de Uso Direto (VUD)Quando o indivíduo se utiliza atualmente de um recurso, por exemplo, na forma de extração,visitação ou outra atividade de produção ou consumo direto.3.2.2. Valor de Uso Indireto (VUI)Quando o benefício atual do recurso deriva-se das funções ecossistêmicas, como, porexemplo, a proteção do solo e a estabilidade climática decorrente da preservação das florestas;3.2.3. Valor de Opção (VO)Quando o indivíduo atribui valor em usos direto e indireto que poderão ser optados em futuropróximo e cuja preservação pode ser ameaçada. Por exemplo, o benefício advindo deValor Econômico doRecurso AmbientalValor de Uso Valor de Não Uso(Passivo)Valor de Existência (VE)Valores não associados aoconsumo, e que referem-se a questões morais,culturais, éticas oualtruístas em relação àexistencia dos bensambientais.Valor de Uso Direto(VUD)Apropriação direta derecursos ambientais, viaValor de Uso Indireto(VUI)Benefícios indiretosValor de Opção (VO)Intenção de consumodireto ou indireto dobem ambiental no
  15. 15. 25fármacos desenvolvidos com base em propriedades medicinais, ainda não descobertas, deplantas em florestas tropicais.O valor de não-uso por sua vez representa o valor de existência (VE )e esta relacionado auma posição moral, cultural, ética ou altruística em relação aos direitos de existência deespécies não-humanas ou a preservação de outras riquezas naturais, independente da sua nãoutilização atual ou futuraA partir daí a expressão VERA seria a seguinte:VERA = (VUD +VUI +VO) + VEUm conflito existente nessa valoração é que um tipo de uso pode excluir outro, ou seja, o usode uma área para a pecuária inviabiliza seu uso para conservação de uma floresta. Então sedevem identificar estes conflitos de uso antes da determinação do VERA e, a partir daí,determinar seus valores. Mais detalhes sobre os métodos de valoração ambiental podem serencontrados no ANEXO III.
  16. 16. 264. ESTUDOS DE CASO4.1 Caso 1 - Uso de geoprocessamento na valoração paisagística aplicada aoplanejamento ambiental urbano no município de Matinhos.Esse trabalho realizado por Carmem Terezinha Leal e Daniela Biondi Batista, teve comoobjetivo apresentar uma metodologia para a análise paisagística utilizando sistema deinformações geográficas de modo a subsidiar o planejamento ambiental urbano em regiõescosteiras.Para tanto, foi construído um modelo de valoração paisagística e zoneamentoambiental urbano da paisagem natural e antrópica do perímetro urbano do município deMatinhos, no estado do Paraná.Foram utilizados os seguintes mapas e equipamentos;• Cartografia digital urbana do município de Matinhos em escala 1:2000;• Mapa e Vegetação em escala 1:50.000;• Programas computacionais Autocad e Arcview 3.2, e o módulo Spatial Analist;• Elaboração de 40 cartas digitais com os temas: hidrologia, faixas de praia (areia), redepública de coleta de esgotos sanitários, rede de coleta de resíduos sólidos, pavimentação dasvias públicas, vegetação natural e introduzida, rede de distribuição de energia elétrica,localização de publicidade ao ar livre e da erosão marinha.As faixas de influência de cada componente foram estabelecidas através de buffers.A figura abaixo ilustra as etapas tratamento e análise dentro do sistema de informaçãogeográfica. Primeiro foram digitalizados mapas cartográficos com os temas citados acima.Sobre cada um deles foi gerado um buffer com sua faixa de influência, e as informaçõesrelevantes foram integradas através de equações aritméticas no módulo Spatial Analist doprograma Arcview. O resultado foram sub-modelos temáticos. Cada um desses sub-modelosfoi reclassificado através de uma rotina computacional onde os valores de cada pixel sãoobtidos pela média dos pixels vizinhos.O grid foi de 10x 10m. Aproveitando-se o fato de amaioria dos lotes do município ter testada de 10 metros.
  17. 17. 27Figura 4.1: Resumo dos passos executados em SIG para a obtenção do Zoneamento de qualidadeAmbiental.A valoração paisagística total foi baseada na equação:VP=KS,Onde:VP= Valoração Paisagística;S= Área do componente.K= Constante de valoração obtida da formula K= VC;V= Índice de Valoração;C= Grau de eficiência do componente.A contribuição do componente na qualidade paisagística está relacionada ao grau deinterferência de cada componente no contexto ambiental urbano de Matinhos. Com base emestimativas, foi definida a valoração paisagística sendo considerada a ocorrência positiva ou
  18. 18. 28negativa de cada componente. Ocorrências positivas são aquelas que contribuem para aqualidade do meio, quer seja para aumentar sua beleza cênica, sua naturalidade ousingularidade; para promover o equilíbrio ecológico e proporcionar qualidade de vida aohomem. Ocorrências negativas são aquelas que podem deteriorar a qualidade do meio,contribuindo para a poluição visual e do meio físico ou alteração negativa dos ecossistemas.(Tabela 4.1).Tabela 4.1: Componentes utilizados para quantificação da contribuição do componente na qualidadepaisagísticaComponentes ÍndiceOcorrência 1C KOcorrência 2C KOcorrência 3C KOcorrência 4C KOcorrência 5C K1 Água 0,15 100 15 50 7,5 0 02 Areia (faixas de areia) 0,05 0 0 100 53 Coleta de esgoto 0,07 0 0 100 74 Coleta de resíduos 0,07 30 2,1 50 3,5 70 4,9 100 75 Pavimentação das vias 0,05 100 5 50 2,5 30 1,5 0 06 Vegetação 0,15 0 0 20 3 33 5 66 10 100 157 Rede de energia elétrica 0,15 0 0 100 158 Obras irregulares 0,14 100 14 0 09 Publicidade ao ar livre 0,07 0 0 100 7POSITIVA_NEGATIV10 Erosão marinha 0,1 100 10 0 0Total 1K= Constante de valoração C= Grau de Eficiência do Componente físico.As figuras seguintes são resumos dos mapas temáticos gerados. Nos sub-modelos temáticos(Figura 4.2), tem-se as informações a nível do componente avaliado. Assim, o sub-modelovegetação apresenta os vários tipos de vegetação dentro do território urbano de Matinhos, já osub-modelo publicidade indica os locais onde há algum tipo de publicidade ao ar livre semsubdividi-las em tipos.A partir dos sub-modelos foram gerados os modelos temáticos individuais já sob a influênciado modelo de valoração.Esses modelos foram processados em formato raster, armazenando osdados de valoração paisagística de acordo com a tabela anterior.Figura 4.3
  19. 19. 29Figura 4.2: Sub-modelos temáticosFigura 4.3: Modelos temáticos
  20. 20. 30Todos os modelos temáticos dos componentes foram somados algebricamente.o resultadodesse cruzamento das informações entre os modelos foi a geração do Mapa de ValoraçãoPaisagística. Nesse mapa cada quadricula ou pixel possui o valor da qualidadeambiental.(Figura 4.4).Após essa etapa o mapa foi classificado em cinco classes de qualidadepaisagística de muito alta a muito baixa de acordo com a tabela 4.2Tabela 4.2 Classes de qualidade para as zonas de qualidade obtidas e suas respectivas áreas.Zonas deQualidadeIntervalo de classeClasse deQualidadeÁrea (Km2) PercentualZQ 1 80,5 – 100 Muito Alta 1,654 3,94%ZQ 2 60,5 – 80 Alta 24,638 58,68%ZQ 3 40,5 – 60 Média 6,420 15,29%ZQ 4 30,5 – 40 Baixa 6,636 15,80%ZQ 5 0 - 30 Muito Baixa 2,639 6,28%Totais 41,987 100,00%Foi gerado o mapa de Zoneamento Ambiental Urbano. Ele foi produzido na escala 1:2000 epermite a avaliação da qualidade dos compartimentos espaciais, seu grau de degradação oupotencial paisagístico no contexto urbano de quadra, lote e vias públicas.figura 4.5.Os baixos valores observados em alguns espaços são devidos às ocupações irregulares,inexistência de infra-estrutura urbana e degradação do meio ambiente. Os altos valoresindicam ambientes com maior grau de conservação natural do meio, diversidade ecológica oua existência de infra-estrutura urbana. Figura 4.6
  21. 21. 31Figura 4.4: Mapa de valoração paisagística Figura 4.5: Mapa de Zoneamento AmbientalFigura 4.6: Mapa de zoneamento ambiental com as classes de valoração e exemplo de áreaclassificada com valor paisagístico entre 80,5 e 100%.
