Bomba relogio

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Bomba relogio

  1. 1. Exposição ao MercúrioA bomba-relógio tóxica mundialUm relatório doBan Mercury Working GroupPreparado para a 22ª reuniãodo Conselho Diretivo do Programa dasNações Unidas para o Meio AmbienteNairobi, Quênia
  2. 2. 1Um Apelo à AçãoNo último século os níveis de mercúrio no ambienteglobal triplicaram como resultado da crescentepoluição devido aos usos industriais, medicinais edomésticos (residencial ou ocupacional). Estecrescimento alarmante da poluição por mercúrio,pouco divulgado pela mídia, tem aumentadoexponencialmente o risco de exposição perigosa efatal para todas as pessoas, bem como para a vidaselvagem e para os ecossistemas, e ameaça pormuito tempo a segurança dos peixes como uma dasmais importantes fontes mundiais de proteínas.A concentração de mercúrio no meio ambiente estáagora em vias de exceder o limite que coloca emperigo os cidadãos de todos os continentes.Importantes fontes de alimentos já estãocontaminadas; crianças estão envenenadas devidoaos programas de vacinação em massa que contémo thimerosal; populações indígenas da Ilha Baffin(Canadá) até o Escudo da Guiana (Amazônia)correm risco de perderos meios de obter seusalimentos vivendo emeconomias de frágilsubsistência; e milhõesde pessoas inspiram ovapor de mercúrio quediariamente chegam aseus pulmões atravésdas argamassas deobturações dentárias à base de mercúrio.Alternativas economicamente viáveis ao mercúrioexistem para quase todos os usos humanos.Tecnologias de controle e estratégias deconservação estão disponíveis e podem reduzir asemissões da maior fonte de poluição por mercúrio –as usinas a carvão. 1Não obstante, as emissõesglobais de mercúrio para o meio ambiente estãocrescendo dramaticamente. Reconhecendo aameaça global imediata, em setembro de 2002 nareunião sobre a Avaliação Global do Mercúriorealizada pelo Programa das Nações Unidas para oMeio Ambiente (UNEP), especialistasconcluíram que “existe evidência suficiente deimpactos adversos significativos em âmbito globalpara se exigir uma ação internacional visandoreduzir os riscos à saúde humana e ao meioambiente, causados pela liberação de mercúrio nomeio ambiente”.Na última metade do século passado, numerosasepidemias por exposição (de grande escala) emlocais como Japão, Iraque, África do Sul, Índia ePeru ofereceram à comunidade científica muitaoportunidade para estudar os efeitos dometilmercúrio sobre a saúde humana. Este conjuntode pesquisas esclareceu aquilo que muitos játemiam: a saúde humana está sendo comprometidapor concentrações de mercúrio significativamentemuito menores que aquelas imaginadasanteriormente. De acordo com isso, os níveis deexposição considerados seguros se tornaram entãomais precisos. Em 1991 a Organização Mundial daSaúde concluiu que um nível seguro de exposiçãode mercúrio abaixo do qual não ocorrem efeitosadversos, nunca foi estabelecido. 2Os países desenvolvidos estão cada vez maispreocupados com o risco para as crianças, devidoaos defeitos neurológicos e de desenvolvimentocausados pela exposição ao mercúrio, que passaatravés da placenta e da barreira hematoencefálicadurante a gravidez. Para as populações de paísesem desenvolvimento – particularmente mineradoresde ouro, pescadores de subsistência e comunidadesindígenas – o impacto do mercúrio é muito real emais do que apenas uma preocupação. O mundoem desenvolvimento experimenta um ônusdesproporcional de poluição por mercúrio emrelação às nações desenvolvidas que exportamseus excessos de mercúrio elementar, processosindustriais obsoletos e produtos contendo mercúriopara nações sem uma completa regulamentaçãoambiental, pouquíssima consciência dapericulosidade do mercúrio e com mecanismos deproteção aos direitos humanos mais frágeis.Para impedir estaiminente crise global demercúrio, uma açãointernacional concreta ecomprometida deve serdesenvolvida paracoordenar e harmonizara ação em níveis locais,nacionais e regionais.Apenas um instrumento internacional obrigatóriopode exigir responsabilidade igual para todos osatores estatais e impedir a transferência injusta demercúrio do mundo desenvolvido para o mundo emdesenvolvimento. Metas internacionais voluntárias eamplamente desejadas são insuficientes: nenhumpaís isoladamente poderá resolver o problema domercúrio. Existem alternativas ao mercúrio, masnão há alternativa para a cooperação internacional.A poluição por mercúrio compromete os direitoshumanos mais básicos – a vida, os alimentos, aágua pura, os ambientes de trabalho, a saúdeambiental, e os direitos dos povos indígenas depreservar seus meios tradicionais de vida eobtenção de alimentos. Esses direitos básicosestão ameaçados pelos compostos de amálgamasdentárias com mercúrio, vacinas, e em frutos do mar(pescados), e a transferência de mercúrio dospaíses mais ricos e desenvolvidos para as naçõesmais pobres e menos desenvolvidas.Para criar um ambiente de vida saudável eequilibrada para as futuras gerações, temos queinterromper o ciclo de veneno perpetuado pelo uso ea poluição de mercúrio, e tomar medidas imediataspara limitar a exposição humana. Como os autoresdo Relatório de Avaliação Global do Mercúrio daUNEP indicaram, a despeito das lacunas de dadosexistentes em nosso entendimento sobre como omercúrio afeta negativamente a saúde humana eambiental, ações internacionais para tratar doproblema global do mercúrio não devem seradiadas.___________________________Nenhum país isoladamente poderá resolver oproblema do mercúrio. Existem alternativasao mercúrio, mas não há alternativa para acooperação internacional.____________________________
