Novas tecnologias no contexto institucional

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Dez estratégias de manipulação mediática

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Novas tecnologias no contexto institucional

  1. 1. Clc 5 – Novas Tecnologias no Contexto Institucional<br />Media e Manipulação<br />
  2. 2. NoamChomsky<br />
  3. 3. 1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.<br />O elemento primordial do controle social é a estratégia da distracçãoqueconsisteemdesviar a atenção do público dos problemasimportantes e das mudançasdecididaspelas elites políticas e económicas, mediante a técnica de contínuasdistracçõesatravés de informaçõesinsignificantes. A estratégia da distracção é igualmenteindispensávelparaimpedir o público de se interessarpelosconhecimentosessenciais (ciência, política, ecnonomia, cultura, etc.). <br />
  4. 4.
  5. 5. 2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.<br />Este métodotambém se chama “problema-reacção-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” previstaparacausarcertareacção no público, a fim de queesteseja o mandante das medidasque se desejafazeraceitar. Porexemplo: deixarque se desenvolvaou se intensifique a violênciaurbana, ouorganizaratentadossangrentos, a fim de que o públicoseja o mandante de leis de segurança e políticasemprejuízo da liberdade. Outambém: criarumacriseeconómicaparafazeraceitarcomo um mal necessário o retrocesso dos direitossociais e o desmantelamento dos serviçospúblicos.<br />
  6. 6.
  7. 7. 3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.<br />Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconómicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram vidas decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.<br />
  8. 8.
  9. 9. 4- A ESTRATÉGIA DO ADIAMENTO.<br />Outramaneira de se fazeraceitarumadecisãoimpopular é a de a apresentarcomosendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitaçãopública, no momento, paraumaaplicaçãofutura. É maisfácilaceitar um sacrifíciofuturo do que um sacrifícioimediato. Primeiro, porque o esforçonão é empregadoimediatamente. Emseguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência de esperaringenuamenteque “tudoirámelhoraramanhã” e que o sacrifícioexigidopoderá ser evitado. Istodámais tempo aopúblicopara se acostumar com a ideia de mudança e de aceitá-la com resignaçãoquandochegue o momento.<br />
  10. 10.
  11. 11. 5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.<br />A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entoação particularmente infantis, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quantomais se procure enganar o espectador, mais se tende a adoptar um tom infantilizante. <br />
  12. 12.
  13. 13. 6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.<br />Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. <br />Além do mais, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…<br />
  14. 14.
  15. 15. 7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.<br />Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. Daíque a qualidade da educação dada às classes sociaismaisbaixasdeva ser a maispobre e medíocrepossível, de forma que a distância da ignorânciaquepaira entre as classes sociaismaisbaixas e as classes sociaismaisaltasseja e permaneçainacessível.<br />
  16. 16. 8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.<br />É moda o facto de ser estúpido, vulgar, inculto e acreditarmaisnasemoções do quenaracionalidade.<br />
  17. 17.
  18. 18. 9- REFORÇAR A REVOLTA PELA CULPABILIDADE.<br />Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, aoinvés de rebelar-se contra o sistemaeconómico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o quegera um estadodepressivo do qual um dos seusefeitos é a inibição da suaacção. <br />
  19. 19. 10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.<br />No decorrer dos últimos 50 anos, osavançosacelerados da ciênciatêmgeradocrescentebrecha entre osconhecimentos do público e as das elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologiaaplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimentoavançado do ser humano, tanto de forma físicacomopsicologicamente. O sistema tem conseguidoconhecermelhor o indivíduocomum do queelemesmo se conhece a simesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos. <br />

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