  22. 22. 324.2. Caso 2 -Valoração Ambiental: Serviços Públicos (rede elétrica e captação deágua) em unidades de conservação. – APA.Esse trabalho foi elaborado por um conjunto de pesquisadores em várias unidades deconservação APA’s, cujos nomes se encontram na referência bibliográfica dessa monografia.O objetivo era buscar métodos de valoração ambiental que compatibilizassem a preservaçãoda qualidade do meio ambiente e o equilíbrio ecológico, com o desenvolvimento econômico-social.Na busca por fatores qualitativos consistentes foi observada a escolha dos que fossem maisduradouros ou permanentes, pelo fato de não poderem ser previstas sua cessação, dada anatureza dos serviços essenciais à coletividade prestados pelas empresas concessionárias.Assim, nessa valoração ambiental, os fatores foram considerados em função dessa perenidade,ainda que se admita que venham a ser modificados, ao longo do tempo, pela evolução dopadrão tecnológico.Os sistemas de informação geográfica foram utilizados nesse trabalho na determinação deZonas Ambientais e quantificação das áreas de infra-estrutura envolvidas. Para isso foramutilizadas imagens de satélite.Com base no Plano Estadual de Gerenciamento Costeiro do Estado de São Paulo (LeiEstadual nº 10.019, de 03/07/98), cada APA foi dividida em cinco Zonas Ambientais,adaptadas segundo o uso e ocupação do solo além da legislação ambiental vigente e dadeclividade do terreno. Para tanto foram observados a cobertura vegetal, o sistema viário, osistema hídrico, e a taxa de ocupação populacional.Essas zonas não foram apenas qualificadas segundo os parâmetros acima, mas pôde-sequantificar as áreas ocupadas pela infra-estrutura através do uso do geoprocessamento.Para iniciar os trabalhos com o SIG, primeiro foram digitalizados os mapas altimétrico ehidrográfico, utilizados posteriormente na valoração ambiental da contribuição da empresa deágua.Para valoração ambiental da infra-estrutura elétrica, foram levados em consideração a Área deInfluência de Impacto, calculada por geo-classes com base nos dados obtidos nogeoprocessamento de acordo com a faixa de servidão e acrescentou-se uma área deamortecimento de 20m para cada lado. Aí existem três Empresas, relacionadas ao setorelétrico.Aquelas onde se encontram captações de água e estações de tratamento de esgoto foramdimensionadas, calculando-se os percentuais de cada Zona Ambiental contida na bacia.
  23. 23. 33No processo de Cálculo da Valoração da Infra-Estrutura Elétrica, consideraram-se osseguintes fatores de valoração:VRE = VFl x AI x IA x IAA x ISR onde:VRE = Valor do Passivo Ambiental/Infra-Estrutura da Rede Elétrica.VFl = Valor Florestal - valor obtido pela composição média da receita de vários sub-produtosflorestais comercializados pelas Florestas Nacionais do IBAMA nas regiões Sul e Sudeste, noperíodo de 1998-2000.AI = Área de Influência de Impacto - área correspondente à infra-estrutura, obtida pelostrabalhos do Geoprocessamento em cada Zona Ambiental. No cálculo da área estão incluídasáreas da base da torre e área da Faixa de Servidão, além da zona de amortecimento doimpacto.IA = Índice Ambiental - são considerados, como elementos do Índice Ambiental ascaracterísticas de Produto em pé, do ecossistema tropical úmido dividido pela mesma variaçãode área cultivada, multiplicando-se o resultado pelo percentual de cobertura vegetal estimadoem cada uma das Zonas Ambientais, multiplicando-se o resultado pelo percentual decobertura vegetal estimado em cada uma das Zonas Ambientais.São estabelecidos cinco Índices Ambientais onde o maior é aplicado na Zona 1, comcaracterísticas ambientais mais preservadas. Nas demais Zonas, foram considerados índicesdecrescentes, tendo em vista as características ambientais e as alterações já ocorridas noambiente, dada a presença de infra-estrutura urbana.IAA = Índice de Ação Antrópica - considera-se a presença humana relacionada às atividadesque envolvam operação da infra-estrutura..ISR = Índice Social de Redução - aplicado às empresas de Transmissão de Energia Elétricafoi de 0,60, justificável pela socialização do interesse pelo serviço e porque a composição docálculo não inclui preço do Kw cobrado ao consumidor final.Todos os índices utilizados se encontram na tabela 4.3.
  24. 24. 34Tabela 4.3: Valoração Ambiental de Infra-Estrutura Elétrica.Valoração Ambiental da Infra-Estrutura Elétrica na APAFatores Zona 1 Zona 2 Zona 3 Zona 4 Zona 5Valor Floresta (m2)em R$0,0139 0,0139 0,0139 0,0139 0,0139Área de Influência deImpacto (m2)3.866.500 2.461.900 1.029.800 504.700 343.400Índice Ambiental 6,33 5,80 4,00 2,67 1,33Índice de AçãoAntrópica2 1,75 1,5 1,25 1Índice Social deRedução0,60 0,60 0,60 0,60 0,60Total R$ 408.242,08 208.402,30 51.531,19 14.048,20 3.809,06Tabela 4.4: Valor do Passivo Ambiental/ Infra-Estrutura da Rede Elétrica.Soma de três Empresas*Valor total/ano emR$Valor total/mês emR$686.032,83 57.169,40*Valores corrigíveis anualmente pelos índices oficiais ou pela eventual modificação dos fatores devaloração.Com relação aos cálculos de valoração ambiental da contribuição financeira da água, foram osseguintes fatores de valoração:VAA = ((PA x AB x RAU)/AAPA) x FRS onde:VAA = Valor Ambiental de Contribuição Financeira/ÁguaPA = Preço da Água – preço do m3 de água cobrado ao consumidor residencial.AB = Área da Bacia - área total da bacia (km2) onde estão localizadas as captações.RAU = Recurso Ambiental Utilizado – vazão, em m3, de água captada na bacia.AAPA = Área Total da APA - valor representado pela soma de todas as bacias (km2) quecompõem a APA - no cálculo, levou-se em conta a proteção/beneficio da área total protegidapela Unidade de Conservação.ISR = Índice Social de Redução - aplicado à empresa de águas (0,025), tendo em vista que acomposição do cálculo inclui preço cobrado ao consumidor final, os custos necessários paracaptação, aumento do volume de água disponível e melhoria de sua qualidade e o fato de setratar de serviço essencial à comunidade e à manutenção da qualidade de vida.
  25. 25. 35Tabela 4.5: Valoração Ambiental da Contribuição financeira relativa a águaValoração Ambiental da Contribuição Financeira/água na APAFatores Bacia 1 Bacia 10 Bacia 15Preço do m3 água (residencial em R$) 1,98 1,98 1,98Área da Bacia (km2) 17,9 240,3 23,7Recurso Ambiental Utilizado (m3/ano) 540.000 10.807.728 96.000Área Total da APA (km2) 597,34 597,34 597,34Índice Social de Redução 0,025 0,025 0,025Total R$ 749,69 215.214,62 188,54Tabela 4.6: Valor Ambiental de Contribuição Financeira /ÁguaSoma *Valor total/ano em R$ Valor total/mês em R$216.150,76 18.012,56*Valores corrigíveis anualmente pelos índices oficiais ou pela eventual modificação dos fatores devaloração.Os mapas de referência com relação às linhas de transmissão de energia são osseguintes.
  26. 26. 36Figura 4.7: Percursos das Linhas de Transmissão de energia elétrica na APA.Figura 4.8: Detalhe dos percursos das Linhas de Transmissão de energia elétrica na APATabela 4.7: Área de Influência de Impacto das Linhas de Transmissão na APAÁrea calculada das Linhas de Transmissão na APAZonas Ambientais (m2) % da áreaZona 1 3.866.500 47Zona 2 2.461.900 30Zona 3 1.029.800 13Zona 4 504.700 6Zona 5 343.400 4Área total de Influência de Impacto 8.206.300 100A Área total de Influência de Impacto calculada para as Linhas de Transmissão na APA foi de8 206.300 m2Desse total, 47% ocupam áreas da Zona 1. Somando-se à Zona 2, essepercentual atinge 77%, ou seja 6.328.400 m2.Nas demais Zonas, são encontrados 23% do totalárea calculada para a infra-estrutura elétrica.Assim as zonas ambientais criadas foram caracterizadas da seguinte maneira:Zona 1- Referente às características de ecossistema natural original, Baixa taxa de presençahumana e de baixos efeitos impactantes, que não alterem os atributos do ecossistema original;Apresentam cobertura vegetal íntegra com menos de 5% de alteração, taxa de ocupaçãoinferior a 1%, culturas com menos de 1ha e declividade acima de 47%.
  27. 27. 37Zona 2- Possui algumas modificações nas características do ecossistema primitivo, mas écapaz de manter em equilíbrio uma comunidade de organismos em graus variados dediversidade, com presença humana intermitente e assentamentos dispersos.Cobertura vegetal alterada entre 5 a 20% da área total, habitações isoladas, taxa de ocupaçãode 1 e 5%, culturas ocupando entre 2 e 10% da área total, declividade de 30 a 47%.Zona 3- Componentes originais parcialmente modificados pela introdução de culturas eassentamentos rurais, periurbanos.Cobertura vegetal alterada ou desmatada entre 20% e 60% da área total, taxa de ocupaçãoentre 10% e 40% da área total, declividade até 30%.Zona 4- Todos os componentes originais modificados ou suprimidos, impossibilidade derecuperação do equilíbrio original, atividades urbanas e de expansão urbana articuladas econsolidadas.Cobertura vegetal remanescente alterada e descontínua em menos de 40% da área,assentamentos urbanizados, rede viária consolidada, serviços e comércio relativamentedesenvolvidos, infra-estrutura de porte, alto valor do solo, taxa de ocupação maior que 50%.Zona 5- Quase todos os componentes originais modificados ou suprimidos, organizaçãofuncional totalmente eliminada, impossibilidade de recuperação do equilíbrio original,atividades industriais articuladas e consolidadas.Figura 4.9: Zonas Ambientais da APA – Escala aproximada 1/200.000
  28. 28. 38Cobertura vegetal remanescente alterada e descontínua em menos de 40% da área,assentamentos industriais e de serviços com rede viária consolidada, serviços e comérciodesenvolvidos, infra-estrutura de porte, alto valor do solo, taxa de ocupação maior que 70%.Tabela 4.8: Áreas calculadas em km2e respectivo percentual das Zonas Ambientais da APAModificado do Plano Estadual de Gerenciamento Costeiro de São PauloZonas Ambientais da APA* Área da APA km2% da área da APAZona 1 366,641 61,4Zona 2 153,862 25,8Zona 3 42,499 7,1Zona 4 24,211 4,1Zona 5 10,128 1,7Área total da APA 597,341 100Com base nos resultados dos elementos extraídos do SIG, notou-se que a maioria dos daszonas ambientais (61,4%) mantêm-se com as características do ecossistema original, e aoconsiderar-se também a zona 2, onde o ecossistema foi pouco alterado esse valor chega a 87%da área da APA.As áreas com expressivos reflexos de presença humana são, no total, apenas 12,9% da áreatotal da APA. Assim como foi dito anteriormente através do SIG pode-se determinarexatamente quanto da área foi modificado, quanto preserva as características originais e ondeestão localizadas.Os dados relativos às concessionárias de água e esgotos foram de que na APA existem setesistemas de captação de água, com uma vazão média mensal em torno de 1.004.000 m3/mês,representando cerca de 12.048.000 m3/ano, quatro Estações de Tratamento de Esgoto, tendo-se verificado que o volume tratado/ano é de 640.000 m3, isto é, 5,3% de toda a água utilizada.Foram identificadas dezenove bacias hidrográficas, sendo suas áreas delimitadas na figura4.10.Todas as captações e barragens de água, estão localizadas em apenas três bacias.e estãoidentificadas como pontos na figura anterior.As captações de água em sua maioria se encontram na maior bacia (B10), os quais, somados,representam 95% das captações de água na área.Na bacia ao Norte (B1), existem três captações, enquanto que, na Bacia ao Sul (B15), existeapenas uma.