  3. 3. 2Como resposta a esta crescente crise ecológica ede saúde, este relatório do BAN-HG-WG (GrupoTrabalhando para o Banimento do Mercúrio) ofereceum panorama do impacto toxicológico dometilmercúrio (MeHg), e apresenta as cinco fontesprimárias de exposição humana ao mercúrio: 1)Consumo de Frutos do Mar Contaminados; 2)Exposição Ocupacional; 3) Amálgama Dentário; 4)Vacinas; 5) Uso Doméstico. Também apresenta umquadro de recomendações para tratar das formas deexposição ao mercúrio através de acordosinternacionais, associado às ações em níveisnacionais e de comunidades locais.Introdução:ToxicologiaO mercúrio ocorre emtrês formas básicas:mercúrio elementar(metálico), inorgânicoe orgânico. Omercúrio metálico épouco absorvido nosistema digestivo,mas entra no corpoatravés da inalação. 3A exposição a altosníveis de vapor demercúrio elementarpode resultar emgraves desordens neurológicas. Algumas vezes omercúrio metálico é transformado em metilmercúrioaté anos após sua liberação inicial. 4Enquanto a maioria do mercúrio emitido no meioambiente está na forma de mercúrio elementar ouinorgânico, é o mercúrio orgânico - em particular, ometilmercúrio – que apresenta a maior ameaça àspessoas e à vida selvagem. Uma potenteneurotoxina, a exposição ao metilmercúrio danifica océrebro, rins e fígado, e causa problemas dedesenvolvimento, desordem no sistema reprodutivo,distúrbios cognitivos, prejudica a fala e a visão,causa dificuldades para ouvir e caminhar, distúrbiosmentais e a morte. 5O metilmercúrio se concentra no tecido dos peixes,se tornando cada vez mais potente em peixespredadores e mamíferos que se alimentam depeixes menores, algumas vezes alcançando níveistóxicos acima de um milhão de vezes maiores doque das águas do entorno. 6Para as taxas globais de mercúrio, atualmente acarga equivalente a menos de 1/50ª de uma colherde sopa de mercúrio (uma gota) depositada em umlago de 20 acres é suficiente para tornar os peixesdeste lago inadequados para consumo humano. NaSuécia, por exemplo, os peixes de 50% dos 100.000lagos do país têm níveis de mercúrio acima doslimites da OMS, e 10% dos lagos têm níveis duasvezes acima dos limites reconhecidos. Uma vezingerido pelas pessoas, o metilmercúrio érapidamente absorvido através do tratogastrointestinal e penetra facilmente as barreirashematoencefálica e da placenta em seres humanos,permitindo a passagem do mercúrio de uma mulhergrávida para seu feto.Recomendações para AçãoO BAN-HG-WG convida o Conselho Governamentala considerar as seguintes recomendações:1. Convocar um grupo de trabalho ad hoc abertocom um mandato para propor ação internacionalvisando reduzir as emissões de mercúrio ao meioambiente, com mandato para considerar todas asmedidas para redução ou eliminação de emissõesde mercúrio ao meio ambiente.2. Adotar como sua meta a eliminação virtual detodos os usos e emissões de poluiçãoantropogênica (da atividade humana) de mercúrio,inclusive o desenvolvimento e implementação deplanos de ação nacionais e regionais que visemreduzir ou eliminar todas as emissões de mercúriopor todos os meios, na máxima extensão possível,dentro de um prazo especificado.3. Desenvolver e promover a criação de uminventário nacional para calcular e monitorar asemissões, fontes, usos, importações e exportaçõesde mercúrio.4. Desenvolver um instrumento obrigatóriointernacional que contenha o seguinte:a) Medidas de controle estrito sobre o comérciomundial de mercúrio, os resíduos mercuriais, astecnologias, e prevenção de movimentação demercúrio de países desenvolvidos para paísesem desenvolvimento;b) Retirada de todos os estoques civis e militaresexistentes de mercúrio, incluindo mercúrio decélulas eletrolíticas da produção de cloro-soda eestoques da Agência de Logística de DefesaNacional (EUA);c) Promoção de alternativas livres de mercúrio nosetor de mineração de ouro de pequena escala;d) Devolução de mercúrio aos países de origempara armazenamento permanente;e) Mecanismo de financiamento para reabilitaçãode comunidades e ambientes afetadosnegativamente por processos industriaisconhecidamente transferidos de naçõesdesenvolvidas para países menosdesenvolvidos na Ásia, África, América Latina,Ásia Central e Europa Oriental; incluindoassistência técnica e financeira para reduziremissões de mercúrio ao meio ambiente esubstituir o uso de mercúrio por alternativasmais seguras e;f) Fim dos subsídios governamentais paramineração primária de ouro, e uma estratégiaefetiva para gerenciamento de mercúrio comosubproduto produzido na indústria de mineraçãode metais, inclusive mineração de ouro.
