Acidificação da água de bebida e suas vantagens econômicas - Alberto Bernardino

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Palestra realizada no IV Encontro Técnico Empresarial Tecalvet 2013

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Acidificação da água de bebida e suas vantagens econômicas - Alberto Bernardino

  1. 1. Vantagens da Acidificação da Água de Bebida em Frangos de Corte Med. Vet. Alberto Bernardino Gerente de Contas Agropecuária
  2. 2. Apresentação • • • • • • • Introdução Mecanismo de Ação pH do trato intestinal Qualidade da água Resultados de campo e pesquisa Tabela de diluição Conclusão
  3. 3. ENVASE DOS PRODUTOS
  4. 4. Controle de Qualidade
  5. 5. Produto final
  6. 6. Introdução • Preocupação com a utilização de antibióticos e seus resíduos • Necessidade em aves e suínos de promotores de crescimento alternativos, economicamente viáveis, sustentáveis e multifuncionais • Alternativa para potencializar a digestão e absorção da dieta em algumas fases críticas, conduzindo melhor o desempenho e saúde
  7. 7. Várias publicações
  8. 8. Introdução • Os acidificantes estão inseridos no grupo dos ADITIVOS equilibradores da microbiota do trato gastrointestinal, composto por ácidos orgânicos e inorgânicos, que reduzem o pH do meio facilitando a digestão e reduzindo a proliferação de microrganismos indesejáveis
  9. 9. Introdução • Os ácidos podem estar na forma líquida ou pó, oferecidos via água ou ração, com o objetivo de equilibrar a microbiota do intestino para menor produção de gases e aumentar a população de bactérias produtoras de ácidos graxos voláteis
  10. 10. Ácidos • Em geral, quando o termo ácido orgânico é empregado na produção animal, refere-se aos ácidos fracos, de cadeia curta (C1-C7) (DIBNER e BUTTIN, 2002) que produzem menor quantidade de prótons por molécula ao se dissociarem. • A maior parte do efeito nutricional dos ácidos orgânicos em aves acontece devido à influência do ácido sobre a microflora intestinal (porém, muitos precisam estar protegidos para chegar ao intestino) e aqui está a diferença em relação aos produtos disponíveis .
  11. 11. Acidificação • Os ácidos reduzem o pH do trato gastrintestinal. Dessa forma, ajudam a criar um ambiente intestinal favorável ao desenvolvimento dos microorganismos probióticos e inibem o desenvolvimento de microorganismos patogênicos • Diversos trabalhos mostram que estimulam o desenvolvimento da mucosa intestinal, aumentando o tamanho dos vilos e profundidade das criptas, melhorando a absorção dos nutrientes
  12. 12. Acidificação  Tem um efeito antibacteriano específico à semelhança dos antibióticos, principalmente para ácidos de cadeia curta, sendo particularmente efetivos contra E. coli, Salmonella e Campylobacter;  As funções dos ácidos são variadas e amplas, nem todas relacionadas à nutrição:  Produzem acidez, a qual por sua vez age como flavorizante e também retarda a degradação enzimática.
  13. 13. Ácidos Adams, 1999 • Atuam como agentes quelantes que se ligam a metais formando os quelatos metálicos, os quais previnem ou reduzem a oxidação oriunda da catálise dos metaisíons. • Agem diretamente como fortes inibidores do crescimento microbiano podendo ter uso na preservação de grãos e rações, sanitização da água e das carnes e como aditivo promotor de crescimento.
  14. 14. Ácidos Orgânicos • Uso como acidificante em água
  15. 15. Acidificação • (Hinton et al., 2000). • Em aves, as bactérias patogênicas (e.g. Salmonela) atingem o trato digestivo após vencerem a barreira do papo (inglúvio). A existência de um ambiente ácido com pH baixo no papo é muito importante para impedir ou diminuir a colonização de patógenos no trato digestivo. A quantidade alta de Lactobacilus e pH baixo no papo têm mostrado reduzir a ocorrência de Salmonella
  16. 16. Ácidos • Modo de ação dos ácidos orgânicos (Eidelsburger, 2001). • a ) Efeito antimicrobiano nos alimentos em si. • b ) Diminuição do pH na parte inicial do trato digestivo, ação bactericida e bacteriostática na microflora (bactérias, fungos e leveduras) do trato digestivo. • A ação antimicrobiana se dá porque o ácido diminui a capacidade de aderência da bactéria com fimbria à parede intestinal, • Capacidade de desnaturação sobre as proteínas;
  17. 17. Ácidos • c ) Capacidade aniônica tamponante com cátions das dietas (Ca++, Mg++, Fe++, Cu++, Zn++), aumentando a digestibilidade e retenção desses elementos. • d ) Utilização da energia do ácido no metabolismo com ácido propiônico. Hume et al. (1993)
  18. 18. Ácidos • (Thompson e Hinton, 1997). • O efeito antibacteriano tem efeito maior na parte anterior do trato digestivo, houve recuperação dos ácidos fórmico e propiônico principalmente no papo e moela, mostrando maior ação nesses compartimentos. • (Bolton e Dewar, (1964). • Os ácidos acético, propiônico e butírico usados no nível de 2,5% na forma de sais de cálcio, são completamente digeridos antes do divertículo de Meckel. • (Hume et al., 1993). • Apenas uma pequena porção de ácido propiônico da dieta alcança os cecos e final trato digestivo
  19. 19. Ácidos • O resultado do uso é portanto dependente da concentração e das combinações dos ácidos empregados bem como da capacidade tamponante da dieta utilizada, daí a importância do uso de “blends” pois cada classe possui uma determinada função, potencial de dissociação e local de atuação.
