Jornal informativo a terceira hora

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Jornal informativo a terceira hora

  1. 1. “Cristo Rei e Dia Nacional dos Cristãos Leigos e Leigas Apresentação Página 2 Creio na Vida Eterna Página 6 e 7 Colegiado deliberativo do CNLB realizou encontro em São Paulo Breve Histórico da Organização do Laicato Celebração para o Dia do Leigo e da Leiga Página 3 Página 5 Segundo Encontro Conselho Diocesano de Leigos e Leigas Página 4 Página 8 inFormação Encontro de Formação para Leigos e Leigas nos Regionais Página 9 Conversão Pastoral – Encontro Formação do CNLB O1 Página 10
  2. 2. 02 Apresentação Terceira Hora - Informativo do CNLB - Edição Especial - Novembro de 2013 Cristo Rei, Dia Nacional dos Cristãos Leigos e Leigas! Introdução Neste ano de 2013 vivenciamos o Ano da Fé em meio ao cinquentenário do Concílio Ecumênico Vaticano II. Como faz em todos os anos, o Conselho Nacional do Laicato do Brasil – CNLB preparou um subsídio de estudo para os dias que antecede à festa, para que os cristãos leigos e leigas possam refletir sua identidade, vocação e missão, a fim de que seja presença atuante nos espaços sociais, políticos, econômicos e culturais do país. Você acaba de receber um conjunto de dois encontros e uma sugestão para a celebração do dia do leigo e da leiga. O primeiro encontro apresenta um breve relato, para que não se perca a memória do processo histórico do Organismo do laicato, que tem sua raiz na história da Ação Católica como espaço concreto e significativo da organização dos leigos católicos no Brasil. O segundo encontro apresenta a prioridade estabelecida na XXXII Assembleia Geral Ordinária do CNLB realizada em Cuiabá neste ano, que é fortalecer os conselhos diocesanos aprofundando a necessidade da articulação dos Conselhos Diocesanos de Leigos e Leigas como espaço de vivência da vocação laical e sinal de comunhão e unidade”, “espaço de serviço”, espaço de representação dos leigos e leigas dos movimentos, das pastorais, das mais diversas entidades laicais... Lembramos assim o que nos diz o documento da V Conferência do CELAM em Aparecida, 2007: “devem ser reconhecidos o valor e a eficiência dos conselhos paroquiais, dos conselhos diocesanos e nacionais de fiéis leigos e leigas porque incentivam a comunhão e participação na Igreja e na presença ativa no mundo”. Como sujeitos eclesiais, possamos participar ativamente da vida da Igreja, como testemunhas fiéis de Cristo Rei, cumprindo nossa missão no MUNDO, como homens e mulheres construtores do REINO. Marilza José Lopes Schuina - Presidente do CNLB Em 1925, o então Papa Pio XI, num momento difícil da história da Humanidade, instituiu a Festa de Cristo Rei, para revalorizar o conteúdo da realeza de Cristo que é Rei para criar um povo real, livre de qualquer servidão, que viva em harmonia entre si e com o universo criado. Estabeleceu o último domingo de outubro de cada ano como o Dia de Cristo Rei.(Encíclica “Quas Primas” 11/12/1925). Em 1969, no Moto Proprio “Mysterii Paschalis”, Paulo VI aprovou o “Novo Calendário Litúrgico Romano”, que entrou em vigor em 1970. A Celebração de Cristo Rei passou a ser a “Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo” e foi transferida para o último domingo do Ano Litúrgico, como conclusão do mesmo, com ênfase no caráter cósmico e escatológico : “O Cristo que virá no fim dos tempos e seu Reino não terá fim”. Durante muitos anos, a Ação Católica promoveu, neste dia, a festa dos leigos, com promoções, conferências, celebrações, renovação das promessas batismais, confraternizações e outras atividades. Seguindo esta tradição, em sintonia com o espírito da solenidade, o Conselho Nacional do Laicato do Brasil-CNLB, desde 1991, propõe a Celebração, nesta data, do DIA DOS CRISTÃOS LEIGOS E LEIGAS. “Nasceu a Igreja com a missão de expandir o Reino de Cristo por sobre a terra ...” (Vat II, AA 2). “Para isto existe a Igreja: para o Reino de Deus, que o Cristo glorificado, na força do Espírito, continua a realizar na história humana...” (CNBB 62, 76). Os cristãos leigos e leigas, “homens e mulheres do mundo no coração da Igreja e homens e mulheres da Igreja no coração do mundo” (cf. P 786 e DAp 209), “participantes da realeza de Cristo, devem trabalhar pela promoção da pessoa humana e para santificar as realidades temporais, testemunhando que Cristo Rei é Libertador e Salvador do homem todo e de todos os homens”(AA 2). Oferecemos, a seguir, dois encontros de reflexão e propostas de acréscimos à Celebração ( Missa ou Celebração da Palavra ) na Solenidade de Cristo Rei, que é o Dia dos Cristãos Leigos e Leigas e que, neste ano, é também o encerramento do Ano da Fé. ( por:- Laudelino Augusto dos Santos Azevedo) Terceira Hora Órgão Informativo do Conselho Nacional do www.cnlb.org.br Laicato do Brasil - Comissão de Comunicação CNLB e Colaboradores Marilza Schuina - Laudelino A. S. Azevedo - Luis A. Ferreira Sonia Oliveira - Silvestre S. Lima - Carlos Signorelli César Rocha - Pedro Caldeira - Reinaldo Oliveira, Cristiano Signorelli, Cristiane Pichinin - Adelino Alexandre Tiragem :- 1000 Exemplares.
