Artigo estágio da escrita infantil por simone helen drumond

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Artigo de Simone Helen Drumond Ischkanian

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Artigo estágio da escrita infantil por simone helen drumond

  1. 1. ESTÁGIO DA ESCRITA INFANTIL POR SIMONE HELEN DRUMOND ISCHKANIAN 1 QUADRO TEÓRICO E ANALÍTICO Autora: Olga Polido. “A origem da pré-história da escrita infantil”, experiência didático/ pedagógica com crianças entre 4, 5 e 6 anos - Universidade Estadual de Maringá. ESTÁGIOS DA ESCRITA INFANTIL DESCRIÇÃO E COMENTÁRIOS ACERCA DAS CARACTERÍSTICAS DOS ESTÁGIOS ESTÁGIO 01 Estágio dos rabiscos/atos imitativos, primitivos, pré- culturais e pré- instrumentais. No entanto, a escrita tem uma longa trajetória que foi se constituindo juntamente com o desenvolvimento dos homens. Basta observar os desenhos que foram feitos nas paredes das cavernas pelos homens que viveram no período da pré- história, denominados de pinturas rupestres, que ainda hoje comunicam ao homem, aspectos da vida de seus ancestrais. (POLIDO p. 1). Nesse sentido o estágio do rabisco infantil é percebido como uma atividade sinestésica, onde a criança projeta suas construções gráficas de maneira desordenada. O rabisco também é um estágio da Garatujem Desordenada, que é onde a criança expressa linhas simples, sem planejamentos ou controle das ações. A criança ao rabiscar ultrapassa os limites de papel e muitas vezes nem olhar para o contexto desenvolvido. Os atos imitativos do rabisco surgem a partir da Garatuja Ordenada, nesse estágio a criança é capaz de perceber que existe uma relação entre seus movimentos e a projeção do grafismo. Um foco importante é que por mais que a criança projete traços circulares, longitudinais e troque de cor nas atividades, ela ainda não consegue relacionar o desenho com a realidade. O pictograma primitivo pode evoluir, para cada desenho, um significado, o que possibilitou com o tempo a inclusão de desenhos que tornavam mais clara as mensagens, separando cada elemento de acordo com seu significado e tendo como referência a estrutura da língua falada. Esta forma de representação começou a ser utilizada por diferentes civilizações em diferentes épocas. (POLIDO p. 2). Podemos evidenciar os Atos primitivos, pré-culturais e pré-instrumentais, na Garatujem Nomeada, onde a criança desenha de forma reconhecível e assim, atribui significado as suas produções. Um outro aspecto relevante aos atos pré-culturais e pré-instrumentais, é a Fase Pré-Esquematica, onde a criança revela as primeiras tentativas da configuração humana. A criança desenha o que sabe do objeto, ela não revela uma relação temática entre os objetos desenhados. ESTÁGIO 02 Estágio da escrita Não diferenciada. Nessa fase observam-se rabiscos semelhantes, não-diferenciados, que não tem qualquer significado funcional, puramente externo e imitativo. Luria (2006) apud Polido. Luria (2006) apud Polido “afirma que a origem dos processos psíquicos da linguagem escrita inicia-se na pré-história do desenvolvimento das formas superiores do comportamento infantil. Portanto, segundo o autor, antes mesmo de atingir a idade escolar, durante a pré-história individual, a criança já desenvolve por si mesma, uma quantia de técnicas primitivas, igual àquilo que chamamos escrita, até desempenhar funções semelhantes. O autor, conclui que para estudar a pré- história da escrita e as várias tendências e fatores que a envolvem, a melhor maneira seria descrever esses estágios”. O estágio da escrita não diferenciada é quando a criança não projeta um grafismo funcional.
