Gestao estrategica de custos

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Artigo para estudando em gestão de custo ou administração.

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  • 1. GESTÃO ESTRATÉGICA DE CUSTOS MANUAL DO PROFESSOR
  • 2. EDITORA ATLAS S.A. Rua Conselheiro Nébias, 1384 (Campos Elísios) 01203-904 São Paulo (SP) Tel.: (0_ _11) 221-9144 (PABX) www.atlasnet.com.br
  • 3. JOSÉ HERNANDEZ PEREZ JUNIOR LUÍS MARTINS DE OLIVEIRA ROGÉRIO GUEDES COSTA GESTÃO ESTRATÉGICA DE CUSTOS MANUAL DO PROFESSOR SÃO PAULO EDITORA ATLAS S.A. – 2001 © 2001 by EDITORA ATLAS S.A.
  • 4. Composição: Set-up Time Artes Gráficas ISBN 85-224-2810-7 TODOS OS DIREITOS RESERVADOS – É proibida a reprodução total ou parcial, de qualquer forma ou por qualquer meio. A violação dos direitos de autor (Lei no 9.610/98) é crime estabelecido pelo artigo 184 do Código Penal. Depósito legal na Biblioteca Nacional conforme Decreto no 1.825, de 20 de dezembro de 1907. Cód.: 0306 60 390 Impresso no Brasil/Printed in Brazil
  • 5. 5 SUMÁRIO Nota dos autores, 7 1 CONCEITOS BÁSICOS, 9 Questões teóricas, 9 Testes, 11 Casos práticos, 25 2 CUSTOS DOS PRODUTOS E DOS DEPARTAMENTOS, 37 Questões teóricas, 37 Testes, 38 Casos práticos, 44 3 CUSTOS PARA FINS CONTÁBEIS, 59 Questões teóricas, 59 Testes, 62 Casos práticos, 78 4 CUSTOS PARA FINS FISCAIS, 107 Questões teóricas, 107 Testes, 109 Casos práticos, 116 5 CUSTOS PARA CONTROLE, 143 Questões teóricas, 143 Testes, 145 Casos práticos, 148 6 CUSTOS PARA TOMADA DE DECISÕES, 190 Questões teóricas, 190 Testes, 193 Casos práticos, 202
  • 6. 6 7 CUSTOS PARA MELHORIA DE PROCESSOS E ELIMINAÇÃO DE DESPER-DÍCIOS, 260 Questões teóricas, 260 Testes, 262 Casos práticos, 267 8 CUSTOS PARA OTIMIZAÇÃO DE RESULTADOS, 294 Questões teóricas, 294 Testes, 295 Casos práticos, 297 9 CUSTOS PARA FORMAÇÃO DE PREÇOS DE VENDA, 304 Questões teóricas, 304 Testes, 306 Casos práticos, 310 10 CUSTOS PARA CONTROLADORIA ESTRATÉGICA, 321 Questões teóricas, 321 Testes, 323 11 IMPLANTAÇÃO E GERENCIAMENTO DE UM SISTEMA DE CUSTOS, 328 Questões teóricas, 328 Testes, 329
  • 7. NOTA DOS AUTORES Este Manual apresenta a solução dos testes, exercícios e casos práticos que constam no Livro de Exercícios de Gestão Estratégica de Custos. Foram elaborados com os mais variados graus de dificuldade, para facilitar o entendimento dos temas estudados na seqüência do correspondente Livro-texto. Alguns casos práticos demandam um tempo razoável para serem resolvidos pelos alunos e têm sido por nós utilizados como trabalhos em grupo, como complemento das notas de avaliações ou mesmo em substituição das provas escritas, quando possível. Inclui a solução dos testes e exercícios que constaram nas provas dos últimos concursos públicos para ingresso na carreira de Auditor Fiscal da Receita FederaI (Ex-AFTN), bem como as questões que constaram nos Exames de Suficiência do Conselho Federal de Contabilidade realizados até o momento. Trata-se de um vasto material didático que facilita a explicação de temas relacionados com a contabilidade e gestão estratégica de custos, tais como: a) conceitos básicos e terminologia aplicada na contabilidade de custos; b) objetivos da apuração do custo de produção; c) métodos de avaliação dos estoques; d) apuração de custos dos departamentos; e) rateio dos custos indiretos de fabricação; f) princípios fundamentais de contabilidade aplicados a custos; g) custeio variável e por absorção; h) custo com salários e encargos sociais da mão-de-obra; i) custo nas empresas prestadoras de serviços; j) custo da produção contínua e por encomenda; k) normas fiscais para avaliação dos estoques; l) custo integrado e coordenado com a contabilidade; m) custo-padrão e análise das variações; n) análise da margem de contribuição e do ponto de equilíbrio; o) sistema de custeio por atividades – custeio abc; p) teoria das restrições – TOC; q) custos para formação de preço de venda; r) custos para controladoria estratégica; s) medidas não financeiras para controle e análise de desempenho; t) implantação de um sistema de apuração de custos; e u) relatórios gerenciais. Acreditamos que os testes, exercícios e casos práticos podem ser utilizados nas disciplinas Contabilidade de Custos, Análise de Custos, Contabilidade Gerencial, Controladoria, Gestão de Custos e Tópicos Contemporâneos de Contabilidade, nos cursos de graduação e pós-graduação de Administração, Contabilidade, Economia e Engenharia de Produção.
  • 8. 9 1 CONCEITOS BÁSICOS QUESTÕES TEÓRICAS 1. O que você entende por uma empresa industrial? Cite um exemplo de um processo industrial, ou seja, a transformação de matérias-primas em pro-dutos acabados. 2. De que maneira um eficiente sistema de apuração de custos pode contri-buir para a sobrevivência das empresas modernas que atuam em um am-biente extremamente competitivo e na chamada economia globalizada? 3. O que você entende por custo de produção de bens e serviços? Quais são os principais gastos necessários para a produção de um bem? 4. Quais são os principais fatores de custos em uma indústria? 5. Como os gastos de uma empresa podem ser classificados? 6. Conceitue desembolsos. Dê exemplo de um desembolso depois da ocor-rência do gasto. 7. Conceitue despesas. Dê exemplo de uma despesa diretamente relacionada com a obtenção de receitas com as vendas de produtos acabados. 8. Conceitue perdas e desperdícios. Dê pelo menos dois exemplos de cada. 9. Como se classificam os gastos em relação às variações no volume da produção e das vendas?
  • 9. 10 10. Como se classificam os gastos quanto à forma de identificação e apro-priação aos diversos produtos e serviços produzidos simultaneamente? 11. O que você entende por custos fixos? Dê exemplos. Quais são os princi-pais custos fixos de um escritório de consultoria financeira? 12. Quais são as principais características dos custos fixos? 13. O que você entende por custos variáveis? Dê exemplos. Quais são as prin-cipais características dos custos variáveis? Quais são os principais custos variáveis de uma rede de supermercados? 14. O que você entende por custos diretos? Quais são os custos diretos mais comuns nas indústrias? Em uma oficina mecânica, quais são os principais custos diretos? 15. O que você entende por custos indiretos? Quais são os custos indiretos mais comuns nas indústrias? E em um hospital? 16. Comente os critérios para rateio dos custos indiretos de fabricação. Quais são os critérios mais comuns? 17. Na fabricação de bolsas, sapatos e cintos, quais seriam, em sua opinião, os principais custos diretos? De que maneira a mão-de-obra pode ser identificada e apropriada diretamente como custo de cada produto fa-bricado pela empresa? 18. Em uma indústria de vestuários, quais seriam os principais custos diretos? De que maneira as matérias-primas podem ser identificadas e apropriadas diretamente como custo de cada produto fabricado pela empresa? 19. Destaque e comente pelo menos cinco objetivos da apuração dos custos de produção. 20. Quais são os gastos que devem ser incluídos no custo de aquisição de matérias- primas e outros materiais utilizados na produção? 21. Comente os tributos incidentes sobre as compras dos materiais de produção, que podem ser recuperados pelas indústrias. Dê um exemplo. 22. O que quer dizer os termos CIF e FOB? 23. Nas aquisições de materiais na modalidade CIF, quais são os gastos de responsabilidade da empresa compradora? 24. Nas aquisições de materiais na modalidade FOB, quais são os gastos de responsabilidade da empresa compradora? 25. Quais são os métodos de avaliação dos estoques? Quais são seus objetivos? 26. Qual é o método de avaliação dos estoques que não é aceito pela legis-lação tributária? Por quê?
  • 10. 11 TESTES 1. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) Não existe uma linguagem universal, entre os empresários e os pro- fissionais das diversas áreas, quanto ao uso da palavra custo. b) Em relação ao momento da contabilização dos gastos, os desem-bolsos podem ocorrer antes (pagamento antecipado), no momento (pagamento a vista) ou depois da ocorrência dos gastos (pagamento a prazo). c) A maioria dos empresários entende perfeitamente o conceito de custo da produção de bens e serviços, principalmente nas empresas de pequeno e médio porte. d) Entende-se por perdas os gastos normais ou voluntários que geram um novo bem ou serviço. Esses gastos mantêm estrita relação com a operação da empresa e geralmente ocorrem de fatos previstos. Resposta: alternativas A e B. 2. Assinale a(s) alternativa(s) incorreta(s): a) Apenas as empresas industriais devem-se preocupar com a apuração e controle de seus custos. b) Para o dono da empresa ou acionistas, em geral, não há uma per-feita distinção entre o que seria o custo de produção de bens e servi-ços e outros custos e despesas da empresa, como, por exemplo, custo dos empréstimos bancários, custos das máquinas e equipamentos, custo das mercadorias etc. c) Entende-se por desembolsos as saídas de dinheiro do caixa ou das contas bancárias das empresas, caracterizando-se pela entrega a ter-ceiros de parte dos numerários da empresa. Os desembolsos ocorrem em razão do pagamento de compras efetuadas a vista ou de uma obrigação assumida anteriormente. d) As empresas prestadoras de serviços não necessitam de sistemas de contabilidade de custos para seu gerenciamento. Resposta: alternativas A e D. 3. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s):
  • 11. 12 a) Um exemplo de desembolso depois da ocorrência dos gastos seria o caso do consumo de matérias-primas em junho, que foram compra-das e pagas no mês anterior. b) Em relação ao momento da contabilização dos gastos, os desem-bolsos podem ocorrer antes (pagamento antecipado), no momento (pagamento a vista) ou depois da ocorrência dos gastos (pagamento a prazo). c) Despesas são os gastos relativos aos bens e serviços consumidos no processo de geração de receitas e manutenção dos negócios da em-presa. As despesas estão diretamente ou indiretamente associadas à realização de receitas. d) O desgaste – ou depreciação – de um bem do ativo imobilizado uti-lizado pelas áreas administrativas ou comerciais deve ser contabili-zado como custo da produção de bens ou serviços. Resposta: alternativas B e C. 4. Assinale a(s) alternativa(s) incorreta(s): a) O processo de industrialização compreende a transformação de ma-térias- primas em produtos acabados com a utilização de outros fa-tores de produção, tais como mão-de-obra, máquinas, equipamentos etc. b) Nas empresas industriais, os estoques constituem-se, geralmente, de matérias-primas, materiais de embalagens, materiais auxiliares, pro-dutos em processo e produtos acabados. c) Entende-se por custo de produção a soma dos fatores produtivos uti- lizados, como matérias-primas, mão-de-obra e outros custos, tais co-mo depreciação, aluguel do prédio da fábrica, alimentação dos ope-rários etc. d) Produtos em processo ou produção em andamento são os produtos terminados no mês e que estão totalmente prontos para vendas aos diversos clientes. Resposta: alternativa D. 5. Questão do concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal (ex-AFTN)
  • 12. 13 Na escrituração contábil de uma empresa industrial, os valores dos encar-gos das depreciações dos equipamentos de produção e das máquinas do escri-tório da administração devem ser registrados: a) a débito das contas Encargos de Depreciação de Equipamentos e En- cargos de Depreciação de Móveis e Utensílios, devendo o saldo da primeira integrar o custo dos produtos de fabricação própria da em-presa. b) a débito das contas Encargos de Depreciação de Equipamentos e En- cargos de Depreciação de Móveis e Utensílios, que terão seus saldos transferidos diretamente para Resultado do Exercício na data do ba-lanço. c) a débito das contas Encargos de Depreciação, que terá seu saldo transferido diretamente para Resultado do Exercício na data do ba-lanço. d) a débito das contas Depreciação Acumulada de Equipamentos e Depreciação Acumulada de Móveis e Utensílios, devendo o saldo da primeira integrar o custo dos produtos de fabricação própria da em-presa. e) a débito das contas Depreciação Acumulada de Equipamentos e De- preciação Acumulada de Móveis e Utensílios, que terão seus saldos transferidos diretamente para Resultado do Exercício na data do ba-lanço. Resposta: alternativa A. 6. Questão do concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal (ex-AFTN) A Companhia EE – Indústria e Comércio, no balancete de verificação re-lativo ao encerramento do exercício social em 31-12, apresentava saldo da conta Seguro a Vencer de $ 240,00, referente à apólice de seguro contratada em 1-4 do mesmo ano, com validade de 12 meses, para cobertura dos se-guintes ativos: • máquinas industriais: valor segurado $ 2.400,00 • equipamentos da administração central: valor segurado $ 1.200,00 Assinale a alternativa que contenha o lançamento correto, para a apro-priação de custos e despesas do período: Débito Crédito a) Seguros a Vencer $ $
  • 13. 14 a Prêmio de Seguro – Fábrica 160,00 a Prêmio de Seguro – Administração 80,00 240,00 b) Despesas Administrativas 120,00 Gastos Gerais de Fabricação 60,00 a Seguros a Vencer 180,00 c) Despesas de Seguro 240,00 a Seguros a Vencer 240,00 d) Gastos Gerais de Fabricação 120,00 Despesas Administrativas 60,00 a Seguros a Vencer 180,00 e) Prêmio de Seguro – Fábrica 180,00 Prêmio de Seguro – Administração 60,00 a Seguros a Vencer 240,00 Resposta: alternativa D. 7. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) As informações sobre a lucratividade de cada produto fabricado pela empresa ou de cada serviço prestado são de fundamental impor-tância para o administrador e demais executivos, que necessitam de informações confiáveis e rápidas que lhes possibilitem a tomada de decisão para o alcance e a superação das metas e resultados. b) São muitas as possibilidades de a contabilidade de custos auxiliar na tomada de decisões gerenciais. Entre as mais comuns, pode-se citar a fixação de preços de vendas, o cálculo da lucratividade de produtos, a seleção do mix de produtos etc. c) Uma das principais preocupações do administrador de empresas no moderno e competitivo ambiente empresarial relaciona-se com o controle dos custos de produção de bens e serviços.
  • 14. 15 d) O contabilista da empresa é o único responsável, para fins legais, comerciais e societários, pela exatidão das Demonstrações Contá-beis. Resposta: alternativas A, B e C. 8. Assinale a alternativa incorreta: a) A identificação dos gastos em relação às variações no volume das atividades produtivas e das vendas reveste-se de fundamental impor-tância para o gerenciamento das empresas. b) O total dos custos fixos, dentro de determinada capacidade instalada de cada empresa industrial, não se altera independentemente do vo-lume de produção. c) O valor dos custos fixos por unidade produzida varia à medida que ocorre variação no volume de produção, por tratar de um valor fixo total diluído por uma quantidade maior ou menor de produção. d) A alocação dos custos fixos para os departamentos ou centros de custos não necessita, na maioria das vezes, de critérios de rateios. Resposta: alternativa D. 9. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) A alocação dos custos variáveis aos produtos ou centros de custos é quase sempre efetuada de forma direta, sem a necessidade de utili-zação de critérios de rateios. b) Os custos indiretos são perfeitamente identificados aos produtos fa- bricados, não necessitando da adoção de critérios de rateios para apropriação. c) O combustível gasto pelos caminhões utilizados nas transportadoras de cargas é um exemplo de custo variável dos serviços prestados. d) A depreciação dos prédios de uma universidade é um dos mais representativos dos custos variáveis. Resposta: alternativas A e C. 10. Questão do Exame de Suficiência do Conselho Federal de Contabilidade 1/2000, de março de 2000 Para apropriar corretamente os Custos Indiretos de Fabricação, é neces-sário:
  • 15. 16 a) Conhecer a quantidade de produtos elaborados. b) Quantificar os produtos em processo e elaborados. c) Estabelecer alguma relação causal entre eles e os produtos em ela-boração. d) Determinar os totais dos custos indiretos do mês. Resposta: alternativa C. 11. Questão do Exame de Suficiência do Conselho Federal de Contabilidade 1/2000, de março de 2000 Na previsão dos Custos Indiretos de Fabricação, o único procedimento que está incorreto é: a) Previsão do volume de produção. b) Previsão dos Custos Indiretos de Fabricação Variáveis, com base na análise dos Custos Diretos Fixos de Fabricação. c) Previsão dos Custos Indiretos de Fabricação Variáveis, com base na previsão do volume de produção. d) Previsão dos Custos Indiretos de Fabricação Fixos para o período. Resposta: alternativa B. 12. Questão que constou no Exame de Suficiência do Conselho Federal de Contabilidade 1/2000, de março de 2000 Uma empresa produziu, no mesmo período, 100 unidades de um produto A, 200 unidades de um produto B e 300 unidades de um produto C. Considerando $ 176,25 de custos indiretos e que os custos diretos unitários de matérias-primas foram, respectivamente, $ 1,50, $ 0,90 e $ 0,60 e os custos unitários de mão-de-obra direta, $ 0,60, $ 0,30 e $ 0,25, o custo final indireto unitário de cada produto, proporcional ao custo direto total de cada produto, será, respectivamente: a) $ 52,00; $ 60,00 e $ 63,75; b) $ 210,00; $ 240,00 e $ 255,00; c) $ 3,86; $ 2,08 e $ 1,44; d) $ 0,52; $ 0,30 e $ 0,21. Resposta: alternativa D. 13. Assinale a classificação mais adequada para os seguintes custos:
  • 16. 17 Custos incorridos Fixo Variável Desgaste dos pneus dos ônibus de uma empresa de turismo. X Salários e encargos sociais do pessoal da segurança de uma indústria petroquímica. X Asfalto consumido em uma pavimentadora de vias públicas. X Depreciação do prédio de uma fábrica de armas. X Pólvora utilizada em uma fábrica de fogos de artifícios. X Peças para manutenção dos veículos em uma locadora. X Cacau, açúcar e leite utilizado em uma fábrica de sorvete. X Madeira utilizada em uma fábrica de caixotes. X Aluguel do prédio de uma clínica dentária. X 14. Questão do concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal (ex-AFTN) Uma empresa, para fabricar 1.000 unidades mensais de determinado produto, realiza os seguintes gastos: Gastos do período $ Matéria-prima 400.000 Mão-de-obra direta 300.000 Mão-de-obra indireta 100.000 Custos diversos 200.000 Se a empresa produzir 1.200 unidades desse produto, por mês, com as mesmas instalações e com a mesma mão-de-obra, ou seja, com exceção da matéria-prima, todos os demais custos permaneceriam inalterados em seu total, o custo por unidade produzida corresponderá a: a) $ 900,00; b) $ 833,33; c) $ 1.000,00; d) $ 966,00;
  • 17. 18 e) $ 950,00. Resposta: alternativa A. 15. Questão do concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal (ex-AFTN) Em relação a custos, é correto afirmar: a) Os custos fixos totais mantêm-se estáveis, independentemente do volume da atividade fabril. b) Os custos variáveis da produção crescem proporcionalmente à quan-tidade produzida, em razão inversa. c) Os custos fixos unitários decrescem na razão direta da quantidade produzida. d) Os custos variáveis unitários crescem ou decrescem, de conformi-dade com a quantidade produzida. e) O custo industrial unitário, pela diluição dos custos fixos, tende a afastar- se do custo variável unitário, à medida que o volume da produção aumenta. Resposta: alternativa A. 16. Questão que constou em concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal (ex- AFTN) Uma empresa restringiu sua linha de produção a um único produto. Assim, a energia elétrica gasta na fábrica será considerada: a) custo indireto variável; b) custo indireto fixo; c) custo direto fixo; d) custo direto variável; e) despesa operacional. Resposta: alternativa D. 17. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) Nas empresas industriais, os tributos indiretos – IPI e ICMS – pagos pela empresa compradora em decorrência da aquisição de matérias-primas, materiais de embalagem e demais mercadorias utilizadas na produção
  • 18. 19 representam, de acordo com a legislação pertinente, cré-ditos da empresa compradora junto ao governo. b) Os valores dos impostos recuperáveis pagos na aquisição das ma-térias- primas e demais materiais utilizados na produção devem com-por o custo de aquisição que será incorporado aos estoques. c) Na modalidade FOB, o valor pago pelo comprador inclui também os gastos com frete e seguro no transporte das matérias-primas. d) Utilizando a metodologia Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair (Peps), as baixas nos estoques de materiais são efetuadas levando em consi-deração o custo das compras mais antigas. Resposta: alternativas A e D. 18. Questão do concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal (ex-AFTN) A Companhia Alpha adquiriu matérias-primas para serem utilizadas na produção. A nota fiscal do fornecedor continha os seguintes dados: Valor das matérias-primas 1.000 IPI 200 Valor total da nota fiscal 1.200 ICM destacado na nota fiscal 170 Sabendo que o IPI e o ICM são impostos recuperáveis para a empresa, assinale a alternativa que contém o valor que poderá ser computado no custo das matérias- primas: a) $ 630; b) $ 830; c) $ 1.030; d) $ 1.170; e) $ 1.200. Resposta: alternativa B. 19. Questão do concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal (ex-AFTN) A Indústria Brasília adquiriu em abril matérias-primas para serem utilizadas na industrialização de seus produtos. Informações adicionais:
  • 19. 20 A. Dados da nota fiscal de aquisição: • valor das matérias-primas: $ 2.000 • valor do IPI: $ 200 • valor do ICMS destacado na nota: $ 340 B. A empresa pagou de frete das matérias-primas até o seu estabe-lecimento: $ 240 C. No mês de abril, a empresa utilizou 40% dessas matérias-primas na fabricação de seus produtos. Sabendo-se que, dos tributos referidos, apenas o ICMS é recuperável para a empresa, assinale a alternativa que contém o valor das matérias-primas adquiridas e utilizadas em abril a ser apropriado nesse mesmo mês aos custos da produção: a) $ 664; b) $ 760; c) $ 840; d) $ 976; e) $ 1.112. Resposta: alternativa C. 20. Questão do concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal (ex-AFTN) Uma fábrica de cimento contrata empresa de transporte coletivo para transportar seu pessoal para trabalhar em sua jazida, da qual extrai calcário para a produção de cimento. Os gastos com os serviços contratados serão apropriados, em relação à produção de cimento, como: a) custo da mão-de-obra; b) custo de matéria-prima; c) custo de serviços de terceiros; d) despesas gerais de produção; e) custo de veículos. Resposta: alternativa B. 21. Assinale a(s) alternativa(s) incorreta(s): a) Na maioria das empresas industriais, o departamento responsável pela determinação do consumo de materiais em cada produto aca-bado é a engenharia de produção.
