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pedem aos pais um novo irmão e o pai impaciente
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Claro!” resposta duvidosa,...
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Tiques são movimentos involuntários, rápidos,
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Adaptado de Hanna. (1995).
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A MENINA NO PAÍS DAS MARAVILHAS
Simone Helen Drumond Ischkanian
REFERENCIA:
BRAGA, Marielsa klatter Análise crítica do fil...
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Educar é a arte de fazer pessoas, para projetar-se coesamente no contexto de sua vida. Durante o curso de Pedagogia tive o privilegio de estudar com muito educadores, que nos proporcionaram experiências acadêmicas fantásticas. É o professor Adolfo deixou essa marca positiva. Um bom filme para mediar um saber tão importante, quanto ao da Síndrome de Tourette com a história de Phoebe, uma menina de 9 anos, que no cotidiano de suas ações, revela-se diferente das demais crianças.

A Menina no País das Maravilhas (Phoebe in Wonderland). 2008. EUA. Direção e Roteiro: Daniel Barnz. Elenco: Elle Fanning (Phoebe Lichten), Felicity Huffman (Hillary Lichten), Bill Pullman (Peter Lichten), Patricia Clarkson (Miss Dodger), Campbell Scott (Diretor Davis), Ian Colletti (Jamie), +Cast. Gênero: Drama, Família, Fantasia. Duração: 96 minutos.

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A menina no pais das maravilhas (SÍNDROME DE TOURETTE)

  1. 1. Educar é a arte de fazer pessoas, para projetar-se coesamente no contexto de sua vida. Durante o curso de Pedagogia tive o privilegio de estudar com muito educadores, que nos proporcionaram experiências acadêmicas fantásticas. É o professor Adolfo deixou essa marca positiva. Um bom filme para mediar um saber tão importante, quanto ao da Síndrome de Tourette com a história de Phoebe, uma menina de 9 anos, que no cotidiano de suas ações, revela-se diferente das demais crianças. A Menina no País das Maravilhas (Phoebe in Wonderland). 2008. EUA. Direção e Roteiro: Daniel Barnz. Elenco: Elle Fanning (Phoebe Lichten), Felicity Huffman (Hillary Lichten), Bill Pullman (Peter Lichten), Patricia Clarkson (Miss Dodger), Campbell Scott (Diretor Davis), Ian Colletti (Jamie), +Cast. Gênero: Drama, Família, Fantasia. Duração: 96 minutos.
  2. 2. Phoebe com seu comportamento peculiar não é compreendido pelos colegas, professores e até mesmo os pais. Viver em um mundo imaginário é a solução para a menina, pois é lá que ela revela o seu EU com liberdade. No mundo imaginário do “PAÍS DAS MARAVILHAS”, não há regras castradoras, como na escola. Não há amigos que a rejeitam e pais que a fazem sentir-se culpada pelos acontecimentos em sua vida. (Drumond, Simone Helen Ischkanian) Phoebe sofre de angústia, tem um comportamento além do padrão normal, é supersticiosa como demonstra a cena em que tem que pisar nos quadrados na ordem certa para a mãe não morrer.
  3. 3. Os conflitos na escola, na família e nos lugares que a menina frequenta, são pelo fato das pessoas não conseguirem entende-la. “A professora de teatro convida a turma para participar de uma produção teatral, a princípio ela rejeita. Depois vê a oportunidade de interpretar Alice, além disso, sua mãe está escrevendo uma dissertação sobre “Alice no país das maravilhas”, o que pode ter influenciado. Phoebe vê Alice na escola e resolve colocar seu nome na lista”. (BRAGA, Marielsa klatter) Por identifique-se com Alice, no teatro Phoebe interpreta o papel significativamente, o que deixa a professora maravilhada, porém o coletivo escolar, não consegue perceber que ela dá sinais de que a fantasia e a realidade podem se misturar. Na fantasia Phoebe consegue ser diferente e muito mais confiante.
