Neoclássico

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Aula sobre o Neoclassicismo na pintura, arquitetura e escultura.

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Neoclássico

  1. 1. Neoclássico Estética e História da Arte II Viviane Marques
  2. 2. Introdução • O neoclassicismo é um movimento artístico que, renuncia e critica as formas do barroco, reviveu os princípios estéticos da antiguidade clássica, no seu modelo de equilíbrio, proporção e clareza. • Condenavam o excesso da arte barroca que tinha sede de imaginação e aspirava despertá-la nos outros. • Entre as mudanças filosóficas, ocorridas com o iluminismo, e as sociais, como a revolução francesa, a arte deveria tornar-se eco dos novos ideais da época: subjetivismo, liberalismo, ateísmo e democracia. • No entanto, eram tantas as mudanças que elas ainda não haviam sido suficientemente assimiladas pelos homens da época a ponto de gerar um novo estilo artístico que representasse esses valores. • O melhor seria recorrer ao que estivesse mais à mão: a equilibrada e democrática antiguidade clássica. • E foi assim que, com a ajuda da arqueologia (Pompéia tinha sido descoberta em 1748), arquitetos, pintores e escultores logo encontraram um modelo a seguir. • Surgiram os primeiros edifícios em forma de templos gregos, as estátuas alegóricas e as pinturas de temas históricos. • As encomendas já não vinham do clero e da nobreza, mas da alta burguesia, mecenas incondicionais da nova estética. • A imagem das cidades mudou completamente. • Derrubaram-se edifícios e largas avenidas foram traçadas de acordo com as formas monumentais da arquitetura renovada, ainda existente nas mais importantes capitais da Europa.
  3. 3. Pintura • O tema principal da pintura neoclássica foi a antiguidade greco-romana. • Os conceitos e a temática buscaram no retrato definir a individualidade e a sociabilidade das pessoas, nos quadros mitológicos evocam o antigo mas com uma sensibilidade moderna e nos quadros históricos refletem os ideais civis da época. • O fundamental entre todas as artes foi a ideação ou projeto da obra. • Era de extrema importância à formação cultural do artista, a qual não se dá pelo aprendizado junto aos mestres, e sim em escolas públicas especiais, as academias. • Nas academias, o primeiro passo para o artista é desenhar cópias, pretende-se que o artista desde o início, não reaja emotivamente ao modelo, mas se prepare para traduzir a resposta emotiva em termos conceituais. • As figuras pareciam fazer parte de uma encenação teatral e eram desenhadas numa posição fixa, como que interrompidas no meio de uma solene representação. • Na pureza das linhas e na simplificação da composição, buscava-se uma beleza deliberadamente estatuária. • Os contornos eram claros e bem delineados, as cores, puras e realistas, e a iluminação, límpida. • As figuras eram rígidas, sem vida, e os rostos, completamente sem expressão, simulavam máscaras das antigas tragédias gregas. • As túnicas e capas caíam em dobras pesadas e angulosas, cobrindo as formas do corpo. • Um enquadramento arquitetônico fechava a composição atrás e nos lados.
  4. 4. JACQUES-LOUIS DAVID, Marat asesinado.1793. Óleo sobre lienzo. 165 x 128,3 cm. Museo Reales de Bellas Artes. Bruselas. Bélgica.
