Engenharia Operacional

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Engenharia Operacional

  1. 1. Impactos do planejamento das instalações e engenharia de métodos na produtividade em uma indústria de calçados do Triângulo CRAJUBAR¹ Roberto Jefferson da Silva Santos (IME) José G. de Araújo Filho (URCA) Cícero Nogueira (IME) Paulo Afonso Lopes da Silva (IME) 1 Apresentado no XXIII ENEGEP – Ouro Preto, MG, Brasil, 21 a 24 de out de 2003 Monaliza Ferreira Vanessa Elionara
  2. 2. Introdução <ul><li>Um dos mais importantes indicadores de sucesso de uma empresa é a produtividade, pois indica o desenvolvimento e permanência da mesma no mercado. Esse artigo teve o objetivo de mostrar que a produtividade no setor calçadista pode ser melhorada através de um estudo de layout, a partir do qual desenvolveu uma maneira de melhorar o fluxo de pessoas e materiais no piso de uma fábrica de calçados. </li></ul>
  3. 3. <ul><li> Segundo Gurgel (2000), o arranjo físico da empresa industrial é uma técnica de converter os elementos complexos e inter-relacionados da organização em uma estrutura capaz de atingir os objetivos da empresa pela otimização entre a geração de custos e a geração de lucros. Dentro da pesquisa também foi possível implementar um sistema para o setor de serigrafia com o objetivo de redução do setup , tempo decorrido para a troca de um processo em execução até a inicialização do próximo processo. </li></ul>
  4. 4. Caracterização da Empresa <ul><li>A indústria é de pequeno porte e localiza-se no estado do Ceará. A linha de produtos da empresa está relacionada com calçados masculinos e femininos, no estilo surf, sendo que todos estão relacionados com a matéria-prima EVA (Acetato de Vinila). </li></ul>
  5. 5. Processo Produtivo <ul><li> </li></ul><ul><li>As seis principais etapas são: modelagem, armazenamento da matéria-prima, corte, costura, pré-montagem e montagem. </li></ul><ul><li>Foi verificado que o processo produtivo na indústria de calçados de EVA caracteriza-se pela sua descontinuidade, com o fluxo de produção ocorrendo entre estágios bastante distintos entre si. </li></ul>
  6. 6. Com relação à capacidade produtiva, a empresa possui duas esteiras para transporte, sendo que a esteira 01 tem a capacidade de transportar cerca de 2056 pares/dia e a esteira 02 cerca de 1741 pares/dia, considerando-se um expediente de 08 horas diárias. Para a obtenção da capacidade de produção das esteiras, foram colhidos dados relativos ao comprimento das esteiras, o tempo ao qual o par de calçado passa por todas as operações, a jornada de trabalho e o espaço destinado a ocupação do calçado.
  7. 7. <ul><li> </li></ul><ul><li>Cada funcionário da empresa tem um custo anual, e baseado no salário mínimo do ano que era de R$180,00, a empresa gasta com um funcionário R$ 1,12 em hora/dia, dando sequência a 0,0187 por minuto trabalhado. </li></ul>
  8. 8. Estudo de Layout <ul><li>Segundo Camarotto, layout constitui-se na materialização de uma estratégia de produção e dos pressupostos que orientam as inter-relações entre homens </li></ul><ul><li>Arranjo físico por processo; </li></ul><ul><li>- Segundo Slack, esse tipo de arranjo mantém os recursos similares da operação juntos e, os diferentes tipos de recursos que sofrem transformação percorrem seus roteiros ao longo da operação de acordo com suas necessidades. </li></ul><ul><li>O estudo levou 1 mês; </li></ul>
  9. 9. Porque estudar o layout? <ul><li>A alocação de máquinas, o fluxo de pessoas e matérias-primas no piso fabril dispostos de forma desordenada, dificultando o inter-relacionamento entre os setores; </li></ul><ul><li>Estoque de processo demasiadamente alto, dificultando o acesso entre os setores, proporcionando perca de material e a presença de sujeira no piso fabril; </li></ul><ul><li>A dificuldade de localizar material (placas de EVA, facas, ferramentas, dentre outros); </li></ul><ul><li>O setor de serigrafia localizado em local impróprio gerando um significativo estoque de material em processamento, visto que deve ser posto junto a esteira para melhor utilização da mão-de-obra e da matéria-prima. </li></ul>
  10. 10. Layout antigo
  11. 11. Layout Proposto
  12. 12. Setor de Serigrafia - Problemas <ul><li>Subtilização da mão-de-obra; </li></ul><ul><li>Método antigo utilizava uma tela com um único pé; </li></ul><ul><li>Setup para troca de telas onerava um tempo significativo; </li></ul><ul><li>Setor não se apresentava diretamente ligado a esteira; </li></ul>
  13. 13. Setor de Serigrafia - Proposta <ul><li>Telas foram desenvolvidas para serigrafar o par de sandálias ao mesmo tempo; </li></ul><ul><li>Dispositivos para auxiliar diretamente a troca de telas; </li></ul><ul><li>Redução do setup de 07 minutos para aproximadamente 01 minuto; </li></ul><ul><li>O método proposto reduziu significativamente o tempo de setup e dobrou a produtividade de sandálias serigrafadas. </li></ul>
  14. 14. Resultados <ul><li>A matéria-prima concentrada próximo ao portão de acesso do piso fabril (espaço definido para abastecimento), alojada sobre paletes (evitando o contato com o chão); </li></ul><ul><li>Costura foi alocada de forma a permitir a melhoria do fluxo entre as pessoas e máquinas; </li></ul><ul><li>Cortador de alça obteve ampla visão das costureiras possibilitando abastecê-las mais rápido; </li></ul><ul><li>O setor de embalagem dispôs de maior espaço para embalar e separar os lotes de produto; </li></ul><ul><li>A nova forma de serigrafia proporcionou uma redução significativa, de cerca de 55 %, nos gastos relacionados ao setor de serigrafia da empresa. </li></ul><ul><li>As novas telas confeccionadas foram devidamente etiquetadas e agrupadas de acordo com o modelo usado. </li></ul>
  15. 15. Crítica <ul><li>A capacidade de produção da empresa só se dá em função do transporte do material? </li></ul><ul><li>Diminuiu a quantidade de mão-de-obra? Quanto? </li></ul><ul><li>Qual foi a satisfação dos funcionários que permaneceram trabalhando no novo modo de produção? </li></ul>
  16. 16. Fim

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