Estética da linguagem áudio visual 2

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Estética da linguagem áudio visual 2

  1. 1. PRODUÇÃO PUBLICITÁRIA EM TV/CINEMARenato Pandur “Existe um mundo de coisas perceptíveis pelos sentidos e um mundo de leis inferidas pelo pensamento.” (Spinoza)3ª aulaRelações contextuais A televisão pode significar muitas coisas, incluindo arte, ofício, até uma bela arte.Independentemente da etiqueta, qualquer discussão sobre a estética na televisão,obrigatoriamente, começa com a relação entre televisão e realidade. Isto porque imagens,visuais e auditivas, são experiências sensoriais. Os olhos vêem, os ouvidos ouvem e o cérebroregistra as imagens e sons. Existe, efetivamente, uma construção e uma distorção subjetiva em todo ato de conhecimento. 1. Os objetos só nos atingem através dos sentidos, isto é, através de manifestações indiretas de si mesmos, como seja, manchas coloridas, ondas sonoras, etc 2. Os órgãos dos sentidos são construções fisiológicas feitas para perceber apenas determinados estímulos. (TELES, 1986 – P.67) A tendência em procurar padrões e impor significados, mesmo que não façam sentidoé característica peculiar do cérebro humano. “Quando você filma, usa ação, iluminação,ângulos, enquadramento e movimentos de câmera para reduzir a ambigüidade – se asimagens não fossem ambíguas você gravaria tudo em plano geral. “(WATTS, 1999 – P.88)
  2. 2. A percepção humana funciona em termos de relacionamentos contextuais. Aindacriança aprendemos a reconhecer e associar significados a formas, sons e até cores. Porexemplo, os tons verde e azul parecem gelados e calmantes, o vermelho e o laranja parecemquentes e excitantes. Estes sentimentos nascem da nossa percepção e memórias das cores nanatureza... grama verde, água azul, fogo vermelho, etc O artesanato estético dos pintores consiste em combinar linhas, sombras e luzes. Os escritores e poetas combinam imagens e emoções como os músicos combinam sons, ritmos e melodias. Todas essas combinações são feitas dentro de uma criatividade nova, de efeitos surpreendentes, de tal modo que sejam capazes de evocar a sensação de beleza, o prazer estético. O Belo nasce de uma intuição emocional (uma visão íntima de características emotiva) provocada por elementos de natureza material ou simbólica. (TELES, 1986 – P.92) Aprender como lidar com as relações contextuais na área do áudio visual éfundamental para que sua mensagem seja transmitida de maneira eficaz por meio daspercepções, receptivas do cérebro do telespectador.A percepção do olhar Como já dito, a televisão explora os recursos visuais e auditivos de nosso cérebro. Nãoé possível que em um comercial do Mc Donald´s, por exemplo, seja gerado junto com o áudio eo vídeo o cheiro ou o gosto de um hambúrguer. Porém, os recursos estéticos aplicadosadequadamente podem representar esta verdade e estimular o consumo deste produto.Sabendo como o cérebro basicamente funciona com os estímulos áudio visuais e aplicandoestes recursos, pode-se ter resultados surpreendentes na condução de uma mensagem áudiovisual. O cérebro utiliza os olhos para primeiramente registrar pontos de iluminação em umdeterminado ambiente. Funcionam de uma maneira bem peculiar, focalizando apenas umaparte da tela por vez dirigindo-se para a parte mais iluminada deste ambiente. Neste caso, emuma peça de teatro seu olhar registra todo o palco da cena, mas um spot de luz iluminando umdeterminado artista ou ponto do cenário chamará imediatamente a sua atenção. No trânsito denoite, os olhos ficam atentos às placas de sinalização, ruas e nos carros, mas um farol com luzalta vai proporcionar que seu cérebro registre uma maior atenção nesta situação. Em umsegundo estágio, os olhos seguem movimentos, o que é um reflexo primitivo, animal, poismovimento – especialmente o movimento repentino – representa perigo potencial. Osilusionistas utilizam esse recurso há tempos. Prendem atenção com outro objeto que semovimenta para que seu truque não seja percebido. A televisão é um exemplo disso. Se estáligada, é muito difícil não olhar para ela. Cenas de ação utilizam movimentos de câmeras,iluminação e até contrastes para chamar a atenção. Os movimentos são recursos poderososutilizados para que uma mensagem tenha o impacto desejado, porém, em demasia atrapalham,
