Evangelismo BCL

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Evangelismo BCL

  1. 1. ETHEMG- ESCOLA DE THEOLOGIA MINAS GERAIS TEOLOGIA PRÁTICA I - EVANGELISMO PROF : SANDRO VALENTIN
  2. 2. ETHEMG- ESCOLA DE THEOLOGIA MINAS GERAIS PROF SANDRO VALENTIN valentin.sandro@gmail.com (31) 8353-9579 / 9581-6544 / 8584-6494
  3. 3. Teologia Prática I – Evangelismo O que é o Evangelismo?  A palavra “evangelho” passa para português do termo latino, evangeliu, que, por sua vez, vem do palavra grega, euangélion, que significa “boa nova”. Ao acrescentar o sufixo, -ismo (de origem grega) ou -ação (de origem latina) surgem as palavras evangelismo e evangelização que traduzem igualmente a palavra grega, euangelízo (euvaggeli,zw). Portanto, apesar de algumas tentativas de distinguir entre estes dois termos,[1] não há diferença essencial pois têm a mesma origem. Ambos efetivamente se referem ao anúncio do evangelho, isto é, das boas novas que Deus ressuscitou Jesus de entre os mortos.
  4. 4.  O evangelismo ou a evangelização, no cerne, envolve o anúncio da intervenção de Deus na história humana, especificamente a ressurreição de Jesus de Nazaré duma morte por crucificação, uma pena que lhe foi atribuída por motivos políticos e religiosos. Ao ressuscitar Jesus e entre os mortos, Deus o vindicou, efetivamente estabelecendo não só a sua inocência, mas também a sua posição como Filho de Deus e realizador das promessas de Deus nas Escrituras para os judeus e para todas as etnias do mundo (Romanos 1.1-6). Portanto, o evangelismo possui essencialmente um caráter narrativo, promissório e histórico.  Como anúncio é uma narração. É um relato feito por testemunhas e assim é uma atividade verbal e pessoal. Por isso no Novo Testamento a atividade evangelística que mais se sobressai é o testemunho (Atos 5.32; 1 Coríntios 15.5-11).
  5. 5.  Entretanto, por envolver o testemunho o evangelismo não é meramente subjetivo, relativo à experiência de cada um. Baseia-se na realização histórica de promessas específicas feitas no Antigo Testamento a respeito dum novo período na história humana demarcada pela vinda do Messias. Estas promessas também se destacam no evangelismo (Atos 2.25-32; 3.18, 24; 1 Coríntios 15.3-4).  Então, o evangelismo é um anúncio, sim, e é pessoal no sentido de ser transmitido por pessoas transformadas pelos eventos narrados na mensagem proclamada. Mas, é também histórico. Por mais pessoal que seja, a mensagem possui um conteúdo essencial, sem o qual a mensagem não seria mais evangelística. E este conteúdo se refere à crucificação e a morte duma pessoa que viveu e morreu de fato, e igualmente de fato foi ressurreto por Deus (Atos 2.23; 5.30; 10.39; 13.29; Deuteronômio 21.22-23; Gálatas 3.10-13; 1 Pedro 2.24). O caráter histórico e verificado destes eventos completam a nossa definição das três características necessárias do evangelismo: é um anúncio de promessas divinas realizadas na morte e na ressurreição de Jesus de Nazaré, agora proclamado Jesus Cristo.
  6. 6.  Além destas características essenciais do evangelismo, pode-se acrescentar um pré-requisito necessário e duas conseqüências inevitáveis do evangelismo, ou do evangelho. O prerrequisito é a exigência do arrependimento e da fé (Atos 2.38; 3.19; 10.43; e 13.38-39). É necessária a disposição e a decisão de abandonar a velha maneira egoística de viver e igualmente deve-se pôr a confiança e a fé em Jesus, o Deus que salva, o nosso Senhor. Tal mudança de rumo demonstrado incialmente pelo batismo, que nas palavras de Paulo, ilustra a morte da vida anterior e o nascimento duma nova vida em Cristo (Romanos 6.4). Assim Deus estabelece um pacto pessoalmente com o convertido. Mas “pacto pessoal” não deve ser entendido dum modo individual. A selo deste pacto que o batismo exterioriza envolve, como na aliança do Antigo Testamento exteriorizada pela circuncisão (Colossenses 3.11-12), o convertido e “toda a sua casa”. É consequência da fé daquele que crê, mas se alarga para abranger a sua família toda (Atos 16.15, 33; 18.8), não como salvação mecânica, automática, e isenta de fé pessoal por parte do resto da família, mas como promessa de cercar aquela família com as bênçãos de que tal fé pessoal que propicia um ambiente favorecido para cada um assumir seu compromisso com Deus no momento oportuno.
