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Trabalho elaborado por:• Ana Filipa Henriques nº3    • Maria Reis nº17   • Sofia Afonso nº23   • Tiago Melro nº 24
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Uma catástrofe ambiental às portas de Portugal - A maré negra do Prestige

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Uma catástrofe ambiental às portas de Portugal - A maré negra do Prestige

  1. 1. Docente: Ana Teixeira 2012/2013Uma catástrofe ambiental às portas de Portugal A maré negra do Prestige
  2. 2. Docente: Ana Teixeira 2012/2013 .O que aconteceu O petroleiro Prestige, com bandeira de conveniência das Bahamas, afundou-se no dia 19 de Novembro de 2002 ao largo da Galiza, no Cabo Finisterra, Espanha,com 77 mil toneladas de fuelóleo a bordo, tendo provocado uma das mais graves crisesecológicas de sempre. Os problemas do navio começaram a 13 de Novembro, quando foi lançado oprimeiro pedido de socorro após ter sido detetado um rombo de 35 metros no casco,que levou a embarcação a adernar. A tripulação, constituída por 24 homens, foiresgatada por helicópteros. A bordo ficaram o chefe de máquinas, um primeiro oficial eo capitão. Nessa altura, o petroleiro estava a 50km a oeste de Finisterra e foramdetetados os primeiros vestígios de petróleo no mar. No dia seguinte, as autoridadesespanholas decidiram rebocar o navio para o mais longe possível da costa, mas amancha de óleo já tinha uma extensão de 10km. No total a mancha era composta por3000 toneladas de fuelóleo. O Prestige conseguiu endireitar-se e pôs os motores auxiliares a trabalhar.
  3. 3. Docente: Ana Teixeira 2012/2013 .O que aconteceu A 15 de Novembro a fenda no casco do navio era já de 50 metros.Entretanto, os motores pararam definitivamente de trabalhar e surgiu o risco do barcose partir em dois. O capitão foi retirado de bordo e detido por possível delito dedesobediência e de atentado contra o ambiente. A 16 de Novembro chegou à Costa da Morte, na Galiza, a primeira marénegra, afetando cerca de 200km. O derrame atingia já as 4000 toneladas. No diaseguinte, as autoridades espanholas proibiram toda a atividade pesqueira e de apanhade marisco nas zonas afetadas, dando origem a uma grave crise económica. Milhares de voluntários começaram a chegar à Galiza para ajudar a limpar aspraias. Ao mesmo tempo surgiram as primeiras queixas da população pela inércia doGoverno Espanhol. No dia 19 de Novembro o Prestige partiu-se em dois e afundou-se até 3500metros de profundidade com 77 mil toneladas de fuelóleo, provocando uma segundamancha de óleo. Nesta altura, começaram a surgir problemas entre Portugal eEspanha. O governo espanhol disse que não sabia onde afundou o Prestige, enquantoas autoridades portuguesas garantiam que o afundamento ocorreu em águasespanholas.
  4. 4. Docente: Ana Teixeira 2012/2013 .O que aconteceu A 10 de Dezembro o governo espanhol anunciou que o petroleiro tinha 14fendas no casco que deixavam sair 125 toneladas de fuelóleo por dia. Em meados deJaneiro já tinham sido recolhidas 37 mil toneladas de detritos no mar e em terraoriginados pelo naufrágio. Até finais de Janeiro o submarino francês Nautile reparou a maior parte dasfendas que já ascendiam a 19, do casco do Prestige. Em virtude deste acidente, Portugal, Espanha e França acordaram nanecessidade de proibir a passagem nas suas águas de navios de casco simples, comoera o caso do Prestige. Meio ano após o naufrágio, o Prestige libertava duas toneladas de fuelóleopor dia, numa altura em que já tinha derramado no total 30 mil toneladas. Desde o inicio da catástrofe, foram cerca de 330 mil os voluntários e de 35mil os soldados que colaboraram na recolha de mais de 50 mil toneladas decombustível misturado com água, no mar, e 43 mil toneladas misturadas com areia eoutros resíduos nas praias e rochas.
  5. 5. Docente: Ana Teixeira 2012/2013 .O que aconteceu Na sequência deste desastre ambiental, surgiu a plataforma Nunca Mais,uma organização galega criada a 21 de Novembro de 2002, cujos principais objetivossão a exigência de respostas e de responsabilidades, junto quer do governo autónomoquer do estatal, ou mesmo da própria União Europeia, face ao ocorrido, de forma aque se desenvolvam mecanismos que impeçam a repetição de acidentes ecológicossemelhantes.
  6. 6. Docente: Ana Teixeira 2012/2013.O fuelóleo e seus impactes nos ecossistemas O fuelóleo residual é um dos produtos resultantes da destilação fracionada do crude e um dos mais pesados, sendo constituído por hidrocarbonetos de elevado peso molecular, incluindo vários compostos aromáticos policíclicos e ainda metais pesados. É um combustível largamente utilizado em centrais termoelétricas e na propulsão de motores de grandes navios como os petroleiros. Este tipo de características torna o fuelóleo pouco volátil, ou seja, de difícil evaporação e de mais difícil degradação por bactérias e outros microorganismos, pelo que, embora apresentando uma toxicidade aguda menor do que a do crude, os riscos a longo prazo são maiores. Vários espaços naturais de elevado valor ecológico, alguns dos quais pertencentes à Rede Natura 2000 ou considerados como “Áreas Importantes para as Aves”, foram já afetados, segundo os ecologistas.
  7. 7. Trabalho elaborado por:• Ana Filipa Henriques nº3 • Maria Reis nº17 • Sofia Afonso nº23 • Tiago Melro nº 24

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