Curso massagem oriental

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Curso massagem oriental

  1. 1. Curso de Massagem Oriental 1 “A constituição básica individual permanece inalterada durante o tempo de vida, conforme ela é geneticamente determinada. A combinação dos elementos presentes ao nascimento permanece constante. Contudo, a combinação de elementos que governa a contínua transformação fisiológica do corpo altera-se em reação às transformações no meio ambiente" (Texto Ayurvédico) Co-Autores: Este livro representa a realização de um projeto de cinco anos, que teve início com a fundação da Associação de Massagem Oriental do Brasil. A.M.O.R., e é o somatório da experiência de profissionais que tenho a honra de apresentar, e que compõem a equipe de professores do curso de Massagem e Sensibilidade, realizado em várias cidades, simultaneamente, nos estados de São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro, principalmente. São eles: - Salem Hanna - Daniel Vieira da Silva - Edvaldo Oliveira Cruz - Ingrid Kook Weskott - Sidney Donatelli - Mario Figueiredo - Tânia Regina Zanin - Marjorie Evangelista Cada um deles incluiu um capítulo nesta obra, representando uma introdução de seu trabalho individual, já em fase de conclusão de tese, e que brevemente serão publicados em livros. A todos eles minha gratidão e respeito. Armando S. B. Austregésilo Dedicatórias Dedico este livro às minhas filhas: Parvati e Lakshmi. a quem agradeço a força motivadora de minha vida! Também a Eliane, parceira de tantos anos de luta. Mulher, mãe e inspiração! Agradecimentos Há também algumas pessoas que participaram deste trabalho, a quem desejo agradecer: - Dr. José Eduardo Petri, consultor técnico e tradutor da localização anatômica dos pontos chineses; - Carlos Roberto Gomes. autor de muitos pensamentos conclusões e pesquisas aqui expostos; - Nelson Francisco Annunciato. colaborador do início dos trabalhos em São Paulo, orientador do pensamento anatômico que norteia o curso e a Associação; - Carlos Ávila. companheiro novo. entusiasta e amigo-capricórnio; - Rosana Fernandes primeira revisora, companheira e amiga- capricórnio; - Eliana Floriano; colaboradora, divulgadora, incansável companheira, exemplo de determinação e esperança; - Maria Lúcia Figueiredo da Fonseca, datilógrafa. outra amiga capricorniana, que muito auxiliou na administração da A.M.O.R.; - Rita de Cássia Franco. revisão final amiga nova; - Maria Luiza Antunes Gomes da Silva fotógrafa e incentivadora. O Autor
  2. 2. Curso de Massagem Oriental 2 Prefácio Desde que a linguagem do tato foi assumida em 1979 pelo livro Massagem e Sensibilidade e daí espalhou-se a todo o País na voz e cursos deste Austregésilo Armando, muito se viu e ouviu e tocou em benefício e prol da vida e do bem vivê-la. Tocamo-nos, e dessa linguagem que absolutamente não tem aspas muitas gírias e expressões surgiram para favorecer o dia-a-dia do nosso relacionamento, que já era rico, e agora se veste e reveste na riqueza da comunicação total, própria de todo recurso de linguagens a nos mostrar e compreender. É dessa possibilidade de riqueza que trata esse livro, expressa no cotidiano da Associação de Massagem Oriental do Brasil - A.M.OR., criada e dirigida pelo autor. O trabalho incessante/incansável que Armando desenvolve com a A.M.OR. é algo que estimula qualquer ponto, com um ritmo que contagia e encanta, tal fôlego e força imprimidos em suas realizações, e acaba por fazer-se um convite irrecusável a nossa participação ativa, seja como discípulo, aluno ou colaborador, mas sempre entusiastas e divulgadores gratuitos, confiantes de passar cada vez a mais pessoas uma maneira de ver a vida que exprime muito prazer e saúde. Toques populi. Que assim seja. Que as pessoas possam se tocar e ler, com mais essa obra, suas vidas a fluir. J. Julio Diogo e Arlete R Nogueira Almeidas A Linguagem do Tato A massagem vem sendo cada vez mais usada no Brasil a partir dos grandes centros. Temos tido oportunidade de ministrar cursos e vivências em várias cidades, percebendo a atração forte que o uso da massagem exerce sobre as pessoas. Há todo um mito em relação à massagem, que ora afasta, ora aproxima os leigos de cursos e atendimentos por massagem. No entanto, mesmo as pessoas que não se aproximam diretamente, recebem alguma influência, seja no contato com outras pessoas que já conhecem um mínimo, seja através dos meios de comunicação, que muito discretamente vêm incluindo a massagem em sua programação. A massagem é uma forma de expressão muito antiga e podemos chamá-la de primitiva, enquanto esta denominação designe a simplicidade e a praticidade de empregá-la. Todos nós, literalmente, conhecemos a massagem desde a fase intra- uterina, uma vez que ainda naquela fase de desenvolvimento do ser humano já recebemos informações do meio externo (lado de fora do abdômen), via contato físico, através da placenta, tecido uterino. camadas de músculos e outros tecidos até a pele materna. que representam alterações do ambiente externo, ao longo da nossa pele e sistema nervoso periférico. ainda rudimentares, e que criam já neste momento uma pequena memória deste novo ser. Não é uma pretensão dizermos que a massagem, como uma linguagem, tem sua origem em nossa vida, já nos contatos iniciais, inteligíveis, do pequeno ser intrauterino. Ao longo do nosso amadurecimento intra-uterino, e até o nascimento, os contatos externos estão, de certa forma, filtrados pelo corpo materno, nos levando a concluir: - Os cuidados que uma gestante e seu parceiro (o pai), devem dispensar ao corpo físico-energético do novo ser são importantes quanto à qualidade de informações de primeira mão que aquele indivíduo, por eles gerados, está recebendo e que será à base de comunicação desta nova pessoa, no momento de relação, após o nascimento, ao longo dos primeiros anos, e por toda a vida. Os primeiros dias de nascido incluem na vida de uma pessoa o tato direto com o ar, as roupas. os objetos e o corpo de outras pessoas. É nesta fase que experimentamos as primeiras sensações tácteis, e é verdade que os outros sentidos, a visão, a audição, o paladar e o olfato, também estão em franco processo de adaptação à vida. Mas é verdade também que o tato físico é o sentido com mais recursos que o indivíduo conta. As palavras faladas ainda não são
  3. 3. Curso de Massagem Oriental 3 conhecidas, os sons ainda não conseguem fazer sentido, as imagens precisam ser vistas várias vezes para formar um código, assim como o olfato é muito restrito, ficando, assim, o paladar com uma importância próxima do tato físico, como função de aprendizado. Aprendemos muito sobre a nossa sobrevivência, as ameaças e as proteções com que podemos contar nos primeiros dias através do tato protetor ou ameaçador daqueles que nos carregam no colo. O uso do contato físico entre os adultos e as crianças recém-nascidas, ao longo dos primeiros anos, e até a fase pré-adolescente é amplo. Porém é nesta fase que somos condenados ao afastamento brusco do contato com os adultos, uma vez que nesta nova fase, que se segue à infância, a nossa sexualidade já está perfeitamente perceptível e atuante. É um momento de grande contradição este que desponta, pois os prazeres do contato corporal que tanto conhecemos e desejamos, parte integrante de nossa educação, passam agora a ser censurados ou direcionados, egoisticamente, para umas poucas pessoas, que na verdade se envergonham de sentir prazer. Vemos também a substituição da palavra táctil pelas palavras verbais, tão incentivadoras das disputas e invejas. Mentir com palavras verbais é mais fácil do que com palavras tácteis! Ao longo da adolescência o nosso corpo se manifesta de forma variante e a compreensão das sensações, principalmente as de ordem sensual- sexual, são debatidas em vários graus, normalmente pela fala, incluindo pesos e medidas em nossas emoções e manifestações. Estamos codificando nessa época o sentido do prazer, da culpa, do engajamento social e finalmente da dor causada pelo Uso X Repressão das demonstrações físicas do nosso corpo. Sugiro que, neste momento, pais e educadores façam menos discursos verbais e toquem mais os seus adolescentes, se é real o desejo de transmitir algo de valor. Vejamos uma forma de observação crítica à capacidade de organização e cooperação entre cidadãos de uma urbe brasileira; sem necessitar grande atenção é fácil perceber o grau de competitividade que rege as ações das pessoas de um mesmo conglomerado urbano: o trânsito de autos, a relação motorista-pedestre, o medo de tocar e de ser tocado... Pois bem, dedicando mais tempo a nós mesmos, aumentando, num primeiro instante, o nosso próprio contacto físico, e conseqüentemente com as pessoas que nos cercam, principalmente os nossos filhos, estaremos aumentando as possibilidades de uma maior compreensão de nossos problemas e alcançando as soluções com menos dor. A linguagem táctil (menosprezada até aqui) que representa a capacidade de expressão de uma pessoa pode ser reconquistada, com relativa facilidade, desde que nos proponhamos a reaprender, sem medo, esta comunicação primitiva e tão presente em nossa vida. Em nossos cursos dispensamos um bom tempo do início com a interpretação dos contatos físicos entre os alunos, consigo mesmo e com os demais, incitando-os a se manifestarem ao máximo com suas mãos e corpos. Vejamos nos próximos capítulos como isto tem sido feito e a experiência desse trabalho.
  4. 4. Curso de Massagem Oriental 4 Massagem ocidental Dados Históricos: Dentre todas as terapias, a massagem é a mais elementar e a mais antiga. Sua História e evolução remontam às mais afastadas épocas da vida humana sobre a terra. A primeira massagem, realizada pelo homem, aconteceu quando este, instintivamente, esfregou sua pele para aliviar a dor de um traumatismo qualquer. Desde as mais remotas civilizações pré-colombianas temos escritos que falam sobre a massagem. Os gregos e os romanos foram, sem dúvida, grandes conhecedores e praticantes da massagem, e a indicavam nos esportes e nos tratamentos das doenças. No Ocidente, durante longo período desde a Idade Média até final do século XlX, a massagem esteve esquecida e obscura, tendo sido praticada somente por curiosos e leigos, não merecia a atenção dos médicos que nela não reconheciam valor terapêutico. Foi o Dr. Henry Pahr Ling, no final do século passado, que reintroduziu a massagem como recurso terapêutico nos meios médicos de todo o mundo. Atualmente o reconhecimento de que a massagem possui grandes virtudes terapêuticas possibilitou a ampliação de seu ensino e criou novos departamentos em todos os hospitais modernos. Definição: Massagem é a linguagem do tato. Podemos defini-la como sendo um conjunto de toques exercidos sobre o corpo com fins terapêuticos, desportivos estéticos, emocionais, lúdicos ou sexuais. Efeitos da Massagem: Agindo sobre a pele e órgãos profundos, a massagem tem dois tipos principais de efeitos: um efeito indireto, psicológico, fisiológico, de repercussão geral; e um efeito direto muscular, mecânico, de repercussão local. Efeitos Fisiológicos da Massagem: Estudaremos os efeitos fisiológicos determinados pela massagem sobre os diversos tecidos. Os tecidos reagem de modo diferente conforme a técnica e a dose de massagem. Vamos, portanto, estudar aqui estes efeitos sobre os seguintes tecidos: pele, tecido celular subcutâneo, circulação, músculos, tecido adiposo (gorduras), sistema nervoso e metabolismo. Efeitos sobre a pele: a massagem age sobre a pele removendo sua camada epitelial superficial, desobstruindo os poros, sobre a circulação cutânea, e, além de aumentar a temperatura local, tem ainda uma ação calmante, pois atua sobre os filetes sensitivos, diminuindo sua hiperexcitabilidade. A massagem torna a pele mais fina e elástica. Efeitos sobre o tecido celular subcutâneo: este tecido ocupa o espaço entre a pele e os músculos e é muito rico em vasos linfáticos. O que determina a espessura do tecido celular subcutâneo é a maior ou menor quantidade de gordura. A massagem desse tecido tem a probabilidade de aumentar a absorção e a eliminação de gorduras. Isto somente é possível com a massagem de pinçamento que reduz a gordura a pequeníssimos glóbulos e provavelmente absorvíveis. Efeitos sobre o tecido adiposo (Gordura): é prática comum o uso da massagem para emagrecimento. O Dr. Roenthal, pesquisador que estudou os efeitos da massagem sobre a gordura, teve a paciência de engordar um certo número de cobaias e depois as submeteu a vigorosas massagens abdominais com o intuito de emagrecê-las. Não conseguiu. Após a massagem ele retirava pedaços de gordura e examinava-os ao microscópio e observava a existência de hemorragia capilar, porém não notava a eliminação da gordura. Entretanto, é importante ressaltar que a massagem pode emagrecer indiretamente, aumentando a diurese, a sudorese, aumentando o metabolismo e reduzindo a gordura a glóbulos extremamente pequenos que provavelmente possam ser absorvidos e eliminados. Efeitos sobre os músculos: uma massagem vigorosa não dá lugar a formação de Ácido Lático e conseqüentemente acidosa e evitando a fadiga muscular; desfaz a Aderência Fibrosa das fibras musculares, aumentando indiretamente a força muscular, pois estimula mecanicamente os músculos e melhora muito a circulação e conseqüentemente a nutrição muscular com evidente aumento da sua energia vital. É um dos fatos mais indiscutíveis da massagem o aumento do volume muscular. Efeitos sobre a circulação (Sanguínea e Linfática): a massagem pode agir sobre a circulação de dois modos: primeiro através de um efeito mecânico que, feita no sentido centrípeto, auxilia a circulação de retorno. Segundo, determinando a contração reflexa das fibras musculares lisas das paredes dos vasos de tal modo que mantém ou restaura sua tonicidade normal. A massagem determina um notável aumento das trocas nutritivas entre a corrente sanguínea e os tecidos, melhorando deste modo seu metabolismo.
