Biblia Mais Para Garotas - Hayley Dimarco

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A Bíblia da Garota de Deus. Uma Biblia elaborada especialmente para a jovem cristã. A Obra possui comentários de Hayley Dimarco e a distribuição é feita pela editora Thomas Nelson.
A Livraria Tenda Gospel disponibiliza o primeiro capítulo para que você conheça esse linda bíblia.
Toda garota tem um montão de sonhos, planos e experiências, mas tudo fica muito mais interesseiro quando ela deixa Deus e a Palavra fazerem parte de seu mundo. É por isso que a Bíblia + para garotas tem a sua cara, com notas, comentários, devocionais, dicas e outros recursos para ajudar você a ser uma garota assim — de bem com a vida e segundo o coração do Pai.

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Biblia Mais Para Garotas - Hayley Dimarco

  1. 1. 17_bmpg_et - Arquivo Final - 08/04/2015 - 18:47 - p. 540 Ponto essencial Ester é a história de uma menina que se tornou rainha, e de como Deus usou a ascensão dela a essa posição para salvar seu povo, os judeus, da destruição. Ester é um lembrete de que Deus está no controle, seja qual for a figura política que você imagine que tenha todo o poder. Aproveite a oportunidade Se você ficar calada numa situação como esta, do Céu virão socorro e ajuda para os judeus, e eles serão salvos; porém você morrerá, e a família do seu pai desaparecerá. Mas quem sabe? Talvez você tenha sido feita rainha justamente para ajudar numa situação como esta! Ester 4:14 U m monte de coisas na Bíblia pode parecer contraditório, mas só porque você não consegue imaginar uma situa- ção, isso não a torna impossível. Deus pode permitir que duas coisas opostas existam ao mesmo tempo sem contradizer uma a outra. Pense no livre-arbítrio e no agir de Deus em sua vida. Todo mundo tem o livre-arbítrio para fazer o que quiser. Todos nós fazemos escolhas, não como marionetes de Deus, mas como seres humanos pecaminosos que têm o poder de escolher entre a obediência e a rebeldia. Mas Deus também diz que ele desempenha um papel em nosso destino (veja Êxodo 7:3; Romanos 9:10-13). E aí, o que vai ser? Livre-arbítrio ou predestinação? As duas coisas. No livro de Ester, você pode ver esta contradição em ação. Ester e seu primo toma- ram decisões e medidas que afetaram uma geração inteira de judeus, mas você também pode dizer que estava nos planos de Deus que eles fizessem isso (veja Ester 4:14). Se você acha que o que acontece é resultado da mão de Deus em sua vida ou de seu livre- -arbítrio, dedique-se aos mandamentos de Deus e assuma o compromisso de amá-lo em tudo o que você faz. Faça isso, e sua vida se desenvolverá no poder e na graça de Deus, mas rejeite aos mandamentos de Deus e você se verá destinada a viver uma vida de arrependimento. Deus quer usá-la para transformar uma geração, mas sua vontade precisa estar de acordo com a dele. O pro- pósito de Deus para você é claro, mas o que mais im- porta é sua adoração e sua busca pela santidade no dia a dia, não o destino que você pode ver. Enquanto você buscar a Deus todos os dias, todos poderão ver a mão de Deus em sua vida. A fé sabe que há muito mais em jogo na vida do que se pode ver. A mente humana não consegue imaginar facilmente o livre-arbítrio e a predestinação existindo ao mesmo tempo, mas para Deus tudo é possível. Em algumas horas, você precisa crer sem entender plenamente. Como uma Ga- rota de Deus, você precisa saber que o que Deus quer que se cumpra se cumprirá, e se ele prometeu proteger o povo dele, ele vai fazer isso. Durante a leitura do livro de Ester, veja como Deus salva seu povo, e como ele usa essa menina para isso. Autor Desconhecido Data Algum momento depois de 465 a.C. Local Provavelmente a Pérsia Público-alvo Desconhecido Ester
  2. 2. 17_bmpg_et - Arquivo Final - 08/04/2015 - 18:47 - p. 541 Deus nunca é mencionado no livro de Ester. Em Ester 3:8-11, o rei Xerxes assinou um decreto para que todos os judeus do reino fossem executados. Pedestinação:A ideia de que Deus determinou que certos eventos acontecessem antes de eles acontecerem. Hamã ficou furioso quando viuque Mordecai não se ajoelhava em honra dele. E, quando lhe disseram que Mordecai era judeu, Hamã achou que não bastava matar somente Mordecai; ele fez planos para matar também todos os judeusque havia no reino de Xerxes. (Ester 3:5-6) Se você ficar calada numa situação como esta, do Céu virão socorro e ajuda para os judeus, e eles serão salvos; porém você morrerá, e a família do seu pai desaparecerá. Mas quem sabe? Talvez você tenha sido feita rainha justamente para ajudar numa situação como esta! (Ester 4:14) Fatos, termos e versículos que você deve saber ++ Como Ester tornou-se rainha (veja Ester 2:1-18) ++ Como Hamã conspirou para matar os judeus (veja Ester 3:1—4:3) ++ Como Ester salvou seu povo (veja Ester 4:4—9:19) Coisas para procurar Vá e reúna todos os judeus que estiverem em Susã, e todos vocês jejuem e orem por mim. Durante três dias não comam nem bebam nada, nem de dia nem de noite. Eu e as minhas empregadas também jejuaremos. Depois irei falar com o rei, mesmo sendo contra a lei; e, se eu tiver de morrer por causa disso, eu morrerei. (Ester 4:16) A rainha Vasti desafia o rei Xerxes 1  1-2  Foi no tempo em que Xerxes era rei da Pérsia. A capital era Susã, e o reino se dividia em cento e vinte e sete * provín- cias, que iam desde a Índia até a Etiópia. 