Protão vermelho 2015

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Referência Simone Helen Drumond

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Protão vermelho 2015

  1. 1. Índice Poema azul 2 Carta à vida 4 Ciprião de Figueiredo 4/5 Nina Assis 6 Manuel Melo 7 Entrevista 8 Entrevista 9 Entrevista 10 Parlamento 11/12 Parlamento 13/14 Parlamento 15/16 Parlamento 17 SOS Cagarro 18 Culinária 19 Francis Obikwelu 20 Membros do Clube de Jornalismo Afonso Silva 5º9 Francisca Silva 8º1 Gonçalo Marques 8º1 Catarina Costa 8º2 João Meneses 8º2 José Melo 8º2 Mariana Teixeira 8º2 ESCOLA EBI DE ANGRA DO HEROÍSMO ... JULHO de 2015 Editorial O tempo do discurso delineia- se por um momento que vai sucessiva- mente passando e que a nossa memória poderá aprisionar para sempre o que jamais poderá ser dito. Esta foi a tónica do nosso segundo número do Portão Vermelho, que peca, significadamente, pelo seu tempo tardio, como se todos já estivessem no seu sono mais profun- do e o esquecimento esquecido. Mas as palavras não se regem por parâmetros cronológicos, nem por períodos estan- ques. Para nós, as palavras têm que ser ditas e a nossa memória terá de se “desaprisionar” para enaltecer aqueles que por mérito, que por sabedoria e essencialmente por coragem devem e deverão ser recordados com toda a dignidade que merecem. Homenageamos hoje, o nosso antigo Patrono - Ciprião de Figueiredo de Vasconcelos, mais conhecido por Ciprião de Figueiredo, Corregedor da ilha Terceira no séc. XVI, que ousou enfrentar Filipe II de Espanha, não sujeitando o povo ilhéu às demandas dos espanhóis. A nossa condição humana faz deste passado uma memória presente, porque o valorizamos e estimamos, como estimamos todos aqueles que no nosso presente fazem da Escola Básica Integrada de Angra do Heroísmo um local de humanização do Ensino. A todos, bem hajam! Prof. Dulcineia Furtado Presente E Passado À Memória do Nosso antigo - Patrono Ci- prião de Fi- gueiredo e de todos aqueles que humani- zam a nossa escola.
  2. 2. 2 POEMA AZUL O céu é azul E a alma é vermelha O coração perde e ganha Mas tudo fica azul Escolhemos a roupa Consoante a cor Escolhemos azul Porque dizem que dá sorte E na escola? Os materiais escolares São feitos de alegria Usando azul, laranja e preto Cria uma fantasia Catarina Costa Denise Freitas 8º2
  3. 3. 3 Angra do Heroísmo, 26 de fevereiro de 2015 Minha querida vida, a cada dia que passa o meu amor por ti aumenta. Por ti ia ao céu e vinha só para te trazer a estrela mais bonita da galáxia. Tu és perfeita. És tão perfeita, que és perfeita nas tuas imperfeições e mais não me poderias dar. És o meu pilar, o meu sustento, e sem ti eu não fazia sentido. Os teus olhos azuis, são como o mar cintilante num dia de verão. Os teus cabelos castanhos e encaracolados, fazem- me lembrar um longo e quente deserto. És tão bonita, amável, simpática, como a flor mais bonita do mais bonito jardim. O nosso amor espero que nunca tenha fronteiras, contigo quero ficar até ao fim dos meus dias, nunca te irei esquecer, meu amor. És o sol que ilumina os meus dias. Sei lá... Acho que isto é amor, agora só tenho que te di- zer, obrigado por existires. Até amanhã e beijinhos. José Pedro Melo P.S. Amo-te!