  4. 4. 3I. Pescados: mercúrio uma bomba-relógio tóxicaA rota de exposição de mercúrio de maiorpreocupação para a comunidade internacional é acontaminação do suprimento mundial de alimentos.Reconhecendo os crescentes riscos do consumo depeixes de água doce contaminados por mercúrio,um recente relatório da Comissão Européia diz que“a exposição ao metilmercúrio pela dieta é oproblema crítico para a Europa, e a redução daexposição potencial a esta espécie de mercúrio (Hg)deveria fundamentar as medidas a serem tomadaspela Europa...” 8Através do consumo regular de pescados em suadieta, toda a população está exposta aometilmercúrio. Virtualmente 100% do mercúrioencontrado nos frutos do mar estão em: atum,cavala-rei, peixe-espada e cação. Mais de um bilhãode pessoas em todo o mundo usam os peixes eoutros frutos do mar vulneráveis como sua fonteprimária de proteínas. Realmente, o consumoglobal de pescados atingiu níveis recordes,alcançando 121 milhões de toneladas em 1996 efazendo do pescado um componente global maisimportante do que a carne bovina, a suína e deaves. No mundo em desenvolvimento a importânciadietética do pescado é ainda mais profunda. Opescado fornece 25% de toda a proteína animal daÁsia, e 17% na África, enquanto que em muitascomunidades indígenas o pescado é o centro daseconomias de subsistência seculares.Dados mais recentes dos Centros Norte-americanosde Controle de Doença indicam que 8% dasmulheres norte-americanas em idade de reproduçãoapresentem níveis inseguros de mercúrio, o que setraduz em cerca de 300.000 crianças nascidas acada ano nos EUA com risco de exposição aomercúrio. 9 Consumir pescado durante a gravidez etambém depois através da amamentação expõe ascrianças a níveis perigosos de mercúrio. Oconsumo diário de algo em torno de 60 gramas - ouapenas 2.5 onças – de pescado pode exceder osníveis “considerados seguros” para exposição médiaao mercúrio para mulheres.Tanto a exposição pré e pós-natal ao mercúrioatravés do consumo de pescado estão ligadas aomau desenvolvimento do sistema nervoso infantil. 10Em 1997 - um estudo conduzido na população dasIlhas Faroe (Dinamarca) demonstrou que ascrianças nascidas de mães que consumiram carnede baleia contaminada por mercúrio durante agravidez exibiram atrasos cognitivos edesenvolvimento cardiovascular irregular. 11Concentrações de mercúrio no cordão umbilicalentre crianças das Ilhas Faroe que foramexclusivamente alimentadas pelo leite maternoapresentaram níveis em média cerca de quatrovezes acima do limite de exposição recomendadopela Agência de Proteção Ambiental norte-americana (EPA/EUA).Realmente, o consumo global de pescado estáem níveis recordes, alcançando 121 milhões detoneladas em 1996 – tornando o pescado umcomponente global mais importante do que acarne de gado, de suínos e de aves.Vários avisos têm sido emitidos recentemente naEuropa e nos EUA para proteger as crianças emdesenvolvimento do envenenamento pormetilmercúrio. Recente relatório da ComissãoEuropéia reconhece que “a restrição dietética comrespeito aos pescados com altos níveis de MeHgdeveria ser informada às mulheres grávidas.” 12Eem maio de 2002 a Agência Britânica de PadrõesAlimentares começou a informar as mulheresgrávidas e crianças com menos de 16 anos, paraque evitem comer peixe-espada, cação e o merlindevido aos altos níveis de mercúrio. 41 Estadosnorte-americanos têm emitido avisos sobrepescados de água doce, e 10 atualmente avisammulheres e crianças para limitarem o consumo depeixe enlatado.Nos EUA o consumo de pescado – particularmenteatum enlatado – é o principal culpado por 7-8% demulheres entre as idades de 15 a 44 anos teremexcessivos níveis de mercúrio em seus corpos. Deacordo com um cientista da EPA/EUA, atumenlatado é uma ameaça não apenas porque seusníveis de mercúrio são altos, mas porque aspessoas o consomem tanto que mesmo à taxa deexposição relativamente baixa de 0,2 ppm, o atumenlatado é ainda provavelmente a maior fonte deexposição de mercúrio.Adultos de comunidades indígenas que utilizampescados consomem tanto quanto 40 a 60microgramas de mercúrio por dia em peixespredadores contaminados pela poluição...Do Ártico até o Amazonas, a propensão do mercúriode bioacumular devido à exposição ambiental éparticularmente ameaçadora para comunidadesindígenas. Adultos de comunidades indígenas queutilizam pescados consomem tanto quanto 40 a 60microgramas de mercúrio por dia em peixespredadores contaminados pela poluição damineração artesanal de ouro – cerca de 6 até 10vezes o consumo médio internacional. Em uma