  5. 5. Curso de Massagem Oriental 5 Efeitos Sobre o Sistema Nervoso: a massagem pode agir de vários modos sobre o sistema nervoso, dependendo das técnicas empregadas, da dose e da pressão aplicada. A massagem suave é calmante e sedativa; a massagem vigorosa estimula e excita os nervos. Não há dúvida de que a massagem exerce efeito tanto sobre o S. N. C. (Sistema Nervoso Central) como sobre as terminações nervosas sensoriais e ainda sobre os nervos motores, tendo assim um efeito local. Efeitos Sobre o Metabolismo: como agente físico e mecânico que é, a massagem exerce uma certa influência sobre o metabolismo. A massagem é capaz de aumentar a eliminação de certos elementos constituintes da urina, aumentado à diurese através da massagem abdominal. Técnicas de Massagem Ocidental As manobras da massagem produzem efeitos de acordo com o ritmo, intensidade e velocidade, assim sendo; manobras lentas têm efeito calmante, analgésico e antiespasmódico; manobras rápidas têm efeito estimulante, circulatório e desintoxicante. Deslizamentos: é um movimento introdutório e constitui o primeiro tempo de qualquer massagem em cada parte do corpo Trabalha- se com a palma da mão aberta que se desloca sobre a pele, sem deprimi-la. É muito relaxante, nutrindo ao mesmo tempo a área que está sendo massageada, e o resto do corpo. Inicia-se com um toque suave e superficial e vai-se aprofundando durante o trabalho. Os deslizamentos atuam sobre as terminações nervosas sensitivas da pele, habituando-a ao contato da mão do massagista e preparando-a para as manobras mais vigorosas: Fricção: a atenção agora passa para as extremidades dos dedos que executarão pequenos círculos de penetração média para profunda, em torno das articulações dos ossos para quebrar os depósitos e aderências e para afrouxar as articulações em geral. É também eficiente no tratamento de bloqueios físicos relacionados com problemas emocionais, subluxações e acúmulos de toxinas no corpo. Amassamento ou Amassadura: a amassadura é uma classificação geral que inclui diversos tipos diferentes de manobras. Ela tem um efeito estimulador e nutritivo dos músculos, dos vasos sanguíneos, dos linfáticos e do sistema nervoso. O primeiro tipo de amassadura é o Pinçamento que se executa com os dedos em forma de pinças. Segurando parte da massa muscular e com ágeis golpes separá-la do osso, soltando-a em seguida e recomeçando, então, com outra parte próxima a ser trabalhada. As mãos podem agir em conjunto ou alternadamente. Repitante: outro tipo que consiste em separar com as extremidades dos dedos o músculo, formando uma prega. Alternar o movimento retilíneo entre as duas mãos.soltando a primeira prega e tomando outra logo a seguir. Existe ainda o Rolante. Com as mãos abertas (extensão), paralelas ou transversais ao osso, formar um rolo compressor contra a massa muscular. Geralmente aplicada sobre os membros superiores e inferiores. Por último vem a Compressão Óssea. usada principalmente para os membros. Constitui-se na tomada do segmento do braço, por exemplo, com as duas mãos em forma cilíndrica e na compressão da massa muscular contra o osso. Percussão: é um movimento estimulante do sistema nervoso, do fluxo sanguíneo e do tônus muscular. O efeito e a qualidade desta forma de massagem de pendem muito do ritmo c da freqüência com que é realizada e por isto exige do massagista muita habilidade e experiência. As pancadinhas de leve têm um efeito sedativo. A maior parte da percussão é feita com um movimento alternado das mãos enquanto elas e os braços ficam muito frouxos e relaxados. O primeiro tipo de percussão é o Ulnar. Isto se faz com a face ulnar do punho fechado. Geralmente é um movimento muito forte para ser feito no sacro. Estimula os nervos do sistema nervoso autônomo e relaxa a tensão da pélvis. O segundo tipo é o Palmar Formar conchas com as mãos, afastá-las alguns centímetros da superfície da pele e com movimentos alternados martelar, delicadamente e firmemente, a região de trabalho. Indicado para regiões de maior sensibilidade, por exemplo, a região ventral. Uma outra forma de percussão é o Tamborilamento. Percutir com todos os dedos, mais precisamente com a polpa das extremidades, alternados entre si, com movimentos suaves e relaxados. As manobras de percussão devem ser feitas o mais rapidamente possível, de modo a criar uma espécie vibratória de sensação. Não empregue qualquer movimento de percussão nas costas. em cima dos rins, pois poderia causar-lhes lesão.
  6. 6. Curso de Massagem Oriental 6 Vibração: a vibração é um movimento trêmulo que se estende de seu braço para o corpo da pessoa massageada. Seu efeito é calmante, analgésico e antiespasmódico. Pode ser empregada em quase todas as partes do corpo, porém geralmente é feita nos ombros, nas coxas e nas costas. Manobras: Movimento das Mãos (Ocidental) 1) Deslizamentos Uso Geral: tranqüilização a) Superficial carícia - início ou complementação b) Médio: observação - as mãos amoldam-se à parte do corpo trabalhada c) Profundo: terapêutico - influencia a corrente sanguínea (*) 2) Fricções Uso geral: amolecimento a) Média b) Profunda: de acordo com a Lei da Dor = deve-se massagear os pontos doloridos (passíveis de toque) até que a do r diminua ou desapareça. 3) Amassamentos ** Uso geral: efeito estimulador e nutritivo dos músculos Abdômen: a) Pinçamento b) Repitante Braços e Pernas: a) Rolante b) Compressão óssea* 4) Percussões ** Uso geral: enrijecimento a) Ulnar: indicado para regiões de grandes músculos e ossos. Ex. Coxas b) Palmar: indicado para regiões mais sensíveis. Ex. Abdômen c) Tamborilamento: ótimo para regiões muito delicadas. Ex. Seios femininos, rosto. 5) Vibrações ** Uso geral: anestésico a) Anestesia superficial passageira b) Hipnótico * - seguir a circulação de retorno. ** - Complementar estes movimentos com deslizamentos superficiais. Estrutura Postural do Corpo O autor do capítulo: - Sidney Donatelli Formado em artes cênicas, dedica-se há vários anos ao teatro Unindo todas as formas de compreensão e aprimoramento do corpo humano, pelo movimento, dedica-se ao estudo da massagem e técnicas complementares. É vice-presidente da Associação de Massagem Oriental do Brasil e dirige a Escola Amor de São Paulo. Relação do Organismo com o Espaço: Ao pensarmos em qualquer fenômeno submetido pela lei da gravidade, o primeiro referencial a se observar será a sua base. As estruturas dos reinos mineral e vegetal têm as suas bases intrínsecas a terra e fazem parte do movimento cíclico da natureza (energia vital). No caso do vegetal, existe um desenvolvimento vertical absolutamente harmônico entre as forças celestiais e telúricas. As estruturas do reino animal não fazem parte intrinsecamente do ciclo da natureza não estão na terra, são autônomas em vários níveis. Os mamíferos quadrúpedes se mantêm bem próximo da energia telúrica em todos os sentidos: desde o seu corpo ser voltado para baixo, até a sua alimentação vir direto da terra. Então, apesar de não estar grudado na terra o animal tem uma grande intimidade com ela. A vida psíquica da qual o homem é dotado é que o diferencia do vegetal e do animal. Ao ponto em que pensar e sentir são condições primordiais, o homem cria um microcosmo no seu corpo equiparando-se ao macrocosmo da natureza; tem a capacidade de se locomover, de classificar alimentos, de se abrigar, de respirar e se relacionar de diferentes formas. Está então numa posição intermediária entre as força: celestiais e telúricas e, para sobreviver bem tem de harmonizar o seu microcosmo (corpo) com o macrocosmo (as leis da natureza). Assim vemos como é fundamental a compreensão da natureza da
  7. 7. Curso de Massagem Oriental 7 estrutura postural do corpo para um melhor desenvolvimento psico- orgânico. Mecanismo de Equilíbrio do Corpo: Ao observarmos o corpo de um homem ou mamífero quadrúpede (em pé) veremos a sustentação em quatro pontos no animal (patas) frente a dois pontos (pés) no homem. Esses pontos determinam a área de sustentação de um corpo; quanto maior for a área maior será o equilíbrio. Vide o fascinante domínio que os animais têm de seu corpo. O homem, no desenvolvimento histórico do animal, passa de quadrúpede para bípede e desenvolve alguns controles específicos (capacidade motora final), como por exemplo, a grande habilidade das mãos, porém diminui a sua área de sustentação e fica muito vulnerável ao desequilíbrio. O homem constantemente procura o equilíbrio, ou seja, procura o seu eixo em relação à gravidade, montando a sua estrutura óssea sobre a área de sustentação como um edifício onde não há nenhuma parte desencaixada da outra, e em seguida procura manter essa estrutura devidamente encaixada em pé. Podemos concluir que a atitude de encontrar esse eixo, somada à atitude de mantê-lo, fundem-se numa só: a de constante movimento em busca da harmonia do corpo no espaço. Um corpo com os ossos (partes) formando um edifício (todo) encaixado, não terá a propensão de cair. Quem segura essa estrutura (conjunto de ossos) são os músculos. Estes são os responsáveis e mantenedores da forma da estrutura - continuando no exemplo do edifício, os músculos seriam a massa que sustenta os blocos empilhados e determinam a forma da construção. A essa musculatura de sustentação cabe a função estática, ou seja, manter o corpo em equilíbrio - encaremos o termo estático como denominação, pois diferentemente de uma massa de concreto, que é definitiva na sua forma dura, o corpo, como já concluímos, esta em constante movimento, no mínimo pelo pulsar do coração ou pela respiração. O movimento locomotor, de uma forma geral, cabe à musculatura da dinâmica. Verificação de um Corpo em Pé: Encaixe dos segmentos determinados pela musculatura posterior. Traçando uma linha perpendicular ao solo que passa no centro do corpo, este deve estar totalmente equilibrado entre frente, trás e lados. O esquema descrito serve como referencial para a estrutura corporal; a oscilação do corpo, a princípio, se mantém próxima a esse referencial, quando esse corpo não mantém uma irregularidade muscular (já vimos que o músculo é o responsável pelos desencaixes). Usamos o termo próximo lembrando que o corpo jamais pode ser visto como uma coisa estática, pois está sempre em oscilação. A musculatura, situada na parte posterior do corpo (função estática) é a responsável pela sustentação vertical; esses músculos posteriores são longos e formam uma cadeia interligada dos pés à cabeça. Sendo assim, uma deformação em qualquer parte dessa cadeia deforma a cadeia como um todo. Observando essa condição, concluímos que o trabalho de reestruturação Postural não deve ser visto fragmentadamente (visando uma parte do corpo), e sim procurando equilibrar o todo, através da soltura da musculatura posterior.