3  No terceiro ano do seu reinado, o rei deu um banquete para todos os seus ofi- ciais e servidores. Estavam presentes também os chefes dos exércitos da Pér- sia e da Média, e os governadores, e a gen- te da nobreza das províncias. 4  Durante seis meses Xerxes exibiu a todos as ri- quezas do seu reino e o luxo e o esplen- dor da sua corte. 5  Depois dos seis meses, o rei ofereceu nos jardins do palácio um banquete para todos os moradores de Susã, tanto os ri- cos como os pobres. A festa durou uma semana. 6  O pátio estava todo enfeitado com cortinas de algodão brancas e azuis, amarradas com cordões de fino linho ver- melho, que estavam presos por argolas
  3. 3. 542 17_bmpg_et - Arquivo Final - 08/04/2015 - 18:47 - p. 542 Ester 1:7 de prata a colunas de mármore. O piso era feito de ladrilhos azuis, de mármore branco, de madrepérola e de pedras pre- ciosas. Nesse pátio havia sofás de ouro e de prata. 7  Os convidados tomavam as bebidas em copos de ouro, todos eles di- ferentes uns dos outros, e o rei mandou que o seu vinho fosse servido à vontade. 8  Todos podiam beber o quanto quises- sem; o rei havia ordenado aos emprega- dos do palácio que servissem a todos os hóspedes quanto vinho eles quisessem. 9  A rainha Vasti também ofereceu no pa- lácio real um banquete para todas as mu- lheres dos convidados. 10  No sétimo dia de banquetes, o rei já havia bebido bastante vinho e estava mui- to alegre. Aí ele mandou chamar os sete * eunucos que eram os seus servidores particulares. Eles se chamavam Meumã, Bizta, Harbona, Bigtá, Abagta, Zetar e Car- cas. 11  O rei ordenou que eles fossem bus- car a rainha Vasti e que ela viesse com a coroa de rainha na cabeça. Ela era muito bonita, e o rei queria que os nobres e os outros convidados admirassem a sua be- leza. 12  Mas a rainha não atendeu a ordem do rei, e por isso ele ficou furioso. 13  Antes de tomar qualquer decisão, o rei consultava os entendidos em questões de * lei e de costumes. Portanto, mandou chamar os conselheiros 14  em quem ele ti- nha mais confiança, isto é, Carsena, Setar, Admata, Társis, Meres, Marsena e Memu- cã. Estes eram os sete ministros da Pérsia e da Média que ocupavam as mais altas posições no reino e serviam como conse- lheiros íntimos do rei. 15  Ele perguntou: — Eu, o rei Xerxes, mandei por meio dos meus servidores uma ordem à rainha Vasti, mas ela não obedeceu. De acordo com a lei, o que deve ser feito? 16  Aí Memucã disse ao rei e aos seus mi- nistros: — O que a rainha fez é uma ofensa não somente contra o senhor e os seus minis- tros, mas também contra os homens de todas as províncias do reino. 17  Pois, quan- do em todo o reino as mulheres souberem do que a rainha fez, elas irão desprezar os seus maridos. E vão dizer: “O rei Xerxes mandou buscar a rainha Vasti, e ela não foi.” 18  Hoje mesmo — continuou Memu- cã — as mulheres das altas autoridades da Pérsia e da Média vão saber do que a rainha Vasti fez e vão contar aos seus ma- ridos. E por toda parte as mulheres não respeitarão os seus maridos, e os maridos ficarão zangados com as suas mulheres. 19  Portanto, se for da sua vontade, ó rei, as- sine um decreto proibindo a rainha Vas- ti de aparecer na presença do senhor. E mande escrever isso nos livros das leis da Pérsia e da Média, para que nunca possa ser anulado. Depois arranje uma mulher que seja melhor do que Vasti, para ser ra- inha no lugar dela. 20  Quando a ordem do rei for anunciada por todo este enorme reino, então todas as mulheres tratarão com respeito os seus maridos, sejam ri- cos ou pobres. 21  O rei e os seus ministros gostaram da ideia, e ele fez o que Memucã tinha sugerido. 22  Ele enviou cartas a todas as províncias do reino, cada carta na língua e na escrita de cada província e de cada povo, mandando que todo marido fosse chefe da sua casa e que tivesse sempre a última palavra. Ester é feita rainha 2   Mais tarde a raiva do rei já havia pas- sado, mas mesmo assim ele continua- va a pensar no que Vasti havia feito e no decreto que ele havia assinado contra ela. 2  Aí alguns dos seus servidores mais ínti- mos lhe disseram: — Ó rei, mande buscar as mais lindas virgens do reino. 3  Escolha funcionários em todas as * províncias e ordene que tra- gam as moças mais bonitas para o seu * harém aqui em Susã, a capital. Hegai, o * eunuco responsável pelo harém real, to- mará conta delas e fará com que recebam um tratamento de beleza. 4  E então, ó rei, que a moça que mais lhe agradar seja a rainha no lugar de Vasti. O rei gostou da ideia e fez o que lhe sugeriram. 5  Em Susã morava um judeu chamado Mordecai, filho de Jair e descendente de Simei e de Quis, da * tribo de Benjamim. 6  Quando o rei Nabucodonosor, da Babilô- nia, levou de Jerusalém como prisioneiro o rei Joaquim, de Judá, Mordecai estava entre os prisioneiros que foram levados com Joaquim. 7  Mordecai levou consigo a sua prima Hadassa, isto é, Ester, uma moça bonita e formosa. Os pais dela ti- nham morrido, e Mordecai havia adota- do a menina e a tinha criado como se ela fosse sua filha. 8  Quando o rei mandou anunciar a or- dem, muitas moças foram levadas para
