Aula 4 população

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  • Motivos que impelem a população a se deslocar pelo espaço de forma permanente ou temporária.
    políticos, religiosos, naturais, culturais e, principalmente, econômicos
  • 1 –Afrescos Ciclos Econômicos – Pau-brasil, Cana-de-açúcar, Gado, Algodão, Erva-mate, Café, Cândido Portinari. Salão de Audiências
    2- Afrescos Ciclos Econômicos – Cacau, Ouro, Fumo, Ferro, Borracha, Carnaúba, Cândido Portinari. Salão de Audiências
  • Uma ocupação de dentro para fora, singular em nossa história.
  • numa impressionante “onda verde” apoiada por correntes migratórias do Nordeste e de Minas Gerais.
  • A necessidade de mão-de-obra trouxe imigrantes europeus, principalmente depois da abolição dos escravos.
  • A região do Vale do Café, composta por dez cidades situadas em plena serra do Mar Fluminense/RJ, oferecem aos seus visitantes atividades que vão de sarau histórico seguido por um café colonial que relembra os costumes da época áurea do ciclo do café a encontro de grupos de jovens que tocam choro em plena praça pública todos os domingos do ano.
  • que serviu como via de escoamento para a saída de trabalhadores rurais que perderam o emprego nas lavouras do Sul e Sudeste do país, em função da expansão da soja.
  • Na procura de melhores oportunidades de emprego e condições de vida, eles vêm fazendo migrações sucessivas.
  • ROSA, João Guimarães. Grande Sertão Veredas, pág. 39
  • INSERIR MAIS BIBLIOGRAFIA
  • Aula 4 população

    1. 1. GEOGRAFIA Suely Takahashi
    2. 2. 2 Migrações Internas no Brasil As migrações internas que impelem a população a se deslocar pelo espaço de forma permanente ou temporária ocorrem por alguns motivos recorrentes. RETIRANTES DA SECA
    3. 3. 3 ECONÔMICOS
    4. 4. 4 NATURAIS
    5. 5. 5 CULTURAIS
    6. 6. 6 RELIGIOSOS
    7. 7. 7 Os ciclos econômicos influenciaram diretamente as migrações internas no Brasil de quais formas?
    8. 8. 8 Migrações Internas no Brasil 1. Penetração do gado pelo Sertão nordestino; 2. Ciclo do café no Sudeste; 3. Ciclo da borracha no Norte; 4. Atividades de mineração; 5. Expansão da fronteira agrícola no Sul.
    9. 9. 9 Ocorreu durante o século XVII, tem um valor histórico pelo pioneirismo na ocupação do interior do Nordeste brasileiro e foi responsável pela formação das primeiras cidades no interior do Nordeste. 1. A penetração do gado pelo Sertão nordestino
    10. 10. 10 2. O prolongamento da fronteira agrícola em função da cultura do café, que se alastrou pelo Vale do Rio Paraíba do Sul (1810-1860), tendo no seu período áureo (1850- 1929) atingido o Oeste paulista e, em seguida, o Norte do Paraná.
    11. 11. 11 O café foi o primeiro produto de exportação controlado principalmente por brasileiros, possibilitando o acúmulo de capital no país.
    12. 12. 12 A expansão da lavoura do café levou à ampliação das vias férreas, principalmente em São Paulo; os portos do Rio de Janeiro e de Santos foram modernizados para sua exportação.
    13. 13. 13 As ferrovias paulistas - a primeira das quais, ligando Santos a Jundiaí é de 1867 -, abrindo caminho para o oeste, acompanharam a fronteira verde. E foram plantando cidades em seu avanço. Só em São Paulo, entre 1891 e 1900, foram criados 41 municípios.
    14. 14. 14 FAZENDA PARAÍZO - RIO DAS FLORES /RJ FAZENDA BANANAL - RIO DAS FLORES/RJ FAZENDA VISTA ALEGRE – VALENÇA/RJ
    15. 15. 15 3 . Primeiro ciclo da borracha Ocorreu um deslocamento de levas sucessivas de nordestinos para a Amazônia durante o primeiro ciclo da borracha (1870-1912) quando a concorrência vantajosa dos seringais plantados no Sudeste asiático provocou a decadência da produção amazônica.