  8. 8. Curso de Massagem Oriental 8 Vista Anterior - Cabeça voltada para frente. olhar na linha do horizonte. Cabeça sem inclinações laterais distância da orelha ao ombro igual dos dois lados; - cintura escapular voltada para frente, linha reta na altura dos ombros e linha reta nas costelas, no fim do osso esterno; - cintura pélvica voltada para frente, linha reta na altura da crista ilíaca e linha reta na altura do púbis; - joelhos voltados para frente, sem rotação externa ou interna; - pés paralelos na largura dos quadris e dedos estendidos e voltados para frente. Vista Posterior - Cabeça reta formando uma linha no osso occipital paralela ao chão; - Escápula lado direito e esquerdo na mesma altura linha reta na parte superior da escápula; - Coluna vertebral formando uma linha reta vertical. Apófises espinhosas das vértebras alinhadas formando um caminho reto; - quadris na mesma altura, linha reta na altura dos glúteos; - conjunto Tíbia e Fêmur sem rotação externa ou interna; - tendão do calcâneo (Aquiles) vertical perpendicular ao chão; - pés com o peso distribuído por igual interna e externamente.
  9. 9. Curso de Massagem Oriental 9 Vista Lateral - Uma linha vertical perpendicular ao chão na parte posterior do corpo deve tangenciar a cabeça, o ápice da cifose torácica, o ápice da cifose sacrococcígea, o meio da parte inferior da perna e o calcâneo; - nenhum bloco deve estar projetado para frente ou para trás; - a linha do tórax, da clavícula aos mamilos, é oblíqua para baixo e para frente e a dos mamilos ao púbis vertical; - o braço está dentro da espessura do corpo a 1/3 da linha tangente posterior em relação à linha anterior do tórax; - os blocos da cintura escapular e cintura pélvica devem estar paralelos ao chão; - os joelhos estão esticados porém, não estão hiperestendidos; - o peso dos pés distribuídos igual anteriormente e posteriormente. Desarranjos: Anteriormente, o termo o homem procura o seu equilíbrio foi usado no aspecto mecânico do corpo. Se usarmos esse termo num parâmetro emocional a sua veracidade permanece. O homem, um aspirante do equilíbrio, procura-o em todos os sentidos da sua psique, fato que temos que ter em mente quando pensamos no corpo, seja na massagem, na dança ou nos movimentos cotidianos, para que nunca se separe a emoção da postura mecânica nunca se separe o comportamento do corpo do comportamento do indivíduo. O homem deve ser encarado como um todo, indivisível. Todas as partes se relacionam e se refletem: se o indivíduo convive com a sua estrutura corporal desencaixada, certamente a sua condição emocional não está equilibrada. Assim chegamos à clareza que o aspecto psicossomático na manifestação humana não deve partir de uma separação entre o psico e o somático para posteriormente chegar a uma unificação, e sim partir de uma globalidade da manifestação para, a partir daí, chegar à verdadeira origem dos nossos desarranjos. Patologias: Os desarranjos geram as patologias da estrutura do corpo, que se originam no enrijecimento da musculatura posterior. Essas patologias, mais comumente reconhecidas como problemas de coluna, dão-se através de um processo de repetição de um erro. Um pequeno desvio de um segmento só tende a se agravar se a atenção necessária não for voltada a essa região em relação a toda a estrutura. O corpo vai se esquivando e se defendendo, enrijecendo novos grupos musculares, causando - desarranjos numa atitude de compensação, novos desarranjos, numa atitude de compensação. A partir do momento em que a musculatura enrijecida mantém a estrutura óssea (principalmente a coluna vertebral) desencaixada, o como está propenso a se defender apresentando uma patologia, seja a nível ósseo (exemplo: osteófitos - bico-de-papagaio), seja a nível articular (ex.: artrite) ou seja o próprio disco intervertebral (ex.: hérnia de disco). Alongamento: As fibras musculares, a partir das nossas tensões, vão perdendo o seu potencial de elasticidade, e os músculos se mantêm encurtados, desencaixando e mantendo a estrutura óssea fora da sua condição anatômica natural.
  10. 10. Curso de Massagem Oriental 10 O alongamento - a partir do toque, de manipulações, posturas e movimentos - permite que os músculos voltem ao seu estado de tônus mais equilibrado, os tendões se descolem a nível de suas inserções nos ossos e as articulações voltem a ter o seu espaço normal, sem pressões erradas dos ossos. Assim podemos reeducar a estrutura de um corpo soltando e alongando a musculatura que mantém os segmentos desencaixados, até chegarmos a um todo harmônico. O alongamento atua como um desbloqueio de energia cristalizada nos músculos. É um trabalho de expansão (Yin) diante das contrações / tensões (Yang) acumuladas no corpo Pensando no aspecto psicossomático, o alongamento muscular alonga a consciência, a permissibilidade e a atenção do indivíduo com o seu corpo, e o encaminha à aptidão para o movimento, à liberdade de ação. Alongamento Ativo: São posturas ou movimentos realizados pela pessoa, partindo sempre de um estado de relaxamento de todo o corpo. No caso de movimentos, estes devem ser feitos sempre na expiração, que é quando o músculo diafragma libera as vértebras lombares, é o movimento de expansão do corpo. - Deitado em Decúbito Dorsal: A posição do corpo de um homem deitado se faz necessária para o descanso desse corpo. Deitado com as costas no chão, a gravidade atua ao longo de todo o corpo relaxando os músculos posteriores. Ênfase do Alongamento na Região Lombar da Coluna: Partindo do relaxamento, flexione as pernas, pés apoiados no chão. Cruze uma perna sobre a outra e, soltando o peso das pernas na expiração, deixe ocorrer uma rotação do quadril para o lado da perna que está em cima da cruzada; volte ao centro na inspiração. Repita o movimento várias vezes sentindo a musculatura da região lombar se alongando. Não induza o movimento; o trabalho é de soltura! Depois trabalhe o outro lado.
  11. 11. Curso de Massagem Oriental 11 - Deitado em Decúbito Lateral: Deitado de lado podemos soltar na gravidade os membros para frente ou para trás do tronco, dando espaço aos músculos que os prendem ao tronco. Ênfase do Alongamento na Região Torácica da Coluna: Deitado de lado, pernas uma sobre a outra, joelhos flexionados, braço de baixo perpendicular ao corpo, soltar a perna que está em cima para frente do tronco e o braço que está em cima para trás. Na expiração acentue a rotação do quadril para frente e a rotação da cintura escapular para trás. Na inspiração relaxe. Depois trabalhe o outro lado. - Sentado: Sentado, com uma posição cômoda das pernas, podemos sentir o apoio do osso ísquio no chão (0 cóccix não chega a encostar no chão), e fazer um balanço do quadril para frente, para trás e para os lados, relaxando os músculos glúteos e o ânus. Sinta a coluna alinhada em cima do ísquio, sem estar abandonada para frente ou para trás, e nem estar hiperesticada numa posição falsamente alongada. Ênfase do Alongamento na Região Cervical da Coluna: Sentado, após o procedimento descrito anteriormente, entrelace as mãos e apóie-se no osso occipital. Na expiração solte o pescoço para frente acentuando esta flexão com as mãos. Na inspiração volte à posição inicial. Alongamento Passivo: São movimentos realizados por uma pessoa atuando no corpo de outra, que deverá estar relaxada, passiva para receber a atuação da primeira. Os movimentos, da mesma forma que os alongamentos ativos, devem ser feitos na expiração e, quem está atuando, deve respirar junto com quem está recebendo, numa atitude de harmonia.
  12. 12. Curso de Massagem Oriental 12 - Em Decúbito Ventral: Ênfase do Alongamento na Região lombar da Coluna. Segurar nas pernas do massageado um pouco acima dos maléolos e na expiração esticar os membros inferiores para baixo. Na inspiração volte à posição inicial. - Em Decúbito Dorsal: Ênfase do Alongamento na Região Cervical da Coluna. Segurar a cabeça do massageado e fazer pequenos movimentos até senti-la solta em suas mãos. Os joelhos do massageado devem estar flexionados. Na expiração, leve a uma flexão anterior do pescoço; na inspiração, volte à posição inicial. O massageado não deve ajudar no movimento! - Sentado: Ênfase do Alongamento da Coluna. Massageado em posição cômoda, braços soltos, Segurar nos braços pelos pulsos; elevar os braços para cima e, com inspiração, esticar os braços para cima; retornar lentamente até a posição inicial, com os braços elevados. O homem, enquanto bípede, parte do referencial estrutural na posição em pé. O seu equilíbrio psicossomático verificou-se na sua harmonização corporal vertical. O trabalho de alongamento dos músculos posteriores, na concepção em que vimos, encaminhará o corpo a estar preparado para encontrar o seu eixo cm pé; a partir daí, os músculos da função dinâmica atuarão através do seu potencial de contração / relaxamento - possibilitando ao corpo uma ampla movimentação. O trabalho de contração muscular que não parte desse procedimento se fará apenas tonificando músculos específicos, sem a relação desses músculos com o todo do corpo, distanciando assim a possibilidade da pessoa encontrar o seu eixo em pé. Na posição em pé, sinta o seu corpo relacionando parte por parte (referência na descrição feita em verificação de um corpo em pé). A partir
  13. 13. Curso de Massagem Oriental 13 daí experimente movimentos de soltura, para todos os lados, de cada dobradiça do corpo. - a cabeça, - o pescoço, - o tórax, - o tronco na altura da crista ilíaca (acima do quadril), - todo o tronco na altura da articulação coxo-femural, - os joelhos e - os pés. Depois parta para movimentos de locomoção: andar, correr, saltar, girar e mais o que você tiver vontade! Perceba que o movimento é à saída do eixo, com a projeção do corpo no espaço, seguido do retorno ao eixo. Podemos Dançar como um Deus? A autora: - Marjorie Ribeiro Evangelista Tem curso de formação em Yoga e Massagem, fazendo parte, desde a fundação, da diretoria da Associação de Massagem Oriental de Guarulhos. Marjorie procura unir o que há de belo e nobre na prática do Yoga à preparação do profissional do toque. Um Ser Aprendeu a Dançar Antes observou, depois copiou os movimentos e então começou a exercitar-se. A partir daí ele pôde criar, brincar, saltar e dançar. Eram posições firmes e agradáveis, posições que brotavam do seu interior. Essa é uma lenda antiga, que diz que o Yoga surgiu na Terra, quando um peixe assistiu ao Deus Shiva ensinar a sua esposa, Parvati, os exercícios de Yoga. O peixe imitou Parvati, praticou e transformou-se em homem. E Nós Homens? Atualmente, pode-se constatar que as academias de ginástica ganham cada vez mais adeptos, interessados nas diversas alternativas corporais oferecidas. O que as pessoas estão procurando é um tipo de exercício físico ativo, do qual elas possam obter não somente o equilíbrio orgânico, mas principalmente adquirir formas ideais, dentro dos padrões de beleza e estética corporal desta época. Enfim, parece que o interesse maior verifica-se apenas no plano estético. É possível movimentar o corpo de várias maneiras, porém, o importante mesmo é interiorizar o movimento, a ação, ou seja, resgatar a consciência corporal, que possibilita o autoconhecimento, o desenvolvimento e a sensibilidade. Quem vai nessa direção pode chegar à essência da vida, aperfeiçoando-se pelas próprias vivências. O aperfeiçoamento vem com o desenvolvimento das potencialidades, com a expansão para além dos limites conhecidos e com a busca da criatividade. Através da prática consciente, a transformação instala-se, e o homem deixa de ser peixe e passa a ser homem, capaz de reconhecer- se e manifestar-se espontânea e autenticamente. Saúde e Boa Forma! Pode-se obter saúde e boa forma alimentando-se bem, dormindo bem, respirando corretamente, ativando, a fim de polarizar as energias que circulam pelos canais mais sutis do nosso corpo, os Meridianos. Os órgãos e funções do corpo conseguem atingir um equilíbrio orgânico naturalmente, ou seja, através do próprio corpo, pelo trabalho de estimulação ou sedação dos pontos dos Meridianos. O Preparo Físico A maioria das pessoas quer preparar o seu físico com finalidades diversas. Esses objetivos variam desde adquirir-se um corpo escultural, digno do verão carioca, até manter o corpo simplesmente saudável, energizado e sem tensões. Cada corpo tem uma linguagem e se manifesta de forma diferente de outro. Há pessoas que se realizam, identificam-se e harmonizam-se com a dança; outras preferem nadar, correr ou jogar tênis. Há também pessoas que fazem uso da massagem, técnica milenar que reequilibra o fluxo energético e ajuda na prevenção de doenças. A linguagem utilizada pela massagem é o tato. Esse funciona como forma de leitura corporal, pressão sobre pontos, contato sensitivo e troca de energia. O uso da massagem torna o corpo mais equilibrado e a pessoa mais disposta e saudável. A massagem é uma forma de manter o corpo preparado para o dia-a-dia, sendo também um carinho muito gostoso de se dar e de se receber.
