Doença Degenerativa Articular

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Doença Degenerativa Articular

  1. 1. DOENÇA DEGENERATIVA ARTICULAR Vanessa Rabuske Araújo Residente de Radiologia e Diagnóstico por Imagem Hospital Regina, Novo Hamburgo – RS Agosto/2016
  2. 2. SINONÍMIA • Doença degenerativa articular • Osteoartrite • Osteoartrose • Artrite degenerativa
  3. 3. OSTEOARTROSE • Mais comum das formas de artrite. • Classificação: 1) Primária (idiopática): > 50 a. - desgaste da idade: destruição limitada da cartilagem, evolução lenta, ausência de deformidade articular significativa e não produz restrição na função articular. Processo sem relação com sexo e raça. - osteoartrite efetiva: aumento de prevalência com a idade. Marcada pela destruição progressiva da cartilagem articular e por processos reparativos, como a formação de osteófitos e a esclerose subcondral, que evolui rapidamente, ocasionando deformidade articular. Relacionada a fatores genéticos, raça, sexo e obesidade, afetando por exemplo M > H (especialmente as art. interfalângicas proximais e distais e as primeiras art. carpometacarpais), B > N e O > NO (principalmente os joelhos). 2) Secundária: pacientes mais jovens que apresentam condições subjacentes que levam ao desenvolvimento da artrose.
  4. 4. OSTEOARTROSES PRIMÁRIAS
  5. 5. ACOMETIMENTO • Osteoartrose primária: quadril, joelho, articulações interfalângicas da mão, coluna. • Osteoartrose secundária: ombro, cotovelo, punho e tornozelo. Correlação com LER. • Até mesmo alterações osteoartríticas primárias podem evoluir mais rapidamente com a ocupação do indivíduo, por exemplo em bailarinos surgem lesões nos tornozelos e nos pés e em ciclistas nas art. femoropatelares.
  6. 6. QUADRIL 1. Estreitamento do espaço articular em consequência do adelgaçamento da cartilagem articular. 2. Esclerose subcondral causada por processos reparativos. 3. Formação de osteófitos em consequência de processos reparativos em locais não sujeitos a estresse (áreas de distribuição marginal – periféricas). 4. Formação de cistos ou pseudocistos em consequência de contusões ósseas, que ocasionam microfraturas e a intrusão do líquido sinovial no osso esponjoso já alterado.
  7. 7. QUADRIL
  8. 8. Migração da cabeça femoral • Ocorre após a destruição da cartilagem articular, sendo a migração superolateral a mais comum (A). A) migração superolateral. Seta: cisto de Eggers no acetábulo. B) migração medial. C) migração axial.
  9. 9. Coxartropatia de Postel • Condição que se caracteriza por uma condrólise rápida que pode levar de maneira acelerada à destruição total da articulação do quadril. • Pode imitar radiograficamente uma infecção ou uma articulação neuropática. • Ocorre predominantemente em mulheres > 60 a. • Não há formação de osteófitos, ocorre hipervascularização no osso subcondral. • Patogênese exata ainda não esclarecida, embora possa ter alguma relação com toxicidade direta de drogas.
  10. 10. Homem de 72 anos que apresentava dores no quadril há 4 meses. Há destruição da parte articular da cabeça femoral, que apresenta uma subluxação lateral. O mesmo processo destrutivo ocasionou o alargamento do acetábulo.
  11. 11. QUADRIL - osteoartrose secundária - • Condições predisponentes: - traumatismo anterior - síndrome do impacto femoroacetabular - deslizamento da epífise da cabeça femoral - luxação congênita do quadril - doença de Perthes - doença de Paget - artrites inflamatórias
  12. 12. Síndrome do Impacto Femoroacetabular • Decorre da incongruência da cabeça femoral e do acetábulo. • Uma das principais causas de osteoartrose precoce da articulação do quadril. • Dois tipos: I. CAME: anormalidade na junção da cabeça/colo femoral. II. Tipo pinça ou coxa profunda: decorrente da retroversão acetabular. • Consequência: dano do labro acetabular.