  • 20. 21 b) Em períodos de alta inflação, o método Último a Entrar, Primeiro a Sair (Ueps) apresenta estoques a valores mais elevados e custos dos produtos vendidos mais reduzidos. Como conseqüência, o lucro da empresa no mês é menor do que em relação aos demais métodos. c) O custo unitário de aquisição das matérias-primas é o total pago aos fornecedores, conforme consta nas notas fiscais, dividido pela quan-tidade adquirida. d) Uma indústria iniciou suas atividades em 5 de maio. Adquiriu, em 15 de maio, 1.250 quilos de matérias-primas pelo total de $ 87.503,50, líquido dos impostos. Em 25 de maio adquiriu mais 1.700 quilos, ao custo de $ 73,00 cada quilo, líquido dos impostos. O custo médio ponderado dessas aquisições é $ 71,73 cada quilo. Resposta: alternativas B e C. 22. Com base nas informações a seguir, assinale a alternativa correspondente ao custo unitário de aquisição da matéria-prima. A Indústria de AutoPeças Gavião Ltda., localizada em Belo Horizonte (MG), adquiriu em dezembro 1.900 quilos da matéria-prima Y, de um forne-cedor localizado no interior do Rio Grande do Norte. O preço de venda do for-necedor é de $ 130 por quilo. O comprador pagou $ 7.000 de frete para uma transportadora mineira mais $ 1.700 de seguro contra riscos diversos. Sobre o valor total da matéria-prima, há incidência de $ 31.200 de ICMS e $ 25.000 de IPI. a) $ 100; b) $ 130; c) $ 105; d) $ 135. Resposta: alternativa C. 23. A Indústria de AutoPeças Gavião Ltda., citada anteriormente, adquiriu em dezembro 9.000 caixas de papelão para embalagem das peças fabricadas e vendidas. Pagou ao fornecedor o total de $ 30.000,00, incluindo $ 4.900 de ICMS e $ 3.000 de IPI. Gastou $ 1.300 com o transporte desse material do fornecedor até a fábrica. Com base nas informações, assinale a alternativa correspondente ao custo de aquisição de cada caixa de papelão: a) $ 2,60;
  • 21. 22 b) $ 3,48; c) $ 3,33; d) $ 3,10. Resposta: alternativa A. 24. Questão do concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal (ex-AFTN) Indique a opção correta: a) Para efeito de apuração do resultado do exercício é indiferente que a avaliação dos estoques seja feita pelo método do custo médio ponde-rado ou pelo método Ueps, se o ambiente econômico for de estabili-dade permanente dos preços. b) Em um ambiente econômico de constante elevação de preços, a avaliação dos estoques deve ser feita pelo método do custo médio ponderado, porque é o único método em que o valor dos estoques se iguala ao valor de reposição. c) O resultado do exercício será maior se a avaliação dos estoques ado-tar o método do custo médio ponderado, em lugar do método Peps, se os preços se mantiverem constantes. d) Ao adotar o método de avaliação de estoques denominado Ueps, em lugar do método denominado Peps, a empresa estará superavaliando seu resultado do exercício, se os preços se mantiverem em elevação. e) Em um ambiente de constante elevação dos preços, a avaliação do estoque final pelo método do custo médio ponderado indicará um valor maior do que o obtido quando a avaliação é feita pelo método Peps e um valor menor do que aquele resultante da avaliação pelo método Ueps. Resposta: alternativa A. 25. Questão do concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal (ex-AFTN) A Cia. Amazônia compra a prazo lotes de determinado produto na seguinte ordem: Lotes Data da aquisição Quantidades Preço unitário ($) A 4-1 500 400,00
  • 22. 23 B 20-1 1.000 450,00 C 27-1 2.000 520,00 Considerando-se ainda que: 1. sobre as compras do Lote A foram pagos fretes no valor de $ 20 por unidade transportada em 5-1; 2. devolução em 21-1 de 200 unidades do Lote B; 3. sobre as compras do Lote C foi concedido um abatimento no valor de $ 118.400 em 28-1; 4. no mês foram consumidas 1.200 unidades em 23-1 e 2.000 unidades em 30-1. Com base nesses dados, pode-se afirmar que o valor dos estoques consumidos, de acordo com a média ponderada fixa, foi de: a) $ 1.445.626,38; b) $ 1.570.000,00; c) $ 1.449.600,00; d) $ 1.446.400,00; e) $ 1.445.520,00. Resposta: alternativa D. 26. Questão do concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal (ex-AFTN) Considere os seguintes dados: Data Histórico Quantidade Valor ($) 28-2 Estoque 200 1.200,00 5-3 Requisição 231 50 10-3 Requisição 234 120 15-3 Compra 300 2.460,00 20-3 Compra 200 2.130,00 25-3 Requisição 240 130
  • 23. 24 30-3 Requisição 242 100 31-3 Estoque O estoque final em 31-3 é de: a) $ 2.700,00 e 300 unidades, se avaliado pelo método de custo médio ponderado; b) $ 2.020,00 e 300 unidades, se avaliado pelo método Peps; c) $ 2.700,00 e 300 unidades, se avaliado pelo método Peps; d) $ 2.950,00 e 300 unidades, se avaliado pelo método do custo médio ponderado; e) $ 2.700,00 e 300 unidades, se avaliado pelo método Ueps. Resposta: alternativa A. CASOS PRÁTICOS 1. Fábrica de Cimentos KaiKai Ltda. A Fábrica de Cimentos KaiKai Ltda. adquiriu móveis para uso da fábrica, no total de $ 300.000, e para uso do escritório administrativo, no total de $ 120.000. Supondo uma taxa de depreciação de 10% ao ano, determine o valor mensal do custo e das despesas com a depreciação desses móveis: SOLUÇÃO Informações Móveis da fábrica Móveis do escritório
  • 24. 25 Valor de aquisição ($) 300.000 120.000 Taxa de depreciação anual (%) 10% 10% Valor da depreciação anual ($) 30.000 12.000 Valor da depreciação mensal ($) 2.500 1.000 2. Máquinas industriais Um conjunto de máquinas industriais com capacidade para produzir 2.400 unidades do produto XRT por mês foi adquirido por $ 1.872.000. Qual o custo com a depreciação das máquinas que deve ser considerado para cada unidade produzida, considerando que as máquinas são depreciadas em 10 anos? SOLUÇÃO Informações $ Valor de aquisição do conjunto de máquinas 1.872.000 Taxa de depreciação anual (%) 10 Custo de depreciação anual ($) 187.200 Custo de depreciação mensal ($) 15.600 Capacidade de produção mensal, em unidades 2.400 Custo de depreciação para cada unidade produzida ($) 6,50 3. Indústria de Aparelhos de Som Ltda. IASL Uma indústria de aparelhos de som investiu $ 50.000.000 em máquinas e equipamentos, cuja vida útil média é de 10 anos. A capacidade máxima de produção dessa indústria corresponde a 20.000 horas-máquinas por mês. A empresa produz três modelos de aparelho de som, sendo necessárias as seguintes horas-máquinas para produzir cada unidade de aparelho:
  • 25. 26 Modelo do aparelho horas-máquinas necessárias para produzir cada unidade de aparelho de som Luxo 3,0 Exportação 3,5 Popular 1,5 Com base nas informações disponíveis, determine o custo com a depre-ciação das máquinas e equipamentos que deve ser apropriado para cada uni-dade produzida (utilize três casas decimais em seus cálculos): SOLUÇÃO Modelo do aparelho Luxo Exportaç ão Popular Horas-máquinas para produzir cada unidade 3,0 3,5 1,5 Custo de depreciação para cada hora- máquina (1) 20,833 20,833 20,833 Custo de depreciação para cada unidade produzida 62,499 72,916 31,250 (1) Demonstrativo da apuração do custo de depreciação para cada hora-máquina. Informações $ Valor do investimento em máquinas e equipamentos 50.000.000 Taxa de depreciação anual (%) 10 Custo com a depreciação anual ($) 5.000.000 Custo com a depreciação mensal ($) 416.666,66 7 Capacidade máxima mensal, em horas-máquinas 20.000 Custo de depreciação para cada hora-máquina 20,833 4. (Critérios de rateio) Anote na coluna da direita um critério de rateio indicado para os gastos relacionados na coluna da esquerda:
  • 26. 27 SOLUÇÃO Exemplos de gastos Critério de rateio mais indicado Depreciação das máquinas e equipamentos in-dustriais Quantidades produzidas ou tempo de utilização de máquinas Mão-de-obra indireta Tempo de utilização de mão-de-obra direta Material indireto Consumo de material direto Depreciação do edifício industrial Área ocupada pelos departamentos produtivos e auxiliares Refeitório industrial Quantidade de refeições servidas Aluguel do prédio da fábrica Área ocupada pelos departamentos produtivos e auxiliares Gastos com treinamento da mão-de- obra direta Quantidade de funcionários de cada departa-mento que foram treinados Gastos do almoxarifado de matérias- primas Consumo de material direto 5. Indústria de Parafusos Especiais ArtBel Ltda. A Indústria de Parafusos Especiais ArtBel Ltda. adquiriu em janeiro diver-sas matérias-primas, no total de $ 600.000, incluindo 18% de ICMS. Pagou aos fornecedores o total de $ 650.000, incluindo o IPI de $ 50.000. Adquiriu também materiais de embalagens no total de $ 100.000, in-cluindo 18% de ICMS. Pagou aos fornecedores o total de $ 115.000, com a inclusão do IPI. Vendeu, no mês, o total de $ 850.000, incluindo $ 134.000 de ICMS e $ 90.000 de IPI. Com base nessas informações, apure o montante dos tributos a recolher em decorrência das atividades operacionais de janeiro, utilizando a tabela a seguir, supondo que não haviam saldos credores dos impostos em 31 de dezembro do ano anterior: SOLUÇÃO
  • 27. 28 Débitos e créditos tributários ICMS IPI Tributos devidos sobre as vendas Débitos da empresa com o governo 134.000 90.000 Menos: Créditos tributários com o governo sobre as compras de: • matéria-prima • material de embalagem 108.000 18.000 50.000 15.000 Tributos a recolher aos cofres públicos 8.000 25.000 6. Matéria-prima GamaDois Com base na movimentação da matéria-prima GamaDois durante o mês de agosto a seguir, calcule (considerando que não havia saldo em estoque em 31 de julho): a) o custo do consumo pela produção durante o mês; e b) o valor do saldo em estoque em 31-8, utilizando cada um dos méto-dos de avaliação dos estoques. Demonstrativo da movimentação da matéria-prima GamaDois no mês de agosto Compras Consumo pela produção Dia Quantidade kg Custo unitário ($) Custo total ($) Quantidade quilos 3 1.500 10,00 15.000 8 2.500 11,50 28.750 10 1.400 20 1.000 13,00 13.000 24 2.800 26 1.900 14,00 26.600 30 1.800 Total
  • 28. 29 SOLUÇÃO Custo médio ponderado (utilize três casas decimais, para diminuir as diferenças decorrentes dos arredondamentos). Compras Consumo Saldo Dia Quan t. (kg) Custo unit. Valor total Custo médio Quant. (kg) Valor total Quant. (kg) Total 3 1.500 10,00 15.000,0 0 10,000 8 2.500 11,50 28.750,0 0 10,938 4.000 43.750,0 0 10 1.400 15.313,2 0 2.600 28.438,8 0 20 1.000 13,00 13.000,0 0 11,511 3.600 41.438,8 0 24 2.800 32.230,0 0 800 9.208,80 26 1.900 14,00 26.600,0 0 13,263 2.700 35.808,8 0 30 1.800 23.873,4 0 900 11.935,4 0 6.900 83.350,0 0 6.000 71.416,6 0 900 11.935,4 0
  • 29. 30 Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair (Peps) Compras Consumo Saldo Dia Quan t. (kg) Custo unit. Valor total Custo unitário Quant. (kg) Valor total Quant. (kg) Total 3 1.500 10,00 15.000 10,00 8 2.500 11,50 28.750 11,50 4.000 43.750 10 10,00 1.400 14.00 0 2.600 29.750 20 1.000 13,00 13.000 3.600 42.750 Obs. (1) 24 2.800 32.35 0 Obs. (2) 800 10.400 26 1.900 14,00 26.600 2.700 37.000 30 1.800 24.40 0 Obs. (3) 900 12.600 6.900 83.350 6.000 70.75 0 900 12.600 Obs. (1) $ 100 unidades × $ 10,00 1.000 2.500 unidades × $ 11,50 28.750
  • 30. 31 1.000 unidades × $ 13,00 13.000 42.750 Obs. (2) 100 unidades × $ 10,00 1.000 2.500 unidades × $ 11,50 28.750 200 unidades × $ 13,00 2.600 32.350 Obs. (3) 800 unidades × $ 13,00 10.400 1.000 unidades × $ 14,00 14.000 24.400 Último a Entrar, Primeiro a Sair (Ueps) Compras Consumo Saldo Dia Quan t. (kg) Custo unit. Valor total Custo unitário Quant. (kg) Valor total Quant. (kg) Total 3 1.500 10,00 15.000 10,00 8 2.500 11,50 28.750 11,50 4.000 43.750 10 11,50 1.400 16.10 0 2.600 27.650 20 1.000 13,00 13.000 3.600 40.650 Obs. (1) 24 2.800 32.65 0 Obs. (2) 800 8.000 26 1.900 14,00 26.600 2.700 34.600 30 14,00 1.800 25.20 0 900 9.400 Obs. (3) 6.900 83.350 6.000 73.95 0 900 9.400
  • 31. 32 Obs. (1) $ 1.500 unidades × $ 10,00 15.000 1.100 unidades × $ 11,50 12.650 1.000 unidades × $ 13,00 13.000 40.650 Obs. (2) 700 unidades × $ 10,00 7.000 1.100 unidades × $ 11,50 12.650 1.000 unidades × $ 13,00 13.000 32.650 Obs. (3) 100 unidades × $ 14,00 1.400 800 unidades × $ 10,00 8.000 9.400 7. Matéria-prima GamaDois (continuação) Efetue um resumo dos três critérios utilizados no exercício anterior, utilizando a tabela a seguir: SOLUÇÃO Método utilizado Valor do consumo da matéria-prima no mês ($) Valor do estoque da matéria-prima no final do mês ($) Custo médio ponderado 71.416,60 11.935,40 Primeiro a entrar – primeiro a sair (Peps) 70.750,00 12.600,00 Último a entrar – primeiro a sair (Ueps) 73.950,00 9.400,00 8. Matéria-prima DeltaFour Com base na movimentação da matéria-prima DeltaFour durante o mês de abril, calcule (considerando que não havia saldo em estoque em 31 de março): a) o custo do consumo pela produção durante o mês; e
  • 32. 33 b) o valor do saldo em estoque em 30-4, utilizando cada um dos méto-dos de avaliação dos estoques. Demonstrativo da movimentação da matéria-prima DeltaFour no mês de abril Compras Consumo pela produção Dia Quantidade (kg) Custo unitário ($) Custo total ($) Quantidade (kg) 3 900 210,00 189.000 8 1.250 215,00 268.750 10 1.400 20 1.000 217,00 217.000 22 700 218,00 152.600 24 1.800 26 1.900 221,00 419.900 30 2.180 Total SOLUÇÃO Custo médio ponderado (utilize três casas decimais, para diminuir as diferenças decorrentes dos arredondamentos): Compras Consumo Saldo Dia Quan t. (kg) Custo unit. Valor total Custo médio Quan t. (kg) Valor total Quant. (kg) Total 3 900 210,00 189.000 900 8 1.25 0 215,00 268.750 212,907 2.150 457.750,0 0 10 1.400 298.069,8 0 750 159.680,2 0 20 1.00 0 217,00 217.000 215,246 1.750 376.680,2 0
  • 33. 34 22 700 218,00 152.600 216,121 2.450 529.280,2 0 24 1.800 389.017,8 0 650 140.262,4 0 26 1.90 0 221,00 419.900 219,756 2.550 560.162,4 0 30 2.180 479.068,0 8 370 81.094,32 Total 5.75 0 1.247.25 0 5.380 1.166.155, 68 370 81.094,32 Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair (Peps) Compras Consumo Saldo Dia Quant. (kg) Custo unit. Valor total Quant. (kg) Valor total Quant. (kg) Total 3 900 210,0 0 189.000 900 189.000
  • 34. 35 8 1.250 215,0 0 268.750 2.150 457.750 10 1.400 296.500 Obs. (1) 750 161.250 20 1.000 217,0 0 217.000 1.750 378.250 22 700 218,0 0 152.600 2.450 530.850 24 1.800 389.150 Obs. (2) 650 141.700 26 1.900 221,0 0 419.900 2.550 561.600 30 2.180 479.830 Obs. (3) 370 81.770 Total 5.750 1.247.2 50 5.380 1.165.4 80 370 81.770 Obs. (1) $ 900 unidades × $ 210,00 189.000 500 unidades × $ 215,00 107.500 Total = 1.400 unidades 296.500 Obs. (2) 750 unidades × $ 215,00 161.250 1.000 unidades × $ 217,00 217.000 50 unidades × $ 218,00 10.900 Total: 1.800 unidades 389.150 Obs. (3) 650 unidades × $ 218,00 141.700 1.530 unidades × $ 221,00 338.130 Total: 2.180 479.830 Último a Entrar, Primeiro a Sair (Ueps)
  • 35. 36 Compras Consumo Saldo Dia Quant. (kg) Custo unit. Valor total Quant. (kg) Valor total Quant. (kg) Total 3 900 210,00 189.000 900 189.000 8 1.250 215,00 268.750 2.150 457.750 10 1.400 300.250 Obs. (1) 750 157.500 20 1.000 217,00 217.000 1.750 374.500 22 700 218,00 152.600 2.450 527.100 24 1.800 390.600 Obs. (2) 650 136.500 26 1.900 221,00 419.900 2.550 556.400 30 2.180 478.700 Obs. (3) 370 77.700 Total 5.750 1.247.25 0 5.380 1.169.55 0 370 77.700 Obs. (1) $ 1.250 unidades × $ 215,00 268.750 150 unidades × $ 210,00 31.500 1.400 unidades 300.250 Obs. (2) 700 unidades × $ 218,00 152.600 1.000 unidades × $ 217,00 217.000 100 unidades × $ 210,00 21.000 Total: 1.800 unidades 390.600 Obs. (3) 1.900 unidades × $ 221,00 419.900 280 unidades × $ 210,00 58.800 Total: 2.180 unidades 478.700
  • 36. 37 9. Matéria-prima DeltaFour (continuação) Efetue um resumo dos três critérios utilizados no exercício anterior, utili-zando a tabela a seguir: SOLUÇÃO Método utilizado Valor do consumo da matéria-prima no mês ($) Valor do estoque da matéria-prima no final do mês ($) Custo médio ponderado 1.166.155,68 81.094,32 Primeiro a entrar, primeiro a sair (Peps) 1.165.480,00 81.770,00 Último a entrar, primeiro a sair (Ueps) 1.169.550,00 77.700,00
  • 37. 37 2 CUSTOS DOS PRODUTOS E DOS DEPARTAMENTOS QUESTÕES TEÓRICAS 1. O que é departamentalizar uma empresa? 2. Qual é o conceito de departamento? 3. O que você entende por departamentos produtivos? Na empresa onde você trabalha, quais são os principais departamentos produtivos? 4. O que você entende por departamentos auxiliares da produção? Na em- presa onde você trabalha, quais são os principais departamentos auxilia-res da produção? 5. Qual é a definição de centro de custo? 6. Quais são as vantagens da departamentalização? 7. Quais são os principais critérios de rateios dos custos indiretos para os produtos e departamentos produtivos? 8. Como o custo com o aluguel da fábrica pode ser apropriado aos diversos departamentos? 9. Como o custo com o refeitório da fábrica pode ser apropriado aos diver- sos departamentos? 10. O que é overhead?
  • 38. 38 TESTES 1. Pode-se afirmar, com relação aos departamentos produtivos: a) Prestam serviços aos demais departamentos da empresa. b) Não atuam diretamente com a produção de bens ou com a prestação de serviços. c) Como não atuam diretamente com a produção de bens ou serviços, seus gastos devem ser apropriados diretamente aos diversos depar- tamentos auxiliares do processo produtivo. d) São aqueles departamentos que promovem qualquer tipo de modifi-cação sobre os produtos e serviços, atuando diretamente nos proces-sos de produção. Resposta: alternativa D. 2. Pode-se afirmar, com relação aos critérios de rateio de custos fixos e in- diretos aos diversos departamentos (pode haver mais de uma alternativa correta): a) São critérios de ampla utilização que permitem a correta apropria- ção dos custos fixos e indiretos aos diversos produtos ou departa- mentos de uma empresa. b) Qualquer que seja o critério utilizado, haverá sempre uma margem de dúvida quanto aos resultados apresentados pelos rateios dos custos indiretos (fixos e variáveis) aos diversos produtos ou depar- tamentos de uma empresa. c) Sua utilização é necessária, em razão da existência dos custos fixos e indiretos, na maioria das empresas industriais ou prestadoras de ser-viços. d) Não são, na maioria das vezes, subjetivos e arbitrários, o que im- possibilita quaisquer distorções nos resultados obtidos. Resposta: alternativas B e C.
  • 39. 39 3. Assinale a alternativa incorreta: a) Na maioria das indústrias, os produtos são executados em várias fases, envolvendo a participação de diversos departamentos. b) As atividades de uma empresa prestadora de serviços não podem ser gerenciadas por departamentos, visto que o conceito de departa-mentalização aplica-se somente às atividades industriais. c) Departamentalizar uma empresa é a divisão da mesma em áreas distintas, de acordo com as atividades desenvolvidas em cada uma dessas áreas. Dependendo da nomenclatura utilizada nas empresas, essas áreas poderão ser chamadas de departamentos, setores, cen-tros de custos ou centros de despesas. d) Define-se departamento como uma unidade operacional represen- tada por um conjunto de homens e/ou máquinas de características semelhantes, desenvolvendo atividades homogêneas dentro de uma mesma área. Resposta: alternativa B. 4. Assinale as alternativas corretas: a) A divisão em departamentos não se restringe apenas à área in- dustrial, podendo também ser aplicada às áreas administrativas, co-merciais e financeiras. b) As atividades e tarefas dos departamentos auxiliares de produção estão diretamente relacionadas com a produção. c) Os custos dos departamentos auxiliares da produção podem ser sem-pre apropriados diretamente aos diversos produtos fabricados por uma empresa. d) O custo indireto com a depreciação das máquinas e equipamentos pode ser apropriado aos produtos e departamentos tendo como pa- râmetro de rateio as horas-máquinas gastas no período. Resposta: alternativas A e D.
  • 40. 40 5. Assinale as alternativas incorretas: a) Para o gerenciamento de uma indústria, não há qualquer vantagem na departamentalização, sendo apenas uma exigência fiscal. b) Cada um dos departamentos de uma indústria tem seus próprios gastos, tais como mão-de-obra direta, indireta, matérias-primas e de-mais materiais, depreciação, consumo de energia elétrica etc. c) Os departamentos auxiliares de produção só prestam serviços aos departamentos produtivos. d) O critério mais correto para o rateio aos departamentos do aluguel do prédio pago no período é ter como parâmetro o número de fun- cionários de cada departamento. Resposta: alternativas A, C e D. 6. Questão do Exame de Suficiência do Conselho Federal de Contabilidade 2/2000, de setembro de 2000 Na produção de dois tipos de máquinas são utilizados os centros de custos C1 e C2, com a incorrência dos seguintes custos diretos ($): Máquina A Máquina B Matéria-prima 100.000,00 60.000,00 Mão-de-obra direta 50.000,00 40.000,00 Soma 150.000,00 100.000,00 Os custos indiretos de fabricação totalizaram $ 50.000,00 e foram alocados nos centros de custos C1 e C2, no montante de $ 32.000,00 e $ 18.000,00, respectivamente. Os custos de C1 são rateados proporcionalmente à matéria- prima consumida, enquanto os do C2 à mão-de-obra aplicada. Considerando que todos os produtos foram concluídos, informe os custos dos produtos acabados. a) A = $ 170.000,00 e B = $ 130.000,00. b) A = $ 180.000,00 e B = $ 120.000,00. c) A = $ 200.000,00 e B = $ 100.000,00. d) A = $ 182.000,00 e B = $ 118.000,00.
  • 41. 41 Resposta: alternativa B. 7. Questão do concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal (ex-AFTN) Considere os dados abaixo: Gastos do período ($) Depto. A Depto. B Depto. C Total Matérias-primas 4,00 3,00 3,00 10,00 Mão-de-obra direta 2,00 2,00 2,00 6,00 Gastos gerais de produção 12,00 Total 28,00 Produção do período: • produto X: 10 unidades • produto Y: 5 unidades • produto Z: 25 unidades Distribuição dos insumos utilizados na produção total do mês, em % Gastos Produto X Produto Y Produto Z Total Matérias-primas 20 50 30 100 Mão-de-obra direta 40 50 10 100 Gastos gerais de produção 30 40 30 100 Sabendo-se que: • Os estoques iniciais de matérias-primas, produtos em elaboração e produtos prontos eram nulos. • O estoque final de produtos em elaboração era nulo. • No processo de fabricação, os produtos transitam por todos os departamentos. • Os gastos gerais de produção são apropriados proporcionalmente aos gastos com a mão-de-obra direta. • 25 unidades do produto Z foram comercializados no período, ao preço unitário de $1,50.
  • 42. 42 • Os produtos X e Y permaneceram em estoque. Podemos afirmar que os estoques de produtos prontos e o lucro bruto do período foram (desconsidere a incidência do IPI e ICMS): a) $ 28,00 e $ 37,50; b) $ 20,80 e $ 30,30; c) $ 20,80 e $ 37,50; d) $ 28,00 e $ 30,30; e) $ 20,80 e $ 28,00. Resposta: alternativa B. 8. Questão do concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal (ex-AFTN) Uma empresa industrial, que apura seus custos por meio dos departa- mentos A, B e C, apropria o valor dos gastos com o consumo de energia elé- trica levando em conta que: • O departamento A opera com cinco máquinas. • O departamento B opera com o dobro de máquinas, em relação ao departamento A. • O departamento C não opera máquinas. • As máquinas são iguais entre si e registraram o mesmo consumo no período. Sabendo-se que os gastos com energia elétrica, no período, foram de $ 150.000,00, a contabilidade apropriou: a) $ 50.000,00 em A, $ 75.000,00 em B e $ 25.000,00 em C; b) $ 150.000,00 em A e $ 150.000,00 em B; c) $ 50.000,00 em A e $ 150.000,00 em B; d) $ 75.000,00 em A e $ 75.000,00 em B; e) $ 50.000,00 em A e $ 100.000,00 em B. Resposta: alternativa E.
  • 43. 43 9. Questão do concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal (ex-AFTN) Uma empresa industrial apura custos por setores de produção ou depar-tamentos. Possui três setores, que classifica como: A, B e C. Seu imobilizado técnico tem os seguintes valores: • Máquinas : $ 10.000.000,00 • Equipamentos : $ 5.000.000,00 A utilização do imobilizado é a seguinte, em condições normais de um turno: Máquinas Equipamentos O setor A utiliza 10% Só o setor C os utiliza O setor B utiliza 30% O setor C utiliza 60% Cumprindo sua função de produzir, só o setor A trabalha em dois turnos de oito horas cada um. Quais os valores de rateio das depreciações, por setor, sabendo-se que para as máquinas a taxa normal é de 10% e para os equipa-mentos é de 15%? a) A = $ 150.000,00; B=$ 450.000,00 e C=$ 900.000,00. b) A = $ 150.000,00; B=$ 300.000,00 e C=$ 1.350.000,00. c) A = $ 200.000,00; B=$ 450.000,00 e C=$ 900.000,00. d) A = $ 100.000,00; B=$ 300.000,00 e C=$ 1.350.000,00. e) A = $ 200.000,00; B=$ 300.000,00 e C=$ 900.000,00. Resposta: alternativa B.
  • 44. 44 CASOS PRÁTICOS 1. Indústria de Geradores H&P Ltda. Com base nas informações disponíveis, aproprie os custos indiretos dos departamentos auxiliares da produção para os departamentos que utilizaram seus serviços. A Indústria de Geradores H&P Ltda. possui os seguintes departamentos auxiliares de produção, cujos custos em novembro foram: • Compras $ 25.000 • Almoxarifado $ 60.000 • Recursos humanos $ 35.000 • Total $120.000 Durante o mês, os departamentos auxiliares prestaram serviços aos de- mais departamentos, conforme tabela a seguir: Departamentos % de serviços prestados para outros departamentos A ordem dos departamentos é estabelecida do menos relevante para o mais relevante. Custos indiretos $ Departamentos auxiliares Departamentos produtivos Compras RH Almoxarifado Laminação Funilaria Compras 0 4% 85% 6% 5% 25.000 Recursos humanos 0 0 12% 60% 28% 35.000 Almoxarifado 0 0 0 42% 58% 60.000 Total dos custos indiretos 120.000 Atenção: para evitar intermináveis rateios, e para simplificar os cálculos, deve ser desconsiderado o fato de que um departamento auxiliar mais rele-vante pode, na prática, prestar serviços para outro departamento auxiliar me-nos relevante.