  4. 4. 543 Ester 17_bmpg_et - Arquivo Final - 08/04/2015 - 18:47 - p. 543 Ester Leia a história desta Garota de Deus no livro de Ester. Portanto, ponham em primeiro lugar na sua vida o Reino de Deus e aquilo que Deus quer, e ele lhes dará todas essas coisas. Mateus 6:33 O que vem em primeiro lugar: a provisão de Deus ou sua oração? Parece estranho que o Deus que conhece todos os seus pensamentos e vê tudo aquilo de que você precisa lhe peça para pedir que ele supra suas necessidades. Por que ele precisa ouvir suas palavras quando ele já sabe o que você vai pedir? Talvez o Senhor queira que seus filhos provem que se importam com o que ele pede que seja feito, e com o querer dele em sua vida antes de receberem aquilo de que precisam. Ao orar, sua mente e sua alma se alinham com as coisas do Es- pírito. A oração tira seu pensamento de si mesma e o coloca nas coisas do alto. Deus quer cuidar de seu povo, mas também quer que esse povo peça. Você pode realmente ver isso na vida de Ester. Ela foi colocada no palácio pe- las mãos divinas. Ester tinha acesso ao rei como ninguém mais, e quando seu povo se viu com um problema, ela era a única pessoa que poderia salvá-lo. Mas antes de fazer qualquer coisa, ela pediu ao povo para jejuar e orar (veja Ester 4:16). A prática do jejum segundo a tradição judaica implicava em orar. Assim, Ester se colocou diante do Senhor com oração e jejum para que pudesse obter o favor dele, porque, sem isso, ela não tinha a menor chance. Oração não é algo que se pode deixar de levar a sério. Ela é de grande valor na vida do cristão. É sua força vital. O tom de tudo o que você faz e de tudo o que é feito para você é dado pela persistência em sua oração ou pela falta dela. Como é triste conhecer a Deus, mas raramente conversar com ele ou mesmo pensar nele como sua fonte de poder e força para todos os problemas da vida. Quando os judeus oraram, Ester recebeu muita proteção. O que poderia ter acabado em um desastre total para Mordecai e seu povo, no final, foi um sucesso total. Durante a leitura da história de Ester, pense em como Deus permite que as coisas ruins deste mundo arrastem seu povo para ele e em como ele está pronto e apto para transformar em bem até a pior das situações quando você o busca em oração.
  5. 5. 544 17_bmpg_et - Arquivo Final - 08/04/2015 - 18:47 - p. 544 Ester 2:9 Susã, a capital, e entregues aos cuidados de Hegai, o chefe do harém do palácio. Uma dessas moças era Ester. 9  Hegai gos- tou dela, e ela conquistou a simpatia dele. Imediatamente ele começou a providen- ciar para ela o tratamento de beleza e a comida especial. Arranjou sete das me- lhores empregadas do palácio para cui- darem dela e colocou Ester e as empre- gadas nos melhores quartos do harém. 10  Ester fez conforme Mordecai tinha mandado e não disse nada a ninguém a respeito da sua raça e dos seus paren- tes. 11  Todos os dias Mordecai passeava em frente do pátio do harém para saber como Ester estava passando e o que ia acontecer com ela. 12  O tratamento de beleza das moças du- rava um ano; durante seis meses eram usados perfumes de * mirra e, no resto do ano, outros perfumes e produtos de bele- za. Terminado o tratamento, cada moça era levada ao rei Xerxes. 13  Quando chega- va a sua vez de ir do harém até o palácio, cada moça tinha o direito de levar tudo o que quisesse. 14  À tarde, ela ia ao palácio, e na manhã seguinte ia para outro harém, e era entregue aos cuidados de Saasgaz, o eunuco responsável pelas * concubinas do rei. Ela não voltava a se encontrar com o rei, a não ser que ele gostasse dela e man- dasse chamá-la pelo nome. 15  Chegou a vez de Ester, filha de Abiail e prima de Mordecai, a moça que Morde- cai tinha criado, a moça que conquistava a simpatia de todos os que a conheciam. Quando chegou a sua vez de se encontrar com o rei, ela levou somente aquilo que Hegai, o eunuco responsável pelo harém, havia recomendado. 16  Ester foi levada ao palácio para apresentar-se ao rei Xerxes no mês de * tebete, o décimo mês do séti- mo ano do seu reinado. 17  Ele gostou dela mais do que de qualquer outra moça, e ela conquistou a simpatia e a admiração dele como nenhuma outra moça havia feito. Ele colocou a coroa na cabeça dela e a fez rainha no lugar de Vasti. 18  Depois ele deu um grande banquete em honra de Ester e convidou todos os oficiais e servidores. Ele decretou que aquele dia fosse feria- do no reino inteiro e distribuiu presentes que só um rei poderia oferecer. Mordecai salva a vida do rei 19  Durante o tempo em que as moças estavam sendo transferidas para o outro * harém, Mordecai tinha sido nomeado pelo rei para ocupar um cargo no gover- no. 20  Seguindo o conselho de Mordecai, Ester ainda não tinha dito a ninguém que era judia. Ela continuava a obedecer a Mordecai, como tinha feito nos tempos de menina, quando ele a estava criando. 