A dislexia e as dificuldades de disléxicos

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A dislexia e as dificuldades de disléxicos

  1. 1. A Dislexia e as dificuldades de disléxicosAutora da Apostila: Simone Helen Drumondhttp://simonehelendrumond.blogspot.com simone_drumond@hotmail.com (92) 8808-2372 / 8813-9525
  2. 2. A Dislexia e as dificuldades de disléxicos Crianças disléxicas apresentam combinações de sintomas, em intensidade de níveis que variam entre o sutil ao severo, de modo absolutamente pessoal. Algumas delas há um número maior de sintomas e sinais; em outras, são observadas somente algumas características. Quando sinais só aparecem enquanto a criança é pequena, ou se alguns desses sintomas somente se mostram algumas vezes, isto não significa que possam estar associados à Dislexia. Inclusive, há crianças que só conquistam uma maturação neurológica mais lentamente e que, por isto, somente têm um quadro mais satisfatório de evolução, também em seu processo pessoal de aprendizado, mais tardiamente do que a média de crianças de sua idade. Autora da Apostila: Simone Helen Drumond - simone_drumond@hotmail.com
  3. 3. A Dislexia e as dificuldades de disléxicos Pesquisadores têm enfatizado que a dificuldade de soletração tem-se evidenciado como um sintoma muito forte da Dislexia. Há o resultado de um trabalho recente, publicado no jornal Biological Psychiatry e referido no The Associated Press em 15/7/02, onde foram estudadas as dificuldades de disléxicos em idade entre 7 e 18 anos, que reafirma uma outra conclusão de pesquisa realizada com disléxicos adultos em 1998, constando do seguinte: que quanto melhor uma criança seja capaz de ler, melhor ativação ela mostra em uma específica área cerebral, quando envolvida em exercício de soletração de palavras. Esses pesquisadores usaram a técnica de Imagem Funcional de Ressonância Magnética, que revela como diferentes áreas cerebrais são estimuladas durante atividades específicas. Esta descoberta enfatiza que essa região cerebral é a chave para a habilidade de leitura, conforme sugerem esses estudos. Autora da Apostila: Simone Helen Drumond - simone_drumond@hotmail.com
  4. 4. A Dislexia e as dificuldades de disléxicos Essa área, atrás do ouvido esquerdo, é chamada região ocipto-temporal esquerda. Cientistas que, agora, estão tentando definir que circuitos estão envolvidos e o que ocorre de errado em Dislexia, advertem que essa tecnologia não pode ser usada para diagnosticar Dislexia. Esses pesquisadores ainda esclarecem que crianças disléxicas mais velhas mostram mais atividade em uma diferente região cerebral do que os disléxicos mais novos. O que sugere que essa outra área assumiu esse comando cerebral de modo compensatório, possibilitando que essas crianças conseguiam ler, porém somente com o exercício de um grande esforço. Autora da Apostila: Simone Helen Drumond - simone_drumond@hotmail.com
  5. 5. Diagnóstico da Dislexia na Primeira Infância CARACTERISTICA Sim Não Observações Revela atraso no desenvolvimento motor desde a fase do engatinhar, sentar e andar. Revela atraso ou deficiência na aquisição da fala, desde o balbucio á pronúncia de palavras;. Parece difícil para essa criança entender o que está ouvindo. Revela distúrbios do sono. Revela enurese noturna. Revela suscetibilidade à alergias e à infecções Autora da Apostila: Simone Helen Drumond - simone_drumond@hotmail.com
  6. 6. Diagnóstico da Dislexia na Primeira Infância CARACTERISTICA Sim Não Observações Revela tendência à hiper atividade motora. Revela tendência a hipo-atividade motora. Chora muito. Revela-se uma criança inquieta. Revela-se uma criança agitada. Tem dificuldades para aprender a andar de triciclo. Revela dificuldades de adaptação nos primeiros anos escolares. Autora da Apostila: Simone Helen Drumond - simone_drumond@hotmail.com