  29. 29. 39Segundo os autores do trabalho, nas bacias onde são encontrados pontos de captação de água,o ambiente se apresenta com mais de 80% com áreas nas quais mais se revelam ascaracterísticas do ecossistema primitivo (Zonas 1 e 2), o que demonstra a importância daqualidade ambiental, possivelmente refletida em significativa influência na qualidade e naquantidade do recurso ambiental utilizado, ou seja a água.Figura 4.10: Bacias hidrográficas e locais de captações e barragens de água por bacia na APAFigura 4.11: Distribuição das Zonas Ambientais na Bacia 1, com área total de 17,89 km2 na APA
  30. 30. 40Figura 4.12:. Distribuição das Zonas Ambientais na Bacia 10, com área total de 240,32 km2 na APAFigura 4.13:. Distribuição das Zonas Ambientais na Bacia 15, com área total de 23,66 km2 na APAAtravés do levantamento da infra-estrutura de energia elétrica, que é o objeto de valoração dotrabalho estudado, revelou-se a existência de passivo ambiental. Assim, ficam previstas ascontribuições financeiras das empresas do setor que se beneficiam pela proteçãoproporcionada por Unidade de Conservação.As empresas que exploram os recursos hídricos se beneficiaram da proteção das Unidades deConservação, representada pelas medidas de preservação e manutenção dos recursos hídricos,aplicadas aos ecossistemas das bacias hidrográficas.
  31. 31. 41Nos cálculos da retribuição financeira devida à proteção das Unidades de Conservação, foramlevados em conta fatores adequados às características das hipóteses levantadas,semdesconhecer a futura cobrança do preço pela utilização da água, bem do domínio público,indispensável à vida humana, recurso natural limitado dotado de valor econômico (Lei9.433/97, arts. 1o, I e II e 5o, IV, 6o, IX). Na fixação desse preço é que serão observadoselementos de passivo ambiental, representados pelo lançamento de esgotos e demais resíduoslíquidos ou gasosos resultantes da atividade (Lei 9.433/97, art. 21, II).Alem do fato de os corpos d’água se originarem das bacias hidrográficas em áreas de usosustentado e não em área de proteção ambiental, essas bacias são objeto de cuidados especiaisdevido a implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos. Isso justifica a cobrançade retribuição financeira.No desenvolvimento do projeto foram considerados, os princípios da razoabilidade e daproporcionalidade e a adequação entre meios e fins.Adotaram-se conceitos e critérios próprios da matéria ambiental, na busca de fatores efórmulas de cálculo para a obtenção de conclusões consistentes, quer na valoração do passivoambiental, este entendido como perda de reserva de valor do ativo ambiental causado pelapresença de infra-estrutura que, a seu modo, afete os recursos naturais e as característicasoriginais do ecossistema, quer na fixação de valor da compensação ou mitigação quecorresponda ao beneficio auferido pelo empreendedor como resultado das medidas deproteção do ecossistema em que está inserido.
  32. 32. 425. CONCLUSÕESO uso do geoprocessamento mostrou-se útil quanto a sua utilização na investigação elevantamento de dados geográficos e principalmente na elaboração de modelos geográficos devaloração do uso de áreas através do seu potencial ambiental. Isso se mostrou possível tantoem áreas urbanas como no estudo de caso de Matinhos, quanto em áreas de uso sustentadocomo no estudo de caso das APA’s. Assim, este recurso mostrou-se de grande valia na períciaambiental, no que diz respeito à quantificação de um dano ou impacto ambiental, já que o usode dados em formato digital torna as avaliações e cálculos mais precisos e de fácilvisualização e localização dentro das áreas avaliadas. Além disso, devem-se considerar osrecursos de composição e modelagem desses dados que os SIG possuem.O mercado possui diversos sistemas de informações geográficas, e cada um possui suasespecificidades, cabendo ao usuário escolher o que melhor se adeque às suas necessidades. Oacesso a imagens digitais também tem sido cada vez mais fácil pelo número de fornecedorestanto de imagens de satélite, quanto de imagens com algum nível de tratamento. Entretanto,nem sempre se consegue todos os dados necessários em casos específicos podendo-se recorrera empresas que digitalizam mapas e cartas já existentes com dados municipais, de redeselétricas, de água e esgoto e de urbanização.Deve-se ressaltar ainda que, o simples fato do uso e conhecimento de um sistema deinformações geográficas pelo elaborador não garantirá o sucesso da investigação ambiental.Para obter dados e formulações mais bem embasadas, deve-se ter um conhecimento especificodas matérias da área ambiental, mostra-se necessário o trabalho em equipes multidisciplinares,abrangendo profissionais das áreas de engenharia ambiental, florestal, sanitaristas, geólogos,biólogos entre outros. Além disso, o trabalho de campo sempre trás informaçõescomplementares essenciais para o trabalho, evitando erros grosseiros.
  33. 33. 436. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS• ABAD, M. C. E. Valoração Econômica do Meio Ambiente: O Método deValoração Contingente no Brasil. Tese.(Curso de Mestrado em Gestão Econômica do MeioAmbiente). 2002. Instituto do meio ambiente, Departamento de Economia. UNB.Universidade Federal de Brasília. Brasília DF. (Não paginado.)• ALMEIDA, J.R,;GOMES,S.; PANNO,M. Perícia Ambiental. 1ª edição. Rio deJaneiro: Thex Editora, 2000. 207p.• ASSOCIAÇAO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS.NBR 14653-1: Avaliaçãode bens: Procedimentos Gerais Rio de janeiro, 2001.• CALIJURI, M. L. et al. Fundamentos de SIG. Universidade Federal de Viçosa,Programa de pós-graduação em Engenharia Civil. Viçosa,MG. 2000. 62 p.• CALIJURI, M. L.;ROHM, S. A.. Sistemas de Informações Geográficas. 1994.Universidade Federal de Viçosa,Viçosa.MG. Publicação 344. 34p.• CÂMARA, G. et al, Banco de Dados Geográficos, In: ________Cap1.RepresentaçãoComputacional de Dados Geográficos Editora MundoGeo . Disponível em:http://www.dpi.inpe.br/gilberto/livro/bdados/index.html Acesso em 1 ago 2005 INPE, 2004.44p.• CÂMARA, G. et al, Introdução à Ciência da Geoinformação, In: ______Cap 10 GISpara Estudos Ambientais [s.n.].Disponível em:http://www.dpi.inpe.br/gilberto/livro/bdados/index.html. Acesso em 1 ago 2005 INPE, 2004.44p.• CUNHA, S. B.; GUERRA, A. J. T.(organizadores) Avaliação e Perícia Ambiental. -2ª ed. Rio de Janeiro. Editora Bertrand Brasil. 2000. 294p.• DAVIS, C. Introdução aos Sistemas de Informação Geográficos. Apostila. Cursode Especialização em Geoprocessamento, Instituto de Geociências, Universidade Federal deMinas Gerais. . Belo Horizonte, MG 2001.261p
  34. 34. 44• EASTMAN, J.R. Idrisi for Windows: Introdução e Exercícios tutoriais VersãoDigital 2.0. Português. Editores da Versão em português, Hasenack, H e Weber, E. PortoAlegre, UFRGS Centro de Recursos Idrisi, 1998. 240 p. Disponível em: __________.www.ecologia.ufrgs.br/idrisi/download/tutorial.pdf. Acesso em 7 jul 2000.• LEAL, C.T. A. Valoração Paisagística Aplicada ao planejamento AmbientalUrbano: Estudo de Caso Do Município de Matinhos –PR. Tese (Mestrado em Ciência dosolo) Programa de pós-graduação em Ciência do Solo. Universidade Federal do Paraná.Curitiba, PR 2002. 130 p Disponível em: http://dspace.c3sl.ufpr.br/dspace/handle/1884/488.Acesso em 8 nov. 2005• LIMA, E.B.N.R. Modelação integrada para gestão da qualidade da água na baciado rio Cuiabá. .Tese (doutorado em Ciências em Engenharia Civil) COPPE-Coordenaçãodos Programas de pós-graduação em engenharia da Universidade Federal do Rio deJaneiro.RJ. 2001. 206 p.• GPCA, Aspectos Técnicos da perícia Ambiental Coordenação de Gil Portugal, 2005.Apresenta textos sobre meio ambiente e perícias ambientais. Disponível em: < http//www.gpca.com.br/gil/art94.htm>. Acesso em 23 ago 2005.• ROSA,R, et al. Introdução aos Sistemas de Informação Geográficos.Apostila.Universidade Federal de Minas Gerais. Instituto de Geociências, Departamento deCartografia. Curso de Especialização em Geoprocessamento. Belo Horizonte, MG. 2004,49 p. Disponível em: http://www.igc.ufmg.br/departamentos/cartografia-curso-geoprocessamento.htm Acesso em 23 ago 2005.• SOUZA, R. H. S, et al. Valoração Ambiental: Serviços Públicos (Rede Elétrica eCaptação de Água) em Unidade de Conservação - APA. In: 1o Simpósio de ÁreasProtegidas, 2001, Pelotas, RS. Anais. p.100-111.S 612a 2001; Pelotas – RS Anais do 1oSimpósio de Áreas Protegidas, Pelotas, 2 a 4 de Outubro de 2001. – Pelotas: Educat, 2001.232p. Disponível em:http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./snuc/index.html&conteudo=./snuc/programas/valoracao.html Acesso em : 11 ago 2005.