  2. 2. ESTÁGIO DA ESCRITA INFANTIL POR SIMONE HELEN DRUMOND ISCHKANIAN 2 Na escrita não diferenciada “a criança utiliza os rabiscos não para ler, mas, para lembrar-se do que lhe foi dito as palavras ou frases curtas são registradas com linhas curtas e palavras ou frases longas com um grande número de rabiscos, rabiscos longos e complicados. Seus rabiscos ainda não constituem uma escrita ou servem de auxílio estável para a memória, é apenas desenho da frase pronunciada no ritmo do signo gráfico e depois começa a expressar um conteúdo específico”. Luria 2006 apud (POLIDO p, 13). ESTÁGIO 03 Estágio da Escrita Diferenciada Nesse estágio, a criança substitui a escrita não-diferenciada pela escrita diferenciada, isto significa que ela fez uma pequena invenção, cujo significado psicológico representa o desenvolvimento de formas complexas de comportamento cultural, ou seja, ela tenta utilizar as marcas que fez para recordar o que lhe foi ditado. Para observar este estágio, é preciso introduzir do is fatores que levam a criança da fase não-diferenciada para a atividade gráfica diferenciada: números e formas. Luria 2006 apud (POLIDO p, 15). ESTÁGIO 04 Estágio da escrita por Imagens (pictográfica) A pictografia é a origem de todas as escritas. Ela é utilizada até os dia atuais, nas sinalizações de designe gráfico nas ruas, nas escolas e principalmente no contexto da INCLUSÃO. Nas atividades relacionadas aos autistas é conhecida como as PECS de comunicação. (...) com o desenvolvimento dessa escrita a criança ultrapassa a tendência em retratar o objeto em sua totalidade. A criança chega à ideia de usar o desenho como meio de recordar, e o fator quantidade e forma distinta levam a criança à pictografia. Essa fase baseia-se na rica experiência dos desenhos infantis, os quais em si mesmos, não precisam desempenhar a função de signos mediadores em qualquer processo intelectual. Luria 2006 apud (POLIDO p, 16). ESTÁGIO 05 Estágio da escrita Simbólica. (...) esse estágio a relação da criança com a escrita é puramente externa. A criança escolhe um meio indireto e, em vez de um todo que ela acha difícil retratar, desenha uma parte qualquer desse todo, o que é mais fácil. Pouco a pouco desenvolve técnicas diferenciadas para este nível mais alto de desenvolvimento. O momento da passagem da escrita pictográfica à escrita simbólica é um marco importante no desenvolvimento infantil. A escrita por imagens constitui uma etapa natural na pré-história da escrita da criança, a qual é, posteriormente, suplantada pela escrita alfabética simbólica. Luria 2006 apud (POLIDO p, 17). Autora: Stemmer Márcia Regina Goulart. “A educação infantil e a alfabetização”, da In: _ Quem tem medo de ensinar na educação Infantil? Em defesa do ato de ensinar (2007). FASES DA HISTÓRIA DA ESCRITA CARACTERÍSTICAS 1.PICTOGRÁFICA O homem primitivo serviu-se de diversos meios de comunicação, no entanto, nenhum deles tinha a finalidade de representar a língua oral. Eram totalmente independentes da fala. A manifestação mais elaborada desses processos comunicativos foi a "pictografia", ou melhor, a "escrita pictográfica". Consiste em transmitir uma ideia, um conceito ou um objeto através de um
  3. 3. ESTÁGIO DA ESCRITA INFANTIL POR SIMONE HELEN DRUMOND ISCHKANIAN 3 desenho (símbolo) figurativo e estilizado. A escrita pictográfica foi a base da escrita cuneiforme e dos hieróglifos, origem de todas as formas de escrita e, apesar dos "milênios", a pictografia continua a ser utilizada, principalmente na sinalização do trânsito e de locais públicos, na infografia e em várias representações do design gráfico; pois são autoexplicativas e universais. (Sergio Ricardo 2007). 2. IDEOGRÁFICA (...) escrita ideográfica são os caracteres chineses e japoneses. Os ideogramas são inscritos, separadamente, num quadrado imaginário, dispostos em colunas e lidos de cima para baixo a partir da direita. No início, a escrita traduzia somente ideias (imagens) e não sons. Entretanto, para traduzir ideias abstratas, cuja transcrição gráfica era impossível, os chineses recorreram aos símbolos (ideogramas) de objetos concretos, correspondente na língua falada, a uma palavra com o mesmo som. Deste modo, introduziram elementos fonéticos na escrita ideográfica. Na forma tradicional, os caracteres eram traçados a pincel. O emprego da pena de escrever deu aos signos um aspecto anguloso. Na escrita ideográfica, há a necessidade de um vasto número de símbolos, posto que a evolução desse sistema ficou sujeita a modificações e adaptações constantes, pois o número de pensamentos ou ideias que se deseja comunicar é praticamente infinito e tende a aumentar passo a passo com o desenvolvimento de uma cultura - no período Shang (1766-1122 a.C), havia cerca de 2.500; hoje há aproximadamente 50 mil. A vantagem do ideograma é que pode ser lido independentemente da língua falada. (Sergio Ricardo 2007). 3. ALFABÉTICA A Escrita Silábica é um sistema onde cada símbolo é a combinação de sons de consonantais e vogais representando uma sílaba (silabismo). Assim, há um símbolo para o [bê, cê, cá, dê, etc.]. A escrita etíope é uma escrita silábica. Escrita Alfabética e Fonética é o nosso sistema de escrita. Consiste na representação dos sons de determinada língua pelas letras do seu alfabeto, mas nem sempre correspondendo exatamente ao som da língua. Assim, podemos dizer que nossa escrita não é exclusivamente fonética. Escrita Alfabética Fonológica é o sistema de escrita alfabética ideal, em que a cada fonema (som) corresponderia uma letra. O foneticismo aproxima, portanto, a escrita de sua função natural que é a de representar a língua falada, oral, verdadeira natureza da linguagem. (Sergio Ricardo 2007). CONSOLIDAÇÃO/ PROPAGAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO DA LEITURA E DA ESCRITA A consolidação da leitura e da escrita é a propagação do letramento, por meio do processo de alfabetização. O foco é abranger que a assimilação da escrita alfabética institui um método de captação de um código de notação e não a aquisição de um código. As teorias da psicogênese da escrita são relevantes para compreensão do processo de assimilação do Sistema de Escrita Alfabética, uma vez, que essa consente e compreende as semelhanças entre acordo fonológica e alfabetização.
