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Resenha o principe de maquiavel por vinicius henrique da silva

  1. 1. FAEX – FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS DE EXTREMA VINICIUS HENRIQUE DA SILVA RESENHA: O PRÍNCIPE – NICCOLÒ MACHIAVELLI Trabalho apresentado no curso de Direito em cumprimento à exigência parcial da Disciplina Ciencia Politica e Teoria Geral do Estado junto à FAEX, sob orientação do Prof. Julio Tavares Extrema – MG 2013
  2. 2. Machiavelli, Niccolò di Bernardo, 1469-1527, - O Príncipe (II príncipe), Nicolau Maquiavel: tradução Equipe Escala de Tradutores, coordenada por Ciro Mioranza. – São Paulo: Lafonte, 2012. Por Vinicius Henrique da Silva* Nicolau Maquiavel, nascido em 3 maio de 1469, diplomata por 14 anos na República Florentina da Itália durante o exílio da família Medici1 . Quando os Medicis voltaram ao poder em 1512, Maquiavel foi demitido e preso brevemente. Ele, então, escreveu O Príncipe, um manual para os políticos sobre o uso da crueldade, egoísta astúcia, inspirando o termo "maquiavélico". Ele também escreveu vários poemas e peças teatrais. No início do século 16, Maquiavel se encontrava sem emprego. Ele tinha sido um burocrata, um conselheiro de políticos e governantes. A fim de obter um novo emprego, ele escreveu O Príncipe, e dedicou a Lorenzo, o Magnífico, um dos Medicis. Feito isso, ele garantiu que nunca seria empregado novamente. Mesmo que políticos e governantes pudessem ter seguido os conselhos de Maquiavel, ninguém daria o luxo de admitir isso, até hoje. O príncipe mostra o bom, o mau e o vilão da política. O Príncipe é escrito como uma cartilha para os governantes jovens, um manual de instruções de forma alarmante honesto e rígido para suplantar as lições morais que novos príncipes idealistas normalmente poderiam receber na época. Em vez de o autor dar cuidadosas observações diplomáticas, e de seu estudo pessoal sobre textos históricos, o tom de Maquiavel é um pouco didático, mas há um senso de ironia, uma pitada de sarcasmo, o ocasional jogo de palavras. Ele está ensinando, e indo atrás da verdade como ele a vê, mas há um divertimento interior atrás da escrita. O sorriso de maldição. Embora ele escreva um monte de crueldades, suportadas sentenças declarativas, ele próprio permite uma grande quantidade de espaço para trabalhar através de seus pensamentos e entreter ideias alternativas no texto, ele fornece uma abundância de exemplos. Estes não são sempre fáceis de seguir porque suas conclusões, em parte de sua época é tão politicamente complicada para os olhos de um não historiador (ou pelo menos este não historiador). Ele está cercado por uma Itália dividida que está em constante mudança de alianças com potências imperiais estrangeiras, atirando-se de vidas curtas, Governantes e Papas para perseguir territórios vizinhos e cidades sob um conjunto muito limitado de nomes próprios. Contrastando seu ambiente político complexo, os exemplos de Maquiavel puxados da antiguidade são muitas vezes suspeitos por sua simplicidade. Ele está puxando fortemente a partir de Tito Lívio2 e outros historiadores romanos, bem como varias histórias bíblicas, e quando a história fica distante o suficiente, ele não se furta de aceitar a história original ocasionalmente lendária pelo seu valor nominal. Se as estaturas dos governantes estão necessariamente caindo no presente Maquiavel, *Estudante de Direito na Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Extrema, FAEX, Técnico em Informática pela instituição de ensino do Centro Paula Souza, na ETEC de Monte Mor. 1 Os Médicis, descendentes de comerciantes e banqueiros, foram uma das mais influentes famílias italianas durante a Renascença e governaram a cidade-república de Florença de 1434 a 1737. Tornando-se posteriormente políticos, clérigos e nobres. 2 Tito Lívio, no latim Titus Livius nasceu em Patavium (atual Pádua) em 59 a.C e morreu em 17 d.C estudou filosofia em boa parte de sua vida. Escreveu obras filosóficas que foram todas perdidas. Cresceu em meio às guerras o que lhe proporcionou conhecimento. Sua obra conhecida, Ab Urbe Condita (Desde a Fundação da cidade) pretendia narrar à história de Roma desde a sua mítica fundação.
  3. 3. não está claro se é sua nostalgia que está colorindo a sua opinião ou o seu desapontamento com a impotência internacional da Itália, ou se a mitologia é intencional nas comparações do homem prático que está tentando desenhar. As motivações de Maquiavel para o príncipe são transparentes - ele está tentando trabalhar um pouco o favor do Medicis; Nicolau quer seu emprego de volta - mas é claro também que Maquiavel está sedento por um poder internacional renovado de uma Itália reunificada, uma nova Roma. Ele exorta3 um novo príncipe para assumir o comando e resistir a outras potências europeias com as forças italianas. Ele também tem fome de uma versão moderna de uma república de estilo romano, e há uma corrente estranha na escrita, onde, ele instrui um príncipe ao poder, mas a mensagem é que ele nunca deve ganhar seu desprezo pela opressão ou demonstrações de fraqueza, as mesmas parecem estar em desacordo com a afirmação de que uma população autorizada a permanecer acostumada a liberdade acabará por derrubar um príncipe (ou será capaz de resistir a um fraco). Nem fortunas, de acordo com Maquiavel, favorecem a longevidade do domínio principesco. O Príncipe é uma lição dura sobre como ser um monarca, mas ele realmente não justifica a monarquia. Além do que o impulso final para arrematar títulos estrangeiros da Itália, Maquiavel deixa de fazer a pergunta óbvia, o que contrasta de modo estranho com o seu conselho para deixar o povo ser o povo: o que são bons príncipes em primeiro lugar? Eles são uma forma natural de organizar a sociedade, ele implica, mas Nicolau o republicano também tem a sua própria agenda. São as falhas de monarcas construídos, em que a Itália seria mais bem unificada sob um rei, que poderia, então, ser abandonadas? Maquiavel é certamente inteligente o suficiente, e cínico o suficiente, para escrever em um par de camadas de significado. 3 Exorta: 1 Procurar convencer por meio de palavras: Exortemo-los ao estudo. 2 Aconselhar, persuadir: Os oradores exortavam o povo – Michaelis Moderno – Dicionário da Língua Portuguesa.

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