  4. 4. 4 Neste trabalho quero dar a conhecer aos leitores deste jornal, de como foi a vida do patrono da nossa escola, CIPRIÃO DE FIGUEIREDO. Há valores que só são importantes quan- do contados num contexto de uma determinada soci- edade, numa determinada época. Tudo aconteceu na nossa ilha Terceira, nos finais do século XVI, mais concretamente entre 1578 a t é 1 5 8 3 . Todos nós, decer- to, que já ouvimos a frase “Antes morrer livres que em paz sujeitos”, e certa- mente pensamos: - Quem terá sido o seu autor? Em que contexto e motivos o levaram a pronunciá-la? Em que época e onde? Pois, esta frase foi escrita e pronunciada por um senhor chamado Ciprião de Figueiredo de Vasconcelos, em resposta a uma carta ao Rei Filipe II onde lhe respondeu negativamente e com profun- dos sentimentos patriotas. Ainda hoje em dia, esta frase serve de guia à unidade de infantaria instalada no castelo de S. João Batista. Sabe-se pouco da naturalidade de Ciprião de Figueiredo, mas são referidas como prováveis Alcochete ou Trancoso. Este era filho de Sebastião Gomes de Figueiredo e de D. Antónia Fernandes de Vasconcelos, formou-se em direito e em 1574 foi juiz de fora em Viana do Castelo. Em 1578, mais concretamente a 15 de maio, D. Sebastião nomeia-o Corregedor da ilha Terceira com domínio sobre as outras ilhas do arquipélago dos Açores. Com este cargo, Ciprião de Figueiredo era o representante do rei e substituto dos capitães donatários nas práticas administrativas, judiciais e militares, deste modo as questões de governo das ilhas estavam à sua res- ponsabilidade, assim como a defesa e a segurança das populações açorianas. No período em que viveu na ilha Terceira, foi uma época marcada por acontecimentos impor- tantes na história de Portugal. No ano em que foi nomeado corregedor, o Rei D. Sebastião desapare- ceu no desastre da Alcácer- Quibir, sucedendo-lhe assim seu tio, o cardeal D. Henrique, mas não por muito tempo, pois a sua idade já era avançada. Em 1580 depois da sua morte, o reino defrontava-se com um grave problema de sucessão, pois D. Henrique não tinha descendentes e logo surgem três pretendentes ao trono: D. Catarina de Bragança, D. Antó- nio, Prior do Crato e D. Filipe II de Castela. A luta trava-se principalmente entre estes dois últimos, onde há uma divisão da sociedade portuguesa: os grupos privilegiados apoiavam Filipe II e os não privilegiados apoiavam D. António, Prior do Crato. Em 1581 nas cortes de Tomar, Filipe II acabou por ser proclamado rei de Portugal, devido ao seu poder económico e militar. Mas mesmo assim a causa defendida por D. António, Prior do Crato não mor- reu, do mesmo modo que acontecia no território continental português a luta continuava, e nos Aço- res também a população dividiu-se, os mais favore- cidos defendiam a união ibérica e os mais desfavo- recidos a causa antoniana, que defendiam a inde- pendência nacional e que eram chefiados por Ci- prião de Figueiredo, pois este ocupava o cargo de governador geral dos Açores desde 1580. Filipe II em 1581 na tentativa de dominar a ilha Terceira, envia duas armadas, a primeira comandada por Pedro de Valdez, que foi expulsa na Batalha da Sal- ga a 25 de julho e a segunda comandada por D. Lopo de Figueiroa, que desistiu após ter sido recebi- do por fogo em quase toda a costa terceirense, des- de a Serreta até à Praia. Ciprião de Figueiredo foi uma pessoa impor- tante contra a resistência castelhana, pois fez mara- vilhas, não só junto dos seus homens, mas também equipou tudo que era preciso para a defesa da nos- sa terra e da nossa população, mandou construir vários fortes, desde S. Mateus à Praia e reorgani- zou milícias formando grupos necessários CIPRIÃO DE FIGUEIREDO o Patrono da Nossa Escola *
  5. 5. 5 que protegessem os principais portos da ilha. Filipe II tentou por vários meios ganhar a ilha Terceira, não por ser mais uma parcela de Portugal, mas principalmente pela sua posi- ção estratégica no oceano Atlântico, que era ponto de paragem para reabastecerem as naus das viagens das Índias. O grande movimento provocava na ilha grande circulação de merca- dorias e desenvolvimento comercial, que atraia mercadores nacionais e estrangeiros, foi então em outubro de 1581, que envia uma carta ao seu governador tentando suborná-lo, onde lhe prometia o perdão e varias recompensas, se este passasse a estar ao seu serviço, e numa resposta negativa, que por meio de uma carta cheia de sentimentos patriotas, que Ciprião de Figueiredo lhe respondeu, escrevendo entre muitas a tão celebre frase “Antes morrer livres que em paz sujeitos”. O tão empenho de Filipe II pelos Aço- res, devia-se à politica expansionista, que ansi- ava gerir com todo o comércio ultramarino. Devido a boatos dos seus opositores, D. António, Prior do Crato, sente necessidade de reforçar a sua posição nos Açores, e envia para a ilha Terceira, a 1582, o Conde de Torres Vedras, Manuel da Silva, como governador das ilhas revoltosas, passando Ciprião de Figueire- do a depender deste novo