21  Naqueles dias Mordecai, fazendo o seu serviço no palácio, ficou saben- do que Bigtã e Teres, dois * eunucos que eram guardas no palácio, estavam zan- gados com o rei e planejavam matá-lo. 22  Aí Mordecai contou isso à rainha Ester, e ela disse ao rei o que Mordecai havia descoberto. 23  Houve uma investigação, e descobriu-se que era verdade; então os dois eunucos foram enforcados. E o rei ordenou que fosse registrado um relató- rio sobre isso no livro em que se escrevia a história do reino. Hamã faz planos para acabar com os judeus 3   Depois disso, o rei Xerxes colocou um homem chamado Hamã no cargo de primeiro-ministro. Hamã era filho de Ha- medata e descendente de Agague. 2  O rei ordenou que todos os funcionários do pa- lácio se curvassem e se ajoelhassem dian- te de Hamã em sinal de respeito. E todos os funcionários começaram a fazer isso, menos Mordecai; ele não se curvava, nem se ajoelhava. 3  Aí os outros funcionários perguntaram a Mordecai por que ele não obedecia à ordem do rei. 4  Todos os dias eles insistiam com ele para que obede- cesse, mas não adiantava. Ele explicava que não obedecia porque era judeu. Então eles foram contar isso a Hamã, para ver se Mordecai continuaria a desobedecer à ordem do rei. 5  Hamã ficou furioso quan- do viu que Mordecai não se ajoelhava em honra dele. 6  E, quando lhe disseram que Mordecai era judeu, Hamã achou que não bastava matar somente Mordecai; ele fez planos para matar também todos os ju- deus que havia no reino de Xerxes. 7  No ano doze do reinado de Xerxes, no primeiro mês, o mês de * nisã, Hamã ordenou que tirassem a sorte (chamava- -se isso de “purim”), para decidir o dia e o mês em que os judeus seriam mortos. Foi sorteado o dia treze do décimo se- gundo mês, o mês de * adar. 8  Hamã foi e disse ao rei: — Por todas as * províncias do reino, está espalhado um povo que segue * leis
  6. 6. 545 Ester 4:16 17_bmpg_et - Arquivo Final - 08/04/2015 - 18:47 - p. 545 diferentes das leis dos outros povos. O pior, ó rei, é que eles não obedecem às suas ordens, e por isso não convém que o senhor tolere que eles continuem agindo assim. 9  Se o senhor quiser, assine um de- creto ordenando que eles sejam mortos. E eu prometo depositar nos cofres reais trezentos e quarenta e dois mil quilos de prata para pagar as despesas do governo. 10  O rei tirou o seu * anel-sinete, que ser- via para carimbar as suas ordens, e o deu a Hamã, filho de Hamedata e descenden- te de Agague, o inimigo dos judeus. 11  E o rei lhe disse: — Fique com o seu dinheiro, e essa gente eu entrego nas suas mãos. Faça com eles o que quiser. 12  No dia treze do primeiro mês, Hamã mandou chamar os secretários do palácio e ditou a ordem. Ele ordenou que fosse traduzida para todas as línguas faladas no reino e que cada tradução seguisse a escrita usada em cada província. A ordem devia ser enviada a todos os representan- tes do rei, aos governadores das provín- cias e aos chefes dos vários povos. Ela foi escrita em nome do rei, carimbada com o seu anel-sinete 13  e levada por mensagei- ros a todas as províncias do reino. A or- dem era matar todos os judeus num dia só, o dia treze do décimo segundo mês, o mês de adar. Que todos os judeus fossem mortos, sem dó nem piedade: os moços e os velhos, as mulheres e as crianças. E a ordem mandava também que todos os bens dos judeus ficassem para o governo. 14  Em cada província deveria ser feita uma leitura em público dessa ordem, a fim de que, quando chegasse o dia marcado, to- dos estivessem prontos. 15  O rei deu a ordem, e os mensageiros foram depressa a todas as províncias; e em Susã, a capital, a ordem foi lida em público. O rei e Hamã se assentaram para beber, enquanto a confusão se espalhava pela cidade. Mordecai pede a ajuda de Ester 4   Quando Mordecai soube de tudo isso, rasgou a roupa em sinal de tristeza, vestiu uma roupa feita de pano grossei- ro, pôs cinza na cabeça e saiu pela cidade, chorando e gritando. 2  Quando chegou à entrada do palácio, ele não entrou, pois quem estivesse vestido daquela manei- ra não podia entrar. 3  E, em todas as * pro- víncias, em todos os lugares onde foi lida a ordem do rei, os judeus começaram a chorar em voz alta. Eles se lamentaram, choraram e jejuaram, e muitos deles ves- tiram roupas feitas de pano grosseiro e se deitaram sobre cinzas. 4  Ester ficou muito aflita quando as suas empregadas e os seus * eunucos lhe con- taram o que havia acontecido. Ela man- dou roupas para Mordecai vestir, mas ele não quis. 5  Então ela mandou chamar Ha- taque, um dos eunucos do palácio, que ti- nha sido escolhido para atendê-la, e or- denou que ele fosse falar com Mordecai para saber o que estava acontecendo e qual era a razão de tudo aquilo. 6  Hataque foi procurar Mordecai na praça que havia em frente do palácio, 7  e Mordecai contou tudo o que tinha acontecido com ele. Dis- se também a quantia exata que Hamã ti- nha prometido depositar nos cofres do rei como pagamento pela destruição de todos os judeus. 