  3. 3. como em cenários virtuais ou cenas de background, onde neste caso, um apresentador ouelemento do primeiro plano tem que chamar mais a atenção do que a própria movimentação. Neste contexto da relação de imagem x olhar é saber que o importante não é o quevocê vê, mas o que faz os outros verem. Como por exemplo em um jogo de futebol, onde, aovivo a sensação de assistir a partida é única, diferente de sentado no sofá vendo o mesmo jogopela televisão, que gera diversas opções de ângulos de visualização, replays e informaçõesadicionais. Outro exemplo bem peculiar são os shows de artistas musicais em apresentaçõesao vivo. Em um ginásio, assistindo a um show você tem um único e exclusivo ângulo de visão.Neste mesmo show, editado pode-se ter sensações de movimento bem mais interessantes natelevisão, fazendo uso de imagens em planos abertos, cortes em close ou efeitos, dinamizandoo evento, porém, a emoção presencial é única, pois a televisão como já dito não reproduz arealidade, mas pode representá-la de diversas maneiras.A percepção do ouvido A imagem em televisão é erroneamente considerada a área de maior atenção dodiretor. Televisão é uma mídia audiovisual, por isso o som nas suas mais variadasmanifestações é parte primária e integrante da televisão. Freqüentemente o som é o que dá ainformação mais precisa do que a imagem. Quando falamos de som, a abrangência não serestringe apenas à locução humana. Um bom comercial de televisão sabe combinar efeitos debackground, trilhas sonoras e é claro, o timbre e entonação adequado para aquele tipo dematerial a ser reproduzido em uma mídia áudio visual. Quando edita, você deve montar as imagens para fazer o máximo de sentido possível; e quando tiver contado o máximo da história que conseguiu com imagens, você envia a mensagem com som. O som é o equivalente em televisão à etiqueta do quadro, à identificação do cartão postal e à legenda do jornal. “(WATTS, 1999 – P.88) Existem diversas maneiras de se trabalhar o som na construção de uma mensagemáudio visual. Elas funcionam como complemento e reforço da imagem ou parte de umraciocínio a ser construído. Por exemplo, em uma cena onde apareça em segundo planotroncos de árvores queimadas, e no primeiro plano um tronco de árvore com uma placa escrito“Floresta verde” podemos ter dois tipos de locução: A que legenda a imagem: “-Floresta verde”ou uma que complementa a informação: “-Esta árvore já está morta”. Dependendo do sentidoque você quer dar à mensagem o texto da locução é fundamental, pois na primeira opção amensagem é clara e direta, e na segunda trabalha a ambigüidade da imagem e texto locutado.A trilha musical também influencia diretamente no sentido de construção da mensagem,realizada pelo cérebro humano. Neste mesmo exemplo citado podemos causar uma sensaçãode revolta utilizando uma trilha sonora pesada, como um hard rock, por exemplo ou umasensação de tristeza e sofrimento utilizando uma trilha mais lenta através de músicas eruditas.
  4. 4. Tempo objetivo e tempo subjetivo O tempo em televisão é tratado basicamente de duas maneiras. A primeira é a “o que”o telespectador vê e a segunda é “o que” e “como” você quer que ele veja. Como já dito,materiais com recursos áudio visuais utilizam estes sentidos para tentar construir umadeterminada mensagem. A maneira como você trabalha som e imagem pode gerar váriosresultados em um único espaço de tempo. Chamamos de Tempo objetivo o tempo “real”,aquele contado em um relógio. Logo um comercial de 30 segundos terá exatos 30 segundos,um filme de duas horas terá exatamente duas horas de duração contadas no relógio. Masexiste um outro tipo de tempo chamado de Subjetivo. Este é o tempo resultante de associaçãode sensações em um determinado contexto, causando uma leitura subjetiva do tempo real noseu cérebro. Por exemplo, em uma fila de banco na maioria das vezes temos a sensação deestar horas esperando, quando na verdade estamos ali há poucos minutos. Do mesmo modo,quando assistimos a um filme que nos agrada temos a sensação de que acabou rápidodemais, embora sua duração objetiva tenha sido duas horas. O modo como o seu cérebroregistra essas sensações é capaz de alterar o tempo e consequentemente a recepção dasmensagens. Em comerciais onde a equipe de produção consegue trabalhar adequadamentesom e imagem faz com determinado tipo de material tenha um impacto forte e direto na leiturada mensagem. Fazendo uso dos recursos estéticos aplicados na mídia eletrônica é que essesprofissionais ganham a atenção do telespectador, utilizando para veiculação dos materiais otempo objetivo, mas sobretudo, trabalhando indiretamente elementos relacionados à percepçãohumana ligados ao tempo subjetivo. “Verdadeiro ou falso pode ser apenas o reflexo subjetivo, na consciência, da realidade objetiva”. (BAZARIAN, 1980) Conclui-se então que as imagens de televisão não são a realidade. Elas apenas arepresentam. Porque televisão é representativa, suas imagens de vídeo e áudio podem sermanipuladas. A percepção da realidade da audiência também pode ser manipulada. Estacapacidade coloca sobre produtores de televisão uma enorme responsabilidade de representara realidade honestamente, justamente e acima de tudo com responsabilidade. Vale ressaltar também que, mesmo você tendo conhecimento técnico e prático emprodução de conteúdo áudio visual, pode existir um grande fosso entre a maneira como vocêvê o material produzido e a maneira que o espectador o vê, devido à visão seletiva, ou seja,quase todos os nossos atributos pessoais afetam a maneira como vemos as coisas. Orepertório sócio cultural do indivíduo pode influenciar diretamente na recepção da mensagem,por isso foco no público alvo é essencial, pois os olhos selecionam; as pessoas vêem as coisasde maneiras diferentes.