  5. 5. 4comunidade Inuit na Ilha Baffin, Canadá, mais de50% têm níveis de mercúrio devido à sua dietadiária de foca, morsa e baleia narval que excedemas orientações da OMS para ingestão diáriatolerável. As pessoas com ingestão mais alta têmníveis de mercúrio seis vezes mais altos do que aingestão provisória semanal tolerável de mercúrio. 13Ao mesmo tempo, entre os Wayanna, na GuianaFrancesa, cerca de 60% da comunidade excedeu oslimites seguros da OMS.14E por volta de 14% dopescado oriundo do Rio Caroni altamente mineradosuperou os níveis seguros.15Um estudo finlandês recente liga os riscoscardiovasculares à exposição ao mercúrio atravésde pescado contaminado. Entre os homens de meiaidade na Finlândia, os pacientes que consumirammais de 30g/dia de pescado tiveram 56% maisconteúdo de Hg no cabelo do que as pessoas queconsumiram menos de 30g/dia de pescado. Oconsumo maior e subseqüentes níveis maiores demercúrio no cabelo foram associados a duas vezeso aumento do risco de infarto agudo do miocárdio edoença cardíaca coronária.16Registro 1999 © Centro de Pesquisa de DesenvolvimentoInternacional. - Ottawa, media@idrc de Canadá, 30 de junho de 1999.II. Exposição Ocupacional: Protegendo osDireitos dos TrabalhadoresIncontáveis pessoas ao redor do mundo sãocolocadas em situações de risco como resultado deexposição ocupacional regular ao mercúrio. O usode mercúrio se estende por muitas indústrias econtinentes, incluindo a produção de cloro-soda,fábricas de termômetros, mineração primária demercúrio, produção de ouro, prata, chumbo, cobre eníquel, clínicas odontológicas e as usinastermoelétricas de carvão. Uma grave crise deexposição ocupacional relacionada com mercúrio nomundo está acontecendo muito além do foco dequalquer atenção da mídia. Milhões de pessoasenvolvidas em mineração de ouro de pequenaescala, ou artesanal, usam mercúrio para extrair oouro dos sedimentos. A amálgama de ouro-mercúrioé então aquecida com uma chama intensa paraderreter o mercúrio, expondo diretamente osmineradores e pessoas próximas aos vaporeselementares extremamente prejudiciais a vida.Cerca de 95% de todo o mercúrio usado emmineração artesanal de ouro é perdido no meioambiente. Este mercúrio se mistura com álcoolmetílico após a mistura com matéria orgânica –bioacumulando nos peixes e contaminandopreciosas fontes de alimentos. Embora a naturezainformal desta indústria dificulte o levantamento denúmeros precisos, no Brasil 130 toneladas demercúrio por ano são despejadas nos rios locaispara cada 90 toneladas de ouro produzidas pelamineração artesanal de ouro. 17... em face dos padrões ambientais rigorososdos países desenvolvidos, as companhiasmultinacionais transferem regularmente suasoperações baseadas em mercúrio para o mundoem desenvolvimento, onde literalmente se livramde possíveis acusações criminais...O fraco cumprimento dos direitos trabalhistas empaíses em desenvolvimento coloca um ônusdesproporcional de poluição de mercúrio sobre asua população. Essas comunidades enfrentam umparadigma explorador de pobreza profunda,negligência dos seus direitos humanos básicos edesrespeito à sua dignidade humana. Quando emface dos padrões ambientais rigorosos dos paísesdesenvolvidos, as companhias multinacionaistransferem regularmente os rejeitos das suasoperações baseadas em mercúrio para o mundo emdesenvolvimento, onde se livram de possíveisacusações criminais, sacrificando a vida humanadesprotegida em nome do lucro financeiro.Leis ambientais brandas na maioria dos países emdesenvolvimento significam que mesmo nos setoresindustriais mais formais a exposição ocupacional aomercúrio é uma ameaça à saúde humana semprepresente e que persiste. De acordo com os gruposambientalistas e comunitários de Kodalkanal, umaestação de encosta situada no sul da Índia, 10pessoas morreram e dúzias de outras foramenvenenadas pela inalação de mercúrio de umafábrica local de termômetros – operada por umasubsidiária da gigante multinacional Unilever. Acompanhia – que desde então fechou a fábrica, enega as alegações de danos pessoais aostrabalhadores – não empregava medidas desegurança ocupacional, mesmo quando os níveis demercúrio dentro da fábrica eram detectados em 600vezes acima dos limites “tidos como de segurança”internacionalmente aceitos.Enquanto o caso dos direitos dos trabalhadorescontra a Unilever prossegue de forma conflituosa,um padrão similar pode ser detectado no antigocaso dessa década contra a Thor Chemicalsoperada pela Grã-Bretanha em KwaZulu-Natal,localizada na África do Sul. Os trabalhadores foramsistematicamente, expostos ao mercúrio elementarpor cerca de uma década antes que o governofinalmente tomasse uma atitude e fechasse afábrica. No mínimo dois trabalhadores morreramcomo resultado de exposição ocupacional, enquanto
  6. 6. 5dezenas deles relataram os sintomas típicos deenvenenamento por mercúrio, tais como desordensnervosas, infertilidade e demência.Não obstante, as questões de exposiçãoocupacional relacionada ao mercúrio não estãolimitadas aos países emdesenvolvimento. ODepartamento de Trabalhoem Mina - Administraçãode Segurança e Saúde doTrabalhador dos EUArelata que 12,5% dostrabalhadores examinadosem mina de ouro e prata –onde milhares de toneladas de mercúrio como“subproduto” são produzidas – mostraram níveisalarmantes de mercúrio em seus corpos.18Em 50%desses casos os níveis de mercúrio estavam maisdo que duas vezes acima do limite permitido,enquanto que os níveis de mercúrio de algunstrabalhadores eram 50 vezes maiores do que oslimites seguros. As famílias dos mineradorestambém corriam risco de que traços de mercúrioentrassem em suas casas junto com as roupasusadas nas minas.As pessoas que trabalham em indústrias extrativasde recursos não são apenas os