    16. 16. 16 Segundo ciclo da borracha Ocorreu a afluência de novas levas de nordestinos à Amazônia, em especial ao Acre e a Rondônia, durante o período de 1942-1945. Período que se tentou reerguer a produção, pois os seringais asiáticos estavam tomados pelos japoneses.
    17. 17. 17 Construções extravagantes, matéria prima importada e edificações que se constituíam réplicas da engenharia européia da época, são alguns dos traços que se pode encontrar na arquitetura de Manaus. TEATRO AMAZONAS
    18. 18. 18 TEATRO AMAZONAS
    19. 19. 19 A riqueza do látex proporcionou uma reviravolta estrutural na cidade, implantando serviço de transporte coletivo de bondes elétricos, sistema de telefonia, eletricidade e água encanada, além de um porto flutuante.
    20. 20. 20 SERINGUEIRA PORTO EM MANAUS - AM
    21. 21. 21 Destaca-se os movimentos migratórios em direção à Amazônia na década de 1970, como conseqüência do surgimento de grandes projetos agropecuários, de mineração e da construção de rodovias de integração.
    22. 22. 22 4. A ocupação do Planalto Mineiro, de MT e de GO, durante a fase de mineração (1700-1760), provocou um afluxo de populações e recursos do Nordeste e do Planalto Paulista. Foi o primeiro grande movimento interno de população registrado para o interior do Brasil.
    23. 23. 23 MINERAÇÃO
    24. 24. 24 Serra Pelada - PA Em 1980 estourou a corrida do ouro no garimpo de Serra Pelada, no Pará.
    25. 25. 25 Serra Pelada - PA Mais de 25 mil homens se amontoavam numa grande cratera e chegavam a tirar uma tonelada de ouro por mês.
    26. 26. 26 SERRA PELADA - PA
    27. 27. 27 Serra Pelada - PA O povoado de Serra Pelada - 20 anos depois - parece uma cidade fantasma. A grande cratera foi inundada pela água e se transformou num enorme lago.
    28. 28. 28 A mobilidade da população brasileira aumentou nas últimas décadas. Várias são as razões dessa elevada mobilidade, a começar pelas grandes diferenças espaciais do país. Considerações sobre Migrações
    29. 29. 29 ... pelos problemas socio- econômicos de muitas áreas, combinados com atrativos que outras áreas passam a oferecer. Considerações sobre Migrações
    30. 30. 30 5. A expansão da Fronteira Agrícola Brasileira para a Região Sul, a partir da década de 1950, influenciada pela explosão demográfica que se registrava no Brasil, a partir dos anos 40, forçou o governo a criar subsídios para uma agricultura voltada para a produção de alimentos, o que provocou a ocupação daquela região.
    31. 31. 31 Expansão da Fronteira Agrícola Fonte: Agbrasil.com.br
    32. 32. 32 Uma grande parte do fluxo migratório de nordestinos foi atraída para o Centro-Oeste (após 1960) e para a Amazônia (depois de 1970), que se tornaram, assim, áreas de considerável imigração.
    33. 33. 33 O grande pólo de atração está no Sudeste, especialmente São Paulo, que é estado que recebe o maior número de migrantes, principalmente nordestinos. O Paraná e o Rio de Janeiro também acolhem muitos imigrantes, embora anualmente já não sejam tão atraentes como foram até alguns anos atrás. Migrações Atuais
    34. 34. 34 Fluxos Migratórios Atuais Como acontece desde muito tempo, o Nordeste é a principal área de emigração, pois todos os Estados que formam a região tem um balanço migratório altamente negativo, ou seja, perdem muito mais habitantes do que recebem.
    35. 35. 35 Fatores que influenciam a emigração no Nordeste: • Precárias condições sócio e econômicas da região; • Desigualdades na distribuição da riqueza; • As secas no Sertão agravam as condições de vida da maioria da população e estimulam fortes levas migratórias.