  13. 13. A) Mulher de 39 anos. Acúmulo excessivo de osso na junção cabeça/colo femoral (seta). Osteoartrite secundária. B) Homem de 41 anos. Aparência tubular do fêmur direito proximal e proeminência óssea na junção cabeça/colo femoral assumem deformidade em “cabo de pistola”.
  14. 14. JOELHO • Estreitamento do espaço articular, esclerose subcondral, osteofitose e formação de cistos ou pseudocistos... • Três compartimentos: femorotibial medial*, femorotibial lateral e femoropatelar*. • Projeções AP e lateral. • Lesão no CFTM: joelho em varo. Exame com sustentação de peso pode revelar esta configuração. • Lesão no CFTL: valgo. • Corpos osteocondrais. • Sinal do dente: reconhecido à incidência axial por saliências verticais na inserção do tendão do quadríceps na base da patela, indica um tip ode alteração degenerativa (entesopatia) não relacionado com a osteoartose femoropatelar. Vista normalmente após os 50 a.
  15. 15. Joelho de mulher de 57 anos. Estreitamento dos compartimentos femorotibial medial e femoropatelar, esclerose subcondral e osteofitose. Osteófitos melhor identificados na projeção lateral.
  16. 16. A) Radiografia anteroposterior com sustentação de peso do joelho de uma mulher de 58 anos. Osteoartrose avançada do compartimento femorotibial medial, o que ocasionou uma configuração varo da articulação. B) Radiografia AP também com sustentação de peso em outro paciente. Envolvimento do compartimento femorotibial lateral ocasionando configuração em valgo.
  17. 17. Osteoartrose avançada nos 3 compartimentos.
  18. 18. Osteoartrose complicada por corpos osteocondrais. Radiografias de homem de 66 anos com osteoartrose avançada demonstram o envolvimento dos compartimentos femorotibial medial e femoropatelar, com a formação de dois grandes corpos osteocondrais.
  19. 19. Osteoartrite complicada por corpos osteocondrais.
  20. 20. Corpo osteocartilaginoso livre de baixo sinal na bolsa suprapatelar é revelado às imagens de RM ponderada em T1 (A) e em T2 (B).
  21. 21. Cisto de Baker com corpos osteocondrais. As imagens ponderadas em T1 (A) e em T2 (B) mostram múltiplos corpos livres osteocondrais (setas) em um cisto poplíteo adjacente à cabeça medial do músculo gastrocnêmio.
  22. 22. Osteoartrose femoropatelar. Mulher de 72 anos com estreitamento do compartimento femoropatelar e formação de osteófitos.
  23. 23. Entesopatia patelar. A) axial da patela mostra estruturas denteadas (setas) – sinal do dente, que indica ossificações degenerativas (entesopatia) na inserção do tendão do quadríceps na base da patela. Também observadas nas projeções laterais e AP.
  24. 24. MÃO • Articulações interfalângicas proximais e distais e articulações carpometacarpais (a primeira, principalmente). • Nódulos de Heberden (D) e Bouchard (P) ocorrem por fenômenos hipertróficos e osteófitos proeminentes. • Osteoartrose Secundária: - Acromegalia: proeminência dos tecidos moles e aumento de tamanho dos tufos terminais e das bases das falanges terminas, alargamento e/ou espaçamento dos espaços articulares, osteófitos em forma de bico nas cabeças dos metacarpos. Essas alterações degenerativas são decorrentes da hipertrofia da cartilagem articular, que não é nutrida adequadamente pelo líquido sinovial devido à sua espessura anormal. - Hemocromatose: depósito de ferro em órgãos internos, cartilagens e sinóvia. Ocorrem alterações degenerativas comuns à artrose primária, tais como perda do espaço articular, eburnação, formação de cistos subcondrais e osteofitose.
  25. 25. Osteoartrose interfalângica. Nódulos de Heberdan e Bouchard. Também há alterações degenerativas na primeira articulação carpometacarpal.
  26. 26. Radiografia dorsovolar de ambas as mãos de uma mulher de 52 anos com osteoartrose mostra, além dos nódulos de Heberden e Bouchard, alterações deformativas nas primeiras articulações carpometacarpais, acarretando uma configuração estranha de ambos os polegares.