  7. 7. A Dislexia e as dificuldades de disléxicos Pesquisas científicas neurobiológicas recentes concluiram que o sintoma mais conclusivo acerca do risco de dislexia em uma criança, pequena ou mais velha, é o atraso na aquisição da fala e sua deficiente percepção fonética. Quando este sintoma está associado a outros casos familiares de dificuldades de aprendizado - dislexia é, comprovadamente, genética, afirmam especialistas que essa criança pode vir a ser avaliada já a partir de cinco anos e meio, idade ideal para o início de um programa remediativo, que pode trazer as respostas mais favoráveis para superar ou minimizar essa dificuldade. Autora da Apostila: Simone Helen Drumond - simone_drumond@hotmail.com
  8. 8. A Dislexia e as dificuldades de disléxicos A dificuldade de discriminação fonológica leva a criança a pronunciar as palavras de maneira errada. Essa falta de consciência fonética, decorrente da percepção imprecisa dos sons básicos que compõem as palavras, acontece, já, a partir do som da letra e da sílaba. As crianças podem expressar um alto nível de inteligência, "entendendo tudo o que ouvem", como costumam observar suas mães, porque têm uma excelente memória auditiva. Sua dificuldade fonológica não se refere à identificação do significado de discriminação sonora da palavra inteira, mas da percepção das partes sonoras diferenciais de que a palavra é composta. Esta a razão porque o disléxico apresenta dificuldades significativas em leitura, que leva a tornar-se, até, extremamente difícil sua soletração de sílabas e palavras. Sua tendência é ler a palavra inteira, encontrando dificuldades de soletração sempre que se defronta com uma palavra nova. Autora da Apostila: Simone Helen Drumond - simone_drumond@hotmail.com
  9. 9. A Dislexia e as dificuldades de disléxicos Freqüentemente, essas crianças apresentam mais dificuldades na conquista de domínio do equilíbrio de seu corpo com relação à gravidade, é comum que pais possam submetê-las a exercícios nos chamados "andadores" ou "voadores". Prática que, advertem os especialistas, além de trazer graves riscos de acidentes, é absolutamente inadequada para a aquisição de equilíbrio e desenvolvimento de sua capacidade de andar, como interfere, negativamente, na cooperação harmônica entre áreas motoras dos hemisférios esquerdo- direito do cérebro. Crianças que exercitam a marcha em "andador", só adquirem o domínio de andar sozinhas, sem apoio, mais tardiamente do que as outras crianças. Além disso, o uso do andador como exercício para conquista da marcha ou visando uma maior desenvoltura no andar dessa criança, também contribui, de maneira comprovadamente negativa, em seu desenvolvimento psicomotor potencial-global, em seu processo natural e harmônico de maturação e colaboração de lateralidade hemisférica-cerebral. Autora da Apostila: Simone Helen Drumond - simone_drumond@hotmail.com
  10. 10. Diagnóstico da Dislexia a partir dos 7 anos de idade CARACTERISTICA Sim Não Observações Revela-se pode ser extremamente lento ao fazer seus deveres. Desenvolve seus deveres podem ser feitos rapidamente e com muitos erros. Copia com letra bonita, mas tem pobre compreensão do texto ou não lê o que escreve. A fluência em leitura é inadequada para a idade. Inventa, acrescenta ou omite palavras ao ler e ao escrever. Só faz leitura silenciosa Autora da Apostila: Simone Helen Drumond - simone_drumond@hotmail.com
  11. 11. Diagnóstico da Dislexia a partir dos 7 anos de idade CARACTERISTICA Sim Não Observações Só entende o que lê, quando lê em voz alta para poder ouvir o som da palavra Sua letra pode ser mal grafada e, até, ininteligível; pode borrar ou ligar as palavras entre si. Pode omitir, acrescentar, trocar ou inverter a ordem e direção de letras e sílabas. Esquece aquilo que aprendera muito bem, em poucas horas, dias ou semanas. É mais fácil, ou só é capaz de bem transmitir o que sabe através de exames orais Autora da Apostila: Simone Helen Drumond - simone_drumond@hotmail.com