8  Mordecai entregou a Hataque uma cópia do decreto que ha- via sido lido por toda a cidade de Susã, ordenando que os judeus fossem mortos. E Mordecai pediu a Hataque que levasse a cópia a Ester, explicasse tudo direito e pedisse a ela que fosse falar com o rei e insistisse que ele tivesse piedade do povo dela. 9  Hataque fez o que Mordecai tinha pedido, 10  e Ester mandou Hataque entre- gar a seguinte resposta a Mordecai: 11  “É do conhecimento de todos, desde os ser- vidores do palácio até os moradores de todas as províncias, que ninguém, seja homem ou mulher, pode entrar no pátio de dentro do palácio para falar com o rei, a não ser que tenha recebido ordem para isso. A * lei é esta: quem entrar sem licen- ça do rei será morto, a não ser que o rei estenda o seu * cetro de ouro para essa pessoa. E já faz um mês que o rei não me manda chamar.” 12  Quando recebeu a mensagem de Es- ter, 13  Mordecai mandou o seguinte reca- do para ela: “Não pense que, por morar no palácio, só você, entre todos os judeus, escapará da morte. 14  Se você ficar calada numa situação como esta, do Céu virão socorro e ajuda para os judeus, e eles se- rão salvos; porém você morrerá, e a fa- mília do seu pai desaparecerá. Mas quem sabe? Talvez você tenha sido feita rainha justamente para ajudar numa situação como esta!” 15  Ester enviou a Mordecai a seguinte resposta: 16  “Vá e reúna todos os judeus
  7. 7. 546 17_bmpg_et - Arquivo Final - 08/04/2015 - 18:47 - p. 546 Ester 4:17 que estiverem em Susã, e todos vocês je- juem e orem por mim. Durante três dias não comam nem bebam nada, nem de dia nem de noite. Eu e as minhas emprega- das também jejuaremos. Depois irei fa- lar com o rei, mesmo sendo contra a lei; e, se eu tiver de morrer por causa disso, eu morrerei.” 17  Aí Mordecai foi e fez tudo o que Ester havia mandado. Ester convida o rei e Hamã para um banquete 5   No terceiro dia de jejum, Ester se ves- tiu com as suas roupas de rainha, foi e ficou esperando no pátio de dentro do palácio, em frente do salão nobre do rei. Ele estava lá dentro, sentado no trono, que ficava em frente da porta do pátio. 2  E, quando ele viu a rainha Ester esperando lá fora no pátio, teve boa vontade para com ela e estendeu-lhe o seu * cetro de ouro. Ester entrou, chegou perto dele e tocou na ponta do cetro. 3  E o rei perguntou: — O que está acontecendo, rainha Es- ter? O que você deseja? Peça o que quiser, que eu lhe darei, mesmo que seja a meta- de do meu reino. 4  Ester respondeu: — Se for do seu agrado, eu gosta- ria de convidar o senhor e Hamã para o banquete que estou preparando hoje para o senhor. 5  Aí o rei ordenou: — Digam a Hamã que venha depressa, para que nós aceitemos o convite de Ester. Assim o rei e Hamã foram ao banque- te que Ester havia preparado. 6  Quando estavam bebendo vinho, o rei perguntou a Ester: — Qual é o seu pedido? Peça o que qui- ser, que eu lhe darei, mesmo que seja a metade do meu reino. 7  Ester respondeu: — É o seguinte: 8  se eu puder me valer da bondade do rei, e se for do seu agrado atender o meu pedido, gostaria de convi- dar o senhor e Hamã para outro banquete que eu vou preparar amanhã para os dois. Aí lhe direi o que eu quero. O plano de Hamã contra Mordecai 9  Hamã saiu do banquete alegre e fe- liz da vida. Porém, quando chegou per- to da entrada do palácio, ele encontrou Mordecai ali e ficou furioso porque Mor- decai não se curvou diante dele, nem fez qualquer outro sinal de respeito. 10  Mas ele se controlou e voltou para casa. En- tão mandou chamar os amigos e pediu que Zeres, a sua mulher, também viesse. 11  Hamã começou a falar da sua riqueza, do número de filhos que tinha, das pro- moções que havia recebido do rei e de como agora ocupava a mais alta posição do reino, acima de todos os outros minis- tros e funcionários. 12  E continuou: — Além de tudo isso, eu fui a única pessoa que a rainha Ester convidou para acompanhar o rei ao banquete que ela preparou para ele. E ela também me pe- diu que eu fosse com ele a outro banque- te amanhã! 13  Mas tudo isso não me vale nada enquanto eu continuar vendo Mor- decai, aquele judeu, sentado na entrada do palácio. 14  Aí a mulher dele e todos os amigos deram a seguinte sugestão: — Mande fazer uma forca de uns vin- te metros de altura e amanhã de manhã peça ao rei que mande enforcar Morde- cai. Então você poderá ir feliz com o rei ao banquete. Hamã gostou da ideia e mandou cons- truir a forca. A vitória de Mordecai 6   Naquela mesma noite, o rei não con- seguiu pegar no sono; então mandou Uma oração por... Aceitação Ó Deus, que dás alegria ao mundo, que carregas a dor do mundo, faz-me satis- feita por ter herdado, como cristã, o far- do do mundo; livra-me do luxo da triste- za barata e, na essência de toda a minha angústia e dor, deixa que a alegria insu- perável viva por meio de meu Senhor e Salvador Jesus Cristo. Que eu reconheça de imediato tua mão em minha vida. Que eu te renda louvores toda vez que coisas boas ba- terem à minha porta, e que eu te ren- da glória mesmo quando os problemas surgirem. Liberta-me de minha maneira falha de pensar, e limpa minha memó- ria das opiniões e das expectativas do mundo, para que eu possa pensar ape- nas em ti e em tua vontade. Amém.