  • 45. 45 SOLUÇÃO Departamentos Valor ($) dos custos indiretos que devem ser apropriados para outros departamentos, com base no percentual (%) de serviços prestados Custos indiretos $ Departamentos auxiliares Departamentos produtivos Compras RH Almoxarifado Laminação Funilaria Custos 25.000 35.000 60.000 120.000 Apropriação dos custos de compras Compras (%) 0 4% 85% 6% 5% 100% Compras ($) (25.000) 1.000 21.250 1.500 1.250 0 Subtotal 0 36.000 81.250 1.500 1.250 120.000 Apropriação dos custos de RH RH (%) 0 0 12% 60% 28% 100% RH ($) 0 (36.000) 4.320 21.600 10.080 0 Subtotal 0 0 85.570 23.100 11.330 120.000 Apropriação dos custos do almoxarifado Almoxarifado (%) 0 0 0 42% 58% 100% Almoxarifado ($) 0 0 (85.570) 35.939 49.631 0 Subtotal 0 0 0 59.039 60.961 120.000
  • 46. 46 2. Universidade Terceiro Milênio – UTM Com base nas informações disponíveis, calcular o custo de cada aluno em cada área de ensino. a) Considerações iniciais A UTM é uma tradicional universidade com diversos cursos nas áreas de Ciências Biológicas, Exatas e Humanas. A Reitoria solicitou a seu escritório de consultoria a preparação de um relatório gerencial que demonstre o total dos custos (diretos e indiretos) para cada aluno de cada área de ensino, para o mês de março. Sua primeira providência é apropriar os custos indiretos a cada uma das três áreas de ensino: Ciências Biológicas, Exatas e Humanas. Outras informações disponíveis: b) Quadro 1 Total dos custos diretos do mês de março, quantidade de alunos e espaços do campus ocupados pelos cursos e laboratórios de cada área de ensino. Ciências Biológicas Ciências Exatas Ciências Humanas Total Total dos custos diretos 900.000 1.250.000 1.200.000 3.350.000 Quantidade de alunos 3.000 5.000 8.000 16.000 Espaço do campus ocupado pelos cursos e laboratórios 35% 30% 25% 90% c) Todos os cursos funcionam em um único campus. Existe uma única biblioteca para atendimento de todos os alunos. Também as piscinas, quadras de esporte, auditórios, ambulatório médico etc. são de uso geral para os alunos, professores e demais funcionários. d) Cada área de ensino tem seus laboratórios específicos para as pesquisas dos alunos e professores (laboratórios de química, medicina e enferma- gem, física, matemática, engenharia de produção, informática, escritórios, modelos, etc.). e) Os serviços de restaurantes, lanchonetes, papelaria, livraria, cópias, posto bancário etc. são terceirizados.
  • 47. 47 f) Quadro 2 Informações sobre os custos dos departamentos auxiliares durante o mês de março $. $ Reitoria e serviços administrativos 1.200.000 Limpeza e vigilância do campus 900.000 Processamento de dados 950.000 Ambulatório médico 600.000 Total dos custos indiretos 3.650.000 g) Quadro 3 Resumo % da prestação de serviços pelos departamentos auxi-liares para os demais departamentos e para cada área de ensino. Departamentos auxiliares % de serviços prestados para outros departamentos A ordem dos departamentos é estabelecida do menos relevante para o mais relevante. Departamentos auxiliares Departamentos produtivos Reitoria e serv. adm. Limpeza e vigilância Process. de dados Ambulatório médico Ciências biológicas Ciências exatas Ciências humanas Reitoria e serviços administrativos 0 2% 8% 6% 12% 25% 47% Limpeza e vigilância 0 0 4% 7% 36% 32% 21% Processamento de dados 0 0 0 9% 17% 28% 46% Ambulatório médico 0 0 0 0 19% 31% 50% Atenção: para evitar intermináveis rateios, e para simplificar os cálculos, deve ser desconsiderado o fato de que um departamento auxiliar
  • 48. 48 mais rele-vante pode, na prática, prestar serviços para outro departamento auxiliar me-nos relevante. SOLUÇÃO Quadro 4 Apropriação dos custos indiretos dos departamentos auxiliares para os demais departamentos. Departamentos auxiliares Apropriação dos custos indiretos dos departamentos auxiliares para outros departamentos, com base na % de serviços prestados A ordem dos departamentos é estabelecida do menos relevante para o mais relevante. Departamentos auxiliares Departamentos Produtivos Reitoria e serv. adm. Limpeza e vigilância Process. de dados Ambulatório médico Ciências biológicas Ciências exatas Ciências humanas Reitoria e serviços administrativos 0 2% 8% 6% 12% 25% 47% Limpeza e vigilância 0 0 4% 7% 36% 32% 21% Processam. de dados 0 0 0 9% 17% 28% 46% Ambulatório médico 0 0 0 0 19% 31% 50% 3. Indústria de Cigarros Verdes Montes Ltda. Com base nas informações disponíveis, aproprie os custos indiretos do mês de agosto, a seguir relacionados, para cada departamento produtivo. • A depreciação das máquinas e equipamentos utilizados na Indústria de Cigarros Verdes Montes Ltda. totalizou $ 149.500. • O aluguel e a vigilância da fábrica totalizaram $ 100.000. • Apurou-se o total de $ 120.000 com custo com a mão-de-obra indi- reta utilizada na fábrica. Critérios para rateio dos custos indiretos: • depreciação das máquinas e equipamentos: total de horas- máquinas;
  • 49. 49 • aluguel e vigilância da fábrica: espaço ocupado pelos departamen- tos produtivos; • custo com a mão-de-obra indireta: horas de mão-de-obra direta. Quadro 1 Informações sobre as horas-máquinas gastas pelos departamen-tos, espaço ocupado e horas de mão-de-obra direta. Departamentos produtivos Total de horas- máquinas do mês Espaço ocupado pelos departamentos produtivos % Total de horas de mão-de-obra direta Secagem 400 25,5 23.400 Mistura 650 20,0 15.000 Prensagem 950 30,0 10.000 Embalagem 300 15,0 11.600 Total 2.300 90,5 60.000 SOLUÇÃO Departamentos Rateio dos custos indiretos para os departamentos produtivos $ Depreciação das máquinas e equipamentos Aluguel e vigilância da fábrica Mão-de-obra indireta Total dos custos indiretos Secagem 26.000 25.500 46.800 98.300 Mistura 42.250 20.000 30.000 92.250 Prensagem 61.750 30.000 20.000 111.750 Embalagem 19.500 15.000 23.200 57.700 Total 149.500 90.500 120.000 360.000 4. Indústria de Cigarros Verdes Montes Ltda. (continuação) Com base nas informações disponíveis a seguir, bem como nas do caso prático anterior:
  • 50. 50 • Calcule a taxa de overhead para apropriação dos custos indiretos do mês de agosto aos diversos produtos, com base nas horas de mão-de-obra direta. • Com base na taxa de overhead calculada, aproprie os custos indiretos do mês de agosto para cada produto, em cada departamento pro-dutivo. A Indústria de Cigarros Verdes Montes Ltda. fabrica três tipos de produto, e todos os produtos transitam por todos os departamentos produtivos da empresa. Quadro 1 Total de horas de mão-de-obra direta por departamento produ- tivo e por produto durante o mês de agosto. Departamentos produtivos Produto A Produto B Produto C Total de horas de mão-de-obra direta Secagem 7.000 8.000 8.400 23.400 Mistura 4.300 5.000 5.700 15.000 Prensagem 2.800 3.400 3.800 10.000 Embalagem 2.500 2.800 6.300 11.600 Total 16.600 19.200 24.200 60.000 SOLUÇÃO a) Calcule a taxa de overhead para apropriação dos custos indiretos do mês de agosto aos diversos produtos, com base nas horas de mão-de-obra direta: Total dos custos indiretos $ 360.000 Taxa de overhead Total de horas 60.000 $ 6,00 b) Com base na taxa de overhead calculada, apropriação dos custos indiretos do mês de agosto para cada produto, em cada depar- tamento produtivo ($): Departamentos produtivos Produto A Produto B Produto C Total dos custos indiretos
  • 51. 51 Secagem 42.000 48.000 50.400 140.400 Mistura 25.800 30.000 34.200 90.000 Prensagem 16.800 20.400 22.800 60.000 Embalagem 15.000 16.800 37.800 69.600 Total 99.600 115.200 145.200 360.000 5. Centro Clínico SOS Ltda. Com base nas informações disponíveis: a) Aproprie (rateio) os gastos indiretos do mês de dezembro para cada área especializada de exames clínicos. b) Demonstre o lucro bruto (receitas menos custos totais) de cada área especializada de exames clínicos. c) Demonstre, em termos percentuais, qual foi o lucro bruto do mês, qual foi a especialidade mais lucrativa e a menos rentável (lucro bruto/receitas). O Centro Clínico SOS Ltda. é uma das maiores clínicas da América do Sul, na área de exames médicos computadorizados. Atende a pacientes de diversos países e possui convênios com hospitais, empresas, universidades de medicina e planos de assistência médica. Para atender seus pacientes, dispõe dos equipamentos mais modernos e sofisticados já fabricados em todo o mundo. Seu quadro de pessoal é formado por médicos, enfermeiros e técnicos de primeira linha, mais da metade com cursos no exterior na área de saúde e tecnologia aplicada à medicina. Seus serviços mais requisitados são: (a) tomografia computadorizada, (b) ecocardiografia, (c) ultra-sonografia, (d) radiologia e (e) ressonância magné-tica. Quadro 1 Informações sobre as receitas e os custos diretos do mês de dezem-bro para cada especialidade de exames clínicos (valores em $ 1.000). Receitas Custos diretos Mão-de-obra (1) Depreciação (2) Outros Total Tomografia 3.000 1.200 300 200 1.700 Ecocardiografia 2.400 1.000 250 190 1.440
  • 52. 52 Ultra-sonografia 1.700 500 200 100 800 Radiologia 800 200 100 50 350 Ressonância 1.100 300 350 100 750 Outros exames 1.200 400 290 300 990 Total no mês 10.200 3.600 1.490 940 6.030 (1) Mão-de-obra da equipe de médicos, enfermeiros e demais técnicos espe-cializados em cada tipo de exame. (2) Depreciação dos equipamentos de uso específico nos diversos tipos de exames. Quadro 2 Informações sobre os custos indiretos (valores em $ 1.000). Salários e encargos sociais dos supervisores, técnicos, enfermeiros, atendentes e recepcionistas que prestam serviços às diversas áreas (1) 980 Depreciação dos equipamentos de uso geral (2) 500 Aluguel, condomínio, segurança e limpeza das salas (3) 180 Energia elétrica, água, comunicação (3) 120 Amortização de programas de computação (3) 100 Outros custos indiretos (3) 220 Total dos custos indiretos 2.100 Critérios de apropriação (rateio) dos custos indiretos para especialidade de exames clínicos: (1) Apropriados proporcionalmente aos custos diretos com a mão-de-obra. (2) Apropriados proporcionalmente aos custos diretos de depreciação. (3) Apropriados proporcionalmente às receitas de cada especialidade. SOLUÇÃO Quadro 3 Apropriação (rateio) dos custos indiretos (valores em $1.000). Custos indiretos ($) Mão-de-obra indireta Depreciação Outros Total Tomografia 327 101 182 610 Ecocardiografia 272 84 146 502
  • 53. 53 Ultra-sonografia 136 67 103 306 Radiologia 54 34 49 137 Ressonância 82 117 67 266 Outros exames 109 97 73 279 Total no mês 980 500 620 2.100 Quadro 4 Demonstração do lucro bruto de cada especialidade de exames clínicos (valores em $ 1.000). Exames Receitas Custos diretos Custos indiretos Total dos custos Lucro bruto ($) Lucro bruto (%) Tomografia 3.000 1.700 610 2.310 690 23,0 Ecocardiografia 2.400 1.440 502 1.942 458 19,1 Ultra-sonografia 1.700 800 306 1.106 594 34,9 Radiologia 800 350 137 487 313 39,1 Ressonância 1.100 750 266 1.016 84 7,6 Outros exames 1.200 990 279 1.269 (69) (5,8) Total no mês 10.200 6.030 2.100 8.130 2.070 20,3 O lucro bruto do mês foi de 20,3%. A especialidade de exames mais lu- crativa foi a de radiologia, e a menos rentável foram os outros exames. 6. Fábrica de Móveis Salto Ltda. – Famosa O contador da empresa utiliza o critério de rateio da mão-de-obra indi- reta proporcionalmente ao total de horas de mão-de-obra direta de cada pro- duto. Com base nas informações disponíveis, calcular o custo com a mão-de- obra indireta que deve ser apropriada a cada unidade produzida de cada pro-duto, utilizando a tabela a seguir.
  • 54. 54 SOLUÇÃO a) Total do custo com a mão-de-obra indireta no mês de maio $ 120.000 Demonstrativo das horas de mão-de-obra gastas em cada produto Produto A Produto B Produto C b) Quantidade produzida no mês 3.400 2.100 1.700 c) Horas de mão-de-obra direta para produzir cada unidade 9,5 7,0 15,5 d) Total de horas de mão-de- obra = (b) × (c) 32.300 14.700 26.350 e) Proporção em relação ao total de horas de mão-de-obra direta = 73.350 horas 44,0% 20,0% 36,0% f) Custo total da mão-de-obra indireta para cada produto = (e) × $120.000 52.800 24.000 43.200 g) Custo da mão-de-obra indireta para cada unidade produzida = (f) / (b) 15,53 11,43 25,41 7. Indústria de Alimentos Sul Ltda. Em janeiro, os custos indiretos da Indústria de Alimentos Sul Ltda. foram de: • $ 200.000 com o pessoal do almoxarifado e; • $ 60.000 de custos com materiais indiretos; • $ 260.000 total.
  • 55. 55 Tais gastos são apropriados para cada um dos produtos acabados com base no valor do consumo de matérias-primas de cada produto no mês, que foram de (no total, para os dois produtos): • Matéria-prima A = $ 401.250 • Matéria-prima B = $ 697.500 • Total = $ 1.098.750 Com base nas informações disponíveis, calcule o custo indireto que deve ser apropriado para cada unidade de produtos acabados fabricados no mês, utilizando a tabela a seguir: SOLUÇÃO Informações sobre a produção do mês de janeiro Produto X Produto Y Produto W a) Quantidade produzida 1.300 2.500 650 b) Quantidade de matérias-primas para a produção de cada unidade do produto acabado Matéria-prima A 2,0 kg 1,0 kg 4,5 kg Matéria-prima B 3,5 kg 0,5 kg 3,0 kg c) Total do consumo de matérias-primas, em kg = (a) × (b) Matéria-prima A = total em kg 8.025 2.600 kg 2.500 kg 2.925 kg Matéria-prima B = total em kg 7.750 4.550 kg 1.250 kg 1.950 kg d) Total em $ das matérias-primas consumidas Matéria-prima A 130.000 125.000 146.250 Matéria-prima B 409.500 112.500 175.500 Total 539.500 237.500 321.750 e) Proporção em relação ao total dos gastos com matérias-primas $ 1.098.750 49,1% 21,6% 29,3%
  • 56. 56 f) Rateio dos custos indiretos, com base na proporção de gastos com as matérias-primas = $ 260.000 × (e) 127.660 56.160 76.180 Custo com o pessoal do almoxarifado e materiais indiretos para cada unidade produzida 98,20 22,46 117,20 8. Fábrica de Brinquedos Eletrônicos KidsToys S.A. Com base nas informações disponíveis, calcule o custo unitário de produ-ção de cada produto do mês de setembro. A KidsToys fabrica dois tipos de jogos eletrônicos, AlfaUm e AlfaDois, que são produzidos pelos dois departamentos produtivos da empresa. Quadro 1 Informações sobre a produção e os custos do mês. Produtos Quantidade produzida Total gasto com matérias-primas ($) Total gasto com a mão-de-obra direta ($) AlfaUm 50.000 1.850.000 750.000 AlfaDois 40.000 800.000 480.000 Quadro 2 Horas diretas trabalhadas em cada departamento produtivo, em cada linha de produto. Produtos Departamento A Departamento B Total de horas de mão-de-obra direta AlfaUm 36.450 35.200 71.650 AlfaDois 71.050 77.300 148.350 Total 107.500 112.500 220.000 Quadro 3 Custos indiretos de fabricação identificados para cada departa-mento, no mês. Custos indiretos Depto. A Depto. B Total ($)
  • 57. 57 Materiais indiretos 100.000 130.000 230.000 Depreciação das máquinas 40.000 60.000 100.000 Manutenção e limpeza 50.000 100.000 150.000 Supervisão 180.000 120.000 300.000 Total 370.000 410.000 780.000 Quadro 4 Total dos custos indiretos de fabricação que não são identificados para cada departamento (tais custos são rateados aos departa-mentos com base no espaço ocupado pelos departamentos, que é 60 e 40%, respectivamente). Depreciação do prédio da fábrica $ 35.000 Vigilância $ 25.000 Demais custos indiretos $ 40.000 Todos os custos indiretos de fabricação são apropriados aos produtos com base nas horas de mão-de-obra direta. SOLUÇÃO Quadro 5 Total dos custos indiretos de fabricação para cada departamento produtivo. Custos indiretos Depto. A Depto. B Total ($) Materiais indiretos 100.000 130.000 230.000 Depreciação das máquinas 40.000 60.000 100.000 Manutenção e limpeza 50.000 100.000 150.000 Supervisão 180.000 120.000 300.000 Depreciação do prédio da fábrica 21.000 14.000 35.000 Vigilância 15.000 10.000 25.000 Demais custos indiretos 24.000 16.000 40.000 Total 430.000 450.000 880.000
  • 58. 58 Quadro 6 Rateio do total dos custos indiretos de fabricação para cada produto, com base nas horas de mão-de-obra direta, conforme Quadro 2. Departamento A Total dos custos indiretos de fabricação Produto AlfaUm Produto AlfaDois 145.800 284.200 430.000 Departamento B Produto AlfaUm Produto AlfaDois 140.800 309.200 450.000 Total dos custos indiretos de fabricação Produto AlfaUm Produto AlfaDois 286.600 593.400 880.000 Quadro 7 Demonstração do custo total e unitário de cada produto em $. Custos Produto AlfaUm Produto AlfaDois Matérias-primas 1.850.000 800.000 Mão-de-obra direta 750.000 480.000 Custos indiretos de fabricação 286.600 593.400 Total dos custos 2.886.600 1.873.400 Quantidade produzida 50.000 40.000 Custo unitário de produção 57,732 46,835
  • 59. 59
  • 60. 59 3 CUSTOS PARA FINS CONTÁBEIS QUESTÕES TEÓRICAS 1. O que são princípios fundamentais de contabilidade? 2. Quais são os princípios fundamentais de contabilidade mais importantes para a contabilidade de custos? 3. Além dos salários propriamente ditos, quais são os outros gastos que de-vem ser considerados como custo da mão-de-obra, para efeito da apura-ção dos custos de produção de bens e serviços? 4. Conceitue mão-de-obra direta. 5. Conceitue mão-de-obra indireta. 6. Cite pelo menos cinco exemplos de encargos sociais que oneram a folha de pagamento das empresas. 7. Comente a provisão para férias e 13o salário. 8. Efetue um resumo da legislação do imposto de renda com relação à pro- visão para férias. 9. Na implantação de um sistema de custos, quais são os aspectos da empre-sa que requerem um profundo entendimento prévio? 10. Comente a linha de produção contínua ou por processos. Quais são suas principais características? 11. Comente a linha de produção por encomenda. Quais são suas principais características?
  • 61. 60 12. Dê exemplos de linha de produção contínua e por encomenda. 13. Comente a sistemática de acumulação de custos na linha de produção contínua. 14. Comente a sistemática de acumulação de custos na linha de produção por encomenda. 15. Quais são as principais características de um sistema de contabilidade de custos por produção contínua? 16. Quais são as principais características de um sistema de contabilidade de custos por encomenda? 17. Quais são as informações que deve conter uma Ordem de Produção? 18. O que são “unidades equivalentes de produção”? Por que há necessidade de utilizar tal artifício na apuração de custos por processo? 19. Efetue um resumo da evolução histórica das atividades empresariais. O que justifica o atual crescimento das atividades empresariais relacionadas com a prestação de serviços? 20. Comente pelo menos três atividades de prestação de serviços. Dê exemplo de atividades que empregam mão-de-obra não qualificada. 21. Selecione as Demonstrações Contábeis, publicadas em jornais, de uma empresa prestadora de serviços. Comente suas atividades sociais e desta-que os valores mais relevantes do Balanço Patrimonial e da Demonstra-ção do Resultado do Exercício. Efetue um resumo de suas práticas contábeis. 22. Quais são as ferramentas da Contabilidade Gerencial que podem e devem ser implantadas nas empresas prestadoras de serviços? 23. Quais são os custos fixos mais relevantes em uma empresa de aviação comercial para transporte de cargas? 24. Quais são os custos variáveis mais relevantes em uma empresa especia- lizada em transporte marítimo de petróleo? 25. Supondo que você vai abrir um escritório de administração e consultoria financeira após a conclusão do curso de graduação, em sua opinião, quais seriam os custos fixos e variáveis mais relevantes? Como você classificaria os custos com os programas de informática necessários para atender a seus futuros clientes? Fixos ou variáveis, diretos ou indiretos? 26. Comente a folha de apontamento de horas de mão-de-obra. Qual é sua principal utilidade?
  • 62. 61 27. Como é determinado o custo da taxa horária da mão-de-obra? Comente os procedimentos. 28. Comente a utilização da contabilidade divisional em uma prestadora de serviços. Dê exemplo de uma empresa prestadora de serviços e suas divisões operacionais e produtivas.
  • 63. 62 TESTES 1. Assinale a alternativa incorreta: a) Princípios fundamentais de contabilidade são leis científicas capazes de serem provadas por testes empíricos. b) Princípios fundamentais de contabilidade são, na realidade, normas que, por consenso geral, são adotadas e consideradas adequadas pa-ra demonstrar o patrimônio de uma empresa e suas mutações ocorri-das durante um período. c) Princípios são convenções que variam no tempo e no espaço, evo- luindo de acordo com as circunstâncias. d) Os princípios contábeis repousam em conceitos fundamentais que se desenvolvem e se adaptam de acordo com o contexto econômico em que são aplicados. Resposta: alternativa A. 2. Assinale a alternativa correta: a) De acordo com o princípio do custo histórico como base de valor, as receitas e despesas só devem ser reconhecidas no período contábil em que houve efetivamente sua utilização, ou seja, a troca do valor pago/recebibo pelo serviço ou bem comprado/vendido. b) De acordo com o princípio da realização da receita, as receitas da empresa devem ser reconhecidas pela contabilidade somente por ocasião da entrega de um bem ou serviço para terceiros. c) O Patrimônio que pertence à Entidade confunde-se com o Patri- mônio de seus sócios, não havendo necessidade de separação no momento da escrituração dos livros. d) O princípio do denominador comum monetário define a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior valor para os componentes do PASSIVO, ou seja, deve ser escolhida a alter- nativa que resulte em menor efeito no Patrimônio Líquido da em- presa. Resposta: alternativa B.
  • 64. 63 3. Assinale as alternativas corretas: a) Os princípios fundamentais da contabilidade são: custo histórico co-mo base de valor, denominador comum monetário, competência de exercícios e confrontação das despesas e receitas, realização das re-ceitas, entidade, continuidade, uniformidade ou consistência, rele-vância ou materialidade, objetividade e conservadorismo. b) O princípio do conservadorismo estipula que os estoques de pro- dutos acabados devem ser avaliados pelo valor de mercado, quando for superior ao custo de produção. c) O princípio da uniformidade menciona que a empresa precisa di- vulgar os efeitos de uma mudança na aplicação de procedimentos contábeis no decorrer do tempo, para não prejudicar a análise com-parativa das demonstrações contábeis de vários períodos. d) Para atender ao princípio da entidade, no caso de duas empresas industriais que pertencem ao mesmo proprietário utilizarem os mes-mos veículos para o transporte das matérias-primas, há necessidade de apurar os custos do transporte de responsabilidade de cada em-presa, para a correta contabilização. Resposta: alternativas A, C e D. 4. Assinale as alternativas incorretas: a) De acordo com o princípio da entidade, as empresas têm data final de encerramento de suas atividades. b) De acordo com o princípio da relevância, é dispensável um controle mais rigoroso de itens de pequeno valor monetário em relação aos gastos totais, tornando possível a aplicação dos conceitos de custos e benefícios na implantação de determinados controles. c) O princípio da consistência ou uniformidade estabelece que os critérios e métodos utilizados para elaboração das demonstrações contábeis de um período não devem sofrer alterações nos períodos seguintes, e se forem necessárias essas alterações, todos os efeitos nas demonstrações deverão ser evidenciados por meio de notas explicativas.
  • 65. 64 d) Quando o valor de mercado ou de realização dos estoques for in- ferior aos respectivos custos de aquisição ou de produção, o princí-pio do conservadorismo não recomenda a constituição de uma provi-são para perdas. Em outras palavras, não deve ser aplicada a regra de custo ou mercado – dos dois, o menor – para a avaliação dos estoques. Resposta: alternativas A e D. 5. Questão do concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal (ex-AFTN) Os efeitos no resultado de exercício decorrentes da mudança de critério de avaliação dos estoques devem constar das notas explicativas. Esse proce- dimento contábil está de acordo com o princípio contábil da(o): a) prudência ou conservadorismo; b) uniformidade ou consistência; c) custo histórico como base de valor; d) continuidade; e) competência e confrontação. Resposta: alternativa B. 6. Questão do concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal (ex-AFTN) Em 31-12-200x, a Cia. Pará apresentava os seguintes dados relativos aos estoques finais de matérias-primas: Matéria-prima Quantidade em unidades Custo total ($) Valor de mercado ($) A 1.000 2.000 1.800 B 1.500 6.000 7.500 C 2.000 8.000 7.000 Com base nesses dados, o valor total do estoque de matéria-prima que deve ser evidenciado no Balanço Patrimonial é: a) $ 14.800; b) $ 16.000; c) $ 16.500;
  • 66. 65 d) $ 15.000; e) $ 15.800. Resposta: alternativa A. 7. Questão do concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal (ex-AFTN) Indique o lucro bruto do mês, levando-se em conta os seguintes dados: $ Inventário inicial de produtos acabados 100.000 Matérias-primas aplicadas no mês 200.000 Mão-de-obra aplicada no mês 500.000 Gastos gerais de produção do mês 400.000 Gastos gerais de produção diferido 10.000 Inventário final de produtos acabados 400.000 Receitas com vendas de produtos, líquidas dos impostos 2.800.000 Reservas legais do exercício anterior 100.000 a) $ 2.100.000; b) $ 2.200.000; c) $ 2.000.000; d) $ 2.110.000; e) $ 4.510.000. Resposta: alternativa C. 8. O fabricante de aparelhos telefônicos Tudo Mudo Ltda. tem custos fixos de $ 500.000 por mês, no total, e custos variáveis de $ 26 por unidade produzida. No mês de abril, o volume produzido e vendido foi de 40.000 aparelhos. Se o preço de venda, líquido dos impostos, foi de $ 50 para cada unidade, qual foi o total do lucro bruto da empresa no mês? a) $ 350.000; b) $ 460.000;
  • 67. 66 c) $ 450.000; d) $ 400.000. Resposta: alternativa B. 9. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s) (pode haver mais de uma): a) Férias, 13o salário, FGTS, contribuições sociais para a previdência so-cial – (INSS), vale-transporte etc. são alguns exemplos dos encargos sociais que incidem sobre a folha de pagamento. b) A falta de constituição mensal da provisão para férias e 13o salário não interfere na correta apuração do custo de produção em deter- minado mês. c) Os salários e encargos sociais do pessoal do único almoxarifado de uma indústria que produz, simultaneamente, 15 tipos de produtos são exemplos de mão-de-obra indireta. d) Os salários e encargos sociais do pessoal do único refeitório de uma indústria que produz, simultaneamente, nove tipos de produtos são exemplos de mão-de-obra direta. Resposta: alternativas A e C. 10. Uma indústria de peças usinadas de precisão gastou no mês de fevereiro $ 599.980,00 de salários e encargos sociais com o pessoal da fábrica. Pro-duziu dois produtos (X e Y), sendo que cada unidade produzida gastou, respectivamente, 2,5 e 3,5 horas de mão-de-obra. Durante o mês foram produzidas 4.000 unidades do produto X e 6.500 unidades do produto Y. Com base nas informações, assinale a alternativa que corresponde ao custo com a mão-de-obra no mês, para a fabricação de cada unidade de cada produto. a) Produto X = $ 64,12 e produto Y = $ 45,80 b) Produto X = $ 45,80 e produto Y = $ 64,12 c) Produto X = $ 458,00 e produto Y = $ 641,20 d) Produto X = $ 23,89 e produto Y = $ 33,32 Resposta: alternativa B.