  4. 4. ESTÁGIO DA ESCRITA INFANTIL POR SIMONE HELEN DRUMOND ISCHKANIAN 4 Autora: Stemmer Márcia Regina Goulart. “A educação infantil e a alfabetização”, da In: _ Quem tem medo de ensinar na educação Infantil? Em defesa do ato de ensinar (2007). AFIRMAÇÕES DE VYGOTSKY SOBRE A ESCRITA AFIRMAÇÕES DE LÚRIA SOBRE A ESCRITA 1. Para Vygotsky, o aprendizado da escrita é um processo complexo que é iniciado para criança “muito antes da primeira vez que o professor coloca um lápis em sua mão e mostra como formar letras”.(Vygotsky L.S., et al . 1988 p.143. apud Baptista). 1. Percebe-se que o desenvolvimento da linguagem escrita é feito de forma dialética em que a criança retorna gradativamente ao estágio anterior, mais sempre, seu nível de desenvolvimento atinge um novo grau de compreensão, e este desenvolvimento expressa as formas complexas de comportamentos sociais, que é, segundo Lúria, o mais inestimável instrumento da cultura: “Não é a compreensão que gera o ato, mais é muito mais o ato que produz a compreensão” (LURIA, 2001, p.188, apud Baptista) 2. Vygotsky faz importantes críticas à visão, presente na psicologia e na pedagogia, que considera o aprendizado da escrita apenas como habilidade motora. Ensina-se as crianças a desenhar letras e construir palavras com elas, mas não se ensina a linguagem escrita. Enfatiza-se de tal forma a mecânica de ler o que esta escrito que se acaba obscurecendo a linguagem escrita como tal.(VIGOTSKI, 1984. p.119. apud Baptista). 2. Os estudos e as experiências de Lúria devem ser profundamente considerados, pois, a sua contribuição à área pedagógica é de grande valor. Estes estudos e experiências trazem luz ao analisarmos as crianças que estão aprendendo a escrita. (BAPTISTA et AL. 2009) 3. De acordo com Vygotsky, “a educação é a influência premeditada, organizada e prolongada no desenvolvimento de um organismo” (apud MARTINS, 2006, p. 49). Nesse sentido pensar a educação da criança e do ser humano de modo mais amplo é pensar num contexto de possibilidades de interações sociais intersubjetivas estabelecidas ou que se estabelecem num processo de trocas mediadas pelo conhecimento, pela cultura e pela história inerentes a todos os seres humanos, pois, como lembra Facci (2006, p. 138) apud (DRAGO p.49). 3. Segundo os estudos e pesquisas de Lúria, um dos seguidores de Vygosky, a criança tem uma história, uma origem fora da escola. Esta história de cada indivíduo tem grande peso no desenvolvimento da escrita, e também, do ser humano como um todo, pois todos os períodos vivenciados pela criança servirão de base para formação de um ser que se completa a cada dia. (BAPTISTA et AL. 2009)
  5. 5. ESTÁGIO DA ESCRITA INFANTIL POR SIMONE HELEN DRUMOND ISCHKANIAN 5 FICHAS DE ANALISE INTERPRETATIVA DO DESENHO INFANTIL Disponível em: http://simonehelendrumond.blogspot.com.br/2012/01/estudo-das-cores-nos-desenhos.html O objetivo dessas fichas é permitir que os educadores ou profissionais da saúde, compreendam a projeção infantil para analisar perspectivas educacionais ou detectar fatores sócio afetivo e/ou emocionais. Desmitificando aspectos do senso comum que por séculos embasam que a criança que tem preferência pela cor preta em seus desenhos , está com problemas emocionais.
