Oeiras 2030. Uma Visão Estratégica para o Concelho (Portugal)

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O presente trabalho, elaborado no âmbito do Seminário de Planeamento Estratégico, consiste na elaboração de uma de uma visão estratégica para o concelho de Oeiras: “Oeiras, Concelho do património pombalino, atractivo de investimento de novas empresas, valorizando a qualificação da população e a sustentabilidade, no horizonte de 2012 – 2030”.
Após um breve enquadramento histórico ao território, procura-se fazer uma caracterização coerente do concelho de Oeiras, de forma a compreender as suas características marcantes em todas as suas vertentes: socio-demográfica, de infra-estruturas e equipamentos, económica entre outras dinâmicas territoriais, do Concelho, para ter uma base sólida para as componentes do diagnóstico. No diagnóstico é realizada uma avaliação crítica sobre a caracterização efectuada e posteriormente construída uma matriz SWOT (Strenghts, Weaknesses, Opportunities, Threats), elemento base do planeamento estratégico. Elaborou-se também uma matriz de análise estrutural, cujo objectivo fundamental, segundo Godet (1993), é ajudar a descortinar “a estrutura das relações entre as variáveis qualitativas [...] que caracterizam o sistema”.
Construiu-se uma visão Estratégica para o Concelho de Oeiras, tendo em consideração aspectos considerados essenciais: qualidade de vida da população, a competitividade do ponto de vista do posicionamento externo, a sustentabilidade financeira, de recursos, ambientais, as questões de governance e participação dos principais actores territoriais. Com base na visão que se pretende para o concelho foram traçadas linhas estratégicas, medidas e acções e elaborada uma ficha de acção para uma das medidas entre muitas que poderiam ter sido desenvolvidas.

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Oeiras 2030. Uma Visão Estratégica para o Concelho (Portugal)

  1. 1. Planeamento Estratégico – Janeiro 2012
  2. 2. Objectivo: desenvolver uma visão estratégica Área de Estudo: Concelho de Oeiras Estrutura do Trabalho - Enquadramento histórico - Caracterização do território - Diagnóstico (Matriz SWOT e de Análise Estrutural) - Visão Estratégica (Linhas, Medidas e Acções) - Actores e Modelo Governance - Conclusão Planeamento Estratégico – Janeiro 2012
  3. 3. - Local de ocupação desde a pré-história - Povoamento efectivo no século XII (1147) - Elevada a vila e concelho pelo rei D. José I, em 1759 - Desenvolvimento económico e social com o Primeiro- Ministro do Rei – Marquês de Pombal, nomeado Conde de Oeiras Planeamento Estratégico – Janeiro 2012 Até ao fim do Séc. XIX foi local de fuga privilegiada pela aristocracia – casas apalaçadas, chalés e pequenas moradias – pequena Riviera às portas de Lisboa
  4. 4. - No início Séc. XX – desenvolvimento dos meios de transporte (eléctrico e ferroviário) - Unidades fabris: Fundição de Oeiras e Fábrica Lusalite - Década 40/70 – local de fuga desqualificada assumindo a função de dormitório - Década de 80/90 pólo económico autónomo da AML, de forte componente tecnológica Planeamento Estratégico – Janeiro 2012
  5. 5. O Concelho de Oeiras encontra-se: - integrado na AML - dividido em 10 freguesias: Algés, Carnaxide, Caxias, Cruz- Quebrada/Dafundo, Linda-a-Velha, Oeiras e São Julião da Barra, Paço de Arcos, Porto Salvo e Queijas Planeamento Estratégico – Janeiro 2012
  6. 6. O Concelho de Oeiras possui (dados de 2011): - 45,8 Km2 (1,6% da superfície da AML) - 172 063 habitantes (7,7% da população da AML) - densidade populacional de 3 756,83 hab/Km2 Planeamento Estratégico – Janeiro 2012Densidade populacional das freguesias do concelho de Oeiras em 2007 (CMO, 2009)