  5. 5. JACQUES-LOUIS DAVID, A Morte de Sócrates, 1787, óleo sobre tela, 129.5 x 196.2 cm Metropolitan Museum, New York
  6. 6. INGRES, O banho Turco, 1862, óleo sobre tela, 108cm, Museu do Louvre, Paris
  7. 7. INGRES, A Grande Banhista, A banhista Valpinçon, 1808 Óleo sobre tela, 98 x 146 cm, Museu do Louvre, Paris
  8. 8. Escultura • A escultura neoclássica teve seu epicentro em Roma. • Estátuas de heróis uniformizados, mulheres envoltas em túnicas de Afrodite, ou crianças conversando com filósofos, foram os protagonistas da fase inicial da escultura neoclássica. • Mais tarde, na época de Napoleão, essa disciplina artística se restringiria às estátuas eqüestres e bustos focalizados na pessoa do imperador. • A referência estética foi encontrada na estatuária da antiguidade clássica, por isso. as obras possuíam um naturalismo equilibrado. • Respeitavam-se movimentos e posições reais do corpo, embora a obra nunca estivesse isenta de um certo realismo psicológico, plasmado na expressão pensativa e melancólica dos rostos. • A busca do equilíbrio exato entre naturalismo e beleza ideal ficava evidente nos esboços de terracota, nos quais os volumes e as variações das posições do corpo eram estudados com cuidado. • O escultor neoclássico encontrou o dinamismo na sutileza dos gestos e suavidade das formas. • Quanto aos materiais utilizados, os mais comuns eram o bronze, o mármore e a terracota, embora, a partir de 1800, o mármore branco, que permitia o polimento da superfície até a obtenção do brilho natural da pele, tenha adquirido preponderância sobre os demais. • Entre os escultores mais importantes desse período destacam-se o italiano Antonio Canova, escultor exclusivo da família Bonaparte, e o dinamarquês Bertel Thorvaldsen, que chegou a presidir a Accademia di San Lucca, em Roma.
  9. 9. BERTEL THORVALDSEN, Ganimedes e a águia de Zeus, 1817 Museu Thorvaldsen, Copenhague
  10. 10. BERTEL THORVALDSEN, Jasão, 1803 Museu Thorvaldsen, Copenhague
  11. 11. ANTONIO CANOVA, As Três Graças, 1814-1817, Museu Hermitage, Moscou
  12. 12. ANTONIO CANOVA, Teseu e o Minotauro, 1805-1819 Victoria and Albert Museum, Londres
  13. 13. Arquitetura • Na arquitetura, os princípios adotam o modelo clássico e suas tipologias para desenvolver as metodologias de projeto. • Esta identificação com o antigo vinha para estabelecer uma ordem prática. • Seu principal legado foi à adequação da forma à função, numa espacialidade calculada. • Buscava extrema sobriedade no ornamento e o equilíbrio e proporção dos volumes. • Com isso, busca responder a necessidades sociais com o aparecimento de novos edifícios (hospital, manicônio, cárcere, escolas, cemitérios, alfândegas, portos, quartéis, pontes, ruas, praças, etc). • Usam a técnica como instrumento racional da sociedade para suas necessidades e a seu serviço. • Neste período Champolion, descobre o Egito e traduz os hieróglifos. • A cidade agora não é mais vista como patrimônio do clero e das grandes famílias, mas o instrumento pelo qual uma sociedade realiza e expressa seu ideal de progresso, devendo ter asseio e principalmente um aspecto racional. • Os arquitetos e engenheiros devem servir a coletividade e realizar grandes obras públicas. • Surgem então a nova ciência da cidade: o urbanismo. • E a visão moderna vê a cidade como uma unidade estilística que deve corresponder a uma ordem social. • O urbanismo tem seu apoio no visionário Napoleão que queria transformar não só a arquitetura mas também a estrutura espacial, as dimensões e as funções das grandes cidades do império.
  14. 14. Arquitetura • Assim o urbanismo vem a ser definido pelo traçado de grandes praças, ruas longas e muito largas, ladeadas por grandes edifícios severamente neoclássicos que quase sempre são destinados à funções públicas. • Ouro fator relevante na concepção da arquitetura é a relação entre áreas públicas e privadas, onde o público prevalece sobre o privado. • A maioria das idéias ficaram apenas nos projetos dos arquitetos, porque havia sido restaurado o domínio clérigo-monárquico e a burguesia com finalidades especulativas reforçavam a propriedade privada e a livre disponibilidade. • Quase todas as cidades européias tem uma fase neoclássica, que manifestando uma vontade de reforma e adequação nacional às exigências de uma sociedade em transformação. • Boullée e Ledoux, são os grandes teóricos da arquitetura neoclássica, a reforma que procederam na arquitetura é um componente do projeto de renovação cultural. • Fizeram uma obra livre de preconceitos religiosos, fundada na consciência do direito natural e do dever civil. • Seu princípio é o tipológico, isto é, a busca de conteúdos inerentes à forma do edifício, cuja função específica se insere num sistema de valores: a natureza, a razão, a sociedade, a lei. • A cidade é uma forma resultante da coordenação de diversos tipos de edificações, cada qual com sua própria forma, expressiva de um significado-função. • Concebem a arquitetura como definição de objetos de edificação.