  12. 12. Diagnóstico da Dislexia a partir dos 7 anos de idade CARACTERISTICA Sim Não Observações Revela ser mais fácil escrever o que sabe do que falar aquilo que sabe. Tem grande imaginação e criatividade. Desliga-se facilmente, entrando "no mundo da lua“. Tem dor de barriga na hora de ir para a escola. Tem febre alta em dias de prova. Porque se liga em tudo, não consegue concentrar a atenção em um só estímulo Autora da Apostila: Simone Helen Drumond - simone_drumond@hotmail.com
  13. 13. Diagnóstico da Dislexia a partir dos 7 anos de idade CARACTERISTICA Sim Não Observações Revela baixa auto-imagem e auto-estima. Não gosta de ir para escola. Esquiva-se de ler, especialmente em voz alta. Perde-se facilmente no espaço e no tempo; sempre perde e esquece seus pertences. Tem mudanças bruscas de humor. É impulsivo e interrompe os demais para falar. Não consegue falar se outra pessoa estiver falando ao mesmo tempo em que ele fala Autora da Apostila: Simone Helen Drumond - simone_drumond@hotmail.com
  14. 14. Diagnóstico da Dislexia a partir dos 7 anos de idade CARACTERISTICA Sim Não Observações É muito tímido e desligado; sob pressão, pode falar o oposto do que desejaria. Tem dificuldades visuais, embora um exame não revele problemas com seus olhos. Mal conseguem chutar, jogar ou apanhar uma bola. Revela-se atleta. Confunde direita/esquerda, em cima / em baixo; na frente / atrás. Apresenta lateralidade cruzada. É canhoto Autora da Apostila: Simone Helen Drumond - simone_drumond@hotmail.com
  15. 15. Diagnóstico da Dislexia a partir dos 7 anos de idade CARACTERISTICA Sim Não Observações É ambidestro Tem dificuldade para ler as horas, para seqüências como dia, mês e estação do ano. Tem dificuldade em aritmética básica. Tem dificuldade em matemática mais avançada. Depende do uso dos dedos para contar, de truques e objetos para calcular. Sabe contar, mas tem dificuldades em contar objetos e lidar com dinheiro. Autora da Apostila: Simone Helen Drumond - simone_drumond@hotmail.com
  16. 16. Diagnóstico da Dislexia a partir dos 7 anos de idade CARACTERISTICA Sim Não Observações É capaz de cálculos aritméticos, mas não resolve problemas matemáticos ou algébricos. Embora resolva cálculo algébrico mentalmente, não elabora cálculo aritmético. Tem excelente memória de longo prazo, lembrando experiências, filmes, lugares e faces. Boa memória longa, mas pobre memória imediata, curta e de médio prazo. Pode ter pobre memória visual, mas excelente memória e acuidade auditivas. Autora da Apostila: Simone Helen Drumond - simone_drumond@hotmail.com
  17. 17. Diagnóstico da Dislexia a partir dos 7 anos de idade CARACTERISTICA Sim Não Observações Pensa através de imagem e sentimento, não com o som de palavras. É extremamente desordenado, seus cadernos e livros são borrados e amassados. Não tem atraso e dificuldades suficientes para que seja percebido e ajudado na escola. Pode estar sempre brincando, tentando ser aceito nem que seja como "palhaço" . Frustra-se facilmente com a escola, com a leitura, com a matemática, com a escrita. Autora da Apostila: Simone Helen Drumond - simone_drumond@hotmail.com
  18. 18. Diagnóstico da Dislexia a partir dos 7 anos de idade CARACTERISTICA Si Não Observações m Tem pré-disposição à alergias e à doenças infecciosas Tolerância muito alta ou muito baixa à dor. Forte senso de justiça. Muito sensível e emocional, busca sempre a perfeição que lhe é difícil atingir. Dificuldades para andar de bicicleta, para abotoar, para amarrar o cordão dos sapatos. Tem dificuldade em manter o equilíbrio e desenvolver exercícios físicos. Autora da Apostila: Simone Helen Drumond - simone_drumond@hotmail.com
  19. 19. Diagnóstico da Dislexia a partir dos 7 anos de idade CARACTERISTICA Sim Não Observações Num ambiente com muito barulho, o disléxico se sente confuso, desliga e age como se estivesse distraído. Revela uma escrita extremamente lenta. Revela uma escrita extremamente laboriosa. Revela uma escrita extremamente ilegível. Têm dificuldades em soletração e em leitura. Autora da Apostila: Simone Helen Drumond - simone_drumond@hotmail.com