  7. 7.  As conseqüências inevitáveis do evangelismo são o perdão dos pecados e o dom do Espírito Santo. Não é apenas o que Cristo realizou uma vez no passado. Mas ainda hoje, quando alguém é atingido pelo evangelho, seus pecados são lançados por Deus no fundo do mar, esquecidos e enterrados por Ele, e ainda recebe o precioso presente duma renovação completa pela entrada do Espírito Santo na sua vida (Atos 2.38). Maravilhoso Deus!  Estes são os contornos do evangelismo, sua definição essencial, seu pré-requisito necessário e suas conseqüências garantidas. Trata-se principalmente duma mensagem sobre algo que Deus realizou, não algo que nós fazemos ou decidimos. Por isso, em última análise não se pode avaliar o evangelismo nem em termos de resultados e nem em termos de métodos (Stott, 1982, pp. 39-40). Nem sempre sabemos dos resultados. Mesmo assim ocorre evangelismo onde o evangelho é anunciado (Atos 8.4, 25, 40). E nem sempre as boas notícias são bem recebidas. Mas não é nem por isso que não houve evangelismo. O sentido bíblico de “evangelizar” não é “ganhar almas” mas simplesmente anunciar as boas novas, mas desejando resultados positivos.
  8. 8.  Também não é o método que determina se o evangelismo ocorreu. O anúncio que constitui o evangelismo pode ser através duma pregação, duma dramatização, da imprensa, da mídia, ou simplesmente duma conversa informal da familia ao redor duma mesa.  Assim entendemos o evangelismo. Mas não terminamos as observações com a definição do termo. Ainda é necessário relacionar e distinguir o “evangelismo” de outro termo, “missão”, pois alguns trocam livremente os dois termos enquanto outros lhes atribuem conotações diferentes.[2]  Uma definição de “missão” ou de “missões” é bem mais complicada que a definição do evangelismo. Isto se deve à falta dum termo bíblico do qual a palavra em português explicitamente dependa. Pensa-se nos dois verbos gregos que conotam a idéia de enviar: pémpo (pe,mpw) e apostéllo (avposte,llw). Estes dois verbos, e às vezes outros, são frequentemente traduzidos em latim com o verbo mittere e é desta palavra que derivamos em português “missão” ou “missões”.
  9. 9.  Então, a definição de missões ou de missão não surge dum ministério ou duma dimensão de ministério explicitamente identificado no Antigo ou no Novo Testamento. Por isso e porque há referências bíblicas ao evangelismo, é preferível pensar em missão como teologicamente sinônimo ao evangelismo. Uma visão bíblica amplia o evangelismo para incluir as áreas de ministério frequentemente associadas somente a idéia de missão. Isto é diferente de restringir a idéia de missão à dimensão do evangelismo que é a proclamação verbal, cujo alvo é a conversão pessoal. Enquanto a proclamação verbal é central à uma definição bíblica do evangelismo, como propomos acima, não é a circumferência ou o limite do evangelismo.  Dezesseis das dezoito características do evangelismo, elaboradas por um dos maiores missiólgos deste século, David Bosch, ajudam a ilustrar a necessidade de ampliar nossa noção do evangelismo (Bosch, 1991, pp. 412-420)[3]:
  10. 10.  Primeiro, “o evangelismo pode ser visto como uma ‘dimensão essencial da toda a atividade da igreja’” (p. 412). Efetivamente esta perspectiva exige a rejeição do conceito de evangelismo no Pacto de Lausanne, como um de dois segmentos de missão, o outro sendo a ação social. Este ponto de vista que Bosch nos apresenta também exige a rejeição da distinção que Bosch faz entre o evangelismo e a missão.  Segundo, “o evangelismo envolve o testemunho daquilo que Deus tem feito, está fazendo, e fará” (pp. 412-13). Encontramos nesta afirmação a influência da teologia reformada na missiologia de Bosch. “O evangelismo…não é uma chamada para realizar algo, como se o reino de Deus se inaugurasse pela nossa resposta ou frustrasse pela ausência de tal resposta” (p. 412). Aliás, nem se deve entender o evangelismo ou missões como o alvo último da igreja. Um dia a missão da igreja se acabará, mas não a adoração a Deus e o louvor da Sua glória. Missões ou evangelismo são teologicamente penúltimos, mesmo que sejam cruciais a um fim maior. Desenvolveremos mais este tema no capítulo entitulado, “o evangelismo, prioridade?”