  3. 3. Primeiro Encontro Terceira Hora - Informativo do CNLB - Edição Especial - Novembro de 2013 03 Breve Histórico da Organização do Laicato (Importante: Acolhida, canto, oração inicial e abertura Preparar com antecedência) 01 UM FATO DA VIDA No mês de junho, houve no Brasil, de ponta a ponta, grandes manifestações populares. Excluindo o vandalismo que ocorreu em algumas e a reação violenta das forças de segurança, foram ações muito legítimas de cidadania e de indignação ética., exigindo direitos e denunciando a corrupção. Em uma localidade, durante a caminhada que reuniu milhares de pessoas, foi aberta a palavra. Um membro da presidência do CNLB, ali presente, deu uma mensagem com algumas considerações, apoio e incentivo. Após a manifestação, quando já estava saindo, foi abordado por um casal que disse: ¬ “Você foi apresentado como sendo do Conselho Nacional de Leigos. Nós gostamos de sua mensagem, também somos católicos e participamos da paróquia. Você pode nos explicar melhor sobre o que é o Conselho de Leigos?” Conversaram por um tempo, trocaram e-mails e, agora, o casal está participando da organização em sua diocese. 02 ENTRANDO NO DEBATE: 1) E você, já ouviu falar do Conselho Nacional do Laicato do Brasil? O que sabe do CNLB? 2) O que você conhece da história da organização dos Cristãos Leigos? Partilhe com o grupo. 03 A PALAVRA DE DEUS ILUMINA A VIDA: 1) Acolher a Bíblia com um canto; 2) Ler, pausadamente, Mt 5, 13-16; 3) Interiorização; 4) Partilha – comentários vivenciais relacionados com o tema. 04 UM APOIO PARA O GRUPO: História recente da Organização dos Cristãos Leigos e Leigas no Brasil (bem resumido) Em 1953, na 1ª Assembleia Geral Ordinária da CNBB, já tratou do tema “Apostolado dos Leigos” e a Ação Católica era a expressão do laicato no Brasil. De 1962 a 1965, realizou-se o Concílio Ecumênico Vaticano II que explicitou a eclesiologia do “Corpo Místico de Cristo”, presente e atuante na história como “Povo de Deus”, peregrino, com ênfase na teologia do laicato. (cf. LG 31 e 32). Na 10ª AGO da CNBB, em 1970, com a extinção da Ação Católica no período militar, foi constatada a necessidade da criação de um organismo que articulasse e representasse o laicato. Em 1975, numa Assembleia que reuniu cristãos leigos e Leigas de movimentos apostólicos, associações e entidades laicais, foi criado o CNL, então Conselho Nacional de Leigos, com a aprovação dos Estatutos e eleição da direção. A presidência ficou a cargo de Hélio Amorim, representante do Movimento Familiar Cristão. Em 1987, em preparação para o Sínodo Mundial dos Bispos sobre os Leigos, foi realizado o I Encontro Nacional de Leigos – ENAL, em Mariápolis, SP. A Exortação Apostólica “Christifideles Laici – Vocação e Missão dos Leigos na Igreja e no Mundo”, de João Paulo II, fruto do Sínodo, foi um grande estímulo para a organização. Daí para a frente, começaram a se organizar os Conselhos Regionais, Arquidiocesanos e Diocesanos, com aumento de participação de comunidades, movimentos e entidades laicais. Fundamental para a consciência da identidade, vocação, espiritualidade e missão dos cristãos leigos, bem como dos demais membros do Corpo de Cristo, foi a realização, em 1991, em Itaici, da Primeira Assembleia Nacional dos Organismos do Povo de Deus, reunindo cristãos bispos, presbíteros, diáconos, religiosos e religiosas, consagrados e consagradas, leigos e leigas, representantes dos Organismos de Comunhão. (CNBB, CNP, CND, CRB, CNIS e CNL). Em 1992, a IV Conferência Geral do CELAM, em Santo Domingo, deu grande incentivo, destacando a vocação e missão dos leigos e assumindo o compromisso de “promover os conselhos de leigos, em plena comunhão com os pastores e adequada autonomia ...”(DSD 98). Outro impulso foi a elaboração, com participação das bases, em 1998 e 1999, do Documento 62 da CNBB : “Missão e Ministérios dos Cristãos Leigos e Leigas”. Com o crescimento do Organismo, um novo estatuto foi aprovado, dinamizando as ações e mudando o nome para Conselho Nacional do Laicato do Brasil – CNLB. Vale lembrar que, por um curto espaço de tempo, o nome foi “Conselho Nacional de leigos e leigas católicos do Brasil (CNL)”, como consta no Documento 62, 192. Já foram realizados 5 Encontros Nacionais, outros tantos nos Regionais e nas Arquidioceses e Dioceses. Estamos preparando o VI ENAL que será realizado em 2015, em Mariápolis, SP. A XXXII Assembléia Geral Ordinária do CNLB, realizada em junho de 2013, em Cuiabá, deliberou que uma prioridade será a criação e/ou fortalecimento dos CNLBs Diocesanos. Nos últimos anos, em parceria com a Comissão Episcopal para o Laicato, temos realizado reuniões e encontros com cristãos leigos e leigas de movimentos, associações laicais nascidas de carismas de congregações e ordens religiosas e de comunidades novas, tão florescentes no Brasil e no mundo. Uma grande expectativa, também, é a 52ª AGO da CNBB em 2014, que terá o laicato como tema prioritário. 05 TESTEMUNHANDO VIDA NOVA: 1) Aprofundar no conhecimento da identidade, vocação, espiritualidade e missão dos cristãos leigos e leigas Documentos do Concílio, Christifideles Laici, CNBB 62 , site do CNLB (www.cnlb.org.br); 2) Preparar o próximo encontro. 06 ORAÇÃO CONCLUSIVA Elaboração e Sugestões dos Encontros e Celebração Laudelino Augusto dos Santos Azevedo
