Encare a Crise e Louve a Deus - Hernandes Dias Lopes

550 visualizações

Publicada em

Hernandes Dias Lopes escreveu uma série de mensagens com temas diversos e junto com a editora Hagnos, dividiram essas mensagens em pequenos livros temáticos, para que os leitores pudessem levar consigo essas mensagens.

Esse livro fala sobre crises e traz mensagens de como passar por esse momento. Como enfrentamos as crises que chegam até nós? Quando somos desinstalados do nosso ambiente e as coisas fogem ao controle, será que ainda temos alegria de louvar ao Senhor? Veja como passar por momentos difíceis e encontrar o refúgio na palavra de Deus.

Publicada em: Espiritual
0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
550
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
62
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
29
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Encare a Crise e Louve a Deus - Hernandes Dias Lopes

  1. 1. Introdução O Salmo 137 mostra a reali- dade dramática e sofrida do cati- veiro babilônico. No ano 586 a.C., o grande Nabucodonosor, com seus exércitos, entrincheirou Jerusalém e cercou a cidade. Quando não havia mais resistência, ele invadiu Encare a crise.indd 7 02/04/2014 10:55:22
  2. 2. Encare a crise e louve a Deus 8 a cidade, derrubou seus muros e destruiu o templo. Passou ao fio da espada os moços, violen- tou as moças, levou cativo o res- tante do povo. Dizem as Escrituras que, enquanto isso tudo acontecia, Edom, incrustado no alto das mon- tanhas, bradava a plenos pulmões: “Arrasai-a, arrasai-a, arrasai-a”, aplaudindo aquela sanha assassina, sanguinária, de Nabucodonosor contra Jerusalém. Como se não bastasse, Edom entrou na cidade arruinada pelos opressores para Encare a crise.indd 8 02/04/2014 10:55:22
  3. 3. Introdução 9 pegar os despojos, e seus habitan- tes espreitavam nas encruzilhadas; quando algum judeu tentava fugir do cerco, os edomitas acabavam matando aquele que buscava livrar- -se do cativeiro babilônico. O povo de Judá foi então levado cativo para a Babilônia. Mas a Bíblia conta que houve um motivo para essa tragédia. Haviam se levantado reis maus, ímpios, idólatras e feiticeiros que fizeram errar o povo de Deus, homens Encare a crise.indd 9 02/04/2014 10:55:22
  4. 4. Encare a crise e louve a Deus 10 como Manassés e Acaz. E Deus mandou os seus profetas, como Isaías, Miqueias, Jeremias, mas o povo não quis ouvi-los. Homens foram subornados para profetizar o que todos queriam ouvir, e o sacer- dócio foi comprado para que falasse o que todos desejavam escutar. Finalmente, Deus usou a vara da disciplina e dispôs a Babilônia como instrumento de sua ira. Em uma terra estranha, sem família, sem bens, sem o antigo Encare a crise.indd 10 02/04/2014 10:55:22
  5. 5. Introdução 11 conforto, todo o prazer de viver foi perdido. É nesse contexto que os babilônios pedem aos israelitas para tanger suas harpas e entoar um cântico de Sião. Mas o povo de Deus não sabe mais alegrar-se com música. A Bíblia conta que o povo de Deus dependura suas harpas nos salgueiros e questiona: “Como nós podemos entoar um cântico em terra estranha?” Transpondo esa fala para nosso contexto, podemos dizer que, assim como era fácil can- tar em Sião, é fácil cantar dentro Encare a crise.indd 11 02/04/2014 10:55:22
  6. 6. Encare a crise e louve a Deus 12 da igreja, em um culto de louvor, quando todos estão muito bem trajados, com espírito preparado e renovado para entoar com alegria as músicas de exaltação a Deus. É fácil ser uma bênção na igreja e entusiasmar-se com o convívio com os irmãos. Mas nossa espirituali- dade não pode se circunscrever ao templo, nem limitar-se ao contexto do sagrado. Será que poderemos tanger as nossas harpas e exaltar o nosso Deus em toda circunstância, mesmo nas horas difíceis? Diante Encare a crise.indd 12 02/04/2014 10:55:23
  7. 7. Introdução 13 da dificuldade, vamos calar a nossa boca e nos deixar levar por amar- gura e ressentimento? Só quando a graça de Deus age em nós é que podemos ainda tocar nossos instru- mentos e proclamar um hino de lou- vor ao Deus vivo na hora do cerco: quando chegam a dor, a enfermi- dade, a crise financeira, o problema familiar, o choro, a angústia, a injustiça, a opressão. É impossível ler sobre a vida de Jó sem ficar profundamente Encare a crise.indd 13 02/04/2014 10:55:23
  8. 8. Encare a crise e louve a Deus 14 impressionado. Ele perde os bens, a saúde, os filhos, o apoio da esposa, os amigos. Mas, em meio a essa tragédia indescritível, arranca do profundo da alma uma verdade tremenda: Deus inspira canções de louvor nas noites escuras. Sua pos- tura contrasta com a do povo levado para o cativeiro, que dependurou suas harpas e desistiu de cantar por causa da crise que se instalou em sua história. E veja que, apesar de toda a tragédia, aqueles israelitas ainda tinham motivo para cantar Encare a crise.indd 14 02/04/2014 10:55:23
  9. 9. Introdução 15 em Sião. Diz-nos o versículo 1: Às margens dos rios de Babilônia nós nos assentávamos. Eles não esta- vam no deserto, debaixo do chicote ou atrás das grades, sem água e sem pão. Estavam à beira de um rio, o grande rio Eufrates, lugar fér- til, cheio de verdor e fartura. Não estavam sufocando debaixo de um sol causticante, mas à sombra de belas e frondosas árvores, como nos informa o versículo 2: Nos sal­gueiros que lá haviam. Mesmo assim, não cantavam. Encare a crise.indd 15 02/04/2014 10:55:23
  10. 10. Encare a crise e louve a Deus 16 Continua o versículo 1: Às margens dos rios de Babilônia nós nos assentávamos e chorávamos, lembrando-nos de Sião. Longe de Jerusalém, os israelitas lamentam, pois não estão mais no seu lar. Todos os seus vínculos importantes foram rompidos, tudo o que ama- vam foi violentado. Perderam as raízes, os bens, as casas, os filhos, o templo, a cidade, a cidadania. E foram levados cativos, oprimidos, debaixo de serviço pesado, cerco permanente, muro por todos os Encare a crise.indd 16 02/04/2014 10:55:23
  11. 11. Introdução 17 lados. Desprovidos de riso, estão desinstalados de tudo o que tanto amavam. E nós? Como enfrenta- mos as crises que chegam até nós? Quando somos desinstalados do nosso ambiente e as coisas fogem ao controle, será que ainda temos alegria de louvar ao Senhor? Será que nos assentamos em uma ati- tude de passividade, sem reação, acomodados e infelizes? Talvez estejamos só olhando para den- tro de nós mesmos, contemplando nosso desânimo, nosso fracasso, Encare a crise.indd 17 02/04/2014 10:55:23
  12. 12. Encare a crise e louve a Deus 18 nossa impotência. Precisamos olhar para cima! Encare a crise.indd 18 02/04/2014 10:55:23

×