  4. 4. Uma das cenas do filme, nos revela a importância de educar com objetivos claros, a partir de uma capacidade criativa. A professora enfatiza aos alunos “o problema do preconceito, como demonstra a cena em que está escrito na capa de um garoto viado”. QUESTIONA O FATO DE TEREM ESCRITO ALGO SEM MESMO SABER O SIGNIFICADO ETIMOLÓGICO DA PALAVRA. Conta a eles que no tempo de William Shakespeare que as mulheres não atuavam, tendo assim os papéis femininos atuados por meninos, brilhantes apresentações sem preconceitos.
  5. 5. A professora revela aos aluno que no tempo de William Shakespeare, as mulheres não atuavam, tendo assim os papéis femininos atuados por meninos. As apresentações eram brilhantes e não havia preconceitos. A atuação da professora nos revela que EDUCAR É A ARTE DE FAZER PESSOAS, e uma boa influência pode se perpetuar na vida adulta No filme a professora revela aos seus alunos o dom da iniciativa, das possibilidade e de acreditar em si mesmo.
  6. 6. Os pais de Phoebe tinham grande dificuldade em lidar com o problema, embora se esforcem muito, relutaram a aceitar que a filha precisava de uma atenção especial. Phoebe pede ajuda por muitas vezes, diz o tempo todo que não consegue se livrar dos hábitos, a irmã menor percebe antes mesmo dos pais. Percebi em Phoebe e sua irmã uma maturidade bem expressiva, o que pode ter a influência dos pais. Dessa forma o filme abordou um comportamento comum nos pais quando lidam com algo diferente, quando um filho se apresenta diferente do outro. Referencia: BRAGA, Marielsa klatter
  7. 7. O existencialismo faz-se presente no filme, principalmente em muitos discursos da professora. Existencialismo é a corrente filosófica que se funda na situação do indivíduo vivendo num universo absurdo, ou sem sentido, em que os homens são dotados de vontade própria. Os existencialistas sustentam que as pessoas são responsáveis pelas suas próprias ações, e o seu único juiz, na medida em que a sua existência afeta a dos outros. (Drumond, Simone Helen Ischkanian) Em uma cena, a professora fala de quem realmente somos e que descobrimos isso em certa altura da vida. A cena demonstra que buscamos por respostas, pelo significado de nossa existência. (BRAGA, Marielsa klatter)
  8. 8. As mediações educacionais da professora com base na teoria do existencialismo, não agradaram a família de Phoebe. A mãe da menina baseando-se em argumentos fundamentados no seu ego, chamou a professora de “estranha”. As explanações negativas sobre a professora ao diretor intolerante, o faz a despedir do trabalho escolar. O que é uma pena para a INCLUSÃO! Esses e muitos outros questionamentos tornam diferentes os que anseiam por respostas. Quem somos? Por que estamos no mundo? O que buscamos?
  9. 9. A escola de Phoebe era melindrosa a mudanças, educacionais. Valia-se de uma educação bancaria linear, onde as regras eram latentes. As crianças não podiam questionar para desenvolver suas habilidades e assim transcender harmoniosamente. O castigo era utilizado para os que ousavam quebrar as regras. Para Phoebe, que estava inserida num contexto de INCLUSÃO, quando foi proibida de atuar na peça, esse castigo foi algo psicologicamente drástico. Diante dos resultados negativos do castigo, a mãe e a professora conseguiram que Phoebe voltasse a atuar, sob a condição de que não retornasse a cometer os mesmos erros, como se isso fosse possível para uma criança no contexto da INCLUSÃO.
  10. 10. POR FALTA DE CONHECIMENTO E ORIENTAÇÃO DE PROFISSIONAIS COMPETENTES O FILME REVELA UM CAOS FAMILIAR: A frustração dos pais é passadas as filhas. Os pais se culpam e se agridem! Não percebem que a filha caçula também necessita de ajuda. A filha mais nova não tem a doença de Phoebe, mas tem carência de afeto.
  11. 11. É impressionante a cena em que as meninas pedem aos pais um novo irmão e o pai impaciente e muito irritado diz: que a mãe não iria querer outro que se parecesse com a Phoebe. Nossa, como a criança fica magoada em ouvir tal crueldade de seus pais. Sua mãe não quer outro filho que se pareça com a Phoebe!