  5. 5. Área útil Quando falamos em transmissão de áudio e vídeo, a atenção técnica em relação aprodução e o conteúdo que está sendo recebido pelo telespectador é importante. O materialproduzido é visualizado em uma tela de computador e também reproduzido através de um tubode televisão, ou no caso das digitais, em telas de LCD ou Plasma. Temos que considerar umaspecto importante na distribuição dos elementos do vídeo, pois a área que estes elementossão compostos durante a produção, não é a mesma em que o sinal é recebido pelo públicofinal, ou seja, existe uma perda de espaço nas laterais do vídeo. Por isso, durante a produçãode qualquer material temos que considerar o que chamamos de “área útil”, que concentra asinformações mais relevantes em uma determinada margem de segurança. Os softwares deedição, pós produção e até mesmo as câmeras possuem essa margem disponível paravisualização na hora da produção do conteúdo, garantindo assim que a mensagem sejatransmitida de maneira que nenhum elemento importante do vídeo seja prejudicado. Informações que se encontram dentro da área útil Informações que se encontram fora da área útil Informações exibidas no vídeo
  6. 6. Domínio da Estética A partir de agora vamos focar a questão da materialidade da imagem, não em termostecnológicos, mas com relação ao domínio da estética, em suas relações com asespecificidades técnicas do meio videográfico e no tocante à produção de sentido. Quemtrabalha com comunicação tem que saber explorar as potencialidades dos ângulos, planos,contrastes, iluminação, edição e pós produção de uma material áudio visual.Linhas e equilíbrio A aplicação de formas geométricas em materiais videográficos é muito importante naconcepção de alguns sentidos. O posicionamento destes elementos no vídeo e suas formaspode influenciar no sentido da mensagem. As linhas ou formas geométricas com característicasretas passam uma sensação de seriedade, caracterizada principalmente pela nossa percepçãocerebral. As linhas curvas causam a sensação oposta, de liberdade e suavidade. Assim sendoé importante você adequar o estilo de padrão visual de acordo com o público que se queratingir. Em um comercial informativo, cuja característica é a seriedade, é inteligente utilizarformas geométricas planas, equilibradas e retas. Já em um comercial promocional, onde a intenção é valorizar o produto, principalmentese for de maneira cômica é interessante o uso de formas e linhas arredondadas. Isso deve-seprincipalmente ao próprio conceito de linearidade que o nosso cérebro “aprende” durante ocrescimento humano. Quando aprendemos a andar logo nos acostumamos com o planohorizontal, onde nos passa a sensação de segurança e estabilidade. Quando entramos em umquarto onde os quadros estão todos desalinhados a sensação inicial é de desconforto, logodepois de descontração.
  7. 7. A Tendência natural é organizar os quadros, pelo próprio sentido de linearidade queadquirimos ao crescermos. As formas arredondadas possuem características cômicas e sutis. Filmes de animaçãoabusam deste estilo mostrando troncos de árvores, muros, paredes, carros e vários objetoscom características arredondadas, fortalecendo assim a sensação de descontração.Composição O enquadramento inclui quem entre os participantes vai ser mostrado em um take, se otake a ser usado será aberto ou fechado e se o ângulo de câmera a ser selecionado seránormal, baixo ou alto. A Composição está ligada à organização dos elementos doenquadramento, apresentando uma imagem esteticamente agradável que indique uma relaçãoentre os elementos.