  7. 7. – 7 334 habitantes de nacionalidade estrageira – 4,5% (Censos de 2001) - População residente apresenta situação privilegiada em relação ao nível de escolaridade (Censos 2001) Planeamento Estratégico – Janeiro 2012 Nível de Escolaridade Oeiras AML Portugal Sem nível de ensino 3,8 5,7 9 Escolaridade obrigatória 64 49,5 11,3 Ensino superior 22,7 - 8,9 -índice de envelhecimento – 106,5 (elevado em relação à média nacional – 102,23 (Censos de 2001) Nível de Escolaridade comparativo do Concelho de Oeiras, AML, e Portugal (Censos de 2001)
  8. 8. – Bons acessos: A5, CREL, CRIL, Estrada Marginal - Transportes: Vimeca, SATU, CP - Bons equipamentos educativos (rede pública, colégios, escolas profissionais, faculdades.) Planeamento Estratégico – Janeiro 2012 Distribuição dos equipamentos de ensino (CMO, 2009)
  9. 9. - Bons equipamentos de apoio social (lares para crianças e jovens, lares para idosos, estabelecimentos de apoio a pessoas adultas com deficiência,…) - Bons equipamentos desporto (ex: Complexo Desportivo do Jamor; campos de futebol, râguebi, pista de atletismo, piscinas, polidesportivos, num total de 2 939 775,7 m2 – 20 m2/habitante) Distribuição dos equipamentos de apoio social (CMO, 2009) Distribuição dos equipamentos de desporto (CMO, 2009)
  10. 10. - Turismo, Cultura e Lazer (museus (do Automóvel e Aquário Vasco da Gama), núcleos históricos, salas de teatro, auditórios, bibliotecas, cinema, eventos como o Estoril Open, Corrida do Tejo, Mexa-se na Marginal, Marginal à Noite, …) Planeamento Estratégico – Janeiro 2012 - Equipamentos de Saúde (13 unidades públicas, unidades privadas, 2 hospitais Sta Cruz, São Francisco Xavier) Distribuição dos equipamentos de saúde (CMO, 2009) Distribuição dos equipamentos de turismo, cultura e lazer (CMO, 2009)
  11. 11. - Empresas multinacionais (General Electric, LG, Microsoft, Nestlé, Nokia, Philips, Toshiba, …) - Parques ou núcleos empresariais de ciência e tecnologia (TagusPark) e de tecnologias da informática e do conhecimento (LagoasPark, Quinta da Fonte, Parque Suécia, Parque Holanda, …) - Institutos de Investigação Cientifica (Instituto Gulbenkian Ciência, Instituto de Tecnologia e Química, Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica, Instituto da Investigação das Pescas e do Mar e Instituto Nacional de Investigação Agrária) Planeamento Estratégico – Janeiro 2012 - 90 000 empregos - 70% sector terciário
  12. 12. taxa de desemprego Oeiras 7% (2005) Portugal 9.8% (2005) - índice de poder de compra elevado 180,97 (2005) (2.º mais elevado da AML) Planeamento Estratégico – Janeiro 2012 0 100 200 300 Lisboa Oeiras Cascais Amadora Loures Odivelas SintraVila Franca de XiraMafra 277.93 180.97 162.29 129.09 116.65 109.09 104.51 96.29 92.02 Índice de Poder de compra (INE, 2004 in Rede Social de Oeiras)
  13. 13. Oeiras e Santo Amaro de Oeiras Caxias Carnaxide Linda-a-Velha Algés Queijas Porto Salvo Barcarena Planeamento Estratégico - Novembro 2011 - Susana Daniel Paço de Arcos
  14. 14. - 341 ha de Reserva Agrícola Nacional. - 279,9 ha de Reserva Ecológica Nacional (Parque Desportivo do Jamor e Serra de Carnaxide). Planeamento Estratégico - Novembro 2011 - Susana Daniel - Espaços de Naturais e de Equilíbrio Ambiental (como a Estação Agronómica de Oeiras (antiga Quinta do Marquês de Pombal) com 5,5 ha de vinha, que dá origem ao Vinho de Carcavelos. RAN (Portaria 183/92, de 16 de Março)
  15. 15. Estruturas Verdes Urbanas - Parque Dos Poetas - Jardim Da Quinta dos Sete Castelos - Serra de Carnaxide - Fábrica da Pólvora de Barcarena Planeamento Estratégico - Novembro 2011 - Susana Daniel