  14. 14. Curso de Massagem Oriental 14 As Memórias Musculares Os nossos sentimentos e todas as nossas emoções estão registrados na massa muscular. Os músculos são, na verdade, grandes receptores das vivências, arquivando-as. Muita gente tem dificuldades de se manifestar, de se comunicar e se relacionar, enfim, dificuldade de viver bem a vida. Essas barreiras estão registradas por todo o corpo e se localizam em pontos frágeis: na área dos olhos, garganta, boca no peito, na região do estômago e no ventre. A tensão e o enrijecimento dos feixes musculares dão origem a uma couraça viva. Com isso, a vitalidade, o equilíbrio físico e psíquico ficam afetados. Os músculos constituem aproximadamente 50% do nosso peso. Quando eles são contraídos amam na circulação sanguínea, nos sistemas digestivos, urinário e afetam os movimentos do tórax, do diafragma e do abdômen durante a respiração. Os músculos revestem nosso esqueleto e dão forma e movimento ao corpo. Não é isso que todos buscam: forma e movimento? Para a maioria das pessoas de todo o mundo, o corpo ainda é uma estrutura muita mecânica, que sempre pode ser consertada por alguém, quando quebra. O grande segredo de ter um corpo belo e saudável, conquistar uma vida mais longa, possuir vitalidade está na cabeça, no coração e no sexo de cada um. Somos capazes de manter a nossa própria saúde? É claro que não podemos, de uma hora para outra, liberar todas as tensões, mas podemos respirar mais corretamente, podemos relaxar e adotar posições físicas equilibradas. Série de Exercício: Para Conscientização do Corpo 1. Toque o Seu Corpo Todos os dias Você pode fazê-lo ao acordar, antes do banho, ao trocar de roupa ou mesmo durante o banho, aproveitando para massagear-se com uma escova de cerdas naturais ou bucha vegetal, que vai remover as impurezas impregnadas na pele, deixando os poros desobstruídos. A intenção é de que o toque seja uma automassagem, um reconhecimento diário do corpo. O massageamento deve ser feito de baixo para cima, ou seja, dos pés para a cabeça, começando pelos pés, indo pela parte interna das pernas e descendo pela lateral externa. Depois massageie do ventre ao pescoço, as costas e as nádegas, descendo novamente, agora pela parte posterior das pernas até os calcanhares. Faça também movimentos destrógiros (no sentido horário), seja suave nas partes mais sensíveis, massageie a face e o couro cabeludo com a ponta dos dedos, sentindo a musculatura e os ossos. 2. Olhar no Espelho Todos os Dias Observe-se sem roupas, observe suas formas e sua pele. A pele e a expressão do rosto nunca mentem, são um termômetro para saber se você está bem ou não. Quando a expressão facial for tranqüila, serena e alegre e a pele, não só do rosto, mas do corpo todo, estiver macia, lisa e gostosa, é sinal de que você está cuidando do seu corpo. 3. Respiração Abdominal Escolha um local confortável e silencioso. Deite-se de costas e relaxe, afastando os braços e as pernas; coloque o dono das mãos no chão, perceba o ar entrando, projetando o ventre e perceba o ar saindo, recolhendo-o. 4. Exercícios de Descontração Separe os pés na largura dos ombros, deixando os pés paralelos. Os ombros e a cabeça no prolongamento da coluna, braços soltos ao longo do corpo e os olhos fechados. Relaxe! A partir da posição anterior comece a balançar o tronco. Nesse giro, um ombro vai para frente e o outro para trás. Os braços soltos c pendentes acompanham o movimento, que deve ser descontraído. 5. Exercícios Para Liberar Tensões e Toxinas Mantenha a posição inicial (Adyásana) e inspire elevando os braços para frente e para cima; retenha o ar por alguns segundos e expire abaixando rapidamente os braços e o tronco para frente, expulsando o ar energicamente pela boca, emitindo a sílaba Ha em tom alto e forte. Sente-se sobre os calcanhares, coloque as mãos nos joelhos. Inspire inclinando suavemente a cabeça para trás e expire com vigor pela boca esticando os braços, afastando os dedos das mãos, arregalando
  15. 15. Curso de Massagem Oriental 15 os olhos e, ao mesmo tempo, colocando a língua para fora. 6. Exercícios de Purificação Visual Para melhorar os olhos, sente-se com as pernas cruzadas à frente do corpo, estenda o braço esquerdo à frente, fechando a mão e elevando o polegar. Olhe fixamente para o seu dedo e. sem deixar tombar a cabeça, inspire e solte o ar, movimentando o braço para a lateral esquerda, levando o polegar até o ângulo máximo de visão. Volte inspirando e repita igualmente para o lado direito. 7. Relaxamento Deite-se em local agradável e numa posição confortável. Respire bem profundamente por algumas vezes e a cada expiração, relaxe. Depois respire naturalmente, deixando o corpo bem solto. Entregue-se a esse estado de descontração e sinta-se cada vez mais leve. Para retornar do relaxamento, auto-induzido, basta respirar profundamente. Se desejar desenvolver melhor a técnica, estude e pratique sobre esse tema. Algumas Dicas e Exercícios de Alongamento Preparar o corpo para torná-lo solto é tornar-se consciente da energia que possuímos, tornar-se sensível e descontraído ao toque, para que se possa perceber e sentir os diferentes níveis da energia vital e seu percurso. Assim como a massagem, os alongamentos devem fazer parte da nossa vida diária. A respiração deve ser lenta, expirando-se ao alongar. O importante é aprender a relaxar para que os músculos possam ser alongados. O alongamento torna-se um método preventivo a lesões, tais como as distensões musculares, já que um músculo forte e previamente alongado resiste melhor a tensões do que um músculo forte e não alongado. O alongamento prepara o corpo para as atividades físicas para o dia-a-dia e desenvolve a consciência corporal.Alongando-se as várias partes do corpo, entra-se em contato com as mesmas e isso leva ao autoconhecimento. O alongamento é uma técnica afim com a massagem, pois um corpo equilibrado e saudável torna-se muito mais receptivo ao toque e mais sensível ao fluxo energético dos Meridianos. Um Corpo Flexível O que é ser flexível? Poderia se dizer que ser flexível é conseguir fazer todos aqueles exercícios mais difíceis da ginástica, do Yoga, do Ballet, etc. A flexibilidade do corpo depende da movimentação com entrega e consciência. Algumas pessoas têm mais flexibilidade, outras menos. Cada corpo conta uma história e cada história resulta num corpo mais rígido ou mais solto. Como ninguém gosta de ser rígido, duro e inflexível, o que fazer para mudar? Começar dedicando-se atenção, ou seja, tomar consciência de que algo não vai bem com o seu corpo e adotar um tipo de trabalho para inicialmente abrir-se caminho e depois partir para um trabalho mais profundo e de efeito mais direto. A rigidez é a conseqüência das tensões diárias e podemos eliminá-la ou diminuí-la através da prática de alguns exercícios que alongam a nossa musculatura e liberam os nossos movimentos. Alongar é dar de volta aos músculos a elasticidade que tínhamos quando crianças. Assim podemos retomar, a tempo, a alegria, a energia, o dinamismo e a criatividade. Devemos realizar todos os alongamentos sem sentir dor ou desconforto, para sentir prazer e descontração. Pessoas de todas as idades podem executá-los, porém não devemos nunca violentar o nosso corpo. Observe sempre a respiração adequada e concentre-se em cada movimento. Tenha atenção para as indicações e advertências de cada exercício.
  16. 16. Curso de Massagem Oriental 16 Série de Exercícios: Alongando as Partes do Todo • Pés e Tornozelos: Gire o tornozelo no sentido horário e depois anti-horário, faça o movimento mais amplo possível. • Pescoço: Gire a cabeça fazendo um círculo completo, as costas devem estar eretas. Permaneça, se tiver necessidade de alongar uma área mais rígida e tensa, mas não force. Relaxe, solte-se. • Região Lombar, Quadris e Tendões: Fique na posição e mantenha-se estável e confortável. Solte a cabeça e deixe penderem os braços. Não coloque peso no lugar errado. Quando o corpo estiver relaxado, o alongamento estará funcionando com eficiência. Apóie- se nos ombros e utilize as mãos nas costas, se necessário.
  17. 17. Curso de Massagem Oriental 17 • Cintura, Lateral do Tronco e Tendões: Incline lateralmente o tronco deixando uma das mãos no joelho contrário (mão direita no joelho esquerdo) e a outra mão segurando o ponto mais distante (mão esquerda no pé direito). • Virilha e Região Lombar da Coluna: Os exercícios de abertura pélvica requerem tempo e regularidade. Realize as aberturas, tanto laterais como as frontais, confortavelmente. Inicie inspirando, expire ao alongar e permaneça com a respiração livre. • Tórax, Ombros e Braços: Alongue os braços, os ombros e o peito. Mantenha o peito para fora e a cabeça no prolongamento da coluna. Não ultrapasse o seu ponto máximo, respeite os seus limites.
  18. 18. Curso de Massagem Oriental 18 • Virilha e Quadris: Não desloque os quadris para trás, senão a região lombar sofrerá pressão. Mantenha a coluna ereta. Você deve se sentir bem e não necessariamente flexível. • Região Cervical da Coluna: Inspire, solte o ar e permaneça respirando normalmente. Somente a cabeça sai do chão para não enrijecer a musculatura do abdômen. Alongando o Corpo Todo: Alongue o corpo todo de uma só vez e depois faça um espreguiçamento.
  19. 19. Curso de Massagem Oriental 19 • Para o Rosto: Para eliminar a tensão da face, movimente a musculatura fazendo caretas para alongar ao redor do nariz, do queixo e ao redor dos olhos. Abra a boca, arregale os olhos e erga as sobrancelhas. Depois sorria! Falar do corpo e das várias formas de mantê-lo saudável e bonito é uma maneira de mostrar às pessoas como viver bem. Estamos vivos e só vamos aprender a viver vivendo e conhecendo as várias alternativas de manter o equilíbrio físico e mental. Este livro traz não somente alternativas de como viver com saúde, mas também mostra o lado mágico, sensível e palpável, que é essa forma de descobrir e vivenciar o tato enquanto reequilíbrio e troca energética. Fazer massagem é muito bom. Receber uma massagem é bom e gostoso; e isso fica ainda melhor, quando há o conhecimento e o domínio de algumas técnicas. As técnicas orientais e ocidentais de massagem, combinadas e aplicadas com criatividade, trazem-nos o equilíbrio do funcionamento orgânico, aquele que perdemos no decorrer de uma vida sedentária, cheia de imprevistos. Nenhuma verdade é plena, assim como nada é plenamente Yin nem Yang. ''Para que uma força positiva exista é necessário à existência de uma força de polaridade negativa. Cada uma contém uma pequena porção da outra em si mesma, transpotando parte da outra em seu fluxo. É do equilíbrio dessas duas forças que o universo depende" E como me disse, certa vez, o autor: Pratique e comprove! Seqüência de Automassagem Preparativos: - Iniciar sentado, costas eretas, posição cômoda; - concentração com olhos fechados, respiração calma; - afastar pensamentos e voltar à atenção para si mesmo; - atritar as mãos e voltar a atenção para elas (mãos);
  20. 20. Curso de Massagem Oriental 20 - colocar as mãos sobre o rosto, (cobrindo-o) e transmitir-lhe carinho e energia. Rosto: Fricção linear ou circular: - a mandíbula, a gengiva inferior e as glândulas salivares; - a articulação da mandíbula; - os maxilares, a gengiva superior, o zigomático e o arco zigomático; - o pavilhão da orelha. o lóbulo (beliscando); - seguindo o desenho interno das orelhas com as pontas dos indicadores; - tampando os ouvidos por 10 segundos (pressão sobre o trago); - deslizando os oito dedos pela testa, 4 para cada lado, fricção circular sobre as têmporas;
  21. 21. Curso de Massagem Oriental 21 - pressão sobre os pontos: canto interno da órbita ocular (B1), canto externo da órbita ocular (VB1), encontro das sobrancelhas (ponto extra), final das sobrancelhas (TA23); - massageando com cuidado os globos oculares, com pressão suave sobre as pâlpebras; - deslizando pelas vertentes do nariz e saindo lateralmente sobre o zigomático. A Cabeça: - Friccionar com a polpa dos dez de dos o couro cabeludo; - pressionar com eminências tênar e hipotênar (lateral e frontalmente) a caixa craniana; - puxar pequenos maços de cabelo até a totalidade dos fios, vitalizando assim, as raízes;
  22. 22. Curso de Massagem Oriental 22 - tamborilando o couro cabeludo com os nós dos dedos; - pressionar logo abaixo da caixa craniana, acima dos músculos que ladeiam a coluna cervical, no ponto (VB20). Nuca e Ombros: - Pinçando os músculos da nuca, da cabeça para baixo (repetindo); - pinçando os ombros do centro para as laterais; - segurar a nuca e girar a cabeça: cima/abaixo/lateral e giro do nariz; - pinçar com uma das mãos o ombro oposto, enquanto giramos o ombro, 360º; repetir do outro lado da mesma forma.