    36. 36. 36 Na última década, por exemplo, Rondônia foi o estado brasileiro que teve a maior taxa anual de crescimento demográfico, devido, é claro, ao afluxo de imigrantes.
    37. 37. 37 Um dos motivos que influenciou o fluxo populacional em direção ao Centro-Oeste e ao Norte do Brasil foi a construção das rodovias que cortam estas regiões, com destaque especial para a rodovia Cuiabá-Porto Velho.
    38. 38. 38 Uma parte da população recebida pelo Centro-oeste e pela Amazônia vem diretamente do Nordeste. Outra parte vem do Sudeste e do Sul, especialmente do Rio Grande do Sul, que há algumas décadas tornou-se um Estado de emigração.
    39. 39. 39 Muitos imigrantes que saem do Sudeste com destino ao Mato Grosso, Goiás, Acre, e outros estados, são nordestinos que há muito abandonaram sua região de origem.
    40. 40. 40 “Quando se trata de migração nordestina, tudo se passa como se fosse uma decorrência econômica e social natural, levando-se em conta a construção imaginária do tripé Nordeste/ seca/ migração. Essa construção imaginária "destina" ao homem nordestino a condição e migrante, pobre e flagelado”. Isabel Cristina Martins Guillen
    41. 41. 41 VAQUEIRO
    42. 42. 42 “De certo modo, essa representação social contribui para criar a invisibilidade histórica em torno do migrante, deslocando as questões para outros campos que não favoreciam o surgimento de uma história social que os incluísse”. Isabel Cristina Martins Guillen
    43. 43. 43
    44. 44. 44 "Quem é pobre, pouco se apega, é no giro-o-giro nos vagos dos gerais, que nem os pássaros e rios e lagoas. O senhor vê: o Zé-Zim, o melhor meeiro meu aqui, risonho e habilidoso.
    45. 45. 45 Pergunto: - "Zé- Zim, por que é que você não cria galinhas de angola, como todo o mundo faz?" - "Quero criar nada não" - me deu resposta: - "Eu gosto muito de mudar..."
    46. 46. 46 Em 1957 começa a construção de Brasília, e ocorre uma efervescência de êxodos rurais de diversos pontos do Brasil para o Planalto Central. Desta vez, o fluxo se dirige das áreas rurais de diversos estados do Brasil além dos estados do Nordeste. BRASÍLIA - DF
    47. 47. 47 CANDANGOS
    48. 48. 48 CATEDRAL BRASÍLIA- DF
    49. 49. 49 SUPERQUADRAS BRASÍLIA- DF
    50. 50. 50 “A partir dos cálculos relativos às oportunidades de emprego disponíveis em outros mercados de trabalho, computados também os custos ligados à migração, os trabalhadores escolheriam a opção que maximizaria seus ganhos... ”
    51. 51. 51 “Tais custos poderiam ser de ordem material (preço da passagem, da mudança em si, etc.), de busca de informações (quanto mais longe é uma localidade, maior a incerteza e a dificuldade de obtenção de informações)”
    52. 52. 52 “de ordem psíquica (pela separação de amigos e de familiares, do espaço físico da infância etc.), de oportunidade (tempo gasto para mudar durante o qual o migrante não está exercendo atividades produtivas), de adaptação (novo habitat, nova profissão), etc”. (STILLWELL e CONGDON, 1991).
    53. 53. 53 Referências Bibliográficas SALLES JR, Walter. Central do Brasil, 1998. SIMIELLI, Maria Elena. Geoatlas Básico. São Paulo: Editora Ática, 2002.
    54. 54. 54 Referências Bibliográficas STILLWELL, J., CONGDON, P. Migration modeling: concepts and contents. In: STILLWELL, John, CONGDON, Peter (Eds.) Migration models: macro and micro approaches. London; New York: Belhaven, c1991. p.1-16.
    55. 55. OBRIGADA! suelysc@gmail.com 55

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