Biosegurança 2012 (1)

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Biosegurança 2012 (1)

  1. 1. Impacto do milho Bt noMIP de pragas nas culturas de terras baixas do RS Ana Paula Afonso da Rosa
  2. 2. O milho Bt no Rio Grande do SulTerras BaixasMip em Terras Baixas Arroz Soja MilhoPerspectivas Foto: Beatriz Emygdio
  3. 3. Adoção da biotecnologia agrícola no Brasil CULTURAS Fonte: CÉLERES
  4. 4. Taxa de adoção 23,9 milhões de ha = 88,1% área total com variedades transgênicas 12,1 milhões de ha = 74,9 % área total com variedades transgênicas Fonte: CÉLERES
  5. 5. Adoção da biotecnologia agrícola no Brasil EVENTOS Fonte: CÉLERES
  6. 6. Adoção da biotecnologia agrícola no Brasil ESTADOS Fonte: CÉLERES
  7. 7. Adoção da biotecnologia agrícola no Rio Grande do Sul - Milho 76,45 80 Área 60 Produtividade Produção 40 26,97 16,15 20 7,73 4,72 5,71 4,32 4,77 1,11 0 Área (milhão ha) Produtividade (kg/ha) Produção (milhão t) Brasil Sul RS Fonte: Céleres
  8. 8. Adoção da biotecnologia agrícola no Rio Grande do Sul - Milho 88,7 90 85,7 80 74,9 70 Tecnologia Adoção (% área total) 60 50 43,6 40,8 40,8 37,1 40 34,5 33,6 30 20 6,9 7 10 5,1 0 RI TH RI/TH Total Brasil Sul RS Fonte: Céleres
  9. 9. Regiões produtoras
  10. 10. Terras Baixas Diversidade geológica, climática e de relevo Variedade de tipos de solosDiferentes padrões de ocupação Uso agrícola Desenvolvimento regional
  11. 11. As terras baixascorrespondem a umaclassificação geomorfológica,que compreende a planíciecosteira do Rio Grande do Sul(VILLWOCK; TOMAZELLI, 1995).
  12. 12. Fotos: Alcides Severo
  13. 13. Terras baixas - arroz irrigado Topografia plana - potencial p/ 350.000 ha Potencial hídrico Solo adequado - horizonte B impermeável Clima adequado Única cultura para condições de alagamento Estrutura de lavoura instalada Tradição dos produtores no cultivo do arroz
  14. 14. Terras baixas - milho Foto: Ana Paula Afonso Rosa Redução do custo dos insumos (semente, adubo, etc.) Disponibilidade de variedades milho Desenvolvimento de tecnologias (genética e manejo) adaptadas as terras baixas Tecnologias de manejo de solo, irrigação e drenagem para áreas de várzeas
  15. 15. Terras baixas - soja Aumentar a produção em áreas onduladas e de várzeas Proximidade do porto de Rio Grande - menor custo de transporte em relação as outras regiões do RS.
  16. 16. Terras baixas x MIP
  17. 17. Ponte verde hospedeiraAumenta o potencial de dano das pragas
  18. 18. Qual foi/é o impactodo milho Bt no MIPde pragas para essas culturas?
  19. 19. ARROZ Pragas chave - crônica Pragas secundárias - eventuais Bicheira-da-raiz Lagarta-militar Lagarta-boiadeira Broca-do-colo Percevejo-do-colmo Caramujos Percevejo-do-grão Pragas diversas Lagarta-da-panícula
  20. 20. Oryzophagus oryzae (Costa Lima 1936) Coleoptera: CurculionidaeAdulto da bicheira-da-raiz Oryzophagus oryzae. Ovos de gorgulho aquático no tecido Bicheira-da-raiz.Foto de H.F. Prando vegetal. Foto de J.K. Clark Foto de J.K. Clark
  21. 21. Casulo da pupa da bicheira-da-raiz.Foto de H.F. Prando Macho guardando a fêmea. Foto de H.F. Prando
  22. 22. Tibraca limbativentrisStål 1860Hemiptera: Pentatomidae Adulto novo (esquerda) e velho (direita) do percevejo-do-colmo. Posturas novas (esquerda) e ovos próximo à eclosão Fotos de H.F. Prando (direita) do percevejo-do-colmo. Foto de H.F. Prando
  23. 23. Percevejos em hibernação.Foto de H.F. Prando Percevejos de ponta-cabeça no arroz. Foto de H.F. Prando
  24. 24. Sítios de hibernação Fotos de H.F. Prando
  25. 25. Oebalus poecilus(Dallas 1851)Hemiptera: Pentatomidae Aglomerado de ovos do percevejo-do-grão. Foto de H.F. PrandoPercevejos-do-grão: O. poecilus (esquerda) O.ypsilongriseus (direita). Fotos de N. Wright
  26. 26. Ninfas de vários estágios do percevejo-do-grão. Arroz parboilizado manchado em função do ataqueFoto de H.F. Prando de percevejos. Foto de H.F. Prando Mancha no ponto de sucção da seiva no arroz parboilizado. Foto de H.F. Prando
  27. 27. Brocas do colo A espécie Elasmopalpus lignosellus é comum em cultivo do arroz de sequeiro ou de terras altas. No cultivo do arroz em solo alagado tem aparecido com maiorMariposa Elasmopalpus lignosellus. No detalhe a lagarta. frequência nos últimos anos, antesFotos de J. Vargas e Embrapa da inundação.