únicostrabalhadores expostos ao mercúrio. Os dentistas eempregados em clínicas odontológicas são um outrogrupo de trabalhadores de alto risco. A amálgamadentária com mercúrio é geralmente aquecida noconsultório para extrair a prata, volatilizando o vaporde mercúrio elementar, e expondo os trabalhadoresatravés da pele e dos pulmões.19Um recente estudoescocês revelou altas taxas de doenças renais edesordens de memória entre dentistas cujasamostras de urina continham quatro vezes o nívelnormal de mercúrio.20III. Amálgama DentáriaA OMS21e várias agências federais de pesquisa esaúde dos EUA22confirmam que a amálgamadentária – uma liga barata de prata, cobre, latão e50% de mercúrio – é a maior fonte de exposiçãohumana ao mercúrio elementar para aqueles quetêm amálgama dentária. 23Os pulmões absorvemrapidamente de 75 a 85% dos vapores de mercúrioelementar provindos da amálgama dentária. Umapesquisa recente confirma que o mercúrio escapada amálgama dentária e é convertido emmetilmercúrio depois de se combinar com bactériasda boca. 25Testes de laboratório mostraram queuma pessoa média com amálgama dentária recebe10 vezes exposição diária ao mercúrio do que umapessoa média sem amálgama dentária.Dependendo do número de superfícies deamálgama na boca de uma pessoa, a absorçãomédia diária de mercúrio está entre 3 e 17microgramas de mercúrio.26A amálgama dentária é a fonte predominante demercúrio em sistemas de esgoto. Além da exposiçãodireta aos vapores de mercúrio que é imposta aostrabalhadores da indústria de produtosodontológicos que utilizam mercúrio, o mercúrioresidual de clínicas contribui com 40 por cento dacarga de mercúrio em sistemas de esgoto nos EUA– três vezes a poluição da segunda maior fonte decontribuição. O mercúrio em sistemas de esgoto étrazido de volta para omeio ambiente aopassar pelas plantasde tratamento deesgoto e vazam dosaterros e dos locaisonde o lodo de esgotoé aplicado para usoagrícola, para rios,lagos, oceanos e lençóis freáticos. O mercúrio édistribuído diretamente para a atmosfera pelasemissões aéreas, quando o lodo é incinerado.Os governos da Suécia, Alemanha, Dinamarca,Noruega, Finlândia, Áustria e Canadá vêm tomandomedidas para reduzir a liberação de mercúrio dentale limitam ou proíbem o uso de mercúrio emamálgamas, especialmente entre populações maissensíveis incluindo mulheres grávidas, crianças epessoas com funções renais prejudicadas. Nãoobstante a tendência principal na área odontológicanos EUA continua sendo o uso de amálgama dentalcom mercúrio.Em 2001 as clínicas odontológicas norte-americanasusaram 44 toneladas métricas de mercúrio paraproduzir 100 milhões de obturações amalgamadas –um aumento de três toneladas desde 1999.Enquanto isso, as companhias de seguro perpetuamesta crise de exposição cobrindo apenas o custo deobturações de mercúrio mais baratas, a despeitodas conclusões recentes de que os níveis demercúrio no sangue por amálgamas dentáriaspodem ser tão altos quanto 20 microgramas por litro– mais do dobro da concentração média para osangue. Ironicamente, duas indústrias – aodontológica e a de seguro de saúde – que existempara servir o público, a saúde e proteger aspessoas, contribuem conhecidamente para uma dascrises mundiais mais críticas de exposição aomercúrio.A OMS e várias agências federais depesquisa e saúde dos EUA confirmam que ouso de amálgama dentário... é a maior fontede exposição humana ao mercúrioelementar.
  7. 7. 6IV. ThimerosalO thimerosal, um conservante cuja fórmula contém omercúrio, foi primeiramente adicionado às vacinasnos anos 30 para proteger o produto contra acontaminação bacteriana. A fórmula patenteadapela Eli Lilly Company, o thimerosal é composto porcerca de 50% de mercúrio, e é metabolizado peloorganismo tornando-se etilmercúrio e tiosalicilato.Embora a toxicidade do etilmercúrio não tenha sidoainda totalmente avaliada, sua composição é muitoparecida com o do metilmercúrio. 27Em 1999, os órgãos reguladores europeus e aFDA/EUA concordaram que os riscos de exposiçãoindicavam a necessidade de remoção urgente domercado de vacinas de dose única contendomercúrio.28 Baseado nos cálculos da UniãoEuropéia e dos EUA, o impacto cumulativo dasvacinas com mercúrio em crianças de seis anos deidade excediam os níveis aceitáveis de dose dereferência estipulados pela EPA. Até recentemente,todas as vacinas DTP e DTaP, hepatite B. Hib eanti-meningite, e algumas vacinas anti-rábicas eanti-pneumonia fabricadas e usadas nos EUAcontinham thimerosal.Até os anos 80 crianças de idade pré-escolarrecebiam somente uma vacina contendo mercúrio(DTP) nos EUA. Seis outras vacinas sem mercúriototalizavam 23 doses. Mas nas últimas duasdécadas, a administração de vacinas para criançaspequenas multiplicou-se exponencialmente, e em1988 quatro novas doses de vacina contendomercúrio (Hib) foram adicionadas à rotina devacinação infantil nos EUA. Isto foi seguido em1991 por três doses de vacina contra hepatite Bcontendo mercúrio, dadas inicialmente no berçáriode recém nascidos. Por volta de 1999, antes que aFDA e EPA dissessem às empresas demedicamentos que deveriam remover o preservativode mercúrio de todas as vacinas