  35. 35. 457.1-ANEXO I- GLOSSÁRIOFONTE: CELEPAR - Companhia de Informática do Paraná, e CALIJURI, M. L.;ROHM, S. A..Sistemas de Informações GeográficasApoio geodésicoControle geodésico.Sistema de estações de controle horizontal ou vertical, estabelecido e compensado através demétodos geodésicos. Usa um elipsóide de referência e leva em consideração forma e tamanhoda Terra.ArcoÈ uma cadeia continua de pares (x,y nos vértices ) iniciando em uma localização efinalizando em outra; tem comprimento, mas não tem área. Um arco é uma linha digital.Arquivo vetorialArquivo gráfico cujas informações estão armazenadas sob a forma vetorial, ou seja, porcoordenadas formando pontos, linhas e polígonos.Arquivo vetorial escaladoArquivo gráfico cujas informações tiveram suas dimensões alteradas (ampliadas ou reduzidas)por um fator de escala.ASCIIAmerican Standart Code for Information Interchange. Tabela de códigos de oito bitsestabelecida pelo American National Standart Institute (ANSI), para todos os caracteres doteclado do computador. Define um padrão para equipamentos de computação.AtributoTipo de dado não gráfico que descreve as entidades representadas por elementos gráficos.Termo usado para referenciar todos os tipos de dados não gráficos e, normalmentealfanuméricos, ligados a um mapa.Banco de dadosConjunto de dados organizado de maneira lógica, ou seja, numa sequência que permite acessorápido e simples.Banco de dados hierárquicoArquivo onde a informação é armazenada de forma tabular, obedecendo a ordem e prioridadedeterminadas.Banco de dados relacionalSérie de arquivos ou tabelas que podem ser conectadas ou inter-relacionadas através de umitem ou informação comum a dois ou mais desses arquivos.BandaUm dos níveis de uma imagem multiespectral, representado por valores refletidos por valoresrefletidos de luz ou calor de uma faixa específica do espectro eletromagnético.CADDesenho assistido ou auxiliado por computador. Abrange os programas com funções capazesde criar e ou modificar desenhos vetoriais.Carta de declividadeCarta que representa declividade (gradientes)do terreno. A declividade é expressa geralmenteem porcentagem ou pelo valor da tangente do ângulo de inclinação.Carta imagemCarta ou mapa obtido através da correção geométrica de uma imagem de satélite.Classe de atributos
  36. 36. 46Grupo especifico de atributos que descreve medida, estrutura e composição.Código de atributosIdentificador alfanumérico de um atributo.Códigos topológicosCódigos que definem a localização de um elemento de dado no espaço com relação a outro,mas sem se referir às distâncias reais. Códigos topológicos podem ser usados pararelacionamentos tais como pontos de conectividade, redes, vizinhança de polígonos eadjacência de áreas. Para que um texto esteja topológicamente relacionado a uma entidadegráfica, uma conexão lógica explícita entre o texto e a entidade deve estar contida no registrode dados.Conjunto de vetoresConjunto de linhas cujos pontos definidores estão codificados e fazem parte de um arquivomagnético.CoverageUnidade básica de gerenciamento de dados em um SIG. É uma coleção de mapas que contemdefinições geográficas de um conjunto de características e sua tabela de atributos associados.A coverage define a localização de atributos temáticos para as características do mapa emdada área.Conversão de dadosParte de uma carta ou mapa que contém o significado de todos os símbolos, cores e traçosutilizados na representação do desenho cartográfico.CoordenadasValores lineares e/ou angulares que indicam a posição ocupada por um ponto num sistema dereferência qualquer.Dado1 - Qualquer grandeza numérica ou geométrica, ou conjunto de tais quantidades, que podeservir como referência ou base para cálculo de outras grandezas.2 - Representação de fatos, conceitos e instruções apropriadas para o processamento pormeios humanos ou automáticos.Dados analógicosDados armazenados em um meio não magnético. Ex.: em papelDados bináriosDados codificados e armazenados através da combinação (seqüencial) de dois dígitos(binário), o 0 e o 1.Dados vetoriaisConjunto de vetores que permitem formar pontos, linhas ou linhas fechadas (poligonais).Database Manegement System- (DBMS)Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados.DigitalizaçãoProcesso de captura de informações através do uso de mesas digitalizadoras.DTMDigital Terrain Model. Modelo Digital do Terreno.Representação digital da superfície terrestre, através de uma malha de elevação ou lista decoordenadas tridimensionais; Muito freqüentemente usado como sinônimo de DEM (DigitalElevation Model).EIA e RIMASiglas para designar Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente.Entidades gráficasElementos gráficos como linhas, círculos, símbolos, etc.Escala Gráfica
  37. 37. 47Graduada em partes iguais, que indica a relação das dimensões ou distâncias marcadas sobreum plano com as dimensões ou distâncias reais; escala de um mapa, escala de um gráficoestatístico.Fuso UTMZona de projeção delimitada por dois meridianos cuja longitude difere de 6 graus e por doisparalelos de latitude 80 graus, Norte e Sul.FeiçãoEntidade geográfica extraída de um mapa ou pesquisada diretamente no mundo real.GeocodificarAtribuir códigos que representam as características espaciais de uma entidade; por exemplo, acoordenada de um ponto.Geodésia tridimensionalA que se caracteriza pela eliminação do uso de superfícies de referência e intermediáriasutilizadas nos métodos geodésicos clássicos e modernos, e o emprego de um sistematriortogonal de coordenadas com origem no centro de massa da terra.GeomorfologiaCiência que estuda as formas de relevo, tendo em vista a origem, da estrutura , natureza dasrochas, o clima da região e as diferentes forças endógenas e exógenas que, de modo geral,entram como fatores modificadores do relevo do relevo terrestre.GeoprocessamentoConjunto de tecnologias de coleta, tratamento, desenvolvimento e uso de informaçõesgeorreferenciadas.GeorreferenciarEstabelecer relações espaciais entre dados geográficos.GISGeographic Information System.Sistema de Informação Geográfica. Sistema de computador composto de hardware, software,dados e procedimentos, construído para permitir a captura, gerenciamento, análise,manipulação, modelamento e exibição de dados referenciados geograficamente parasolucionar, planejar, gerenciar problemas.GridGrade consistida em linhas horizontais e verticais regularmente espaçadas, formando zonasrectangulares em mapas, e usado como referência para se estabelecer pontos.GPSGlobal Positioning System - Sistema de Posicionamento Global.Sistema criado para navegação, utilizando sinais emitidos por satélites artificiais. Suasaplicações incluem navegação e posicionamento no mar, no ar e sobre a superfície terrestre.HPGLHewlett Packard Graphics Language - Linguagem idealizada pela Hewlett-Packard para oarmazenamento de imagens gráficas. Foi criada originalmente para ser usada com plotters.ImagemRegistro permanente em material fotográfico de acidentes naturais, artificiais, objetos eatividades, obtido por sensores como o infravermelho pancromático e o radar de altaresolução.Imagem de radarCombinação do processo fotográfico e de técnicas de radar. Impulsos elétricos são emitidosem direções predeterminadas, e os raios refletidos, ou devolvidas, são utilizados para fornecerimagens em tubos de raios catódicos. As imagens são, depois, obtidas da informação expostanos tubos.Imagem de satélite
  38. 38. 48Imagem captada por um sensor a bordo de um satélite artificial, codificada e transmitida parauma estação rastreadora na Terra (imagem raster).Imagem multiespectralImagem de múltiplas bandas, isto é, obtida por vários sensores que detectam a energia embandas de diferentes comprimentos de onda.Informação georeferenciadaDados alfanuméricos geograficamente referenciados às informações gráficas de um mapa.InputsNeologismo para dados de entrada ou, simplesmente, entrada.InterfaceNeologismo para interação ou ligação. Ex. interface cliente-fornecedor e interface comprogramas e arquivos. Interface é, em informática, um circuito eletrônico que controla ainterligação entre dois dispositivos de hardware e os ajuda a trocar dados de maneiraconfiável.Isolinha1 - Linhas ao longo das quais os valores são mantidos constantes. Ex.:Isóbatas - curvas de mesma profundidade;Isoipsas - curvas de mesma altitude;Isotérma - curvas de mesma temperatura;Isoieta - curvas de mesma precipitação pluvial.2 - Linha que representa a interseção do plano de uma fotografia vertical com o plano de umafotografia oblíqua superposta. Se a fotografia vertical fosse livre de inclinação, a isolinha seriaa paralela isométrica da fotografia oblíqua.LabelUsado para representar características pontuais (label point), ou para identificar um polígono,de modo que a informação adicional do atributo possa estar relacionada com a característica.LayerUm conjunto de dados de mapas digitais selecionados, não baseado em posição, porexemplo,as feições referentes à hidrologia.LandsatUm dos programas americanos de imageamento da superfície terrestre por satélites, iniciadopela NASA em meados dos anos 70. Também usado para designar um ou mais satélites doprograma (Landsat 4 e 5) e os dados de imagens por eles enviados.LatitudeÂngulo entre o plano do horizonte e o eixo de rotação da Terra; isto é, de forma simplificada,a distância em graus de um dado ponto da superfície terrestre à linha do Equador. A latitudevai de 0º a 90º tanto para o Norte como para o Sul.LegendaParte de um mapa, situada, geralmente, dentro da moldura, com todos os símbolos e coresconvencionais, e suas respectivas explicações.MacrocomandoSeqüência de comandos de um determinado software que, combinados, realizam operações,monótonas e repetitivas.MainframeNeologismo utilizado para designar grandes computadores, grandes CPUs, com altavelocidade de processamento e capacidade de armazenamento.Mapa baseDado mapeado que serve de base para o geoprocessamento. Em alguns casos essa baseraramente muda (ex. região censitária). Em outros casos a informação requer freqüentementemanutenção (ex. cadastro de propriedades).