  8. 8. 547 Ester 7:9 17_bmpg_et - Arquivo Final - 08/04/2015 - 18:47 - p. 547 buscar o livro em que se escrevia o que acontecia no reino e ordenou que os seus funcionários lessem para ele. 2  A parte que leram contava como Mordecai tinha des- coberto o plano para matar o rei, plano este preparado por Bigtã e Teres, os dois * eunucos que eram guardas do palácio. 3  Aí o rei perguntou: — Que homenagens foram prestadas e que prêmios foram dados a Mordecai por ter feito isso? — Nada se fez a esse respeito! — res- ponderam os funcionários. 4  Justamente nesse instante, Hamã en- trou no pátio que ficava ao lado dos quar- tos do rei para lhe pedir que mandasse en- forcar Mordecai na forca que ele, Hamã, havia mandado construir. O rei perguntou: — Quem está no pátio? 5  — É Hamã! — responderam os ser- vidores. — Mandem que entre! — ordenou o rei. 6  Hamã entrou, e o rei lhe disse: — Eu quero ter o prazer de prestar ho- menagens a um certo homem. Diga-me o que devo fazer por ele. Hamã pensou assim: “Quem será esse homem a quem o rei tanto quer honrar? É claro que sou eu!” 7  E Hamã disse ao rei: 8  — Mande trazer as roupas que o se- nhor usa e também o cavalo que o senhor monta e mande colocar uma coroa real na cabeça do cavalo. 9  Então entregue as roupas e o cavalo a um dos mais altos fun- cionários do reino e ordene que ele vista as roupas no homem que o senhor dese- ja honrar. Depois, que ele leve o homem, montado a cavalo, pela praça principal da cidade e que diga em voz alta o seguinte: “É isto o que o rei faz pelo homem a quem ele quer honrar!” 10  Então o rei disse a Hamã: — Vá depressa, e pegue as roupas e o cavalo, e faça com o judeu Mordecai tudo o que você acaba de dizer. Ele costuma ficar sentado na entrada do palácio. Não deixe de fazer nenhuma das coisas que você disse. 11  Hamã foi, pegou as roupas e o cavalo e vestiu as roupas em Mordecai. Depois levou Mordecai, montado a cavalo, pela praça principal da cidade e disse em voz alta: “É isto o que o rei faz pelo homem a quem ele quer honrar!” 12  Depois disso, Mordecai voltou para a entrada do palácio, enquanto que Hamã, envergonhado e triste, correu para casa, escondendo o rosto. 13  Contou à esposa e aos amigos tudo o que tinha acontecido com ele. Então ela e os seus amigos, que eram tão sabidos, disseram: — Você já começou a perder a luta com Mordecai. Ele é judeu, e você não vai ga- nhar de jeito nenhum. Você vai perder na certa. 14  Eles ainda estavam falando quando os eunucos que estavam ao serviço do rei chegaram e levaram Hamã imediatamen- te ao banquete que Ester tinha preparado. Hamã é morto 7   Portanto, o rei e Hamã foram de novo ao banquete da rainha Ester, 2  e nova- mente, enquanto bebiam vinho, o rei per- guntou a Ester: — Qual é o seu pedido? Peça o que qui- ser, que eu lhe darei, mesmo que seja a metade do meu reino. 3  Ela respondeu: — Se eu puder me valer da bondade do rei, e se for do seu agrado, a única coisa que quero é que o senhor salve a minha vida e a vida do meu povo. 4  Pois o meu povo e eu fomos vendidos para sermos destruídos e mortos. Se fosse somente o caso de sermos todos vendidos como escravos, eu não diria nada, pois não se- ria justo incomodar o senhor por causa de uma desgraça tão sem importância como esta. 5  O rei Xerxes perguntou à rainha Ester: — Quem é o homem que está pensando em fazer isso e onde está ele? 6  — O nosso inimigo e perseguidor é Hamã, este homem perverso! — respon- deu Ester. Cheio de medo, Hamã ficou olhando para o rei e para a rainha. 7  O rei saiu fu- rioso do salão de banquetes e foi para o jardim. Hamã percebeu que o rei havia resolvido castigá-lo e por isso ficou no salão para pedir à rainha que salvasse a sua vida. 8  Ele se jogou no sofá onde Ester estava, para pedir misericórdia, e nesse instante o rei voltou do jardim. Quando viu Hamã, o rei disse: — Será que ele pretende desonrar a rainha aqui no meu palácio e na minha frente? Assim que o rei acabou de falar, os seus servidores particulares cobriram a cabe- ça de Hamã. 9  Um deles, chamado Harbo- na, disse:
