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Cultura

  1. 1. CULTURA
  2. 2. Os casos que se conhecem de crianças selvagens revestem-se de grande interesse científico. Elas constituem uma espécie de grau zero do desenvolvimento humano, ensinam-nos o que seríamos sem os outros, mostram de forma abrupta a fragilidade da nossa animalidade, revelam a raíz precária da nossa vida humana. Para mais informações devem consultar: www.feralchildren.com    
  3. 3. O ser humano é um ser biologicamente social
  4. 4. Está na nossa biologia a capacidade para continuamente transformarmos o mundo, de modo a nos adaptarmos, a satisfazermos as nossas necessidades, a vivermos melhor.
  5. 5. Para além da definição de Edward Tylor, considerado o pai do conceito moderno de cultura. (ver página 90 do manual) apresenta-se a de Mischa Titiev ( professor na Universidade de Michigan) “ a série completa de instrumentos não geneticamente adquiridos pelo ser humano, assim como todas as facetas do comportamento adquiridas após o nascimento.”
  6. 6. Um sistema que tanto nos seus aspectos simbólicos como materiais constitui o ambiente de protecção do indivíduo na sua relação com o mundo, sendo capaz de se transformar e de o transformar. É a forma como o ser humano se adapta ao meio, o modo como o transforma e o transmite às gerações seguintes, ela distingue o homem dos outros animais.
  7. 7.  Crenças  Teorias  Construções  Objectos  Valores  Leis  Normas  Artes  Costumes
  8. 8. O impacto da cultura faz-se sentir desde o útero materno até à morte do indivíduo. Somos produto e produtores de cultura
  9. 9. Forma colectiva e específica de conduta cultural que uma sociedade estabelece como ideal; visa a normalização do comportamento dos indivíduos de uma dada sociedade, possibilitando a satisfação das suas necessidades, mas também a previsibilidade dos comportamentos dos seus membros.
  10. 10. Processo pelo qual, ao longo de toda a vida, o ser humano aprende e interioriza os diversos elementos da cultura envolvente, integrando-se assim num meio social e cultural específico.
  11. 11. PRIMÁRIA SECUNDÁRIA Ocorre durante a infância Acompanha toda a E permite a aquisição de vida adulta e designa De um conjunto de ajustamentos do in- “saberes básicos” divíduo em função de alterações significati- vas do meio social.
  12. 12.  Não é algo de estático, fixo, mas é…  Dinâmica,  construída  É universal, porque todas as sociedades têm uma cultura  É aprendida; é transmitida de geração em geração: o homem é um ser biológico, é a aprendizagem da cultura, a formação do seu carácter sócio-cultural que o torna realmente humano.  É partilhada pelos membros de uma mesma sociedade.  É geral, porque todos os homens que nascem no seio de comunidades a aprendem.
  13. 13. É relativa Varia no tempo e no espaço. Assim, dizemos que existem culturas. DIVERSIDADE CULTURALDIVERSIDADE CULTURAL
  14. 14. O que é a diversidade cultural?
  15. 15.  Diferentes culturas  Diferentes modos de vida  Diferentes juízos de valor
  16. 16.  Quando pensamos sobre as diversas comunidades humanas, aquilo que ressalta é a sua diversidade cultural:  Hábitos, costumes, comportamentos diversos  Diferentes formas de pensar, de agir, de dar sentido à vida  Diferentes valores
  17. 17. Os Judeus «É sabido que os judeus são o grupo mais diabólico da criação divina, o de pior natureza, e aquele que mais profundas raízes tem na infidelidade e maldição. Eles são os indivíduos mais mal intencionados da espécie humana (...). Quando conseguem ficar a sós com alguém, eles trazem a destruição, eles introduzem por truques uma droga espantosa na sua comida, e depois matam- no.» Autisemitism, Ann Frank Foundation
  18. 18.  Consiste em entender/olhar para as outras culturas, tendo a nossa como ponto de referência.
  19. 19.  Consequência: a nossa cultura é sempre valorizada e há uma estranheza face à cultura alheia, que é inevitavelmente desvalorizada.  Uma atitude deste tipo pode conduzir-nos a atitudes de racismo (afirmação da superioridade da nossa raça em relação às outras) ou xenofobia (antipatia perante quem é estrangeiro, ou seja, não pertence à nossa sociedade/cultura).  O facto de considerarmos a nossa cultura e os nossos valores superiores, pode levar-nos a querer impor os nossos padrões culturais.
