Como se preparar para eSocial

7.231 visualizações

Publicada em

Revista especializada em informação digital traz matérias dos cuidados nesse mundo digital no dia a dia, há um artigo de minha autoria nessa edição sobre o eSocial nas paginas 8 a 10 do PDF e 14 a 19 da revista, boa leitura a todos!! Recomendo muito todos os artigos estão fantásticos.

1 comentário
1 gostou
Estatísticas
Notas
Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
7.231
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
10
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
246
Comentários
1
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Como se preparar para eSocial

  1. 1. ID mais 1
  2. 2. INFORMAÇÃO DIGITAL SUMÁRIO 06 E-commerce 10 Investimento Anjo 14 CAPA 13 Processo eSocial Digital 20 Folha Digital 24 Direito Digital 28 Turismo 2 ID mais 34 Saúde ID mais 3
  3. 3. EDITORIAL RETRATOS DA SUPERAÇÃO “ Angela Ferreira Editora-chefe George Orwell nunca esteve tão atual. Quando, em 1949, o autor escreveu o romance 1.984, ele jamais poderia supor que sua profecia poderia se tornar tão marcante na nossa sociedade. Afinal, a cada dia estamos mais conectados, seja pelo avanço das redes sociais que aproxima pessoas, marcas e empresas, seja por obrigações instituídas pelos governos para cruzamento de dados e informações de contribuintes, assim a privacidade de nossas informações está cada vez mais escassa. E, a velocidade com que a diversificação de obrigatoriedades é cobrada dos cidadãos, sejam eles pessoa física ou jurídica, é cada vez mais acachapante e estar preparado para conseguir atendê-las torna-se um desafio. Se não estiver preparado, o contribuinte pode pagar caro por isso. Um exemplo disto é a implementação do eSocial, que trará para o ambiente digital inúmeras informações que, até hoje, ficam dispersas entre documentos físicos e sistemas eletrônicos. Mesmo antes de se tornar realidade nas empresas, o eSocial tem gerado preocupações a todos os profissionais e setores que vão ter que se adequar a eles – e não são poucos. Além disso, a comunicação digital tem provocado mudança no comportamento das pessoas, que vivem cada vez mais o Big Brother desenhado por Orwell e que podem comprometer sua vida profissional ou mesmo expor pontos estratégicos das empresas. Para auxiliar você a navegar de forma segura por este universo, criamos a revista Informação Digital Mais. Nosso intuito é colaborar para que empresas e pessoas saibam trilhar o melhor caminho em meio a tantos cruzamentos que se apresentam. Seja bem-vindo, junte-se a nós nesta constante capacitação para enfrentar os desafios deste mundo digitalmente globalizado. “ Boa leitura! 4 ID mais INFORMAÇÃO DIGITAL E X P E D I E N T E A Revista Informação Digital Mais é uma publicação, produzida e publicada pelo grupo Tiro de Letras Comunicação. Rua Martim Francisco, nº 67, sala 171A – Santa Cecília São Paulo/SP, CEP 01226-001 Tel.: +55 11 2936-9967 Para anúncios, favor contatar eduardotavares@idmais.com.br • Jornalista Responsável Angela Ferreira (MTB 45376/SP) angela.ferreira@idmais.com.br • Diretor Comercial Eduardo Tavares eduardotavares@idmais.com.br • Projeto Gráfico e Diagramação Fabiana Ikeda • Gráfica: Formato Editorial • Circulação: 3.000 exemplares A reprodução do conteúdo desta revista, mesmo que parcialmente, não é permitida, exceto com prévia autorização. Aprovado Lei Rouanet, artigo 18 dedução 100% Publicação Diário Oficial – 28 de Junho/2013 O PROJETO : ::::::: :::: : :::::::: : :x::::::: ::::::::: :: 100 ::::: ::: : :::: :U::::ÇÃ:: Estão previstas: ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: CIDADES CONTEMPLADAS E EXPOSIÇÕES As oficinas serão realizadas em: se ::::::::::::::::: ::::::::::::::: :::::::::::::::::::: :::::::::::::::::::: ::::::::::::::::: :::::::::::::: : ::: :: J:::::: ::J:: :: ::::: :::::::::: : ::::::::: : :B::L:/:B:::T: ::::: :::::::::: ::: ::: ::::::::: ::: ::::::::::á 80 ::::: :::: :::::::::: :: :x::::::: :: :::::::::: ::: :::á ::::::::: ::: 7 ::::::::: :: :x:::::õ:: ::::::á:::: ::::::::: ::: 1: :::: :: :::: ::::::: :: ::::::::: :ú:::::: : ::::::::: :::: : ::::: :::I: :::::õ:: :: ::::: :: :::::::: :: ::::: MAIS INFORMAÇÕES E COMO APOIAR O PROJETO: :::::::::::::::::::::::::::: ::::: :11: 31:9 5190 :: 0800 773 9973 Facebook Revista ID Mais @revistaidmais ID mais 5
  4. 4. chagin/ istockphoto.com E-COMMERCE Como se preparar para entrar no e-commerce? Mercado em expansão tem atraído novas empresas para o segmento O cotidiano das pessoas está cada vez mais rodeado pelo mundo digital, seja no aspecto corporativo, com cruzamento de informações dos contribuintes observadas no Programa SPED ou mesmo no compartilhamento das informações da Folha de Pagamento das empresas, com o eSocial, ou seja para ações simples do dia-a-dia das pessoas, como pagar contas ou fazer compras. A facilidade de poder resolver boa parte das tarefas por meio da rede mundial de comunicação, a internet, tem contribuído para o avanço do segmento de e-commerce em níveis globais. Só no Brasil, o mercado cresceu exponencialmente nos últi- mos anos. Dados divulgados em novembro pela Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) indicam que o faturamento do e-commerce do País saltou de R$ 8,2 bilhões, em 2008, para R$ 28 bilhões em 2012, um crescimento de mais de 300%. Este crescimento expressivo é apenas um dos indícios do forte potencial do comércio online nos Page views Por onde eu inicio meu e-commerce?* Escolha da plataforma. A plataforma é a base do seu e-commerce. Ao definir a empresa que irá desenvolver sua loja virtual é preciso levar em consideração diversos detalhes, mas alguns são cruciais: *Informações elaboradas por Fernando Mansano 6 ID mais Escalabilidade Qual a quantidade de page views que a empresa que você está fechando permite? O número de page views da sua página é o termômetro do seu faturamento. Quanto mais page views, mais venda. Atente-se se o oferecido atende a sua necessidade e se o excedente não vai acabar excedendo na sua conta. Meu negócio cresceu demais e a plataforma que possuo agora precisa ser totalmente aperfeiçoada para atender a minha demanda. A plataforma que você fechou é escalável e flexível a mudanças? Expandir é o que toda empresa deseja! Procure por uma solução que acompanhe sua evolução. próximos anos, que ainda deverá ser muito beneficiado a medida em que novas parcelas da população tenham acesso à Internet e que o próprio setor de varejo intensifique os seus processos de adoção da tecnologia. Esses motivos têm levado muitas empresas a entrarem para o segmento de e-commerce, entretanto, é preciso tomar alguns cuidados para Atualizações de Recursos Com que frequência sua plataforma de e-commerce ganha uma nova versão, atualizada com novas ferramentas e recursos? Inovação constante é o segredo para diferenciar sua loja virtual. Aumente sua vantagem competitiva. que o empresário consiga fazer seu negócio prosperar efetivamente também no mundo digital. De acordo com o especialista em vendas online, Fernando Mansano, diretor de alianças estratégicas de uma das principais empresas desenvolvedoras de plataforma de comércio eletrônico, a JET e-Commerce, antes de pensar em entrar para este mercado, é Suporte Ainda que você possua um painel administrativo para gerir toda a cadeia do seu e-commerce, sempre surgem dúvidas com relação ao uso das ferramentas disponíveis. Escolher uma empresa que esteja presente no pós-desenvolvimento de plataforma é outro ponto bastante considerável. preciso que o empreendedor faça o planejamento do negócio, analise e estude o mercado, produto, público, logística e toda a cadeia que envolve a gestão da sua empresa. “Feito isto, pesquisar a empresa que irá desenvolver sua plataforma de e-commerce. Entender o processo de implantação, recursos que serão utilizados bem como o suporte que o Ferramentas de Divulgação Escolha uma plataforma que ofereça também automatização na gestão do marketing, como cupons de desconto, vale presentes, descontos, brindes, entre outros. Tais funcionalidades contribuem para conversão de vendas e promoção da sua loja. Integrações Possuo um ERP que não é compatível com a plataforma que utilizo. Ou seja, sua plataforma não oferece integrações com outros sistemas. Pesquise antes e procure uma solução que automatize e sincronize ferramentas de gestão à sua loja virtual. Centralize o gerenciamento em um local, é mais fácil controlar e assimilar os resultados. ID mais 7