  28. 28. Fotos: Ana Claudia Oliveira
  29. 29. Spodoptera frugiperda A B Foto: E. Ferreira Foto: E. Ferreira FIGURA 2. Plantas novas de arroz cortadas rente ao solo por lagartas de Spodoptera frugiperda (A) e abrigo do inseto sob torrões (B) A B Foto: A. da S. Gomes Foto: J.F. da S. Martins FIGURA 3. Fase crítica da cultura do arroz ao ataque de lagartas de Spodoptera frugiperda, em áreas planas, compreendido entre a emergência das plantas (A) e a inundação da lavoura (B).
  30. 30. Biótipos - morfologicamente idênticas, diferem emecologia, genética e fisiologia.
  31. 31. Pseudaletia spp.Lepidoptera: Noctuidae Sobrevivência em restos culturais de soja e milho
  32. 32. SOJA
  33. 33. Como chegou ao RS?• EUA: 1987 já liberado para testes• RS: 1994 chega a primeira carga da Argentina 40 t de milho grão  202 sc de semente de soja RR 4 genótipos Até 1997 o cultivo foi mantido na surdina. A partir de 2000, se tornou o milagre da soja.
  34. 34. Pragas chave - crônica Pragas secundárias – eventualAnticarsia gemmatalis Epinotia aporema Nezara viridula Pseudoplusia spp. Euchistus heros Diabrotica speciosa Piezodorus guildinii Bemisia argentifolli Spodoptera spp. Sternechus subsignatus Elasmopalpus lignoselus Phyllophaga spp.
  35. 35. Anticarsia gemmatalis (Hübner, 1818)Lepidoptera: Noctuidae A lagarta-da-soja é encontrada em todos os locais de cultivo, sendo o desfolhador mais comum da soja no Brasil. Costuma atacar as lavouras aFoto: Mike Boone partir de novembro, nas regiões ao Norte do Paraná, e a partir de dezembro a janeiro no Sul do País, podendo causar desfolhamento, que pode chegar a 100%.Foto: Ana Paula Afonso-Rosa
  36. 36. A lagarta apresenta coloração geral verde, com estrias longitudinais brancas sobre odorso. Em condições de alta população, ou escassez de alimento, a lagarta torna-seescura, mantendo as estrias brancas.
  37. 37. Estação Terras Baixas – Safra 2011/2012
  38. 38. Percevejos A B Pelo menos 15 espécies de percevejos da família Pentatomidae são registradas como sugadores, sendo que as espécies Nezara viridula (L.), Piezodorus guildinii (Westwood) e Euschistus Foto: Bastos, C. S. Foto: Moreira, H. & Aragão, F. heros (Fabricius) são as mais importantes do Adulto (A) e ovos (B) de Nezara viridula complexo de percevejos pragas da soja (PANIZZI & A B ROSSI, 1991). N. viridula e E. heros estão também associadas ao milho causando danos semelhantes aos de Foto: Moreira, H. & Aragão, F.Adulto (A) e ovos (B) de Euchistus heros. Dichelops melacanthus. Estes percevejos têm aumentado sua população a cada ano, com A B ocorrência em todas as épocas de plantio de milho, requerendo, muitas vezes, tratamento com inseticidas nas sementes e pulverizações foliares Foto: Via Rural Foto: Moreira, H. & Aragão, F. para redução de danos (PANIZZI, 2000).Adulto (A) e ovos (B) de Piezodorus guildinii.
  39. 39. Falsa medideira – Pseudoplusia includens - Lagartas medem palmos - Não consomem as nervuras - Difícil controle - Há relatos de resistênciaFoto: Diones - Porção inferior da planta - Temperaturas elevadas, acima de 30ºC, e a umidade abaixo de 60%, que aumentam a evaporação do produtos químicos, dificultando o controle
  40. 40. Complexo de Spodoptera spp.Foto: McGuire Center Foto: Ana Paula Afonso da Rosa Foto: John L. CapineraS. albula S. cosmioides S. eridania - Alimentam-se de vagens, grãos e folhas; - Podem cortar as plantas ao nível do solo.Foto: Paulo LanzettaS. frugiperda
  41. 41. Época de ocorrênciaIntensidade proporção deespécies Difícil previsão
  42. 42. Mudança de cenário Aumento da população e importância das lagartas-falsa-medideira e das lagartas-pretas e redução da população da lagarta-da-soja (décadas de predomínio na soja brasileira)No Rio Grande do Sul, nas safras 2007/08 e 2008/09, entre as lagartas-falsa-medideira já havia sido constatada a predominância de Rachiplusia nu, sobre Pseudoplusia includens, que se esperava fosse a mais comum. Guedes et al., 2010
  43. 43. OCORRÊNCIA SIMULTANEAAmplia risco de danos – aumento de populaçãoDificuldade de manejo – diferentes doses - permitindo e facilitando a sobrevivência das lagartas maistolerantes, que chegam a representar 50% das populações. Ex. site do mapa
  44. 44. MILHO
  45. 45. Pragas Secundárias Praga primáriaPercevejos Dichelops sp. Euchistus heros
  46. 46. Pulgão • Coloração verde-azulada;Rhopalosiphum maidis • Formas ápteras com cerca de 1,5 mm; • Vivem em colônias excretam uma substância açucarada onde se desenvolve um fungo (fumagina), que recobre a folha, prejudicando a atividade fotossintética da planta; • Atacam folhas e panículas; • Responsável pela transmissão do vírus do mosaico comum do milho.