  12. 12. Quando é perguntado a mãe “Você gosta de ser mãe?” A resposta não é convincente ela diz “Ah...! Claro!” resposta duvidosa, a mãe não consegue lidar com as filhas. A falta de experiência em entender o mundo dos filhos, participar da vida deles, interagir com eles e não ao inverso como acontece, trazendo- os para dentro dos conflitos. O universo dos adultos não foi feito para crianças, embora pareçam imperceptíveis aos acontecimentos a sua volta, captam tudo como para raios. O filme demonstra também a diferença entre adultos e crianças, pais e filhos, professores e alunos. A falta de liberdade para criar, professores despreparados e uma escola que apenas produz modelos, alunos pensantes assustam. Phoebe é criativa, diferente, perspicaz. (BRAGA, Marielsa klatter)
  13. 13. Percebe-se em Phoebe outro problema, o de lavar as mãos excessivamente até feri-las, TOC. (transtorno obsessivo compulsivo). Como também a culpa dos acontecimentos ruins, os machucados que produzia a si mesma quando impunha limites. Os xingamentos espontâneos, o cuspe nos colegas, tudo que não conseguia controlar. (BRAGA, Marielsa klatter)
  14. 14. Phoebe vê a rainha de copas, que é a mãe, fala da sensação de correr sem sair do lugar, de que no país das maravilhas não há rigidez que é o oposto da realidade e a realidade para ela é muito ruim. Deseja a liberdade assim mistura o tempo todo, realidade com a fantasia e todos que vê em sua fantasia são pessoas da vida real, como o diretor, o psicólogo, a mãe, o pai. Ela conversa com os personagens. Conta a um colega que não consegue evitar os pensamentos ruins, como a voz que ouve mandando- a pular. Em alguns momentos fala do medo que sente. (BRAGA, Marielsa klatter)
  15. 15. Diante do comportamento de muitos pedidos de socorro, a mãe finalmente busca ajuda de um profissional da saúde, mas infelizmente, não confia no profissional. Ela se culpa pelas atitudes da filha e reluta em aceitar o diagnóstico. A mãe de Phoebe, relata ao marido sobre o descontrole que tem sobre as filhas, do quanto fica irritada com tudo e com as coisas que não consegue fazer. É emocionante quando Phoebe fala da esperança que tem NO PAÍS DAS MARAVILHAS, que sabe que está se destruindo, mas não consegue evitar.
  16. 16. Tiques são movimentos involuntários, rápidos, repetitivos e estereotipados, que surgem de maneira súbita e não apresentam ritmo determinado. Alguns exemplos são piscadas de olhos e movimentos com os ombros, mas as manifestações também podem se dar na forma de sons emitidos pelo paciente (vocalizações). Podem ser contínuos ou surgir repentinamente, como acessos. A intensidade dos tiques é variável. Alguns são quase imperceptíveis, mas outros são bastante complexos, como saltos ou fortes latidos. Há também casos em que são “camuflados” em atitudes corriqueiras, como afastar o cabelo do rosto ou ajeitar a roupa.
  17. 17. Exemplos de tiques mais freqüentes Adaptado de Hanna. (1995). SÍNDROME DE TOURETTE IMPULSIVIDADE THAH TOCS TICS DESORDEM CONDUTIVAS THA
  18. 18. Tiques - O paciente consegue evitar os tiques, porém com esforço e tensão emocional. Algumas vezes, as manifestações são precedidas por uma sensação desconfortável, chamada premonitória e, frequentemente, seguidas por um sentimento de alívio. Costumam desaparecer durante o sono e diminuir com a ingestão de bebidas alcoólicas ou durante atividades que exijam concentração. Por outro lado, fatores como estresse, fadiga, ansiedade e excitação aumentam a intensidade dos movimentos característicos.
  19. 19. TIQUES COMPLEXOS Os tiques podem ser simples ou complexos. No primeiro caso, estão as manifestações mais diretas, como piscar os olhos, fazer caretas, torcer o nariz ou a boca, trincar os dentes, levantar os ombros, mover os dedos das mãos e sacudir a cabeça ou o pescoço. Entre as vocalizações dessa categoria estão “coçar” a garganta, estalar a língua, gritar, assobiar, roncar e imitar sons de animais, como grunhidos, uivos, zumbidos e latidos.