  11. 11.  Terceiro, “mesmo assim, o evangelismo tem por fim uma resposta” (p. 413). O apelo para o arrependimento e a conversão permanece básico ao evangelismo.  Quarto, “o evangelismo sempre é convite” comunicado com alegria, nunca coerção ou ameaças (p. 413).  Quinto, “aquele que evangeliza é uma testemunha, não juiz” (p. 413). Jamais somos capazes de avaliar perfeitamente quem aceita e quem rejeita o nosso testemunho, muito menos julgar quem, ao rejeitar nosso testemunho, está rejeitando Cristo.  Sexto, “embora devamos ser modestos a respeito do carácter e eficácia do nosso testemunho, o evangelismo permanece um ministério indispensável” (p. 413-14). Não é um ministério periférico, nem tampouco opcional.  Sétimo, “o evangelismo somente é possível quando a comunidade que evangeliza — a igreja — é uma manifestação radiante da fé cristã e exibe um estilo de vida atraente” (p. 414). Ser e fazer no evangelismo são inseparáveis. O testemunho de vida da igreja possui significância evangelística, ou positiva ou negativa. Tal “personalidade” evangelística, e não somente atividade evangelística, está ligada firmemente a uma da “marcas” essenciais da igreja: a sua apostolicidade.
  12. 12.  Oitavo, “o evangelismo oferece às pessoas a salvação como um dom presente e junto com isso, a segurança de bênção eterna”. Entretanto, o gozo pessoal da salvação nunca foi um tema bíblico central….É praticamente incidental. Somos chamados para sermos cristãos não simplesmente para receber a vida, mas para dá-la” (p. 414).  Nono, “o evangelismo não é proselitismo” (p. 414-15). A tentação da construção de impérios denominacionais tem que ser evitado no evangelismo. Desenvolveremos mais este tema no capítulo entitulado, “evangelismo ou proselitismo?”  Décimo, “o evangelismo não é sinônimo da extensão da igreja” (p. 415). Durante alguns anos, eu estudei princípios e estratégias para o crescimento da igreja no Fuller Theological Seminary e apreciei o seu valor diagnóstico e pragmático para a avaliação do desempenho do ministério de igrejas específicas. Ao mesmo tempo concordo com Bosch que “o enfoque do evangelismo deveria estar não na igreja, mas na introdução do reinado de Deus.”
  13. 13.  Décimo-primeiro, “distinguir entre o evangelismo e o recrutamento de membros não é sugerir que não há ligação entre os dois” (pp. 415-16). O crescimento numérico é importante. Mais importante ainda é o crescimento encarnacional.  Décimo-segundo, “no evangelismo, ‘somente pessoas podem ser desafiadas, e somente pessoas podem responder’” (p. 416). Aqui, Bosch defende a dimensão pessoal do evangelismo. Mas uma distinção entre pessoal e individual teria sido útil. Enquanto o evangelismo desafia pessoas e entidades pessoais, tais pessoas são tratadas não apenas individualmente, mas corporativamente também, de acordo com suas diversas associações sociais e culturais. Creio que isto seja a perspectiva mais de Jesus e também dos profetas. Num capítulo posterior, entitulado “o evangelismo dentro do ministério integral da igreja”, tratarei mais este assunto.  Décimo-terceiro, “o evangelismo autêntico sempre é contextual” (p. 417). E por “contextual” Bosch se refere às estruturas macro-éticas duma dada sociedade humana. Traz-nos interrogações preocupantes: “…qual é o critério que decide que o racismo e a injustiça social são questões sociais enquanto a pornografia e o aborto são (questões) pessoais? Por que evita-se a política, declarando-a fora da competência do evangelista, a não ser quando favorece a posição dos privilegiados na sociedade? Por que pregadores, que parecem se interessar somente pelo destino ultramundano dos seus ouvintes, podem ser inteiramente mundanos no seu etos e seus métodos?”
  14. 14.  Décimo-quarto, “o evangelismo não pode ser divorciado da pregação e da prática da justiça….Evangelismo é uma chamada ao serviço“ (p. 418).  Décimo-quinto, “o evangelismo não é um mecanismo para apressar o retorno de Cristo” (p. 418-20). Embora a preocupação de Bosch esteja com movimentos que conjuguem estratégias de evangelismo global com expectativas escatológicas, como o movimento no final do século XIX liderado por A. T. Pierson, A. B. Simpson, e H. G. Guinness, e centenas de outros movimentos semelhantes ao longo da história, sua observação é melhor entendida como um corolário necessário da sua segunda observação acima de que o evangelismo é uma atividade divina antes de ser uma atividade humana.  Finalmente Bosch observa que “o evangelismo não é somente proclamação verbal” embora possua uma dimensão verbal inescapável (p. 420). Não existe uma única maneira de testemunhar das boas novas sobre Cristo. Por isso nunca se pode divorciar a palavra da vivência.