  20. 20. A Dislexia e as dificuldades de disléxicos Devemos ter uma especial atenção com as crianças que gostam de conversar, são curiosas, entendem e falam bem, mas aparentam desinteresse em ler e escrever. É interessante, no caso de crianças leitoras, oferecer um mesmo problema matemático, escrito e oral, e comparar as respostas, pois, freqüentemente encontramos respostas diferentes, corretas na questão oral e incorreta na mesma questão escrita. Isto é, a mesma criança que parece não saber resolver um problema matemático por escrito, poderá ter um desempenho surpreendente quando o mesmo problema lhe é apresentado oralmente. Esta situação exemplifica como podemos confundir os sinais - a dificuldade não é na aprendizagem da matemática, mas na leitura. Autora da Apostila: Simone Helen Drumond - simone_drumond@hotmail.com
  21. 21. Diagnóstico e tratamento da dislexia É importante para o clínico ser sensível a respeito de como tal distúrbio se manifestam em termos de comportamento da criança, sintomatologia, história e resultados em testes (Pennington, 1997).Autora da Apostila: Simone Helen Drumond - simone_drumond@hotmail.com
  22. 22. Diagnóstico e tratamento da dislexia Nico (2005) recomenda que o diagnóstico seja feito por uma equipe multidisciplinar (psicólogo, um fonoaudiólogo, um psicopedagogo e um neurologista) não somente para se obter o diagnóstico de dislexia, mas para se determinarem, ou eliminarem, fatores coexistentes de importância para o tratamento. Além disso, o diagnóstico deve ser significativo para os pais e educadores, assim como para a criança. Ou seja, simplesmente encontrar um rótulo não deve ser o objetivo da avaliação, mas tentar estabelecer um prognóstico e encontrar elementos significativos para o programa de reeducação. É de grande importância que sejam obtidas informações sobre o potencial da criança, bem como sobre suas características psiconeurológicas, sua performance e o repertório já adquirido. Informações sobre métodos de ensino pelos quais a criança foi submetida também são de grande significação.Autora da Apostila: Simone Helen Drumond - simone_drumond@hotmail.com
  23. 23. Diagnóstico e tratamento da dislexia As observações importantes de comportamentos ligam-se aos seguintes erros (Pennington, 1997): • Erros de palavras funcionais: são substituições de palavras “pequenas”, tais como artigos e preposições. Freqüentemente, os disléxicos trocam “um” e “o” e lêem erradamente as preposições. • Erros visuais: são substituições nas palavras de conteúdo baseadas numa similaridade visual superficial com a palavra-alvo (exemplo: “carro” por “cano”). A significância destes erros está em que a criança está usando a similaridade visual no lugar do código fonológico completo para nomear a palavra e, novamente, estes erros são reflexos de problemas fonológicos.Autora da Apostila: Simone Helen Drumond - simone_drumond@hotmail.com
  24. 24. Diagnóstico e tratamento da dislexia • Erros de lexicalização: se referem a trocas de uma não-palavra por uma palavra real, usualmente com uma forma visual similar (“bom” em lugar de “bim”). A significância destes erros é essencialmente a mesma dos erros visuais. • Erros de soletração: são os erros de acréscimos, omissões ou substituições de consoantes (“exetivo” por “executivo”). Os disléxicos são mais fracos também na soletração de vogais. Como regra geral, uma taxa de precisão fonoaudiológica para seqüências consonantais inferior a 60% em crianças e a 70% em adolescentes e adultos são considerados disléxicos.Autora da Apostila: Simone Helen Drumond - simone_drumond@hotmail.com
  25. 25. Diagnóstico e tratamento da dislexia • Erros de inversão de leitura e na soletração: são substituições de uma letra por outra praticamente similar na leitura ou soletração (“bote” ou “dote”). Esses erros envolvem mais tipicamente as confusões entre b/d (Vellutino, 1979).Autora da Apostila: Simone Helen Drumond - simone_drumond@hotmail.com

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