  23. 23. Curso de Massagem Oriental 23 As Costas e a Coluna: - Elevar os braços e dobrar para trás, caminhando com as mãos para baixo (partindo dos ombros) em direção à cintura; - unir as mãos às costas, uma por baixo e outra por cima, e flexionar o tronco para frente expirando; repetir trocando os braços (Gomukásana); - deitar em decúbito dorsal e iniciar a massagem na coluna Cóccix e Sacra: com as pernas dobradas girar a base da coluna (como Mata-Borrão), para cima e para baixo, e lateralmente deitando as pernas até tocar com os joelhos no chão.
  24. 24. Curso de Massagem Oriental 24 Lombar: segurar os joelhos com as mãos e aproximar os joelhos do tronco, soltando o ar, observando a coluna lombar, o toque de cada vértebra no chão. Torácica: pés no chão, pernas flexionadas, elevar o quadril e abaixá-lo lentamente, soltando o ar quando eleva o quadril, sentindo o contato do chão. Cervical: para esta parte da coluna há 2 opções dependendo das condições da pessoa: 1.ª opção: apenas elevar a cabeça do chão, girando a cabeça lentamente, soltando o ar, e baixá-la, também lentamente. (Tocando com os dedos nas vértebras cervicais.). 2.ª opção: (para os mais flexíveis): elevar as pernas e o quadril do solo, apoiando com as mãos no quadril, e os cotovelos no chão. Movimentar lentamente as pernas, aumentando e diminuindo a curvatura cervical.
  25. 25. Curso de Massagem Oriental 25 O Abdome: Iniciar em decúbito dorsal, com as pernas flexionadas, pés no chão, com a ponta dos dedos massagear o intestino grosso, subindo pela direita, seguindo o cólon ascendente, atravessar para a esquerda, seguindo o cólon transverso e descer pelo cólon descendente. Repetir 3 vezes esta seqüência lentamente e com a musculatura abdominal solta. - pressionar repetidamente, ponto a ponto, a linha média anterior, desde o púbis até a clavícula. Usar as pontas dos dedos em todo o trajeto, com exceção do plexo solar, que deve ser tocado com as eminências tênar e hipotenar. - Escolher 8 pontos à volta do umbigo, (traçando duas cruzes) e pressioná-los com o polegar, no sentido horário para intestinos normais ou presos e no sentido anti-horário para intestinos soltos. - Com as pontas dos 8 dedos, pressionar por baixo das costelas, visando à massagem dos órgãos profundos, lenta e profundamente.
  26. 26. Curso de Massagem Oriental 26 O Tórax: - Massagear com a ponta dos dedos os espaços intercostais. - As meninas e senhoras, tomem cuidado especial na massagem das mamas, evitando a pressão sobre as glândulas mamárias - movimento circular leve, com tendência a elevar a musculatura da mama. - Massagear a clavícula, do centro para as laterais. Os Braços: - Iniciar com percussão de mão fechada, desde o ombro até a mão, com a palma da mão para a cima. - Voltar percutindo com a palma da mão para baixo, na face externa do braço, até o ombro novamente. - Tocar com atenção as articulações: ombro, cotovelo e pulso. - Terminar deslizando e friccionando ligeiramente o braço e o antebraço (seguindo a corrente de energia, conforme descrição das percussões acima).
  27. 27. Curso de Massagem Oriental 27 As Mãos: - Iniciar atritando bem as palmas das mãos, e também o dorso das mãos. Depois cuidar dos dedos atentamente, desde a articulação com a mão, até a extremidade. Pressionar as extremidades de cada dedo. - Flexionar os dedos, pressionando as articulações entre as falanges, sem es talar propositadamente (mas se isto ocorrer não há problema), fazendo com que a energia se desprenda. - Massagear a palma da mão, ponto a ponto, principalmente o ponto mais profundo quando a mão está em concha. Terminar massageando o dorso da mão, trabalhando entre os metacarpianos, longitudinalmente. A Pélvis, as Coxas e as Pernas: - Deitado em decúbito dorsal, unir os pés pelas solas e afastar os joelhos. Levando-as até a pélvis, massagear com atenção toda musculatura, ossos e tendões, observando dores e desconfortos.
  28. 28. Curso de Massagem Oriental 28 - Sentar e, ainda com os pés unidos e joelhos afastados, massagear a curvatura dos pés, com os polegares. - Depois, percutir desde o calcâneo até o alto das coxas, com as mãos fechadas e movimento ritmado. Sempre dos pés para o quadril, pela parte interna da perna e da coxa. Repetidamente. - Unir agora os joelhos elevados, com os pés no chão e percutir pelo lado externo da coxa e da perna, sempre do quadril para o pé. Repetidamente. - Dar atenção aos joelhos e tornozelos, tocando atentamente nestas articulações. Os Pés: - Iniciamos com a massagem das solas dos pés, com os polegares pressionando cada ponto, cobrindo toda a superfície dos pés. Percutir com a mão fechada, sobre o calcâneo, e depois com a mão aberta, por toda a sola do pé.
  29. 29. Curso de Massagem Oriental 29 - Trabalhar os artelhos com o mesmo cuidado que os dedos da mão e de forma semelhante. - O dorso do pé é trabalhado seguindo os espaços entre os metatarsianos. Massagem Oriental Origens Em primeiro lugar, para esclarecimentos, é preciso dizer que a expressão medicina oriental é na verdade muito ampla para ser significativa. Mas eu a uso de maneira especial, geralmente bem aceito hoje em dia, para indicar a medicina que se originou na China e chegou ao Japão através da Coréia. Medicina Chinesa ou Kampo pode ser dividida em duas, chaves principais de desenvolvimento. Sistemas de terapia que se desenvolveram na área do Rio Amarelo incluem Acupuntura, Moxa e Massagens Anma, todas elas amplamente praticadas no Japão nos dias atuais. As origens primitivas da Acupuntura e do Moxa estão intimamente relacionadas à natureza da terra banhada pelo Rio Amarelo. Ali o solo é estéril; embora ainda existam rochas e grandes pedras, a vegetação é geralmente constituída de mato rasteiro e de uma planta conhecida como Artemísia (mugwort). Conseqüentemente, quando as pessoas se machucavam de maneira a formar pus, era natural que usassem pequenas lascas de pedra para punctuar a ferida e estagnar a supuração. Similarmente, quando alguma outra parte do corpo falhasse em sua função, eles aplicavam pequenas quantidades de Artemísia seca à área e punham fogo. O calor localizado produzido pela Artemísia em chamas fornecia-lhes alívio. Nesta época desenvolveram-se a Acupuntura e o Moxa. A Massagem Anma teve início através do simples hábito de pressionar e esfregar as mãos e pés com as pontas dos dedos ou palmas das mãos. Após séculos de experiência prática com estes tratamentos, os chineses apreenderam os pontos do corpo onde Acupuntura e Moxa produzem efeitos máximos. Em contraste com esta facção nortista da medicina chinesa, a região sulista em volta do Rio Yangtze produziu seu próprio sistema, este também baseado na natureza da terra. Na região sul da China, a terra é rica, e plantas de todos os tipos crescem em profusão. Quando os habitantes desta área adoeciam, misturavam preparados medicinais de raízes secas, plantas e cascas de árvores. Por algum tempo ambos os sistemas coexistiram sem qualquer interpretação significativa. Mas, quando a Dinastia Han (206 a.C.-220 d.C.) unificou as nações, as duas se juntaram para formar o que hoje é conhecido como Medicina Chinesa ou Kampo (a primeira sílaba Kam é uma variação fonética de Kan, a leitura japonesa do caráter usado para escrever o nome da Dinastia Han). A medicina chinesa deste tipo composto chegou ao Japão no Século
  30. 30. Curso de Massagem Oriental 30 VI (Período Asuka) e foi o principal meio medicinal até o fim do período Edo (1615 a 1868). Após o início do período Meiji (1868 a 1912) a influência ocidental invadiu a nação e, com ela, a medicina ocidental que tomou lugar da medicina chinesa como campo primordial de tratamento e pesquisa. Apesar disso, a medicina chinesa continua a ser popular e amplamente praticada nos dias atuais. Definição A Massagem Oriental é um método terapêutico manual que se baseia na aplicação, em pontos específicos do corpo humano, de pressões, de forma a eliminar a fadiga, de criar sensações agradáveis e a estimular as defesas naturais do organismo. As Regras Principais da Massagem Chinesa Estas massagens, extremamente numerosas na medicina chinesa, nem sempre levam em conta o sentido da circulação de energia, elas se fazem geralmente com o polegar e compreendem um determinado número de características. Elas se fazem, antes de mais nada, seguindo um procedimento imutável que consiste em efetuar passagens sobre o trajeto a ser seguido, com pressão crescente, de forma que a primeira passada represente uma simples carícia, enquanto que na última passagem - em geral a vigésima - a massagem constitua-se numa forte pressão sobre o trajeto. A pressão do polegar sobre o ponto de partida deve ser a mesma até o fim do percurso, e esta pressão deve permanecer a mesma durante todo o trajeto da massagem. O trajeto deve ser respeitado de um modo bastante preciso para não se invadir territórios vizinhos, cujos meridianos não tenham necessidade de serem tocados. Ocorre que, desde que a massagem se faça ao longo de um meridiano conheci do, deve-se proceder à massagem de um ou vários pontos específicos, pressionando-os, o que não é habitual na massagem clássica. Pode-se, por fim, ter de massagear-se longitudinalmente várias linhas de cada vez, ou seja, mais de um meridiano em cada trajeto, e procurar cuidadosamente em determinados níveis aquilo que os chineses chamam de "o barbante", que parece ser uma contratura muscular localizada que deve-se fazer desaparecer pela massagem. As Formas da Massagem Chinesa no Adulto A Medicina Tradicional distingue oito formas de massagem no adulto. (I) O Tui (Deslizamento): se pratica com o polegar ou a eminência tenar. Compreende: 1) O Ping Tui (Deslizamento em Linha): é praticado sem interrupção no sentido longitudinal; por exemplo, sobre um meridiano. É indicado na massagem da caixa torácica, das regiões lombares e dos membros. 2) O Tse Tui (Deslizamento Lateral): pratica-se igualmente sem interrupção, porém no sentido transversal; por exemplo, sobre os trajetos horizontais dos meridianos da cabeça ou dos ramos horizontais dos Vasos Maravilhosos como TaeMo ou vaso cintura. Indicação: cabeça e cintura, vasos maravilhosos. 3) O Pae Tui (Deslizamento Vaivém): pratica-se de trás para frente ou da frente para trás, como uma plaina. Pode-se utilizá-la sobre a caixa torácica, costas e nos membros. 4) O Chanta Tui (Deslizamento Semicircular): é praticado com o bordo distal do polegar, sobre o bordo da unha; quanto mais rápido o movimento, melhor o efeito. Ele é sobretudo recomendado na massagem ao longo das costelas e sobre o abdômen. (II) O Na (Pinçamento Vibratório): pratica-se um pinçamento no qual sacode-se ou faz-se vibrar a porção da pele pinçada - a princípio ligeiramente e depois mais energicamente. Esse método lembra os pinçamentos terapêuticos vietnamitas que consistem em pinçar a região onde se acha um ponto conhecido na acupuntura chinesa para agir sobre um sintoma particular. Para melhor condicionar os músculos e as articulações distinguem-se as quatro técnicas seguintes: 1) Chan Chuan Na (Rolar os Músculos): prendem-se as massas musculares com as pontas dos dedos (polegar, indicador e médio) e faz-se um movimento de vaivém em linha reta ou em movimento circular. Utiliza-se bastante esta técnica no tratamento das algias das extremidades dos membros e costas. 2) Chin Si Na (Pinçar Dobrando-Pregueando a Pele): indicado na massagem do pescoço e da espádua-ombro. É praticado de uma forma análoga à da massagem por rolamento, apenas neste caso pregueando-se para frente e para trás sem se fazer rolamento sobre a pele.