  16. 16. - 10 Km de linha de Costa; - Praia de Torre; - Zonas de recreio e de lazer em Caxias, Paço de Arcos e de Santo Amaro de Oeiras; - Passeio Marítimo de Oeiras (3850m) e Algés; - Porto de Recreio (desde 2005, com 1575 m2). Planeamento Estratégico - Novembro 2011 - Susana Daniel
  17. 17. Usado como local de fuga privilegiada da família real e da aristocracia, no concelho cresceu um enorme património histórico construído: - Palácio do Marquês de Pombal; - Palácio do Egipto; - Palácio dos Arcos - Quinta Real de Caxias; - … Planeamento Estratégico - Novembro 2011 - Susana Daniel
  18. 18. - 3 Monumentos Nacionais (Palácio dos Marqueses de Pombal, Quinta Real de Caxias, Aqueduto dos Franceses); - 8 Imóveis de Interesse Público (Fortes de São Bruno, São Julião da Barra, Pelourinho de Oeiras, Torre do Bugio…); - 1 Imóvel de Valor Concelhio (ponte sobre o rio Jamor). Planeamento Estratégico - Novembro 2011 - Susana Daniel
  19. 19. Planeamento Estratégico - Novembro 2011 - Susana Daniel PONTOS FORTES PONTOS FRACOS  Ambiente natural privilegiado e excelentes espaços verdes  Desenvolvimento da frente ribeirinha  Fixação de população jovem e da classe média/alta ou média/baixa  Elevada qualificação académica  Poder de compra acima da média nacional  Enorme representatividade de espaços de investigação e tecnologia  Desenvolvimento de parcerias público-privadas  Localização de empresas do ramo das novas tecnologias  Localização de empresas do ramo da ciência  Desenvolvimento empresarial  Modernidade empresarial  Grande oferta de espaços empresariais  Espaços e equipamentos de lazer e desportivos de qualidade  Bons equipamentos de saúde  Rede rodoviária de qualidade  Existência de Porto de Recreio  Existência de Praias  Desenvolvimento do Sistema Automático de Transportes Urbanos (SATU)  Vasto Património Construído  Qualificação de recursos humanos  Existência de alguns bairros sociais problemáticos  Tendência crescente de envelhecimento da população  Fraca diversidade do sector económico  Sector turístico pouco desenvolvido  Fraca sustentabilidade das empresas municipais  Débil envolvimento empresarial nos contextos de cooperação social e territorial  Escassez de terrenos municipais disponíveis  Sistemas de transporte deficitários/forte dependência de transporte privado  Membro(s) da edilidade local com problemas com a justiça (Caso Isaltino) OPORTUNIDADES AMEAÇAS  Localização privilegiada na AML  Beleza paisagística e património construído como factor de atracção turística  Localização geográfica atractiva  Atractividade de investimento externo  Boas acessibilidades a Lisboa  Território de atravessamento (Lisboa – Cascais)  Pressão urbanística dos concelhos limítrofes  Risco de perder imagem própria dada a proximidade à capital  Conjuntura económica
  20. 20. Planeamento Estratégico - Novembro 2011 - Susana Daniel
  21. 21. AB Qualificação da População e Competitividade
  22. 22. MEDIDAS
  23. 23. ACÇÕES MEDIDAS
  24. 24. Planeamento Estratégico - Novembro 2011 - Susana Daniel Título da Medida Valorização do Património Histórico Construído Palavras-Chave Património histórico construído, turismo, exploração, património pombalino, quintas e jardins Descrição/Caracterizaçã o Promover a divulgação do património histórico construído, nomeadamente através de:  Inventário e criação e base de dados de todo o património histórico construído do concelho;  Investigação e desenvolvimento do património histórico do concelho;  Aproveitamento de edifícios pombalinos e respectivos espaços circundantes para colóquios, congressos e outros eventos.  Divulgação e exploração turística do património histórico construído. Objectivos  Desenvolver actividades turísticas de valor e diferenciação para a região (património pombalino).  