  47. 47. Diabrotica spp. Ocorre em todos Estados brasileiros; Alimenta-se de folhas, brotações novas, vagens ou frutosde várias culturas; As larvas são de hábito subterrâneo, têm causado perdassignificativas de produtividade de milho e em batata.
  48. 48. D. balteata D. speciosa D. undecimpunctata D. barbieri D. virgifera D. viridula
  49. 49. Ocorrência no Brasil Locais registradosSilva et al. (2006)
  50. 50. 5-7 dias Biologia 40-50 dias 14-26 dias Fotos: Paulo Lanzetta 5-7 dias Longevidade (dias)Longevidade, ritmo de postura e fecundidade Alimento na fase larval Machos Fêmeasdependem do substrato de criação na fase larval e Seedling de milho 41,8 51,6do tipo de alimento Dieta artificial 55,5 58,5
  51. 51. Diabrotica x Spodoptera
  52. 52. LAGARTAS Ivan Cruz Jalles Machado Diatraea saccharallis Ana Paula Afonso da Rosa Spodoptera frugiperda Elasmopalpus lignosellus Coutin R. Agrotis ipsilon Helicoverpa zeae
  53. 53. Lagarta do cartucho – Spodoptera frugiperda Foto: Paulo Lanzetta Foto: Paulo Lanzetta
  54. 54. Modelo de ocorrência Spodoptera frugiperda em arroz 12 10 Praga Aguda Nível Populacional 8 Praga Crônica NDE 6 4 2 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 AnosFIGURA 1. Modelo de ocorrência de Spodoptera frugiperda na cultura do milho, na condição de praga aguda.
  55. 55. Aumento de danos a cada safra (metade Sul do RS) Foto: Marilda Pereira Porto Figura 1. Dano de Spodoptera frugiperda em milho
  56. 56. A B CFigura 2. Danos causados pela Spodoptera frugiperda no cartucho da planta de milho Foto: Jaqueline Tavares Schafer Figura 3. Danos causados pela lagarta-do-cartucho na espiga
  57. 57. Raças (Milho e Arroz)Populações de várias regiões produtoras do RSBusato et al. (2005): Biologia comparada (dieta natural e artificial) Análise da estrutura e diversidade molecular Consumo e utilização de alimento Tabela de vida fertilidade Exigências térmicas Morfologicamente iguais e fisiologicamente diferentesImplicaçõesVariações no consumo de alimentoVariações no nível de danoResposta diferenciada a inseticidasResposta diferenciada ao controle biológico
  58. 58. Preferência alimentar de Spodoptera frugiperda a45 a 1840 1635 1430 12 b25 10 b b20 8 b15 610 4 b b 5 2 0 0 Milho Sorgo Arroz Irrigado Campim-arroz Milho Sorgo Arroz Irrigado Campim-arroz Figura 1. Porcentagem (±EP) de lagartas recém-eclodidas de Figura 2 . Área foliar consumida (±EP) de milho, sorgo, arroz irrigado e capim- Spodoptera frugiperda, presentes em folhas de milho, arroz por lagartas de último ínstar de Spodoptera frugiperda. Temperatura: 25 sorgo,arroz irrigado e capim-arroz. Temperatura: 25 ±1ºC; UR: ± 1ºC; UR: 70 ± 15%; Fotofase: 14 horas. Capão do Leão - RS, 2002. 70 ± 15%; Fotofase: 14 horas. Capão do Leão - RS, 2002. Busato et al., 2004
  59. 59. Foto: Ana Paula Afonso da RosaLagartas do biótipo arroz são mais suscetíveis a proteína Cry1Ab – menorsobrevivência e biomassa Araujo et al. (dados não publicados)
  60. 60. 10/01/2012 - Capão do Leão/RS
  61. 61. Perspectivas para a região Sul do Rio Grande do Sul
  62. 62. Qual é o futuro?MIP regionalizado
  63. 63. Obrigadaana.afonso@embrapa.br 53 3275 8478

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