  31. 31. Curso de Massagem Oriental 31 3) Yo Na (Vibração): prende-se a massa muscular entre os dedos e efetua-se movimento de vaivém fazendo vibrar energeticamente a região mantida entre os dedos. Esta técnica é sobretudo utilizada para os membros e tórax. 4) Tou Na (Vibração Apoiada): coloca-se o polegar sobre a região a ser massageada e faz-se vibrar esta mão. Este método é o mesmo da massagem ocidental. Uso geral, nas costas. (III) O An (Pressão): pressiona-se a região a ser massageada, seja com a mão, seja com a extremidade do dedo. A pressão pode ser superficial, média ou profunda, e distinguem-se em duas técnicas: 1) O Chin An: pressão com a ponta dos dedos. Trata-se de uma pressão suave, média ou forte, praticada com a polpa de um ou vários dedos sobre um ou vários pontos. Esta técnica é empregada para a cabeça, pescoço, costas e membros inferiores. 2) O Tienn An: pressão com a extremidade do polegar em diversos lugares do corpo. Pode ser acrescentada uma pressão com o índex ou o dedo médio, porém estando eles bem afastados dos outros. Esta técnica é utilizada em massagens em quaisquer partes do corpo. (lV) O Mo Fa (Fricção): trata-se de uma fricção rápida em vaivém e que se pratica em cada região, seja com a palma da mão ou com a eminência tenar. Indicação: costas/flancos. Deve-se tomar cuidado nas áreas com pêlos. (V) O Kim Fa (Vaivém com Pressão): nesta massagem a fricção é mais calcada (pressão forte) e mais lenta. (Vl) O Nieh Fa (Amassamento): esta técnica é diferente do amassamento clássico conhecido no Ocidente. Prende-se uma massa muscular entre o polegar e o indicador em forma de pinça e a manobra consiste em preguear primeiramente, depois pinçar e soltar a massa muscular, em várias seqüências ao longo do trajeto do músculo passando-se do tendão da inserção inferior em direção ao tendão da inserção superior. Indicação: grandes massas musculares. (V1I) O Chá Fa (Amassamento-Fricção): esta massagem é efetuada entre as duas palmas com as mãos e dedos entrelaçados, que, depois de pegar a massa muscular com pressão, executam uma fricção sobre a mesma. Ela é utilizada para os membros e a região lombar. (VIII) O Po Fa (Percussão): percute-se uma região com apenas um ou com vários dedos, a palma da mão, os bordos da mão, as costas da mão, ou ainda a mão fechada. Quadro Simplificado dos Movimentos Chineses TUI (deslizamentos - polegares e eminências tenar e hipotenar). Ping Tui (em linha - polegares) lndicação: Tórax/lombar/membros. Tse Tui (lateral) Indicação: Cabeça/cintura. Pae Tui (vaivém-plaina) Indicação: Tórax/costas/membros. Chanta Tui (semicircular) Indicação: Costelas/abdome. NA (pinçamento vibratório) - polegar-indicador-médio ou polegar. Chan Chuan Na (pinçamento rolante) Indicação: Extremidades/costas/algias. Chin Si Na (preguear e dobrar) Indicação: Abdome, Pescoço e espádua-ombro. Yo Na (pinçamento vibratório) lndicação: Membro/tórax Tou Na (vibração apoiada) Indicação: Geral/costas (polegares). AN (pressão) Chin An (pontas dos quatro dedos) Indicação: Cabeça/nuca/costas/membros. Tienn An (ponta do polegar) Indicação: Uso geral. MO FA (fricção rápida) Indicação: Costas/francos. KIM FA (vaivém com pressão) Indicação: Regiões muito tensas. NIEH FA (amassamento) Indicação: Grandes massas musculares. CHA FA (amassamento-fricção) - Ambas as mãos - dedos entrelaçados. Indicação: Membros/lombar. PO FA (percussão) lndicação: Todo o corpo. Um dedo, vários dedos, mão aberta, mão fechada.
  32. 32. Curso de Massagem Oriental 32 A Sensibilidade de Quem Toca Retirando os Bloqueios Tocar e ser tocado voltemos ao mesmo pretexto deste livro. Há um sem-número de bloqueios no tocar e ser tocado, que muitas vezes não nos damos conta. Estes bloqueios podem ser percebidos e trabalhados por diversos exercícios: - Reconhecimento de formas inanimadas, pelo tato (objetos). - Percepção do contato com material especial (areia, grãos, água, massa). - Sentindo o próprio corpo. - Contato de mãos com mãos. - Toque simultâneo do corpo de duas pessoas, com as mãos. - Toque simultâneo corpo com corpo, duas pessoas. - Exercícios de grupo: a) o círculo ou o trem; b) o ônibus ou o corredor; c) o caracol ou círculos concêntricos; d) pequenos grupos e o abraço e e) o neuro-táctil. COMO SÃO ESTES EXERCÍCIOS: - Reconhecimento de Formas Inanimadas, Pelo Tato Este exercício tem grande valor no desenvolvimento do tato como um sentido forte. Deve ser praticado com os olhos fechados enquanto tomamos um pequeno objeto nas mãos e observamos todos os detalhes de sua forma. É feito em pequeno grupo, onde cada um dos participantes coloca em um saco um pequeno objeto pessoal, sem que os demais vejam. Sentados em círculo, o orientador coloca à frente de cada participante um objeto tirado do saco (os participantes já estão com os olhos fechados) e durante uns trinta segundos cada pessoa pega o objeto à sua frente e observa detalhadamente a sua forma, procurando vários usos para aquela forma. Sendo que o orientador deve instruir o grupo de que não tem a menor importância descobrir o real uso do objeto, mesmo que este seja de fácil identificação. É interessante também imaginar o dono do objeto, ou a cor deste objeto sem o ver. Troca-se o objeto com a pessoa do lado, sempre de olhos fechados e desta forma cada objeto passa pela mão de todos os participantes. No final é interessante colocar todos os objetos no centro do círculo e de olhos abertos às pessoas identificam cada objeto e confirmam suas expectativas. - Percepção do Contato com Material Especial Este exercício muitas vezes é difícil para uma sala de aulas, no entanto é ótimo para ser praticado em casa ou ao ar livre. Consiste no manuseio de um material especial como: areia, cereais, água ou massa de modelagem, com os olhos fechados e a atenção aguçada. Por exemplo: coloca-se as duas mãos dentro de uma vasilha cheia de feijão e as mãos vão se movendo livremente no recipiente percebendo o tato e a forma dos grãos em contato com as suas mãos. O mesmo se pode fazer com areia ou ainda com as mãos mergulhadas na água. A modelagem de massa, sem a preocupação de produzir alguma forma conhecida, desde que com os olhos fechados, também é de grande valia para o aumento de nossa percepção táctil! - Sentindo o Próprio Corpo Após um relaxamento onde tenhamos estado por alguns minutos completamente imóveis e descansados, podemos identificar pelo deslizamento suave de nossas mãos por todo o corpo, ainda com os olhos fechados, e sem evitar qualquer parte, mesmo os pontos do corpo menos tocados, como: as axilas, a pélvis, as costas e os pés, devem ser tocados com atenção, e achamos mesmo que o mínimo de roupas deve ser usado nesta ocasião, de tal forma que possamos sentir o contato direto de nossa pele. (Foto 1 e 2)
  33. 33. Curso de Massagem Oriental 33 Foto 1 Foto 2 Procure manter toda a sua atenção neste reconhecimento de seu próprio corpo e sinta prazer no que está fazendo. Observar se alguma região de seu corpo apresenta qualquer reclamação ou dor, e em caso positivo, detenha-se naquela região por mais algum tempo. Saboreie a sua pele. - Contato de Mãos com Mãos (Duas Pessoas) Sentados frente a frente (de preferência no chão), concentre-se por alguns instantes e atrite as suas mãos. Façam ambos da mesma forma. Após o atrito unam as suas mãos e, ainda sem movimento das mãos, procurem sentir o contato, o calor, a forma, a sensação de ter mãos tocando as suas. Perceba que estas mãos são únicas, incomparáveis com quaisquer outras mãos, pois que representam seres humanos ímpares. (Foto 3) Foto 3 Depois comecem a dialogar, movendo lentamente as suas mãos num diálogo. Portanto, fale e ouça com as suas mãos, sinta e deixe sentir. Entregue-se e receba o parceiro. Comande e seja comandado. Acarinhe e sinta-se acarinhado. - Toque Simultâneo no Corpo de Duas Pessoas, com as Mãos Este exercício também é feito sentado, muito embora vocês possam fazê-lo em posição. Inicia da mesma forma que o anterior, com a concentração ainda sem tocar, aquecimento de suas próprias mãos por atrito, e depois a união das mãos de ambos. Façam os primeiros
  34. 34. Curso de Massagem Oriental 34 contatos, somente mãos com mãos, e então num momento propício para ambos, iniciem o toque ao longo dos antebraços, dos braços e dos ombros, e dos ombros em diante cada um escolhe o seu caminho. Procure manter toda a atenção ao que está acontecendo, sem imitar as mãos que tocam no seu corpo, sentindo as sensações de tocar, de sentir o corpo do outro, ao mesmo tempo em que permite o toque no seu corpo, e saborei o ato de ser tocado, e permita a fusão destas sensações, sem pensar, sentindo, apenas sentindo(Foto 4 e 5) Foto 4 Foto 5 - Toque Simultâneo Corpo a Corpo, Duas Pessoas De pé, frente a frente, ou costas com costas, permanecemos imóveis a princípio nos concentrando. Depois vamos nos encostando no corpo do outro e iniciando movimentos lentos, gostosos, de tocar no outro com o próprio corpo, dançando, (será conveniente o som de música suave), contatando cada parte do corpo do outro que seja encaixável no seu. (Foto 6 e 7)
  35. 35. Curso de Massagem Oriental 35 Foto 6 Foto 7 Procure tocar livre, e mesmo que você precise se autocensurar, faça-o com o uso de roupas, mas não deixe de tocar inteiramente o corpo com o corpo. Mova suas articulações ao máximo, todas elas, desde os dedos, mãos, punhos, cotovelos, ombros, coluna cervical, torácica, lombar, articulação coxo-femural, joelhos, tornozelos e articulações dos artelhos, movendo as articulações de tal forma que os movimentos de cada parte do corpo encaixem no outro. Permita-se brincar de sentir, de provocar, de recuar, de insistir, de fugir, de ficar, de gostar... de amar. - Os Exercícios de Grupo O Círculo: (Foto 8 e 9) Este exercício deve ser feito por grupo mínimo de seis a oito pessoas, não tem limite máximo de pessoas, sempre observando a capacidade do local. Inicia com os participantes de pé, de mãos dadas, em círculo, e passa por uma fase prévia onde estão todos com os olhos fechados. O contato nesta fase é apenas com as duas mãos, havendo a constatação emocionante de estar contactando duas pessoas ao mesmo tempo. Depois de algum tempo, abrimos os olhos e giramos para o lado direito, ao mesmo tempo, de forma que estamos agora com as mãos no ombro de quem estava à nossa direita, enquanto que a pessoa antes à esquerda está agora às nossas costas, com as mãos em nossos ombros. Começamos a mover as mãos massageando os ombros, a nuca e o pescoço, a cabeça, as orelhas, enfim, até o rosto pode e deve ser tocado. Entretanto, por se tratar de exercício simultâneo, você estará também observando a pessoa de trás que toca no seu corpo, nas mesmas partes já citadas. Sinta as duas emoções: tocar e ser tocado, e perceba que agora a pessoa que toca não é a mesma tocada por você, e mais, em termos de circulação de energia, está havendo uma troca geral entre todos os participantes que somam os seus potenciais energéticos num processo de estabilização grupal, que figuradamente pasteuriza o exercício. Não pense que esta homogeneização que ocorre naturalmente no exercício tira qualquer mérito ou capacidade de produzir prazer; ao contrário, a estabilização das emoções, pelo equilíbrio da energia circulante, que é a soma de cada participante, permite que a maioria, ou até todos os componentes do grupo, melhor aprecie as sensações.