  20. 20.  Consiste em entender que as diferentes culturas existentes são diferentes formas que o ser humano encontrou para se adaptar ao mundo. Todas as culturas são, nesta perspectiva, aceitáveis. Trata-se de compreender que o que nos parece normal pode parecer estranho a outras pessoas, noutra cultura, isto é, relativizar tanto quanto possível o nosso ponto de vista e as nossas referências.
  21. 21.  Crítica:  Aparentemente coloca-se como uma atitude positiva ao apelar à tolerância face às expressões culturais das outras comunidades.  Não incentiva a abertura aos modelos das outras comunidades, ao incluir o pressuposto de que cada cultura deve promover os seus próprios valores.  Conduz ao isolamento, à estagnação.
  22. 22.  Exemplos: a culinária e o vestuário adoptado pelas diversas culturas estão intimamente relacionados com o clima e a situação geográfica da comunidade. Muitos costumes que temos são puramente convencionais ou simbólicos, pelo que não é de estranhar que outras culturas tenham adoptado costumes diferentes relativos às mesmas práticas (ex. do luto, das cerimónias de casamento).  Consequências: Conhecer outras culturas e tentar compreendê-las relativizando a nossa própria referência cultural:  Relativismo cultural implica compreender que os hábitos alimentares, o vestuário, as cerimónias de casamento, os funerais, os ideais de beleza, etc, variam de sociedade para sociedade.
  23. 23.  Respeita todas as Culturas, defendendo a igualdade entre todas elas, e assenta nos seguintes objectivos: 1. Compreender a natureza pluralista da sociedade/mundo. 2. Compreender a complexidade e riqueza da relação entre as diferentes Culturas. 3. Colaborar na procura de respostas para os problemas mundiais (sociais, económicos, políticos, ecológicos…) 4. Promover o diálogo entre Culturas. 5. Salvaguardar valores partilhados: os direitos humanos, a tolerância activa, a promoção do diálogo, o respeito pela diferença cultural, liberdade, igualdade, solidariedade...
  24. 24. Diálogo
  25. 25. COEXISTÊNCIA
  26. 26. Rejeição Rejeição Rejeição
  27. 27. A variedade cultural resulta de uma característica tipicamente humana. O ser humano é biologicamente inacabado, um ser dotado de um programa genético aberto e deixa espaço para a aprendizagem. A variedade foi também favorecida pela falta de contacto em que os seres humanos viveram durante muitos séculos.
  28. 28. Convenção para protecção e promoção da diversidade cultural
  29. 29. Comente o artigo 2, ponto 1 e ponto 3: “1. Princípio do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais A diversidade cultural só pode ser protegida e promovida se estiverem assegurados os direitos humanos e as liberdades fundamentais, como a liberdade de expressão, de informação e de comunicação ou a possibilidade de os indivíduos escolherem as suas expressões culturais.”
  30. 30. “3. Princípio da igual dignidade de todas as culturas e do respeito pelas mesmas A protecção e a promoção da diversidade das expressões culturais implicam o reconhecimento da igual dignidade de todas as culturas, incluindo as das pessoas pertencentes a minorias e as dos povos autóctones, e do respeito pelas mesmas.”
  31. 31.  Cada um de nós é influenciado por:  Factores biológicos  identidade específica  Factores sócio-culturais  identidade cultural  História de vida; experiências de vida que nos tornam únicos  identidade pessoal
  32. 32.  A identidade específica e cultural, mas também a história pessoal – diálogo entre o que se é, o que acontece e o que se experiencia IDENTIDADE PESSOAL
  33. 33.  ENTRE A NOSSA SINGULARIDADE E OS CONTEXTOS BIO-CULTURAIS  Cada experiência é vivida de forma diferente, de acordo com os significados que lhe atribuímos
  34. 34.  uma síntese complexa entre os factores biológicos, sociais, culturais  a história do modo como vivemos, interpretamos e interiorizamos as experiências que marcam o nosso desenvolvimento  Algo de dinâmico somos um ser em constante auto-organização, à medida das experiências que vamos vivendo
  35. 35.  Dar um sentido ao que somos, com coerência, continuidade  Adaptarmo-nos de forma activa e autónoma ao meio  Que continuemos a ser as mesmas pessoas para nós e para os outros  Que nos auto-organizemos em função das novas experiências que vamos vivendo
  36. 36.  No modo como nos encaramos a nós próprios.
  37. 37.  No modo como nos relacionamos com os outros
  38. 38.  No modo como encaramos os diversos acontecimentos, as ocorrências, os acasos da vida  No modo como superamos desafios, contratempos
  39. 39.  No significado que atribuímos às coisas  Na forma como representamos as nossas experiências
  40. 40. Numa forma única de ser e de estar no mundo, na vida
  41. 41. Numa forma única de ser e de estar no mundo, na vida

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