  20. 20. Ácidos orgânicos  O efeito dos ácidos orgânicos está relacionado com a capacidade de ceder ânions e portanto, com o seu peso molecular e valência;  Os ácidos atuam diminuindo o pH intracelular e podem causar alteração na permeabilidade da membrana com o bloqueio do substrato do sistema de transporte de elétrons;
  21. 21. Resumindo: • Além da redução do pH eliminando grande parte das bactérias patogênicas e selecionando as benéficas, sua principal ação acontece sem reduzir o pH do meio, onde na absorção pela parede celular das bactérias, internamente: – a porção aniônica do ácido danifica a estrutura do DNA no núcleo das células e assim as bactérias não se dividem ou morrem – a porção catiônica reduz o pH da célula obrigando-a a utilizar sua energia para liberar os prótons, levando a uma exaustão celular
  22. 22. Ácidos orgânicos Mecanismo de ação
  23. 23. Ácidos Orgânicos
  24. 24. Qualidade da água de bebida A qualidade da água deve ser avaliada a cada 6 meses.
  25. 25. Agua deve ser limpa!
  26. 26. A granja tem que ter medidor de água A relação consumo de agua e consumo de alimento deve ser maior do que 2:1.
  27. 27. Vantagens da acidificação na água em relação ao uso via ração
  28. 28. Sarvory, 2010 Em condição termoneutralidade, galináceos consomem de 1,6 a 2,0 vezes seu consumo de alimento.
  29. 29. Singleton, 2004 Depois de 20oC, para cada 1ºC de aumento de temperatura o consumo de água aumenta 6% e o consumo de alimento diminui 1,2%.
  30. 30. • pH Limite Comentários -Implicações de pH muito ácido: Corrosão de equipamentos, redução de desempenho, diminuição da efetividade de substâncias terapêuticas e vacinas, quando colocadas na água. 4,0 a 8,0 -Implicações de pH muito básico: Precipitação de algumas moléculas de substâncias terapêuticas (sulfonamidas são a preocupação, pois quando precipitadas podem permanecer nas tubulações e os animais podem ter acesso durante o período de carência, contaminando a carcaça) e inativação ou diminuição da eficiência do cloro.
  31. 31. Perda de efeito do cloro Matéria orgânica com nitrogênio reage com cloro e forma cloraminas (cloro residual combinado) e sem efeito bacteriano. Cloro Residual NH3, NH4 Livre HClO ClO- Combinado (cloraminas) NHCl2 NCl3 NH2Cl
  32. 32. Perda de efeito do cloro pH da água elevado – maior formação de CIO- (ion hipoclorito) em detrimento de ácido hipocloroso (HClO). Este ácido residual livre é que tem a ação bactericida. Este é o caso de altos níveis de sólidos dissolvidos totais.
  33. 33. Alternativas de equipamentos
  34. 34. Hayashi, 2012 Práticas de acidificação via água são comuns apenas na fase que antecede o abate, com o objetivo na prevenção da contaminação de carcaças no abatedouro, entretanto sabe-se que os efeitos da alteração da microbiota, não ocorrem apenas no papo mas em toda extensão intestinal, sendo importante a adoção estratégica de uso contínuo durante todo o período de produção.