  36. 36. Curso de Massagem Oriental 36 Foto 8 Foto 9 Depois de algum tempo os participantes fazem um giro de 180º sobre os seus próprios pés e ficam agora de frente para a pessoa que estava atrás. É que vamos retribuir os toques recebidos, tocando neste momento a pessoa que antes nos massageou. Repetem-se os toques como antes. (Foto 10) Foto 10 Este mesmo exercício pode ser feito também com os participantes sentados uns entre as pernas dos outros, formando um círculo bem encaixado, onde como complemento podemos nos deitar todos no colo da pessoa de trás. O Ônibus ou o Corredor:
  37. 37. Curso de Massagem Oriental 37 Exercício que também deve ser feito com número grande de pessoas, consiste em formar uma coluna de pares de costas, ou de frente, formando um túnel. Vamos simular a trajetória de uma pessoa em um ônibus cheio. Cada um dos participantes deverá passar pelo corredor formado de pessoas bem agrupadas, que dificultam ao máximo a sua passagem, sem impedi-la, exercitando um toque mais intenso e revelador da nossa capacidade de deslocamento entre um número grande de pessoas conglomeradas. (Foto 11 Foto 11) Foto 11 Foto 12 O Caracol ou Círculos Concêntricos Este exercício, como o nome indica, é feito por um grupo de pessoas que se unem em círculo: concêntricos, de forma que o círculo do centro é pequeno e o círculo imediato tem número de participantes pouco maior e os demais círculos também aumentam de tamanho. O exercício consiste em ir aproximando todos os participantes com o fechamento de todos os círculos, formando uma massa compacta de pessoas. Inicialmente ficam somente abraçadas sentindo o calor dos corpos unidos, depois se liberam os braços e mãos e procuramos fazer contacto com todas as pessoas que estiverem ao nosso alcance. Podemos também girar 360º fazendo contacto com pessoas de todos os lados. (Foto 13 e 14)
  38. 38. Curso de Massagem Oriental 38 Foto 13 Foto 14 Pequenos Grupos e o Abraço: O tamanho ideal de cada grupo é de cinco participantes. Inicia de pé, com uma das pessoas no centro e as demais formando um círculo de mãos dadas. É então que os participantes do pequeno círculo se abraçam, comprimindo a pessoa do meio com seus corpos abraçados. Fazemos contacto com as pessoas da volta, despreocupado com quem está no meio (que a esta altura já se sente bem abraçada). Depois de alguns instantes, soltamo-nos e nos encostamos todos na pessoa do centro e lentamente fazemos um giro de 360º em torno do nosso eixo, sempre em contacto da pessoa do meio. Quando todos voltam a ficar de frente para a pessoa do meio, levam-se as mãos à cabeça dela, e bem lentamente todos acarinham o corpo daquela pessoa, desde a cabeça até os pés e voltam à cabeça. O exercício se completa com um grande abraço das cinco pessoas. (Fotos 15 e 16) Foto 15
  39. 39. Curso de Massagem Oriental 39 Foto 16 Repete-se o exercício alternando a pessoa do meio. O Neuro-Táctil: Em grupo com tamanho ideal de nove participantes, este exercício consiste em um dos participantes deitar-se e os demais se sentarem a sua volta para acarinhar o seu corpo com muitas mãos ao mesmo tempo. (Foto 17 e 18) Foto 17 Foto 18 Cada participante, após breve concentração, deverá deslizar as suas mãos pelo corpo da pessoa deitada numa busca de identificação de cada parte daquele corpo (os olhos devem estar fechados), com um misto de curiosidade e demonstração de afeto. As mãos devem cobrir toda a pele da pessoa deitada, devagar e com a máxima atenção. Depois de tocar por algum tempo de um lado, vira-se a pessoa e repete-se os deslizamentos do outro lado. Pode-se ainda elevar o corpo da pessoa com o esforço de todos. Reveza-se a pessoa do meio, sempre repetindo todas as fases do exercício. ATENÇÃO: Estes exercícios têm como propósito o aumento da percepção do tocar e ser tocado e podem ser discutidos ou comentados no final, desde que por todos os participantes.
  40. 40. Curso de Massagem Oriental 40 A Energia Corporal Conceito O conceito de energia circulante corporal está ligado a uma linguagem antiga da compreensão da vida, através da comparação do ser humano com o meio ambiente que habita. Os povos orientais guiavam-se pela observação do universo, e introduziram a interpretação das reações humanas em relação aos ciclos celestes e terrestres, que de alguma forma mantinham uma afinidade entre si. - Se existe uma força cósmica capaz de produzir o movimento nos corpos celestes, todos eles se movem. - Se existe uma força terrestre capaz de fecundar o solo com uma semente, - que germina e brota e cresce e floresce e fecunda novamente - o solo e envelhece e murcha e morre e se perpetua na planta seguinte – a filha. - Se também eu nasci dos meus pais e fui criança e fui rapaz e sou homem e serei velho e morrerei deixado nos filhos e no trabalho a semente que fecunda a terra e me perpetua - TEREMOS ALGO EM COMUM NESTAS TRÊS FORMAS?!! A energia corporal, que é uma extensão, uma continuação, uma representação, uma energia cósmica, pode ser medida, interpretada, localizada, modificada e reequilibrada pelo ser humano. Ela tem fontes onde podemos reelaborar a energia que colocamos em contato com a nossa própria energia e que transforma o momento, a ponto de produzir reações que reequilibrem o organismo. São elas, as fontes: Macrocósmica - A primeira fonte, que nos induz a tomar o próprio universo como causador e maior interlocutor de nossas vidas. Representa a força universal que deu origem à vida e que, no caso, permitiu toda a evolução da espécie humana até aqui e permite prosseguir nas crianças de hoje o que serão os pais de amanhã. Esta é a fonte que contém todas as demais, que reúne toda a energia mais pura. Fonte Ancestral (Pai + Mãe) A segunda fonte que já se mostra mais individual é a representação da soma da energia contida pelo meu pai e pela minha mãe, capaz de gerar um novo ser que sou eu. No momento da concepção há libertação de uma centelha energética que produz o fenômeno da vida. Enquanto houver a realimentação desta centelha com energia constante haverá vida. A vida será mais forte se a preservação do equilíbrio da energia for à meta, ou será enfraquecida se não houver este equilíbrio biológico. OBSERVAÇÂO: Estas duas fontes primeiras são chamadas primordiais por estarem presentes já nos primórdios de nossa vida. Fonte Respiratória - esta fonte de energia é na realidade a primeira utilizada, pois é a primeira inspiração de ar que determina o nascimento de uma pessoa. Naturalmente mantemos o fluxo respiratório ativo durante toda a nossa existência, e esta função que na maior parte de nossa vida é involuntária (ou seja, não é necessário pesar na respiração para mantê-la), pode também ser voluntária, ou bem cuidada, de tal forma que possamos contar com esta fonte para estabelecermos o equilíbrio energético do fluxo corporal. Temos hoje, facilmente comprovável, um grande número de pessoas que vivem em cidades e que mantém um tipo de vida que as faz utilizar pouco a pouco a fonte respiratória, fazendo com que várias anomalias de ordem respiratória/circulatória se estabeleçam no organismo. Além dos problemas específicos que a má utilização da respiração pode nos causar, temos que chamar a atenção para o fato de que o equilíbrio geral depende da utilização harmoniosa das três fontes de manutenção (respiratória-alimentar-interpeessoal). Com isto, concluímos que uma utilização precária desta fonte respiratória estará relacionada com o desequilíbrio eventual de nossa energia. Fonte Alimentar - Quanto a esta fonte também há muitos conceitos falsos ou incompletos. A qualidade do alimento é mais importante do que a quantidade, e aqui não estamos julgando qualidade pelo preço do alimento; nem mesmo pelo valor específico de cada componente do prato a comer. O que há de mais notável em uma alimentação saudável é a sua capacidade de nos deixar bem, ativos e bem-humorados. Não coma porque esta na hora do almoço, ao contrário, almoce somente quando estiver com fome. Aliás, coma somente quando estiver com muita fome. Mastigue muito, apreendendo a energia dos alimentos. O excesso de alimentos, a combinação indevida, o comer apressado, emocionado ou sem atenção também dificulta a absorção desta energia. Coma de forma a sair da mesa ainda com fome e só volte a ela quando já estiver com muita fome. Fonte Interpessoal - Todas as trocas humanas envolvem a fonte interpessoal. Falar com uma pessoa a quem admiramos geralmente nos torna felizes, e esta felicidade é a melhor representação de uma forma nutritiva de relação. Se acarinhamos alguém querido e sentimos prazer
  41. 41. Curso de Massagem Oriental 41 neste toque, então estamos trocando energia de forma plena e saudável. No entanto há inúmeras formas de relação humana. Ler o livro de alguém, ouvir música agradável ou pensar em pessoa distante. Há porém certas ocasiões em que trocamos energias negativas, por exemplo quando dirigimos maus pensamentos a pessoas com as quais nos aborrecemos. Assim, podemos concluir que a troca de energia interpessoal pode ser pobre e destrutiva. O importante entretanto é manter alto o nível desta troca de energia interpessoal e purificá-la sempre que possível. As Cinco Grandes Leis da Massagem Oriental A. Circulação de uma energia cíclica no corpo. B. A Bipolarização desta energia em YIN/YANG. C. Projeção cutânea dos órgãos profundos sobre a pele. D. Circulação da energia ao nível da pele sobre trajetos precisos (Meridianos). E. A existência sobre esses trajetos, de pontos nos quais a massagem suaviza a dor em local particular. Polaridade Yin e Yang A palavra Yang significa para os chineses a claridade do sol e a palavra Yin ausência de claridade. Lei Única: "O Universo é a oscilação das duas atividades Yin e Yang, e suas manifestações". Todo fenômeno, ser vivo, objeto, etc., ocorre a partir da inter-relação constante de Yin e Yang. Esses dois aspectos antagônicos e complementares de KI formam um número infinito de combinações que constituem o Universo; a diversificação da Unidade. Os chineses deram grande importância a esta oposição e regulam a sua filosofia e medicina nesta polaridade. O que permite a vida desenrolar-se em boa saúde é o perfeito acordo com as leis da Natureza e o equilíbrio com a polaridade Yin e Yang. Exemplos da Polaridade na Natureza: - O céu se forma pela acumulação de Yang A terra por acumulação de Yin. - Yin está sempre calmo. Yang está sempre agitado. - Yang se transforma em energia. Yin para criar a vida natural. - O Sol e as estrelas são Yang. A Lua e os planetas Yin. Alguns Princípios e Teoremas Sobre Yin e Yang: 1. Todas as coisas são diferentes manifestações da Unidade Infinita. 2. Nada é estático, tudo muda. 3. Todos os antagonismos são complementares. 4. Não há dois entes iguais. 5. Tudo que tem verso, tem reverso. 6. Tudo que tem começo, tem fim. 7. Quanto maior o verso, maior o reverso. 8. Yin e Yang são os dois pólos da pura expansão infinita. 9. Yin e Yang surgem continuamente da pura expansão infinita. 10. Yin é centrífugo, Yang é centrípeto. Yin e Yang produzem energia. 11. Yin atrai Yang. Yang atrai Yin. 12. Yin repele Yin. Yang repele Yang. 13. A força de atração e repulsão entre as coisas é diretamente proporcional à diferença de seu componente Yin e Yang. 14. Todo fenômeno é produzido por Yin e Yang em combinações, em variadas proporções.