  39. 39. 49Mapa de bits (bitmap)Representação de imagem armazenada na memória do computador, onde cada elemento(pixel) da imagem é representado por um padrão (conjunto) de bits.Mapa ou CartaRepresentação gráfica analógica ou digital, geralmente em uma superfície plana e emdeterminada escala, das características naturais e artificiais da superfície ou da sub-superfícieterrestre. Os acidentes são representados dentro da mais rigorosa localização possível,relacionados em geral, há um sistema de referência coordenadas.Mapa digitalMapa produzido e armazenado em meio magnético.Mapa temáticoMapa relacionado a um determinado tópico, tema ou assunto em estudo. Mapas temáticos oumapas-síntese enfatizam tópicos, tal como vegetação, geologia ou cadastro de propriedade.Mapeamento sistemático nacionalElaboração e preparação de cartas ou mapas do território nacional, em escalas e fins diversos,segundo normas e padrões pré-estabelecidos por entidades cartográficas. Atualmente estácomposto pelas Cartas do Mundo ao Milonésimo (escala 1:1.000.000), e cartas nas escalas1:500.000, 1:250.000, 1:100.000 (parcial), 1:50.000 (parcial) e 1:25.000 (parcial).Mesa DigitalizadoraMesa dotada de uma malha eletrônica e um cursor para entrada de informações, que utilizacaracteres numéricos para representar dados contínuos.ModeladoAspecto do relevo, resultante do trabalho realizado pelos agentes erosivos.Modelos Numéricos ou modelos digitaisModelos formalizados por meio de expressões matemáticas e lógicas. Em Cartografia servempara modelar a superfície do terreno.MosaicoConjunto de fotografias aéreas, superpostas, recortadas artisticamente e montadas pelosdetalhes comuns. Permite uma visão contínua da superfície fotografada.Nível de informação ou LayerSeparação ou distinção do conjunto de entidades gráficas de um desenho que guardam umarelação de atributo. Layer.Nó de uma redePonto de conexão em uma rede local de computadores, capaz de criar, receber e repetirmensagens. Sinônimo de estação de trabalho.Passivo AmbientalEm termos contábeis, passivo vem a ser as obrigações das empresas com terceiros, sendo quetais obrigações, mesmo sem uma cobrança formal ou legal, devem ser reconhecidas. Opassivo ambiental representa os danos causados ao meio ambiente, representando, assim, aobrigação, a responsabilidade social da empresa com aspectos ambientais. A identificação dopassivo ambiental está sendo muito utilizada em avaliações para negociações de empresas eem privatizações, pois a responsabilidade e a obrigação da restauração ambiental podemrecair sobre os novos proprietários. Funciona como um elemento de decisão no sentido deidentificar, avaliar e quantificar posições, custos e gastos ambientais potenciais que precisamser atendidos a curto, médio e a longo prazo.PixelsAbreviatura de "picture elements", elementos formadores das estruturas raster, definidos porlinhas verticais e horizontais espaçadas regularmente.Poligonal
  40. 40. 50Seqüência de comprimentos e direções de linhas entre pontos do terreno, conseguidos atravésde medições de campo, e que tem por finalidade a determinação das posições dos pontos.Uma poligonação pode determinar as posições relativas dos pontos que os une, em série e, seamarrados às relações de controle num datum escolhido, as posições podem ser referidas aesse datum.Pontos de controlePontos topográficos ou geodésicos, identificados numa fotografia e usados para verificar ecorrelacionar todas as demais informações nela contidas.Quadriculado UTMSistema de quadriculado cartográfico, baseado na projeção transversa de Mércator, destinadoàs cartas da superfície terrestre até as latitudes de 84º N e 80º S.RadarTécnica, ou equipamento, para localizar objetos móveis ou estacionários, medir-lhes avelocidade, determinar-lhes a forma e a natureza que utiliza a emissão de microondasmoduladas e a detecção e análise do pulso refletido pelos objetos.Raster, Imagem RasterImagem raster. Informações não simbolizadas por equações matemáticas e sim por células oupixels.Rede remotaRede de computadores que usa redes de comunicação de longa distância e alta velocidade(geralmente satélites) para interligar computadores geograficamente separados.Registros alfanuméricosConjunto de informações formado por caracteres alfabéticos, numéricos ou caracteresespeciais.Resolução espacialCapacidade que o filme fotográfico, em combinação com o sistema de lentes e os filtrosutilizados por uma câmara, tem de registrar diferentes pormenores do terreno.Satélites artificiaisDispositivos lançados no espaço que orbitam ao redor da Terra e transmitem informaçõesdiversas (ambientais, meteorológicas, de posicionamento).Sensoriamento remotoDetecção e/ou identificação de um objeto sem que se tenha um sensor em contato direto comum objeto. Inclui análises por satélite e fotos aéreas. Registro da energia refletida ou emitidapor objetos ou elementos da superfície terrestre ou de outros astros, por sensores localizados agrandes distâncias (geralmente no espaço).Sistema de triangulaçãoO plano fundamental ou a rede de estações principais e de estações auxiliares. O planofundamental é a estrutura do sistema, e é amarrado a diversos pontos, para o estabelecimentoprévio de estações de triangulação de ordem igual ou superior.TicRegistro ou ponto de controle geográfico.Tools(ferramentas). Conjunto de procedimentos desenvolvidos para fins específicos com o objetivode facilitar tarefas.TopologiaEstudo das propriedades deu ma figura geométrica que não depende da posição; por exemplo,conectividade e relações entrelinhas, nós e polígonos.Triangulação
  41. 41. 51Método de levantamento em que as estações são pontos do terreno, os quais são localizadosnos vértices de uma cadeia ou rede de triângulos. Os ângulos são medidos por instrumento, eos lados escolhidos, os quais se dominam bases, cujos compromimentos são conseguidos pormedição direta no terreno.UTMUniversal Transverse Mercator.Sistema de coordenadas planas que circulam o globo baseado em 60 zonas de tendência, nosentido norte-sul, cada uma com 16 graus de largura de longitude.VetorSegmento de linha reta, com o tamanho normalmente representado pelos pares decoordenadas dos pontos extremos. Dados vetoriais referem-se a dados em forma tabular comuma dimensão.VetorizaçãoProcesso de geração de arquivos gráficos com dados vetoriais, utilizando softwares de CADou softwares de interpretação de imagens digitais em formato raster (vetorização automática).X - CoordenadasDistâncias este-oeste, também chamadas abcissas.Y - CoordenadasDistâncias norte-sul, também chamadas ordenadas.