  5. 5. E-COMMERCE empresário irá receber após ter sua loja virtual pronta. Se possível, para que o planejamento seja mais certeiro e efetivo, contrate uma consultoria especializada em e-commerce”, indica o especialista. Ainda de acordo com Mansano, é preciso que o investimento neste segmento seja muito bem planejado. “Trabalhe com nichos específicos e divulgação segmentada. Alcance um público singular, com um produto que irá se diferenciar dos comumente oferecidos”, recomenda. “Personalizar, customizar, dar exclusividade aos clientes com produtos e serviços que os atenda de forma individual. Decerto, traçar um diferencial, fará com que sua seu e-commerce chegue ao topo”, complementa o diretor de alianças estratégicas da JET e-Commerce. Além disso, a falta de planejamento do negócio, do mapeamento das vendas, do estudo de comportamen8 ID mais to do consumidor navegando pela loja e o acompanhamento do dia a dia dos relatórios são erros comuns e que podem estar diretamente ligados ao sucesso do segmento de e-commerce de uma empresa. “É preciso acompanhar todo o fluxo de compra até a venda. Porque seu cliente desistiu da compra? Alguma etapa está dificultando a navegação do meu consumidor? Análise e encontre respostas e soluções”, recomenda o especialista. (veja mais informações nas páginas 6 e 7). Novo patamar Com os novos dispositivos utilizados para a comunicação, não é mais possível pensar em e-commerce apenas como um site de vendas. Quem quiser entrar neste segmento terá de aperfeiçoar a experiência de compra e estratégias de marketing para otimizar a compra via dispositi- vos móveis. “Mesmo que seu e-commerce esteja começando agora, não fique fora dessa”, reforça Mansano. Se o investimentos e planejamento podem parecer um pouco complicados para quem está entrando agora neste setor, dados do mercado indicam que está é uma aposta que pode valer muito à pena. Segundo o Índice de E-Commerce de Varejo Global criado pela A.T. Kearney, divulgado na segunda quinzena de novembro, o varejo on-line na América Latina nos últimos 5 anos avançou, anualmente, 27% e supera a média mundial (17%) e da região Ásia-Pacífico (25%). Além disso, o Mapa Estratégico divulgado pela Fecomércio-RJ assinala que embora tenha crescido em 115% a penetração da Internet no País, na comparação com 2003, o índice das pessoas com acesso ainda representa apenas 56% da população. Com isto, pontua o documento, pode-se esperar uma participação ainda maior das vendas online nas receitas totais do comércio que, em 2011, atingiram o patamar de R$ 2,5 trilhões, incluindo-se os negócios eletrônicos e os realizados nas lojas.
  6. 6. MUNDO DIGITAL Investimento Anjo StartUps: empresas recebem apoio em seus negócios no estágio inicial C omeçar um negócio nem sempre é fácil, mas, se o empresário tiver um bom planejamento e estudos que comprovem que o seu empreendimento pode ser vantajoso, é possível conquistar verdadeiros “anjos da guarda” que irão auxiliá-lo nesta tarefa, tanto com suporte financeiro quanto com orientações de mercado. De forma geral, esses anjos dão suporte às empresas iniciantes com aconselhamentos, fornecimento de infraestrutura, suporte, networking, tempo e dedicação. Eles funcionam como adequados mentores dessas empresas. Entretanto, na prática, este auxílio é muito maior. De acordo com João Kepler, eles são o aval e o ombro amigo que o empreendedor precisa para levar seu sonho adiante e, claro, também o suporte para sistematizar o investimento financeiro a título de “cash-in”, com finalidade de suprir necessidades mensais em troca de um percentual do negócio. Kepler faz essa análise com base em sua longa experiência como empreendedor serial, blogueiro, articulista e colunista de diversos portais e revistas, palestrante, espalhador de ideias digitais e melhores práticas em negócios, mas, principalmente, como investidor anjo membro da An10 ID mais jos do Brasil. Para quem pretende se aventurar nesta seara, o especialista reforça que é preciso que o empreendedor tenha em mente que a realidade é que os negócios podem dar certo ou errado, e que esta lei vale para todos. “Não é uma questão de ter uma visão pessimista, ao contrário, encaro isso de forma bem simples e realista e os empreendedores não devem pensar que isso é um privilégio só deles. Afinal, não está fácil para ninguém”, analisa. Segundo Kepler, histórias de empreendedores que transformaram uma boa ideia (Investimento Anjo) em algo milionário só acontecem nas revistas ou nos contos mirabolantes baseadas no “american dreams”. “Trazendo para a realidade, uma boa ideia serve apenas de diferencial para ativar o processo inicial de conquista do Investidor Anjo ideal. As variáveis a partir daí são muitas e precisam estar bem estabelecidas”, pondera. Mas, o que o empreendedor iniciante deve fazer para conseguir que um destes anjos diga amém para eles? Kepler afirma que este acordo é resultante da empatia e de objetivos comuns entre as partes. “O Amém que tanto esperamos ouvir está no sentido de: “Ótimo, estamos juntos, vamos em frente, eu vou in- vestir no seu projeto, vou bancá-lo e seus problemas acabaram”; trata-se de empatia”, diz. Afinal, o amém é tão importante que transforma e estimulas vidas, por isso mesmo pode ser encarado como um milagre dos céus encontrar um investidor que aceite compartilhar desta aventura. Partindo para a parte técnica e teórica, Kepler observa que muito se fala em “Elevator Pitch”, “Business Model Canvas”, “Lean Startup” e etc, e que, na verdade, tudo isso é muito importante e necessário. “Metodologias são muito úteis, pois ajudam na preparação, na apresentação na validação, desde que usadas como auxílio e inteligência. Tudo cabe no papel ou no PowerPoint. No ponto de vista de um investidor, o mais importante é conseguir ter visão ampla e imediata de um todo, de como o projeto será executado, de escala e de monetização. Ou seja, dinheiro de verdade”, ressalta o especialista. As 3 Leis do sucesso do Investimento Anjo Por ser um investidor anjo membro da Anjos do Brasil, Kepler, de tanto avaliar projetos, estudou e pesquisou, através de fatos reais, o que verdadeiramente leva um Anjo a escolher um determinado projeto em detrimento de outro. “Descobri que as observações seguem três regras (ou leis) relativamente simples”, afirma. A estas regras, Kepler as denomina de “As novas Leis de Kepler para Sucesso no Investimento Anjo”, fazendo uma simpática analogia ao seu próprio nome “Kepler” e claro, uma homenagem as 3 famosas Leis de Kepler, do astrônomo e matemático Johannes Kepler, figura-chave da revolução científica do século XVII. Primeira nova Lei de Kepler: Lei da atração dos Anjos ideais – “MATCH” De acordo com Kepler, é importante entender que não se encontra “anjos voando e fazendo milagres” por ai no mercado. “O sentido de “anjos” é o de apoiar e de “vamos juntos ao paraíso”. Não basta “oração” para o anjo favorito, é preciso ser consistente, saber encontrar, fazer o que eu chamo de MATCH”, indica. Ainda segundo o anjo investidor, a busca pelo investidor deve ser focada e de nicho. “Se o business do Investidor Anjo é o e-commerce, varejo ou marketing, portanto, envie propostas e projetos nesta área ou segmento de mercado. A procura pelo seu Anjo ideal começa pela pesquisa minuciosa e detalhada”, recomenda. “Antes de qualquer abordagem, estude a biografia do investidor, siga-o nas redes sociais, analise o portfólio de empresas que investiu, descubra amigos em comum que possam recomendá-lo e, enfim, entender SE esse investidor tem o seu perfil e pode realmente te ajudar. Essa percepção depende exclusivamente do empreendedor, pois assim, não haverá perda de tempo de ambos os lados”, complementa. Outra dica importante refere-se ao momento de enviar a ideia ou o projeto. “Faça antes de qualquer coisa um resumo, uma folha, um sumário executivo e envie isso somente de forma particular para um de cada vez. Depois, se esse Anjo João Kepler ID mais 11