  35. 35. Resultados de campo e pesquisa
  36. 36. Granja região de Tietê-SP • Água dura; pH ao redor de 9,0 • 2 lotes tratados (30 ppm) e um lote controle • Uso nos 7 primeiros dias; entre 19 a 21d na troca de ração; e nos últimos 3 dias antes da saída do lote • Produto “blend” de 4 ácidos orgânicos + peróxido de hidrogênio
  37. 37. Lotes Fiorentino Adriano Ivan n de aves reprodutora 10.970 50 sem 14.880 50 sem 17.050 49 sem Lotes Fiorentino Adriano Ivan PM 2.996 3.015 3.033 ração consumida/av e tratamento só cloro tratado tratado GPD 65,9 66,3 65,2 Total (g) idade abate viabilidade mortalidade 45,5 91,08 8,92 45,5 94,35 5,65 46,5 95,53 4,47 CA 1,86 1,79 1,84 CAC 1,56 1,48 1,53 FP 323 350 338 Diferença(g) a menos custo/Kg 0,60 n de aves Fiorentino 2,5Kg x CAC 3.900 0 0 9.991 Adriano 2,5Kg x CAC 3.700 200 12 14.039 Ivan 2,5Kg x CAC 3.825 75 4,5 16.287
  38. 38. Grande Integração Amparo-SP • Água pH neutro (ao redor de 7,0) • 2 lotes (31.000 aves) tratados (30 ppm) e 2 não tratados • Uso nos últimos 7 dias antes da saída do lote • Comparação com resultado de lotes anteriores • Produto “blend” de 4 ácidos orgânicos + peróxido de hidrogênio
  39. 39. lote alojadas viabilidade mortalidade CA PM GPD idade FP 1302 124.600 94,12 5,88 1,715 3,189 72,53 43,96 398,03 1206 122.800 93,21 6,79 1,681 2,853 69,23 41,21 383,09 1205 123.200 93,43 6,57 1,688 2,925 68,74 42,54 380,48 1204 123.000 93,16 6,84 1,707 2,896 67,91 42,64 370,65 1203 125.500 86,18 13,82 1,738 2,942 72,59 40,53 359,95 lote 1302 1206 1205 1204 1203 CAC 1,355 1,495 1,464 1,498 1,505 diferença valor (g) (0,60/Kg) 0 0 140 8,4 109 6,5 143 8,6 150 9,0
  40. 40. Trabalho de pesquisa realizado em conjunto com Universidade de São Paulo “Eficácia de VETHECH H5 na acidificação da água de bebida de frangos de corte como melhorador de desempenho e na redução da contaminação frente aos desafios de Salmonella Enteritidis e de Clostridium perfringens.” Ferreira, AJP; Ferreira, CSA; Bernardino, A. 2013
  41. 41. Experimento • 3 grupos de 40 aves tratadas com 30 ppm via água de bebida nos 7 primeiros dias, de 19 a 21 dias e de 39 a 41d de idade • Desafio aos 5d – Salmonella Enteritidis, via papo; coleta dos cecos com 10d para reisolamento • Desafio aos 20d – Clostridium perfringens, via papo; necrópsia e observação de enterites aos 27d • Desafio aos 40d – Salmonella Enteritidis, via cama; coleta de papos com 41d para reisolamento
  42. 42. Desafio 5d; coleta aos 10d Tabela 2 – Re-isolamento da Salmonella Enteritidis nas amostras de ceco. Identificação do laboratório (LABOR) Número de amostras Identificação da empresa no do protocolo 520-1 40 cecos 520-2 40 cecos Ceco de pintinhos de 10 dias de idade – controle não tratado Ceco de pintinhos de 10 dias de idade – tratados Diferença de 7,5% Detecção de Salmonela spp: Número de amostras positivas/número de amostras examinadas 17/40 14/40
  43. 43. Desafio 20d; necrópsia aos 27d Grupo Tratado Controle
  44. 44. Outras lesões Grupo Órgão Pâncreas Intestino grosso TRATADO 1/25 atrofia 2/25 parede fina. 1 dessas aves com presença de gás Controle 9/25 atrofia e 1 ave com pancreatite 8/25 parede fina sendo 6 com presença de gás. 3 aves apresentando diarréia.
  45. 45. Peso dos grupos Idade - dias Controle TRATADO 22 536 633 27 848,8 999,6
  46. 46. desafiadas via cama. Desafio 40d; coleta 41d Identificação do laboratório (LABOR) Númer o de amostr as Identificação da empresa no do protocolo Detecção de Salmonela spp: Número de amostras positivas/número de amostras examinadas 521-1 40 papos Papo de frangos de 42 dias de idade – controle não tratado 10/40 521-2 38 papos Papo de frangos de 42 dias de idade tratados 0/38
  47. 47. Peso final dos grupos Idade - dias Controle VETHECH H5 1 46,5 46,5 41 1.653 1.707
  48. 48. Como Acidificante • Ex: lote de 25.000 aves • Produto a 15% (150.000ppm) • Consumo de 36 – 42d = 70 mil litros – 150.000 x V = 30 x 70.000 – V= 2.100.000/150.000 – V= 14 litros 1 milhão de aves = 560 litros
  49. 49. Indicações de uso • • • • • • Alojamento – 1-7 dias Manutenção de flora benéfica – 2-3 dias Após tratamento ATB – 2-3 dias Estresse – 2-3 dias Debicagem – 2-3 dias Pré-abate – 2-3 dias
  50. 50. Cálculo do volume Para lote de 20 mil aves : – 1 a 7 dias – consumo = 7.000 litros (1,4) – 19 a 21 dias – consumo = 12.000 litros (2,4) – 40 a 42 dias – consumo = 27.000 litros (5,4) TOTAL = 9,2 litros Custo/ave = ao redor de 1 centavo (depende da região)
  51. 51. Conclusão • Atua no melhor desempenho econômico das aves – melhor aproveitamento • Sinergismo com probiótico • Controla e diminui problemas infecciosos • Auxilia na melhor ação do cloro (pH baixo) • Limpa biofilme no sistema de água • Custo baixo
  52. 52. OBRIGADO ! 60

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