  4. 4. 04 Segundo Encontro Terceira Hora - Informativo do CNLB - Edição Especial - Novembro de 2013 Conselhos Diocesanos (Importante: Acolhida, canto, oração inicial e abertura Preparar com antecedência) 01 UM FATO DA VIDA Na Semana Missionária em preparação para a Jornada Mundial da Juventude, um grupo de jovens, inclusive alguns estrangeiros, foram acolhidos numa Paróquia onde, além das atividades pastorais e litúrgicas, participaram de reuniões de Conselhos Municipais de Políticas Públicas, Associações de Moradores e até de um mutirão de limpeza em um bairro de periferia. Alguns foram também acompanhar uma reunião da Câmara de Vereadores. Na avaliação, alguns demonstraram surpresa com a programação realizada, argumentando que pensavam que seriam só “atividades religiosas”. Os animadores da Semana justificaram afirmando que esta é a autêntica identidade, vocação, espiritualidade e missão dos cristãos leigos e leigas e apresentaram o CNLB da Diocese. De coração aberto e motivados pela Jornada que participariam, todos entenderam e alguns assumiram o compromisso de, em suas dioceses de origem, aprofundar a questão e ajudar a criar o Conselho. 02 ENTRANDO NO DEBATE: 1) Que conclusões podemos tirar deste “fato da vida” ? 2) Em sua Arquidiocese ou Diocese, existe o Conselho de Leigos? Como funciona? sagrados nos Institutos Seculares) e faltava o organismo 3) Se ainda não existe, o que fazer para criar o CNLB na representante dos cristãos leigos e leigas, que foi criado Arquidiocese ou Diocese ? em 1975, o CNLB. São os chamados “Organismos de Comunhão”. Para esta consciência de Igreja, muito 03 A PALAVRA DE DEUS ILUMINA A VIDA: têm contribuído as Assembleias Nacionais dos Organis1) Acolher a Bíblia com um canto; mos do Povo de Deus, das quais já foram realizadas oito, 2) Ler, pausadamente, I Cor 12, 4-7. 12-14; desde 1991. 3) Interiorização; A Conferência de Santo Domingo assumiu: “Promover 4) Partilha – comentários vivenciais relacionados com o os conselhos de leigos, em plena comunhão com os pastema. tores e adequada autonomia, como lugares de encontro, diálogo e serviço, que contribuam para o fortalecimento da unidade, da espiritualidade e da organização do 04 UM APOIO PARA O GRUPO: laicato”(DSD 98). O Documento 62 enfatiza: “É desejáO Concílio Ecumênico Vaticano II, na Constituição vel que em sua missão os cristãos leigos, superando evenDogmática “Lumen Gentium”, sobre a Igreja, ensina que tuais divisões e preconceitos, busquem valorizar suas os cristãos leigos “pelo Batismo foram incorporados a Cris- diversas formas de organização, em especial os conseto, constituídos no Povo de Deus e a seu modo feitos lhos de leigos, em todos os níveis”(62, 191). Na recente partícipes do múnus sacerdotal, profético e régio de Cristo, Conferência de Aparecida, nossos pastores reafirmam: pelo que exercem sua parte na missão de todo o povo cris- “Reconhecemos o valor e a eficácia dos Conselhos parotão na Igreja e no mundo”. (LG 31). quiais, Conselhos diocesanos e nacionais de fiéis leigos, O Documento 62 da CNBB – Missão e Ministérios dos porque incentivam a comunhão e a participação na IgreCristãos Leigos e Leigas, explicita um pouco mais afirman- ja e sua presença ativa no mundo. A construção da cidado que “a missão evangelizadora da Igreja é realizada por dania, no sentido mais amplo, e a construção da todo o povo de Deus, com sua variedade de vocações e eclesialidade nos leigos, é um só e único ministérios - ministros ordenados, consagrados e consagra- movimento”(DAp 215). das, leigos e leigas - que se harmonizam, sem confundir-se, O Papa Francisco, em suas alocuções e homilias, tem na realização da tarefa comum”.(62, 62). insistido numa presença mais qualificada e atuante da Para que se harmonizem, sem confundir-se, os membros Igreja nas realidades do mundo. Isto será cada vez mais do Povo de Deus devem ter consciência clara, cada qual possível e eficaz na medida em que, organizados e em segundo sua vocação, carisma e ministério, de sua identi- comunhão, formos fiéis ao Evangelho. dade e missão no Corpo que é a Igreja, cuja Cabeça é Cris- 05 TESTEMUNHANDO VIDA NOVA: to, e no mundo. Daí, a importância dos Organismos que articulam, organizam e 1) Decidir com o grupo um projeto para criar ou fortalerepresentam os membros do Corpo de Cristo segundo o cer o CNLB em sua Arquidiocese ou Diocese; 2) Preparar a Celebração para o Dia dos Cristãos Leigos seu estado de vida. Já vimos no 1º Encontro, que, em 1970, em sua 10ª AGO, a e leigas; CNBB propôs a criação de um Organismo que representas- 06 ORAÇÃO CONCLUSIVA se o laicato. Já havia a CNBB, que reúne os cristãos bispos, (Canto e abraço da paz) a CRB (cristãos religiosos e religiosas), CNP (cristãos Elaboração e Sugestões dos Encontros e Celebração presbíteros), CND (cristãos diáconos), CNIS (cristãos conLaudelino Augusto dos Santos Azevedo