  42. 42. Curso de Massagem Oriental 42 15. Todos os fenômenos são efêmeros devido às constantes alterações das agregações dos componentes Yin e Yang. 16. Nada é exclusivamente Yin ou Yang. Tudo encerra polaridade. 17. Não existe nada neutro. Yin e Yang estão em excesso em qualquer concorrência. 18. Grande Yin atrai pequeno Yin; grande Yang atrai pequeno Yang. 19. No extremo, Yin produz Yang e Yang produz Yin. 20. Todas as concreções físicas são Yang no centro e Yin na periferia. Classificação de Yin e Yang YIN YANG Tendência Expansão Contração Posição Fora Dentro Estrutura Espaço Tempo Direção Ascendente Descendente Cor Violeta Vermelho Temperatura Frio Quente Peso Leve Pesado Catalisador Água Fogo Partícula Atômica Elétron Próton Elementos K, O, P Ca, N, Si, Mn He. H, As, C1, Na, C Luz Escuro Claro Construção Periferia Interior Vibração Onda Curta Onda Longa Atividade Mental Física Classificação Biológica Vegetal Animal Sexo Fêmea Macho Nervos Simpático Parassimpático Sabor Picante, Azedo, Doce Salgado, Amargo Os Pontos de Comando Os Pontos Os pontos Chineses, também chamados pontos ativos, constituem uma realidade clínica facilmente constatável. Distribuídos ao longo das linhas de energia chamadas Meridianos, localizados em lugares conhecidos desde a mais remota antiguidade, sua existência não pode passar inadvertida para aqueles que examinam cuidadosamente o
  43. 43. Curso de Massagem Oriental 43 paciente. Muitas vezes, o paciente nos chama a atenção sobre certas dores localizadas em lugares que se repetem com freqüência. O que são e o que significam estes pontos doloridos? Todo transtorno de um órgão profundo trás como conseqüência à aparição de uma sensibilidade dolorosa espontânea ou provocada, sensibilidade que desaparece uma vez desaparecido o transtorno profundo que a originou. E quando se exerce uma ação sobre as zonas dolorosas logra-se uma transformação do órgão afetado, transformação esta favorável. Localização dos Pontos A exata localização dos pontos é indispensável para uma terapêutica correta. Devemos levar em conta que o ponto tem uma superfície aproximada de 1 a 2 milímetros quadrados e é necessário desenvolver uma técnica correta para localizá-lo. Quando o ponto é sensível, coisa que nem sempre acontece, a localização é facilitada. Basta apalpar suavemente o trajeto do Meridiano até encontrar o ponto. Devemos lembrar que os pontos estão localizados sempre em depressões ou elevações ósseas, e/ou disposições musculares ou tendinosas. Conhecendo o trajeto do Meridiano descobriremos os pontos através das referências ósseas e musculares, usando a unidade de medida Tsun (distância). É necessária uma prática constante para o desenvolvimento da sensibilidade do tato. Pontos de Comando Todos os pontos correspondentes a um Meridiano exercem uma maior ou menor ação sobre o órgão ou função correspondente. Mas cada Meridiano possui sete pontos importantes cuja ação é específica com respeito ao funcionamento do órgão com o qual está relacionado. São os seguintes: Pontos de Alarme São utilizados para verificar a intensidade de energia no Meridiano. Estão localizados sobre os órgãos com os quais estão relacionados. Se na observação do ponto o sentirmos duro, quente e dolorido superficialmente, isto indica excesso de energia (Yang). Se for mole, frio e dolorido em profundidade há falta de energia (Yin). Abreviatura: PA. Os pontos de alarme são os seguintes: Pulmão P1 Bexiga VC3 Intestino Grosso E25 Rim VB25 Estômago VC12 Circulação / Sexo R11 (sexualidade) CS1 (circulação) Baço-Pâncreas F13 Triplo Aquecedor VC5 (geral) VC7 (urogenital) VC12 (digestivo) VC17 (respiratório) Coração VC14 Vesícula Biliar VB23 Intestino Delgado VC4 Fígado F14 (à direita Pâncreas e à esquerda Baço)
  44. 44. Curso de Massagem Oriental 44 Pontos de Tonificação Usados para aumentar a quantidade de energia no Meridiano. A excitação deste ponto provoca a excitação do órgão ou a função relacionada com o Meridiano. Mas deve-se entender que esse efeito estimulativo só pode ser exercido se o órgão se encontrar em nível energético inferior ao normal. Deve-se entender que pelo simples fato de excitar o ponto não criamos energia. A tonificação é feita quando trazemos energia de outro Meridiano. Portanto, a condição indispensável para uma tonificação de energia é que haja energia a mais em outros Meridianos. Vemos então que, ao tonificarmos um Meridiano com pouca energia, trazemos a energia de um outro que estava com excesso e conseguimos o equilíbrio energético. O melhor momento para tonificar um Meridiano é o final de seu horário de maior atividade (horário do Meridiano seguinte). A punção dos pontos de tonificação deve ser feita de forma bilateral, com pressão alternada. Abreviatura: PT Os doze pontos de tonificação são: Pulmão P9 Bexiga B67 Intestino Grosso IG11 Rim R7 Estômago E41 Circulação / Sexo CS9 Baço-Pâncreas BP2 Triplo Aquecedor TA3 Coração C9 Vesícula Biliar VB43 Intestino Delgado ID3 Fígado F8 Pontos de Sedação Usados para diminuir a quantidade de energia do Meridiano. A energia dispersada pelo ato de sedar não se perde, simplesmente se desloca, indo incorporar com a energia de um Meridiano em falta. Sedar um determinado Meridiano pode ser uma boa técnica para tonificar outros. O melhor momento para sedar um Meridiano corresponde às horas de sua máxima atividade. Abreviatura: PS. Os pontos de sedação são: Pulmão P5 Bexiga B65 Intestino Grosso IG2 Rim R1 Estômago E45 Circulação / Sexo CS7 Baço-Pâncreas BP5 Triplo Aquecedor TA10 Coração C7 Vesícula Biliar VB38 Intestino Delgado ID8 Fígado F2 Ponto Fonte
  45. 45. Curso de Massagem Oriental 45 Ponto ambivalente, usado como complemento de uma tonificação ou de uma sedação da energia do Meridiano. Portanto, este ponto deve ser usado em conexão com o Meridiano acoplado (Pulmão-lntestino Grosso, Fígado-Vesícula Biliar, etc.). Muitos autores aconselham utilizar o ponto fonte de maneira sistemática quando se tonifica ou se seda; em ambos os casos se reforçam o ato. Abreviatura: PF. Os pontos fontes são os seguintes: Pulmão P9 Bexiga B64 Intestino Grosso IG4 Rim R3 Estômago E42 Circulação / Sexo CS7 Baço-Pâncreas BP3 Triplo Aquecedor TA4 Coração C7 Vesícula Biliar VB40 Intestino Delgado ID4 Fígado F3 Ponto de Assentamento O ponto de assentamento se encontra fora do trajeto do Meridiano. Está localizado sobre o Meridiano da Bexiga. A utilização deste ponto pode ser feita em tonificação ou sedação, é de grande utilidade em sintomas crônicos. Efeito geral: tonificante. Abreviatura: PAs. Os pontos de assentamento são: Pulmão B13 Bexiga B28 Intestino Grosso B25 Rim VB23 Estômago B21 Circulação / Sexo B14 Baço-Pâncreas B20 Triplo Aquecedor B22 Coração B15 Vesícula Biliar B19 Intestino Delgado B27 Fígado B18 OBSERÇÃO: Nas crises usar o PAs em sedação. Fora das crises, usar o PAs em tonificação. Ponto Geki Ponto japonês usado para sintomas agudos. Efeito geral: sedante. Abreviatura: PG. Os pontos Geki são: Pulmão P6 Bexiga B63 Intestino Grosso IG7 Rim R5 Estômago E34 Circulação / Sexo CS4 Baço-Pâncreas BP8 Triplo Aquecedor TA7 Coração C6 Vesícula Biliar VB36 Intestino Delgado ID6 Fígado F6 Ponto Horário Ponto a ser usado no intervalo de tempo correspondente à maior energia do Meridiano. Ponto de tratamento. Abreviatura: PH. Os pontos horários são: Pulmão P8 Bexiga B66 Intestino Grosso IG1 Rim R10 Estômago E36 Circulação / Sexo CS8 Baço-Pâncreas BP3 Triplo Aquecedor TA6 Coração C8 Vesícula Biliar VB41 Intestino Delgado ID5 Fígado F1
  46. 46. Curso de Massagem Oriental 46 Fluxograma dos Pontos de Equilíbrio
  47. 47. Curso de Massagem Oriental 47 Imagem Figurada das Funções dos Meridianos O primeiro livro sobre Acupuntura de que se tem notícia - S0 QUENN NEI TCHING - foi escrito na China cerca de 300 anos antes de Cristo. Dentre as várias curiosidades documentadas neste livro destaca-se um diálogo entre o Imperador Huang II e seu médico Chi Po, que mostra uma extraordinária comparação entre as funções vitais do corpo e a política. O Fígado equipara-se ao ministro da defesa, que tem a atribuição de elaborar os planos estratégicos; a Vesícula Biliar, ao ministro do planejamento que, a fim de suprir as necessidades, planeja mediante o processo de julgar e tomar decisões; o Coração, ao supremo chefe do poder soberano, que, por avantajar-se a seus subordinados em conhecimentos e íntima compreensão da organização como conjunto, a dirige; o Intestino Delgado, ao ministro das finanças, que, como dirigente das despesas, envia através do corpo a matéria nutritiva transformada; a Circulação- Sexualidade, ao ministro das relações exteriores, que pelas ações diplomáticas e diferentes negociações, propicia felicidade e alegria a seu país; o Triplo Aquecedor, ao ministro dos transportes e do interior, que coordena os planos de todos os transportes, além da construção de represas canalizações e outras obras de proteção, em benefício do equilíbrio geral; o Estômago, ao ministro da fazenda, que, como coordenador da receita pública, atende às iniciativas econômicas; o Baço-Pâncreas, ao ministro dos recursos econômicos (agricultura. indústria e comércio, minas e energia), que coordena o desenvolvimento e a expansão da vida; os Pulmões, ao ministro da justiça, que controla a atividade dos agentes públicos na estabilidade da ordem e segurança; o Intestino Grosso, ao ministro da área social (educação, saúde e assistência social), que controla o bem-estar e a evolução coletiva: os Rins ao ministro do trabalho, que controla a força de trabalho dos artesãos, produtores, e outros operários; a Bexiga, ao ministro das comunicações, que exercita o controle regulador de todas as demais funções. A Grande Circulação de Energia A simples explicação do relógio cósmico no seu ciclo diário nos faz entender uma série de pequenos fatos cotidianos, que nos passam desapercebidos. Observando o quadro 1 podemos perceber: - Ao longo das vinte e quatro horas que compõem o dia temos três ciclos ou três voltas completas da energia ao longo do corpo. Cada ciclo está composto por dois pares de meridianos. Cada meridiano recebe energia e torna-se o dono do horário durante duas horas por dia. - O primeiro ciclo, ou ciclo da captação de energia se inicia por volta das três horas da manhã, aumentando a disponibilidade de energia para o meridiano dos pulmões, numa alusão a ser este o melhor horário de despertar. Ao iniciar os primeiros movimentos do dia (movimentos instintivos como mover mãos e pés, inspirar mais profundo, abrir e fechar os olhos, esfregar partes do corpo, espreguiçar e por fim sentar e levantar), no horário que antecede o nascimento do Sol, quando a força Yang representada pela luz solar já se aproxima do horizonte, o ser humano, como muitos animais, realiza a natural função de captar energia (que os hindus chamam de PRANA) através da inspiração e expiração nasal. Seu horário de maior função se expande até próximo das cinco horas. É neste momento que a carga maior de energia se desloca para o Meridiano do intestino grosso. Seria este o momento propício para a excreção dos resíduos sólidos da alimentação da véspera. O meridiano do intestino grosso comanda também a absorção de líquidos, tendo ação sobre tensões emocionais. Às sete horas a energia principal é transferida para o trajeto do meridiano do estômago, sugerindo que este é um horário próprio para a alimentação. Este meridiano também dá lugar à elaboração da energia. Comanda a concentração e a retidão das idéias. Às nove horas entra em plenitude o meridiano do Baço-Pâncreas, um meridiano que representa a digestão através da função combinada do baço (hematopoiese = formação de sangue); e a do pâncreas endócrino (regulador das reservas de glicogênio no sangue). O horário deste meridiano finaliza-se às onze horas. Este meridiano e os três precedentes pulmão, intestino grosso e estômago, compõem o ciclo da manhã, ou da captação de energia, ou seja, realiza uma volta completa pelo corpo. Às onze horas temos o início do horário do meridiano do coração, responsável pelo funcionamento cardíaco e dos vasos de circulação sanguínea. Liga-se com a energia psíquica, com a consciência e

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