governador. Mas ao contrário de Ciprião de Figueiredo, Manuel da Silva torna-se pouco popular devido à sua so- berba e aos atos imponderados que praticava. Este conde contribuiu para o descontentamento do povo terceirense, pois estava habituado à sensatez e honestidade de Ciprião de Figueire- do, o povo não compreendia a posição de D. António, Prior do Crato em ter escolhido um homem tão vil e desonesto como o conde Ma- nuel da Silva. Em 1583, compreende-se deste modo, o menor empenho que os terceirenses tiveram ao lutarem contra a armada de D. Álva- ro de Bazan, marquês de Santa Cruz, que de- sembarcou na Baia das Mós, a 26 de julho. Nesta altura, Ciprião de Figueiredo já não se encontrava na ilha desde novembro de 1582, acompanhado de D. António, Prior do Crato, no seu exilio para França, onde faleceu a 1606. Durante muito tempo, os terceirenses mantiveram a causa da nacionalidade sozinhos, mesmo depois de verem os castelhanos a insta- larem-se na ilha e apesar de sujeitos, eles não viviam em paz, mas o seu sonho de liberdade se mantinha, até que em 1642 se realizou. Lázaro Realim Cota 8º2 * A divisa - Antes morrer livres que em paz sujeitos - é retirada de uma carta escrita a 13 de Fevereiro de 1582 por Ciprião de Fi- gueiredo, então Corregedor dos Açores e grande apoiante de D. António I, Prior do Crato, ao rei Filipe II de Castela, recusando -lhe a sujeição da ilha Terceira em troca de mercês várias. Em resposta à proposta de Filipe II, Ciprião de Figueiredo diz: "... As couzas que padecem os moradores desse afligido reyno, bastarão para vos desenga- nar que os que estão fora desse pezado ju- go, quererião antes morrer livres, que em paz sujeitos. Nem eu darei aos moradores desta ilha outro conselho ... porque um morrer bem é viver perpetuamente …
  6. 6. 6 Bem... Já se passaram uns bons longos anos e muita coisa ficou esquecida. Quando fui estudar para a "antiga" Escola Indus- trial, nos anos 80 (ano do sismo), a escola era um edifício lindíssimo, soberbo, que infeliz- mente com o sismo, sofreu graves danos, daí as condições da escola já não serem tão con- fortáveis. Tiveram que dividir as salas a meio com madeira e a concentração era difícil de se manter, porque ouvia-se de uma sala para a outra tudo o que o que lá se passava. O campo de futebol era cercado de contentores que substituíram as salas mais danificadas do edifico. No último andar, o andar da torre, era assustador ter aulas nesse piso. Tudo parecia ranger aos nossos pés. Ficámos proibidos de subir para a torre, logo essa que oferecia uma vista maravilhosa aos olhos de quem ama Angra. Fugíamos e com meia dose de cora- gem, íamos lá cima sem que ninguém se apercebesse, beber um pouco da liberdade das alturas. Sustinha-se a respiração e as per- nas oscilavam de tanta adrenalina, mas valia a pena, era uma visão ímpar e fantástica! Nesse ano do sismo, ficámos muito tempo sem aulas, pois além de não haver ele- tricidade, o edifício estava em más condi- ções. Muitos alunos emigraram com as suas famílias e como não haviam telemóveis, nem outro tipo de comunicação disponível, perdi o rasto de muitos dos meus amigos. Foi um ano difícil para todos. Na altura, os professores falavam mui- to alto e eram muito rígidos, tudo era repleto de regras, muitas regras e exigências, mas por outro lado eram essas regras (que naque- le tempo achávamos exageradas), faziam com que o respeito e a educação entre todos fosse elevada. Não tínhamos grandes direitos de expressão e tudo o que era dito por um professor era verdade, mesmo que não o fos- se ninguém se atreveria a contrariar. Claro, que havia injustiças que ainda hoje não con- cordo nem aceito, mas em contrapartida fo- ram criadas bases fortes que ainda hoje as trago na bagagem e faço uso delas. Era proi- bido ouvir a música dos Pink Floyd "Hey Teacher leave the kids alone" e ler o livro Os filhos da droga, entre outras coisas. Sou do tempo das All Star, das botas alentejanas, dos blusões da base e das Levi´s rasgadas e des- botadas. Sou do tempo da música do David Bowie, Pink Floyd, Dire Straits, U2 e de tan- tos outros que ainda hoje me fazem compa- nhia. Não se podia ir à sala dos professores e o bar não era abundante, mas garanto-vos que as melhores donetes da ilha eram lá ser- vidas e as sandes de pão de leite com morta- dela eram divinais. Na altura não era fácil ter dinheiro no bolso, por isso um leite com cho- colate e uma donete era um sonho... Em rela- ção à cantina, nunca comi lá, mas pelo o que se ouvia, deixava muito a desejar. Os meus livros eram forrados para que durassem muito tempo, e os cadernos eram extremamente organizados, pois faziam parte da avaliação. Na altura não haviam computa- dores na escola, tínhamos aulas de dactilo- grafia, de culinária e trabalhos manuais, que era a minha disciplina favorita. Muitas das telas que pintei nesse tempo, foram inspira- das pelo carinho e a atenção da minha profes- sora de Trabalhos Manuais. Tive nobres pro- fessores que ainda hoje guardo no coração. Já se passaram muitos anos, mas ainda mante- nho amigos desse tempo e faço uso diaria- mente de muito do que aprendi nos anos dou- rados da minha juventude. Nina Assis Depoimento de dois antigos alunos da nossa escola Nina Assis