  15. 15.  Resumindo, Bosch define o evangelismo como “aquela dimensão e atividade da missão da igreja que, por palavra e ato e à luz de condições específicas e dum contexto específico, oferece a cada pessoa e a cada comunidade, em todo lugar, uma oportunidade válida de ser diretamente desafiado a uma reorientação radical das suas vidas, uma reorientação que envolve tais coisas como a libertação da escravidão ao mundo e aos seus poderes; abraçar Cristo como Salvador e Senhor; ser um membro vivo da sua comunidade, a igreja; se alistar ao Seu serviço de reconciliação, paz, e justiça na terra; e ser comprometido com o propósito de Deus de submeter tudo debaixo do governo de Cristo” (p. 420). É uma definição excelente. Apenas eu substituiria, em coerência com a posição que equivale evangelismo à missão, a palavra “missão” na primeira frase com a palavra “ministério”.  A associação íntima de missão com evangelismo decorre necessária e naturalmente duma perspectiva reformada da natureza missionária (ou evangelística) da igreja. Uma vez que os termos são firmemente unidos à característica essencial ou “marca” da apostolicidade da igreja, a distinção entre os dois desaparece.
  16. 16.  [1]Existem alguns que seguem basicamente a orientação do Dicionário Aurélio e entendem que o evangelismo se refere a um “sistema ou política, moral e religiosa, fundada no Evangelho”. Entendem como sinônimo ao Protestantismo. Apesar do sufixo, -ismo, possibilitar este significado, é longe do uso comum entre os evangélicos. [2]No seu livro recente, Evangelizar a partir dos projetos históricos dos outros. Ensaio de missiologia (São Paulo: Paulus, 1995, pp. 102- 104), Paulo Suess comenta a rejeição após o Vaticano II do conceito “missão” em favor do conceito de “evangelização”, mas conclui que o conceito “missão” pode e deve ser “reforjado” numa palavra de luta dentro da missiologia católica.
  17. 17.  [3]As primeiras duas característas defendem a distinção entre o evangelismo e a missão, uma posição diferente da nossa. Bosch não chega a conclusão lógica das próximas dezesseis características: que em termos teológicos e bíblicos não se deve distinguir os termos. Provavelmente isto se deva a fatores históricos e psicológicos. O uso dos termos “missão” e “missões” tem um pedigree longo e já provoca lealdades teológicas bastante carregadas de emoção. Afinal, muitas vidas heróicas já se deram em nome da rubrica de “missões”. E também não é a origem duma palavra que determina seu sentido comum. É o uso corrente que o determina nas mentes dos falantes do termo. Já que este uso de “missão” e ”missões” tem uma trajetória longa e carregada de emoção e lealdades, não se deve descartá-lo. Eu mesmo uso o termo diariamente nas aulas do seminário e defendo a prática do ministério de proclamar e incarnar as boas novas nas diversas etnias e circunstâncias em que a igreja se encontra. Apenas observo que, se fosse só pela coerência bíblica e teológica, talvez muita confusão seria evitado se pensássemos em evangelismo e missões como a mesma tarefa da igreja no mundo, e se fizéssemos de modo abrangente, e não restritivo.
  18. 18. COMO EVANGELIZAR NA INTERNET 1. Conhecer o Evangelho.  É muito, muito fácil falar para as pessoas do amor de Jesus. Principalmente quando estamos entusiasmados e empenhados em um projeto de evangelização. Difícil é pregar o puro e simples Evangelho da Graça de Deus sem se desviar nem para a direita nem para a esquerda (At 20:24). Tenha em mente (e no coração) que você vai levar para pessoas que você não conhece, a Palavra de Deus, aquilo que está na Bíblia e que é a revelação de Deus para os homens. Esta é uma tremenda responsabilidade e como tal deve ser encarada. Conhecer os Evangelhos e pelo menos todo o Novo Testamento com intimidade e profundidade é fundamental. Dedique todos os dias algum tempo para aprender mais e mais lendo e estudando a Bíblia.
  19. 19. 2. Saber o que as pessoas realmente precisam ver.  Quando se trata de evangelizar e principalmente em um meio como a web, ter uma noção do que devemos postar, publicar ou escrever é muito importante. Você precisa esquecer do que gosta e se concentrar no que precisa fazer. Dependendo do canal a ser utilizado (blog, site, redes sociais), a linguagem, tipo de posts e recursos a serem escolhidos devem levar em conta a facilidade de uso por quem vai postar e alimentar de informações estes canais. Se você vai postar versículos no Twitter, por exemplo, crie um método de postagem e jamais deixe de postar no horário e frequência estabelecidos. Isso mostra respeito com a sua audiência e seriedade no trabalho que você está fazendo. Deus se agrada disso (Ec 9:10).