  • 68. 67 11. A Indústria de Bebidas & Cervejaria K Xorro Loco Ltda. produziu em abril 100.000 litros de cerveja e 150.000 litros de refrigerantes. O custo com a mão-de-obra é de $ 1.000 para cada 500 litros de cerveja e $ 1.800 para cada 1.200 litros de refrigerantes. Com base nas informações, assinale a alternativa correspondente ao total da folha de pagamento mais encargos sociais do mês: a) $ 340.000; b) $ 500.000; c) $ 460.000; d) $ 425.000. Resposta: alternativa D. 12. Uma empresa industrial aplicou no processo produtivo, no mês de de- zembro, (a) $ 50.000 de matérias-primas, (b) $ 40.000 de mão-de-obra direta e (c) $ 30.000 de gastos gerais de fabricação. Em 30 de novembro havia um saldo de “Produtos em Elaboração” de $ 15.000, sendo que em 31 de dezembro permaneceram $ 20.000 de “Produtos em Elaboração”. Sabendo-se que o custo dos produtos vendidos no mês de dezembro foi de $ 80.000 e que não havia estoque de “Produtos Acabados” em 30 de novembro, assinale, com base nas informações disponíveis, a alternativa que corresponde ao saldo final (em 31 de dezembro) dos estoques de “Produtos Acabados”: a) $ 120.000; b) $ 135.000; c) $ 35.000; d) $ 55.000. Resposta: alternativa C.
  • 69. 68 13. No mês de outubro, a folha de pagamento da Companhia Industrial de Metais Alfenas Ltda. (Cima) teve a seguinte composição: $ Mão-de-obra direta da produção 100.000 Mão-de-obra indireta da produção 25.000 Salário do pessoal de vendas 40.000 Salário do pessoal de administração 80.000 Seguro de vida dos funcionários: • mão-de-obra direta 1.500 • mão-de-obra indireta 250 • vendedores e pessoal da administração 2.200 Total 3.950 Contribuição previdenciária do mês: a) paga pelo empregador • mão-de-obra direta 40.000 • mão-de-obra indireta 10.000 • pessoal de vendas 15.500 • pessoal de administração 31.000 b) paga pelos empregados 20.000 Total 116.500 Durante o mês foram produzidas 500 unidades de produtos acabados. Com base nas informações disponíveis, assinale a alternativa que
  • 70. 69 corresponde ao custo com a mão-de-obra no mês para cada unidade produzida. a) $ 353,50; b) $ 394,21; c) $ 490,90; d) $ 250,00. Resposta: alternativa A. 14. Questão do concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal (ex-AFTN) Uma empresa fabril tem, entre outras, as seguintes contas, cujos saldos referentes ao início de certo mês são: $ Caixa 5.000 Salários a pagar Gastos gerais de fabricação 8.000 Mão-de-obra Matérias-primas 40.000 Produtos em elaboração 15.000 Produtos acabados 30.000 Custos dos produtos vendidos Nesse mês, foram efetuados os seguintes lançamentos: Débito Crédito a) Mão-de-obra 20.000 Caixa 5.000 Salários 15.000 Débito Crédito b) Mão-de-obra 20.000
  • 71. 70 Gastos gerais de fabricação 12.000 Produtos em elaboração 8.000 O total de salários, pagos e a pagar, foi rateado entre mão-de-obra direta e mão-de-obra indireta, no mesmo mês, respectivamente, nas proporções de: a) 40% e 60%; b) 25% e 75%; c) 75% e 25%; d) 50% e 50%; e) 37,5% e 62,5%. Resposta: alternativa A. 15. Questão que constou em concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal (ex-AFTN) Os dados seguintes referem-se à folha de pagamento de uma empresa industrial: $ Mão-de-obra direta 100.000 Mão-de-obra indireta 45.000 Salários do pessoal de venda 40.000 Salários do pessoal de administração 30.000 Seguro dos trabalhadores na produção Mão-de-obra direta 5.000 Mão-de-obra indireta 2.500 Contribuição previdenciária a cargo do empregador: • Mão-de-obra direta 13.000 • Mão-de-obra indireta 6.000 • Pessoal de vendas 1.500 • Pessoal de administração 1.000 Imposto de renda retido na fonte 35.000
  • 72. 71 Contribuição previdenciária a cargo dos empregados 7.500 Os gastos gerais de fabricação (ou custos indiretos de produção) da em- presa, com base nos valores a que se refere a folha de pagamento reproduzida, foram de: a) $ 45.000; b) $ 43.500; c) $ 39.500; d) $ 53.500; e) $ 8.500. Resposta: alternativa D. 16. Assinale a alternativa incorreta: a) As linhas de produção contínua ou por processos caracterizam-se pela produção rotineira de produtos similares, utilizando fatores de produção que não se alteram facilmente a curto ou médio prazo. b) Nas linhas de produção por encomenda, as máquinas, matérias- pri-mas, mão-de-obra etc. são adaptadas para um fluxo ininterrupto de fabricação dos mesmos produtos. c) O sistema de custeio para a produção contínua e o sistema de cus- teio por encomenda foi a resposta da contabilidade de custos para a solução do problema da acumulação dos custos nos processos produ-tivos. d) O sistema de custeio para a produção contínua é uma das ferra- mentas para a correta avaliação da eficácia e eficiência da produção em cada departamento, visto gerar informações que podem ser utili-zadas como medidas e parâmetros de desempenho. Resposta: alternativa B. 17. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s) (pode haver mais de uma): a) Na implantação de um sistema de acumulação de custos, é funda- mental o conhecimento da estrutura organizacional, os
  • 73. 72 procedimen-tos operacionais e os processos de manufatura da empresa. b) A produção de cimento é um exemplo de linha de produção por en-comenda. c) A linha de produção por encomenda caracteriza-se pela fabricação de produtos ou serviços diferenciados, que se alteram de acordo com as especificações do cliente. d) Na implantação de um sistema de custos, não há necessidade de co-nhecer os sistemas adotados para a acumulação de custos nos diver-sos períodos e para os diversos produtos ou serviços. Resposta: alternativas A e C. 18. Assinale a alternativa incorreta: a) A linha de produção por encomenda caracteriza-se pela produção ro-tineira de produtos similares, utilizando fatores de produção que não se alteram facilmente a curto ou médio prazo. b) Na linha de produção contínua ou por processos, as máquinas, maté-rias-primas, mão-de-obra etc. são adaptadas para um fluxo inin-terrupto de produção dos mesmos produtos. c) Na linha de produção por encomenda, sempre que possível, os custos indiretos devem ser identificados e apropriados às Ordens de Produção (OP) específicas. Os custos indiretos que não puderem ser identificados com as diversas OP devem ser apropriados com base nos diversos critérios de rateios. d) O mecanismo para cálculo da equivalência de produção não apre- senta dificuldades conceituais. O problema está na definição, na prá-tica, do estágio em que o produto se encontra, isto é, qual o coefi-ciente de equivalência de produção que deve ser usado. Resposta: alternativa A. 19. Pode-se afirmar com relação às Ordens de Produção (OP): a) As requisições de matérias-primas e outros materiais que são utili- zados em cada OP não precisam de aprovação dos responsáveis pela produção e controle dos estoques.
  • 74. 73 b) Os custos indiretos de produção não devem ser apropriados às OP, visto que as indústrias que produzem por encomenda só se preocu-pam com os custos de materiais e de mão-de-obra. c) No final de cada mês, todas as OP devem ser encerradas, ou seja, não é possível a permanência de produtos em elaboração. d) As OP são emitidas no início da produção de determinada unidade ou lote de produtos e acompanham tais produtos em cada etapa do processo de industrialização, até o estágio de acabamento. Resposta: alternativa D. 20. Com base nas informações a seguir, assinale as alternativas corretas: Uma indústria produz um único produto, utilizando o sistema de custea-mento por produção contínua para acumulação de seus gastos de fabricação. Em determinado mês iniciou a produção de 4.000 unidades do produto, das quais 3.000 foram totalmente concluídas até o final do mês. O responsável pela apuração dos custos obteve as seguintes informações relacionadas ao estágio de conclusão das unidades em processo no final do mês: • houve aplicação de 80% das matérias-primas necessárias para a conclusão de todas as unidades em processo; • será necessária a aplicação de mais 40% das horas de mão-de-obra para a conclusão de todas as unidades em processo. Os custos indiretos de fabricação têm estreita relação com o consumo de matérias-primas, sendo, portanto, apropriados proporcionalmente aos custos desse fator produtivo. ALTERNATIVAS a) Após o cálculo das unidades equivalentes de produção, o total do custo com a mão-de-obra no mês deve ser dividido pelo equivalente a 3.400 unidades completas. b) Supondo que o total do custo com a matéria-prima gasta pela pro- dução no mês fosse de $ 760.000, o custo das matérias-primas para cada unidade seria equivalente a $ 200. c) Após o cálculo das unidades equivalentes de produção, o total dos custos indiretos no mês deve ser dividido pelo equivalente a 3.200 unidades completas.
  • 75. 74 d) Supondo que o total do custo com a mão-de-obra no mês seja de $ 540.000, o custo da mão-de-obra para cada unidade seria equiva- lente a $ 150. Resposta: alternativas B e D. 21. Questão do concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal (ex-AFTN) O balanço de 28-2 apresentou os seguintes dados: Matérias-primas $ 800.000 Produtos em elaboração $ 300.000 Produtos acabados $1.500.000 A empresa produz um único produto e os saldos do balanço representam 500 peças que estavam no estágio de elaboração equivalente a 50% do pro-duto pronto e 1.250 peças prontas. No mês de março foram registrados os seguintes custos de produção: Matérias-primas $ 3.600.000 Mão-de-obra direta $ 7.200.000 Gastos gerais de produção $ 1.200.000 No período, foi concluída a produção de 6.000 peças, sendo 500 do estoque inicial, e foi iniciada a produção de 7.500 peças que estavam, em 31-3, no estágio de elaboração, equivalente a 30% do produto pronto. A metade do estoque de produtos prontos foi vendida, em março, ao preço unitário de $ 2.500,00. Os estoques, em 31-3, de produtos em elabo- ração eram de: a) $ 3.375.000; b) $ 3.675.000; c) $ 5.437.500; d) $ 10.875.000; e) $ 10.800.000. Resposta: alternativa A. 22. Questão do concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal (ex-AFTN) Considere as seguintes informações: 1. Ordens de Produção (OP) existentes em 1o -3.
  • 76. 75 OP no Matéria-prima Mão-de-obra Gastos gerais de produção 94.140 20.000 15.000 4.500 94.145 9.000 14.000 4.200 94.146 2.000 1.000 300 2. Os gastos de março foram: OP no Matéria-prima Mão-de-obra direta 94.140 6.000 3.000 94.145 3.000 2.000 94.147 8.000 6.000 3. Os gastos gerais de produção, no mês, foram de $ 6.000,00, e foram apropriados proporcionalmente aos gastos com mão-de-obra direta. 4. As ordens de produção 94.145, 94.146 e 94.148 foram completadas e entregues durante o mês. Na apuração de resultados, em 31-3, foi levado a custo de produtos vendidos o valor de: a) $ 52.000; b) $ 58.000; c) $ 66.000; d) $ 70.800; e) $ 82.500. Resposta: alternativa C. 23. Questão do concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal (ex-AFTN) Os itens de produção, que nascem de forma normal durante o processo produtivo, porém não possuem mercado definido, e cuja venda é aleatória, são denominados: a) perdas produtivas; b) co-produtos;
  • 77. 76 c) sucatas; d) perdas improdutivas; e) perdas normais de materiais. Resposta: alternativa C. 24. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s) (pode haver mais de uma): a) No Brasil, a maioria das empresas prestadoras de serviços dispõe de modernos e eficientes sistemas de apuração dos custos dos serviços prestados a seus clientes. b) Em uma companhia aérea de transporte de passageiros, a depre- ciação e manutenção das aeronaves são os custos mais relevantes. c) O custo com a amortização dos gastos com aquisição de programas de informática do laboratório de uma universidade é um exemplo de custo fixo. d) O custo com a segurança de um hospital é um exemplo de custo va-riável. Resposta: alternativas B e C. 25. Assinale a(s) alternativa(s) incorreta(s) (pode haver mais de uma): a) O uso da Contabilidade Divisional não se aplica às prestadoras de serviços. b) Em uma universidade que apura suas receitas e custos pelas diversas áreas de ensino que funcionam no mesmo local, os custos com o pes-soal da segurança e limpeza são custos indiretos. Tais gastos podem ser rateados para cada área de ensino com base na quantidade de alunos. c) Uma empresa do setor de publicidade e propaganda costuma alugar horas de helicópteros para determinadas filmagens. Tais custos são fixos e diretos a todos os trabalhos em andamento no mês. d) Uma empresa de consultoria em agribusiness deve abrir uma Ordem de Serviços (OS) para cada serviço contratado, para a adequada apuração dos resultados.
  • 78. 77 Resposta: alternativas A e C. 26. Pode-se afirmar com relação às empresas prestadoras de serviços: a) Não precisam de sistemas de apontamentos de horas de mão-de- obra, visto tais custos serem normalmente pouco representativos na maioria das empresas. b) Mantêm, em sua grande maioria, grandes investimentos em estoques de mercadorias. c) Dispõem de imenso acervo bibliográfico na área de contabilidade de custos. d) Parte de seus gastos pode ser variável e diretamente atribuída aos serviços prestados. Resposta: alternativa D. 27. Em um grande escritório de consultoria financeira de análise de inves- timentos e projetos de informática para uso na segurança bancária (assi-nale a afirmativa correta): a) Não é possível a apuração dos custos para cada projeto. b) O custo com a mão-de-obra não qualificada é, via de regra, represen-tativo do total dos custos. c) Não é possível o uso das ferramentas da contabilidade gerencial. d) É possível o uso de boa parte das ferramentas da contabilidade ge- rencial, tais como orçamentos, custeio direto, apuração das margens de contribuição etc. Resposta: alternativa D. 28. Em um grande hospital municipal, que presta serviços gratuitos às co- munidades carentes (assinale a afirmativa correta): a) Não há necessidade de controles relacionados com os gastos, visto tal hospital não ter finalidades lucrativas. b) Os gastos com os salários e encargos sociais dos médicos especia- listas são exemplos de custos variáveis e diretos. c) Os gastos com os exames clínicos são, quase sempre, fixos e indi- retos.
  • 79. 78 d) Não existem custos relacionados com a depreciação dos imóveis, veí-culos e equipamentos, visto tal hospital não ter finalidades lucra-tivas. Resposta: alternativa B. CASOS PRÁTICOS 1. Indústria TV Color Ltda. Calcule o custo unitário de produção do mês, utilizando o método do cus-teio por absorção. A Indústria TV Color Ltda. fabrica televisores. Seguem as informações sobre os gastos e volume de produção do mês de junho: Volume produzido de televisores – unidades 11.000 Gastos no mês $ Custo total com matérias-primas 2.420.000 Custo total com mão-de-obra direta 1.149.500 Depreciação das máquinas e equipamentos da fábrica 200.000 Mão-de-obra indireta 400.000 Aluguel do prédio do escritório 50.000 Energia elétrica do escritório 14.000
  • 80. 79 Vigilância das lojas comerciais 20.000 Vigilância da fábrica 70.000 Salários e encargos do pessoal administrativo 900.000 Manutenção das máquinas da fábrica 30.000 Energia elétrica da fábrica 20.500 Salários e comissões dos vendedores 140.000 Tributos sobre as vendas 300.000 SOLUÇÃO Separação dos custos de produção $ Custo total com matérias-primas 2.420.000 Custo total com mão-de-obra direta 1.149.500 Depreciação das máquinas e equipamentos da fábrica 200.000 Mão-de-obra indireta 400.000 Vigilância da fábrica 70.000 Manutenção das máquinas da fábrica 30.000 Energia elétrica da fábrica 20.500 a) Total dos custos de produção 4.290.000 Demonstração da apuração do custo unitário b) Volume produzido de televisores – unidades 11.000 c) Custo unitário = (a)/(b) 390
  • 81. 80 2. Indústria de Alimentos K Loria Com base nas informações e nas tabelas a seguir, calcule o custo da mão-de-obra para produzir uma tonelada de cada produto. A Indústria de Alimentos K Loria produz bolachas, sorvetes e doces. No mês de maio, o total do gasto com a mão-de-obra operária foi (salários mais encargos trabalhistas): Operários: Nível Um = $ 30.830,80 e Nível Dois = $ 60.841,00. Foram produzidos no mês: 77.000 quilos de bolachas, 83.000 quilos de sorvetes e 174.000 quilos de doces. Horas de mão-de-obra necessárias para a produção de uma tonelada de cada produto Bolachas Sorvetes Doces Operário Nível Um 12 10 8 Operário Nível Dois 25 12 15 SOLUÇÃO Total de mão-de-obra gasta no mês de maio para a produção de cada linha de produto Bolachas Sorvetes Doces Operário Nível Um a) Horas para cada tonelada 12 10 8 b) Toneladas produzidas 77 83 174 c) = (a) × (b) 924 830 1.392 d) Total de horas gastas 3.146 e) Total de salários mais encargos 30.830,80 f) Custo de cada hora = (e)/(d) 9,80 Operário Nível Dois g) Horas para cada tonelada 25 12 15 h) Toneladas produzidas 77 83 174 i) = (g) × (h) 1.925 996 2.610 j) Total de horas gastas 5.531
  • 82. 81 k) Total de salários mais encargos 60.841 l) Custo de cada hora = (h)/(j) 11,00 Custo da mão-de-obra para a produção de uma tonelada de cada produto Bolachas Sorvetes Doces Operário Nível Um a) Horas para cada tonelada 12 10 8 b) Custo para cada hora – item (f) da tabela anterior 9,80 9,80 9,80 c) Custo para cada tonelada = (a) × (b) 117,60 98,00 78,40 Operário Nível Dois d) Horas para cada tonelada 25 12 15 e) Custo para cada hora – item (l) da tabela anterior 11,00 11,00 11,00 f) Custo para cada tonelada = (d) × (e) 275,00 132,00 165,00 g) Total do custo com a mão-de-obra para cada tonelada = (c) + (f) 392,60 230,00 243,40 3. Indústria de Compressores OK Ltda. Com base nas informações e nas tabelas a seguir, calcule o custo da mão-de-obra para produzir cada compressor em dezembro. A Indústria de Compressores OK Ltda. produz três modelos: alta, média e baixa tensão.
  • 83. 82 Horas de mão-de-obra para a produção de cada compressor Alta tensão Média tensão Baixa tensão Engenheiros 1,5 1,0 0,5 Técnicos 10,5 8,0 4,5 Quantidade produzida no mês de dezembro de cada modelo de compressor Modelo alta tensão 2.500 Modelo média tensão 3.400 Modelo baixa tensão 4.000 Gasto com a mão-de-obra – salários e encargos sociais ($) Engenheiros 581.025 Técnicos 1.071.750 Total dos gastos com a mão-de-obra 1.652.775 SOLUÇÃO a) Cálculo do custo de cada hora de cada categoria profissional Modelos de compressor Alta tensão Média tensão Baixa tensão Total Engenheiros a) Horas de mão-de-obra para a produção de cada compressor 1,5 1,0 0,5 b) Quantidade produzida de cada modelo de compressor em dezembro 2.500 3.400 4.000 c) Total de horas de engenheiros = (a) × (b) 3.750 3.400 2.000 9.150 d) Custo de cada hora de engenheiro Total dos salários e encargos ($ 581.025) dividido por 9.150 horas 63,50 Técnicos
  • 84. 83 e) Horas de mão-de-obra para a produção de cada compressor 10,5 8,0 4,5 f) Quantidade produzida de cada modelo de compressor em dezembro 2.500 3.400 4.000 g) Total de horas de técnicos = (e) × (f) 26.250 27.200 18.000 71.450 h) Custo de cada hora de técnico Total dos salários e encargos ($ 1.071.750) dividido por 71.450 horas 15,00 Custo da mão-de-obra para a produção de cada compressor Quantidade de horas necessárias × custo de cada hora de mão-de-obra Alta tensão Média tensão Baixa tensão Engenheiros 95,25 63,50 31,75 Técnicos 157,50 120,00 67,50 Total 252,75 183,50 99,25 4. Artefatos Plásticos RJ Ltda. A Artefatos Plásticos RJ Ltda. produz três tipos de peças para a indústria automobilística, sendo que sua capacidade máxima de produção por quinzena corresponde a 18.000 horas de mão-de-obra. Na segunda quinzena de novem-bro trabalhou à plena capacidade, tendo produzido a seguinte quantidade de peças: Modelo da peça Quantidade produzida na segunda quinzena de novembro X 4.000 R 7.000 T 6.000 Sabendo que o tempo de fabricação da peça T é uma vez e meia o tempo da peça R, que consome o dobro de horas da peça X, determine as horas de mão-de-obra necessárias para produzir cada unidade das peças:
  • 85. 84 SOLUÇÃO Modelo X Modelo R Modelo T Total Unidades produzidas na 2a quinzena de novembro 4.000 7.000 6.000 Relação de horas 1 2 3 Horas ponderadas 4.000 14.000 18.000 36.000 Capacidade máxima instalada 18.000 Horas de mão-de-obra para produzir cada unidade 0,5 1,0 1,5 0,5 Total de horas de mão-de-obra gastas 2.000 7.000 9.000 18.000 5. Fábrica de Brinquedos Criança Feliz A Fábrica de Brinquedos Criança Feliz produz bonecas, carrinhos e jogos infantis. Recebeu de seus clientes encomendas para a época de Natal no total de 50.000 bonecas, 120.000 carrinhos e 20.000 jogos. Para a produção de cada centena de unidades são gastas as seguintes horas- máquinas e horas de mão-de-obra: Quantidade de horas-máquinas e horas de mão-de-obra para produzir uma centena de brinquedos Horas-máquinas Horas de mão-de-obra
  • 86. 85 Bonecas 4,0 5,0 Carrinhos 6,0 3,5 Jogos infantis 2,5 2,0 Com base nas informações disponíveis, determine a quantidade neces- sária de horas-máquinas e horas de mão-de-obra que a fábrica precisa para atender a todas as encomendas: SOLUÇÃO Quantidade de horas-máquinas Bonecas Carrinhos Jogos Horas-máquinas para produzir cada centena de unidades 4,0 6,0 2,5 Total das unidades encomendadas 50.000 120.000 20.000 Total de horas-máquinas necessárias 2.000 7.200 500 Total de horas-máquinas necessárias 9.700 Quantidade de horas de mão-de-obra Bonecas Carrinhos Jogos Horas de mão-de-obra para produzir cada centena de unidades 5,0 3,5 2,0 Total das unidades encomendadas 50.000 120.000 20.000 Total de horas de mão-de-obra necessárias 2.500 4.200 400 Total de horas de mão-de-obra necessárias 7.100 6. Indústria de Equipamentos Sonoros – IES
  • 87. 86 Uma indústria de aparelhos de som gasta, por mês, $ 800.000 com salá- rios e encargos sociais do pessoal da fábrica. A capacidade máxima de produ-ção dessa indústria corresponde a 48.000 horas de mão-de-obra por mês. São necessárias as seguintes horas de mão-de-obra para produzir cada unidade de aparelho: Modelo de aparelho Horas de mão-de-obra necessárias para produzir cada unidade de aparelho de som Luxo 4,5 Exportação 6,5 Popular 1,5 Com base nas informações disponíveis, determine o custo com a mão- de-obra que deve ser apropriado para cada unidade produzida (utilize três casas decimais em seus cálculos), supondo a produção à plena capacidade: SOLUÇÃO Modelo do aparelho Luxo Exportação Popular Horas de mão-de-obra para produzir cada unidade 4,5 6,5 1,5 Custo de salários e encargos sociais para cada hora de mão-de-obra (1) 16,667 16,667 16,667 Custo com a mão-de-obra para cada unidade produzida 75,002 108,336 25,001 (1) Demonstrativo da apuração do custo de salários e encargos para cada hora de mão-de- obra. $ Valor do gasto mensal com salários e encargos sociais do pessoal da fábrica 800.000 Capacidade máxima de produção mensal, em horas de mão-de-obra 48.000 Custo de cada hora de mão-de-obra 16,667 7. Fábrica de Artefatos Cromados Especiais Face S.A.