  5. 5. Proposta Terceira Hora - Informativo do CNLB - Edição Especial - Novembro de 2013 05 Celebração para o Dia do Leigo e da Leiga 01 Orientações A Celebração da Solenidade de Cristo Rei e do Dia dos Cristãos Leigos e Leigas conjuntamente é uma celebração da Igreja como um todo e não apenas do laicato. Por isso, devem procurar com bastante antecedência as Equipes de Celebração que normalmente preparam e animam a Liturgia nos Domingos. Neste ano, também se celebra o encerramento do “Ano da Fé” proclamado por Bento XVI : “À luz de tudo isso, decidi proclamar um Ano da Fé. Este terá início a 11 de outubro de 2012, no cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II, e terminará na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, a 24 de novembro de 2013". (Porta Fidei 4). O que segue, portanto, são propostas que podem ser assumidas no todo ou em parte, tanto para as Missas como para as Celebrações da Palavra. 02 Motivação Inicial 1) Além da motivação da Solenidade Litúrgica, acrescentar o encerramento do Ano da Fé e do Dia dos Cristãos Leigos e Leigas; 2) Na Procissão de Entrada, alguns leigos e leigas levando a Bíblia, o Círio Pascal (Ano da Fé), o Compêndio do Vaticano II, o Catecismo da Igreja Católica (20 anos), o Documento Catequese Renovada (CNBB 26 – 30 anos), O Documento 62 (CNBB), a Carta Apostólica “Porta Fidei” e flores. 03 Ato Penitencial Incluir pedidos de perdão relacionados à falta de conhecimento e vivência da fé e à falta de consciência e formação dos cristãos leigos e leigas e também perdão pelo “clericalismo” ainda forte na Igreja. Sugestão para Homilia Além dos textos bíblicos proclamados e das motivações do dia, sugerimos os itens 75 e 76 do Documento 62 da CNBB, que falam do Reino de Deus. Orientações para os Grupos 1 – Este subsídio é uma proposta de reflexão sobre os Conselhos Diocesanos de leigos (CNLBs Diocesanos), que são uma prioridade tendo em vista a organização do laicato e a preparação para a Assembleia da CNBB para o próximo ano. São dois encontros com um “fato da vida”, perguntas para debate, “Palavra de Deus”, um texto de “apoio para o grupo” e propostas de compromissos. Duas páginas estão em aberto para que sejam preenchidas localmente, com notícias, informações, textos, fotos e motivações de acordo com a realidade. Para um melhor aproveitamento, sugerimos: · É importante que os encontros e a Celebração sejam preparados com antecedência; · A Oração Inicial e conclusiva, bem como os cantos, devem ser preparados de acordo com a realidade local; · Será oportuno fazer uma ampla divulgação através de cartazes, faixas, convites a grupos e nas Celebrações da semana anterior ao dia; 04 Pedidos da Comunidade Acrescentar pedidos referentes a cada motivo da Celebração. Profissão de Fé Sendo o encerramento do Ano da Fé, propomos que se faça a renovação das promessas batismais utilizando o texto da Vigília Pascal com as devidas adaptações e acréscimos. 05 Apresentação das Oferendas Junto com o pão e o vinho, uma família e representantes das pastorais, ministérios leigos, movimentos, comunidades novas, trabalhadores e trabalhadoras com símbolos dos trabalhos que executam na comunidade. 06 Depoimentos Antes da Benção final, se for o caso, alguns breves depoimentos de cristãos leigos e leigas. 07 Benção Final 1) Preparar uma Oração de Envio dirigida aos cristãos leigos e leigas presentes, enfocando sua identidade, vocação, espiritualidade e missão na Igreja e no mundo; 2) Benção solene própria do dia. 2 – A Celebração do Dia dos Cristãos Leigos e leigas se tornará uma realidade nacional na medida em que nós o promovermos nas comunidades, paróquias e dioceses, com participação das pastorais, movimentos, comunidades novas e associações laicais. No entanto, precisamos ocupar também, cada vez mais, os espaços nos meios de comunicação: rádios, jornais, televisão etc. 3 – No 3º Domingo do Advento, será realizada em todo o país a “Coleta para a Evangelização” de cujo montante arrecadado um percentual será repassado para a organização do laicato nos níveis diocesano, regional e nacional, para a manutenção dos Conselhos e para projetos de formação e outras atividades relacionadas. Desde já, vamos nos preparar para que esta coleta seja suficiente para atender às demandas da Igreja no Brasil. por:- Laudelino Augusto dos Santos Azevedo
  6. 6. 06 Terceira Hora - Informativo do CNLB - Edição Especial - Novembro de 2013 Creio na Vida Eterna “Eu sou a ressurreição e a vida” O que nos acontecerá quando morrermos? O que é o Juízo Universal e o Pessoal? Na morte, separaram-se o corpo e a alma. O corpo decompõe-se, enquanto a alma vai ao encontro de Deus e espera que no juízo final, seja unida ao seu corpo ressuscitado (CIC 992-1004, 1016-1018) O ‘como’ da ressurreição do nosso corpo é um mistério. Pode ajudar-nos a entendê-lo a seguinte metáfora: observando um bulbo de tulipa, podemos não reconhecer para quão belíssima flor ele se desenvolverá na terra escura. Do mesmo modo, não sabemos de nada sobre o aspecto futuro do nosso corpo novo. São Paulo está, contudo, seguro: “semeado desprezível, ressuscita glorioso” (1Cor 15,43ª) O chamado Juízo Especial ou Pessoal sucede à morte do indivíduo. O Juízo Universal, também chamado último ou final, sucede no Último dia, ou seja, no fim do mundo, quando do regresso do Senhor. [CIC. 10211022] Na morte, cada pessoa chega ao momento da Verdade. Nessa altura, nada mais pode ser reprimido ou ocultado, nada mais pode ser alterado. Deus vê-nos tal como somos. Comparecemos perante o seu julgamento ‘justificador’, por que na proximidade santa de Deus somos ou ‘justos’, como Deus queria quando nos criou, ou ‘injustos’. Talvez tenhamos de passar por um processo de purificação, talvez possamos cair logo nos braços de Deus. Talvez, porém, estejamos t5ão cheios de maldade, de ódio, de um profundo ‘não’ a tudo, que apartemos a nossa face do amor de Deus para sempre. Uma vida sem amor é nada mais que o inferno. Por que cremos na ressurreição dos mortos? Cremos na ressurreição dos mortos, porque Cristo ressuscitou dos mortos, vive para sempre e faz-nos participantes dessa vida eterna. [CIC. 988-991] Quando uma pessoa morre, o seu corpo é sepultado ou cremado. Contudo, cremos que existe, para essa pessoa, uma vida