  20. 20. TIQUES COMPLEXOS Já os tiques complexos podem organizar-se e serem ritualizados. Assemelham-se às compulsões, manifestações precedidas de fenômenos cognitivos ou obsessões (ideias, pensamentos e imagens), normalmente acompanhadas de intensa ansiedade, palpitações, tremores e sudorese. A diferença é que os tiques são precedidos por uma sensação de obrigatoriedade, de ter que fazer algo, que age como uma pressão crescente que precisa ser descarregada. Além disso, portadores de tiques relatam sensações táteis ou musculares que antecipam os comportamentos repetitivos (sensações premonitórias), o que não ocorre com as compulsões.
  21. 21. Síndrome de Tourette Portadores de tiques costumam apresentar mais de um tipo de manifestação. Quando elas são múltiplas e envolvem tanto tiques motores como vocais, não necessariamente ao mesmo tempo, caracterizam a síndrome de Tourette. O distúrbio surge por volta dos 7 anos, mas esse evento pode variar dos 2 aos 15 anos. No início, ocorrem tiques motores simples, como piscadelas dos olhos. Aos 11 anos, em média, a criança apresenta vocalizações, como pigarro, fungadelas, tosse e exclamações coloquiais, entre outras. Essa ordem, entretanto, pode ser invertida.
  22. 22. Síndrome de Tourette O tique também pode se manifestar como uma emissão involuntária de palavras ou gestos obscenos (coprolalia e copropraxia, respectivamente). A coprolalia ocorre em menos de um terço dos casos e talvez sofra alguma influência cultural, já que é mais frequente em determinados países. Na Dinamarca, por exemplo, é seis vezes mais comum que no Japão. A copropraxia, por sua vez, afeta de 1% a 21% dos pacientes. Em menos da metade dos casos, também pode ocorrer repetição de palavras ouvidas (ecolalia), de gestos observados (ecopraxia) ou da própria fala (palilalia).
  23. 23. Síndrome de Tourette - Estimativas Calcula-se que um terço dos pacientes apresente remissão completa no fim da adolescência; outro terço, melhora dos tiques. O restante provavelmente continuará com o problema inalterado durante a vida adulta. Ainda assim, há relatos de desaparecimento dos tiques de forma espontânea em 3% a 5% dos casos. Depois que a síndrome de Tourette se instala, os sintomas variam de intensidade, principalmente na adolescência.
  24. 24. Síndrome de Tourette – Estimativas Alguns distúrbios de comportamento costumam aparecer junto com a doença, como hiperatividade, automutilação, problemas de conduta e de aprendizado, além do TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO (TOC). Estudos sugerem que mais de 40% dos portadores da síndrome de Tourette também apresentam TOC e cerca de 90%, sintomas obsessivos. Há casos em que os transtornos associados são mais preocupantes que os tiques. A síndrome de Tourette raramente é grave e nem sempre exige tratamento com medicações. Muitas pessoas passam a vida com tiques sem maiores problemas.
  25. 25. Síndrome de Tourette – Causas Cerca de 1% da população mundial tem síndrome de Tourette, desde as formas mais brandas e não diagnosticadas até as mais graves. Os tiques costumam afetar até 20% das crianças, mas em geral desaparecem espontaneamente, em menos de três meses. Caso contrário, há suspeita de tiques crônicos ou síndrome de Tourette. A causa da doença é desconhecida, mas sabe-se que há influência de fatores genéticos e neurobiológicos. Estudos com famílias de portadores indicam que há uma transmissão genética da predisposição à síndrome.
  26. 26. Síndrome de Tourette – Causas Entre gêmeos idênticos (monozigóticos), quando um irmão é afetado, em mais de 50% dos casos o outro também possui a doença. Se não forem idênticos, esse percentual é de 10%. Quando todos os tipos de tique são incluídos, e não apenas a síndrome de Tourette, a taxa de concordância entre gêmeos monozigóticos aumenta para 77%. Investigações sugerem que também há uma relação entre problemas na gravidez e a ocorrência da doença no filho. Algumas mostram uma incidência 1,5 vez maior de complicações durante a gestação de portadores de tiques do que na de indivíduos saudáveis.