  7. 7. venimo/123rf.com MUNDO DIGITAL se interessar em conhecer o resto, encaminhe o projeto. Esse sumário deve ter um propósito e objetivos claros, informando o que é, qual o mercado, que problema resolve, qual a inovação, algumas possibilidades, p o s síveis retorno, público alvo e competidores”, explica. Kepler recomenda também que o empreendedor não deve sair por ai feito louco enviando mailing para ventures e inbox de sua “descoberta”, de seu negócio, para todos que tem a palavra Anjo em sua Biografia, abordando todo mundo nos eventos, dizendo “eu tenho um negócio sensacional”. “Na verdade, todos os empreendedores que conheço acham que seu negócio ou ideia é incrível. Ela pode até ser, mas vá com calma”, pondera. Um caminho mais rápido e uma grande dica recomendada por Kepler diz respeito a quando o empreendedor identificar o MATCH, ou seja, quando ele encontra um Anjo para seu incrível projeto: “convide-o para ser seu mentor, ação em que ele deve investir somente tempo, networking e conhecimento em troca de ações”, avalia. Na sequência, se a parceria for boa mesmo, Kepler afirma que o investidor anjo irá querer apostar no projeto, pois já estará envolvido no negócio. 12 ID mais PROCESSO DIGITAL Segunda nova Lei de Kepler: Lei do “Ponto de Interesse” Terceira nova Lei de Kepler: “Teoria da Assertividade” – ROI/A “O “Ponto de Interesse” é quando o investidor funde seus interesses com os que o empreendedor tem a oferecer. A cabeça de um Anjo varia de acordo com o perfil de cada um. “Projetos inovadores e que resolvam problemas específicos são o passo inicial. Assim como nos relacionamentos, a chave é a emoção, a paixão e a química com o negócio. Quando isto acontece, as coisas começam a se encaixar”, afirma Kepler. Neste sentido, o “Ponto de Interesse” passa também pelo “bom senso”, disponibilidade de tempo, afinidade ao segmento de mercado e à oportunidade. “Ninguém coloca dinheiro em um negócio que não seja palpável, que tenha possibilidade efetiva de retorno ou de saída, “pé no chão” e que possa mensurar com alguma segurança e responsabilidade e os possíveis riscos e resultados” analisa. Kepler alerta que os empreendedores devem entender que investidores bem-sucedidos investem em pessoas e não somente em negócios. “Investir no digital é investimento em capital intangível e, por isso, ter uma boa equipe na startup é fator fundamental para o sucesso da empreitada. Sendo assim, o perfil e o capital intelectual do empreendedor fazem toda a diferença no resultado. Então, se você tem um bom perfil, reforce e aposte nisso para ver se existe sinergia no “Ponto de Interesse” com seu projeto”, recomenda. Para Kepler, o tradicional Retorno sobre Investimento (ROI) ganha mais um fator, o da Assertividade, que tem uma simples fórmula aritmética baseado em notas de 0 a 10 para cada item de uma avaliação. “A Fórmula: (R – A); Onde R = Ponto de Interesse + Inovação + Estágio do Projeto + Percentual do Negócio (Quanto maior os pontos, MELHOR) (–) A = Risco do Negócio + Barreiras de Entrada + Dedicação do Anjo + Dinheiro a Investir (Quanto maior os pontos, PIOR). Tenha em mente um máximo de R = 40 pontos e A = 40 pontos”, explica. “Se o resultado final do (R – A) for acima de 10% positiva para o A, é confiável entrar no negócio, porém quanto mais próximo de 50%, maiores serão as chances de entrada e participação ativa na operação do negócio”, completa. Para que o empreendedor consiga chegar neste ponto, é preciso que as duas primeiras Leis já tenham sido alcançadas, ou seja, o “Match” e o “Ponto de Interesse”. “É uma união de fatores que se forem devidamente equilibrados podem fazer um projeto ter sucesso e alcançar voos muito maiores e, claro, todos ganharem dinheiro. Disto resulta uma constatação de que nada se compara a emoção e a sensação de investir em negócio que resolva algum problema e que possa ser útil à sociedade. Se isso vem agregado a essa fórmula ideal apresentada e, claro, com a valorização do capital investido ou com uma remuneração do dinheiro maior do que o retorno nos investimentos tradicionais, melhor ainda. É nesse momento que o Anjo diz: Amém!”, finaliza. Novos parâmetros para o Processo Judicial Eletrônico Instituição da Lei 11.419/2006 trouxe avanços ao judiciário brasileiro O s avanços tecnológicos em nosso dia-a-dia em geral são comemorados pela sociedade por proporcionar facilidades e simplificar a vida como um todo. No sistema judiciário brasileiro, este avanço chegou por meio da Lei 11.419/2006 que definiu os parâmetros do Processo Judicial Eletrônico no Brasil. Porém, ultimamente a advocacia vem enfrentando sérias dificuldades para aproveitar a facilidade que futuramente proporcionará o peticionamento eletrônico em todos os tribunais brasileiros. Na visão do advogado, especialista em Direito Eletrônico e responsável pela Coordenadoria de Processo Eletrônico da Comissão de Direito Eletrônico e Crimes de Alta Tecnologia, Emerson Alvarez Predolim, um dos avanços observados nesta lei para os advogados diz respeito à mobilidade. “Com o processo eletrônico, o profissional terá mais mobilidade podendo trabalhar em qualquer lugar com acesso a internet. Também será possível maior agilidade nos julgamentos como já vemos em alguns tribunais liminares sendo concedidas em 50 minutos”, exemplifica. Entretanto, para Predolim, ainda há um longo caminho a percorrer para que seja possível aproveitar os benefícios do processo judicial eletrônico. “Um dos primeiros problemas, a nosso entender, ocorre quando a referida legislação em seu artigo 8º deu autonomia para que os órgãos do judiciário criem sistemas próprios para o processamento eletrônico. Desta forma, atualmente, segundo levantamento do CFOAB, há por volta de 46 sistemas diferentes dentre os diversos tribunais no país, o que traz dificuldade para os advogados que precisa conhecer vários sistemas para exercer sua profissão”, analisa. Com a visão de solucionar esta diversidade de sistemas, o CNJ tem declarado que deverá impor aos tribunais do país um sistema unificado de peticionamento eletrônico. “Se observamos o aspecto prático desta medida, teremos maior facilidade em capacitar os profissionais de direito que sofrem atualmente para se adequarem à esta nova forma de exercer sua profissão”, afirma o especialista. Contudo, segundo Predolim, ao decidir por adotar o sistema utilizado nos Tribunais Regionais do Trabalho com o discurso de que o sistema está pronto, o CNJ se precipitou. “Tal sistema foi desenvolvido nos idos de 2009 e, somente em meados de 2011 que a OAB foi convidada a participar do Comitê Gestor. Ou seja, sua concepção não levou em conta um dos atores que formam a tríplice processual e com isso vemos com frequência as falhas e equívocos em sua concepção”, comenta. Ainda de acordo com o advogado, outro ponto que traz grandes preocupações são os desvios processuais que decorrem das normas editadas pelos tribunais que regulam o Processo Judicial Eletrônico. “Um questionamento, por exemplo, no caso das citações em processos eletrônicos do TRT é que estes não trazem mais a contra-fé impressa, assim, o réu deve acessar o endereço eletrônico para ter acesso ao teor do processo”, explica. Muito embora esteja disponível eletronicamente, o Art. 226 do CPC traz previsão expressa da entrega da contrafé no ato da citação, o que dificultará ao demandado tomar ciência efetiva do processo. “Além da questão legal, nos remotos municípios em que o acesso a internet por certo é difícil ou por vezes inexistente, resta cerceado o direito do requerido ao não ter ciência no ato de qual o teor das acusações que pesam sobre ele. Ademais, mesmo com a infraestrutura, muitas pessoas não têm conhecimento da tecnologia para acessarem os autos digitais”, complementa. Apesar dos percalços, Predolim acredita que o futuro é muito promissor para o judiciário e todos os que dele necessitam com a implantação do Processo Judicial Eletrônico. “Mas para os causídicos tem sido um grande desafio trabalhar neste novo formato. Resta enfrentarmos e nos prepararmos para os dias melhores que geralmente a tecnologia proporciona e a certeza que estamos fazendo uma nova história na justiça brasileira”, conclui. ID mais 13