depois da morte. Jesus revelou-se, na sua ressurreição como Senhor da morte; a sua palavra é fidedigna: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em mim, ainda que tenha morrido, viverá” (Jo 11,25) O que é a vida eterna? A vida eterna começa no Batismo. Atravessa a morte e não tem fim. [CIC 1020] Quando estamos apaixonados, não queremos que isso termine. “Deus é amor”, diz-nos a primeira carta se São João (1 Jo 4,16). “O amor” como diz a primeira carta de São Paulo aos Coríntios, “nunca termina” (1 Cor 13,8) Deus é eterno porque Ele é amor; e o amor é eterno, porque é divino. Quando estamos no amor, entramos na infinda presença de Deus. O que é o Paraíso? Este mistério de comunhão bem-aventurada com Deus e com todos os que estão em Cristo supera toda compreensão e toda imaginação. A Escritura fala-nos dele em imagens: vida, luz, paz, festim de casamento, vinho do Reino, casa do Pai, Jerusalém celeste, Paraíso. “O que os olhos não viram os ouvidos não ouviram e o coração do homem não percebeu, isso Deus preparou para aqueles que o amam” (1 Cor 2,9). (CIC 1027). Fonte - Evangelho/CIC
  7. 7. Terceira Hora - Informativo do CNLB - Edição Especial - Novembro de 2013 07 “No entardecer de nossa vida, seremos julgados sobre o amor”. (São João da Cruz) O que é purgatório? Quais as condições para receber a Indulgência? O purgatório frequentemente imaginado como um lugar é antes um estado. Quem morre na graça de Deus (isto é, em paz com Deus e com os outros), mas ainda necessita de purificação para poder estar face a face diante de Deus, passa por um purgatório [CIC. 1030-1031]. Quando São Pedro traiu Jesus, o Senhor voltou se e olhou para ele “e, saindo Pedro para fora chorou amargamente” (cf. Lc 22,6 1ss) Trata-se aqui de um sentimento “como no purgatório”. Provavelmente a maioria de nós espera, no momento da morte, um purgatório como este: o Senhor olhanos cheio de amor e nós sentimos uma ardente vergonha e um doloroso arrependimento pelo nosso comportamento mau ou ‘simplesmente’ insensível. Só após esta dor purificada seremos capazes de nos encontrar com o seu olhar amoroso numa pura alegria celestial. No dia de Finados – 2 de Novembro: Visita ao cemitério ou a uma igreja, oração pelos finados, Profissão de Fé (Creio). Confissão (do mês) e comunhão sacramental, oração pelo Papa (pode ser Pai Nosso, Ave Maria, Glória, ou outra oração). Do dia 1º até o dia 8 de Novembro. Visita a um cemitério, oração pelos falecidos, oração pelo Papa, confissão (do mês) e comunhão sacramental. O que é o inferno? O inferno é o estado da eterna separação de Deus, a absoluta ausência do amor [CIC 1033-1037]. Quem morre em pecado grave, pleno de consciência e vontade e sem disso se arrepender, rejeitando o amor de Deus, que perdoa com misericórdia, exclui-se para sempre da comunhão com Deus e com os Santos. Não sabemos, é certo, se alguém, no momento da morte, contemplando o amor absoluto, lhe pode realmente dizer ‘não’. A nossa liberdade, porém, possibilita tal decisão. Jesus adverte constantemente para o fato de nos poder separar dele, fechando-nos às carências dos nossos irmãos e irmãs: “Afastai-vos de Mim, malditos! [...] Quantas vezes o deixastes de fazer a um dos Meus irmãos mais pequeninos, também a Mim o deixaste de fazer” (Mt 25,41-45). Podemos ajudar os falecidos que se encontram no estado do purgatório? Sim, visto que todos os batizados constituem uma comunhão em Cristo e estão mutuamente ligados, os vivos também podem ajudar as almas dos falecidos que se encontram no Purgatório. [CIC 1032]. Quando uma pessoa morre, não pode fazer mais nada por si. O tempo da prova expirou. Mas nós podemos fazer algo pelos falecidos que estão no Purgatório. O nosso amor estende-se até o Além. Através do nosso jejum, da nossa oração, das nossas boas obras e, acima de tudo, da celebração da Santa eucaristia podemos togar graça para os falecidos. O que é a Indulgência? “A indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, (remissão) que o fiel bem-disposto obtém, em condições determinadas, pela intervenção da Igreja que, como dispensadora da redenção, distribui e aplica por sua autoridade o tesouro das satisfações (isto é, dos méritos) de Cristo e dos santos”. “A indulgência é parcial ou plenária, conforme liberar parcial totalmente da pena devida pelos pecados”. Todos os fiéis podem adquirir indulgência (...) para si mesmos ou aplicá-las aos defuntos. Profissão de Fé (Símbolo Niceno – Constantinopolitano) Creio em um só Deus. Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado e não criado, consubstancial ao Pai. Por Ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para a nossa salvação, desceu dos céus: e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as escrituras; e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim. Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: ele que falou pelos profetas. Creio na Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica. Professo um só batismo para remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos; E a vida do mundo que há de vir. Amém