  20. 20. 3. Conhecer e evitar os erros mais comuns.  A internet é uma fonte inesgotável de informações. É relativamente fácil observar quais são os blogs, sites e perfis em redes sociais que já tem o tipo de resultado que você gostaria de ter evangelizando na internet. Faça uma pesquisa, busque informações, planeje, faça contatos e se organize com base nas informações que você conseguir. A internet é um meio muito dinâmico e as coisas mudam todo o dia por aqui. Mantenha tudo o que puder da forma mais simples possível e ao mesmo tempo tenha extremo cuidado com os erros mais comuns como: escrever em letras maiúsculas, usar símbolos demais, cometer erros de linguagem e ortografia, etc… Demonstre amor ao próximo naquilo que você faz.
  21. 21. 4. Viver o que é pregado por você através da internet.  Prepare-se para aprender muito. Evangelizar na internet pressupõe, mais do que falar, viver o Evangelho. Entenda que as pessoas vão cobrar muito mais de você. Intensifique seu tempo de estudo da Bíblia e oração. Confie que Deus, através do Seu Espírito Santo, lhe dará o que for necessário. Mas seja persistente e faça um trabalho muito sério no que se refere em investir tudo o que você puder na sua própria edificação e santificação.
  22. 22. 5. Conhecer a internet e as Redes Sociais  Você vai ter que dedicar um tempo para estudar e conhecer mais as melhores plataformas dependendo do que você pretende usar na internet para evangelizar. Blogs, sites e perfis nas Redes Sociais tem uma infinidade de aplicativos que podem ajudar a desenvolver um ótimo trabalho de evangelização. Um blog no WordPress tem funcionalidades fantásticas, mas exige maior conhecimento de programação. Um site pode ser feito gratuitamente, mas vai ter audiência que você deseja? Manter perfis em várias Redes Sociais dá muito Trabalho. Talvez seja melhor manter inicialmente um blog simples e uma página no Facebook. Isso vai exigir um pouco de planejamento, dedicação e persistência.
  23. 23. 6. Evangelizar em nome de quem?  Finalmente, e talvez o mais importante. Se o que você quer é evangelizar de verdade, resista ao desejo de evangelizar em nome de quem quer que seja que não Jesus Cristo. Entenda que evangelizar é levar pessoas para Cristo e é em nome dEle que evangelizamos. Evangelizar é simplesmente levar a Palavra de Deus, Cristo Nosso Senhor e Salvador para as pessoas. Se você é membro de uma igreja ou denominação, entenda que evangelizar não é levar as pessoas para um lugar nem para uma denominação, evangelizar é levar o Evangelho para as pessoas que querem ouvi-lo. Se você evangelizar corretamente, só o que as pessoas verão é Cristo. E o seu compromisso é só com Ele.  Há ainda outros assuntos relacionados e detalhes que devem ser considerados e que eu explico em detalhes no curso “Como Evangelizar Através da Internet”, que tem 8 horas de duração. Este é um breve resumo do curso. A análise de métricas no caso das Redes Sociais, quais os canais mais adequados em função do público a ser atingido, técnicas de planejamento de conteúdo, abrangência geográfica, etária, tipos de avaliação de resultados, etc.  Mas nada disso funciona se quem direcionar o trabalho de evangelização não for o Espírito Santo de Deus. Se você realmente deseja evangelizar pela internet, se você realmente sente esse anseio e quer dedicar o seu tempo usando a internet de forma proveitosa e edificante levando o Evangelho da Graça de Deus para as pessoas, leia a Bíblia, estude com amor e dedicação as Escrituras e ore muito. Se o que você quer é mostrar Jesus Cristo para as pessoas, tenha intimidade com Ele para sabem QUEM você estará apresentando para os outros.