pediátricas, osCentros de Controle de Doenças dos EUAorientavam os pediatras a injetarem em criançaspequenas 30 doses de 11 diferentes vacinas nosprimeiros 18 meses de vida, quando as crianças sãomais suscetíveis a interferências nodesenvolvimento neurológico causado peloenvenenamento de mercúrio.29Altos níveis de mercúrio detectados em amostras decabelo e sangue de pacientes com autismo30contribuíram para construir evidências de que aexposição infantil ao thimerosal em vacinas estáligada ao aparecimento do autismo, assim como deoutras desordens cognitivas tais como desordem dedéficit de atenção e atraso de fala/linguagem.31Eestudos iniciados pela FDA demonstram que oimpacto cumulativo sobre uma criança de seis anosde idade pelas vacinas contendo mercúrio excede onível de dose de referência aceitável estabelecidopela EPA/EUA e defendido pela AcadêmicaNacional de Ciências dos EUA em seu relatório dejulho de 2000. Até 2000 as crianças submetidas àsrecomendações padrão de vacinação pediátrica nosEUA teriam recebido 187,5 microgramas demercúrio, quase três vezes o limite calculado deexposição de 65 mg/kg/dia. 32A despeito dasrecomendações atuais, uma criança pode aindareceber níveis excessivos de mercúrio se tomaralgumas marcas de vacinas de Hib, hepatite B eanti-pneumonia.Embora a maioria das vacinas nos EUA estejaatualmente disponível sem thimerosal, ascompanhias farmacêuticas continuam a vendervacinas com mercúrio – incluindo DTP, Hep. B e Hibpara países em desenvolvimento, onde asorientações sobre ingestão de mercúrio são menosrestritivas ou não existem. Sessenta por cento dofornecimento mundial de vacinas contra DTPcontendo thimerosal são produzidas fora dos EUA eusadas nos países em desenvolvimento. 33Aorientação da OMS para limite de exposição aothimerosal em vacinas em países de todo o mundo écinco vezes mais alta do que o limite segurorecomendado pela EPA/EUA, e maior do queaqueles estabelecidos pela Agência de Registro deDoenças por Substâncias Tóxicas34e pela FDA.Embora a maioria das vacinas nos EUA sejaatualmente disponível sem thimerosal, ascompanhias farmacêuticas continuam a vendervacinas com mercúrio – incluindo DTP, Hep. B eHib para países em desenvolvimento, onde asorientações sobre ingestão de mercúrio sãomenos restritivas ou não existem.As crianças que são vacinadas nos países emdesenvolvimento recebem tipicamente 150 a 175microgramas de mercúrio por volta dos 18 meses. 35E embora a OMS tenha reconhecido os potenciaisefeitos colaterais do thimerosal desde 199036, osprogramas de vacinação recomendados nos paísesafricanos ainda incluem grandes quantidades devacinas DTwP, Hep. B e Hib.Mesmo que alguns países em desenvolvimentopossam apenas oferecer vacinas de rotina de DTPou DTwP, as crianças vacinadas nesses paísesestariam ainda assim sendo expostas a níveis demercúrio acima da linha de segurança da EPA/EUA.
  8. 8. 7A Comissão Conjunta de Especialistas da OMSsobre Alimentos reafirmou que o limite de exposiçãoao mercúrio de 3,3 microgramas por quilograma porsemana deveria ser reduzido por um fator de 5 paramulheres grávidas e mães em aleitamento.Entretanto, isto não foi feito como umarecomendação oficial específica. 37V. Uso Doméstico do MercúrioFontes domésticas de mercúrio tais comotermostatos, termômetros, manômetros, baterias,interruptores de luz, lâmpadas fluorescentes,pesticidas, reguladores de gás, e usos rituais demercúrio entre povos afro-caribenhos, expõem aspessoas aos vapores de mercúrio em suas casas. 38De acordo com um estudo recente, cerca de 10%das casas norte-americanas podem ter níveis deexposição ao mercúrio que excedem o padrão desegurança para trabalhadores estabelecido pelaOSHA-PEL – um nível de risco relativamenteconservador mais voltado para adultos saudáveis doque para segmentos da população altamentevulneráveis como crianças e mulheres grávidas.39Omercúrio também pode ser transportado para casapelas crianças que voltam de laboratórios deciências da escola, e por pessoas que trabalhamcom equipamentos que contêm mercúrio eminstalações médicas.40Como foi observadoanteriormente, os empregados de fábricas determômetros ou minas de ouro freqüentementecarregam mercúrio para casa nos sapatos e roupas.Quando o mercúrio entra no domicílio pode ser difícilremovê-lo – expondo as pessoas aos vaporesvoláteis por longos períodos com pequenaesperança de remediação. Os vapores de mercúriopodem permanecer durante meses ou anos nosmóveis, carpetes, pisos e paredes, e são carregadose transferidos facilmente dos sapatos, objetospessoais e roupas. Em prédios modernos “fechados”os vapores também podem ser retidos por longosperíodos de tempo, re-expondo continuamente osseus moradores.Algumas Verdades sobre oMercúrio no CarvãoOs seres humanos têm minerado e usadomercúrio por todo o mundo por mais de 2000anos. Mas as amplas emissões de mercúriooriginadas da produção de energia comcombustíveis fósseis, mineração e práticasindustriais como a produção de cloro, têmaumentado a poluição de mercúrio em 300%desde o início da era industrial há 250 anos.Enquanto as emissões totais de mercúrio naAmérica do Norte e Europa vêm diminuindodesde 