  27. 27. ACROMEGALIA Homem de 42 anos apresentando alargamento de alguns espaços articulares e estreitamento de outros, além de aumento de tamanho dos tufos distais e das bases das falanges terminais, osteófitos em forma de bico afetando particularmente as cabeças dos metacarpos. Proeminência dos tecidos moles e grandes ossos sesamóides nas primeiras art. metacarpofalângicas. Índice sesamóide (a x b) < 25. Nessa paciente é de 48.
  28. 28. HEMOCROMATOSE Mulher de 53 anos. Odteófitos em forma de bico originando-se da cabeça do segundo e do terceiro metacarpos no aspecto radial de ambas as mãos. As articulações interfalângicas, metacarpofalângicas e carpais também estão afetadas.
  29. 29. PÉ • No pé a articulação mais comumente acometida é a art. Metatarsofalângica do hálux. Essa condição é designada como hallux rigidus ou hallux limitus.
  30. 30. Hálux rígido. Radiografias dorsoplantares do hálux e do segundo artelho do pé de um homem de 33 anos mostram osteoartrose das primeiras articulações metatarsofalângicas, que são designadas como hálux rígiso. Estreitamento do espaço articular, esclerose subcondral e osteófitos marginais.
  31. 31. DOENÇA DEGENERATIVA DA COLUNA VERTEBRAL 1) Articulações sinoviais: atlantoaxial, apofisária, costovertebral e sacroilíaca, ocasionando osteoartrose dessas estruturas. 2) Discos intervertebrais, ocasionando doença degenerativa dos discos. 3) Corpos vertebrais e anel fibroso, ocasionando a espondilose deformante. 4) Articulações fibrosas, ligamentos ou locais de inserção de ligamentos aos ossos (enteses), ocasionando hiperostose óssea idiopática difusa (DISH).
  32. 32. ARTICULAÇÕES SINOVIAIS • Muito comuns, especialmente nos segmentos cervicais médio e inferior e no segmento lombar inferior. • Tal como nas outras articulações sinoviais, ocorre redução do espaço articular, eburnação do osso subcondral e formação de osteófitos (melhor vistas na projeção oblíqua da coluna vertebral). • O envolvimento das articulações apofisárias pode se evidenciar por um “fenômeno do vácuo”, que constitui a presença de gases na articulação. • Na metade inferior das articulações sacroilíacas ocorre estreitamento do espaço articular, esclerose subcondral e osteofitose. A metade superior é uma articulação sindesmótica (ausência de sinóvia).
  33. 33. Osteoartrose das articulações dos processos articulares. Radiografia oblíqua da coluna lombar em um homem de 68 anos demonstrando uma osteoartrose avançada. O estreitamento dos espaços articulares, a eburnação das margens articulares e os pequenos osteófitos (setas) se assemelham às alterações vistas na osteoartrite das grandes articulações sinoviais.
  34. 34. Compressão de forames neurais. Radiografia oblíqua da coluna cervical em mulher de 72 anos revela múltiplos osteófitos posteriores fazendo pressão sobre numerosos forames neurais (setas).
  35. 35. Compressão dos forames neurais e do saco tecal. A) Homem de 56 anos com osteófitos posteriores (setas) causando compressão dos forames neurais. B) Corte de TC a nível de C3 durante mielografia demonstra grande osteófito posterior fazendo pressão sobre o saco tecal e comprimindo o espaço subaracnóide.
  36. 36. Osteoartrose das articulações apofisárias. Homem de 56 anos. A) Radiografia oblíqua da coluna lombossacra demonstra fenômenos de vácuo da art. Do processo articular L5-S1 (seta) e a eburnação do osso subcondral (cabeças de seta). B) Gás. Esporão hipertrófico originando-se do processo articular direito e fazendo pressão sobre o canal espinal.
  37. 37. Osteoartrite das articulações sacroilíacas. A) Mulher de 82 anos com alterações degenerativas afetando principalmente a articulação sacroilíaca direita, manifestando-se por estreitamento do espaço articular e osteofitose. B) Homem de 68 anos com osteoartrose bilateral.
