Apresentação Para Psicologia

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Apresentação Para Psicologia

  1. 1. Trabalho realizado por: Sílvia Moreira nº2/12º A3 Ano Lectivo 2006/2007 – Colégio Camões Modificações cerebrais nos psicopatas
  2. 2. Introdução <ul><li>Segundo o italiano Lombroso, algumas pessoas são normais e outras nascem predestinadas a serem criminosas ou &quot;loucas&quot;. Na sua época, esse rígido Determinismo Biológico tentava oferecer ao mundo uma resposta sobre o problema das diferenças pessoais. </li></ul><ul><li>Não raramente, a sociedade tem grande dificuldade em admitir que essas pessoas pertençam ao mesmo grupo humano considerado “normal”, preferindo acreditar que os loucos, tanto como os criminosos, são pessoas estranhas e biologicamente diferentes dos homens de bem, de nós mesmos e das nossas famílias. </li></ul><ul><li>Este trabalho vai abordar aquilo que acontece na mente de um possível criminoso, nomeadamente as modificações cerebrais que nele vão surgindo, tentando desmistificar a ideia de que os criminosos já nascem predestinados. </li></ul>
  3. 3. A origem do problema <ul><li>Imagens funcionais obtidas por PET (positron emission tomography) têm sido usadas para investigar possíveis alterações na função do cérebro das pessoas portadoras de distúrbios caracterizados por excessiva violência e agressividade. Algumas pesquisas nessa área têm mostrado uma percentagem alta de um menor nível do funcionamento cerebral no córtex pré-frontal em pessoas criminosas violentas em relação às pessoas normais. Isso pode ser um indício de algum défice neurológico relacionado com a violência. </li></ul><ul><li>O mau funcionamento do córtex pré-frontal pode resultar na impulsividade, perda do auto-controlo, imaturidade, emocionalidade alterada e incapacidade para modificar o comportamento, o que pode facilitar os actos agressivos. É bastante provável que essas alterações estejam relacionadas com violência, já que essa região faz parte do chamado sistema límbico, responsável pelas emoções e pelo comportamento emocional. </li></ul>
  4. 4. Como “nasce” um criminoso? <ul><li>Actualmente, é difícil aceitar-se a existência de uma personalidade tipicamente criminosa, composta por traços imutáveis e pré-definidos. Defende-se sim a existência de diferentes formas de organização e estruturação da personalidade, de diferentes maneiras de integrar os estímulos do meio e os processos psíquicos e de diferentes maneiras de relação com o mundo exterior. Essa estruturação típica e própria da personalidade é que produz diferentes representações da realidade nas diferentes pessoas e, em função dessa personalidade, as pessoas definirão também as suas diferentes formas de agir e de se relacionar com os outros e com o mundo. Seguindo esse raciocínio, o criminoso, como qualquer pessoa, estabelece uma representação da realidade, desenvolve uma ordem de valores e significados, na qual a transgressão adquire um determinado sentido e se torna, num dado momento da sua história de vida, uma modalidade de vida. </li></ul>
  5. 5. Por que é que isto acontece? <ul><li>Realizou-se um estudo por meio de um teste através de uma ressonância magnética funcional, onde se concluiu que o cérebro de alguns indivíduos responde de forma diferente da de uma pessoa normal quando levado a fazer julgamentos morais, que envolvem emoções sociais, como arrependimento, culpa e compaixão. Diferentes das emoções primárias, como o medo, que dividimos com os animais, as sociais são mais sofisticadas, exclusivas dos humanos - têm a ver com nossa interacção com os outros. Os resultados preliminares do estudo sugerem que os psicopatas têm muito pouca pena ou culpa, dois alicerces da capacidade de cooperação humana. Porém, sentem desprezo e desejo de vingança. As imagens mostraram que há pouca actividade nas estruturas cerebrais ligadas às emoções morais e às primárias e um aumento da actividade nos circuitos cognitivos, ou seja, os psicopatas comunitários, assim como os clássicos, funcionam com muita razão e pouca emoção. </li></ul>
  6. 6. Resultados dos estudos <ul><li>Quando uma pessoa normal (à esq. ) faz julgamentos morais, activam-se as áreas pré-frontais ( laranja e roxo ), responsáveis pelos aspectos cognitivos - frios e racionais - do julgamento. Também são activados o hipotálamo ( azul ), relacionado às emoções básicas, como raiva e medo, e o lobo temporal anterior ( vermelho ), ligado às emoções morais, tipicamente humanas. Resultados preliminares mostram que, no cérebro do psicopata ( à dir. ), diminui sensivelmente a activação das áreas relacionadas tanto às emoções primárias ( azul ) quanto às morais ( vermelho ) e aumenta a actividade nas áreas pré-frontais ( laranja e roxo ), ligadas aos circuitos cognitivos, de razão pura. </li></ul>
  7. 7. Conclusão <ul><li>Considerando os três elementos condutores mestres da acção humana como sendo o Querer, o Dever e o Conseguir, na linguagem freudiana, o Id, o Superego e o Ego, psicopata seria aquele que, não dispondo ou dispondo de forma diminuta do Dever (superego), estaria autorizado, por si mesmo, a proceder da maneira mais eficiente para o seu próprio prazer ou para a sua sobrevivência. </li></ul><ul><li>Portanto, apesar da eficácia existencial, o psicopata seria o exemplar humano mais próximo da animalidade. Ora, aproximar-se da animalidade é um fenómeno a que todos estamos sujeitos, de acordo com a existência iminente de severa ameaça existencial. A distinção e o mérito éticos de cada um medem-se de acordo com o limiar, a partir do qual, recorremos à animalidade para a conquista dos nossos objectivos. </li></ul><ul><li>Quanto mais vulnerável à animalidade, menor o sentido (e sentimento) ético da pessoa. Como o psicopata vive na animalidade (das atitudes), falta-lhe totalmente a condição ética. E há quem pense que, para problemas éticos... soluções éticas, para problemas médicos... soluções médicas. O psicopata não aprende com certas experiências, nem com a argumentação, e menos ainda com o discurso ético. </li></ul>

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