  7. 7. 7 É estranho como as coisas que passamos e estão tão presen- tes numa determinada altura e com o passar do tempo tornam- se nebulosas e menos claras. An- do às voltas para me lembrar do ano em que “ inaugurei” a Escola Básica Integrada de Angra do Heroísmo, a escola de São Bento como era então conhecida, mas a verdade é que não o consigo afirmar com certeza. Por exclusão de partes e atendendo a que no ano de 1980 frequentava a 2ª classe num edifício que se situava ao cimo da La- deira do Lamerinho, onde hoje é a entrada para o Bairro Social e que ficou totalmente destruído pelo abalo, penso que a escola terá sido inaugurada em 1984, ia eu para o 2º ano do ciclo como era então designado, atu- al 6º ano. Da minha 2ª classe até ao 6º ano fre- quentei cinco espaços diferentes, todos eles improvisados devido aos anos da reconstru- ção. A segunda classe foi dada em duas ga- ragens emprestadas pelos vizinhos, a tercei- ra classe num edifício junto da Memória, onde hoje se reparam eletrodomésticos e a quarta classe no cimo do Bairro Social do Lameirinho, num módulo pré-fabricado co- locado lá para o efeito. O 1º ano do ciclo foi a altura de me separar dos meus colegas que foram dispersos pelas várias turmas do ane- xo, como chamávamos na altura, a antiga escola industrial, atualmente sede da Dire- ção Regional do Assuntos Culturais. Um edifício antigo que também tinha sofrido um pouco com o sismo. Lembro-me perfeita- mente da aventura de passarmos os interva- los a tentar enganar o senhor auxiliar de educação para subirmos à torrinha, então interdita porque era precária a sua solidez. Foi assim, com uma alegria enorme que por altura do nosso 2º ano do ciclo (turma do 2º D) nos mudámos para a escola nova, a escola de São Bento. Tudo era novo e era lindo. E acima de tudo muito grande para a dimensão de uma criança de 12 anos acabadinhos de fazer. Já não me lembro muito bem, mas julgo que tinha apenas dois edifícios com salas de aula e um terceiro edifício com o refei- tório, sala de profes- sores, o Nase, a pa- pelaria e o Conselho Diretivo, como se chamava na altura. Os pátios eram mui- to grandes e ainda não tinham relva. Foi a minha turma que “desbravou” esses terrenos utilizando- os para jogar futebol nos intervalos e nos furos. A turma tinha excelentes jogadores de futebol, os quais acabaram por ter muito sucesso, anos depois, quer no Angrense quer no Lusitânia. Na minha turma andava também o Eliseu, famoso cantador de im- proviso, que já nessa altura chateávamos constantemente para nos fazer umas qua- dras. Por altura dos centenários das discipli- nas, ele já sabia que não escapava a fazer umas cantigas aos senhores Professores e aos colegas. Tenho lindas recordações de todo o espaço, professores e colegas. Foi finalmen- te um ano de estabilidade no meu até então pequeno percurso escolar. Dai em diante foi um tal mudar outra vez. Houve necessidade da minha família mudar-se para a ilha Gra- ciosa e ai começou um novo percurso, onde frequentei mais três espaços escolares dife- rentes e tive novamente a sorte de “inaugurar” também uma nova escola, a Es- cola de Santa Cruz da Graciosa. Mais tarde, anos depois, voltei à Esco- la de São Bento como docente do 3º Ciclo da disciplina de físico-química onde lecio- nei durante três anos. Por reconhecer a ele- vada qualidade dos docentes e funcionários desta escola e acima de tudo pela feliz lem- brança que esta escola me proporciona, tudo fiz para que o meu filho a frequentasse. É assim com enorme orgulho e alegria que digo a todos os que me perguntam onde es- tuda o Zé Pedro que digo que o “Zé está na Escola de São Bento”. Manuel Jorge Silva Melo e… Manuel Jorge Silva Melo
  8. 8. 8 O Clube de Jornalismo fez algumas perguntas aos funcionários, pessoal docente e não docente, que trabalham há mais tempo na nossa escola. A perguntas foram as mesmas, e podemos dizer que foi sem dúvida um momento de descontração. Assistente Operacional João Silva 1: - Há 39 anos. 2: - A sua estrutura em si. 3: - Os Lusíadas. 4: - Que trabalhem para mim. 5: - Ninguém gosta de quem é. 1– Há quanto tempo trabalha na escola? 2- O que mais aprecia nesta esco- la? 3– Qual foi o livro que mais gostou de ler? 4– Do que mais gosta que façam por si? 5- Se pudesse ser outra pessoa du- rante um dia, quem seria? Professora Alexandrina 1: - Há 39 anos. 2: - Gosto de muitas coisas nesta escola, do perfil da escola da camaradagem e das ori- entações educativas. 3: - A mãe do Godji 4: - Os afazeres domésticos. 5: - Indira Gandhi. Assistente Operacional Ema Borges 1: - Há 35 anos. 2: - As crianças, trabalho por gosto. 3: - “O Diário de Nanny”. 4: - Não gosto que façam nada, pois o trabalho é meu e não dos alunos. 5: -Gosto muita da profissão que tenho e não queria ser mais nada.