  42. 42. 527.2 - ANEXO II – Dados sobre o SIG SPRING.Interface com o Usuário• Ambiente unificado para os diferentes tipos de dados geográficos e suas representações;• Menus sensíveis ao contexto;• Linguagem de Álgebra de Mapas LEGAL;• Disponível nos seguintes idiomas: Português, Inglês e Espanhol.• Processamento de Imagens• Leitura de Imagens LANDSAT, SPOT, ERS-1 e NOAA/AVHRR;• Registro e Correção Geométrica;• Mosaico de Imagens com equalização dos níveis de cinza;• Realce por manipulação de histograma;• Filtragem espacial;• Transformações IHS e componentes principais;• Operações aritméticas;• Leitura de valores de pixel;• Classificadores estatísticos pixel- a- pixel;• Segmentação de Imagens e Classificadores por Regiões (supervisionado e não-supervisionado);• Restauração de imagens LANDSAT e SPOT;• Filtros morfológicos para imagens;• Modelos de Mistura;• Técnicas markovianas para pós-classificação de imagens;• Processamento de Imagens de Radar.Análise Geográfica• Digitalização, edição e geração de topologia;• Conversão matriz de/para vetor de mapas temáticos;• Mosaico;• Mapas de distância;• Tabulação cruzada;• Linguagem de Análise Geográfica LEGAL: Reclassificação, Ponderação, Fatiamento,Operações Booleanas, Classificação Contínua e Operadores Zonais;• Estatística espacial com análise univariada de pontos;• Estimador de Densidade por Kernel;• Critério de Decisão AHP;• Geoestatística - Krigeagem Linear, Krigeagem por Indicação e Simulação Seqüencial;• Análise de Localização pelo método da p-mediana;• Cruzamento Vetorial de PIs.Modelagem Digital de Terreno• Digitalização de amostras e isolinhas;• Suavização de Linhas;• Geração de textos;• Geração de grades retangulares;• Geração de grades triangulares (TIN), com a inclusão de restrições;
  43. 43. 53• Geração de imagem;• Cálculo de mapas de declividade;• Fatiamento de MNT;• Geração de isolinhas;• Visualização 3D;• Cálculos de volume e perfis;• Linguagem de Análise Geográfica LEGAL: Operações Matemáticas;• Extração de Topos de Morros;• Modelos Hidrológicos:- Geração de Grades;- Rede de Drenagem;- Mancha de Inundação - Com colaboração da CH2MHILL do Brasil.Modelagem de REDES• Digitalização de linhas e nós de uma rede;• Modelagem da rede - Associação com objetos e definição de impedâncias e demandas;• Cálculo do custo mínimo;• Alocação de Recursos;• Análise de Localização - P-Mediana:Com colaboração do Laboratório Associado de Computação e Matemática Aplicada - LAC-INPE e Universidade Estadual Paulista - UNESP/FEG - Faculdade de Engenharia,Departamento de Matemática.• Geocodificação de Endereços.Consulta a Bancos de Dados Relacionais (Mapas Cadastrais)Apresenta uma nova interface de consulta espacial, semelhante aos sistemas de "desktopmapping", que permite:• Definição e apresentação do conteúdo de tabelas de atributos dos geo-objetos em BDrelacionais;• Consulta por atributos espaciais e apresentação dos resultados;• Agrupamento de objetos geográficos por atributos;• Geração de gráficos com distribuição de valores de atributos;• Apresentar o conteúdo de uma tabela relacional com atributos dos geo-objetos;• Relacionar o conteúdo da tabela com a localização espacial dos objetos;• Gerar gráficos com a distribuição relativa de dois atributos;• Suporte aos padrões XBASE, ACCESS, MySQL e ORACLE nativos.Geração de Cartas• Ambiente interativo (WYSIWYG) com controle do posicionamento dos mapas, símbolos,legenda e texto;• Biblioteca de Símbolos em formato DXF-R12 ou BMP;• Configuração de folhas A0, A1, A2, A3 e A4;• Suporte para dispositivos HPGL/2 e Postscript.
  44. 44. 54Intercâmbio de Dados• Importadores:- Vetores : ArcInfo (ungenerate), ASCII-SPRING, DXF-R12, Shape File;- Grades Numéricas : ArcInfo (ungenerate), ASCII-SPRING e SURFER;- Matriz Temática : ArcInfo (ungenerate), ASCII-SPRING, RAW (binário) eTIFF/GeoTIFF;- Imagens : RAW, SITIM, JPEG e TIFF/GeoTIFF e ASCII-SPRING (GRIDREG);Tabelas : ASCII-SPRING, DBF e SPACESTAT;• Conversores para ASCII-SPRING:- MID/MIF (Mapinfo), ShapeFile (ArcView), E00 (ArcInfo) e DBF;• Exportadores:- Vetores : ArcInfo (ungenerate), ASCII-SPRING, DXF-R12, ShapeFile e E00;- Grades Numéricas : ArcInfo (ungenerate), ASCII-SPRING e SURFER;- Matriz Temática : ArcInfo (ungenerate), ASCII-SPRING, RAW (binário) eTIFF/GeoTIFF;- Imagens : RAW, SITIM, JPEG e TIFF/GeoTIFF e ASCII-SPRING (GRIDREG);- Tabelas : SPACESTAT e ASCII-SPRING.Gerenciamento de Mapas• Suporte para 14 Projeções Cartográficas;• Mosaico de Dados Vetoriais e Imagens;• Conversão de Dados entre Projeções;• Edição de toponímia (textos) em todos os modelos de dados;• Registro vetorial;• Limpar Vetores - elimina linhas duplicadas, polígonos e elementos menores que umadimensão fornecida pelo usuário, e quebra automática de interseção de linhas;• Geração de Pontos - conversão de mapas temáticos (pontos e polígonos) ou cadastrais(pontos e polígonos com atributos) para mapas de pontos temáticos (pontos 2D) ou numéricos(amostras 3D).• Ajuda On-line• Ajuda em formato HTML - é necessário utilizar o navegador Internet Explorer;• Roteiro de "Como Iniciar ?" para iniciantes;• Roteiro em 10 aulas para utilização das principais funções;• Disponível nas versões:- Interface em Português - Ajuda em Português;- Interface em Inglês - Ajuda em Espanhol;- Interface em Espanhol - Ajuda em Espanhol.Multi-plataforma (UNIX e Windows)• SUN Solaris 2.5 ou superior;• IBM-PC com Linux;• Windows 95/98/ME;• Windows NT/2000/XP.
  45. 45. 557.3 - ANEXO III MÉTODOS DE VALORAÇÃO Compilado de:http://www.mma.gov.br/biodiversidade/publica/mvalora/man0103.htmlMÉTODOS DA FUNÇÃO DE DEMANDA:Métodos de mercado de bens complementares (preços hedônicos e do custo de viagem) emétodo da valoração contingente.Estes métodos assumem que a variação da disponibilidade do recurso ambiental altera adisposição a pagar ou aceitar dos agentes econômicos em relação àquele recurso ou seu bemprivado complementar. Assim, estes métodos estimam diretamente os valores econômicos(preços-sombra) com base em funções de demanda para estes recursos derivadas de (i)mercados de bens ou serviços privados complementares ao recurso ambiental ou (ii) mercadoshipotéticos construídos especificamente para o recurso ambiental em análise. Utilizando-se defunções de demanda, estes métodos permitem captar as medidas de disposição a pagar (ouaceitar) dos indivíduos relativas às variações de disponibilidade do recurso ambiental. Combase nestas medidas, estimam-se as variações do nível de bem-estar pelo excesso desatisfação que o consumidor obtém quando paga um preço (ou nada paga) pelo recurso abaixodo que estaria disposto a pagar. Estas variações são chamadas de variações do excedente doconsumidor diante das variações de disponibilidade do recurso ambiental. O excedente doconsumidor é, então, medido pela área abaixo da curva de demanda e acima da linha de preço.Assim, o benefício (ou custo) da variação de disponibilidade do recurso ambiental será dadopela variação do excedente do consumidor medida pela função de demanda estimada para esterecurso.Por exemplo, os custos de viagem que as pessoas incorrem para visitar um parque nacionalpodem determinar uma aproximação da disposição a pagar destes em relação aos benefíciosrecreacionais do parque. Estas medidas de disposição a pagar podem também seridentificadas em uma pesquisa que questiona, junto a uma amostra da população, valores depagamento de um imposto para investimentos ambientais na proteção da biodiversidade.Identificando estas medidas de disposição a pagar podemos construir as respectivas funçõesde demanda.Note que estes dois métodos gerais podem, de acordo com suas hipóteses, estimar valoresambientais derivados de funções de produção ou de demanda com base na realidadeeconômica atual. Na medida em que estes valores (custos ou benefícios) possam ocorrer aolongo de um período, então, será necessário identificar estes valores no tempo. Ou seja,identificar valores resultantes não somente das condições atuais, mas também das condiçõesfuturas. A prospecção das condições futuras poderá ser feita com cenários alternativos paraminimizar o seu alto grau de incerteza. De qualquer forma, os valores futuros terão que serdescontados no tempo, isto é, calculados seus valores presentes e, para tanto, há que se utilizaruma taxa de desconto social. Esta taxa difere daquela observada no mercado devido àsimperfeições no mercado de capitais e sua determinação não é trivial, embora possa afetarsignificativamente os resultados de uma análise de custo-benefício.No contexto ambiental a complexidade é ainda maior. Por exemplo, devido a suapossibilidade de esgotamento, o valor dos recursos ambientais tende a crescer no tempo seadmitimos que seu uso aumenta com o crescimento econômico. Como estimar esta escassez
  46. 46. 56futura e traduzi-la em valor monetário é uma questão complexa que exige um certo exercíciode futurologia. Assim sendo, alguns especialistas sugerem o uso de taxas de desconto menorespara os projetos onde se verificam benefícios ou custos ambientais significativos ou adicionaros investimentos necessários para eliminar o risco ambiental. Na análise metodológica a serdesenvolvida nesta Parte I, considera-se que os custos e benefícios ambientais serãoadequadamente valorados e que cenários com valores distintos para a taxa de desconto devemser utilizados para avaliar sua indeterminação.QUADRO 1Taxonomia Geral do Valor Econômico do Recurso Ambiental Valor Econômico doRecurso AmbientalValor Econômico do Recurso AmbientalValor de Uso Valor de Não-UsoValor de Uso Direto Valor de Uso Indireto Valor de Opção Valor de Existênciabens e serviços am-bientais apropriadosdiretamente da ex-ploração do recursoe consumidos hojebens e serviços am-bientais que sãogerados de funçõesecos-sistêmicas e apro-priados e consumidosindireta-mente hojebens e serviçosambientais de usosdiretos e indiretos aserem apropriados econsumidos nofuturovalor não associadoao uso atual oufuturo e que refletequestões morais,culturais, éticas oualtruísticasQUADRO 2Exemplos de Valores Econômicos dos Recursos da BiodiversidadeValor de UsoValor Passivo ou deNão-usoValor Direto Valor IndiretoValor deOpçãoValor de ExistênciaProvisão derecursos básicos:alimentos,medicamentos enão-madeireiros,nutrientes,turismoFornecimentos de suportes para asatividades econômicas e bem-estarhumano: p.ex, proteção dos corposdágua, estocagem e reciclagem delixo. Manutenção da diversidadegenética e controle de erosão.Provisão de recursos básicos: p.ex.,oxigênio, água e recursos genéticosPreservaçãode valores deuso direto eindiretoUso não-consumptivo:recreação,marketingFlorestas como objetos devalor intrínseco, como umadoação, um presente paraoutros, como umaresponsabilidade. Incluivalores culturais, religiosose históricosRecursosgenéticos deplantasProvisão de benefícios associados àinformação, como conhecimentocientíficoFonte: SBSTTA (1996)