  8. 8. CAPA Como se preparar para o eSocial Sergey Nivens/123rf.com A 14 ID mais partir de meados de 2014, a comunicação entre empresas e órgãos e entidades do governo federal – entre eles Caixa Econômica Federal, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Ministério da Previdência (MPS), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) - irá seguir novos rumos. Isso porque entra em vigor nesta data a nova obrigatoriedade que irá unificar a base de recebimento de dados trabalhistas, previdenciários e tributários, de modo que assim haja um cruzamento de dados, bem como a eliminação gradual de inúmeras obrigações acessórias atreladas à contratação de colaboradores, quer seja com vínculo empregatício ou sem vínculo, o chamado Implantação da nova obrigação será gradual a partir de 2014, mas empresas devem ficar atentas para as exigências eSocial. A nova forma de comunicação, antes prevista como parte integrante do Programa do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), agora possui portal de informações separado que foi lançado em junho de 2013, no endereço www.esocial.gov. br. “Sabemos que há uma grande jornada pela frente e, que para perfeita adequação a esse novo cenário é indispensável o envolvimento de toda equipe da empresa, pois o eSocial não atinge somente um departamento, mas diversas áreas da empresa. Como exemplo temos: Tecnologia da Informação, Recursos Humanos, Departamento Pessoal, Compras, Jurídico, Contabilidade, entre outros. Por isso, é necessário seguir alguns passos para que não haja dificuldade na implantação e adequação ao eSoID mais 15
  9. 9. CAPA “Agora as empresas terão de se adaptar a esta nova realidade e entender que, com o eSocial, elas perdem parte da flexibilidade que garante, entre outras coisas, a possibilidade de conceder férias fracionadas”, cial”, explica a advogada, especialista em tributos, com ênfase em cruzamento eletrônico de informações fiscais, em especial SPED e NF-e, Tânia Gurgel.O sistema só deve estar em pleno funcionamento a partir de 2015 e empregadores de todos os portes serão inseridos. Para se adaptar, Tânia adverte que as empresas terão de mudar a maneira como tratam esses dados. “A maior parte das informações prestadas será de competência da área de recursos humanos (RH) das empresas, mas a integração entre setores será fundamental, principalmente na fase inicial de adequação ao sistema, por isso, é importante organizar todos os dados do empregador e dos empregados para evitar riscos trabalhistas e autuações do Ministério do Trabalho e Emprego, do INSS e da Receita Federal”, recomenda a especialista. Além disso, as empresas têm que se atentar para o cadastro e documentação dos serviços tomados, sujeitos à retenção previdenciária, pois estes também serão objeto de lançamento do eSocial. A capacitação da equipe também 16 ID mais será ponto crucial para prevenir o envio de possíveis informações errôneas a estes órgãos. “Para isto, será preciso que as empresas realizem um estudo sobre a incidência de tributos que incidem sobre as verbas trabalhistas, bem como se há alguma discussão judicial ou administrativa sobre esta determinada verba, que, no sistema, é intitulada pública. Somado a esta ação, é preciso elaborar um manual de procedimentos internos e fazer um mapeamento dos processos, para que os departamentos tenham maior facilidade no universo eSocial”, recomenda. (veja mais dicas no box ao final desta matéria) De forma geral, o eSocial transporta para o ambiente digital obrigações que já são cumpridas pelas empresas atualmente. Entretanto, existem novas informações cadastrais sobre funcionários que passarão a ser obrigatórias, segundo previsto no layout do eSocial. “Atente-se que, pelo novo sistema, deverá, primeiramente, o funcionário estar cadastrado no eSocial antes do efetivo início do trabalho, bem como os registros de acidente de trabalho e desligamento do funcionário deverão ser transmitidos em real time”, aconselha Tânia. José Carlos Antunes, diretor comercial da J2R Consultoria, empresa focada em soluções fiscais e tecnológicas, afirma que, comparando com os atuais sistemas digitais do Fisco, como exemplo o SPED, o eSocial trata-se de uma das maiores plataformas de informações e controles já implantados pelo Fisco no Brasil. “Ele irá determinar não só uma revisão dos processos nas empresas, mas também uma mudança cultural. Isso porque, softwares só apoiam processos. Se a empresa trabalhar com automatização de processos errôneos, isso só servirá para que o fisco seja informado mais rapidamente dos erros cometidos pela empresa, mas, com um detalhe muito importante: com muita riqueza de provas e detalhes das informações. Em resumo, se hoje você não cumpre a normas da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), com o e-Social você só estará informando isso mais rápido ao Fisco”, adverte o diretor. Por isso, procurar uma boa consultoria e capacitar-se para o programa é de suma Tânia Gurgel importância. A expectativa é de que as obrigações acessórias hoje existentes diminuam em médio prazo, mas, neste primeiro momento, empresas, contabilistas e demais envolvidos ainda aguardam para se adaptar às novas exigências, com a disponibilização futura do manual e demais dados necessários. “Ao longo dos anos, foram instituídas diversas obrigações acessórias, algumas desnecessárias e muitas com duplicidade de informações, que serão extintas após a implantação do eSocial. Por isso, o programa também é uma tentativa do governo de simplificar que muitos documentos sejam utilizados para transmitir os mesmos dados por meios distintos e gerando apenas trabalho duplicado para os setores da empresa envolvidos na entrega dessas informações”, indica Tânia. Ainda sobre as obrigações acessórias, vale destacar que o eSocial irá substituir uma série delas, entre estas estão o livro de registro de empregado, a folha de pagamento, a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), o perfil profissiográfico previdenciário, o arquivos eletrônicos entregues à fiscalização (Manad), o termo de rescisão e formulários do seguro desemprego, a Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (Gfip), a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e a Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf). Layouts O eSocial também exige layouts parametrizados de acordo com as disposições legais. “Desta forma, muitas práticas ou costumes, possíveis ou praticados até agora, deixam de ser viáveis, tendo em vista à exposição do detalhe das informações e os cruzamentos passíveis que todos os órgãos terão com mais rapidez e controle”, pondera a advogada. O trabalhador Um grande ganho neste sistema é para o trabalhador, principal- mente o autônomo, pois terão no sistema eletrônico as informações já inseridas no Cadastro Nacional de Informação Social (CNIS). Isso é importante e facilita a vida deste trabalhador, como, por exemplo, quando antes ele necessitava da concessão de um benefício do INSS, ele tinha que, diferente do trabalhador com carteira assinada, provar vínculo de prestação de serviço e guardar documentos da época dessa prestação. Com este novo modelo, estes profissionais também poderão fiscalizar, no futuro, o seu próprio cadastro, evidenciando as prestações de serviço. Já para os funcionários, o governo espera que o eSocial permita que os próprios trabalhadores “fiscalizem” se as empresas estão cumprindo com suas obrigações, como o depósito do FGTS, e tenham mais facilidade na produção de provas para concessão de benefícios previdenciários. Da mesma maneira, as empresas ID mais 17