  24. 24. EVANGELISMO PESSOAL  Trata-se do evangelismo individual. Corpo a corpo, cara a cara. Este método é um dos mais eficientes. Foi usado por Jesus para evangelizar Zaqueu, a mulher samaritana, Nicodemos. . .Algumas ferramentas que podem e devem usadas no evangelismo pessoal: a) Folhetos para serem entregues a amigos, colegas de trabalho, companheiros eventuais em viagens, restaurantes, etc. b) CDS com mensagens curtas para serem distribuidas gratuitamente como no ítem anterior. c) DVDs com mensagens curtas, pregações, estudos, etc
  25. 25. UNIDADES DE EVANGELISMO  Grupos de evangelismo para visitar familias. Deve ter um líder que dirige os grupos. O líder treina os evangelistas, faz contactos, escalas. Ele é a pessoa chave para o sucesso do grupo.  Cada grupo pode ter de 3 a 5 pessoas. Uma sugestão: Um dirige, outro prega e o outro ora. Os grupos se reunem para orar antes de sair e após as visitas para relatórios.
  26. 26. EVANGELISMO PELO CORREIO  Enviar cartas, cartões, folhetos, etc. Pode ser usado o sistema de mala direta. Os cátalogos telefônicos são uma rica fonte de endereços. Além daqueles de amigos e pessoas conhecidas que cada um de nós tem.
  27. 27. EVANGELISMO NA MIDIA  Programas de pregação pelo rádio e pela televisão. De preferência com mensagens curtas, músicas edificantes. Deve-se evitar os clichês evangelicos e mensagens longas e apropriadas para dentro dos templos.
  28. 28. EVANGELISMO COM EVENTOS ESPECIAIS  Reuniões com jantares, chá, café da manhã. Os evangelistas planejam um jantar por exemplo, e cada participante deve levar uma pessoa não convertida. Um mensageiro, de preferência um convidado, trará uma mensagem vigorosa ou um testemunho de transformação de vida. Para isto deve-ser ter cuidado na escolha de quem vai falar.
  29. 29. Como Evangelizar em Hospitais ?  1. Seja breve  É preferível que o enfermo peça para você voltar ou ficar mais um pouco, a ficar cansado de sua presença e agradecer a Deus por sua partida.  2. Saiba ouvir Muitas vezes o paciente quer falar alguma coisa. Ele pode querer compartilhar alguma necessidade não apenas física, mas psicológica, moral ou espiritual. Ouça-o.  3. Não dê palpites médicosMesmo que você seja médico ou enfermeiro, não estará ali naquele instante como tal; quanto mais não sendo um profissional da área médica. Mesmo que o paciente lhe peça uma opinião sobre como proceder à luz de seus estado clínico, não se aventure a sugerir-lhe coisa alguma. Oriente-o sempre a conversar com o médico dele sobre o assunto.  4. Não faça promessa de cura Nem sempre Deus cura. Deus pode curar, mas há exemplos na Bíblia de pessoas piedosas com enfermidades que não foram curadas. O Apóstolo Paulo tinha um espinho na carne (II Cor 12:7-10); O pastor Timóteo tinha problemas de estômago e freqüentes enfermidades (I Tm 5:23); O pastor da Igreja de Filipos, Epafrodito, andava doente, quase à morte (Fl 2:25- 27); e Paulo acabou deixando o companheiro Trófimo doente em Mileto (II Tm 4:20).
  30. 30.  Porque razão esses homens piedosos e dedicados não foram curados de suas enfermidades? É difícil responder, porém, uma das possíveis respostas é esta: A cura não é o fim último de Deus. Muitas vezes Deus pode ter um propósito especial com a enfermidade, e sua cura atrapalharia tal propósito (II Cor 12:7-9; João 11:14,15; 9:1- 3; Sal 119:67,71; Hb 5:8). Nem sempre Deus cura, a despeito da fé daquele que ora ou do doente.  5. Deus não é sádicoIsto quer dizer que, a despeito de Deus poder usar uma enfermidade para nos ensinar alguma lição, ele não tem prazer no sofrimento do homem. Ele veio trazer vida, e vida abundante.  6. Deus usa os médicos e todos os demais recursos da medicina.A Bíblia ensina isso. Paulo tinha ao seu lado o médico Lucas, por causa de suas enfermidades (Cl 4:14; II Tm 4:11; Fl 24) Jesus, ao contar a parábola do bom samaritano, fala-nos de como Ele usou os recursos medicinais da época (Luc 10:33,34). Dessa forma, o óleo que aos presbíteros é recomendado usar em Tiago 5:14 diz respeito a um recurso medicinal, e não a um recurso espiritual.