  9. 9. 9 Assistente Operacional Lisete Fer- reira 1: - Há 34 anos. 2: - Amizade, que ainda existe com pessoas cá da escola. 3: - Equador. 4: - Que tenham respeito por mim. 5: - Madre Teresa de Calcutá. Professora Manuela Bráz 1: - Trabalho aqui à 34 anos. 2: - Eu aprecio as pessoas e o facto de haver árvores. 3: - O meu pé de laranja lima. 4: - Eu gosto que me façam rir. 5: - Eu gosto de ser quem sou, por isso eu gostava de ser eu própria. Assistente Operacional Livramento Ávila 1: - Há 34 anos. 2: - Tudo. 3: - Não aprecio ler. 4: - Limpar a casa. 5: - Seria eu própria. Professor Duarte Simões 1: - Há 31 anos. 2: - Gosto dos espaços verdes. 3: - Um livro sobre Raízes. 4: - Aconselhamento. 5: - Eu mesmo.
  10. 10. 10 Professor: Raul Tânger Correia 1: - Há 34 anos. 2: - A possibilidade que se traduz em felicidade de ter podido assistir e, mo- destamente, contribuir para o seu de- senvolvimento. 3: - A ilha do tesouro. 4: - Sejam justos. 5: - Eu mesmo. Professora Alda Coelho 1: - Há 31 anos. 2: - Os alunos e o ensino escolar. 3: - Todos, mas prefiro romances. 4: - Que me respeitem, porque também gosto de respeitar. 5: - Ser eu mesma. Professora Lúcia Van Manem 1: - Há 32 anos. 2: - O ambiente. 3: - O ensaio sobre a cegueira, de José Saramago. 4: - Que sejam solidários. 5: - Cecilia Bartoli- cantora lírica. Professora Salomé Rodrigues 1: - Há 37 anos. 2: - As pessoas, o relacionamento entre alunos, professores e funcionários. Também gosto dos projetos, ou seja, o interesse e dedicação que a maioria de nós revela no desenvolvimento de projetos nas diversas áreas disciplinares e ou- tras. 3: - Nunca me esqueci do livro lido na infân- cia/Juventude - Mulherzinhas. 4: - Que me tratem com lealdade. 5: - Eu mesma. No entanto, em jovem gostaria de ser artista de circo. O Clube de Jornalismo pede desde já desculpa caso haja alguma incorreção nestas páginas. Muito obrigada pela vossa colaboração!!
  11. 11. 11 O Clube de Jornalismo e a turma de Profij fomos visitar o Teatro Angrense com a intenção de conhecer melhor um dos edifí- cios que sempre esteve presente na cultura de Angra do Heroísmo. A nossa visita começou no átrio, constituído por madeiras de árvores endémi- cas como o pinho resinoso. O teatro angren- se é um teatro que assenta num estilo italia- no do séc. XIX. Este edifício, gerido pela sociedade proprietária do Teatro Angrense, foi inaugurado a 22 de Novembro de 1860. Na década de 20 sofreu as primeiras obras de total remodelação sendo rea- berto a 19 de Março de 1926. Mais tarde, em 1964, o Teatro é adquirido pelo empresário Marcelo Pamplona, passando a pertencer à Câmara Municipal de Angra do Heroísmo no ano de 1988. Sofreu obras de recu- peração e restauro, sendo inau- gurado a 5 de Novembro de 1993. Manteve a mesma traça arquitetónica ressurgindo, no entanto, renovado e equipado com os mais sofisticados equi- pamentos. O teatro é constituído pelo o palco e pela plateia, sendo esta última em forma de ferradura. Tivemos oportu- nidade de visitar os cama- rins de primeira, de segunda e de terceira classes, indivi- duais e duplos. O teatro an- grense também contém ca- marins mais sofisticados, com duche, casa de banho e centro de maquilhagem. Ao longo da nossa visita, subimos vários anda- res dentro do palco, e aprendemos a especificida- de de cada um deles. Foi- nos dito, que toda a estrutura que envolve os vários andares, são fundamentais para a dinâmica do teatro. Para acabar, fomos até à plateia e sentámo-nos no centro de todos os lugares. Os corredores, que dão acesso à plateia, são forrados por um decido suave ao toque e também dá um aspeto mais elegante e mais acolhedor, para que os espectadores se sin- tam mais à vontade e possam apreciar o es- petáculo . Nós fomos ao Teatro Angrense
  12. 12. 12 Parlamento dos Jovens Básico 2015 Insucesso – Combate ao insucesso escolar ESCOLA BÁSICA INTEGRADA DE ANGRA DO HEROÍSMO “Sê Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina, Sê um arbusto no vale mas sê O melhor arbusto à margem do regato. Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore. Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva E dá alegria a algum caminho. Se não puderes ser uma estrada, Sê apenas uma senda, Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela. Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso... Mas sê o melhor no que quer que sejas.” Pablo Neruda Etimologicamente, a palavra insucesso vem do latim insucessu(m), o que significa “Malogro; mau êxito; falta de sucesso que se desejava” ou ainda “mau resultado, mau êxito, falta de êxito, desastre, fracasso”.