  10. 10. CAPA terão como comprovar de forma mais fácil que estão em dia e não devem nada aos colaboradores. “Isso faz com que a relação entre empregados e empregadores seja mais transparente”, indica Tânia. Entretanto, além de alterar o cotidiano das empresas, o eSocial vai impactar na coleta de dados que orientam políticas públicas, como o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). “Com isso, o governo terá um controle mais rigoroso sobre as atividades desenvolvidas ou não pelos cidadãos, cruzando as informações com a Receita Federal, para analisar se as informações de rendimentos prestadas são coerentes”, indica a advogada. Multas Não há multas especificas do eSocial: permanecerão as já existentes em cada legislação de cada órgão do Projeto eSocial, como, por exemplo, as penas previstas na CLT e na Lei 8.212/1991, que serão aplicadas pela essência da informação e não devido ao novo formato de transmissão. as empresas do Simples, empresas pequenas, de zero a dez funcionários e MEI um sistema pra envio das informações com módulos simplificados. Estes segmentos terão uma linguagem menos técnica e mais didática com mensagens de orientação, bem como de informações de meses anteriores, o qual também poderá ser integrado com servidores corporativos. A grande vantagem desse web service é que haverá validações em tempo de preenchimento e transmissão. Arquivos Todos os arquivos serão no formato XML. Cada evento é um arquivo. A folha de pagamento será desmembrada por trabalhador, assim como outras informações previdenciárias serão desmembradas segundo a sua natureza da informação, como: retenção de nota fiscal, retenção de funcionários e a parte patronal. Literatura Para auxiliar as empresas a se adequarem as novas obrigações exigidas pelo eSocial, Tânia Gurgel acaba de lançar o livro “eSocial – Você e sua empresa estão preparados?”. De acordo com a autora, o intuito da obra é que ela sirva como Guia das principais exigências na contratação de serviços de terceiros, preparando Web Service os empresários para o cenário do O governo disponibilizará para o eSocial, principalmente nos eventos empregador doméstico, o segurado S-1310 e S-1320. especial, o pequeno produtor rural, Alguns passos necessários para que não haja dificuldade na implantação e adequação ao eSocial, são*: “A lógica é de que a partir do momento em que o funcionário deixa de fazer parte do quadro da empresa, todos os seus direitos devem ser garantidos tão logo ele esteja dispensado. 1 Revisar todos os documentos e cadastros dos colaboradores (por exemplo: verificar a consistência do cadastro existente no banco de dados do CNIS – Cadastro Nacional de Informações Sociais versus CPF – Cadastro de Pessoa Física); 2 Verificar o correto preenchimento dos laudos ambientais e condições de riscos (PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional; PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais; e PPP – Perfil Profissiográfico Previdenciário); 3 Realizar um estudo sobre a incidência de FGTS, INSS, IRRF, Contribuição Sindical, sobre as rubricas (verbas trabalhistas), bem como se há alguma discussão judicial ou administrativa sobre determinada verba; 4 Analisar os registros de contratação de terceiros e se a retenção tributária está coerente com os dispositivos legais em vigência; 5 Revisar os procedimentos internos da empresa; 6 Capacitar e integrar todos os profissionais envolvidos na implantação do eSocial; 7 Elaborar um manual de procedimentos internos e fazer um mapeamento de processo. Colocados esses procedimentos em prática, as empresas poderão adequar-se com maior facilidade no universo do eSocial. *Informações elaboradas pela especialista Tânia Gurgel 18 ID mais ID mais 19
  11. 11. FOLHA DE PAGAMENTO Folha de Pagamento merece destaque com o eSocial Empresas terão que enviar arquivos digitalmente para o governo. Cuidado no preenchimento das informações deve ser rigoroso Marcos Abreu 20 ID mais A s obrigações do eSocial envolvem essencialmente as relações trabalhistas entre empresas e funcionários, mas, principalmente, em como os empregadores irão transmitir essas informações aos órgãos competentes. Esse sistema irá exigir o envio de arquivos diários e arquivos mensais. “Arquivos diários são aqueles que são eventuais, como os dados para a contratação de um empregado, onde é necessário primeiro comunicar o governo e, depois, admitir o empregado. Já os arquivos mensais compreendem as informações do fechamento da folha de pagamento do mês de competência. E, todas essas informações devem ser enviadas através de arquivo XML, pela internet”, explica Marcos Abreu, presidente da Employer, empresa reconhecida por sua excelência na cessão de mão de obra, temporária e serviços de Recursos Humanos. A intenção do governo é de que quando o cadastro do empregado estiver todo organizado, os dados dos trabalhadores possam ser arquivados em um único número. Isto significa que, depois que todas as informações forem incorporadas, a Caixa Econômica Federal, que utiliza o número do PIS (Programa de Integração Social), e a Receita Federal, que usa o CPF (Cadastro de Pessoa Física), deverão valer-se de um único cadastro para identificar o cidadão. Mas, para que tal objetivo seja atingido, Abreu observa que muito caminho ainda terá de ser percorrido. “As empresas terão de se organizar para transmitir essas informações de forma online para o governo, mas, para que as informações possam ser compiladas de maneira correta, muitas empresas terão de capacitar o seu departamento de Recursos Humanos (RH), porque, as informações não chegarem redonda, será a própria empresa quem poderá ser prejudicada lá na frente”, recomenda. “A empresa poderá ser autuada, por- que ela é responsável pelas informações que presta e a forma como ela presta essas informações pode expô-las a práticas ilegais. Ilegais não no sentido de que ela está fazendo algo errado de propósito, mas de que a empresa está fazendo algo errado por um equívoco no cadastro que ela enviou. Assim, se as empresas não se adequarem, elas serão punidas por ilegalidade, mas, de novo, não é porque ela está agindo de propósito para ser ilegal, é porque o arquivo dela a deixou exposta a um erro”, complementa o presidente. Tentar minimizar esses erros no envio de arquivos faz parte da filosofia da Employer há algum tempo. Há cinco anos, mesmo antes das exigências impostas pelo eSocial, o grupo organizou, para uso próprio, o programa denominado Webfopag, como uma forma de organizar as informações dos funcionários das 56 filiais do grupo, além das informações dos contratos realizados para clientes. “Esse é um sistema de folha de ID mais 21
  12. 12. COLUNA ARTIGO O ¨Big Brother¨ sobre os seus negócios. pagamento nas nuvens, assim não é necessário utilizar servidor e todas as informações podem ser acessadas pelo site. Para operar, basta que o usuário digite sua senha e começa a operar”, explica Abreu. “Para conquistar este mecanismo, fizemos um investimento de aproximadamente R$ 50 milhões para que todo o nosso sistema ficasse locado nas nuvens. Isso significa que ele pode ser amparado por qualquer parte, a qualquer momento. E, essas informações podem ser compartilhadas, ou seja, o que um faz o outro não precisa fazer”, conta. No projeto desenvolvido pela empresa, trabalhadores e departamento de RH podem fazer a atualização dos dados de maneira compartilhada. De acordo com Abreu, este modelo de folha de pagamento foi concebido pensando na colaboração do próprio trabalhador com relação a sua folha de pagamento. “Isto porque a folha de pagamento é para o trabalhador e não para o governo. Hoje, a 22 ID mais concepção que se faz é de folha de pagamento para o governo, e o eSocial foi criado nesta linha. A nossa Webfopag pensa primeiro no trabalhador, afinal, é ele quem tem que levantar cedo, pegar o vale-transporte, usar o seu uniforme, ter que trazer a sua alimentação e o seu horário de trabalho. Por isso, nada mais justo de que o próprio funcionário possa conferir as informações incluídas na sua folha de pagamento, e, principalmente, interagir com ela”, analisa. Porém, o presidente da Employer explica que, o fato de interagir com a folha não significa que o trabalhador tenha plenos poderes. “Ele pode interagir, mas a homologação das informações é feita pelo departamento de RH”, complementa. Tal metodologia representa mais transparência na relação empregado x empregador, além de facilitar o trabalho do departamento de RH das empresas, segundo Abreu. “Neste sentido, o eSocial contribui com a transparência das informações. E, não