  8. 8. 08 Colegiado CNLB Terceira Hora - Informativo do CNLB - Edição Especial - Novembro de 2013 Colegiado deliberativo do CNLB realizou encontro em São Paulo * Comissão de Comunicação Agentes leigos/as do colegiado deliberativo do Conselho Nacional do Laicato do Brasil, realizaram um encontro, nos dias 19 e 20 de outubro, na Casa do Apostolado Salvatoriano, no Jabaquara/SP. Após chegada e recepção dos/as participantes no dia 19, com um momento de oração seguido das boas vindas pela presidente do CNLB – Marilza José Lopes Schuina tiveram início os trabalhos. Carlos Sgnorelli – da Comissão de Acompanhamento Permanente (CAP), fez uma exposição sobre a Conjuntura Eclesial, onde abordou aspectos históricos, contextualizados com o momento atual, e depois abrindo para perguntas e acréscimos. Em seguida o Laudelino Augusto dos Santos Azevedo – vice presidente do CNLB, falou sobre a Carta de Princípios, explicando que a fala não tinha o objetivo de reescrever/emendar o texto atual, mas para uma reflexão pois a mesma foi escrita em 1991. Durante sua fala, com intervenções dos participantes foram elencadas algumas sugestões que mostraram ao Colegiado a necessidade de uma atualização para a Carta de Princípios do CNLB. Aqui também no final da fala, houve espaço para idéias colaborativas sobre o assunto. Após o almoço, no retorno a presidente Marilza fez alguns informes e falou da solenidade acontecida em Pelotas/ RS, quando ali foi celebrado os 40 anos do CNLB Regional Sul III. Em seguida, após reunião das comissões, foi aberto para cada uma – CAP, Formação, Fé e Política, Comunicação e Juventude, fizessem uma exposição dos seus trabalhos e atividades programadas para 2014. No relato das comissões alguns assuntos pontuais foram colocados com mais detalhes para os participantes do Colegiado. Também foi apresentada a boa novidade da formação da Comissão Nacional de Juventude, que em sua formação é composta por Edilene Benedita de Souza, Patrícia Teixeira Moschen, Nelson Gonçalves e Elson Jufra. Na seqüência o Antonio Geraldo Aguiar – do Setor Leigos da CNBB e do CEFEP fez a exposição de assuntos ligados ao Setor Leigos, bem como uma grande programação de eventos – publicação de livros, encontros, simpósios e seminários nos mais diversos Estados, e dos cursos programados no CEFEP para 2014. Logo após esta exposição, o encontro prosseguiu com uma grande contribuição do CNLB, com sugestões para o Caderno de Estudos 104 – Paróquia: Comunidade de Comunidades, aprovado pelo Colegiado e que será encaminhado para a CNBB. O dia foi encerrado com mais informes seguido de jantar e a tradicional confraternização. O dia 20 teve início com a bela e participativa celebração eucarística presidida pelo padre Paulo Floriani, onde na homilia, com apoio das Palavras e Evangelho proclamados, falou direto aos/as leigos/as e da missão no mundo. Falou um pouco do seu trabalho na África, pedindo oração para os cristãos daquele país. Co-presidiram a celebração o padre Raul Gomes e o diácono Rafael Santos – todos da Ordem dos Salvatorianos. Em seguida todos participaram do café da manhã, seguido dos trabalhos do dia que constou de encaminhamentos, informes e oração final. Encerrando a presidente Marilza agradeceu a presença de todos, e dirigiu uma palavra de incentivo e fé para que todos continuem firmes na missão de levar a evangelização aos seus Regionais. (*Comissão de Comunicação: Reinaldo Oliveira - texto, e fotos de Adelino Alexandre - Cristiano Signorelli e Cristiane Pichinin)
  9. 9. inFormação Terceira Hora - Informativo do CNLB - Edição Especial - Novembro de 2013 09 Encontro de Formação para Leigos e Leigas do Regional Oeste 1 Os cristãos Representantes das dioceses de Navirai, Dourados e Coxim participaram, em Campo Grande-MS, de 16 a 18 de agosto de 2013, no Regional Oeste 1 da CNBB de um Encontro de Formação do Conselho Nacional do Laicato do Brasil CNLB 01. O encontro contou com a assessoria de Marilza Schuina, presidente do CNLB, que apresentou o documento de estudo “Os Sinais dos Tempos e o Agir Cristão” - para o VI Encontro Nacional que irá acontecer em 2015 – em São Paulo, por ocasião das comemorações dos 50 anos do Concílio Vaticano II. O CNLB Regional Oeste 1, atendendo os desafi(Texto e Foto Adelino Alexandre Lopes) os saídos da XXXII AGO do CNLB, maio de 2013 em Cuiabá-MT., dá os primeiros passos para sua rearticulação no sentido de organização do laicato no Mato Grosso do Sul. De 31/08 a 01/09, aconteceu em Porto Alegre, Rio Grande do SUL- Regional Sul III, o encontro de formação dos leigos e leigas e a assembléia geral que elegeu a nova presidência do regional. Representantes leigos das Dioceses e das instituições leigas filiadas (pastorais, movimentos, novas comunidades) do Estado refletiram o tema “Leigos e leigas construtores do Reino: sua organização para uma ação política comprometida com os valores evangélicos” à partir do Concílio Vaticano II e da retomada histórica da constituição do Conselho Nacional de Leigos do Brasil e do Conselho Regional de Leigos do Rio Grande do Sul. A assessoria foi de Marilza Lopes Schuina - presidente do Conselho Nacional dos Leigos do Brasil e Antonio Geraldo Aguiar, assessor do Setor Leigos da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da CNBB. A nova presidência do regional ficou assim constituída: Mosart Longhi - Comunidade Oásis - presidente, Simonne Pegoraro - Diocese de Caxias do Sul - secretária e Jorge Eduardo Carvalho - Diocese de Cachoeira - tesoureiro; mais Edi Pradier - Diocese de Pelotas - Vice Presidente, Maria Beatriz Ferreira - Diocese de Pelotas - suplente secretaria e Vanderlei Andreolla - Diocese de Caxias do Sul - suplente tesouraria. O encontro contou com a participação de Dom Remidio Jose Bohn, bispo referencial do laicato no Rio Grande Do Sul. Fonte - Informativo CNLB Outubro 2013 por:- César A. Rocha - Presidente