  • 88. 87 Com base nas informações disponíveis, calcule o custo unitário de produ-ção de fevereiro e o custo total dos produtos em elaboração em 28-2. Não havia produtos em elaboração em 31-1. A Face é uma indústria de produção contínua, sendo que o total dos custos de fabricação de fevereiro foi de $ 6.000.000. Nesse mês, foi iniciada a produção de 5.250 unidades, das quais 4.750 foram concluídas durante o mês. As peças em elaboração no final do mês receberam, em média, 50% dos custos necessários para o término de todo o processo produtivo. SOLUÇÃO Unidades equivalentes de produção – UEP a) Peças prontas no mês 4.750 b) Peças em elaboração no final do mês = 500% de custos recebidos = 50% 250 c) Total de peças para apropriação dos custos 5.000 d) Custo total de produção no mês 6.000.000 Custo unitário das unidades equivalentes = (d) / (c) 1.200 Custo total dos produtos acabados = 4.750 unidades × $ 1.200 5.700.000 Custo total dos produtos em elaboração em 28-2 = 500 unidades × $ 1.200 × 50% 300.000 8. Indústria de Peças Usinadas Ipusa S.A. Calcular, para o mês de julho, o custo unitário de produção dos produtos acabados e dos produtos em processo, com base nas informações a seguir: A Indústria de Peças Usinadas Ipusa S.A. não possuía estoques de pro- dutos em processo em 30 de junho. Durante o mês de julho, iniciou a produ-
  • 89. 88 ção de 40.000 peças, das quais 30.000 foram terminadas até 31 de julho. Os custos do mês foram: $ Matéria-prima 720.000 Mão-de-obra direta 175.000 Custos indiretos de fabricação 960.000 Total dos custos no mês 1.855.000 As 10.000 peças em processo tinham recebido, em média, os seguintes percentuais de custos: Matéria-prima 60% Mão-de-obra direta 50% Custos indiretos de fabricação 20% SOLUÇÃO UEP – Unidades Equivalentes de Produção Matéria-prima – 30.000 unidades completas mais 60% de 10.000 unidades 36.000 Mão-de-obra – 30.000 unidades completas mais 50% de 10.000 unidades 35.000 Custos indiretos de fabricação – 30.000 unidades completas mais 20% de 10.000 unidades 32.000 Demonstração do custo unitário do produto:
  • 90. 89 Custo unitário ($) Matéria-prima $ 720.000/36.000 unidades 20 Mão-de-obra $ 175.000/35.000 unidades 5 Custos indiretos de fabricação $ 960.000/32.000 unidades 30 Total do custo unitário 55 Resultado final $ Produção acabada no período = 30.000 unidades × $ 55 1.650.000 Produtos em elaboração Matérias-primas = 10.000 unidades × 60% × $ 20 120.000 Mão-de-obra direta = 10.000 unidades × 50% × $ 5 25.000 Custos indiretos de fabricação = 10.000 unidades × 20% × $ 30 60.000 Total em processo 205.000 Total dos custos no mês 1.855.000 9. Cia. Elétrica NepalLight Ltda. Com base nas informações a seguir, relativas ao mês de novembro: a) aproprie os custos indiretos às Ordens de Produção (OP); b) calcule o custo de cada Ordem de Produção em 30 de novembro; e c) apure o lucro bruto das Ordens de Produção nos 139 e 145, que fo- ram concluídas em novembro, sendo que os respectivos geradores foram faturados por $ 805.000 e $ 340.000, respectivamente, valo- res já líquidos dos tributos sobre as vendas. a) A Cia. Elétrica NepalLight Ltda. fabrica geradores de alta tensão sob encomenda. Em 31-10 havia as seguintes OP em andamento:
  • 91. 90 Matéria-prima Mão-de-obra Custos indiretos de fabricaçãoOP $ $ $ 139 130.000 65.000 75.000 143 59.000 20.600 20.000 144 28.000 14.000 10.800 217.000 99.600 105.800 b) Durante o mês de novembro, os gastos com matérias-primas e os apon- tamentos de mão-de-obra direta apresentaram os seguintes valores: OP Matéria-prima Mão-de-obra $ $ 139 189.280 158.000 143 171.535 70.100 144 106.470 71.000 145 70.980 49.400 146 53.235 34.500 Total 591.500 383.000 c) Os custos indiretos de fabricação totalizaram $ 394.000 no mês de no- vembro e são apropriados a cada OP proporcionalmente aos gastos com matérias-primas no mês. SOLUÇÃO a) Apropriação dos custos indiretos, com base no valor da matéria-prima:
  • 92. 91 OP Base matéria-prima % do total dos gastos com MP Rateio dos custos indiretos de fabricação 139 189.280 32 126.080 143 171.535 29 114.260 144 106.470 18 70.920 145 70.980 12 47.280 146 53.235 9 35.460 Total 591.500 100 394.000 b) Demonstração do custo acumulado de cada OP em 30-11 (custos acu- mulados em 30-10 mais custos incorridos em novembro): OP Matéria-prima Mão-de-obra Custos indiretos de fabricação Total $ $ $ $ 139 319.280 223.000 201.080 743.360 143 230.535 90.700 134.260 455.495 144 134.470 85.000 81.720 301.190 145 70.980 49.400 47.280 167.660 146 53.235 34.500 35.460 123.195 Total 808.500 482.600 499.800 1.790.900 c) Apuração do resultado das OP encerradas e faturadas em novembro em $: OP 139 OP 145 Valor de venda, líquido dos tributos 805.000 340.000 (–) Custos acumulados (743.360) (167.660)
  • 93. 92 Lucro 61.640 172.340 10. Consultoria e Engenharia de Projetos Automotivos Logistic Cepall Ltda. Com base nas informações apresentadas, apure para o mês de março: a) o custo acumulado de cada OS em 31-3; b) o resultado do mês (lucro ou prejuízo) da Cepall antes da tributação sobre o lucro. A Cepall é uma empresa especializada na prestação de serviços de con- sultoria em logística para as empresas do setor automotivo, integrando monta-doras e seus inúmeros fornecedores de peças, componentes e matérias-primas. A logística é parte integrante do processo da cadeia de abastecimento, sendo a atividade que planeja, implementa e controla, de forma eficaz e efi- ciente, o fluxo e armazenamento de bens, serviços e informações, do ponto de origem ao ponto de consumo. Em 1o -3, havia as seguintes Ordens de Serviços (OS) em andamento, com os respectivos custos incorridos até a data: OS Mão-de-obra direta ($) Custos indiretos dos serviços de consultoria ($) Outros custos diretos dos serviços de consultoria ($) Total 4.140 170.000 68.000 30.000 268.000 4.141 30.000 12.000 20.000 62.000 4.142 100.000 40.000 50.000 190.000 Total 300.000 120.000 100.000 520.000 Os custos do mês de março foram: OS Mão-de-obra direta ($) Custos diretos dos serviços de consultoria ($) 4.140 45.000 10.000 4.141 135.000 30.000
  • 94. 93 4.142 297.000 70.000 4.143 189.000 45.000 4.144 234.000 105.000 Total 900.000 260.000 Os custos indiretos do mês de março totalizaram $ 225.000 e foram apropriados proporcionalmente aos custos com a mão-de-obra. Durante o mês, as despesas comerciais, administrativas e financeiras totalizaram $ 110.000. As OS 4.140, 4.142 e 4.144 foram completadas durante o mês. Foram faturadas aos clientes por $ 480.000, $ 850.000 e $ 600.000, respectivamente. A Cepall paga 5% de imposto sobre serviços sobre suas receitas de prestação de serviços de consultoria. SOLUÇÃO a) Apropriação dos custos indiretos às OS, proporcionalmente ao gasto com a mão-de-obra direta: OS Mão-de-obra direta ($) Mão-de-obra direta (%) Custos indiretos dos serviços de consultoria ($) 4.140 45.000 5 11.250 4.141 135.000 15 33.750 4.142 297.000 33 74.250 4.143 189.000 21 47.250 4.144 234.000 26 58.500 Total 900.000 100 225.000 b) Custos acumulados em 31 de março: OS Mão-de-obra direta ($) Custos indiretos dos serviços de consultoria ($) Outros custos diretos dos serviços de consultoria ($) Total
  • 95. 94 4.140 215.000 79.250 40.000 334.250 4.141 165.000 45.750 50.000 260.750 4.142 397.000 114.250 120.000 631.250 4.143 189.000 47.250 45.000 281.250 4.144 234.000 58.500 105.000 397.500 Total 1.200.000 345.000 360.000 1.905.000 c) Demonstração do resultado do mês de março, antes dos tributos sobre o lucro. OS 4.140 OS 4.142 OS 4.144 Total a) Receitas brutas com a prestação de serviços 480.000 850.000 600.000 1.930.000 b) Imposto sobre serviços – 5% (24.000) (42.500) (30.000) c) Receitas líquidas 477.600 807.500 570.000 d) Custo dos serviços prestados (334.250) (631.250) (397.500) e) Lucro bruto 143.350 176.250 172.500 492.100 f) Despesas comerciais, administrativas e financeiras (110.000) Resultado do mês, antes da tributação sobre o lucro 382.100 11. Centro Clínico SOS Ltda. Com base nas informações disponíveis: a) aproprie (rateios) os gastos indiretos do mês de dezembro para cada área especializada de exames clínicos;
  • 96. 95 b) demonstre o lucro bruto (receitas menos custos totais) de cada espe-cialidade de exames clínicos; c) demonstre, em termos percentuais, qual foi o lucro bruto do mês, qual foi a especialidade mais lucrativa e a menos rentável (lucro bru-to/receitas). O Centro Clínico SOS Ltda. é uma das maiores clínicas da América do Sul, na área de exames médicos computadorizados. Atende pacientes de diversos países, possuindo convênios com hospitais, empresas, universidades de medicina e planos de assistência médica. Para atender seus pacientes, dispõe dos equipamentos mais modernos e sofisticados já fabricados em todo o mundo. Seu quadro de pessoal é formado por médicos, enfermeiros e técnicos de primeira linha, mais da metade com cursos no exterior na área de saúde e tecnologia aplicada à medicina. Seus serviços mais requisitados são: (a) tomografia computadorizada, (b) ecocardiografia, (c) ultra-sonografia, (d) radiologia e (e) ressonância magné-tica. Quadro 1 Informações sobre as receitas e os custos diretos do mês de dezem-bro para cada especialidade de exames clínicos (valores em $ 1.000). Receitas Custos diretos Mão-de-obra (1) Depreciação (2) Outros Total Tomografia 3.000 1.200 300 200 1.700 Ecocardiografia 2.400 1.000 250 190 1.440 Ultra-sonografia 1.700 500 200 100 800 Radiologia 800 200 100 50 350 Ressonância 1.100 300 350 100 750 Outros exames 1.200 400 290 300 990 Total no mês 10.200 3.600 1.490 940 6.030 (1) Mão-de-obra da equipe de médicos, enfermeiros e demais técnicos especializados em cada tipo de exames. (2) Depreciação dos equipamentos de uso específico nos diversos tipos de exames.
  • 97. 96 Quadro 2 Informações sobre os custos indiretos (valores em $ 1.000). Salários e encargos sociais dos supervisores, técnicos, enfermeiros, atendentes e recepcionistas que prestam serviços às diversas áreas (1) 980 Depreciação dos equipamentos de uso geral (2) 500 Aluguel, condomínio, segurança e limpeza das salas (3) 180 Energia elétrica, água, comunicação (3) 120 Amortização de programas de computação (3) 100 Outros custos indiretos (3) 220 Total dos custos indiretos 2.100 Critérios de apropriação (rateio) dos custos indiretos para especialidade de exames clínicos: (1) apropriados proporcionalmente aos custos diretos com a mão-de- obra; (2) apropriados proporcionalmente aos custos diretos de depreciação; (3) apropriados proporcionalmente às receitas de cada especialidade. SOLUÇÃO Quadro 3 Apropriação (rateio) dos custos indiretos (valores em $ 1.000). Custos indiretos ($) Mão-de-obra indireta Depreciação Outros Total Tomografia 327 101 182 610 Ecocardiografia 272 84 146 502 Ultra-sonografia 136 67 103 306 Radiologia 54 34 49 137 Ressonância 82 117 67 266 Outros exames 109 97 73 279 Total no mês 980 500 620 2.100
  • 98. 97 Quadro 4 Demonstração do lucro bruto de cada especialidade de exames clínicos (valores em $ 1.000). Receitas Custos diretos ($) Custos indiretos ($) Total dos custos ($) Lucro bruto ($) Lucro bruto (%) Tomografia 3.000 1.700 610 2.310 690 23,0 Ecocardiografia 2.400 1.440 502 1.942 458 19,1 Ultra-sonografia 1.700 800 306 1.106 594 34,9 Radiologia 800 350 137 487 313 39,1 Ressonância 1.100 750 266 1.016 84 7,6 Outros exames 1.200 990 279 1.269 (69) (5,8) Total no mês 10.200 6.030 2.100 8.130 2.070 20,3 O lucro bruto do mês foi de 20,3%. A especialidade de exames mais lucrativa foi a de radiologia, e a menos rentável foram os outros exames. 12. Universidade Terceiro Milênio – UTM Com base nas informações disponíveis: 1) Apure o resultado de cada área de ensino da UTM, durante o segundo semestre, em $ e em %. 2) Demonstre a participação do resultado de cada área no total do resultado da Universidade. a) A UTM é uma tradicional universidade com diversos cursos nas áreas de Ciências Biológicas, Exatas e Humanas. A Reitoria solicitou a seu escritório de consultoria a preparação de um relatório geren-cial que demonstre o resultado contábil e financeiro de cada área de ensino. Quadro 1 Recebimento de mensalidades durante o semestre. Ciências Biológicas Ciências Exatas Ciências Humanas Total Quantidade de alunos 3.000 5.000 8.000 16.000 Total das mensalidades no semestre 10.800 15.000 19.200 45.000
  • 99. 98 b) Todos os cursos funcionam em um único campus. c) Existe uma única biblioteca para atendimento de todos os alunos. Também as piscinas e quadras de esporte são de uso geral para os alunos, professores e demais funcionários, assim como o ambula- tório médico. d) Cada área de ensino tem seu laboratório específico para as pesquisas dos alunos e professores (laboratórios de química, medicina e enfer-magem, física, matemática, engenharia de produção, informática, escritórios-modelos etc.). e) Os serviços de restaurantes, lanchonetes, papelaria, livraria, cópias, posto bancário etc. são terceirizados, sendo que a Universidade re-cebe um total de aluguel dos espaços de $ 5.000 por semestre. Tais receitas devem ser apropriadas para cada área de ensino propor-cionalmente à quantidade de alunos. f) Quadro 2 Informações sobre os custos diretos durante o semestre. Ciências Biológicas Ciências Exatas Ciências Humanas Total ($) Salários e encargos sociais dos professores, coordenadores de cursos, instrutores e técnicos dos laboratórios 4.700 8.000 11.000 23.700 Livros, materiais e depreciação dos equipamentos utilizados nos cursos 1.500 1.000 500 3.000 Total dos custos diretos 6.200 9.000 11.500 26.700 Quadro 3 Informações sobre os custos indiretos durante o semestre. Gastos da biblioteca – salários, encargos sociais, energia elétrica, equipamentos e programas de informática etc. (1) 2.560 Gastos da piscina e quadras de esportes (1) 480 Gastos do ambulatório médico (1) 960 Gastos com controle e cobrança das mensalidades (1) 640 Depreciação dos prédios e equipamentos de uso geral (2) 1.600
  • 100. 99 Gastos dos setores administrativos, de limpeza, manutenção, segurança do campus (2) 4.500 Energia elétrica e outros custos indiretos (2) 1.300 Total dos custos indiretos 12.040 (1) Apropriados/rateados para cada área de ensino proporcionalmente à quantidade de alunos. (2) Apropriados/rateados para cada área de ensino proporcionalmente ao espaço ocupado do campus: Ciências Biológicas 50% Ciências Exatas 30% Ciências Humanas 20% SOLUÇÃO Quadro 4 Recebimento de mensalidades e aluguel durante o semestre. Ciências Biológicas Ciências Exatas Ciências Humanas Total ($) Total das mensalidades no semestre 10.800 15.000 19.200 45.000 Aluguel dos espaços para terceiros 937,5 1.562,5 2.500 5.000 Total dos recebimentos 11.737,5 16.562,5 21.700 50.000 Quadro 5 Apropriação/rateio dos custos indiretos durante o semestre. Ciências Biológicas Ciências Exatas Ciências Humanas Total ($) Gastos da biblioteca – salários, encargos sociais, energia elétrica, equipamentos e programas de informática etc. 480 800 1.280 2.560 Gastos da piscina e quadras esportivas 90 150 240 480 Gastos do ambulatório médico 180 300 480 960 Gastos com controle e cobrança das 120 200 320 640
  • 101. 100 mensalidades Depreciação dos prédios e equipamentos de uso geral 800 480 320 1.600 Gastos dos setores administrativos, de limpeza, manutenção e segurança do campus 2.250 1.350 900 4.500 Energia elétrica e outros custos 650 390 260 1.300 Total dos custos indiretos 4.570 3.670 3.800 12.040 Quadro 6 Demonstração do resultado de cada área de cursos. Ciências Biológicas Ciências Exatas Ciências Humanas Total ($) Total dos recebimentos 11.737,5 16.562,5 21.700 50.000 Custos diretos (6.200) (9.000) (11.500) (26.700) Custos indiretos (4.570) (3.670) (3.800) (12.040) Resultado do semestre ($) 967,5 3.892,5 6.400 11.260 Resultado do semestre (%) 8,2 23,5 29,4 22,5 Participação de cada área no resultado total (%) 8,6 34,6 56,8 100 13. Motion Pictures Association of América Com base nas informações disponíveis, elaborar o caso prático. Caso prático preparado com base em artigo publicado no jornal Gazeta Mercantil, de 14 ago. 1999, p. C-9. A diretoria da Motion Pictures Association of América solicitou a você, principal responsável pelas Finanças, Controladoria e Contabilidade de
  • 102. 101 Custos da empresa, a preparação de uma estimativa de custos para um filme a ser rodado nos estúdios da Motion Pictures em Hollywood. Após diversas conversas com o possível diretor do filme, um dos mais renomados da Itália, foram obtidas as seguintes informações: 13.1 Ver artigo seguinte, publicado no jornal Gazeta Mercantil, de 14 ago. 1999. COMO GASTAR US$ 100 MILHÕES Fazer cinema não é barato. Até as baratas custam caro. O aluguel de um bando razoável, vivo, fica em US$ 25 por dia. Se o filme não é de terror, mas de ação, sai por mais: explodir carros, de US$ 500 a US$ 1.000, só em explosivos, sem contar os carros. Gente fina é outra coisa: aluguel de uma mansão em Los Angeles, US$ 5 a US$ 8 mil diários; um Rolls Royce, US$ 850 por dia; roupas sob medidas, cerca de 25 mil por pessoa. Alimentar equipe (cerca de 100) em serviço custa US$ 13 – US$ 15 por cabeça, por dia, e mais o pessoal que lhes serve. Se a equipe está filmando fora do estúdio, recebe US$ 35 – US$ 75 per diem. Junta-se a isso o preço de Tom Cruise, ou de Julia Roberts, de US$ 20 – US$ 25 milhões por filme, e qualquer cineasta honesto acaba desistindo. A discussão sobre o custo exagerado das produções atuais voltou à cena com o sucesso inesperado de The Blair Witch Project (no Brasil, Bruxa de Blair) que foi feito por US$ 60 mil por dois diretores novatos, com três atores estreantes, e rendeu mais de US$ 50 milhões em duas semanas, enquanto The Runaway Bride (Noiva em fuga, nos cinemas brasileiros) de US$ 80 milhões, com Julia Roberts e Richard Gere, fracassou em duas semanas. No caso, Blair Witch é inteligente e Bride é idiota, mas não se trata dessa questão. Os executivos de Hollywood, alvo de zombaria dos cineastas indepen- dentes, que gastam pouco e usam atores baratos, resolveram investigar os excessos e desperdícios das grandes produções.
  • 103. 102 Mas, infelizmente, não é a primeira vez. Já aconteceu, por exemplo, em 1995, depois que Pulp Fiction, de Quentin Tarantino, orçado inicialmente em US$ 8,2 milhões, custou mais de US$ 108 milhões. Nada mudou a atitude dos produtores e diretores. Primeiro, se o ator filma em Nova York, não vai deixar de ver a família e os amigos nos fins de semana, mesmo que cada viagem no Gulfstream particular do estúdio custe US$ 40 mil. Atrizes glamourosas se cuidam: cabeleireiro pessoal, US$ 4.500 por semana, e guarda-costas, US$ 1 mil – US$ 2 mil cada, por semana. Segundo Jack Valenti, presidente da Motion Pictures Association of América, o custo médio de um filme, de US$ 53,4 milhões em 1977, que já era 34% mais alto em relação ao ano anterior, agora pulou para US$ 78 milhões. Diz Valenti que os custos subiram 296% nesta última década. Diretores renomados ganham de US$ 8 a 10 milhões por filme. Cine- grafistas, a média de US$ 25 por semana. Em Hollywood e em Nova York tudo pode ser alugado: som do estúdio, US$ 2 mil por dia para preparar o filme e US$ 4 mil diários para as fil-magens; câmeras, US$ 17.500 por semana; equipamentos de som, US$ 1.800 por semana. Gatos e cachorros treinados, US$ 200 a US$ 300 por dia. Outras informações 13.2 Para rodar o filme, o prazo previsto é de seis meses. 13.3 O custo anual com o aluguel do estúdio da empresa em Hollywood é de $ 8 milhões. São rodados, em média, quatro filmes simultanea- mente, por semestre. 13.4 Haverá três atores/atrizes estrelas (você os escolhe e estima o cachê de cada um). 13.5 O custo com os demais atores (coadjuvantes, dublês, figurantes etc.) representa 10% do total pago às principais estrelas. 13.6 O custo com as equipes de apoio (cinegrafistas, roteiristas, ilumi- nadores, técnicos de som, de efeitos especiais, sonoplastas, figurinis- tas/vestuário, maquiadores, eletricistas, garçons etc.) é de $ 2 milhões. 13.7 Um renomado produtor ganha, por filme, de $ 2 a 4 milhões. 13.8 O custo com a segurança do estúdio (pessoas e equipamentos) é de $ 24 milhões por ano. 13.9 Em vez de alugar, a empresa preferiu adquirir os equipamentos ne- cessários para as filmagens, tendo investido no estúdio de Hollywood o total de $ 20 milhões em câmeras, equipamentos de som, veículos
  • 104. 103 etc. A controladoria estima que, em média, tais ativos durem cinco anos. Outras informações para o bom desempenho de sua tarefa: Apresentar a estimativa para os principais custos, separando em custos diretos e indiretos/fixos. Custos menos relevantes podem ser englobados em “outros”. O relatório é para a Diretoria. Portanto, seria recomendável a preparação de gráficos, por exemplo, demonstrando a composição dos gastos com atores principais, diretor do filme, custos diretos e indiretos/fixos etc. (Futurologia) Supondo um total de receitas do filme de $ 105 milhões. Os acionistas ficarão contentes? Qual foi a margem de lucro do filme? SOLUÇÃO Nome do filme: Estranhos vizinhos Atores principais: Emilia Stone, Roy Real Tiger e Tom Cruzeiro Diretor: Dino AllPasta Custos diretos Descrição dos custos Valor Cachê das estrelas 60.000.000 Demais atores 6.000.000 Equipes de apoio 2.000.000 Diretor 8.000.000 Produtor 3.000.000 Total 79.000.000 Custos fixos Descrição dos custos Valor Aluguel 8.000.000 Segurança do estúdio 24.000.000
  • 105. 104 Depreciação do equipamento 4.000.000 Total 36.000.000 Resultado projetado do filme Descrição dos custos Valor Receita do filme 105.000.000 Custos diretos 79.000.000 Margem de contribuição 26.000.000 Custos fixos 36.000.000 Resultado projetado (10.000.000) GRÁFICOS DA MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO Margem decontribuição × Receitadofilme 24,8% 75,2% RECEITA DO FILME MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO Receita do filme Margem de contribuição
  • 106. 105 Margem decontribuição × Receitadofilme 26.000.000 105.000.000 0 20.000.000 40.000.000 60.000.000 80.000.000 100.000.000 120.000.000 RECEITA DO FILME MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO Custosfixos 8.000.000 24.000.000 4.000.000 0 5.000.000 10.000.000 15.000.000 20.000.000 25.000.000 30.000.000 ALUGUEL SEGURANÇA DO ESTÚDIO DEPRECIAÇÃO DO EQUIPTO. Custosdiretos 60.000.000 2.000.000 8.000.000 3.000.000 6.000.000 0 10.000.000 20.000.000 30.000.000 40.000.000 50.000.000 60.000.000 70.000.000 CACHÊ DOS SUPER STARS DEMAIS ATORES EQUIPES DE APOIO DIRETOR PRODUTOR Aluguel Segurança do estúdio Depreciação do equipamento Cachê das estrelas Demais atores Equipes de apoio Diretor Produtor Receita do filme Margem de contribuição
  • 107. 106 Custosdiretos 75,9% 10,1% 3,8% 7,6% 2,5% CACHÊ DOS SUPER STARS DEMAIS ATORES EQUIPES DE APOIO DIRETOR PRODUTOR Custosfixos 22,2% 66,7% 11,1% ALUGUEL SEGURANÇA DO ESTÚDIO DEPRECIAÇÃO DO EQUIPTO. Cachê das estrelas Demais atores Equipes de apoio Diretor Produtor Aluguel Segurança do estúdio Depreciação do equipamento
  • 108. 107 4 CUSTOS PARA FINS FISCAIS QUESTÕES TEÓRICAS 1. Que é um sistema de custo integrado e coordenado com a contabilidade? 2. Quais são os objetivos de um sistema de custo integrado e coordenado com a contabilidade? 3. Por que nas empresas industriais os preços de compra das matérias- primas, materiais de embalagem e demais materiais que se incorporam aos produtos acabados devem ser contabilizados “líquido” dos impostos com Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) e com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)? 4. Relacione pelo menos cinco contas utilizadas na contabilização da pro- dução de um mês, em uma empresa industrial. 5. Um bom sistema contábil dos custos da produção de bens e/ou serviços auxilia nos processos de controles da produção. Comente tal afirmação. Você concorda ou não? Fundamente sua opinião. 6. Boa parte dos empresários pensa que a contabilidade só serve para aten-der às exigências fiscais e tributárias. Comente tal afirmação. Você con-corda ou não? Fundamente sua opinião. Como a contabilidade de custos pode auxiliar os administradores da empresa no controle, gerenciamento e tomadas de decisões relacionadas com a produção de um período?
  • 109. 108 7. Um conhecido banqueiro brasileiro, engenheiro de formação, afirmou em 2000, para um jornalista de uma das mais importantes revistas de negó-cios, que o contínuo crescimento de suas empresas foi alicerçado em três pilares: a utilização de sofisticados métodos matemáticos e estatísticos para a avaliação dos investimentos, uma agressiva política de mercado e em uma excelente contabilidade em todas as empresas do grupo. Em sua opinião, para atender a usuários não contadores desse nível, donos de grandes empresas que necessitam de informações e sofisticados relatórios contábeis, quais seriam as principais qualidades que devem possuir os contadores das organizações?