1990, a expansão do uso global decarvão está criando níveis de poluição demercúrio sem precedentes.Em todo o mundo, 2500 toneladas demercúrio são emitidas por atividadeshumanas a cada ano. ICerca de 50% detodas as emissões de mercúrio dos EUAprovêm de usinas elétricas a carvão. AChina e a Índia contam com cerca dametade das emissões antropogênicas demercúrio. Na Ásia, a queima de carvãocontribui com 42% das emissões demercúrio II; no leste da África e na ex-UniãoSoviética o carvão contribui com 40%. IIINas duas próximas décadas, o consumototal esperado de carvão dobrará para 10bilhões de toneladas por ano. Cerca de 50%deste aumento virá da China, enquanto que15% virão dos EUA e 7% da Índia. Sem oemprego de estratégias efetivas de controleou maior ênfase em combustíveis limpos(tais como gás natural), energia renovável(p.ex., eólica, biomassa e solar) emelhoramentos na conservação e eficiência,a expansão do uso do carvão aumentarádramaticamente as emissões mundiais demercúrio. IVIAgência de Proteção Ambiental (EPA/EUA).Relatório de estudo de mercúrio ao Congresso.Washington EPA Pub. No.: EPA/600/P-97/002Ab.IIPacyna, E.G., & Pacyna, J.M., Emissão Global deMercúrio de Fontes Antropogênicas em 1995,Instituto Norueguês de Pesquisa Atmosférica, P.O.Box 100, 2027 Kjeller, Noruega.IIIPirrone, N. Keeler, G.J. e Nriagu J.O., “DiferençasRegionais nas Emissões Mundiais de Mercúrio para aAtmosfera”. Atmospheric Environment Vol. 30 No. 17pp. 2981, 2987, 1996.IVMiller S., Dunham G., e Olson, E., “EstratégiaGlobal de Controle de Mercúrio para o Carvão”.Mercúrio como um Poluente Global - 5th InternationalConference, Maio 23 - 28, 1999, Rio de Janeiro,Brasil.
  9. 9. 8Em várias partes do mundo em desenvolvimento –notadamente na China – o carvão é usado parafunções domésticas tais como aquecimento ecozimento, e é queimado em simples fornosdomésticos expondo as pessoas diretamente àsemissões de mercúrio e outros metais tóxicos ecompostos orgânicos. A Geological Survey dos EUArelata que centenas de milhões de pessoas na zonarural da China queimam normalmente carvão puroem fornos fechados, e usam briquetes de carvãopara secar o milho e outros alimentos.41Este tipo deuso do carvão produz um risco extremamente altoporque o carvão queimado nessas condições temtipicamente maiores concentrações de mercúrio doque o carvão queimado em uma usina elétrica norte-americana ou européia (veja barra lateral na página7). Por exemplo, na Província de Ghizhou, nosudoeste da China, onde o consumo doméstico decarvão é muito comum, os níveis de mercúrio nocarvão medidos chegaram a 55ppm,aproximadamente 200 vezes a concentração médiade mercúrio do carvão dos EUA.Concluindo...A triplicação dos níveis de mercúrio no ambienteglobal nos últimos 100 anos resultou em crescentesriscos para todas as pessoas, para a vida selvageme ecossistemas, e ameaça a viabilidade futura dospescados como uma das mais importantes fontes deproteína do mundo.O mercúrio oriundo de vários usos industriais,ocupacionais, domésticos e em serviços de saúde –assim como as fontes locais e global de mercúrio –apresenta riscos adicionais de exposição paramilhões de pessoas em todo o globo todos os dias.Várias epidemias de exposição de larga escala nosúltimos 50 anos demonstraram os impactosdevastadores dos graves envenenamentos demercúrio. De Minamata, Japão até Choropampa,Peru e por todo o mundo, a exposição humanadireta ao mercúrio prejudicou e matou dezenas demilhares de pessoas, devastando gerações desobreviventes, assolando comunidades e arruinandoo meio ambiente com áreas contaminadas pordécadas.Pessoas em países em desenvolvimento – e emparticular mineradores de ouro, pescadores desubsistência e as suas famílias, estão de uma formadesproporcional impactados pelo mercúrio, devidoàs suas situações econômicas e culturais e falta deconsciência dos riscos de exposição trazidos pelomercúrio. Devido às características que o fazembioacumular e persistir no meio ambiente, omercúrio é uma ameaça para comunidadesindígenas desde o Ártico – onde a deposiçãoatmosférica da queima de carvão nos paísesindustrializados se acumula nos peixes e mamíferos– até o Amazonas, onde as liberações de mercúrioda mineração de ouro de pequena escala estãoameaçando ecossistemas críticos.Esses são fatos perturbadores, registrados na brutalhistória do mercúrio. Os povos do mundo têm odireito de perguntar quantos mais serãoenvenenados pelo mercúrio antes que a união dasnações interrompa o comércio tóxico, o uso eliberação de mercúrio para sempre? A menos queum caminho alternativo seja claramente articulado, acrescente geração de combustíveis fósseis,mineração de ouro, produção de cloro-soda comcélulas de mercúrio, má disposição de resíduos, enovos usos industriais e domésticos contendomercúrio empurrarão o planeta para além dos limitesdos seres vivos.Está bastante claro que para evitar uma catástrofeglobal causada pelo mercúrio, ações internacionaisconcretas e obrigatórias devem ser desenvolvidaspara coordenar e harmonizar a ação nos níveislocais, nacionais e regionais de forma a proteger ascrianças e as futuras gerações da exposição aomercúrio – a bomba relógio tóxica mundial.Escrito por: Shefa Siegel, Lori Stratton, MichaelBender e Richard Gutierrez.Foto da capa: Copyright Eugene Smith.Traduzido por: Zuleica NyczRevisado por: Jeffer Castelo BrancoPublicado por: ACPO – Associação de Combateaos Poluentes – http://www.acpo.org.br