  13. 13. 13 Foi com este mote que a nossa escola iniciou o processo de divulgação do tema do Parlamento dos Jovens 2015. A adesão foi imediata: seis listas; ses- senta alunos envolvidos do 2º e 3ºciclos mostrando interesse em debater o insucesso escolar e a quere- rem participar com sugestões para um futuro melhor, um futuro diferente. No dia 15 de Dezembro organizou-se um debate alargado na escola, com a presença de cerca de 200 alunos, com o seguinte programa: - Abertura da sessão pela Ex.ª Senhora Presi- dente do Conselho Executivo, Nélia Rebelo. - Apresentação da mesa de convidados: Professor Dr. José Gabriel do Álamo de Mene- ses (Presidente da Câmara Municipal de A.H.) Ex.ª Senhora Dr.ª Judite Parreira (Deputada) Exº Senhor Doutor Francisco Simões (Psicólogo) - Apresentação das 6 CANDIDATURAS da nossa escola para as eleições dos representantes de es- cola. -Intervenção dos convidados e abertura do debate. As eleições realizaram-se durante a manhã de 7 de Janeiro. A percentagem de alunos votantes foi de 65%, havendo 413 votantes num universo de 638 alunos. Os resultados das eleições traduziram-se na eleição de 17 mandatos para a sessão escolar. Esta sessão realizou-se no dia 14 de Janeiro, teve a presença de 17 deputa- dos e foram escolhidos os 2 representantes para a fase regional as 3 medidas de es- cola: 1-Mudar o desenho curricular e horário letivo 2-Apadrinhamento dos alunos com pouco acompanhamento familiar 3-Substituir os manuais escolares impressos por um tablet com acesso aos manu- ais digitais e internet.
  14. 14. 14 Na videoconferência realizada foi elei- ta para Secretária da Mesa do Parlamento da Sessão Regional a aluna Carolina Aze- vedo, ficando assim eleitas para deputadas as alunas Catarina Carmo e Catarina Si- mas. Foram estas 3 alunas que representa- ram a Escola Básica Integrada de Angra do Heroísmo na Sessão Regional do Parla- mento dos Jovens Básico 2015. E assim partiram para a ilha do Faial as deputadas aspirantes e a Secretária Ca- rolina Azevedo, prontas para defenderem as suas medidas e prontas para passar à próxima fase. A chegada ao Faial foi no dia 22 de fevereiro (num domingo à tarde), foi solicita- do que mais tarde se iria realizar uma pe- quena visita de estudo preparada para nós, onde poderíamos ver algumas plantas en- démicas da própria região. Ao entardecer foi o regresso ao hotel onde nos podería- mos preparar para defender as nossas me- didas. No dia seguinte, 23 de fevereiro, to- dos tinham que acordar extre- mamente cedo para ter tudo o mais preparado possível e para ter certezas de que tudo estava com queríamos, para em seguida ir para a Assem- bleia Legislativa Regional. A sessão de abertura começou às 9 horas, com a apresentação de todas as es- colas, seus deputados e membros da me- sa. Pouco tempo depois iniciou-se o perío- do de perguntas ao Deputado da Assem- bleia da República e aos deputados da As- sembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores. Mais tarde começou o debate dos projetos recomendação de cada em escola, em que as mesmas tinham 5 minu- tos para apresentar as suas propostas. Em seguida, seguiu-se o período de votação na generalidade do projeto-base. Às 13 horas realizou-se uma pausa no de- bate. Retomou-se então, o debate pelas 14 horas e 30 minutos onde seria o debate na especialidade, para apurar o projeto de re- comendação do Círculo dos Açores. Quando todas as propostas já esta- vam todas apresentadas ocorreu a votação para as 5 escolas que representariam os Açores na Sessão Nacional, que teria lugar
  15. 15. 15 em Lisboa, onde foram eleitas as escolas: -Escola Secundária Vitori- no Nemésio (Terceira); -Colégio do Castanheiro (S. Miguel); -Escola Básica 2,3 de Angra do Heroísmo (Terceira); -Escola Básica 2,3/S Car- deal Costa Nunes (Pico); -Escola Secundária Manuel de Arriaga (Faial). Após sabermos quais as escolas que iriam representar os Açores na Ses- são Nacional, foi a vez de escolhermos o porta-voz dos Açores, tendo sido eleito o aluno Vasco Leonardo da Escola Vitorino Nemésio. Por fim a Sessão Regional ter- mina às 18 horas e 30 minutos. Concluindo o seu primeiro objetivo a Escola Básica e Integrada de Angra do Heroísmo passa para a próxima fase e vai em direção à fase Nacional, com as deputadas aspirantes Catarina Carmo e Catarina Simas e com a jornalista Caroli- na Azevedo, prontas a dar o seu melhor pelo círculo açoriano. A Sessão Nacional teria lugar nos dias 4 e 5 de maio de 2015, o que resta- va tempo para todos