  47. 47. 57MÉTODOS DE FUNÇÃO DE PRODUÇÃOUma das técnicas de valoração mais simples e, portanto, largamente utilizada, é o método dafunção de produção. Neste método, observa-se o valor do recurso ambiental E pela suacontribuição como insumo ou fator na produção de um outro produto Z, isto é, o impacto douso de E em uma atividade econômica.Assim, estima-se a variação de produto de Z decorrente da variação da quantidade de bens eserviços ambientais do recurso ambiental E utilizado na produção de Z. Este método éempregado sempre que é possível obterem-se preços de mercado para a variação do produto Zou de seus substitutos. Duas variantes gerais podem ser reconhecidas: método daprodutividade marginal e método dos bens substitutos.A seguir discutiremos em separado a parte teórica destas variantes, embora a parte deavaliação de vieses e orientações seja apresentada em conjunto.Para entender melhor as premissas dos métodos com base em função de produção, vamoselaborar em mais detalhes sua construção analítica. Suponha uma função de produção de Z,tal que o nível de produção de Z é dado pela seguinte expressão:(3)Onde X é um conjunto de insumos formado por bens e serviços privados e E representa umbem ou serviço ambiental gerado por um recurso ambiental que é utilizado gratuitamente, ouseja, seu preço de mercado pE é zero. Note que E representa, assim, um valor de uso para naprodução de Z.Sendo pZ e pX os preços de Z e X, a função do lucro (p) na produção de Z seria:(4)O produtor ajusta assim a utilização do seu insumo de forma a maximizar o seu lucro.Assumindo que a variação de Z é marginal e, portanto, não altera seu preço, a variação delucro seria:(5)e(6)Ou seja, a variação de lucro do usuário de E é igual ao preço de Z multiplicado pela variaçãode Z quando varia E. [10]
  48. 48. 58MÉTODO DA PRODUTIVIDADE MARGINALO Método da produtividade marginal atribui um valor ao uso da biodiversidade relacionandoa quantidade de um recurso ambiental diretamente à produção de outro produto com preçodefinido no mercado. Como exemplo de função dose-resposta, podemos citar o nível decontaminação da água representando a dose de poluição, e a queda da qualidade dos rios econseqüente diminuição da produção pesqueira representando a resposta.Dose também podeser o número de predadores naturais das pragas que prejudicam uma produção agrícola, cujaqueda terá como resposta a diminuição da produtividade agrícola.Relacionando a dose depoluição com degradação à resposta do ativo ambiental poluído ou degradado na produção;um modelo econômico que mensure o impacto financeiro destas alterações no processoprodutivo.O método da produtividade marginal estima apenas uma parcela dos benefícios ambientais, eos valores tendem a ser subestimados. Os valores de existência, como a preservação dasespécies não fazem parte das estimativas, pois a função de produção capta apenas os valoresde uso do recurso ambiental.FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICAO método da produtividade marginal assume que pZ é conhecido e o valor econômico de E(VEE) seria:(7)Observe que VEE, nestes casos, representa apenas valores de uso diretos ou indiretos relativosa bens e serviços ambientais utilizados na produção. Vale ressaltar que a estimação da funçãode produção F não é trivial quando as relações tecnológicas são complexas.Além do mais, as especificações de E em F são difíceis de serem captadas diretamente namedida em que E corresponde geralmente a fluxos de bens ou serviços gerados por umrecurso ambiental que depende do seu nível de estoque ou de qualidade. Logo, se faznecessário conhecer a correlação de E em F ou, se possível mais especificamente, as funçõesde dano ambiental ou as funções dose-resposta (DR) onde:(8)onde xi são as variáveis que, junto com o nível de estoque ou qualidade Q do recurso, afetamo nível de E. Assim,(9)
  49. 49. 59Estas funções DRs procuram relacionar a variação do nível de estoque ou qualidade(respectivamente, taxas de extração ou poluição) com o nível de danos físicos ambientais e,em seguida, identificar o efeito do dano físico (decréscimo de E) em certo nível de produçãoespecífico.Um exemplo de DR são as que relacionam o nível de poluição da água (Q) que afetam aqualidade da água (E) que, por sua vez, afeta a produção pesqueira (Z). Outro exemplo, é onível de uso do solo (Q) que afeta a qualidade do solo (E) e, assim, afeta a produção agrícola(Z). [11] Determinada a DR, é possível, então, estimar a variação do dano em termos devariação no bem ou serviço ambiental que afeta a produção de um bem.Funções de danos podem, contudo, apresentar mais dificuldades que as funções tecnológicasde produção, à medida que as relações causais em ecologia são ainda pouco conhecidas e deestimação bastante complexa. As relações ecológicas requerem estudos de campo maissofisticados e a consideração de um número maior de variáveis. Questões como resiliência ecapacidade assimilativa não permitem a determinação de formas funcionais simples para asDRs e suas respectivas funções de produção.Dessa forma, antes de avaliar os vieses estimativos do método da produtividade marginal,examinemos os métodos que recorrem a mercado de bens substitutos com procedimentossemelhantes ao da produtividade marginal.MÉTODOS DE MERCADO DE BENS SUBSTITUTOSFUNDAMENTAÇÃO TEÓRICAMuitas vezes não conseguimos obter diretamente o preço de um produto afetado por umaalteração ambiental, mas podemos estimá-lo por algum substituto existente no mercado.Ametodologia de mercado de bens substitutos parte do princípio de que a perda de qualidade ouescassez do bem ou serviço ambiental irá aumentar a procura por substitutos na tentativa demanter o mesmo nível de bem estar da população.As propriedades ambientais sãodemasiadamente complexas e suas funções no ambiente pouco conhecidas para acreditarmosque possam ser substituídas eficientemente.As estimativas são em geral subdimensionadas,pois tendem a considerar apenas os valores de uso dos recursos ambientais.Outros métodos que utilizam preços de mercado, e na hipótese de variações marginais dequantidade de Z devido à variação de E, podem ser adotados com base nos mercados de benssubstitutos para Z e E. Estes métodos são importantes para os casos onde a variação de Z,embora afetada por E, não oferece preços observáveis de mercado ou são de difícilmensuração. Casos típicos seriam aqueles em que Z é também um bem ou serviço ambientalconsumido gratuitamente, ou as funções de produção e/ou dose-resposta não estãodisponíveis, ou ainda encerram um esforço de pesquisa incomensurável.Por exemplo, um decréscimo do nível de qualidade da água Q das praias resulta em umdecréscimo de uma amenidade E que é um serviço ambiental de recreação cuja cobrança peloseu uso não existe ou é limitada.Embora a provisão de E seja gratuita, a perda da sua qualidade ou escassez pode induzir aouso de outros bens para realizar substituições de E. Ou seja, aumenta a demanda porsubstitutos perfeitos (S) [12] de E. Substitutos perfeitos são aqueles em que o decréscimo deconsumo de uma unidade pode ser compensado pelo uso de outro recurso por uma magnitudeconstante. Logo:
  50. 50. 60(10)Assim, para manter o produto de Z constante, uma unidade a menos de E será compensadapor uma unidade a mais de S. Logo a variação de E será valorada pelo preço de S (PS)observável no mercado.Esta substituição fará com que os usuários incorram em um custo privado no consumo do bemsubstituto cS = PS.DE.Pensando numa firma como a usuária de E, existirá na função de lucro um custo cs que seráigual ao valor da produtividade marginal de E . Dessa maneira, o custo cs refletiria o valor deuso para firma derivado do recurso E.Da mesma forma, os indivíduos nas suas funções de utilidade podem encontrar substitutosperfeitos para o produto Z que consomem quando sua disponibilidade se altera devido avariação de E. Logo:(11)onde U(Z+S,Y1,...,Yn) é denominada como uma função de produção familiar e Y os bens dacesta de consumo familiar. No caso, U pode ser também expressa por uma função de gastos(ou dispêndios) familiar. Assim, reduzindo uma unidade de Z devido a DE, o valor de umaunidade de Z será ps. Neste caso:(12)Portanto, existirá um cs positivo na função de gastos dos indivíduos equivalente a ps DZ. Noteque estes métodos também admitem que variações de E ou Z não alteram preços dos seussubstitutos e, portanto, não induzem a variações do excedente do consumidor e produtor.Dessa forma, com base em mercados de bens substitutos podemos generalizar três métodosque são normalmente de fácil aplicação, como segue:• Custo de reposição: é quando o custo cs representa os gastos incorridos pelos usuáriosem bens substitutos para garantir o nível desejado de Z ou E. Por exemplo: custos dereflorestamento em áreas desmatadas para garantir o nível de produção madeireira; custos dereposição de fertilizantes em solos degradados para garantir o nível de produtividade agrícola;ou custos de construção de piscinas públicas para garantir as atividades de recreação balneáriaquando as praias estão poluídas.• Gastos defensivos ou custos evitados: quando cs representa os gastos que seriamincorridos pelos usuários em bens substitutos para não alterar o produto de Z que depende deE. Por exemplo: os gastos com tratamento de água (ou compra de água tratada) que sãonecessários no caso de poluição de mananciais; os gastos com medicamentos para remediarefeitos na saúde causados pela poluição; ou gastos de reconstrução de áreas urbanas devido acheias de rios causadas por excesso de sedimentação em virtude da erosão do solo.• Custos de controle: danos ambientais poderiam ser também valorados pelos custos decontrole que seriam incorridos pelos usuários para evitar a variação de E. Por exemplo,
