Queda do império português

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Queda do império português

  1. 1. EB 2,3 do Caramulo Ficha de Informação/Trabalho de História 8º Ano – 2009/2010Nome: ___________________________________________ Nº _____ Tª _____ O Império Português e a Concorrência Internacional O Império Português em Crise Os navios e os territórios que os portugueses dominaram eram sucessivamente atacados pelos muçulmanos, entre outros povos. Os naufrágios e os ataques dos corsários faziam com que houvesse enormes perdas de vida, navios e mercadorias. Os naufrágios eram provocados muitas vezes pelo excesso de carga. Mas no séc. XVI a situação agravou-se: • Concorrência comercial dos muçulmanos, franceses, holandeses e ingleses • As rotas do levante ganharam força e levavam consigo toneladas de especiarias para a Europa. Fazendo concorrência à rota do Cabo • Devido ao prejuízo da rota, os reis portugueses tiveram que se endividar perante os bancos estrangeiros • O império português era muito vasto e disperso dificultando a sua defesa e controlo • Corrupção da administração. O Apogeu do Império Espanhol Na 2ª metade do séc. XVI Espanha tornou-se a maior potência europeia. Ao mesmo tempo que o rei Filipe II subira ao trono, este controlou vários países, como Países Baixos, Milão, Nápoles, Sicília e Portugal, já em 1580. Para além de ter um império colonial, Espanha detinha o monopólio dos mares e ainda enormes quantidades de ouro e de prata. Toda esta riqueza reflectiu-se nas artes, na corte e no poder militar. Este período, séc. XVI, foi designado por século de ouro, el siglo de oro, da Espanha. Filipe II tentou impor a hegemonia[1] e supremacia do Catolicismo. Porém não conseguiu evitar a independência dos Países Baixos, nem dominar a Inglaterra. A UNIÃO IBÉRICA A Crise Política em Portugal Como o comércio do Oriente estava em crise, Portugal começou a defender o império do Norte de África. Assim, em 1578, D. Sebastião à frente de um exército desembarcou em Marrocos, e foi na Batalha de Alcácer Quibir que Portugal teve uma grande derrota e na qual o rei português viria a desaparecer. Com este desaparecimento veio instalar-se em Portugal uma grave crise política, pois D. Sebastião não tinha filhos nem o seu tio-avô, o Cardeal D. Henrique, que lhe sucedeu. Aparecendo vários pretendentes ao trono português, que eram netos de D. Manuel I: Filipe II, rei de Espanha; D. Catarina, duquesa de Bragança e D. António, prior do Crato e filho ilegítimo de D. Luís.
  2. 2. A ECONOMIA ATLÂNTICAA viragem atlânticaEmbora Portugal continua-se a ser, no século XVI, uma importante potência colonial o comércio do Oriente,agravava-se pois os portugueses dedicaram-se à exploração dos territórios de S. Tomé e do Brasil, ou seja,territórios atlânticos que pertenciam aos portugueses.O crescimento do BrasilNo Brasil, devido aos inúmeros colonos, estabeleciam-se extensas plantações de cana – de – açúcar eengenhos. Os engenhos eram instalações com aparelhos apropriados para moer a cana e fabricar o açúcar.As tentativas dos colonos de tentar escravizar os Índios, deram origem à oposição dos Jesuítas. Estes porsua vez protegiam os Índios em aldeamentos (agrupamento de aldeias, dirigido pelos Jesuítas, onde estespodiam impor-lhes hábitos de trabalho).O interior brasileiro atraiu muitos europeus. Por esse motivo, criaram-se as bandeiras – expedições decolonos que partiam para o interior armados e levando geralmente uma bandeira. Essas expedições tinhamcomo objectivo encontrar os Índios e descobrir ouro e pedras preciosas.Os bandeirantes, ao percorrerem quase todo o território brasileiro, contribuíram para a delimitação dasfronteiras dos países.A PROSPERIDADE DOS TRÁFEGOS ATLÂNTICOSDe África para Portugal e para o Brasil eram exportados muitos escravos. Em troca, África recebiaaguardente, panos ou utensílios de metal. Para a metrópole, vindo do Brasil, chegavam o açúcar e o tabaco.O factor que ligou Portugal, o Brasil e o litoral africano foi o comércio triangular que se baseava,principalmente no tráfico negreiro e nos produtos tropicais brasileiros.Por este motivo é que, a burguesia mercantil era muito desenvolvida, tanto em Lisboa como noutros portosportugueses.Lisboa, em 1620, era uma das maiores cidades da Europa pois, nela encontravam-se 165 milhabitantes.A RESTAURAÇÃOAs Repercussões da Crise EspanholA Guerra dos Trinta Anos (1618-1648)[2] e os combates marítimos e coloniais ram alguns problemas queEspanha enfrentava e que Portugal também sentia.Os inimigos da Espanha eram também inimigos de Portugal. Os ingleses e holandeses começavam a controlaros territórios do Oriente e fixaram-se no Nordeste do Brasil:1624  Salvador da Baía1630  Recife e Olinda, regiões onde é abundante o açúcar
  3. 3. Um Descontentamento GeneralizadoEm 1637 começavam a surgir motins por todo o país. Todas as classes estavam descontentes: a burguesiaestava a perder o controlo do tráfego do açúcar; os impostos aumentaram fazendo com que o povo entrasseem revolta e os nobres viam assim o fim do império filipino e o desinteresse de Filipe IV pelos assuntosportugueses. As revoltas ainda iam ser mais quando é afirmado que Portugal ia passar a ser uma provínciaespanhola e que muitos nobres tinham de ir combater para a Catalunha.A Revolução de 1640Com a ajuda dos inimigos de Espanha – França e Inglaterra – devido à cedência portuguesa de Bombaim eTânger, os nobres reorganizaram o exército e a defesa e venceram os espanhóis nas batalhas de Linhas deElvas, Ameixial e Montes Claro. Espanha encontrava-se na Guerra dos Trinta Anos que também ajudou osportugueses a vencerem.A revolução deu-se no dia 1 de Dezembro de 1640 e D. João IV, oitavo duque de Bragança, foi aclamado reide Portugal.Portugal também conseguiu restaurar o poder atlântico português na Angola e no Brasil, devido àintervenção dos colonos brasileiros. Responde agora às seguintes questões: 1. Identifica os problemas que conduziram à crise do império português do Oriente. 2. Relaciona a prosperidade espanhola, com o afluxo de metais preciosos das Américas. 3. Identifica os problemas que afectaram a rota do Cabo. 4. Conclui consequências sociais e políticas da batalha de Alcácer Quibir. 5. Identifica os principais pretendentes ao trono de Portugal, reconhecendo os seus direitos. 6. Identifica os interesses sócio- económicos dos grupos que apoiaram Filipe II. 7. Enumera as principais disposições das cortes de Tomar e de salvaguarda da autonomia nacional. 8. Identifica os países marítimos do Norte da Europa que se opunham ao monopólio marítimo ibérico. 9. Caracteriza e localiza geograficamente o comércio triangular atlântico português. 10. Refere as razões do emprego de mão-de-obra africana, nas plantações brasileiras. 11. Relaciona o agravamento da situação portuguesa durante o domínio filipino, com as dificuldades sofridas pela Espanha a partir da segunda década do século XVII. 12. Explica as razões do descontentamento dos diversos grupos da sociedade portuguesa, no contexto de crise. 13. Descreve os acontecimentos do 1º de Dezembro, avaliando o seu significado.

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