  6. 6. ESTÁGIO DA ESCRITA INFANTIL POR SIMONE HELEN DRUMOND ISCHKANIAN 6 FICHAS DE ANALISE INTERPRETATIVAS QUANTO A POSIÇÃO DO DESENHO INFANTIL Disponível em: http://simonehelendrumond.blogspot.com.br/2012/01/posicao-do-desenho-infantil.html O objetivo dessas fichas é permitir que os educadores ou profissionais da saúde, compreenda coesamente a fase gráfica da criança. Permitindo-lhe fazer uma analise interpretativa e descritiva significativa sobre o desenvolvimento psicomotor da criança.
  7. 7. ESTÁGIO DA ESCRITA INFANTIL POR SIMONE HELEN DRUMOND ISCHKANIAN 7 FICHAS DE ANALISE INTERPRETATIVA DO TRAÇADO INFANTIL Disponível em: http://simonehelendrumond.blogspot.com.br/2012/01/caracteristica-quanto-aos-tracos-do.html O objetivo dessas fichas é permitir que os educadores ou profissionais da saúde, compreenda coesamente as características quanto ao traçado infantil. Permitindo- lhe fazer uma analise interpretativa e descritiva significativa sobre o desenvolvimento psicomotor da criança.
  8. 8. ESTÁGIO DA ESCRITA INFANTIL POR SIMONE HELEN DRUMOND ISCHKANIAN 8 OUTROS PORTFÓLIOS RELACIONADOS AO QUADRO TEORICO E ANALITICO DOS ESTÁGIOS DA ESCRITA INFANTIL CARACTERISTICAS QUANTO A PRESSÃO DO DESENHO http://simonehelendrumond.blogspot.com.br/2012/01/caracteristica-quanto-pressao-do.html DIMENSÃO DO DESENHO INFANTIL http://simonehelendrumond.blogspot.com.br/2012/01/dimensao-do-desenho-infantil.html AS GARATUJAS REVELAM O OHAR DA CRIANÇA http://simonehelendrumond.blogspot.com.br/2012/01/as-garatujas-revelam-o-olhar-da-crianca.html FASES DO DESENHO INFANTIL http://simonehelendrumond.blogspot.com.br/2012/01/as-fases-do-desenho-infantil-por-simone.html COMO INTERPRETAR O DESENHO INFANTIL http://simonehelendrumond.blogspot.com.br/2012/01/apostila-como-interpretar-o-desenho-das.html
  9. 9. ESTÁGIO DA ESCRITA INFANTIL POR SIMONE HELEN DRUMOND ISCHKANIAN 9 REFERENCIAS: BAPTISTA, Ana Carolina Rosendo Gonzalez C. et AL. O processo de aquisição da linguagem escrita: estudos de A. R. Lúria e L. S. Vygotsky. Disponível em: http://www.scelisul.com.br/cursos/graduacao/pd/artigo4.pdf. Acessado em: 24/09/2013. DRUMOND, Simone Helen Ischkanian. Fichas de analise interpretativa do traçado infantil. Disponível em: http://simonehelendrumond.blogspot.com.br/2012/01/caracteristica-quanto-aos-tracos-do.html. Acessado em 25/09/2013. DRUMOND, Simone Helen Ischkanian. O estudo das cores nos desenhos. Disponível em: http://simonehelendrumond.blogspot.com.br/2012/01/estudo-das-cores-nos-desenhos.html. Acessado em 25/09/2013. DRUMOND, Simone Helen Ischkanian. Fichas de analise interpretativas quanto a posição do desenho infantil. Disponível em: http://simonehelendrumond.blogspot.com.br/2012/01/posicao-do-desenho-infantil.html. Acessado em 25/09/2013 POLIDO, Olga. “A origem da pré-história da escrita infantil”, experiência didático/ pedagógica com crianças entre 4, 5 e 6 anos - Universidade Estadual de Maringá. RICARDO, Sérgio. Os sistemas de escritas. Disponível em: http://www.recantodasletras.com.br/gramatica/370335 Acessado em: 23/09/2013. STEMMER, Márcia Regina Goulart. “A educação infantil e a alfabetização”, da In: _ Quem tem medo de ensinar na educação Infantil? Em defesa do ato de ensinar (2007).

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