  10. 10. 9Bureau of Waste Prevention, Division of Planning and Evaluation, Massachusetts Executive Office ofEnvironmental Affairs and Department of Environmental Protection, “Evaluation of the Technologicaland Economic Feasibility of Controlling and Eliminating Mercury Emissions from the Combustion ofSolid Fossil Fuel, Pursuant to 310 CMR 7.29-Emissions Standards for Power Plants, Dec 2002.2 World Health Organization (WHO), 1991, Environmental Health Criteria 118, Inorganic Mercury,WHO, Geneva.3 Carpi, A. The Toxicology of Mercury, City College of New York. P. 2, 1998.4 Veiga, M.M., & Hinton, J., Abandoned Artisanal Gold Mines in the Brazilian Amazon: A Legacy ofMercury Pollution, Dept of Mining and Mineral Process Engineering, University of British Columbia,Vancouver, BC, VST 1Z4 Canada.5 Environmental Protection Agency (US). Mercury study report to Congress. Washington;EPA. Pub.No.:EPA/600/P-97/002Ab.6 Zillious, E.J., Porcella, D.B., Benoit, J.M., "Mercury Cycling and Effects in Freshwater WetlandEcosystems," Environmental Toxicology and Chemistry 12 (1993), pp.2245-2264.7 Swain, E., Slide Presentation on Sources of Mercury Deposition in Upper Midwest, MinnesotaPollution Control Agency, Apr 3, 1997.8 See http://europa.eu.int/comm/environment/air/background.htm#mercury.9 Bolger and Schwetz N. Engl. J. Med., 2002, 347(2): 1735-1736.10 Sorenson N, Murata K, Budtz-Jorgenson E, Weihe P, Grandjean P. Prenatal methylmercury exposureas a cardiovascular risk factor at seven years of age. Epidemiol 1999; 10:370-5.11 Grandjean et. al., 1997.12 See http://europa.eu.int/comm/environment/air/background.htm#mercury.13 "Pollutants threaten Artic wildlife, Inuit," SeaWeb Ocean Update, September 1997.14 10 micrograms per gram of hair.15 The U.S. local and Brazilian safety limit—500 nanograms/gram wet weight (0.5 microgram pergram).16 Salonen et al., 1995.17 Raloff, 2001.18 Out of 690 samples taken at 72 gold and silver mines across the US, there were 86 cases ofoverexposure to mercury.19 International Dental Journal (1988) 38, 191-192. Recommendations on dental mercury hygiene:Revision of FDI Technical Report No. 7.20 Ritchie et al., 2002.21 World Health Organization, Environmental Health Criteria 118, Inorganic Mercury, WHO, Geneva,Switzerland,1991.22 Agency for Toxic Substances and Disease Registry, US Public Health Service, Toxicological Profilefor Mercury. 1999; Kingman A., et al, National Institute of Dental Research, “Mercury concentrationsin urine and blood associated with amalgam exposure in the US military population,” Dent Res.77(3);461-71, 1998; National Research Council, Toxicological Effects of Methylmercury, pp.41 and304-332: Risk Characterization and Public Health Implications, National Academy Press, 2000.23 Clarkson et. al., 1988.24 NAS/NRC 2000 report, p. 46.25 Leistevuo J. Et al, Dental amalgam fillings and the amount of organic mercury in human saliva,Caries Res May-Jun:35(3):163-166, 2001; Sellars, WA, Sellars, R., University of Texas SouthwesternMedical School, “Methyl mercury in dental fillings in the human mouth,” Journal of Nutritional &Environmental Medicine, 6(1):33-37, 1996.26 "Concise International Chemical Assessment Document No. 50: Elemental mercury and inorganicmercury compounds: Human health aspects (www.who.int/pcs/cicad/summaries/cicad_50.html),September 2002, based on the "Toxicological profile for mercury (update) published by the Agency forToxic Substances and Disease Registry of the US Department of Health and Human Services (ATSDR)in 1999.
  11. 11. 1027 There is a difference of one carbon-hydrogen molecule. Institute of Medicine News Conference Oct. 1,2001; Clarkson, 2002.28 "Thimerosal in Vaccines: A Joint Statement of the American Academy of Pediatrics and the PublicHealth Service," Morbidity and Mortality Weekly Report, July 9, 1999 (/48(26);p563-565)29 WHO Database for AMRO (2003), Clarkson, 2002.30 Bernard et. al., 2000; VOSI, 2001.31 Grandjean et. al., 1998.32 75 micrograms from 3 doses of DTaP, 75 micrograms from 3 doses of Hib, and 37.5 microgramsfrom three doses of Hep B vaccine. See table of “thimerosal content in some U.S. vaccines ” in AAP,1999, interim report; United States schedule, Tables 1 and 2.33 WHO position paper, Weekly Epidemiological Record, No.2, January 14, 200034 ATSDR, 1999.35 This assumes that measles, polio, BCG, and yellow fever vaccines do not contain mercury because theyare live vaccines.36 Schumacher, 1999.37 Pless, 1999.38 Elemental forms of mercury exposure in homes from consumer products, health and beauty aids,ritualistic, religious and cultural uses are well documented; see RUMTF, USEPA July 2001.39 US OSHA-PE regulation.40 ATDSR, 1999.41 “China and U.S. Geological Survey…Working Together on Environmental Issues.” USGS NewsRelease, June 23, 1998.

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