  27. 27. Síndrome de Tourette – Causas Entretanto, nem todas as pesquisas conseguiram demonstrar essa correspondência. Os fatores psicológicos também podem ter grande influência no desenvolvimento do transtorno. Os tiques pioram, por exemplo, na presença de eventos estressantes, não necessariamente desagradáveis. Já se verificou que há uma associação entre o conteúdo dos tiques, seu início e os eventos marcantes na vida das crianças portadoras da doença.
  28. 28. Síndrome de Tourette – Pesquisas Estudos com ressonância magnética cerebral mostraram que há alterações em algumas estruturas cerebrais, conhecidas como gânglios da base e corpo caloso, de portadores da síndrome. Tomografias de maior precisão, que funcionam à base da emissão de partículas subatômicas (pósitrons e fótons), revelaram que esses pacientes, em geral, apresentam menor atividade em algumas regiões do cérebro, chamadas córtex frontal e temporal, cíngulo, estriado e tálamo. Inúmeras pesquisas sugerem que a síndrome de Tourette seja influenciada por um substrato neuroquímico.
  29. 29. Síndrome de Tourette – Pesquisas A principal teoria dessa linha é que, nos portadores do transtorno, há uma atividade maior da dopamina, uma substância que auxilia na transmissão dos impulsos nervosos de um neurônio para outro. Medicamentos que inibem a ação da dopamina reduzem a intensidade e frequência dos tiques, enquanto drogas que estimulam sua atividade causam exacerbação das manifestações. A incidência da síndrome é maior no sexo masculino. Por isso, acredita-se que os tiques estejam relacionados a influência dos hormônios masculinos sobre o sistema nervoso central.
  30. 30. Síndrome de Tourette – Pesquisas Há relatos exacerbação dos sintomas associada ao uso exagerado de esteroides androgênicos, anabolizantes que aumentam a massa muscular. Em outros casos, os tiques intensificam-se no período pré-menstrual, o que demonstra uma relação do problema com o equilíbrio hormonal. Alguns pesquisadores também sugerem que há uma relação entre os tiques e outros transtornos e anticorpos que atacam o cérebro (antineurais), produzidos pelo organismo para combater infecções causadas por estreptococos. Essa teoria baseia-se no fato de que algumas pessoas começam a apresentar tiques ou pioram seu estado depois de sofrerem infecções de garganta.
  31. 31. Síndrome de Tourette – Pesquisas Estudos realizados no Projeto Transtornos do Espectro Obsessivo Compulsivo (Protoc), do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, mostraram que a febre reumática, uma complicação posterior à infecção de garganta que está associada a alterações imunológicas, pode aumentar a chance de se ter síndrome de Tourette tanto nos pacientes como em seus familiares.
  32. 32. Síndrome de Tourette – Tratamento O tratamento da síndrome de Tourette envolve a terapia psicossocial e a farmacológica. Antes de ser iniciado, deve-se fazer uma avaliação dos tiques, no que diz respeito a localização, frequência, intensidade, complexidade e interferência na vida cotidiana. Também devem ser analisados aspectos como ambiente escolar e familiar, relacionamentos e distúrbios associados ao problema.Até o momento, não há cura para os tiques e a síndrome de Tourette, mas medicamentos podem ajudar a aliviar os sintomas. Estima-se que 60% dos portadores precise desse tipo de tratamento. A filosofia da terapia é conservadora: as doses são as menores possíveis, para evitar que o paciente tome remédio desnecessariamente. Mesmo com o auxílio de drogas, os tiques não desaparecem completamente.
  33. 33. Síndrome de Tourette – Tratamento Em determinados casos, indica-se a psicoterapia, inclusive com orientação a pais, familiares e professores. É importante que todos estejam bem informados a respeito da doença, suas características e o modo de lidar com o paciente. Deve-se evitar a estigmatizarão e atitudes superprotetoras, porque a criança pode perceber e manipular a doença para obter o que deseja. Há relatos de cura com a psicoterapia comportamental. Nesse contexto, a técnica conhecida como reversão de hábito tem se mostrado a mais adequada.