  8. 8. A regra dos terços Uma imagem visualmente equilibrada e interessante é um dos objetivos do cinegrafistaou diretor na hora de captar uma cena. Um dos mais importantes e conhecidos recursosfacilitadores da composição ideal é a regra dos terços, que consiste em um exercício visual,onde o cinegrafista divide mentalmente o cenário em três terços verticais e horizontais, obtendoum total de nove quadrados. A intersecção entre essas linhas revelam pontos que chamadosde “pontos áureos”.As linhas são uma espécie de local de repouso para aquilo que se quer mostrar em umadeterminada cena, e os pontos, onde devem ficar os elementos que precisam ter maioratenção. Muitos estudos fotográficos chegaram à conclusão de que quem observa umaimagem presta mais atenção para um destes pontos de cruzamento em relação ao centro daimagem. No caso de pessoas e objetos é interessante posicioná-los em um dos terços daimagem e para paisagens, acima ou abaixo dos terços horizontais. Obviamente a regra dosterços não é a única existente em fotografia, podendo haver a necessidade de umenquadramento centralizado. A experiência na captação da imagem e a intenção docinegrafista e diretor é que vai determinar qual a melhor composição a ser feita.Planos O Equilíbrio entre o sujeito principal e a área de fundo é uma das escolhas maisimportantes que o diretor e o operador de câmera têm de executar. Ele determina exatamenteo tamanho no qual o sujeito principal vai ser visto e quanto de informação a sua volta serámostrada. O Grande Plano Geral é uma tomada geográfica que mostra a locação inteira ou alocação em seu ambiente.Trata-se de uma visão geral que estabelece onde você está; ela éfreqüentemente conhecida como Vista Geral ou Tomada de Referência. Neste tipo de plano o
  9. 9. sujeito permanece dominado pela área de fundo, tendo características particulares quase queindefinidas. É bastante utilizado em cinema onde a magnitude dos cenários impressiona opúblico. Grande plano geral Plano Geral abrange uma ação específica do local onde se passa o filme. Énormalmente utilizado após o grande plano geral, por mostrar os elementos que irão compor acena, valorizando mais a figura do sujeito e algumas características peculiares do cenário. Plano geral O Plano Americano “Corta” o sujeito na altura do joelho. Tem esse nome pela grandepopularidade entre os diretores de Hollywood na dec. De 30 e 40. Este tipo de enquadramentovaloriza diálogos de atores em perfil, quando não se pretende chamar a atenção, em relaçãoao enquadramento, para nenhum deles. Muito utilizado também em telejornalismo, naaplicação de cenários virtuais.
  10. 10. Planos Americano Plano Médio é basicamente o enquadramento de um corpo humano da cintura paracima. Desta forma o sujeito divide com a paisagem de fundo a importância na dimensão dovídeo. Plano Médio
  11. 11. Para diálogos um plano bastante útil é o Plano Próximo, que enquadra o sujeito dotórax para cima. Plano Próximo No Close up os elementos característicos do sujeito são mais valorizados em relaçãoao fundo. Neste tipo de enquadramento os ombros e a cabeça do sujeito chamam bastante aatenção evidenciando expressões.
  12. 12. Close up O Super Close enquadra somente o rosto do sujeito revelando características dopersonagem com mais intensidade dramática. Super Close Para finalizar a série de enquadramentos fechados existe também o Plano de Detalheque enquadra somente os detalhes que vão valorizar a seqüência normal do filme, como porexemplo os olhos, um anel no dedo, uma cicatriz, a fumaça de um cigarro, etc. Plano de detalhe A dimensão diminuta da tela média é uma boa razão para filmar close-ups: se atomada for muito aberta, as pessoas perdem o detalhe. Em seqüências captadas em close upvocê deve ficar atento à margem de segurança, pois como são poucos elementos que sãoevidenciados na tela é importante mantê-los na área útil do vídeo. O uso do tripé também éuma boa solução para evitar trepidações na imagem, uma vez que a lente em close-up está emníveis altos de zoom e consequentemente mais sensível a pequenas movimentações. Televisão é a arte de erguer a sombrancelha, por isso, trabalhe ritmos no vídeo. Planosmédios, close-ups no detalhe, voltando para o médio.