os alunos do Círculo do Açores de prepararem arduamente para terem respostas a tudo e principal- mente explicitarem bem as suas medi- das, para se fazerem entender da melhor forma possível. Finalmente, já com tudo preparado, os alunos das escolas eleitas da ilha Terceira, partiram para Lisboa no dia 3. Após recolherem a sua bagagem, seguiram num autocarro para os levar à pousada, onde iriam ficar até dia 6 de maio, na rua Andrade Corvo. Ao anoitecer, todos os alunos do Círculo dos Açores encontraram-se para rever o que tinham preparado para apre- sentar no dia seguinte, no Parlamento. Na manhã seguinte, dia 4 de maio, acor- daram todos relativamente cedo para cada um se pôr nos seus preparos. Os deputados aspi- rantes pegaram nas suas imen- sas folhas de texto e os jornalis- tas nas suas camaras e blocos de notas prontos para fazerem a melhor reportagem possível. Partiram em direção à Assem- bleia da República, onde lá
  16. 16. 16 havia alunos de várias escolas, de norte a sul do país. Estas escolas fo- ram divididas por comissões para apresentarem os seus projetos-base e, juntas, debate- rem quais as me- lhores medidas pa- ra serem apresen- tadas no dia seguinte na Sessão Nacional, perante os Excelentíssimos Senhores De- putados, que iriam dar a sua opinião sobre o insucesso escolar, e concordar ou não com as medidas que lhes eram apresenta- das. A Comissão da sala 2, onde se en- contravam os deputados aspirantes do Cír- culo dos Açores, teve a participação dos Excelentíssimos Deputados Joana Lopes e Rui Duarte, que nos ajudaram com enorme empenho, toda a tarde. Primeiramente os porta-vozes de cada região apresentaram as suas ideias e as suas medidas de forma clara. Em seguida, iniciou-se o período de esclarecimento de dúvidas, em que cada região poderia interrogar outra so- bre alguma dúvida que tinha ou algo que não teria sido explicado da melhor forma. Interrompida a sessão para os jornalistas, os mes- mos foram fazer uma pequena visita guiada pela Assembleia da República, onde lá nos deram algumas ideias sobre como recolher todas as infor- mações necessárias para o desenvolvimen- to do nosso trabalho. Durante esta visita, estava disponível a exposição da Sala dos Passos Perdidos, onde tivemos oportunida- de de tirar algumas fotos. Mais tarde, foi interrompida a sessão, para que todos pu- dessem disfrutar de um momento cultural pelas 18 horas que teria a duração de uma hora. No final do dia encontrava-se um au- tocarro à porta da Assembleia que espera- va para nos levar para a pousada onde terí- amos que fazer todos os preparativos para o dia seguinte. Como seria um dia mais longo, decidimos ir cedo para a Assembleia, embora a sessão nacional tivesse ape- nas início pelas 10 horas. Lá, já se en- contravam os 126 aspirantes a deputa- dos de 63 escolas diferentes, onde seri- am apresentadas todas as escolas, os seus porta-vozes e os membros da me- sa, que haviam sido escolhidos no dia 13 de abril.
  17. 17. 17 Faziam parte da mesa os seguintes alu- nos: - Presidente: Pedro Dinis (Leiria); - Vice-Presidente: Francisco Pereira (Porto); - Secretário da Mesa: Mariana Baltazar (Bragança); - Secretário da Mesa: Beatriz Moreira (Madeira). Durante o período da manhã os aspiran- tes a deputados tiveram oportunidade de esclarecerem as 12 perguntas formula- das no passa- do dia 4 de maio de 2015, perante os deputados Rui Duarte, Michael Soi- fer, Rita Rato, José Soeiro, Eloisa Apoló- nia e Pedro Pimpão, em que cada as- pirante a de- putado teria 1 minuto para realizar a sua pergunta, e cada deputado teria 3 minu- tos para responder à mesma. Mais tarde, pelas 13 horas, fez-se uma pequena pausa. A Sessão Nacional reini- ciou-se, pelas 14 horas para concluir o debate e fazer a votação final e global de Recomendação, em que a Recomenda- ção aprovada, com 10 medidas (medidas essas presentes no site do parlamento dos jovens), a serem tomadas para que o insucesso escolar no nosso país diminua. Por fim, por volta das 15 horas, foi o en- cerramento e a comemoração dos 20 anos do Parlamento dos Jovens, pelo Presidente da Comissão de Educação, Ciência e Cultura. O parlamento dos jovens foi uma experi- ência única na vida, na qual aprendemos que hoje o sucesso escolar contribui de forma determinante para o nosso suces- so pessoal. “Para ter sucesso escolar, é preciso ter equilíbrio e normas de boa conduta no decorrer do hábito de estudar, as- sim você irá projetar-se coesamente na sua caminhada educacional” Simone Helen Drumond.