  34. 34. Síndrome de Tourette – Tratamento Consiste basicamente em ensinar o paciente a perceber quando os tiques vão ocorrer para então tentar suprimi- los, modificá-los ou substituí-los por outro, menos incômodo. Uma manifestação desagradável e embaraçosa, como acenar para pessoas desconhecidas, pode ser modificada, com esforço e treino, para uma atitude mais aceitável ou imperceptível, como passar a mão no cabelo ou no corpo. A maioria dos portadores de tiques e síndrome de Tourette tem grande melhora no início da vida adulta, com diminuição dos sintomas ou adaptação a tiques mais estáveis e moderados. A redução mais significativa ocorre por volta dos 20 anos. A evolução, muitas vezes, é instável
  35. 35. Síndrome de Tourette – Tratamento A gravidade na infância não indica como será a evolução do quadro. Por isso, na maioria dos casos, a abordagem psicossocial e educacional é o elemento mais importante, porque ajuda o paciente e a família a entenderem os sintomas e aprenderem como lidar com eles, sem a necessidade de medicação.
  36. 36. TIQUES SIMPLES TIQUES COMPLEXOS Motores Piscamento dos olhos; Eye Jerking (desvios do globo ocular); caretas faciais; movimentos de torção do nariz e boca; estalar a mandíbula; trincar os dentes; levantar dos ombros; movimentos dos dedos das mãos; chutes; tensão abdominal ou de outras partes do corpo; sacudidelas de cabeça, pescoço, ou outras partes do corpo. Gestos faciais; estiramento da língua; manutenção de certos olhares; gestos das mãos; bater palmas; atirar ou jogar; empurrar; tocar a face; movimentos de “arrumação”; pular; bater o pé; agachar-se; saltitar; dobrar-se; rodopiar ou rodar ao andar; girar; retorcer-se; posturas distônicas; desvios oculares(rodar os olhos para cima ou para os lados); lamber mãos, dedos ou objetos; tocar, bater em ou checar partes do corpo, outras pessoas ou objetos; beijar; arrumar; beliscar; escrever a mesma letra ou palavra; retroceder sobre os próprios passos; Movimentos lentificados ou inibição; bater com a cabeça; morder a boca, os lábios ou outra parte do corpo; ”cutucar” feridas ou os olhos; ecopraxia e copropraxia. Exemplos de tiques mais freqüentes Adaptado de Hanna. (1995).
  37. 37. TIQUES SIMPLES TIQUES COMPLEXOS Vocais Coçar a garganta; fungar; cuspir; estalar a língua ou a mandíbula; Cacarejar, roncar, chiar, latir, apitar, gritar, grunhir, gorgolejar, gemer, uivar, assobiar, zumbir, sorver e inúmeros outros sons. Proferição súbita de sílabas inapropriadas, palavras- “ôps”, “êpa”, frases curtas e complexas incluindo palilalia, coprolalia e ecolalia. Outras anormalidades da fala como bloqueio da fala. Exemplos de tiques mais freqüentes Adaptado de Hanna. (1995).
  38. 38. A MENINA NO PAÍS DAS MARAVILHAS Simone Helen Drumond Ischkanian REFERENCIA: BRAGA, Marielsa klatter Análise crítica do filme: A menina no país das maravilhas. http://www.recantodasletras.com.br/resenhasdefilmes. Adaptado de Hanna. (1995). Ana Gabriela Hounie é vice- coordenadora do Protoc; Eurípedes Miguel é professor associado do departamento de Psiquiatria e coordenador do Projeto Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo (Protoc) do Instituto de Psiquiatria da FMUSP. DRUMOND, Simone Helen Ischkanian. A menina no país das maravilhosas A importância do real e do imaginário para as crianças. http://pt.slideshare.net/SimoneHelenDrumond/a- menina-no-pas-das-maravilhosas-por-simone-helen- drumond Trailer do Filme: http://www.youtube.com/watch?v=eQxCBqaJUhs

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