  38. 38. DOENÇA DEGENERATIVA DISCAL • É comum o fenômeno de vácuo no espaço discal. Essas coleções gasosas radiotransparentes são constituídas de nitrogênio e estão relacionadas com pressão negativa produzida pelos espaços articulares ou discais alterados. • Outros achados envolvem o estreitamento do espaço discal e a osteofitose nas bordas marginais de corpos vertebrais adjacentes. Quando combinada com alterações degenerativas nas articulações apofisárias pode levar à espondilolistese degenerativa. • RM: hipossinal do núcleo pulposo em T2 devido à desidratação discal. Nas placas terminais dos corpos vertebrais adjacentes ao disco em degeneração observa-se hipossinal em T1 e hiperssinal em T2. De acordo com Modic, essas alterações constituem um tecido fibroso subcondral vascularizado associado à ocorrência de fissuras e à ruptura da placa terminal (tipo I). Essas alterações podem evoluir para a conversão da placa terminal à medula óssea adiposa (tipo II), e posteriormente para a esclerose (tipo III).
  39. 39. Doença degenerativa discal. A) Radiografia lateral da coluna lombossacra em mulher de 66 anos demonstra doença em vários níveis. Coleções gasosas radiotransparentes em vários discos (fenômeno de vácuo), assim como estreitamento dos espaços discais e osteófitos marginais. Espondilolistese grau I em L4-L5. B) RM ponderada em T2 mostra alterações degenerativas inicias nos discos T12-L1, L1-L2 e L2- L3 (setas abertas), um processo mais avançado em L3-L4 e doença mais grave em L4-L5 e L5-S1. Nesses últimos níveis são vistos espaços intervertebrais acentuadamente diminuídos e o baixo sinal nos discos em degeneração.
  40. 40. Doença degenerativa discal. A) Alteração tipo I da placa terminal (setas) demonstra foco de baixo sinal na medula óssea subcondral em RM ponderada em T1. B) Alto sinal em T2.
  41. 41. ESPONDILOSE DEFORMANTE • Condição marcada pela formação de osteófitos marginais anteriores e laterais em consequência da herniação anterior e anterolateral de discos. • Em contraste com a doença degenerativa discal, os espaços intervertebrais ficam relativamente bem preservados, sendo a característica radiográfica predominante uma extensa osteofitose. • Como ressaltaram Schmorl e outros, os fatores desencadeantes no desenvolvimento dessa condição constituem anormalidades nas fibras periféricas do anel fibroso, que acarretam o enfraquecimento da ancoragem do disco intervertebral ao corpo vertebral no ponto em que as fibras de Sharpey se fixam à margem vertebral.
  42. 42. A) Doença degenerativa discal. Alterações degenerativas tipo II da placa terminal, consistindo em áreas focais de conversão à medula óssea amarela (setas), vistas em RM ponderada em T2. B) Espondilose deformante. Radiografia AP da coluna lombossacra de mulher de 68 anos. Extensa osteofitose e espaços dicais relativamente bem preservados.
  43. 43. HIPEROSTOSE ÓSSEA IDIOPÁTICA DIFUSA • Caracteriza-se por uma ossificação em fluxo ao longo do aspecto anterior dos corpos vertebrais, estendendo-se através dos espaços discais (vista em radiografia lateral). • Hiperostose nos locais de fixação de tensões e ligamentos ao osso (entesopatia). • Espaços discais geralmente preservados.
  44. 44. Hiperostose óssea idiopática difusa (DISH). Radiografias cervical (A), torácica (B) e lombar (C) de um homem de 72 anos portador de DISH. Hiperostose em fluxo através dos espaços dos discos vertebrais, que estão relativamente bem preservados.
  45. 45. COMPLICAÇÕES DA DOENÇA DEGENERATIVA DA COLUNA VERTEBRAL • ESPONDILOLISTESE DEGENERATIVA • ESTENOSE ESPINAL
  46. 46. Espondilolistese degenerativa e estenose espinal. Fenômeno do vácuo no disco L5-S1. A imagem sagital reformatada mostra doença degenerativa do disco em L5-S1 associada ao fenômeno do vácuo. Há também evidências de estenose espinal no nível S1.
