1 fase comentada 2011

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1 Fase da Olimpiada de História do Brasil 2011 comentada pela Comissão Organizadora.

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1 fase comentada 2011

  1. 1. CENTRO DE ENSINO JOÃO MOHANA Prof. Wilfred Batista 1 FASE COMENTADA
  2. 2. QUESTÃO 01 ComentárioO texto utilizado é parte do catálogo da exposiçãofotográfica itinerante “Trabalho e trabalhadores do Brasil”. Apartir dele nota-se que a realidade dos trabalhadores,comumente mais estudada no que se refere às rotinas daprodução, à organização em sindicatos, à realização degreves ou à participação em movimentos cívicos, pode serpensada de forma mais ampla a partir do estudo dasformas de lazer e sociabilidade dos trabalhadores, dasmaneiras como eles mesmos se definem e diferenciam deoutros grupos sociais. Neste processo, que envolve namesma medida homens e mulheres, as experiências evalores compartilhados criam identidades de classe.
  3. 3. QUESTÃO 02 – ComentárioA questão convida o aluno a problematizar a situação eleitoral no contextoda República Velha através da charge de Storni para a revista CARETA(1927), que faz referência ao período conhecido como “política dosgovernadores”, que consistia basicamente num acordo entre o chefe doexecutivo federal e os governadores estaduais, segundo o qual estesapoiariam o presidente da Republica, em troca da autonomia dos estados.Nessa sociedade oligárquica e patriarcal, todos os meios eram válidos paraeleger deputados e senadores “fiéis”, inclusive a fraude eleitoral. Em trocao presidente não faria intervenções nos estados, viabilizando a manutençãono poder de certos grupos locais, representados por famílias de grandesposses. A prática da fraude eleitoral e da manipulação de votos em geralestava a cargo dos “coronéis”, que controlavam um verdadeiro “curral”eleitoral, utilizado conforme com os interesses do momento. Além do votode cabresto, como era conhecido esse voto dirigido, não eram raros osroubos de urnas, as intimidações e uso de violência na conquista de maisvotos.Devemos lembrar ainda que as fraudes eleitorais não cessaram com aRepublica Velha e que o advento democrático das eleições foi substituídopor um governo ditatorial que sedimentou um pensamento conservador emparte por se por como antídoto para a corrupção da “República Velha”.
  4. 4. QUESTÃO 03 – ComentárioTomando como pano de fundo a obra “O Cortiço” (1890) deAluísio Azevedo, o objetivo da questão era problematizarsobre as ideias presentes no texto. Em finais do século XIXos cortiços começam a aparecer aos olhos das elites e doshigienistas como uma “ameaça” que comprometia odesenho urbano das cidades brasileiras idealizado eespelhado nas metrópoles europeias. Para essainterpretação, nos cortiços vive uma coletividade queincomoda e que deve ser extirpada, coletividade esta que aomesmo tempo jamais é incluída de forma positiva dentro dosprojetos de urbanização e modernização.
  5. 5. QUESTÃO 04 – ComentárioComentárioA partir da leitura do texto era esperado que a equipe identificasseque o estereótipo do homem pré-histórico – vivendo em um mundoglacial, em cavernas, entre mamutes e dinossauros, com fome eincapaz de organizar-se – deve ser observado com desconfiança ejamais poderia ser aplicado aos primeiros habitantes do territóriohoje chamado Brasil. Essa imagem de homem primitivo, construídano século XIX e propagada pelos meios de comunicação no séculoXX, mostra-se estereotipada e errônea. O breve excerto demonstraque em climas tropicais a diferente constituição da flora e da faunainfluenciava a vida e as escolhas dos homens primitivos, fazendocom que a sua forma de viver fosse bastante diversa daquela deoutros grupos em outros locais, o que não significa que fosse maisfácil ou menos perigosa.