adianta as empresas quererem fugir disso, porque, se não houver transparência com o trabalhador irá ter que haver com o governo. E, o governo vai devolver essa informação para o trabalhador, então, a transparência será obrigatória”, analisa. “Sem contar que, o fato de o trabalhador colocar os dados de seu endereço, seu número de vale-transporte e conferindo o seu plano de saúde, por exemplo, faz com que diminua o trabalho do RH e também as informações que são processadas”, afirma. Quando o empregado passa a colaborar com o preenchimento das informações, ele também passa a ser corresponsável pelos dados encaminhados ao governo. “Por exemplo, se um trabalhador tem um filho e esquece de comunicar ao departamento de RH, ele passa a ter responsabilidade no fato de que as informações encaminhadas aos órgãos e entidades do governo estejam desatualizadas”, exemplifica. V Marcelo Lau Diretor Executivo - Data Security ocê considera provável que sua vida ou seus negócios estejam sendo alvo de espionagem? Depois das declarações de Edward Snowden, governos se atentaram à concreta espionagem e as negativas consequências diplomáticas. Devemos nos atentar que é pouco factível que sua vida esteja sendo objeto de espionagem por governos estrangeiros, entretanto devemos avaliar o quanto pode ser interessante às outras pessoas terem acesso às suas informações. Tomando como base uma empresa especializada em contabilidade, devemos considerar que dentre as informações manipuladas estão presentes notas fiscais contendo a relação de fornecedores e clientes. Muitos podem não vir a se preocupar com tais dados, entretanto, estas informações nas mãos de concorrentes se tornam matéria prima para identificação de produtos e serviços comercializados, tais como margens de lucro ou até mesmo a identificação de prejuízos que podem sinalizar problemas em relação à saúde financeira de uma empresa. Empresa de contabilidade, em geral, não é empresa especializada em sistemas ou proteção de informações. Entretanto, este conteúdo pode vir a ser revelado através da au- sência ou falta de segurança física, que pode vir a possibilitar o acesso de ofensores às instalações do escritório contábil. Sistemas ainda são portas de entrada de ofensores aos dados de clientes contábeis. Considera-se como exemplo a existência de fragilidades presentes em infraestrutura de redes de comunicação (incluindo as redes de comunicação sem fio), sistemas de troca de mensagens eletrônicas (e-mail) e sistemas Web acessíveis ou não através da Internet que são os alvos mais comuns. Mesmo assim uma empresa de contabilidade é responsável pela segurança das informações de seus clientes devendo assegurar que dados sejam mantidos íntegros (modificados apenas por pessoas e sistemas autorizados), disponíveis (acessíveis apenas às pessoas e sistemas autorizados em qualquer momento) e confidenciais (mantendo o sigilo de informações de acordo com a classificação do grau de sensibilidade dos dados). As implicações de falta de segurança pode ser exemplificada através de sua responsabilização legal. E para quem ainda têm a percepção que segurança em sistemas é assegurar que seus computadores tenham apenas antivírus, vale ainda comentar que nem todas as ameaças são detectadas por antivírus. ID mais 23
  13. 13. Giuseppe Ramos /123rf.com DIREITO DIGITAL As redes sociais e o mercado de trabalho Empresas analisam perfil em redes sociais na hora da contratação de um novo funcionário A s redes sociais têm ganhado cada vez mais espaço na vida das pessoas que estão sempre preocupadas em curtir, compartilhar, comentar, favoritar fotos, frases, vídeos, pessoas e empresas e tudo o que estiver relacionado ao mundo digital. Quem não participa desses espaços é visto como um verdadeiro extraterrestre pelos demais. E, apesar das redes sociais terem contribuído para aproximar pessoas, marcas e empresas, há um outro lado desta moeda que pode ser muito prejudi24 ID mais cial. Isso porque, se as pessoas não tomarem cuidado com o que postam nessas redes, elas podem ter suas vidas privadas expostas de maneira excessiva e, muitas vezes, constrangedora. Indo além, a vida profissional de muita gente pode ser afetada consideravelmente, dependendo do comportamento que a pessoa tiver nestas redes. Atualmente, as redes sociais têm sido utilizadas pelas empresas de recrutamento e seleção para analisar o perfil dos candidatos. Escapar deste tipo de análise está cada vez mais difícil, o que pode variar, por enquanto, é o tipo de rede que é utilizada para esta finalidade. Nos Estados Unidos, por exemplo, as empresas recrutaram 36 milhões candidatos em 2011. Desse total, 93% dos recrutadores usaram o LinkedIn para saber um pouco mais sobre seus futuros empregados, assim como 34% dos recrutadores analisam os perfis destes futuros funcionários também no Facebook. Já na Ásia, 75% dos recrutadores analisam os perfis de seus futuros empregados no Facebook, enquanto que o LinkedIn foi utilizado por 32% dos recrutadores daquela região. Na Europa a preferência pelo Facebook se repete, onde a análise na rede social é utilizado por 62% dos recrutadores e o LinkedIn é analisado em 42% dos casos. No Brasil, estudam-se a formação de números concretos sobre esta utilização. Mas, pesquisas adiantam que os brasileiros estão começando a se monitorar mais. “Muitos jovens pararam de postar caricaturas, vídeos e palavras sem sentido e passam a usar o Facebook como uma ferra- menta de promoção de sua imagem pessoal”, comenta Coriolano Almeida Camargo, presidente da Comissão de Direito Eletrônico e Crimes de Alta Tecnologia da OAB/SP. Para analisar essa mudança de comportamento, Coriolano utiliza-se de Shakespeare para ilustrar o debate sobre a transparência das informações, ao recordar que a verdade é como o cristal. “A verdade é como o cristal. Depende do lado em que você lança seu olhar através dele. O importante é que o cristal seja puro, prova emblemática de que não há véu hipócrita que mascare as ações da Justiça por respeito ou medo”, cita o presidente da Comissão de Direito Eletrônico. Os setores que mais oferecem trabalho no Brasil estão voltados para as áreas de moda no FaceBook e para as áreas de TI e estas se utilizam do uso das hashtags (#) para oferecem um grande número de vagas de ID mais 25
  14. 14. DIREITO DIGITAL “Por que você curte tudo o que aquela pessoa posta”? Esse é o motivo comum das brigas e do chamado “ciberciumes” ou “ciúme virtual” emprego, ou seja, as redes são utilizadas para a análise do perfil do candidato, mas, também, hoje em dia, é possível encontrar uma nova oportunidade de emprego através delas. As aulas particulares e escolas de dança também estão em alta nas redes sociais. Uma curiosidade deste segmento é um vídeo postado no YouTube denominado “Evolution of Dance “, que apresenta vários estilos de dança adaptados para 32 faixas de música. Esse vídeo foi “curtido/ gostado” 760.115 vezes e também é um dos mais vistos no YouTube com mais de 175 milhões de visualizações. Isto demonstra que, mais uma utilidade das redes sociais é a autopromoção de profisionais. Liberdade de expressão x Direito à Imagem Muitos podem se questionar sobre onde entra o direito à liberdade de expressão dentro deste novo cenário que se apresenta dentro do contexto profissional. Onde começa a liberda- “ de de expressão e onde começa o direito à imagem e a proteção à honra e à dignidade do homem? Para Coriolano, a grande questão envolve como as pessoas se comportam perante às demais nestas redes. “Eu “odeio meu chefe” ou “eu não gosto de acordar cedo” e também “eu amo o final de semana”. São escritos soltos nas ondas das redes sociais. Todavia, as pessoas se esquecem de que, atualmente, a maneira como elas se comportam nas redes sociais conta muito na hora da contratação. A empresa de geração de conteúdo estratégico, ou mesmo as empresas e escritórios de modo geral, sabem que o comportamento nas redes sociais pode ser prejudicial. Uma simples palavra e uma foto postada pelo colaborador podem vir a ferir a imagem da empresa ou mesmo, seu conteúdo pode não estar alinhado com a identidade esperada. Não estamos sozinhos. A imagem