  15. 15. Arquitetura • Boullée e Ledoux, não projetam mais através de plantas e seções, e sim por entidades volumétricas. • O tipo não é um modelo, mas um esquema que traz em si a possibilidade de variantes segundo as necessidades. • Toda a arquitetura neoclássica se produzirá como desenvolvimento de temas tipológicos, isto é, como busca de uma classificação cada vez mais precisa do objeto, cuja possibilidade está implícita no esquema ou tipo do próprio projeto. • Podemos citar as seguintes cidades: Milão pelo arquiteto Piermanini, Veneza com o arquiteto Selva e Berlim com Schinkel. • A arquitetura teve influência do movimento artístico sob a influência do arquiteto Palladio (palladianismo), que mais tarde, em pleno século XVIII, com a revolução francesa, acabaria se estendendo por toda a Europa, sob o nome de classicismo. • Assim, pode-se falar, principalmente na França, de um segundo renascimento da antiguidade.
  16. 16. KARL FRIEDRICH SCHINKEL, Konzerthaus Berlin, 1821, Berlim, Alemanha
  17. 17. GIANNATONIO SELVA , Teatro La Fenice,1792, Veneza, Itália
  18. 18. GIUSEPPE PIERMARINI, Teatro alla Scala,1778, Milão, Itália
  19. 19. ANDREA PALLADIO, Villa Rotonda ou Villa Capra,1566, Vicenza, Itália
  20. 20. Arquitetura • Boullée e Ledoux, não projetam mais através de plantas e seções, e sim por entidades volumétricas. • O tipo não é um modelo, mas um esquema que traz em si a possibilidade de variantes segundo as necessidades. • Toda a arquitetura neoclássica se produzirá como desenvolvimento de temas tipológicos, isto é, como busca de uma classificação cada vez mais precisa do objeto, cuja possibilidade está implícita no esquema ou tipo do próprio projeto. • Podemos citar as seguintes cidades: Milão pelo arquiteto Piermanini, Veneza com o arquiteto Selva, Roma com Valadier e Berlim com Schinkel. • A arquitetura teve influência do movimento artístico sob a influência do arquiteto Palladio (palladianismo), que mais tarde, em pleno século XVIII, com a revolução francesa, acabaria se estendendo por toda a Europa, sob o nome de classicismo. • Assim, pode-se falar, principalmente na França, de um segundo renascimento da antiguidade.
  21. 21. ETTIENNE LOUIS BOULLEÉ, Basilique
  22. 22. ETTIENNE LOUIS BOULLEÉ, Basilique
  23. 23. ETTIENNE LOUIS BOULLEÉ, Projet de l'église de la Madeleine
  24. 24. ETTIENNE LOUIS BOULLEÉ, Circle
  25. 25. ETTIENNE LOUIS BOULLEÉ, Circle
  26. 26. ETTIENNE LOUIS BOULLEÉ, Cénotaphe de Newton
  27. 27. CLAUDE-NICOLAS LEDOUX, Casa para guardas campestres Em Maupertius, XIX
  28. 28. CLAUDE-NICOLAS LEDOUX, Plano do teatro de Besançon, XIX
  29. 29. CLAUDE-NICOLAS LEDOUX Projeto de cemitério radial para a cidade francesa de Chaux, XIX

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