  6. 6. QUESTÃO 05 – Comentário ComentárioNa Segunda Olimpíada havíamos recorrido ao texto de Frei Vicentepara observar a questão da nomeação do Brasil. Desta feita,utilizamos partes diferentes do mesmo livro, onde se ressalta acolonização portuguesa, exclusivamente litorânea, na qual, segundoo autor, o apresamento de índios importava mais do que aexploração das minas ou dos sertões. A comparação entreportugueses e “caranguejos arranhando as costas litorâneas” torna-se uma imagem célebre para explicar a colonização primeira dopaís, e será repetida por historiadores como Capistrano de Abreu(Capítulos de História Colonial), Caio Prado Jr. (História Econômicado Brasil), dentre muitos outros. A acusação era de que osportugueses, conquistadores de terras, não sabiam como geri-las.
  7. 7. QUESTÃO 06 COMENTÁRIOA propaganda, publicada originalmente na revista “O Malho” (nº152, 1952), demonstra a permanência da marca “Café Predileto”através da mudança do tempo por meio das vestimentas da figurafeminina e dos edifícios ao fundo. Ao se refletir sobre a imagem elinguagem empregadas, é possível inferir que há uma relação entreo consumo de café e a figura feminina com o âmbito privado, talcomo o termo “boas donas de casa” sugerem. Observa-se que opapel social da mulher na propaganda permanece inalterado,cabendo a ela saber escolher um bom café. Além disso, o ano deveiculação da propaganda, 1952, também demonstra um contextode forte industrialização da economia nacional, de modo a atingirtambém o setor de alimentos e bebidas. Por fim, é incorreto afirmarque o consumo de café se popularizou em 1902, uma que vez queesta prática já era comum desde a segunda metade do séc. XIX.
  8. 8. QUESTÃO 07 ComentárioA canção de Lúcio Barbosa é narrada a partir do ponto de vista deum trabalhador da construção civil no Sudeste e possui umconteúdo crítico, embora o final possa parecer conformista (asolução seria voltar ao norte). Assim, convidava-se a refletir sobre osmarginalizados nos grandes centros urbanos e sobre o processohistórico que trouxe essa massa de trabalhadores das regiões Nortee Nordeste do país há 50 anos ou mais. Estes trabalhadores,metafórica e/ou concretamente, erigiram as grandes metrópolesbrasileiras.
  9. 9. QUESTÃO 08 ComentárioA fotografia tirada em julho de 1960 pela Agência Nacional retrata aconstrução da rodovia Acre-Brasília, em que dois indígenasaparecem diante da placa de sinalização. A partir da imagem, pode-se inferir que o contexto de produção do documento eracaracterizado por uma política de integração nacional, quepreconizava a construção de rodovias e estradas, tal qual o “Planode Metas” do governo Juscelino Kubitschek idealizava. O processode interiorização, exemplificado pela abertura de rodovias eprincipalmente pela construção da nova capital federal em Brasília,retratavam as idéias correntes de progresso e desenvolvimentoeconômico pelos quais o país deveria passar. Tal processo acaboupor “conectar” diferentes realidades existentes no país, como osindígenas diante da placa revelam. Por fim, é incorreto afirmar que aregião do Acre se encontrava completamente isolada, uma vez quedesde o fim do séc. XIX o estado integrava parte da economia daregião Norte, durante o “boom” da exploração da borracha.
  10. 10. QUESTÃO 09 ComentárioO texto da historiadora indica como diferentes abordagens darecente historiografia brasileira foram transformando também asformas de estudar e compreender o Brasil Colônia. Deste modo, aescravidão passou a ser compreendida como uma relação complexana qual os escravos têm papel como sujeitos históricos e asrelações colônia-metrópole Brasil-Portugal passaram a ser lidas deforma mais rica e complexa levando-se em conta o mundo Atlânticoportuguês, em sua relação com as outras colônias. Isso nãofragmenta o conhecimento histórico, mas sim amplia as suaspossibilidades.

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