  31. 31.  7. Ore pelo enfermo  Peça a Deus que o cure, se for essa a vontade dEle. Mas, peça também a Deus para consolá-lo, confortá-lo e salvá-lo pela fé em Cristo Jesus. Leia a Bíblia com ele. Evite proceder como os amigos de Jó. Não procure relacionar a enfermidade com algum pecado. Selecione alguns textos para serem usados no hospital, mas não leia todos para um só enfermo. Há textos maravilhosos na Bíblia: Salmos 20; 23; 27; 32; 42; 46; Isaias 53; Jeremias 33:3; Mateus 6:34; 11:28-30; João 14:1-6; Romanos 5:1-8; 8:18-28; 8:31-39; etc. Você pode encontrar muitos outros textos.  8. Não queira fazer tudo numa visita apenas Muitas vezes a primeira visita serve apenas para criar um elo entre o evangelista e o enfermo. Não se precipite. Creia que o Espírito Santo de Deus agindo enquanto você trabalhar com o enfermo como um evangelista.
  32. 32.  Conclusão  A visita de evangelização nos hospitais deve visar realmente ajudar o enfermo, tendo em vista seu estado físico, emocional e espiritual.Normalmente os enfermos são receptivos à Palavra de Deus e à oração. Não obstante, seja prudente, tenha tato. Não leve o enfermo ao enfado. Não se esqueça que você deseja o bem do paciente, e não um simples desencargo de consciência.  Respeite as normas dos hospitais. Prepare-se com antecedência. Escolha um texto bíblico previamente. Se puder, leve para o enfermo alguma literatura da igreja, com o carimbo contendo endereço, horário de culto e telefone. Não fique ansioso por frutos imediatos e visíveis. Não se esqueça que um é o que planta, outro o que sega, mas Deus é quem dá o crescimento (I Cor 3:6-8).
  33. 33. Como Evangelizar em um Presídio  O ministério de Jesus consistia em proclamar libertação aos cativos (Luc 4:18). O Senhor Jesus está identificado não apenas com os enfermos, mas também com os presos. É por isso que Ele disse: “Estive na prisão, e fostes ver-me” (Mat 25:36). Então os cristãos perguntarão: “Quando te vimos na prisão, e fomos visitar-te ?” E então responderá Jesus: “Sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes” (Mat 25:40).  Na Carta aos Hebreus, o escritor exorta aos seus leitores que se lembrem dos presos como se estivessem presos (Heb 13:3).  Todas essas passagens bíblicas, tudo quanto falamos nos parágrafos acima, deve motivar-nos a evangelizar os presos.
  34. 34.  Como Evangelizar nos Presídios  Assim como há normas para visitação nos hospitais, assim também há normas para visitar nos presídios. Os cristãos devem respeitar essas normas. Elas visam à boa ordem nos presídios e à segurança de todos. Infringir tais regulamentos, sob o pretexto de que Deus nos guarda e não permitirá que coisa alguma de mau aconteça é imprudência. O candidato a evangelização em presídios deve integrar um grupo autorizado junto a gerência dos voluntários, submetendo-se ao cadastramento e adquirindo o crachá depois de inteirar-se da rotina dos trabalhos e visitas intra-muros.  A evangelização nos presídios deve contar com literatura especial. A literatura usada na evangelização nos hospitais não é a mesma a ser usada nos presídios. Há poucas exceções a esta regra. Isto é, há poucos folhetos que podem ser usados nos dois ambientes distintos. Portanto, leia o material a ser distribuído nos presídios, e certifique-se se tal material é o mais indicado.  Cuidados com os textos bíblicos a serem usados. Não se recomenda pregar numa festa de aniversário no texto da morte de Lázaro. Em culto de bodas de casamento, normalmente não se prega sobre a besta do Apocalipse. Cuidado para não apontar o dedo acusador. Não use a Bíblia ou Deus como uma arma ou um juiz implacável contra os pecadores. Lembre-se que nós todos somos pecadores. Não são pecadores apenas aqueles que estão nos presídios.
  35. 35.  Em sua fala nos presídios, procure sempre incluir-se entre os pecadores, entre os que necessitam do amor de Deus.  Procure observar os regulamentos do presídio. Não se coloque na posição de juiz nem de advogado dos presos. Você é um arauto de Deus. Você está ali como um pregador das boas-novas. Faça isso. Compartilhe o amor e o perdão de Deus para com os homens.  Maneiras de se comportar:  1. Vestir-se moderadamente. No caso das mulheres, evitar roupas transparentes e colantes no corpo. Preferir roupas soltas, que cubram os quadris, com a maior naturalidade possível e de cor clara. Existe uma norma relacionada à segurança prisional que proíbe o acesso intramuros (dependências internas) trajando roupas escuras (pretas).  2. No contato direto com os reeducandos, evitar abraços ou intimidades que possam perturbá-los emocionalmente. É natural que alguns tentem uma aproximação maior, dado as condições em que vivem, segregados da família e da sociedade. Compete ao visitante manter uma postura de comportamento adequado dentro do grupo.