dos funcionários, alunos, líderes e formadores de opinião esta de certa forma vinculada a imagem do empregador, da escola e do escritório” analisa o presidente. Coriolano lembra ainda que, caso a empresa patrocine determinada marca esportiva, não seria de bom tom, que o colaborador venha a falar mal da mesma, simplesmente porque torce por outro time. Nesta mesma linha, ele comenta que as redes sociais podem revelar os mais variados comportamentos e tendências. “Há pouco tempo, li um perfil que dizia: “profissão marido na empresa minha esposa”. É preciso lembrar que, a comunidade de sua preferência e até as pessoas que você curte podem e estão sendo analisadas”, pondera. Ele observa também que, caso a atividade da empresa esteja voltada para um público tradicional, é natural que o departamento de recrutamento destas empresas se preocupem em analisar a imagem de seus colaboradores, principalmente os que atuam em áreas estratégicas e ligadas diretamente com seus clientes. “Neste caso, certamente, o comportamento virtual tem sido levado em consideração”, comenta. Para ilustrar esta abordagem, Coriolano recorda-se de uma discussão que teve com um grupo de seus alunos, de um caso que foi apresentado em sala de aula. “Foi relatado que a colaboradora teria sido desligada da companhia sem justa causa, por exibir uma tatuagem enorme nas costas que, segundo o entendimento de algumas vozes internas, “não pegava bem com seus clientes”. Será uma forma de discriminação ou uma forma de zelar pela imagem da empresa? Este foi o debate gerado em sala de aula e que aproveito para deixar em aberto para ouvir a opinião do leitor”, complementa. Ainda no exemplo citado pelo presidente da Comissão de Direito Eletrônico e Crimes de Alta Tecnologia da OAB/SP, a foto da funcionária tatuada acabou sendo identificada por uma superiora que navegava pelas redes sociais e acabou gerando o dilema interno na empresa. “Na sala de aula, o debate evoluiu: uma parcela dos alunos entendeu que a empresa não poderia dispensar a funcionaria por este motivo. Por outro lado, outra parcela entendeu que os clientes não estavam se sentindo seguros em saber sobre o “cibercomportamento” da funcionária e que uma dispensa sem justa causa não seria uma discriminação. Sem contar que, vale lembrar que, muitas vezes, a empresa não revela o real motivo da dispensa” afirma. Ainda segundo Coriolano, é importante lembrar que o comportamento nas redes sociais pode inter- ferir também nos relacionamentos pessoais. ““Por que você curte tudo o que aquela pessoa posta”? Esse é o motivo comum das brigas e do chamado “ciberciumes” ou “ciúme virtual”, diz. Falando em ciúmes, vale destacar que o namoro virtual também tem seu lugar. “Uma dezena de alunos que entrevistei revela que não se sente a vontade em namorar ou de aprofundar um relacionamento se a pretendente ou o pretendente não tiver uma pagina no Facebook ou em uma rede similar. A justificativa dada pela maioria é de que não é possível conhecer melhor a pessoa sem ter acesso ao conteúdo virtual e que desta forma se sentem mais seguros”, avalia. As opiniões são divergentes, mas, na análise de Coriolano isto é o resultado de que ponto de vista e sentimento de Justiça, cada qual tem o seu. “ “Eu “odeio meu chefe” Uma simples palavra e uma foto postada pelo colaborador podem vir a ferir a imagem da empresa ou mesmo, seu conteúdo pode não estar alinhado com a identidade esperada. Não estamos sozinhos. 26 ID mais ID mais 27
  15. 15. TURISMO DESVENDE O MÉXICO País místico e de cultura festiva, abriga um universo de belezas naturais e oferece diversão aos turistas. *Júnior Cipriano S erenatas de amor, doses de tequila e todo aquele dramalhão assistido nas novelas mexicanas. Ao contrário do que muitos imaginam, não são apenas esses os cenários de alegrias e tristezas que dão forma ao México. Localizado na América do Norte, o país sugere opções de lazer, cultura e diversão. Lá, é Onde há um mundo particular a se descobrir. Onde vive um povo intenso; de gente que vive em meio ao gigantesco e maravilhoso. Quem visita o México, costuma dizer que é recebido por pessoas hospitaleiras. Alegres. O país, colonizado pela Espanha, abriga pelo menos 115 milhões de habitantes. 30% são de identidade indígena. O dobro desse número é composto por 28 ID mais brancos e mestiços de índios com espanhóis. Livre de etnia, a religião católica predomina o território. Uma forte herança dos espanhóis. São muitos os devotos que expõem de suas crenças nas ruas. Também inteiram a fé apoiados da imagem da Santa Virgem de Guadalupe. A cultura dessas pessoas é rica e carrega traços característicos. Mesmo entre eles, os mexicanos são culturalmente reservados. Recatados. Não gostam e nem acham certo revelar suas intimidades aos outros. Apesar disso, são festivos. No dia de finados, por exemplo, são donos de um hábito diferente dos de muitos outros cantos do mundo: celebrar a morte. No dia 02 de novembro de todos os anos, os cemitérios mexicanos se transformam em verdadeiras praças, que são tomados por um público feliz e agitado. E a manifestação calorosa vira uma festa. Amigos e familiares preparam oferendas, cartazes e bonecos em homenagem aos queridos falecidos. Não há choro. Não há luto. Há, unicamente, a bela comemoração à vida dos que já morreram. Talvez seja uma oportunidade para que, juntas, essas pessoas possam demonstrar o furor que guardam dentro de si nos dias comuns. Toda essa graça e toda essa cor passeiam, também, pela capital. São muitas as opções de saídas, que vão da histórica à gastronômica. É comum que comidas apimentadas sejam servidas, pois é o que ajuda a controlar a alta temperatura do corpo, provocada pela fervorosa condição climática. Arriba, abajo, al centro y adentro! Quando a noite cai, o combustível da diversão é a tequila mexicana. A verdadeira tequila. Para quem gosta de festas agitadas, esse é o auge da distração. O bidestilado é feito com o agave azul. A planta é típica do clima seco. Cultivada no estado de Jalisco, em uma cidade com pouco mais de 30 mil habitantes e que leva o mesmo nome da famoso drink. Uma única planta de agave leva, em média, sete anos para amadurecer. Só depois de maduro ele passa por um processo de cozimento que leva até catorze horas. O gosto é fiel ao do açúcar. Depois disso, a planta é triturada e forma um líquido transformado em álcool. Em seguida, acontece a fermentação e o produto é levado à destilaria para que, enfim, vire tequila. O litoral mexicano é o principal destino da bebida. ¿Llamanos a Acapulco? Acapulco é a praia mais próxima da capital mexicana. Banhada pelo oceano pacífico, a cidade glamourosa situa-se na costa oeste do país. O local já foi frequentado por estrelas do cinema e da TV desde os anos 50. A partir de então, a região foi escolhida para construções de mansões de artistas e de grandes empresários. O conhecido balneário paradisíaco é cercado por uma vasta variedade de mercados e galerias de artesanato. As hospedagens variam das mais econômicas pousadas até os mais luxuosos resorts. Os restaurantes, ID mais 29