CNLB NE I Encontro de Formação e Assembleia CNLB Regional Sul III Eleita a nova presidência do CNLB - Diocese de Tianguá- NE I O CNLB - Diocese de Tianguá/CE realizou no dia 24/08/ 2013 - (Dia do Catequista e da vocação laical), no Centro Missionário São José, a sua III Assembleia Diocesana, refletindo sobre o tema: “O Protagonismo dos leigos e leigas a partir do Concílio Vaticano II”. O evento contou com a presença de 40 representações de todos os movimentos, pastorais e organismos da diocese, bem como das expressões laicais do mundo específico: escolas, sindicatos, ONGs dentre outros... A assembléia contou com a assessoria de João Facundo da arquidiocese de Fortaleza/CE, estudante de teologia, que refletiu o tema central da assembleia, salientando a importância da vocação e missão dos leigos e leigas tendo como referência a constituição dogmática “Lumen Gentium” do Concílio Vaticano II e de Pedro Cadeira, membro do CNLB/NE I, que resgatou a história da organização do laicato desde a Ação Católica até os dias de hoje, mostrando como estão os organismos do Povo de Deus, destacando o CNLB. A III Assembleia Diocesana do CNLB foi encerrada com a escolha da nova presidência e conselho fiscal para o triênio 2013-2016. Eis o resultado da eleição: Presidente: João Batista de Morais – CEBs; Vice-Presidente: Maria Iracema Medeiros - Pastoral Catequética; Secretário: Carlos Jardel dos Santos – CEBs; Vice-Secretário: Leandro de Jesus Araújo – COMIDI; Tesoureiro: Antônio Pinheiro do Nascimento - Sindicato do Trabalhadores Rurais; Vice-Tesoureiro: João Batista - Pastoral da Criança.
  10. 10. 10 inFormação Terceira Hora - Informativo do CNLB - Edição Especial - Novembro de 2013 Conversão Pastoral – Encontro Formação Leigos e Leigas do CNLB Oeste 1 – Anaurilândia-MS “Aparecida evoca a conversão pastoral, em relação ao modelo de evangelização: A conversão pastoral de nossas comunidades exige ir mais além de uma pastoral de mera conservação; passar para uma pastoral decididamente missionária” (n. 370). A convite de Pe. Israel, da Paróquia São João Batista, AnaurilândiaMS., e do leigo Ronaldo, o Coordenador da Equipe de Articulação do CNLB (Conselho Nacional do Laicato do Brasil) Regional Oeste 1, Adelino Alexandre Lopes (da Diocese de Coxim) esteve nos dias 04 a 06 de outubro, num encontro de formação para os leigos. “Nossa vivência pastoral e religiosa é como um papel em branco – à medida em que vamos recebendo conhecimento, amadurecemos e devemos colocar este aprendizado a serviço dos irmãos” Em sua apresentação, Alexandre, após ter solicitado para que os participantes expressassem, por escrito, quais eram as expectativas com relação ao encontro de formação, falou sobre a importância e a necessidade de uma Conversão Pastoral e do desafio em assumir uma atitude permanente de “conversão pastoral” e de “renovação eclesial e também da necessidade de sermos uma Igreja em estado permanente de missão. Como sacramento do Reino, na precariedade da história, a Igreja precisa estar em contínuo processo de renovação, tanto em seu “ser” como em seu “fazer”. “A Igreja precisa mudar, constantemente, para ser sempre a mesma” (Dom Hélder Câmara). A conversão na consciência concerne a cada batizado no seio da Igreja, inserida no mundo, pois uma comunidade é mais que a mera soma de seus membros. A Igreja também é sujeito e, portanto, igualmente objeto de conversão. Conversão pastoral é essencialmente mudança no âmbito das práticas, da ação eclesial, para que as respostas dadas pela Igreja, a partir da fé, correspondam a perguntas reais e façam da Palavra de Deus “palavra de salvação para nós hoje”. Uma renovada pastoral urbana - Para uma conversão pastoral, se faz necessário: - “um estilo de ação adequado à realidade urbana, em sua linguagem, estruturas, práticas e horários”; - um plano pastoral “orgânico e articulado, que incida sobre o conjunto da cidade”; estratégias para chegar aos “condomínios fechados, edifícios residenciais e favelas”; - uma maior presença nos “centros de decisão da cidade, tanto nas estruturas administrativas como nas organizações comunitárias” (n. 518). Um consistente programa de formação - Para uma conversão pastoral, se faz necessária uma “decidida opção pela formação dos membros de nossas comunidades” (n. 276). Não antes ou depois, mas “na missão” (n. 278c). Especialmente “bíblica e nos conteúdos da fé” (n. 226), para que, através de uma “formação crítica” (n. 486f) e uma “consciência crítica” (n. 499), colaborem para a transformação do mundo (n. 280d). Os planos de pastoral devem “favorecer a formação de um laicato capaz de atuar como verdadeiro sujeito eclesial e competente inter-locutor entre a Igreja e a sociedade” (n. 497). A co-responsabilidade dos batizados, em uma Igreja toda ela ministerial segundo o Vaticano II, todo o Povo de Deus é um povo profético, sacerdotal e régio, que tem o batismo como fundamento de todos os demais ministérios. Por isso, urgem processos de tomada de decisões relativas à pastoral, que contemplem a participação de todos, na co-responsabilidade de todos os batizados na obra da evangelização. Destaca Aparecida a necessidade de promover “o protagonismo das mulheres”, com ministérios e sua “efetiva presencia nas esferas de planejamento e decisão” (n. 458). “Vinho novo, em odres novos”. Ver até que ponto o “ser” da Igreja (organização, estruturas) é suporte ao seu “fazer” no contexto atual. Renovar a paróquia - A paróquia é célula viva da Igreja, mas