Os processos conativos

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Os processos conativos

  1. 1. OS PROCESSOS CONATIVOS
  2. 4. <ul><ul><li>Por que razão persistimos ou desistimos de objectivos? </li></ul></ul><ul><ul><li>O que move um indivíduo a fazer, por exemplo, greve de fome? </li></ul></ul><ul><ul><li>O que nos permite resistir à dor em nome do exercício físico? </li></ul></ul>
  3. 5. Os nossos comportamentos têm duas componentes: <ul><li>Componente objectiva – diz respeito aos movimentos observáveis. </li></ul><ul><li>Componente subjectiva – diz respeito à disposição interna que nos orienta para agir, isto é, aos processos conativos. </li></ul>
  4. 6. <ul><li>Associados à questão “porquê?” </li></ul><ul><li>Correspondem à dimensão intencional da vida psíquica; </li></ul><ul><li>Referem-se à dimensão da mente que envolve esforço, vontade do sujeito atingir algo; </li></ul><ul><li>Conação: do latim conatione – esforço – remete para os aspectos que se relacionam com a iniciativa da acção. </li></ul><ul><li>Dizem respeito aos motivos que nos levam a agir de determinado modo e não de outro; </li></ul><ul><li>Remetem para processos que se ligam à execução de uma acção, que movem o ser humano num certo sentido; </li></ul><ul><li>Relacionam-se com vontade, intencionalidade, tendência e motivação; </li></ul>
  5. 7. <ul><li>Só a partir da década de 80 do século XX é que estes processos começaram a ser estudados mais séria e aprofundadamente. Até então, o comportamento observável e os processos cognitivos dominavam quase por completo o panorama do que era estudado em Psicologia. </li></ul><ul><li>A importância conferida a estes processos justifica-se a partir da ligação destes com o conceito de mente, vista como um conjunto de processos complexos a partir do qual cada um de nós se constrói, traçando a sua própria identidade. </li></ul><ul><li>Estes processos estão de tal modo ligados aos processos cognitivos e emocionais, que só a partir de um ponto de vista teórico somos capazes de os conceber separadamente. </li></ul>
  6. 8. <ul><li>Intencionalidade </li></ul><ul><li>Tendência </li></ul><ul><li>Motivação </li></ul><ul><li>Vontade </li></ul>
  7. 9. <ul><li>Ser consciente é ser consciente de algo. </li></ul><ul><li>Crer (acreditar) é crer em algo, ou que algo é o caso. </li></ul><ul><li>Desejar é desejar algo ou que algo seja o caso. </li></ul><ul><li>Recear é recear algo ou que algo seja o caso. </li></ul><ul><li>Ter uma intenção é ter a intenção de fazer algo ou de que algo seja o caso. </li></ul>
  8. 10. <ul><li>Intencionalidade  é aquela propriedade da mente (humana) pela qual os estados mentais são capazes de representar objectos e estados de coisas do mundo. Todo o estado mental é intencional na medida em que habilita a relação do organismo ao mundo, ao meio ambiente e outras pessoas. </li></ul><ul><li>A  intencionalidade  funciona tornando os seres humanos aptos para lidar com o mundo. </li></ul>
  9. 11. <ul><li>O processo conativo por excelência. </li></ul><ul><li>Processo dinâmico constituído pelo conjunto de factores(motivos) que activam, sustentam e dirigem o comportamento para um objectivo que é a satisfação de necessidades fisiológicas e psicológicas. </li></ul>
  10. 12. <ul><li>São o que move, a razão de ser do comportamento. </li></ul><ul><li>São as necessidade e desejos que o comportamento orientado para um fim procura satisfazer ou realizar. </li></ul>
  11. 13. <ul><li>Primárias </li></ul><ul><ul><li>Necessidades inatas; a sua satisfação visa assegurar o equilíbrio, a conservação e a sobrevivência do organismo. Ex. fome, sede </li></ul></ul><ul><li>Secundárias </li></ul><ul><ul><li>Necessidades cuja origem se deve à aprendizagem social e cultural. Ex. necessidade de sucesso, pertença, afiliação. </li></ul></ul><ul><li>Combinadas </li></ul><ul><ul><li>Necessidades que combinam factores biológicos e sociais, inatos e aprendidos; nestas o factor biológico exprime-se condicionado pela aprendizagem sociocultural, por padrões sociais e culturais. Ex. impulso sexual e impulso maternal. </li></ul></ul>
  12. 14. Necessidade Estado de desequilíbrio provocado por uma carência ou privação. Ex. fome Impulso ou pulsão Estado energético capaz de activar e dirigir um comportamento Ex: Força que move o indivíduo comer Resposta Actividade desenvolvida e desencadeada pela pulsão Ex: procura de alimento, no frigorífico Saciedade Quando o objectivo é alcançado, o impulso desaparece ou diminui Ex. Ingestão do alimento
  13. 15. <ul><li>Factores biológicos </li></ul><ul><li>Factores psicológicos e sociais </li></ul><ul><li>Ex. Podemos falar de duas formas essenciais de comer e de beber: </li></ul><ul><ul><li>A conduta motivada pode desencadear-se como consequência de um défice ou carência real do organismo, isto é, necessidade de repôr o nível de energia ou de líquidos. </li></ul></ul><ul><ul><li>É também possível falarmos de conduta motivada para comer ou beber na ausência de sinais de carência real. </li></ul></ul>
  14. 17. 1- As pessoas só podem a atingir um nível superior de motivação se as necessidades do nível anterior estiverem satisfeitas ou não houver ameaça sobre a sua satisfação. 2- À medida que se sobe a escala, vai crescendo a diferença entre o que é comum a homens e a animais e aquilo que é específico dos seres humanos. 3- As necessidades dos níveis inferiores são sentidas por todos os seres humanos, enquanto as necessidades superiores surgem só num número cada vez mais reduzido de pessoas.

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