  • 110. 109 TESTES 1. Assinale a alternativa incorreta: Entende-se por sistema de custos integrado e coordenado com a conta- bilidade aquele que: a) é apoiado em valores originados da escrituração contábil, para a apuração dos custos com as matérias-primas, mão-de-obra e custos indiretos de fabricação; b) permite a determinação contábil, ao final do mês, do valor dos esto-ques de matérias-primas, materiais de embalagens e outros materiais auxiliares, produtos em elaboração e produtos acabados; c) é apoiado em livros auxiliares, fichas ou formulários contínuos ou mapas de apropriação ou rateios, mantidos em boa guarda e de registros coincidentes com aqueles constantes da escrituração principal; d) é efetuado apenas para atender às necessidades da Diretoria, não sendo observados os princípios e as normas contábeis na escritu- ração das transações ocorridas nos processos produtivos. Resposta: alternativa D. 2. Assinale a alternativa correta: a) Um sistema de custos integrado e coordenado com a contabilidade permite avaliar os estoques existentes na data de encerramento do período-base de apropriação de resultados segundo os custos efeti- vamente incorridos. b) Não é possível a implantação de um sistema de custos integrado e coordenado com a contabilidade em uma empresa prestadora de serviços. c) Em uma empresa industrial que dispõe de um sistema de custos integrado e coordenado com a contabilidade, não há necessidade da realização de inventários físicos (contagens dos estoques de maté-rias-primas, materiais de embalagem, produtos acabados e em pro-cesso) periódicos.
  • 111. 110 d) Para fins de apuração dos tributos sobre o lucro das empresas indus-triais, a legislação tributária e fiscal não exige a implantação de sis-tema de custos integrado e coordenado com a contabilidade. Resposta: alternativa A. 3. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) São objetivos e requisitos de um sistema de custos integrado e coor-denado com a contabilidade mercantil o atendimento dos princípios contábeis e da exigência fiscal contida no art. 14, § 1o do Decreto-lei no 1.598/77 e servir de instrumento de controle e gestão das em-presas. b) Numa empresa comercial, não há necessidade da implantação de relatórios contábeis específicos para a apuração dos custos. c) Em uma empresa industrial, a contabilização da movimentação dos estoques é um processo mais complexo do que em uma empresa comercial, visto abranger o processo produtivo. d) Em uma empresa industrial que dispõe de um sistema de custos integrado e coordenado com a contabilidade, não há necessidade de efetuar a escrituração nos livros fiscais das compras de matérias- primas e de materiais de embalagem. Resposta: alternativas A e C. 4. Assinale a alternativa incorreta: a) Com a utilização de um sistema de custos integrado e coordenado, a contabilização das atividades produtivas requer que os lançamentos dos custos de produção sejam coincidentes com a escrituração oficial da empresa. b) Os registros devem ser feitos com periodicidade não superior a um mês e, se feitos de maneira global, devem ser suportados por com- provantes e documentos adequados que possibilitem a individuação de seus componentes. c) Os comprovantes e documentos utilizados na contabilização do cus-to de produção não precisam ser mantidos em boa guarda, à dispo-sição das autoridades fiscais. d) Integrar e coordenar um sistema de custos ao restante da escri- turação significa, em última análise, torná-lo parte do sistema contá-bil. O que se pretende é um sistema cujos valores extraídos
  • 112. 111 da conta-bilidade de custos possam ser identificados, tanto na escrituração comercial como nos registros auxiliares em que se calculam, se distribuem e se acumulam, em detalhes, os valores que irão compor o custo de produção. Resposta: alternativa C. 5. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) Boa parte das empresas industriais não utiliza a conta contábil pro-dutos em processo (ou produção em andamento). b) No final do mês, o saldo que permanece na conta de produtos em processo representa o custo das unidades que não foram concluídas. c) Em uma empresa industrial, uma compra de 400 quilos de matérias-primas que custaram, no total, $ 100.000, incluindo $ 18.000 de ICMS, mais $ 6.000 de IPI seria contabilizada a débito de estoques da matéria-prima por $ 66.000. d) Supondo a inexistência de estoque anterior: uma empresa industrial comprou 400 quilos de matérias-primas que custaram, no total, $ 100.000, incluindo $ 18.000 de ICMS, mais $ 6.000 de IPI. Durante a semana, foram requisitados pela produção 300 quilos dessa matéria-prima. O valor a ser debitado para o processo é $ 57.000. Resposta: alternativas B e D. 6. Questão que constou em concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal (ex-AFTN) O estoque de produtos em elaboração é composto de bens: a) de venda, porque, depois de acabados, serão vendidos; b) de renda, porque, depois de acabados, sua venda resultará em renda; c) semifixos, porque enquanto sua estocagem é de menor giro, a de produtos acabados gira menos lentamente; d) de renda; e) de reposição automática, porque não podem ser vendidos, mas de- vem ser renovados, para se incorporarem aos custos diretos.
  • 113. 112 Resposta: alternativa A. 7. Questão que constou em concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal (ex-AFTN) As contas de matérias-primas e materiais indiretos de fabricação (ou custos indiretos), como componentes de custos, ligam-se a fatos cuja ordem de formação ou constituição, como eventos patrimoniais em uma industria, é seqüencial. Qual das seqüências, no processo produtivo, pode-se considerar como natural ou lógica? a) compra – armazenagem – produção – armazenagem; b) compra – produção – venda – armazenagem; c) armazenagem – compra – venda – produção; d) compra – armazenagem – venda – produção; e) armazenagem – produção – compra – venda. Resposta: alternativa A. 8. Questão que constou em concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal (ex-AFTN) Uma empresa industrial transferiu produtos semi-elaborados de seu esta-belecimento central para sua outra fábrica, em outra cidade. O transporte cus-tou $ 30.000,00 e os produtos semi-elaborados foram transferidos a seu custo total de $ 270.000,00. O estabelecimento central cumpre sua etapa de produ-ção com semi-elaborados e elaborados. A fábrica da outra cidade inicia sua produção com os semi-elaborados que recebe da central. Nesse caso, no esta-belecimento da outra cidade, recebedor, por quais valores e em que contas se apropriam tais fatos? a) produtos semi-elaborados: $ 270.000 e despesas gerais de produção: $ 30.000; b) matérias-primas: $ 300.000; c) produtos semi-elaborados: $ 300.000; d) despesas gerais de produção: $ 300.000; e) produtos semi-elaborados: $ 270.000,00 e transportes: $ 30.000; Resposta: alternativa B. 9. Questão do concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal (ex-AFTN)
  • 114. 113 A empresa não adota o método de inventário permanente na avaliação de seus estoques de matéria-prima. Sabendo-se que: 1. Os estoques de matéria-prima, bem como as aquisições, são registrados em uma conta denominada “Matéria-Prima”, a qual apresentava, no final do período, um saldo devedor de $ 1.500.000. 2. O estoque final de matérias-primas, avaliado por contagem física, foi de $ 700.000. 3. Os gastos com mão-de-obra direta no período foram de $ 2.000.000. 4. Os gastos gerais de produção alcançaram $ 500.000. 5. Indique o lançamento contábil feito para a apuração dos custos de produ-ção no encerramento do exercício social: Débito Crédito a) Diversos a Custos de Produção 2.500.000 Mão-de-obra Direta 2.000.000 Gastos Gerais de Produção 500.000 b) Custos de Produção 3.300.000 a Diversos a Matérias-primas 800.000 a Mão-de-obra Direta 2.000.000 a Gastos Gerais de Produção 500.000 c) Diversos a Custos de Produção 3.300.000 Matérias-primas 800.000 Mão-de-obra Direta 2.000.000 Gastos Gerais de Produção 500.000 d) Matérias-primas 800.000 a Custos de Produção 800.000 e) Compras 2.000.000 a Matérias-primas 2.000.000
  • 115. 114 Matérias-primas 1.200.000 a Custos de Produção 1.200.000 Custos de Produção 800.000 a Matérias-primas 800.000 Resposta: alternativa B. 10. Questão do Exame de Suficiência do Conselho Federal de Contabilidade 1/2000, de março de 2000 O resultado do inventário físico de estoques da Cia. Brasil em 30-6 apontou a existência de mercadorias no valor de $ 890.000. Ao verificar a contabilidade, observou-se que a conta estoques acusava o saldo de $ 930.000 na mesma data. O contabilista concluiu que, devido à natureza dos produtos que comercializa, a diferença encontrada terá que ser ajustada na contabi-lidade, na qual deverá ser procedido o lançamento: a) débito da conta Estoques a crédito da conta Custo das Mercadorias Vendidas no montante de $ 40.000; b) débito da conta Custo das Mercadorias Vendidas a crédito da conta Estoques no montante de $ 40.000; c) débito da conta Custo Extraordinário e crédito de Estoques no mon-tante de $ 40.000; d) débito da conta Custo de Estoque e débito da conta de Ajustes do Exercício no montante de $ 40.000. Resposta: alternativa B. 11. Questão do concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal (ex-AFTN) Os seguintes dados constam do ativo circulante de uma empresa: Contas Saldos em 29-2 Saldos em 31-3 Mercadorias para revenda 600.000 900.000 Matérias-primas 1.300.000 2.000.000 Produtos em elaboração 400.000 500.000 Produtos acabados 300.000 350.000 Duplicatas a receber 1.200.000 1.800.000
  • 116. 115 Sabendo-se que durante o mês de março foram: • adquiridas mercadorias para revenda, no valor de $ 700.000; • adquiridas matérias-primas, no valor de $ 1.500.000; • apropriados gastos com mão-de-obra direta de $ 400.000; • apropriados gastos gerais de produção no valor de $ 200.000; devemos encontrar o seguinte lançamento contábil, no livro Diário, em 31-3: Débito Crédito a) Diversos a Produtos em Elaboração 2.100.000 Matéria-prima 1.500.000 Mão-de-obra Direta 400.000 Gastos Gerais de Produção 200.000 b) Produtos Acabados 2.100.000 a Produtos em Elaboração 2.100.000 c) Produtos em Elaboração 1.500.000 a Matéria-prima 1.500.000 d) Produtos Acabados 1.300.000 a Produtos em Elaboração 1.300.000 e) Produtos Acabados 600.000 a Duplicatas a Receber 600.000 Resposta: alternativa D.
  • 117. 116 CASOS PRÁTICOS 1. Produtos Químicos Martins Ltda. – Proquim. Com base nas informações disponíveis, contabilizar as transações rela- cionadas com o custo da produção do mês de novembro. Não havia saldos de estoques em 31 de outubro. 1. Em 2-11, a Proquim comprou a prazo, para pagamento em dezembro, 3.000 quilos de matérias-primas, pelo total de $ 400.000 (incluindo $ 72.000 de ICMS) mais $ 58.000 de IPI. 2. No mesmo dia, comprou a vista materiais indiretos, no total de $ 30.000, (incluindo $ 5.400 de ICMS) mais $ 2.000 de IPI. 3. Durante o mês foram requisitados para o processo produtivo 2.700 quilos de matérias-primas e a metade dos materiais indiretos. 4. Durante o mês, foram pagos salários do pessoal de fábrica, totalizando $ 318.000, incluindo os encargos sociais. Uma análise desses custos indicou que 80% refere-se à mão-de-obra direta e o restante à mão-de- obra indireta. 5. Outros custos indiretos de fabricação durante o mês: $ Depreciação do prédio da fábrica 4.000 Depreciação das máquinas e equipamentos 8.000 Seguro contra incêndio do prédio da fábrica 1.000 Contas de água, luz e telefone 2.000 Manutenção e limpeza 3.000 Vigilância da fábrica 7.000 Os custos indiretos foram pagos em dezembro.
  • 118. 117 6. Durante o mês, foram produzidas 500 unidades do produto acabado Xistal e 700 unidades do produto acabado Cloronil. Tais produtos consu-miram, respectivamente, 40% e 50% do total dos custos de fabricação do mês. Os restantes 10% dos custos de fabricação foram gastos pelos pro-dutos que permaneceram em processo. SOLUÇÃO 1. Contabilização das compras de matérias-primas Débito $ Ativo Circulante Estoques de matérias-primas 270.000 Impostos a recuperar – ICMS 72.000 Impostos a recuperar – IPI 58.000 Total do débito 400.000 Crédito Passivo Circulante Fornecedores 400.000 2. Contabilização das compras dos materiais indiretos Débito $ Ativo Circulante Estoques de materiais indiretos 22.600 Impostos a recuperar – ICMS 5.400 Impostos a recuperar – IPI 2.000 Total dos débitos 30.000 Crédito
  • 119. 118 Ativo Circulante Disponibilidades – Bancos c/c 30.000 3. Contabilização do consumo de materiais pela produção Débito $ Ativo Circulante Produtos em processo – ou Produção em andamento Custos diretos de fabricação Matérias-primas 243.000 Custos indiretos de fabricação Materiais indiretos 11.300 Total dos débitos 254.300 Crédito Ativo Circulante Estoques de matérias-primas 243.000 Estoques de materiais indiretos 11.300 Total dos créditos 254.300 4. Contabilização dos gastos com a mão-de-obra Débito $ Ativo Circulante Produtos em processo – ou Produção em andamento Custos diretos de fabricação Salários e encargos – diretos 254.400 Custos indiretos de fabricação Salários e encargos – indiretos 63.600
  • 120. 119 Total dos débitos 318.000 Crédito Ativo Circulante Disponibilidades – Bancos c/c 318.000 5. Contabilização dos demais custos indiretos de fabricação Débito $ Ativo Circulante Produtos em processo – ou Produção em andamento Custos indiretos de fabricação Depreciação 2.000 Seguro contra incêndio 1.000 Água, luz e telefone 2.000 Manutenção e limpeza 3.000 Vigilância da fábrica 7.000 Total dos débitos 25.000 Crédito Ativo Circulante Disponibilidades – Bancos c/c 13.000 Ativo Permanente – Imobilizado Depreciação acumulada – prédio 4.000 Depreciação acumulada – máquinas e equipamentos 8.000 Total dos créditos 25.000
  • 121. 120 6. Contabilização da transferência da produção acabada para o estoque de produtos acabados Débito $ Ativo Circulante Estoque de produtos acabados – Xistal 238.920 Estoque de produtos acabados – Cloronil 298.650 Total dos débitos 537.570 Crédito Ativo Circulante Produtos em processo – ou Produção em andamento 537.570 Matérias-primas Materiais indiretos (1) 270.000 243.000 (3) (2) 22.600 11.300 (3) (7) 27.000 (7)11.300 Produtos em processo ou produção em andamento Produtos acabados (3) 243.000 (3) 11.300 (4) 318.000 (5) 25.000 537.570 (6) (6) 537.570 (7) 59.730 (1) e (2) Compras efetuadas, líquidas de ICMS e IPI. (3) Total das requisições das matérias-primas. (3) Total das requisições dos materiais indiretos. (4) Total da mão-de-obra direta e indireta. (5) Total dos demais custos indiretos de fabricação. (6) Transferência para os estoques de produtos acabados.
  • 122. 121 (7) Saldos no final do mês. 2. Transportadora Vai Longe Ltda. Com base nas informações disponíveis, contabilize as transações relaciona-das com o custo da prestação de serviços de transportes durante o mês de março. A Transportadora Vai Longe presta serviços para grandes fazendas, que exploram diversas atividades de agribusiness na região Centro-Oeste do país. Durante o mês de março, ela foi contratada para prestar serviços para seis de seus principais clientes, para escoamento da safra de diversos produtos agríco-las até o terminal de embarque para o exterior. Os serviços prestados para os clientes um e dois foram totalmente concluídos até 31 de março, sendo que representam 60% dos custos do mês de março. A Vai Longe faturou e recebeu em 15 de abril tais serviços prestados. Os serviços prestados para os demais clientes foram concluídos durante os meses de abril e maio. Informações sobre o custo da prestação de serviços de transporte durante o mês de março: Custos pagos durante o mês de março $ Salários e encargos – serviços de terceiros 1.250.000 Combustíveis e lubrificantes 300.000 Refeições, lanches e hospedagens dos caminhoneiros, ajudantes e mecânicos 70.000 Pedágios e taxas diversas 14.000 Materiais diversos 6.000 Custos pagos durante o mês de abril Salários e encargos – funcionários próprios 380.000 Seguros diversos 5.000 Manutenção e reparos das carretas 27.000 Segurança das cargas 62.000 Supervisão de operações e logística 150.000 Gastos administrativos 220.000 Depreciação das carretas, dos equipamentos de carga/descarga e de comunicação 45.000
  • 123. 122 Peças de reposição (1) 38.000 Pneus (1) 54.500 Total dos custos 2.621.500 (1) A Transportadora Vai Longe estoca tais materiais, sendo que são apropriados aos custos com base em requisições devidamente aprovadas pelo gerente de operações e logística. SOLUÇÃO Contabilização dos custos do mês de março à conta de Serviços de Fretes em Andamento: Débito $ Ativo Circulante Serviços de Fretes em Andamento Salários e encargos – serviços de terceiros 1.250.000 Salários e encargos – funcionários próprios 380.000 Combustíveis e lubrificantes 300.000 Gastos administrativos 220.000 Supervisão de operações e logística 150.000 Refeições, lanches e hospedagens dos caminhoneiros, ajudantes e mecânicos 70.000 Segurança das cargas 62.000 Pneus 54.500 Depreciação das carretas, dos equipamentos de carga/descarga e de comunicação 45.000 Peças de reposição 38.000 Manutenção e reparos das carretas 27.000 Pedágios e taxas diversas 14.000 Materiais diversos 6.000 Seguros diversos 5.000 Total dos débitos 2.621.500 Crédito Ativo Circulante Disponibilidades 1.640.000 Estoque de peças de reposição 38.000 Estoque de pneus 54.500
  • 124. 123 Ativo Permanente Imobilizado – Depreciação acumulada 45.000 Passivo circulante Salários e encargos a pagar 380.000 Contas a pagar 464.000 Total dos créditos 2.621.500 Transferência de 60% dos custos, referentes a serviços de fretes concluí-dos: Débito $ Ativo Circulante Serviços de fretes concluídos 1.572.900 Crédito Ativo Circulante Serviços de fretes em andamento 1.572.900 3. Cia. Mack Ltda. PARTE A A Cia. Mack Ltda. industrializa dois tipos de produtos metalúrgicos de alta precisão. Em 31-1, possuía os seguintes estoques: Quantidade (unidades) Custo unitário ($) Custo total ($) Matéria-prima A 3.000 15 45.000 Matéria-prima B 5.000 20 100.000 Produto acabado X 2.500 70 175.000 Produto acabado Y 4.500 127 571.500
  • 125. 124 Compras de matérias-primas efetuadas a prazo em fevereiro para paga- mento em março: Matéria-prima A Matéria-prima B Total Unidades adquiridas – quilos 10.000 17.000 Valor total das Notas Fiscais dos Fornecedores ($) 204.439,03 482.926,83 687.365,86 ICMS Incluso no preço das matérias- primas ($) 33.453,66 79.024,39 112.478,05 IPI ($) 18.585,37 43.902,44 62.487,81 Com base nessas informações: • contabilizar as compras de fevereiro; e • apurar o novo custo médio das matérias-primas após as compras. PARTE B Informações sobre a produção do mês de fevereiro Unidades produzidas no mês e Custos diretos/variáveis Produto X Produto Y Quantidade produzida 7.000 9.000 (1) Custos variáveis/diretos Consumo de matérias-primas para produzir cada unidade de produto acabado: Matéria-prima A Matéria-prima B Mão-de-obra direta Quantidade de horas para produzir cada unidade de produto acabado 0,2 kg 0,8 kg 3,5 1,1 kg 1,4 kg 7,0 O custo total no mês com a mão-de-obra direta (salários mais encargos) foi de: • Salários $ 450.000, pagos em 29-2
  • 126. 125 • Encargos sociais $ 425.000, pagos em 3-3 (1) Observação: Além das 9.000 unidades produzidas no mês do produto Y, no final de fevereiro havia mais 1.000 unidades em processo, sendo que, em média, foram aplicados, nos produtos em processo, 10% dos custos de fabricação, diretos e indiretos, fixos e variáveis. Custos indiretos/fixos Total dos custos indiretos/fixos no mês de fevereiro, apropriados aos produtos com base nas horas- máquinas gastas Depreciação das máquinas e equipamentos 352.000 Segurança da fábrica 208.000 Horas-máquinas para produzir cada unidade: produto X = 12 horas-máquinas produto Y = 15 horas-máquinas Custos indiretos/variáveis Total dos custos indiretos/variáveis no mês de fevereiro, apropriados aos produtos com base nas horas de mão-de-obra direta Mão-de-obra indireta – salários 175.000 Mão-de-obra indireta – encargos sociais 80.000 Movimentação e estocagem de materiais 262.500 Os custos com a segurança da fábrica, salários da mão-de-obra indireta e movimentação e estocagem de materiais foram pagos em fevereiro. Os custos com os encargos sociais da mão-de-obra indireta foram pagos em 3-3. Tanto a fábrica como o escritório funcionam no mesmo prédio, em um bairro industrial de São Paulo. O valor do prédio é $ 6.000.000, sendo que a fábrica ocupa 90% do espaço físico. O custo com a depreciação do prédio da fábrica é apropriado aos produtos com base nas quantidades produzidas. Com base nas informações disponíveis, utilizando o custeio por absorção: a) calcular o custo unitário de produção, separando em custos va- riáveis e custos fixos;
  • 127. 126 b) apurar o saldo, em 29-2, das matérias-primas, após a baixa pelo consumo na produção; c) apurar o saldo, em 29-2, dos produtos acabados, e calcular o novo custo médio, considerando que não havia produtos em processo no início do mês; d) efetuar os lançamentos contábeis inerentes à produção do mês de fevereiro. Observação: Utilize o grupo 5 – Acumulação dos custos, detalhado como segue: Plano de Contas – Grupo 5 – Acumulação dos custos 5.1. Produto acabado X 5.1.1. Custos diretos/variáveis 5.1.1.1. Matérias-primas 5.1.1.2. Mão-de-obra – salários 5.1.1.3. Mão-de-obra – encargos sociais 5.1.1.4. 5.1.1.5. 5.1.1.6. 5.1.1.7. 5.1.2. Custos indiretos/variáveis 5.1.2.1. Mão-de-obra – salários 5.1.2.2. Mão-de-obra – encargos sociais 5.1.2.3. Movimentação e estocagem de materiais 5.1.2.4. 5.1.2.5. 5.1.3. Custos indiretos/fixos 5.1.3.1 Depreciação das máquinas e equipamentos 5.1.3.2. Depreciação do prédio 5.1.3.3. Segurança da fábrica 5.1.3.4. 5.1.3.5. 5.2. Produto acabado Y 5.2.1. Custos diretos/variáveis
  • 128. 127 5.2.1.1. Matérias-primas 5.2.1.2. Mão-de-obra – salários 5.2.1.3. Mão-de-obra – encargos sociais 5.2.1.4. 5.2.1.5. 5.2.1.6. 5.2.1.7. 5.2.2. Custos indiretos/variáveis 5.2.2.1. Mão-de-obra – salários 5.2.2.2. Mão-de-obra – encargos sociais 5.2.2.3. Movimentação e estocagem de materiais 5.2.2.4. 5.2.2.5. 5.2.3. Custos indiretos/fixos 5.2.3.1. Depreciação das máquinas e equipamentos 5.2.3.2. Depreciação do prédio 5.2.3.3. Segurança da fábrica 5.2.3.4. 5.2.3.5. PARTE C Durante o mês de fevereiro, as vendas a prazo de produtos acabados fo- ram as seguintes: Produto X Produto Y Total Unidades vendidas 7.400 8.000 Valor total das Notas Fiscais ($) 992.682,92 1.609.756,00 2.602.438,90 ICMS incluso no preço dos produtos acabados 162.439,02 263.414,62 425.853,64 IPI 90.243,90 146.341,46 236.585,36 Com base nas informações anteriores:
  • 129. 128 a) contabilizar as vendas a prazo, de acordo com o modelo norma- lizado pela Lei no 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações), supondo a existência apenas do IPI e ICMS; b) apurar e contabilizar o custo dos produtos vendidos e apurar o lucro bruto de cada produto; c) apurar o saldo final dos produtos acabados, após a baixa pelas ven-das. Outras informações: • durante o mês de fevereiro, as despesas variáveis foram de $ 5,00 para cada unidade; • as despesas fixas do mês de julho totalizaram $ 130.000,00. Com base nas informações anteriores: a) calcular o resultado do mês, antes das provisões para imposto de renda e contribuição social; b) demonstrar o saldo dos impostos – ICMS e IPI em 29-2, conside- rando que não havia saldos a recuperar em 31-1. SOLUÇÃO Pequenas diferenças são decorrentes dos arredondamentos efetuados nos diversos cálculos. PARTE A Contabilização das compras de fevereiro DÉBITO Ativo Circulante Estoques – Matéria-prima A 152.400,00 Matéria-prima B 360.000,00 Conta-corrente ICMS (1) 112.478,05 Conta-corrente IPI (1) 62.487,81 Total do Débito 687.365,86 CRÉDITO
  • 130. 129 Passivo Circulante Fornecedores 687.365,86 Observação: Como regra geral, as empresas industriais têm o direito de creditar o ICMS e o IPI pagos por ocasião das compras de matérias-primas, materiais de embalagens e outros materiais que integrem o produto acabado. Esse crédito efetuado por ocasião das compras é abatido do ICMS e IPI devido por ocasião das vendas dos produtos acabados. Por isso, os valores desses impostos, por ocasião das compras, devem ser contabilizados no Ativo Circulante como um direito, ou seja, um crédito das empresas industriais para futura realização por ocasião das vendas. Apuração do custo médio das matérias-primas em 28-2. Ficha de estoque (kardex) da matéria-prima A Matéria-prima A Quantidade Custo unitário Custo total Estoque em 31-1 3.000 15,00 45.000 Compras em fevereiro 10.000 15,24 152.400 Estoque em 29-2 13.000 15,18 197.400 Ficha de estoque (kardex) da matéria-prima B Matéria-prima B Quantidade Custo unitário Custo total Estoque em 31-1 5.000 20,00 100.000 Compras em fevereiro 17.000 21,1765 360.000 Estoque em 29-2 22.000 20,90 460.000
  • 131. 130 PARTE B Parte B1 – Apuração do custo unitário de produção de fevereiro Custo das matérias-primas a1) Consumo de matérias-primas para cada unidade produzida Produto X Produto Y Quantidade $ Quantidade $ Matéria-prima A 0,2 3,04 1,1 16,70 Matéria-prima B 0,8 16,72 1,4 29,26 Total das matérias-primas para cada unidade produzida 19,76 45,96 a2) Consumo total das matérias-primas no mês de fevereiro Produto X Produto Y Quantidade produzida 7.000 unidades 9.100 unidades Total Quantidade $ Quantidade $ Quantidade $ Matéria-prima A 1.400 21.252,00 10.010 151.951,80 11.410 173.203,80 Matéria-prima B 5.600 117.040,00 12.740 266.266,00 18.340 383.306,00 Total 138.292,00 418.217,80 556.509,80 b) Custo com a mão-de-obra direta (MOD) b1) Apuração do custo de cada hora de mão-de-obra Apuração da quantidade de horas no mês de fevereiro
  • 132. 131 Produto X Produto Y Total de horas Quantidade produzida 7.000 9.100 Número de horas para produzir cada unidade 3,5 7,0 Total de horas gastas no mês 24.500 63.700 88.200 Apuração do custo de cada hora de mão-de-obra direta Custo total da mão-de-obra = $ 875.000,00 = $ 9,92 Total de horas no mês 88.200 horas b2) Apuração do custo com a mão-de-obra direta (MOD) para produzir cada unidade Produto X Produto Y Horas de MOD para produzir cada unidade 3,5 7,0 Custo de cada hora de MOD 9,92 9,92 Custo com MOD para produzir cada unidade 34,72 69,44 c) Custos indiretos/fixos – Demonstração da apropriação para cada unidade produzida, com base nas horas-máquinas gastas • Depreciação das máquinas e equipamentos $ 352.000 • Segurança da fábrica $ 208.000 $ 560.000 Horas-máquinas gastas • Produto X 7.000 unidades × 12 horas = 84.000 • Produto Y 9.100 unidades × 15 horas = 136.500 Total de horas-máquinas 220.500 Portanto, para cada hora-máquina gasta, devem ser apropriados $ 2,54 de custos indiretos fixos ($ 560.000,00/220.500 horas-máquinas). Custos indiretos fixos para cada unidade produzida • Produto X 12 horas-máquinas × $ 2,54 = $ 30,48 • Produto Y 15 horas-máquinas × $ 2,54 = $ 38,10
  • 133. 132 d) Custos indiretos variáveis, apropriados aos produtos com base nas horas de mão-de-obra direta Mão-de-obra indireta – salários 175.000 Mão-de-obra indireta – encargos sociais 80.000 Movimentação e estocagem de materiais 262.500 Total 517.500 Quantidade de horas de mão-de-obra – tabela anterior Produto X Produto Y Total de horas Quantidade produzida 7.000 9.100 Número de horas para produzir cada unidade 3,5 7,0 Total de horas gastas no mês 24.500 63.700 88.200 Portanto, para cada hora de mão-de-obra direta, devem ser apropriados $ 5,87 de custos indiretos variáveis ($ 517.500,00/88.200 horas de mão-de- obra). Custos indiretos fixos para cada unidade produzida • Produto X 3,5 horas × $ 5,87 = $ 20,55 • Produto Y 7,0 horas × $ 5,87 = $ 41,09 Depreciação do prédio da fábrica, apropriada aos produtos com base na quantidade produzida: $ 6.000.000 × 4% ao ano = $ 240.000 ao ano ou $ 20.000 ao mês, sendo • custo da produção – $ 18.000 e • despesas administrativas – $ 2.000 Foram produzidas o equivalente a 16.100 unidades, o que resulta em $ 1,12 de custo de depreciação para cada unidade produzida.