  47. 47. ESPONDILOLISTESE DEGENERATIVA • Decorre da doença degenerativa dos discos e das articulações apofisárias. • Atinge até 4% dos pacientes e afeta mais as mulheres. • Predileção pelo nível L4-L5. • Há um deslocamento anterior da vértebra sobre a vértebra abaixo dela, visto em radiografia lateral e reconhecido através do sinal do processo espinhoso. • O estresse aplicado à vertebra pode ocasionar a descompensação dos ligamentos, hipermobilidade, instabilidade e osteoartrite das articulações apofisárias adjacentes. • Achados radiográficos: estreitamento articular, eburnação marginal e formação de osteófitos dos processos articulares, deslizamento anterior da vértebra superior e fenômeno do vácuo.
  48. 48. Espondilolistese degenerativa. Mulher de 55 anos com doença do disco em L4-L5 e artrite degenerativa da face articular passou a apresentar espondilolistese. Radiografia lateral é suficiente para diferenciar a listese da lólise pela aparência de um ressalto do processo espinhoso da vértebra abaixo do espaço intervertebral envolvido.
  49. 49. Espondilolistese degenerativa. Homem de 50 anos com dores crônicas. A) Estreitamento do espaço discal L4- L5, indicando doença degenerativa do disco. B) Radiografia lateral em flexão mostra espondilolistese grau 1 de L4-L5.
  50. 50. ESTENOSE ESPINAL • Decorre da hipertrofia das estruturas que circundam o canal espinal, como os pedículos, as lâminas, os processos articulares e o aspecto posterior dos corpos vertebrais, bem como o ligamento amarelo. • Melhor avaliada na RM e TC.
  51. 51. ESTENOSE ESPINAL • A estenose espinal no segmento lombar pode ser dividida em três grupos com base em sua localização anatômica: - estenose do canal espinal: alterações hipertróficas da osteoartrose das art. apofisárias, espessamento do ligamento amarelo e osteófitos originando-se dos corpos vertebrais. - estenose do recesso lateral: hipertrofia óssea no local das art. dos processos articulares, ocasionando a compressão dos elementos neurais nessa região. - estenose dos forames neurais: alterações hipertróficas e osteofitose envolvendo o corpo vertebral e o processo articular.
  52. 52. Estenose espinal. Mulher de 71 anos. A) Espondilolistese degenerativa em L4-L5. Pedículos curtos. B) Mielograma também mostra estreitamento do saco tecal. O defeito superior está relacioado à espondilolistese (setas) e o inferior à estenose espinal (setas abertas). C e D) Estenose foraminal grave, hipertrofia dos ligamentos amarelos e saliência posterior do disco intervertebral. Configuração em folha de trevo do canal espinal secundariamente à hipetrofia acentuada das articulações dos processos articulares. Fenômeno do vácuo nas asticulações apofisárias.
  53. 53. ATROPATIA NEUROPÁTICA • Articulação de Charcot. • Artrite destrutiva aguda ou crônica, com manifestações semelhantes às da osteoartrose, como destruição da cartilagem articular, esclerose subcondral e osteofitose marginal. • Ocorre devido a déficits neurossensoriais, ocasionando fragmentação do osso e da cartilagem, que são lançados como detritos na articulação, instabilidade articular, manifestada por luxação e subluxação e sinovite crônica com derrame articular. • Algumas condições subjacentes: alcoolismo, anemia perniciosa, DM, esclerose múltipla, hanseníase, tabes dorsalis (sífilis), uremia, tumores nervos periféricos, meningomielocele.
  54. 54. Articulação neuropática. Quadril direito de mulher de 57 anos com neurossífilis. Desorganização total, fragmentação e subluxação da articulação. Ausência de osteoporose é uma característica da articulação neuropática.
  55. 55. Articulação neuropática. A) Mulher com siringomielia. Destruição da articulação, detritos ósseos e subluxação da cabeça umeral. B) Homem de 62 anos portador de sífilis.

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