  13. 13. Filmar seqüências longas em grandes close-ups pode causar desconforto tanto quantoalguém gritando na sua cara, portanto é importante sempre ficar atento e observar se oconteúdo áudio visual exibido na tela está recebendo o seu devido valor.Ângulos Um dos grandes problemas que o diretor enfrenta em filmes publicitários e passar asensação da realidade sem ter necessariamente alguns elementos que compõem essarealidade. Por exemplo um carro em alta velocidade, registrado por um determinado tipo decâmera pode apenas parecer um “borrão” na tela de tv. Para isso existem recursos que odiretor lança mão para simular a realidade. Um destes recursos é o posicionamento da câmera em relação ao sujeito. Aprofundidade pode ser registrada de diversas maneiras e causar sensações diferentes. Parater essa noção de profundidade no vídeo o ideal é fazer a captação registrando vários planosem um único take desse mesmo objeto para dar a dimensão ideal de profundidade, comomostra a figura abaixo. Cena com elementos que caracterizam a profundidade
  14. 14. Um exemplo registrado de ângulos diferentesVocê pode utilizar a câmera inclinada para sugerir a sensação de movimento constante, poiseste tipo de ângulo causa uma certa desorientação e emoção, mas deve ser utilizado empequenas doses para produzir o efeito. Câmera inclinada O ângulo alto enquadra o elemento visto de cima, reduzindo a sua altura. É usadoexatamente para diminuir a força e enfatizar a inferioridade, tornando-o mais frágil e vulnerável. Ângulo altoServe também para revelar, à grande distância, a topografia de uma paisagem ou mostrar umaação que se desenvolve em um plano inferior em relação a um determinado ponto de vista.
  15. 15. Ângulo alto O ângulo baixo aumenta a estatura do indivíduo colocando em posição desuperioridade e dominância. Utiliza-se muito este tipo de ângulo para valorização de objetos eprodutos em um comercial publicitário. Ângulo baixo O ângulo plano ou linear é muito utilizado quando se quer proporcionar um contatodireto com o telespectador. Em materiais informativos, onde o foco é na transmissão pura deuma mensagem este é o enquadramento mais indicado para se fazer. Ângulo médio
  16. 16. Para filmar o ponto de vista do sujeito, a câmera assume a movimentação semelhantea ação que o indivíduo irá realizar. Chamamos este tipo de enquadramento de câmerasubjetiva. Close up Câmera subjetiva Existe um outro tipo de enquadramento onde a posição da câmera permite a filmagemde uma cena do ponto de vista de um público imaginário, muito utilizado na maioria doscomerciais, chamado de câmera objetiva. Em diálogos utiliza-se muito a câmera com takes cruzados, para “quebrar” alinearidade da câmera objetiva. Em vez de filmarmos uma conversa entre dois sujeitos apenasde perfil, posiciona-se a câmera sobre o ombro do sujeito que está recebendo o diálogo doelemento oposto. Diálogo de perfil
  17. 17. Diálogo com takes cruzadosFoco Seletivo A seletividade de foco é amplamente utilizada em filmes publicitários e no cinema.Consiste em destacar e valorizar um elemento da cena em relação aos outros. A concentraçãodo foco neste elemento valoriza a ação na cena chamando a atenção do telespectador. A troca do foco seletivo em um mesmo plano é um recurso que torna alguns takes beminteressantes, fazendo uma variação da importância dos elementos da cena.Contrastes O contraste significa trabalhar diferenças de tons ou de luz na imagem. Todas asimagens tem características de contraste, sendo mais facilmente identificado em imagens quecontenham incidência de luz e projeção de sombra ou na relação entre cores fortes e suaves. Contraste por luz e por cor
  18. 18. Iluminação A iluminação é a essência da fotografia e na captação de imagens ela tem papelpreponderante na geração de sentido.Oferecendo incontáveis possibilidades de expressão,permite ao diretor enfatizar determinado elemento no cenário, como no caso da iluminaçãopontual, muito utilizada em filmes publicitários. Você pode simular sensações também atravésda iluminação ,como no caso de um ponto de luz em contra mergulho com o elemento,invertendo as sombras e causando a sensação de terror. Saber interpretar a luz é condiçãofundamental para um bom diretor. Iluminação enfatizando o personagem Iluminação em contra mergulho reforçando a sensação de medo da cena.Considerações finais A máquina, por mais recursos e capacidade técnica que possa vir a ter, ainda sóresponde aos estímulos que o homem a ela ensinar. Toda a estrutura gélida da tecnologia écapaz de imprimir na televisão um modo de representação da realidade. É considerado comoobjetivo principal do diretor o direcionamento de vetores e informações áudio visuais pararetratar em quantas dimensões quiser o intrigante pulsar da vida. A combinação deconhecimento técnico e as relações contextuais que envolvem a produção áudio visual, atravésda utilização dos elementos estéticos, promovem um grau de eficiência na geração de sentido,ressaltando que, nem sempre a utilização destes recursos garantem 100% da eficiência
  19. 19. receptiva, pois como já dito, o modo como as pessoas vivem, através do seu conhecimento erepertório de vida, influenciam diretamente na absorção e entendimento do conteúdo exibido. Renato Pandur Ref. Produção Publicitária em TV/ Cinema

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