necessita uma vigorosa renovação, para que seja: * espaço de iniciação cristã; * educação e celebração da fé, aberta à diversidade dos carismas, serviços e ministérios; * organizada de maneira comunitária e responsável; * integradora dos movimentos; * aberta à diversidade cultural e a projetos pastorais supra-paroquiais e das realidades circundantes (n. 170). A conversão pastoral exige também mudança de atitudes, desprendimento, entendimento e partilha. Nesse sentido Alexandre realizou a dinâmica do Balão/Bombom. “Não devemos deixar que a forma pontiaguda do nosso autoritarismo (palito), a falta de diálogo (entendimento) estoure os balões de nossas boas obras (ações)” O conhecimento adquirido ao longo do tempo (representado pelas rugas do papel amassado) torna-nos mais conscientes e engajados na realização de nossas tarefas cotidianas. (Adelino Alexandre LopesMembro Equipe Articulação CNLB Oeste I)
  11. 11. Fé e Política Terceira Hora - Informativo do CNLB - Edição Especial - Novembro de 2013 11 Curso de Formação Política para Cristãos Leigos e Leigas O Centro Nacional de Fé e Política “Dom Helder Câmara” (CEFEP) é uma iniciativa da CNBB – um serviço à Formação Política dos cristãos leigos e leigas, sob a presidência da Comissão Episcopal para o Laicato. Tem três eixos: Curso Nacional de Formação Política; Rede de Assessores; Articulação das Escolas Locais de Fé e Política. OBJETIVOS O Curso tem como objetivo: * Formar cristãos leigos e leigas para a missão política, favorecendo-lhes a aquisição de competência e habilitação para agir como cristãos no complexo campo da política. * Fomentar em nosso país um pensamento social cristão à luz do Ensino Social da Igreja e dos valores evangélicos; DESTINATÁRIOS * Lideranças das comunidades eclesiais, pastorais sociais, movimentos, conselhos de leigos e organismos; * Participantes de organizações e movimentos sociais; pretendentes a cargos em instâncias políticas. * Militância política: sindical, popular, partidária, conselhos municipais paritários e outras áreas; “Se a política é fazer que os direitos humanos fundamentais sejam reconhecidos por todos, esta política não é somente um direito, mas um dever para a Igreja.” Dom Helder Câmara Inscrições para o Curso 2014 - 2015 Do dia 01/08 a 31/10/2013, através da secretaria do CEFEP, pode fazer a inscrição para a primeira parte presencial, colhendo a ficha no site: www.cefep.org.br. * Primeira etapa presencial (19/01 a 01/02/2014); * Educação a distância; * Segunda etapa presencial em janeiro de 2015. Taxas de inscrição e do curso (há possibilidades de conseguir bolsa de estudo); colher informações na secretaria - telefone e endereço eletrônico no rodapé desta página Critérios de Participação 1. Identidade cristã de vivência e participação; 2. Compromisso de participar das etapas previstas pelo curso e de realizar os trabalhos solicitados; 3. Conclusão do ensino médio (exceções serão analisadas); 4. Compromisso de ser agente multiplicador; 5. Carta de apresentação da entidade que o envia; 6. Conhecimento e acesso à internet para o curso a distância. Elementos Organizativos Duração: 360 horas em um ano e meio - 180h de curso presencial e 180h à distância, em parceria com a PUC - Rio/CCEAD. Local da parte presencial : Centro Cultural Missionário(CCM) Brasília DF - Vagas: 50 participantes - Certificados: de especialização ou de extensão universitária pela PUC-Rio. Integra o curso uma Monografia, com orientação específica Informações - Centro Nacional de Fé e Política “Dom Helder Câmara” - CEFEP * Francileudo Lacerda (Secretário) das 13h30 às 17h30 SGAN Quadra 905 Lote “C” 70.790-050 Fone/Fax: (61) 3349 46 23 e-mail: cefep@cefep.org.br - Site: www.cefep.org.br * Pe. José Ernanne Pinheiro (Secretário Executivo) Fone: (61) 2103 8300 Fax: (61) 2103 8303 e-mail: cefep@cnbb.org.br Programação Primeira etapa 15 dias (90 horas) * Leitura da relação Fé e Política na Bíblia e nos Padres da Igreja Primitiva; * Ensino Social da Igreja: princípios básicos; * História da Política e da Economia, e as grandes etapas do capitalismo; * História da formação social, econômica, política e cultural do Brasil; * A Legislação Eleitoral do Brasil; Noções de Bioética e sua atualização; * Projetos para o Brasil: Os Projetos dos partidos políticos e dos movimentos sociais; * Metodologia do trabalho científico. Segunda Etapa 15 dias (90 horas) * Cidadania e direitos humanos, nos últimos 50 anos, e a contribuição da Igreja neste processo; * Leitura da relação Fé e Política: no Vaticano II, nos documentos da Igreja na América Latina e no Brasil; * Alternativas e protagonistas – experiências educativas: Orçamento participativo e controle social; Conselhos Municipais de Direitos ou paritários; O trabalho e a economia solidária; Agroecologia e a economia sustentável; Agricultura familiar; Cultura de paz contra a Violência. * Relatos e análise de experiências de Escolas locais de Fé e Política
  12. 12. 12 Terceira Hora - Informativo do CNLB - Edição Especial - Novembro de 2013 Mural Fotográfico Eventos do CNLB Colegiado Deliberativo CNLB outubro/2013 Encontro de Foranias em Nova Andradina com Dom Ettore Dotti e Leigos em Anaurilândia/MS- CNLB Oeste 1 Celebração Eucarística comunidade Sta. Helena Pe. Israel e Dom Ettore Dotti - Bispo Referencial Oeste 1 Leigos no Encontro em Anaurilândia Encontro Formação Leigos no Regional Oeste 1 - em agosto de 2013 - Campo Grande-MS

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