  • 134. 133 e) Resumo do custo de produção unitário de fevereiro em $ Produto X Produto Y Custos variáveis/diretos $ % $ % Matérias-primas 19,76 45,96 Mão-de-obra direta 34,72 69,44 Total dos custos variáveis/diretos 54,48 115,40 Custos variáveis/indiretos 20,55 41,09 Total dos custos variáveis 75,03 156,49 Custos fixos indiretos 30,48 1,12 38,10 1,12 Total dos custos fixos 31,60 39,22 Total do custo unitário 106,63 100 195,71 Parte B2 – Apuração dos saldos em 29-2 das matérias-primas, após a baixa pelo consumo na produção Ficha de estoque (kardex) da matéria-prima A Matéria-prima A Quantidade Custo unitário Custo total Estoque em 31-1 3.000 15,00 45.000 Compras em fevereiro 10.000 15,24 152.400 Estoque em 29-2 13.000 15,18 197.400 Consumo na produção de fevereiro – 11.410 15,18 – 173.203,80 Saldo em 29-2 1.590 24.196,20
  • 135. 134 Ficha de estoque (kardex) da matéria-prima B Matéria-prima B Quantidade Custo unitário Custo total Estoque em 31-1 5.000 20,00 100.000 Compras em fevereiro 17.000 21,1765 360.000 Estoque em 29-2 22.000 20,90 460.000 Consumo na produção de fevereiro – 18.340 20,90 – 383.306 Saldo em 29-2 3.660 76.694 Parte B3 – Apuração do saldo em 29-2 dos produtos acabados e cálculo do custo médio Ficha (kardex) de estoque do produto acabado – X Produto acabado X Quantidade Custo unitário Custo total Saldo em 31-1 2.500 70,00 175.000 Produção de fevereiro 7.000 106,63 746.410 Saldo em 29-2, antes das baixas pelas vendas 9.500 96,99 921.410 Ficha (kardex) de estoque do produto acabado – Y Produto acabado Y Quantidade Custo unitário Custo total Saldo em 31-1 4.500 127,00 571.500 Produção de fevereiro 9.000 195,71 1.761.390 Saldo em 29-2, antes das baixas pelas vendas 13.500 172,81 2.332.890
  • 136. 135 Parte B4 – Contabilização da produção Primeira parte DÉBITO – Grupo 5 – Acumulação dos custos 5.1. Produto acabado X $ 5.1.1. Custos diretos/variáveis 5.1.1.1. Matérias-primas 138.292 5.1.1.2. Mão-de-obra – salários 125.000 5.1.1.3. Mão-de-obra – encargos sociais 118.065 5.1.2. Custos indiretos/variáveis 5.1.2.1. Mão-de-obra – salários 48.610 5.1.2.2. Mão-de-obra – encargos sociais 22.225 5.1.2.3. Movimentação e estocagem de materiais 72.917 5.1.3. Custos indiretos/fixos 5.1.3.1. Depreciação das máquinas e equipamentos 134.095 5.1.3.2. Depreciação do prédio 7.825 5.1.3.3. Segurança da fábrica 79.238 Total dos débitos – Produto X 746.267 Há uma diferença na soma de $ 143,00, no total dos custos relacionados, em comparação ao quadro a seguir. Essa diferença é decorrente dos diversos “arredondamentos”.
  • 137. 136 Total dos custos no mês – Produto X – 7.000 unidades × custo unitário de $ 106,63 = $ 746.410,00 5.2. Produto acabado Y (inclui os custos dos produtos em processo) $ 5.2.1. Custos diretos/variáveis 5.2.1.1. Matérias-primas 418.217,80 5.2.1.2. Mão-de-obra – salários 325.000,00 5.2.1.3. Mão-de-obra – encargos sociais 306.935,00 5.2.2. Custos indiretos/variáveis 5.2.2.1. Mão-de-obra – salários 126.390.00 5.2.2.2. Mão-de-obra – encargos sociais 57.775,00 5.2.2.3. Movimentação e estocagem de materiais 189.583,00 5.2.3. Custos indiretos/fixos 5.2.3.1. Depreciação das máquinas e equipamentos 217.905,00 5.2.3.2. Depreciação do prédio 10.175,00 5.2.3.3. Segurança da fábrica 128.762,00 Total dos débitos – Produto Y 1.780.742,80 Há uma diferença na soma de $ 218,20, no total dos custos relacionados, em comparação ao quadro a seguir. Essa diferença é decorrente dos diversos “arredondamentos”. Total dos custos no mês – Produto Y – 9.100 unidades × custo unitário de $ 195,71 = $ 1.780.961,00 Total dos débitos Produto X + Produto Y $ 2.527.009,80
  • 138. 137 CRÉDITO Ativo Circulante $ $ Disponibilidades – Bancos c/c (1) 1.095.500,00 Estoque de matérias-primas A 173.203,80 Estoque de matérias-primas B 383.306,00 556.509,80 (1) Pagamentos em fevereiro (2) ($) (3) Salários – mão-de-obra direta 450.000,00 Salários – mão-de-obra indireta 175.000,00 Segurança da fábrica 208.000,00 Movimentação e estocagem de materiais 262.500,00 1.095.500,00 Ativo Imobilizado $ $ Provisão para depreciação das máquinas e equipamentos 352.000,00 Provisão para depreciação do prédio 18.000,00 370.000,00 Passivo Circulante $ Encargos sociais a recolher 505.000,00 Total dos créditos 2.527.009,80
  • 139. 138 Segunda parte Transferência do total dos custos do mês para os estoques de produtos acabados e em processo, ou seja, para “zerar” o grupo 5 no final do mês. DÉBITO Ativo Circulante Estoque de produtos acabados – Produto X 7.000 unidades × $ 106,63 746.410,00 Estoque de produtos acabados – Produto Y 9.000 unidades × $ 195,71 1.761.390,00 2.507.800,00 Produção em andamento – Produto Y 1.000 unidades × $ 195,71 × 10% 19.571,00 Total dos débitos 2.727.371,00 CRÉDITO Todas as contas do grupo 5. Como já comentado, há diferenças de arredondamento, que totalizam $ 361,20.
  • 140. 139 PARTE C Parte C1 – Contabilização das vendas a prazo DÉBITO Ativo circulante Contas a Receber 2.602.438,90 CRÉDITO Receita bruta de vendas de produtos Vendas de produtos 2.602.438,90 Contabilização dos impostos incidentes sobre as vendas DÉBITO Deduções da receita bruta de vendas ICMS 425.853,65 IPI a recuperar 236.585,37 Total dos débitos 662.439,00 CRÉDITOS Passivo circulante Conta corrente ICMS (1) 425.853,64 Conta corrente IPI (1) 236.585,36 Total dos créditos 662.439,00 Observação: Por ocasião das compras de matérias-primas, os impostos (ICMS e IPI) pagos foram contabilizados no Ativo Circulante nas con-tas correntes de ICMS e IPI. Por ocasião das vendas, os impostos devidos estão sendo contabilizados no Passivo Circulante, nas respectivas contas correntes. Para obtenção dos valores a reco-lher aos cofres públicos, os saldos do passivo circulante devem ser deduzidos dos saldos do ativo circulante, obtendo-se, dessa maneira, o “líquido” a pagar, dentro dos prazos fixados pela legislação tributária.
  • 141. 140 Parte C2 – Apuração e contabilização do custo dos produtos vendidos, de acordo com o critério da absorção total. Produto X Produto Y Total Unidades vendidas 7.400 8.000 Custo médio em 29-2 ($) 96,99 172,81 Custo dos produtos vendidos no mês 717.726,00 1.382.480,00 2.100.206,00 Débito Resultados operacionais Custo das mercadorias vendidas 2.100.206,00 Crédito Ativo circulante Estoque de produtos acabados – Produto X 717.726,00 Estoque de produtos acabados – Produto Y 1.382.480,00 2.100.206,00 Parte C3 – Apuração dos saldos finais, em 29-2, dos produtos acabados, após as baixas pelas vendas no mês Ficha (kardex) de estoque do produto acabado – X Produto acabado X Quantidade Custo unitário Custo Total Saldo em 31-1 2.500 70,00 175.000,00 Produção de fevereiro 7.000 106,63 746.410,00 Saldo em 29-2 9.500 96,99 921.410,00 Vendas em fevereiro – 7.400 96,99 – 717.726,00 Saldo final em 29-2 2.100 96,99 203.684,00
  • 142. 141 Ficha (kardex) de estoque do produto acabado – Y Produto acabado Y Quantidade Custo unitário Custo total Saldo em 31-1 4.500 127,00 571.500,00 Produção de fevereiro 9.000 195,71 1.761.390,00 Saldo em 29-2 13.500 172,81 2.332.890,00 Vendas em fevereiro – 8.000 172,81 – 1.382.480,00 Saldo final em 29-2 5.500 172,81 950.410,00 Parte C4 – Determinação do lucro bruto por produto Determinação do preço unitário de vendas, “líquido” dos impostos Produto X Produto Y Valor total das Notas Fiscais ($) 992.682,92 1.609.756,00 Menos: ICMS incluso no preço dos produtos acabados – 162.439,02 – 263.414,62 Menos: IPI – 90.243,90 – 146.341,46 Valor “líquido” das vendas 740.000,00 1.200.000,00 Quantidade vendida 7.400 8.000 Preço unitário de venda, “líquido” dos impostos ($) 100,00 150,00 Determinação do lucro (prejuízo) bruto por produto Produto X Produto Y Lucro bruto $ % $ % Preço unitário de venda, “líquido” dos impostos 100,00 100,00 150,00 100,00 Menos: custo médio unitário do produto vendido – 96,99 – 172,81 Lucro (prejuízo) bruto unitário 3,01 – 22,81 Parte C5 – Demonstração do resultado do mês de fevereiro, antes da provisão para imposto de renda e contribuição social
  • 143. 142 Pelo critério da absorção total ($) Produto X Produto Y Total Receita bruta de vendas de produtos 992.682,92 1.609.756,00 2.602.438,92 Menos: impostos incidentes sobre as vendas ICMS IPI – 162.439,02 – 90.243,90 – 263.414,62 – 146.341,46 – 425.853,64 – 236.585,36 Receita líquida de vendas 740.000,00 1.200.000,00 1.940.000,00 Menos: custo dos produtos vendidos – 717.726,00 – 1.382.480,00 – 2.100.206,00 Lucro (prejuízo) bruto 22.274,00 – 182,480,00 – 160.206,00 Menos: despesas Variáveis = $ 5,00 por unidade vendida – 37.000,00 – 40.000,00 – 77.000,00 Fixas – 130.000,00 Prejuízo antes da provisão para imposto de renda e contribuição social – 367.206,00 Observação: Além do ICMS e do IPI, há outros tributos que incidem sobre as vendas, que também deveriam constar como dedução da receita bruta. É o caso do PIS e do Cofins, que não foram considerados nesse caso prático.
  • 144. 143 5 CUSTOS PARA CONTROLE QUESTÕES TEÓRICAS 1. Qual é o conceito de custo-padrão? 2. Qual é a importância do custo-padrão para o controle e gerenciamento de uma empresa? 3. Quais são as principais vantagens da utilização de um sistema de custo-padrão? 4. Comente as responsabilidades para a determinação e implantação dos padrões em uma empresa industrial. 5. Qual é a principal utilidade da análise das variações entre o custo real de um período e o custo-padrão? 6. Quais são as possíveis variações entre os gastos reais e padrões de maté-rias-primas? 7. Quais são as possíveis variações entre os gastos reais e padrões de mão- de-obra direta? 8. Comente a variação de volume nos custos indiretos. Dê um exemplo nu-mérico. 9. A falta de investimentos para a aquisição de máquinas novas e modernas pode resultar em variações desfavoráveis na utilização da mão-de-obra direta. Comente essa afirmação. Você concorda? Por quê?
  • 145. 144 10. Um significativo aumento inesperado no volume de vendas pode resultar em variações desfavoráveis nos fatores de custos, tais como variações de quantidade no uso das matérias-primas, perda de eficiência da mão-de-obra, acréscimo na taxa horária da mão-de-obra, variações desfavoráveis dos custos indiretos etc. Comente essa afirmação. Você concorda? Justi-fique sua opinião. 11. Quais são os principais motivos para as variações entre o custo-padrão e o custo real? Quais são de responsabilidade do pessoal da administração e recursos humanos? 12. Quais são os principais aspectos a serem destacados em uma análise das variações entre o custo-padrão e o custo real?
  • 146. 145 TESTES 1. Assinale a alternativa incorreta: a) Entende-se por custo-padrão o que seria o custo ideal de produção de bens e serviços, com a utilização dos melhores e mais baratos re-cursos de produção, ou seja, aquele custo conseguido em uma situa-ção de laboratório. b) Na implantação de um sistema de custo-padrão, deve haver envol- vimento do pessoal da controladoria, da produção e de outros depar-tamentos e setores da empresa. c) Uma das vantagens da implantação do custo-padrão é permitir a constatação de falhas nos processos produtivos, contribuindo para o aumento da eficácia e eficiência da empresa. d) O custo-padrão é um excelente instrumento de controle das ativida-des produtivas e operacionais de uma indústria. Resposta: alternativa A. 2. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) As variações de preços das matérias-primas são de responsabilidade dos funcionários do almoxarifado, visto serem os responsáveis pelos controles e pelas compras das mercadorias. b) O sistema de custo-padrão pode ser implantado em empresas pres- tadoras de serviços. c) Uma significativa e anormal variação favorável não deve ser objeto de preocupação do Analista de Custos. d) Sempre que a empresa produzir além do volume padrão, ocorrem variações nos padrões de consumo da matéria-prima. Resposta: alternativa B. 3. O custo-padrão de uma empresa para a mão-de-obra direta para cada unidade produzida é: 20 horas à taxa horária de $ 6,00. Durante o mês, foram produzidas 620 unidades, sendo que o total de salários e encargos foi de $ 78.802, para um total de 12.710 horas. Com base nessas informações, assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) A variação total da mão-de-obra direta, para cada unidade produ- zida, foi desfavorável em $ 7,10.
  • 147. 146 b) A variação de eficiência, para cada unidade produzida, foi desfavo-rável em $ 3,00. c) A variação de taxa, para cada unidade produzida, foi favorável. d) Nenhuma das anteriores. Resposta: alternativas A e B. 4. O custo-padrão de uma empresa para o consumo da matéria-prima A, pa-ra cada unidade produzida é: 10 quilos ao preço de $ 60,00 para cada quilo. Durante o mês, foram produzidas 620 unidades, sendo que o total gasto com a matéria-prima A foi de $ 365.800, para o total de 6.510 quilos. Com base nessas informações, assinale a(s) alternativa(s) corre-ta(s): a) A variação total da matéria-prima, para cada unidade produzida, foi desfavorável. b) A variação de quantidade da matéria-prima, para cada unidade produzida, foi desfavorável em $ 30,00. c) A variação de preço, para cada unidade produzida, foi favorável em $ 38,10. d) Todas as anteriores. Resposta: alternativas B e C. 5. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) O uso, no processo produtivo, de máquinas e equipamentos obsole-tos, sem adequada manutenção, pode resultar em variações desfavo-ráveis na quantidade das matérias-primas, na eficiência da mão-de-obra e na variação de volume, em relação aos padrões. b) O resultado das análises das variações entre o custo-padrão e o custo real deve ser de conhecimento apenas da Diretoria. c) Em sua elaboração e implantação, o custo-padrão deve levar em consideração as metas de eficiência e eficácia da empresa, visto que deve servir como instrumento de avaliação e melhoria contínua. d) Os operários, supervisores e demais funcionários da produção irão esforçar-se ao máximo para atingir ou superar as metas do custo-
  • 148. 147 padrão, principalmente se os padrões forem fixados tendo parâme-tros exeqüíveis de produção e se houver um bom sistema de ava-liação e remuneração para os mais competentes e dedicados à empresa. Resposta: alternativas A, C e D. 6. Questão que constou no Exame de Suficiência do Conselho Federal de Contabilidade 1/2000, de março de 2000 O conceito de custo-padrão: a) Não é baseado em princípios científicos, uma vez que ele utiliza ex-periências simuladas, que são realizadas dentro de condições nor-mais de fabricação, registradas e controladas por medições de natu-reza operacional e relacionadas à estatística. b) É um custo planejado para determinado período, analisando cada fator de produção em condições normais de fabricação. c) É baseado na indexação do Custo Histórico, atualizado o mesmo apenas para indexar o preço de venda do produto. d) Não observa cada fator de produção, a fim de verificar os desvios resultantes de sua comparação com o Custo Histórico. Resposta: alternativa B. 7. Questão que constou em concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal (ex-AFTN) Numa empresa fabril que trabalha com custo-padrão, a variação do tem-po da mão-de-obra direta, em certo período, foi de 100 horas acima do núme-ro previsto, que foi de 1.000 horas. No mesmo período, a variação do custo de mão-de-obra direta por uni- dade de tempo foi de $ 0,10 abaixo do valor-padrão, que foi de $ 1,00 por hora. O valor da variação total entre o custo-padrão e o custo real foi de: a) Custo-padrão maior em $ 110,00. b) Custo-padrão menor em $ 110,00. c) Custo-padrão maior em $ 10,00. d) Custo-padrão menor em $ 10,00. e) Custo-padrão maior em $ 100,00.
  • 149. 148 Resposta: alternativa C. CASOS PRÁTICOS 1. Indústrias TeVeColor Ltda. Com base nas informações disponíveis: • calcule o custo real e o custo-padrão por unidade; • apure todas as variações entre o real e o padrão, detalhando as variações nas matérias-primas, mão-de-obra e custos indiretos de fabricação; • demonstre graficamente as variações da matéria-prima e da mão- de-obra direta. A TeVeColor Ltda. fabrica televisores e aparelhos de som, tendo implantado um sistema de custo-padrão para melhor gerenciamento e controle das atividades. A – Informações sobre o custo-padrão de um dos televisores produzidos: Custos variáveis, por unidade produzida $ Matéria-prima (30,0 kg × $ 7,10) 213 Mão-de-obra direta (5,0 horas × $ 22,00) 110 Custos indiretos 30 Total mensal dos custos indiretos fixos, para um volume de 10.000 televisores por mês 900.000 B – Informações sobre o custo real do mês de agosto Volume produzido de televisores 11.000 Custo total com matérias-primas 2.420.000 Custo total com a mão-de-obra direta 1.149.500 Custo unitário da matéria-prima 8 Quantidade total de horas de mão-de-obra no mês 60.500 Custos indiretos no mês, fixos e variáveis Depreciação 200.000 Mão-de-obra indireta 400.000
  • 150. 149 Energia elétrica 140.000 Manutenção das máquinas 300.000 Outros custos indiretos 500.000 Total dos custos indiretos 1.540.000 SOLUÇÃO a) Apuração do custo-padrão por unidade produzida Custos variáveis, por unidade produzida $ Matéria-prima (30,0 kg × $ 7,10) 213 Mão-de-obra direta (5,0 horas × $ 22,00) 110 Custos indiretos Custos indiretos variáveis 30 Totais de custos variáveis por unidade produzida 353 Custos indiretos fixos, por unidade produzida 90 Total do custo-padrão, por unidade produzida 443 b) Apuração do custo real por unidade produzida Matérias-primas $ para cada televisor fabricado Total do custo $ 2.420.000 220,00 Total da produção 11.000 unidades Mão-de-obra Total do custo $ 1.149.500 104,50 Total da produção 11.000 unidades Custos indiretos fixos e variáveis Total $ 1.540.000 140,00 Total da produção 11.000 unidades Total do custo real unitário 464,50 O custo real unitário de cada quilo de matéria-prima é $ 8. Portanto, foram gastos 27,5 kg para produzir cada televisor, ou seja, $ 220/$ 8 = 27,5 kg.
  • 151. 150 Foram gastas 60.500 horas de mão-de-obra no total para produzir 11.000 televisores, o que resulta em 5,5 horas para cada, ou seja, 60.500 horas/11.000 = 5,5 horas. Conseqüentemente, a taxa real de cada hora de mão-de-obra é $ 19,00, obtida como segue: Custo de mão-de-obra para produzir cada televisor = $ 104,50/5,5 horas = $ 19. c) Resumo do custo unitário e das variações Fatores de custo Custo real Custo-padrão Variação Matérias-primas 220,00 213,00 7,00 Desfavorável Mão-de-obra 104,50 110,00 5,50 Favorável Custos indiretos de fabricação Variáveis 30,00 Fixos 90,00 Total 140,00 120,00 20,00 Desfavorável Total do custo unitário 464,50 443,00 21,50 Desfavorável Análise das variações das matérias-primas $ Quantidade (30,0 kg – 27,5 kg) × $ 7,10 17,75 Favorável Preço ($ 7,10 – $ 8,00) 30,0 kg 27,00 Desfavorável Mista (30,0 kg – 27,5 kg) × ($ 7,10 – $ 8,00) 2,25 Favorável Total das variações de matérias-primas 7,00 Desfavorável Análise das variações da mão-de-obra Eficiência (5,0 horas – 5,5 horas) × $ 22,00 (11,00) Desfavorável Taxa ($ 22,00 – $ 19,00) × 5,0 horas 15,00 Favorável Mista (5,0 horas – 5,5 horas) × ($ 22,00 – $ 19,00) 1,50 Favorável Total das variações da mão-de-obra 5,50 Favorável Análise das variações nos custos indiretos Variações de volume 8,18 (1) Favorável Variação de custos 28,18 (2) Desfavorável
  • 152. 151 Total das variações dos custos indiretos 20,00 Total das variações entre real e padrão para cada unidade produzida 21,50 (1) A variação de volume está relacionada apenas ao rateio dos custos indiretos fixos. Portanto, $ 900.000.000 de custos fixos padrão, se fossem apropriados para o volume real de produção, resultariam em $ 81,8 para cada unidade, ou seja, $ 900.000 CIF – fixo/11.000 unidades. Comparando com os $ 90,00 de rateio-padrão, tem-se uma variação favorável de $ 8,18 para cada unidade. (2) De acordo com o CIF padrão, ajustado pela variação de volume, $ 111,8 (1) para cada unidade, ao volume de produção real de 11.000 unidades, o total dos custos indiretos seria $ 1.229.998,00. No entanto, o total real dos custos indiretos foi de $ 1.540.000,00, o que resulta em uma variação total desfavorável de $ 309.890,18, ou $ 28,18 desfavorável para cada unidade. 2. Embalagens Mix Ltda. Com base nas informações disponíveis: • apurar o custo-padrão e real por unidade produzida; • demonstrar as variações, separando em variações de materiais, mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação; • analisar as variações nos custos indiretos de fabricação por unidade, segregando entre variações de volume e de custos. Quadro 1 Custo-padrão do mês de março. Custo-padrão Volume de produção 10.000 unidades Materiais diretos, para o total da produção $ 290.000 Mão-de-obra direta, para produzir cada unidade 3,0 horas × $ 8,20 Custos indiretos de fabricação Variáveis $ 5 por hora de mão-de-obra Fixos $ 120.000 no mês Quadro 2 Custo real do mês de março.