  9. 9. 548 17_bmpg_et - Arquivo Final - 08/04/2015 - 18:47 - p. 548 Ester 7:10 — Perto da casa de Hamã há uma for- ca de uns vinte metros de altura que ele mandou construir para enforcar Morde- cai, o homem que salvou a vida do senhor. — Enforquem Hamã nela! — ordenou o rei. 10  Então enforcaram Hamã na forca que ele tinha construído para enforcar Mor- decai. E assim a raiva do rei se acalmou. O decreto em favor dos judeus 8   Naquele mesmo dia o rei Xerxes deu à rainha Ester a casa e os bens de Hamã, o inimigo dos judeus. E Mordecai foi apre- sentado ao rei porque Ester contou que Mordecai era seu parente. 2  Então o rei ti- rou o seu * anel-sinete, que ele tinha toma- do de Hamã, e o deu a Mordecai. E Ester nomeou Mordecai como administrador de todos os bens de Hamã. 3  Depois Ester se jogou aos pés do rei e, chorando, pediu que anulasse a ordem de Hamã, o descendente de Agague, e que não deixasse que o terrível plano de Hamã contra os judeus fosse executado. 4  O rei estendeu o * cetro de ouro para Es- ter; ela se levantou e ficou de pé diante dele. 5  Então disse: — Se for do agrado do rei, e se eu puder contar com a sua bondade, e se o senhor achar que o que eu peço está certo, então assine um decreto anulando a ordem de Hamã, a ordem que o filho de Hamedata e descendente de Agague deu para que no reino inteiro todos os judeus sejam mortos. 6  Pois eu não poderei suportar a destruição do meu povo e a morte dos meus parentes! 7  E o rei Xerxes disse à rainha Ester e ao judeu Mordecai: — Eu mandei enforcar Hamã por causa do plano que ele havia feito para matar os judeus e dei todos os seus bens a Ester. 8  Mas uma ordem dada em nome do rei e carimbada com o anel real não pode ser anulada. Porém escrevam o que quiserem aos judeus, assinem em meu nome e * se- lem as cartas com o meu anel. 9  Isso aconteceu no dia vinte e três do terceiro mês, o mês de * sivã. Mordecai mandou chamar os secretários do rei e ditou um decreto aos judeus, aos repre- sentantes do rei, aos governadores das * províncias e aos chefes dos vários po- vos em todas as províncias do reino, que eram cento e vinte e sete ao todo e iam desde a Índia até a Etiópia. O decreto foi traduzido para todas as línguas faladas no reino, e cada tradução seguia a escri- ta usada em cada província; o decreto foi copiado também na língua e na escri- ta dos judeus. 10  As cartas foram escritas em nome do rei, carimbadas com o anel real e levadas por mensageiros montados em cavalos criados nas estrebarias do rei. 11  Nas cartas, o rei dava autorização aos judeus de todas as cidades do reino para se organizarem e se defenderem contra qualquer ataque. Se homens armados de qualquer povo ou qualquer província do reino atacassem os judeus, estes podiam combatê-los e matá-los. Podiam acabar com todos os seus inimigos, até mesmo as mulheres e as crianças, e ficar com os seus bens. 12  Em todas as províncias, os judeus tinham ordem para fazer isso no dia marcado para a matança, isto é, o dia treze do décimo segundo mês, o mês de * adar. 13  Uma cópia da ordem do rei devia ser publicada como * lei e ser lida em pú- blico em todas as províncias, para que no dia marcado os judeus estivessem pron- tos para se vingar dos seus inimigos. 14  O rei deu a ordem, os mensageiros monta- ram cavalos ligeiros da estrebaria real e saíram depressa. O decreto foi lido em público também em Susã, a capital. 15  Mordecai saiu do palácio usando uma roupa real azul e branca, com uma grande coroa de ouro na cabeça, e uma * capa ver- melha de linho fino. Todos os moradores da cidade de Susã ficaram muito conten- tes e soltaram gritos de alegria. 16  E para os judeus brilhou a luz da felicidade, da alegria e da vitória. 17  Em todas as cidades do reino onde foi lida a ordem do rei, os judeus ficaram felizes, e se alegraram, e comemoraram com festas e banquetes. Além disso, entre os vários povos do rei- no muitos se tornaram judeus, pois agora estavam com medo deles. Os judeus matam os seus inimigos 9   Chegou o dia treze do décimo segundo mês, o mês de * adar, o dia em que de- veria ser cumprida a ordem do rei. Era o dia em que os inimigos dos judeus espe- ravam dominá-los; mas o que aconteceu foi o contrário: os judeus derrotaram os seus inimigos. 2  Em todas as cidades do reino onde havia judeus, eles se reuni- ram para atacar os que queriam matá-los. Ninguém podia resistir aos seus ataques,
  10. 10. 549 Ester 9:31 17_bmpg_et - Arquivo Final - 08/04/2015 - 18:47 - p. 549 pois todos estavam com medo deles. 3  To- dos os oficiais das * províncias, isto é, os chefes dos vários povos, os representantes do rei e os governadores das províncias, ajudaram os judeus, pois tinham medo de Mordecai. 4  A fama dele se havia espa- lhado pelo reino inteiro, e todos sabiam que ele tinha muita autoridade no gover- no. E o poder de Mordecai ia aumentando cada vez mais. 5  Portanto, os judeus fizeram com os seus inimigos o que queriam. Mataram todos com as suas espadas; não deixaram ninguém escapar. 6  Em Susã, a capital, eles mataram quinhentos homens. 7-10  Mata- ram também os dez filhos de Hamã, fi- lho de Hamedata, o inimigo dos judeus. Os nomes deles eram Parsandata, Dalfão, Aspatá, Porata, Adalias, Aridata, Parmas- ta, Arisai, Aridai e Vaizata. Mas os judeus não ficaram com os bens deles. 