  18. 18. 18 S.O.S Cagarro!! O cagarro é a ave marinha mais abundante nos Açores, que se desloca ao Arqui- pélago para acasalar e nidificar. Os Açores são considerados o mais importante local do mundo para o acasalamento e nidificação desta espécie. No Inverno os cagarros migram do Hemisfério Norte para o Hemisfério Sul, em busca de temperaturas mais amenas e abundância de alimento. «A Campanha SOS Cagarro» No dia 13 de Novembro de 2014, a turma do 5.º2 participou numa visita de estudo sobre «A Cam- panha SOS Cagarro», organizada pelas senhoras pro- fessoras de Cidadania, Rafaela Araújo e Sandra Go- mes. Ficámos impressionados quando o senhor Hélder nos apresentou um vídeo que mostrava os ca- garros (aves) que morriam com a poluição. A poluição deve-se ao lixo que há no mar; esse lixo eram sacos de plásticos, latas, entre outros. Também vimos nesse vídeo uma autópsia, e verificámos que as aves comem muito desse lixo que lá existe. As pessoas têm que ter mais cuidado com o lixo, para este não ir para o mar, evitando assim ma- tar o cagarro e outros animais. Assistimos a uma representação teatral com o senhor Hélder e com o nosso colega de turma David, onde simu- laram que circulavam de noite, num carro, e viram um cagarro. Mostraram-nos o que fazer e o que não fazer, se encontrarmos um cagarro. Assim, estamos a contribuir para o salvamento dos cagarros. Gostei muito desta visita de estudo que foi muito interes- sante para mim e para os meus colegas. Diogo Cipriano 5.º 2
  19. 19. 19 Quadradinhos de Laranja Ingredientes necessários à confeção desta receita:  1 Chávena de açúcar  6 Ovos  2 Chávenas de farinha  1 Colher de sobremesa de fermento em pó  2 Colheres de sopa de manteiga  Sumo de duas laranjas Raspa de uma laranja Preparação da receita: Para dar início à confeção da receita de Quadradinhos de Laranja, deve começar por derre- ter a manteiga, e juntá-la às gemas. Mexa muito bem e, de seguida, junte a raspa e o sumo das laranjas. Continue a mexer tudo muito bem e acrescente o açúcar, misturando bem. Entretanto, misture a farinha com o fermento, mexa bem e junte as claras batidas em castelo. Unte uma forma, de preferência, retângula, e polvilhe com farinha. Leve ao forno pré- aquecido a uma temperatura de 180ºC. Assim que estiver pronto, retire do forno, desenforme e parta o bolo em quadradinhos. Coloque por cima dos quadradinhos um pouco de sumo de laranja e, polvilhe com açúcar.
  20. 20. 20 Clube de Jornalismo: -Alguma vez pensou em desistir do atletismo? Francis: -Nunca pensei em desistir de alguma coisa que eu faço. Sem- pre acredito na fé e em mim pró- prio que a vida vai se tornar boa. C.J.: .- Porque é que acha que temos de praticar desporto ? Francis: -O desporto ajuda ao nível do stress. O desporto põe-nos ale- gres e torna-nos mais saudáveis. C.J.: -Se voltasse atrás no tempo, continuaria no atletismo? Francis: -Continuava a ser um atle- ta, continuava no atletismo porque eu acho que tenho empenho, tenho objetivos na minha vida que passam por ser um atleta sempre melhor. C.J.: -Apôs a sua lesão, o que o fez continuar no desporto? Francis: - O mérito é da minha mãe. Ela incentivou-me a não desistir, a esforçar-me, a não ter medo e acima de tudo ter um pensamento sempre positivo. Eu não ouvia aquilo que as pessoas diziam, quando eu fui operado. Disseram que eu não conseguiria voltar, mas só Deus podia dizer onde eu ia chegar. Eu tenho uma força tremenda, mesmo que tenha o mar pela frente, eu sei que vou conseguir e vou mostrar que tenho talento. Por isso, a operação não me derrotou, fez foi com que eu trabalhasse ainda mais para conseguir atingir os meus objetivos. Eu sei que para um atleta, o grande problema podem ser as lesões e depois não sabemos como vamos ul- trapassar isso. Mas quando temos lesões, a nossa força ainda se torna maior, é como a crise - essa crise abriu muitas portas para toda a gente, para nos tornarmos mais fortes e para apren- dermos com os nossos erros. Isso é importantíssimo para um atleta, saber continuar sem nun- ca desistir. C.J.: - Gosta de algum desporto sem ser atletismo? Francis: - Gosto de todos os desportos, porque é muito importante ver a força que cada atleta tem. Já joguei ténis de mesa, futebol e golfe. Acho que todos os desportos são importantes, por- que através deles cria-se uma força muito grande. C.J.: - No pouco tempo que cá esteve, do que gostou mais na nossa ilha? Francis: - A ilha é maravilhosa, tem tudo o que podemos ter no mundo - qualidade. Aqui não falta peixe, no continente isso nem sempre é possível. Aqui o clima é fantástico, a ilha magni- fica - ar puro, natureza. Nem toda a gente tem o privilégio de estar permanentemente em con- tato com uma natureza tão saudável. A comida é fantástica e embora seja a primeira vez que estou aqui na Terceira, já estive em S. Miguel e posso dizer que adoro vir aos Açores. Francis Obikwelu esteve na nossa

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