  36. 36.  3. À medida em que o visitante passa a conhecer melhor o ambiente prisional, constatará que a forma de tratamento entre os próprios reeducandos é carregada de adjetivos afetuosos, apelidos, etc. Muito cuidado para não incorporar estes hábitos, procurando aprender e declinar os nomes próprios.  4. Tudo que nos propomos fazer, requer preparo espiritual, ao iniciarmos e ao findarmos quaisquer atividades. Assim, logo ao amanhecer, façamos preces de agradecimento pela oportunidade, com pedido de proteção e vibrações de harmonia para o grupo e para os irmãos assistidos. Após o encerramento da visita, reunirem-se para as recomendações e prece final.  5. Observar as normas de segurança relativas a alimentos e outros objetos: – “não é permitido levar para os internos frutas cítricas, tais como, abacaxi, laranja, uva, objetos cortantes, etc.”  6. Selecionar livros e revistas que serão ofertados. Devem conter material instrutivo e nada que desperte animosidade, libido, etc.
  37. 37.  7. Inteirar-se com antecedência do conteúdo doutrinário, as melhores técnicas e formas de abordagem utilizadas pelo grupo, com prioridade para as lições evangélicas.  8. Avisar com antecedência ao coordenador do grupo, quando houver algo que impeça o seu comparecimento no dia pré-estabelecido para a visita.  9. A cada integrante deste voluntariado, cabe o dever de divulgar os trabalhos, procurando arrebanhar novos integrantes.  10. A oração e a vigilância são pontos indispensáveis para o êxito do programa a ser desenvolvido. Em especial aos coordenadores e integrantes do grupo espírita, recomenda-se que paralelamente integre-se a grupo de trabalhos de desobsessão.
  38. 38. 10 Dicas para um Evangelismo de Sucesso  1 Você não é obrigado a fazer isso. A pior coisa do mundo é construir algo que você não acredita. Nunca dá certo. Então, esteja certo de que você realmente acredita no que está fazendo.  2 O relacionamento com Deus é pessoal. Ninguém é obrigado a ir até a igreja ou até seu líder/pastor para falar com Deus. Simples assim.  3 Pessoas tem o livre-arbítrio. Respeite o tempo dela. Ninguém gosta de um religioso chato que só liga na hora de ir ao culto.  4 A bíblia não é apenas um cajado. A maioria das pessoas que ainda não tem intimidade com Deus vêem a bíblia como um manual de tortura pra quem não acredita em Deus. Apresente a bíblia como uma resposta para as perguntas dela, não fique apenas acusando tudo que está errado na vida dela.  5 Paciência é um dom. Você daria sua vida para alguém só por causa de uma apresentação brilhante? Faça sua parte e deixe que o Espirito Santo irá convencer no tempo certo.
  39. 39.  6 Faça mais, fale menos. Evangelizar não é só falar. Uma imagem vale mais que mil palavras. Suas atitudes então, muito mais.  7 Seja encontrável. Se você plantou a semente do evangélio na vida de alguém, ela vai florescer mais cedo ou mais tarde. Esteja por perto quando isso acontecer.  8 Ganhe a amizade. Muitas pessoas querem ganhar uma vida para Cristo sem nem mesmo se apresentarem. Faça o trabalho direito. Ganhe a amizade e confiança da pessoa, depois mostre o quão bom é o evangélio. Isso facilita muito.  9 Você não sabe tudo. Muitas vezes ao falar de Deus para alguém você vai ouvir perguntas que não sabe responder. Isso não é um erro. Admita que não sabe e que vai buscar um texto sobre o tema e então discutir novamente. Humildade vale muito aqui.  10 Mostre o bônus em vez do ônus. Ninguém gosta de ouvir sobre um futuro desastroso no inferno. Em vez disso diga o quanto a vida dele pode ser melhor que agora.
  40. 40. Conclusão  Há muito mais a se falar sobre evangelismo. Vamos nos aperfeiçoar a cada dia, fazendo o melhor de Deus em nossas vidas e na vida dos outros.  Há tanto direito de crer nas doutrinas do cristianismo quanto dever de praticá-las. M. Arnaud  Se você crê somente no que gosta do evangelho e rejeita o que não gosta, não é no evangelho que você crê, mas, sim, em si mesmo. Agostinho  A doutrina não é tarefa da língua, mas da vida... Ela é recebida apenas quando toma conta da alma toda. João Calvino  Algumas coisas confiamos a Deus, outras Deus confia a nós... Aquilo que Deus confia a nós é principalmente sua verdade. William Gurnall  Deus te abençoe grandiosamente, professor Sandro Valentin.

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