11  Naquele mesmo dia, o rei foi infor- mado de quantas pessoas haviam sido mortas em Susã. 12  Então disse a Ester: — Aqui em Susã os judeus mataram quinhentos homens e também os dez fi- lhos de Hamã. E, nas províncias, quantos eles terão matado? O que é que você quer agora? É só pedir. Se quiser mais alguma coisa, eu lhe darei. 13  Ester respondeu: — Se for do agrado do rei, dê autori- zação aos judeus de Susã para fazerem amanhã o mesmo que tinham ordem para fazer hoje. E peço também que os corpos dos dez filhos de Hamã sejam pendura- dos em forcas. 14  O rei concordou e mandou ler a auto- rização em público em Susã. E os corpos dos dez filhos de Hamã foram pendura- dos em forcas. 15  No dia catorze do mês de adar, os judeus de Susã se reuniram e mataram mais trezentos homens na cida- de. Mas não ficaram com os bens deles. 16-17  No dia treze do mês de adar, os ju- deus das províncias se reuniram e se de- fenderam. Mataram setenta e cinco mil inimigos e assim se livraram de todos os que os odiavam. Mas não ficaram com os bens dos mortos. No dia catorze, eles des- cansaram e comemoraram com banque- tes e festas. 18  Mas em Susã os judeus co- memoraram no dia quinze do mês, pois nos dias treze e catorze eles mataram os seus inimigos e só no dia quinze descan- saram. 19  É por isso que os judeus que vivem em vilas e povoados comemoram o dia catorze de adar com banquetes e festas e mandam comida uns aos outros. A Festa de Purim 20  Mordecai escreveu tudo o que havia acontecido e mandou cartas a todos os ju- deus que moravam em todas as * provín- cias do reino, tanto aos de perto como aos de longe. 21  Nas cartas ele ordenou que to- dos os anos eles comemorassem os dias catorze e quinze do mês de * adar, 22  pois foi nestes dias que os judeus se livraram dos seus inimigos, e foi neste mês que a tristeza e o luto se transformaram em ale- gria e festa. Portanto, que dessem ban- quetes e festas, mandassem comida uns aos outros e distribuíssem presentes aos pobres. 23  Assim os judeus, de acordo com o que Mordecai tinha escrito, começaram o costume de comemorar esses dias. 24  Hamã, filho de Hamedata, descenden- te de Agague e inimigo dos judeus, tinha planejado acabar com eles e tinha man- dado tirar a sorte (chama-se isso de “pu- rim”) para resolver em que dia ia matá- -los. 25  Mas Ester foi falar com o rei, e ele ordenou por escrito que o mal que Hamã havia planejado contra os judeus caísse sobre o próprio Hamã. Portanto, enfor- caram Hamã e os seus filhos. 26  É por isso que esses dias feriados são chamados de “Purim”, que é o plural da palavra “pur”. Como resultado da carta de Mordecai e de tudo o que os judeus tinham visto e das coisas que aconteceram, 27  eles re- solveram que eles mesmos, os seus des- cendentes e os que se convertessem ao Judaísmo seguiriam o costume de co- memorar todos os anos esses dois dias, conforme Mordecai havia escrito. 28  Ficou resolvido que daí em diante toda famí- lia judaica, em todas as cidades das pro- víncias do reino, comemoraria a Festa de Purim, para que os judeus lembrassem sempre do que havia acontecido. Nunca, em qualquer época, deixariam de come- morar essa festa. 29  A rainha Ester, filha de Abiail, tam- bém escreveu uma carta junto com o ju- deu Mordecai, dando todo o seu apoio à carta que Mordecai já havia escrito a res- peito da Festa de Purim. 30  Cópias da car- ta foram mandadas a todos os judeus das cento e vinte e sete províncias do reino, desejando-lhes paz e prosperidade 31  e confirmando que a Festa de Purim devia
  11. 11. 550 17_bmpg_et - Arquivo Final - 08/04/2015 - 18:47 - p. 550 Ester 9:32 ser comemorada nos dias marcados. As- sim como haviam marcado para si mes- mos e para os seus descendentes dias de festas e de jejum, eles deveriam seguir essas ordens do judeu Mordecai e da ra- inha Ester. 32  A ordem de Ester, confirman- do as instruções para a comemoração de Purim, foi escrita num livro. A grandeza de Mordecai 10   O rei Xerxes obrigou os morado- res do seu reino, tanto os do litoral como os do interior, a fazerem trabalhos forçados. 2  Todas as grandes e maravilho- sas coisas que Xerxes fez e também a his- tória completa de como colocou Morde- cai num alto cargo do seu governo, tudo isso está escrito nos livros da História dos Reis da Média e da Pérsia. 3  O judeu Mordecai ocupou a mais alta posição do reino, logo abaixo do rei Xerxes. Morde- cai era admirado e estimado por todos os judeus. Ele fez tudo o que pôde pelo bem-estar do seu povo e pelo progresso da sua raça.

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