  51. 51. 61quanto as empresas ou famílias deveriam gastar em controle de esgotos para evitar adegradação dos recursos hídricos. Estes custos poderiam ser considerados como investimentosnecessários para evitar a redução do nível de estoque do capital natural. Este método é maisempregado em contas ambientais associadas às contas nacionais de forma a representarinvestimentos necessários para compensar o consumo de capital natural (ver Quadro 5).Note que a hipótese de substitutibilidade assume a existência de substitutos perfeitos queencerram a mesma função do recurso ambiental. Esta possibilidade, entretanto, é difícil deocorrer no mundo real e bens e serviços privados serão substitutos apenas de algumascaracterísticas dos bens e serviços ambientais. No caso das praias poluídas, por exemplo, osvalores estimados por estes métodos poderiam ser investimentos em piscinas públicas, ougastos defensivos para evitar doenças de veiculação hídrica, ou mesmo investimentos ematividades de controle da poluição. Em todos os casos acima, a hipótese de substituiçãoperfeita não se aplicaria.Mesmo que isto seja possível, se E somente captura alguns bens e serviços ambientais querepresentam algumas parcelas do valor do meio ambiente, então S também refletirá estasparcelas. Ou seja, é muito difícil identificar um substituto perfeito de recursos ambientais,mesmo por investimentos em reposição. Conseqüentemente, o uso de mercados de benssubstitutos pode induzir a subestimações do valor econômico do recurso ambiental.Uma outra variante do método de bens e serviços privados substitutos é o método do custo deoportunidade. Este método mensura as perdas de renda nas restrições da produção e consumode bens e serviços privados devido às ações para conservar ou preservar os recursosambientais. Observe que este método simplesmente indica o custo econômico deoportunidade para manter o fluxo de E, isto é, a renda sacrificada pelos usuários para manterE no seu nível atual. Por conseguinte, este método é amplamente utilizado para estimar arenda sacrificada em termos de atividades econômicas restringidas pelas atividades deproteção ambiental e, assim, permitir uma comparação destes custos de oportunidade com osbenefícios ambientais numa análise de custo-benefício.Observe que o método do custo de oportunidade não valora diretamente o recurso ambiental,mas, sim, o custo de oportunidade de mantê-lo. Por exemplo, não inundar uma área de florestapara geração de energia hidrelétrica significa sacrificar a produção desta energia, ou criar umareserva biológica significa sacrificar a renda que poderia ser gerada por usos agrícolas nestaárea.VIESES ESTIMATIVOS DOS MÉTODOS DE FUNÇÃO DE PRODUÇÃOA) COBERTURA DO VALOR ECONÔMICOO valor de E quando é identificado como insumo, dado pela expressão (7), consegue apenasrefletir as variações de produção de Z quando E varia. Ou seja, apenas capta os valores de usodireto e indireto que E oferece para a geração do fluxo de produção de Z. Assim, valores deopção e existência não podem ser capturados com este método. Dessa forma, o método deprodutividade subestima o valor correto de E nos casos onde valores de opção e existência sãopositivos.
  52. 52. 62Quando mercados de bens substitutos são utilizados, a possibilidade de perfeita substituiçãodeterminará a cobertura das parcelas do valor de opção, embora o valor de existência não sejatambém captado uma vez que se admite substituição.B) MENSURAÇÃO DAS VARIAÇÕES DE BEM-ESTARSe a variação de E altera os preços pz e px, então ocorrerão ajustes em outros setores queresultarão em variações no excedente do consumidor de Z, e seus bens substitutos oucomplementares, e também no excedente do produtor de quem utiliza X e seus benssubstitutos ou complementares. Tais ajustes, em outros mercados, somente seriam possíveisde identificação em modelos de equilíbrio geral que requerem uma alta sofisticação estatísticae de base de dados. Assim, existindo evidências de alterações significativas de preço, ométodo de produtividade determinará valores incorretos de E, em termos de variação de bem-estar, que poderão estar tanto subestimados como superestimados, dependendo da magnitudee sinal das variações de excedente.C) QUALIDADE DAS ESTIMATIVASO preço de mercado de Z ou X pode não ser uma boa medida do custo de oportunidade de Zou X, ou seja, o respectivo preço de eficiência. Portanto, o valor da produtividade marginal deE pode estar incorreto mesmo para captar valores de uso. Neste caso, o viés estimativodependerá do nível de distorção existente na formação do preço de Z e X. A correção desteviés não elimina os vieses acima, mas permite uma estimativa mais correta do valor de uso(ver Quadro 3)D) RESUMO E RECOMENDAÇÕESOs métodos de preço de mercado de variações marginais analisados nesta seção aplicam-se,na maioria das vezes, de maneira muito simples. A utilização de preços de mercado garanteuma medida mais objetiva do valor econômico do recurso ambiental para o público em geral,uma vez que representam valores reconhecidos no mercado. Talvez seja este o motivo damaior utilização destes métodos e também da sua predileção em meios profissionais quelidam com valoração ambiental. No entanto, as estimativas que estes métodos oferecem nãoestão livres de restrições.A limitação mais importante seria a não cobertura de valores de opção e existência. Todavia,vale ressaltar que, em vários casos, a simples identificação de valores de uso permite aoanalista descartar ou ajustar decisões de investimento que gerem um uso mais eficiente dorecurso ambiental em análise. Para isso, entretanto, há que se conhecer com precisão asrelações entre atividades econômicas e meio ambiente.Mesmo quando as funções de produção e dose-respostas são bem estimadas, identificam-sevieses estimativos importantes que apontam para a necessidade de se considerarem ajustes demercado - alteração de preços e quantidades consumidas. Embora variações de preço equantidade possam e devam ser melhor captadas com modelos de equilíbrio geral, queavaliam os efeitos intra-setoriais na economia devido à alteração de pontos de equilíbrio emum determinado mercado, as estimativas das variações de bem-estar dependerão daintrodução de medidas de excedente do consumidor com base na disposição a pagar e aaceitar. Esta será a questão central dos métodos apresentada a seguir.
  53. 53. 63Assim, os métodos de função de produção são ideais, principalmente para valorações derecursos ambientais, cuja disponibilidade, por serem importantes insumos da produção, afetao nível do produto da economia. Embora o método da produtividade marginal ofereçaindicadores monetários bastante objetivos e com base em preços observáveis de mercado, oanalista deve ter cuidado para que as mensurações, aparentemente triviais, não se tornemenviesadas e vazias de conteúdo econômico. Para evitar tais situações, recomenda-se:• Analisar se o preço de mercado do bem ou serviço privado, o qual está sendoutilizado para a valoração, reflete o seu custo de oportunidade (preço-sombra). Caso nãoreflita, realizar os ajustes de forma a corrigir estes preços.• Determinar o impacto em termos de produção, devido à variação dadisponibilidade do recurso ambiental, para avaliar a hipótese de preços inalterados. Casoexistam evidências sobre significantes alterações de produto que afetariam o nível de preço, oanalista deve procurar avaliar possíveis variações do excedente do consumidor;• Avaliar criteriosamente a confiabilidade das funções de produção e de dano e dabase de dados que serão utilizadas. Evitar utilizar em um local as funções estimadas para umoutro local, dado que as condições ambientais ou de oferta de recursos ambientais são quasesempre distintas. Note que cada função reflete a tecnologia local e sua base de recursosambientais.• Oferecer uma dimensão clara e específica da parcialidade das estimativas dosvalores de uso estimados em relação a outros valores de uso e não-uso que fazem parte dovalor econômico total, mas que não foram estimados.• Realizar, sempre que possível, análises de sensibilidade com parâmetros queafetam os resultados.MÉTODOS DE FUNÇÃO DE DEMANDAOs métodos de função de produção analisam casos onde o recurso ambiental está associado àprodução de um recurso privado e geralmente assumem que as variações na oferta do recursoambiental não alteram os preços de mercado. Os métodos de função de demanda, por outrolado, admitem que a variação da disponibilidade do recurso E altera o nível de bem-estar daspessoas e, portanto, é possível identificar as medidas de disposição a pagar (ou aceitar) daspessoas em relação a estas variações. Identificada a função de demanda D para E , o valoreconômico de uma variação de E seria dada pela variação do excedente do consumidor(DEC), tal que:(13)onde p1 e p2 são as medidas de disposição a pagar (ou aceitar) relativas à variação dadisponibilidade de E.Duas variantes deste método podem ser generalizadas: métodos dos bens complementares(preços hedônicos e custo de viagem) e método da valoração contingente.

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