  16. 16. TURISMO instalados com mesas ao ar livre e vista às baias oferecem prato típico: mariscos. Quem gosta de ir às compras, tem a opção de ir às tradicionais feiras de artesanatos, produtos e comidas regionais. Aqueles que preferem produtos mais sofisticados podem dirigir-se ao centro comercial – onde há mercadorias de modelo estadunidense. Atualmente, as visitas que predominam as praias acapulquenhas são as nacionais, afinal, outras praias mexicanas ganharam preferência de turistas internacionais. Cancún: ¿qué tal? Para desvendar todas as belezas de Cancun, o estrangeiro deve estar disposto a percorrer os 22 quilômetros de areia branca que levam-no às águas cristalinas e às paisagens aprazíveis. A cidade, banhada pelas águas do Caribe, fica no estado de Quintana Roo e é considerada a porta de entrada para o mundo, já que foi parte da antiga civilização do povo maia. Esse é o principal destino turístico mexicano. São pelo menos 3,3 milhões de visitantes por ano. As hospedagens vão desde as mais acessíveis até as mais luxuosas. Dali a 70 quilômetros, está o parque ecológico XCaret. Um paraíso para quem sonha em nadar com peixes, golfinhos, tubarões ou ficar cara a cara com animais exóticos. O local lembra cenários de filmes de aventura; a diferença é que tudo é verdadeiro. Uma das atrações é o nado subterrâneo. É possível que o visitante explore-o apenas com coletes salva vidas e snorkel. Lá, quando o dia termina, a diversão não acaba. O parque também oferece atrações 30 ID mais culturais aos seus visitantes. Uma delas é o espetáculo que conta mais da história, cultura e miscigenação dos nativos os espanhóis. ¿Qué hay en Cozumel? Perto dali, a 60 quilômetros do sul de Cancun, está a ilha de Cozumel. Mais um destino perfeito para quem gosta de mergulhar. Nadar nas águas quentes e tranquilas. Não importa o quanto o mergulho seja raso, é possível admirar mais da vida oceânica. A riqueza da fauna marinha faz do passeio uma experiência encantadora. Os hotéis de Cozumel tendem a ser mais em conta. Escolher entre o banho de piscina com vista para o mar ou banho de água salgada é escolha do visitante. E falando em salgado, vale arriscar o “portunhol” para conseguir algum desconto nas compras de produtos, já que boa parte do comércio é de rua e os preços das mercadorias não são baixos. Os passeios podem ser feitos de táxis, motos ou jipes alugados. É evidente que o México é um país místico. Há o que refletir em relação ao comportamento e cultura de todo esse povo. O conhecimento histórico pode ser engrandecido durante visitas a museus e idas aos principais monumentos. Talvez a ausência do drama da morte seja por conta do costume que essa gente tem: de saber abrigar e encarar a própria vida. Vida que a alma mexicana transborda independente de qualquer recriminação estadunidense ou qualquer outro problema social e político. E, com o mundo, eles compartilham de suas belezas públicas. É uma dose que vale pra vida inteira. Como chegar a cidade do México: No Brasil, há voos diretos. Como chegar a Cancún: Nenhum voo direto para o aeroporto internacional de Cancun parte do Brasil. Empresas aéreas oferecem voos com escala em Chicago, Washington – nos Estados Unidos. Outras duas opções são as escalas em Lima, no Peru ou na Cidade do México. A zona hoteleira de Cancun está a 20 quilômetros do aeroporto. O trajeto pode ser feito de ônibus de linha, translado do hotel, carro alugado ou táxi. Para conseguir o visto mexicano é fácil: basta acessar o site www.inm.gob.mx. Em seguida, preencher e imprimir uma autorização eletrônica. • Moeda local: peso. O dólar norte-americano é aceito em vários estabelecimentos, mas o troco é devolvido em moeda mexicana. •Mais informações do parque XCaret: www.xcaret.com *Matéria gentilmente cedida pelo jornalista Júnior Cipriano. ID mais 31
  17. 17. CULTURAL agenda cultural Dezembro é mês de festas, confraternização e também de fazer um balanço do ano que passou e se preparar para as novas conquistas do ano que se inicia. Fazer atividades culturais como ler um livro, ver um filme ou assistir a uma peça de teatro ajudam a aliviar o estresse do dia-a-dia para que assim consigamos organizar melhor as ideias. Para te ajudar a relaxar, a Informação Digital traz algumas indicações dos lançamentos programados para a grande tela neste mês, confira: À Procura do Amor (Enough Said) Elenco: James Gandolfini, Julia Louis-Dreyfus, Toni Collette, Lennie Loftin, Jessica St. Clair, Christopher Nicholas Smith, Tracey Fairaway, Ben Falcone, Michaela Watkins, Catherine Keener, Phillip Brock, Tavi Gevinson. Direção: Nicole Holofcener Gênero: Comédia Sinopse: Último filme de Gandolfini, que morreu em 19 de junho, À Procura do Amor conta a história de uma mãe solteira e divorciada, Eva (Julia Louis-Dreyfus) que passa seus dias trabalhando como massagista e temendo a partida de sua filha para a faculdade. Ela conhece Albert (James Gandolfini), um homem gentil e engraçado que também está prestes a enfrentar o ninho vazio. Enquanto seu romance floresce rapidamente, Eva conhece Marianne (Catherine Keener), sua nova cliente e melhor amiga. Marianne é uma bela poeta, que parece “quase perfeita”, exceto por um pequeno detalhe: reclama demais de seu ex-marido. De repente, Eva se encontra duvidando de sua própria relação com Albert, quando descobre a verdade sobre o marido de Marianne. À Procura do Amor é uma comédia afiada e introspectiva que explora a confusão de se envolver novamente. A Última Viagem a Vegas (Last Vegas) Elenco: Morgan Freeman, Robert De Niro, Michael Douglas, Kevin Kline, April Billingsley, Dane Davenport, Jerry Ferrara, Mary Steenburgen, Noah Harden, Phillip Wampler, Ric Reitz, Romany Malco. Direção: Jon Turteltaub Gênero: Comédia Sinopse: Estrelado por quatro atores vencedores do Oscar, o filme apresenta Billy (Michael Douglas), Paddy (Robert De Niro), Archie (Morgan Freeman) e Sam (Kevin Kline), amigos desde a infância. Billy, o solteirão compromissado do grupo, finalmente pede em casamento sua namorada de trinta e poucos anos e os quatro vão a Las Vegas com planos de parar de agir como velhos e reviver seus dias de glória. No entanto, ao chegar, os quatro rapidamente percebem que as décadas tem transformado a Cidade do Pecado e testado suas amizades de várias formas que nunca imaginaram. Anita (Anita & Garibaldi) Elenco: Ana Paula Arósio, Gabriel Braga Nunes, Antonio Buil, Alexandre Rodrigues, Paulo Cesar Peréio, Leonardo Medeiros. Direção: Alberto Rondalli Gênero: Aventura Sinopse: Em “Anita e Garibaldi” é a primeira vez que a saga libertária de Garibaldi na América se transforma num grande filme de época. Os treze anos de Giuseppe Garibaldi no Brasil, Argentina e Uruguai foram anos de uma aventura sem igual. Ana Maria de Jesus Ribeiro, Anita, foi uma mulher à frente de seu tempo. Vestindo calças e liderando as tropas em batalha, surpreendeu até mesmo Garibaldi. Anita tinha consciência precisa da guerrilha e da situação política. Lutou por amor a Garibaldi, mas principalmente pela causa. 32 ID mais ID mais 33
  18. 18. SAÚDE Pequenas mudanças que fazem a diferença Rido /123rf.com Alterar alguns hábitos pode evitar as denominadas Lesões por Esforços Repetitivos (LER) H oras e horas na frente do computador sem se alongar, longos períodos mexendo em tablets ou celulares podem causar dores que, ao longo prazo, podem se tornar incômodos frequentes. Ao conjunto de doenças causadas por esses esforços repetitivos dá-se o nome de LER (Lesões por Esforços Repetitivos), mas também podem ser conhecidas por lesão por trauma cumulativo. Dentre as mais comuns estão tenossinovite, tendenite, bursite e outras doenças. Embora conhecida há mais de 100 anos, as LER tornaram-se, a partir da década de 1990, muito frequentes devido ao advento da informática e dos computadores, justamente por isso, muitos estudiosos e instituições já preferem chamar as LER de DORT 34 ID mais (Doenças Osteomusculares Relacio- ço; enrijecimento muscular; choques nadas ao Trabalho). Muitas delas po- nos membros e falta de firmeza nas dem ser causadas por esforço repe- mãos. titivo devido à má postura, stress ou trabalho excessivo. Também certos Prevenção esportes se praticados intensivamente podem causar LER. Uma das maneiras de evitar que esta lesão se instale é identificar tarefas, ferramentas ou situações que Sintomas causam dor ou desconforto, por Geralmente os sintomas são de isso, é importante fazer um revezaevolução insidiosa até serem clara- mento nas tarefas realizadas no diamente percebidos. Com frequência, -a-dia, principalmente no ambiente esses sintomas são desencadea- de trabalho. Caso não seja possível dos ou agravados após períodos de alternar as atividades, faça pausas maior quantidade de trabalho ou jor- obrigatórias de 10 minutos a cada 50 nadas prolongadas. As queixas mais minutos trabalhados, evitando ultracomuns do portador de LER são: dor passar 6 horas de trabalho diário de localizada, irradiada ou generalizada; digitação. Além disso, é importante desconforto; fadiga; sensação de adotar posturas corretas e levantarpeso; formigamento; dormência; sen- -se de tempos em tempos para poder sação de diminuição de força; incha- movimentar as pernas. ID mais 35
  19. 19. 36 ID mais

×