Promover o auto-financiamento, através do uso dos edifícios e espaços circundantes para eventos e visitas guiadas. Eixo Desenvolvido D - Desenvolvimento do Turismo Articulação com outros Eixos Estratégicos  B - Competitividade, Modernidade Empresarial e Potencial Tecnológico e Científico  C - Sustentabilidade Ambiental e Estilos de Vida Saudáveis  E- Oeiras na AML Entidades Responsáveis Câmara Municipal de Oeiras, Turismo de Portugal – Direcção Regional de Turismo de Lisboa, Empresas Privadas, Direcção de Faróis, IGESPAR, Ministério da Defesa, … Principais Agentes Territoriais Envolvidos Associações Empresariais, Empresas, Câmara Municipal de Oeiras, Turismo de Portugal – Direcção Regional de Lisboa. Horizonte de execução 2025 Fontes de Financiamento Câmara Municipal de Oeiras, Empresas Privadas, Parcerias Público-Privadas Situação Actual A implementar Inconvenientes da não realização Insuficiente exploração de uma das características mais susceptíveis de contribuir para o posicionamento do concelho ao nível dos concelhos limítrofes no que se refere ao desenvolvimento turístico. Nível de Prioridade Baixa  Média  Alta 
  25. 25. ComunicaçãodaVisão PeritosExternos/Consultadoria Participação Pública
  26. 26. Actualmente, o concelho de Oeiras apresenta padrões e modelos territoriais marcados pelo: - desenvolvimento empresarial, com grandes espaços destinados à localização de empresas, - baixo investimento e incentivo turístico. A sua localização na AML atrai: - população jovem e de classe média e média/alta; - empresas com actividades bastante diversificadas; - espaços de investigação; - espaços de ciência e tecnologia. No Futuro…
  27. 27. No Futuro…espera-se que …. - Continue a atrair cada vez mais multinacionais, cimentando a sua posição no contexto Ibérico e Europeu. Para isso irá contribuir a partilha de sinergias entre universidades e empresas o que irá permitir aumentar know-how da região. - A ciência e a tecnologia funcionarão como potenciadores deste novo ciclo de desenvolvimento que pretende a criação de grupos tecnológicos fortes que possam competir no mercado globalizado. - O ambiente natural privilegiado, localização geográfica atractiva, o património construído, bem como o capital humano a qualificar abram novas oportunidades de desenvolvimento e turismo.
  28. 28. • Câmara Municipal de Oeiras - Gabinete do Desenvolvimento Municipal. 2009. Oeiras, Factos e Números. Oeiras. • Câmara Municipal de Oeiras. Oeiras XXI. Plano Estratégico para o Desenvolvimento Sustentável – Estratégica e Programa de Acção para o Desenvolvimento Sustentável. Oeiras. • Caldas, José Maria Castro; Perestrelo, Margarida. (1998). Instrumentos de Análise Estrutural para o Método dos Cenários – Análise Estrutural. Centro de Estudos sobre a Mudança Socio-Económica. Lisboa • Conselho Local de Acção Social de Oeiras. (2004). Diagnóstico Social – Relatório de 2004. Oeiras. • Godet, Michel. (1993). Manual de Prospectiva Estratégica: da Antecipação à Acção. Publicações D. Quixote. Lisboa. • Instituto nacional de Estatística. 2007. Portugal: Um Retracto Territorial 2005 – Estatísticas do Ganho Médio Mensal. Lisboa. • Mateus, Augusto e Associados. (2009) Estudo Estratégico para o Desenvolvimento Económico e a Competitividade Territorial do Concelho de Oeiras – Relatório Final. Sociedade de Consultores, Lda. • Oliveira, Elizabete. (coord.) (2010). Perfil de Saúde do Concelho de Oeiras. Câmara Municipal de Oeiras. Oeiras. • www.iefp.pt • www.cm-oeiras.pt • www.ine.pt
  29. 29. Planeamento Estratégico – Janeiro 2012

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