  • 153. 152 Custo real Volume de produção 10.500 unidades Materiais diretos, para o total da produção $ 330.750 Mão-de-obra direta, para produzir cada unidade 2,9 horas × $ 8,70 Custos indiretos variáveis e fixos – total do mês $ 304.500 SOLUÇÃO Quadro 3 Apuração do custo-padrão por unidade produzida. $ Materiais diretos: $ 290.000/10.000 unidades 29,00 Mão-de-obra para cada unidade = 3 horas × $ 8,20 24,60 Custos indiretos variáveis $ 5,00 × 3 horas 15,00 Custos indiretos fixos $ 120.000/10.000 unidades 12,00 Total dos custos indiretos 27,00 Total do custo unitário padrão 80,60 Quadro 4 Apuração do custo real por unidade produzida. $ Materiais diretos: $ 330.750/10.500 unidades 31,50 Mão-de-obra para cada unidade = 2,9 horas × $ 8,70 25,23 Custos indiretos variáveis e fixos $ 304.500/10.500 29,00 Total do custo unitário padrão 85,73 Resumo do custo unitário Quadro 5 Fatores de custo. Custo real Custo-padrão Variação Materiais diretos 31,50 29,00 2,50 Desfavorável
  • 154. 153 Mão-de-obra 25,23 24,60 0,63 Desfavorável Custos indiretos de fabricação Variáveis 15,00 Fixos 12,00 Total 29,00 27,00 2,00 Desfavorável Total dos custos unitários 85,73 80,60 5,13 Desfavorável Variação dos custos indiretos de fabricação • Variação de volume: Total padrão dos custos fixos/volume de produção real $ 120.000/10.500 unidades = $ 11,43 de custos fixos padrão para cada unidade. Comparando com $ 12,00 de custos fixos do padrão (Quadro 3), tem-se a variação favorável de volume, de $ 0,57 para cada unidade. • Variação de custos: Se não houvesse variação nos custos para cada unidade produzida, os custos indiretos totais seriam, já ajustados pelo volume real: Custos variáveis = 10.500 unidades produzidas × $ 15,00 157.500 Custos fixos 120.000 Total dos custos indiretos, já ajustados pela variação de volume 277.500 No entanto, o total real dos custos indiretos foi: $ 304.500. A diferença, $ 27.000, foi o total das variações desfavoráveis nos custos, o que representa $ 2,57 por unidade. Resumo das variações dos custos indiretos, para cada unidade Variação de volume 0,57 Favorável Variação de custos 2,57 Desfavorável Total das variações dos CIF 2,00 Desfavorável 3. Indústria Tudo Limpo Ltda.
  • 155. 154 Com base nas informações disponíveis: • determine o custo unitário padrão e real; • apure e detalhe as variações da matéria-prima, mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação; • demonstre graficamente as variações das matérias-primas e da mão-de-obra direta. A Indústria Tudo Limpo Ltda. fabrica detergentes e desinfetantes indus-triais, hospitalares, para escolas, shoppings, restaurantes etc. Um de seus produtos mais conhecidos e rentáveis é comercializado em galões de 20 litros. Seguem as informações sobre o volume de produção, do custo-padrão e do custo real do mês de abril para a industrialização desse produto. Quadro 1 Volume de produção, custo-padrão e custo real. Custo-padrão Custo real Volume – unidades/mês 25.000 26.000 Matérias-primas – total do mês Custo total das matérias-primas ($) 800.000 846.300 Quantidade total das matérias-primas (kg) 400.000 403.000 Mão-de-obra direta – total do mês Custo total da mão-de-obra direta ($) 150.000 157.300 Total de horas de mão-de-obra direta 25.000 28.600 Custos indiretos de fabricação Variáveis, para cada galão produzido $ para cada hora de mão-de-obra direta 1,50 Fixos – total do mês ($) 40.000 Total dos custos indiretos de fabricação do mês 75.400 SOLUÇÃO Quadro 2 Apuração do custo unitário do galão e variações entre padrão e real em $.
  • 156. 155 Custo-padrão Custo real Variações Matérias-primas 32,00 32,55 0,55 Desfavorável Mão-de-obra direta 6,00 6,05 0,05 Desfavorável Custos indiretos de fabricação Variáveis 1,50 Fixos – total do mês ($) 1,60 Total dos custos indiretos de fabricação 3,10 2,90 0,20 Favorável Total dos custos unitários 41,10 41,50 0,40 Desfavorável Quadro 3 Detalhes das variações da matéria-prima e mão-de-obra. Custo-padrão Custo real Variações Matérias-primas Quantidade por galão (kg) 16 15,5 0,5 Favorável Preço de cada quilo ($) 2,00 2,10 0,10 Desfavorável Mão-de-obra direta Eficiência – horas 1 1,1 0,1 Desfavorável Taxa ($) 6,00 5,50 0,50 Favorável Quadro 4 Valorização das variações. Matérias-primas $ Quantidade = (16 kg – 15,5 kg) × $ 2,00 1,00 Favorável Preço = ($ 2,00 – $ 2,10) × 16 kg 1,60 Desfavorável Mista = (16 kg – 15,5 kg) × ($ 2,00 – $ 2,10) 0,05 Favorável Total da variação 0,55 Desfavorável Mão-de-obra Eficiência = (1 h – 1,1 h) × $ 6,00 0,60 Desfavorável Taxa = ($ 6,00 – $ 5,50) × 1 hora 0,50 Favorável Mista = (1 h – 1,1 h) × ($ 6,00 – $ 5,50) 0,05 Favorável
  • 157. 156 Total da variação 0,05 Desfavorável Quadro 5 Variação dos custos indiretos de fabricação. Variação de volume Total dos custos fixos padrão $ 40.000/26.000 unidades = $ 1,538. Comparando com o Quadro 2, custos fixos padrão para cada unidade de $ 1,60, tem-se a variação de volume 0,062 Favorável Variação de custos Se não houvesse essa variação, o total dos custos fixos indiretos seria $ 79.000 ($ 40.000 de fixos mais 26.000 unidades x $ 1,50 de variáveis). Na realidade, o total foi $ 75.400, o que resulta em variação total de $ 3.600 ou $ 0,138 para cada unidade, favorável 0,138 Favorável Total da variação 0,20 Favorável 4. Ind. Perfume Kpricho Ltda. Com base nas informações disponíveis: • apure as variações entre o custo-padrão e o custo real unitário; • detalhe as variações das matérias-primas, mão-de-obra e custos indi-retos de fabricação. A Indústria de Perfume KPricho Ltda. produz essências para a elaboração de artigos de perfumaria e beleza. Um de seus produtos é comercializado em potes de 10 quilos, vendidos para outras indústrias do ramo. O custo-padrão foi implantado considerando que cada pote constitui- se de seis quilos da matéria-prima Alfa e quatro quilos da matéria-prima Beta.
  • 158. 157 O desperdício previsto é de 9,09% do total das matérias-primas requi- sitadas, ou seja, para fabricar cada pote, o consumo-padrão é de 11 quilos, no total, de matérias-primas. De acordo com o custo-padrão, a produtividade da mão-de-obra direta é de quatro potes por hora. Quadro 1 Informações disponíveis sobre a produção e os custos. Custo-padrão Custo real Quantidade de potes produzidos no mês 7.000 7.500 Custo de cada quilo das matérias-primas $ $ Alfa 10,00 9,60 Beta 14,00 16,00 Valor total das matérias-primas consumidas no mês $ Alfa 496.800 Beta 576.000 Total de horas de mão-de-obra direta 2.500 Taxa horária, salários mais encargos 20 25 Custos indiretos de fabricação Variáveis, para cada pote ($) 6 Fixos – total do mês 210.000 Total dos custos indiretos de fabricação 337.500
  • 159. 158 SOLUÇÃO Quadro 2 Apuração do custo-padrão unitário em $. Matérias-primas $ Consumo-padrão para cada pote, já incluindo o desperdício de 9,09%: Matéria-prima Alfa 60% de 11 kg = 6,6 kg × $ 10 66,00 Matéria-prima Beta 40% de 11 kg = 4,4 kg × $ 14 61,60 Total das matérias-primas para cada pote 127,60 Mão-de-obra direta Se em cada hora que custa $ 20,00 são produzidos quatro potes, cada pote custa de mão-de-obra direta 5,00 Custos indiretos de fabricação Variáveis 6,00 Custos fixos $ 210.000/7.000 unidades 30,00 Total dos custos indiretos 36,00 Total do custo unitário padrão 168,60 Quadro 3 Apuração do custo real unitário.
  • 160. 159 Matérias-primas Com base no valor total das matérias-primas consumidas no mês, é possível calcular a quantidade total consumida, como segue Alfa = $ 496.800,00/custo unitário de $ 9,60 51.750 kg Beta = $ 576.000,00/custo unitário de $ 16,00 36.000 kg Sendo gasta, na realidade, a seguinte quantidade para produzir cada pote Matéria-prima Alfa: 51.750 kg/7.500 potes 6,9 kg Matéria-prima Beta: 36.000 kg/7.500 potes 4,8 kg Quadro 4 Consumo-padrão do total de matérias-primas. Pelo consumo-padrão, a quantidade total de matérias-primas para produzir 7.500 potes seria: Matéria-prima Alfa: 7.500 potes × 6,6 kg 49.500 kg Matéria-prima Beta: 7.500 potes × 4,4 kg 33.000 kg Portanto, o desperdício “real” foi superior ao padrão, como demonstrado: Quadro 5 Demonstração do desperdício real das matérias-primas. Matéria-prima Alfa Consumo real para cada pote 6,9 kg 15% de desperdícios Consumo-padrão, sem desperdício 6,0 kg Matéria-prima Beta Consumo real para cada pote 4,8 kg 20% de desperdícios Consumo-padrão, sem desperdício 4,0 kg Quadro 6 Apuração do custo real das matérias-primas para cada pote pro-duzido.
  • 161. 160 Matéria-prima Alfa = 6,9 kg × $ 9,60 66,24 Matéria-prima Beta = 4,8 kg × $16,00 76,80 143,04 Quadro 7 Apuração da mão-de-obra direta para cada pote produzido. No total, foram gastas 2.500 horas para produzir 7.500 potes, ou seja, a produtividade real foi de três potes por hora. Como a taxa horária é de $ 25,00, conclui-se que o custo da mão-de-obra para cada pote foi de: 8,33 Quadro 8 Custos indiretos de fabricação para cada pote produzido. Total dos custos indiretos $ 337.500 Quantidade produzida 7.500 unidades $ 45,00 Total do custo unitário real $ 196,37 Quadro 9 Comparação entre o custo-padrão e o custo real unitário e de- monstração das variações. Custo-padrão Custo real Variações ($) % Matéria-prima Alfa 66,00 66,24 0,24 0,4 Matéria-prima Beta 61,60 76,80 15,20 24,7 Mão-de-obra 5,00 8,33 3,33 66,6 Custos indiretos de fabricação 36,00 45,00 9,00 25,0 Totais 168,60 196,37 27,77 16,5
  • 162. 161 Quadro 10 Detalhes das variações das matérias-primas. Matéria-prima Alfa $ Variação de quantidade (Quantidade-padrão – quantidade real) × preço-padrão = (6,6 kg – 6,9 kg) × $ 10,00 3,00 Desfavorável Variação de custo (Custo-padrão – custo real) × quantidade-padrão = ($ 10,00 – $ 9,60) × 6,6 kg = 2,64 Favorável Variação mista (Quantidade-padrão – quantidade real) × (custo-padrão – custo real) = (6,6 kg – 6,9 kg) × ($ 10,00 – $ 9,60) 0,12 Favorável Total das variações – matéria-prima Alfa 0,24 Desfavorável Matéria-prima Beta Variação de quantidade (Quantidade-padrão – quantidade real) × preço-padrão = (4,4 kg – 4,8 kg) × $ 14,00 5,60 Desfavorável Variação de custo (Custo-padrão – custo real) × quantidade-padrão = ($ 14,00 – $16,00) × 4,4 kg 8,80 Desfavorável Variação mista
  • 163. 162 (Quantidade-padrão – quantidade real) × (custo-padrão – custo real) = (4,4 kg – 4,8 kg) – ($ 14,00 – $ 16,00) 0,80 Desfavorável Total das variações – matéria-prima Beta 15,20 Desfavorável Quadro 11 Detalhes da variação da mão-de-obra. Variação de eficiência $ (Eficiência-padrão – eficiência real) × taxa-padrão = (15 min – 20 min) × $ 0,3333 1,66 Desfavorável Variação de taxa (Taxa-padrão – taxa real) × eficiência-padrão = ($ 0,3333 – $ 0,4167) × 15 min 1,25 Desfavorável Variação mista (Eficiência-padrão – eficiência real) × (Eficiência-padrão – eficiência real) = (15 min – 20 min) × ($ 0,3333 – $ 0,4167) 0,42 Desfavorável Total da variação da mão-de-obra 3,33 Desfavorável (1) Taxa-padrão por minuto = $ 20,00/60 min = $ 0,3333 (2) Taxa real por minuto = $ 25,00/60 min = $ 0,4167 Quadro 12 Detalhes da variação dos custos indiretos de fabricação. Variação de volume $ Custos fixos total padrão = $ 210.000,00 Quantidade real 7.500 unidades 28,00 Comparando com o custo fixo padrão unitário, de $ 30,00, apura-se uma variação favorável de volume de: 2,00
  • 164. 163 Variação de custos O total dos custos indiretos de fabricação por unidade, ajustado pela variação favorável de volume, seria $ 34,00 = $ 36,00 – variação de volume de $ 2,00. Assim, os custos indiretos de fabricação deveriam totalizar $ 255.000 No entanto, o total real foi de $ 337.500, resultando em uma diferença total desfavorável de $ 82.500 que, divididos por 7.500 unidades “reais”, implicam a variação unitária desfavorável de: 11,00 Total das variações dos custos indiretos de fabricação – desfavorável 9,00 Quadro 13 Resumo das variações. Matéria-prima Alfa $ $ Variação de quantidade 3,00 D Variação de custo 2,64 F Variação mista 0,12 F 0,24 D Matéria-prima Beta Variação de quantidade 5,60 D Variação de custo 8,80 D Variação mista 0,80 D 15,20 D Mão-de-obra Variação de eficiência 1,66 D Variação de taxa 1,26 D Variação mista 0,42 D 3,34 D Custos indiretos de fabricação Variação de volume 2,00 F Variação de custos 11,00 D 9,00 D Total 27,77 D
  • 165. 164 F= Favorável D = Desfavorável 5. Indústria Graxix Ltda. Com base nas informações disponíveis e considerando a inexistência de estoques iniciais ou finais, efetue uma análise comparativa dos custos e das receitas do mês de abril, antes e depois das alterações procedidas pela Enge-nharia de Produção, como segue: a) Demonstre o custo de produção unitário padrão, antes das mu- danças no produto acabado e o custo real após as mudanças. b) Demonstre o lucro bruto de abril após as mudanças, comparati- vamente com o que seria se não houvesse as mudanças. Nessa comparação, suponha que a quantidade vendida seria a mesma padrão. c) Responda se foi correta a decisão da Engenharia de Produção em alterar em abril as características-padrão do produto acabado, ou seja, o acréscimo no lucro compensou as mencionadas mudanças no padrão? d) Explique ou justifique as variações, com as devidas atribuições de responsabilidades. e) Comente a decisão do Departamento de Engenharia. Decisões de tal magnitude podem ser tomadas apenas por um departamento? A Indústria Graxix Ltda. produz diversos produtos. Um de seus produtos mais rentáveis é uma graxa especial para manutenção de máquinas, que é comercializada em tambores de 50 kg. São as seguintes as informações sobre o custo-padrão de cada tambor: Custo de fabricação de cada tambor de 50 kg – padrão $ Matéria-prima A = 30 kg × $ 2 o quilo 60 Matéria-prima B = 20 kg × $ 9 o quilo 180 Total de quilos = 50 em cada tambor Mão-de-obra direta = 3 horas × $ 9 27 Custos indiretos de fabricação Variável 7 Total dos custos variáveis 274
  • 166. 165 Custos indiretos de fabricação fixos 16 Total do custo-padrão, para cada tambor produzido 290 O padrão foi calculado para um volume de produção de 30.000 tambores. Em abril, a Engenharia de Produção resolveu alterar a composição do produto, para reduzir os custos de produção. A matéria-prima B, como era a mais cara, passou a compor o produto em apenas 10%, em vez dos 40% anteriores. Em decorrência dessa mudança na composição-padrão do produto, houve as seguintes conseqüências imediatas: O preço de venda de cada tambor foi reduzido de $ 500,00 para $ 440,00, devido à queda na qualidade da graxa. Com a redução no preço, o volume de vendas aumentou, exigindo a produção de 40.000 tambores no mês. A matéria-prima A é de mais difícil manuseio pelos operários. Em conse-qüência, a eficiência da mão-de-obra foi desfavorável em abril, comparativa-mente com o padrão, e foram necessárias quatro horas para cada tambor produzido. Com o maior volume de atividades, houve necessidade de 20.000 horas extras, ao custo unitário de $ 13,50 por hora. Não houve alteração no custo da taxa horária-padrão das horas normais. Os custos indiretos fixos no mês de abril totalizaram $ 600.000. Com o maior consumo da matéria-prima A, o Departamento de Supri- mentos teve que procurar novos fornecedores, com o acréscimo de custo de aquisição. No mês, o custo total da matéria-prima A consumida na produção foi de $ 5.400.000. Não houve alteração nos demais custos-padrão.
  • 167. 166 SOLUÇÃO Apuração do custo de produção de abril a) Custo unitário das matérias-primas Matérias-primas utilizadas em cada tambor Matéria-prima A 45 kg ou 90% do peso de cada tambor Matéria-prima B 5 kg ou 10% do peso de cada tambor Peso do tambor 50 kg Apuração do custo unitário da matéria-prima A Quantidade consumida no mês 40.000 tambores produzidos × 45 kg da matéria-prima A = 1.800.000 kg Custo total da matéria-prima A = $ 5.400.000,00 ou $ 3,00 por quilo Apuração do custo unitário da matéria-prima A O custo unitário da matéria-prima B não se alterou, ou seja, não houve variação de preço em abril em relação ao padrão. Mão-de-obra direta Horas necessárias para a fabricação de cada tambor Pelo padrão, gastavam-se três horas para produzir cada tambor. Com a maior utilização da matéria-prima A, de difícil manuseio pelos operários, a eficiência foi prejudicada, aumentando o tempo, para produzir cada tambor, para quatro horas. Cálculo da taxa horária
  • 168. 167 Total de horas gastas 40.000 tambores × 4 horas = 160.000 horas Do total de 160.000, 140.000 são horas normais, a $ 9,00 por hora, o que totaliza 1.260.000 Mais 20.000 horas extras a $ 13,50 por hora 270.000 1.530.000 Taxa média horária $ 9,56, ou seja, $ 1.530.000 160.000 horas Portanto, o custo real com a mão-de-obra direta para produzir cada tambor foi de $ 38,24, ou seja, 4 horas × $ 9,56. Custos indiretos fixos Total dos custos indiretos fixos no mês de abril 600.000 Total da produção no mês 40.000 tambores Custos indiretos fixos 15,00 por unidade Comparação do custo unitário padrão × real Custo de fabricação de cada tambor de 50 kg Padrão Real Matéria-prima A 30 kg × $ 2 60 45 kg × $ 3 135,00 Matéria-prima B 20 kg × $ 9 180 5 kg × $ 9 45,00 Mão-de-obra direta 3 horas × $ 9 27 4 horas × $ 9,56 38,24 Custos indiretos de fabricação Variável 7 7,00 Total dos custos variáveis 274 225,24 Custos indiretos de fabricação fixos 16 15,00 Total do custo para cada tambor 290 240,24 Demonstração do lucro bruto de abril
  • 169. 168 Antes das mudanças Após as mudanças Preço de venda 500,00 440,00 Custo de produção 290,00 240,24 Lucro bruto por unidade 210,00 199,76 Quantidade de tambores produzida e vendida 30.000 40.000 Total do lucro bruto 6.300.000 7.990.400 Como demonstrado, o lucro bruto total aumentou em 26,8% apesar da redução no lucro bruto unitário. Em outras palavras, o aumento no volume produzido e vendido (26,8%) compensou o decréscimo no lucro bruto por unidade (4,88%). 6. Duchas Quentinhas Ltda. Com base nas informações disponíveis: a) demonstre o custo unitário padrão e real; b) efetue um resumo das variações, para cada unidade produzida, separando em variação de matérias-primas, mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação; c) apure as variações de quantidade, de custo e mista para as matérias-primas. Demonstre graficamente; d) apure as variações de eficiência, de taxa e mista para a mão-de- obra direta. Demonstre graficamente; e) apure as variações de volume e de custos para os custos indiretos; f) contabilize a produção real do mês de dezembro, pelo custo- padrão; g) contabilize as variações dos custos, para adaptar a contabilização pelo padrão para os custos reais do mês. Duchas Quentinhas Ltda. é uma fabricante de duchas elétricas, tendo implantado um sistema de custo-padrão para melhor controlar seus custos. Um de seus produtos – a ducha Klorzinho – está com o seguinte custo- padrão:
  • 170. 169 Quadro 1 Custo-padrão. Custos variáveis para cada unidade produzida ($) Total dos custos fixos mensais ($) Matérias-primas diretas 20,00 por unidade Mão-de-obra direta 12,00 por unidade Custos indiretos Energia elétrica 0,50 para cada hora de mão-de-obra direta 25.000 Mão-de-obra indireta 126.000 Outros custos indiretos 3,00 para cada hora-máquina utilizada 164.000 Para o último trimestre do ano, a empresa previa uma produção-padrão de 450.000 unidades, consumindo um total de 562.500 kg de matérias- primas, 360.000 horas de mão-de-obra direta e 675.000 horas-máquinas. Após o encerramento do exercício findo em 31-12, verificou-se que foram produzidas 180.000 duchas Klorzinho durante o mês de dezembro e que os custos reais do mês foram: Quadro 2 Custos reais. Total ($) Matérias-primas, total de 288.000 kg 4.320.000 Mão-de-obra direta, total de 180.000 horas 1.980.000 Custos indiretos de fabricação 1.296.000 Total dos custos reais, para a produção das 180.000 unidades 7.596.000 SOLUÇÃO Quadro 3 Demonstração do custo unitário padrão e real e resumo das va-riações em $. Padrão Real Variações Matérias-primas 20,00 24,00 4,00 Desfavorável Mão-de-obra direta 12,00 11,00 1,00 Favorável
  • 171. 170 Custos indiretos de fabricação 7,00 (1) 7,20 0,20 Desfavorável Total dos custos de produção 39,00 42,20 3,20 Desfavorável Quadro 4 Demonstração dos custos indiretos “padrão” unitário. $ Energia elétrica = $ 0,50 × (360.000 horas/450.000 unidades) 0,40 Outros custos indiretos = $ 3,00 × (675.000/450.000 unidades) 4,50 Custos fixos = $ 315.000/150.000 unidades 2,10 Total dos custos indiretos para cada unidade 7,00 Quadro 5 Detalhes das variações da matéria-prima e mão-de-obra. Custo-padrão Custo real Variações Matérias-primas Quantidade por unidade (kg) 1,25 1,60 0,35 Desfavorável Preço de cada quilo ($) 16,00 15,00 1,00 Favorável Mão-de-obra direta Eficiência – horas 0,80 1,0 0,20 Desfavorável Taxa ($) 15,00 11,00 4,00 Desfavorável Quadro 6 Valorização das variações. Matérias-primas $ Quantidade = (1,25 kg – 1,60 kg) × $16,00 5,60 Desfavorável Preço = ($ 16,00 – $ 15,00) × 1,25 kg 1,25 Favorável Mista = (1,25 kg – 1,60 kg) × ($ 16,00 – $ 15,00) 0,35 Desfavorável Total da variação 4,00 Desfavorável Mão-de-obra Eficiência = (0,80 h – 1,0 h) × $ 15,00 3,00 Desfavorável
  • 172. 171 Taxa = ($ 15,00 – $ 11,00) × 0,80 hora 3,20 Favorável Mista = (0,80 h – 1,0 h) × ($ 15,00 × $ 11,00) 0,80 Favorável Total da variação 1,00 Favorável Quadro 7 Variação dos custos indiretos de fabricação. Variação de volume $ Total dos custos mensais fixos padrão $ 315.000/150.000 unidades = $ 2,10. Calculando pelo volume real, teríamos os custos fixos padrão “ajustados” para cada unidade de $ 1,75 ($ 315.000/180.000 unidades). Portanto, tem-se a variação de volume de $ 0,35 favorável, por unidade. 0,35 Favorável Variação de custos Após o ajuste pela variação de volume, os custos indiretos unitários seriam $ 6,65 ($ 1,75 de custos fixos mais $ 4,90 de custos variáveis). Multiplicado pela produção real, teríamos o total de custos indiretos de $ 1.197.000, se não houve a variação de custos. Comparando esse total de $ 1.197.000 com o total de $ 1.296.000, obtém- se a diferença de $ 98.993,35, que é o total das variações de custos. Dividindo por 180.000 unidades produzidas, obtém-se, finalmente, a variação de custos unitária de $ 0,55 desfavorável. 0,55 Desfavorável Total da variação dos custos indiretos $ 0,20 Desfavorável Contabilização da produção real do mês de dezembro, pelo custo- padrão Quadro 8 Demonstração do custo total padrão, para a produção real de 180.000 unidades em dezembro.
  • 173. 172 Custo unitário padrão Custo total padrão Matérias-primas 20,00 3.600.000 Mão-de-obra direta 12,00 2.160.000 Custos indiretos de fabricação 7,00 (1) 1.260.000 Total dos custos de produção 39,00 7.020.000 Lançamento contábil Contas Débito Crédito Produtos em processo 7.020.000 Variação de materiais 3.600.000 Variação de mão-de-obra direta 2.160.000 Variação de custos indiretos de fabricação 1.260.000 Quadro 9 Demonstração da posterior valorização da produção real de 180.000 unidades em dezembro pelo custo real. Custo unitário real Custo total real Matérias-primas 24,00 4.320.000 Mão-de-obra direta 11,00 1.980.000 Custos indiretos de fabricação 7,20 1.296.000 Total dos custos de produção 42,20 7.596.000 Lançamento contábil
  • 174. 173 Contas Débito Crédito Variação de materiais 4.320.000 Variação de mão-de-obra direta 1.980.000 Variação de custos indiretos de fabricação 1.296.000 Estoque de matérias-primas 4.320.000 Provisão para salários e encargos 1.980.000 Provisões diversas 1.296.000 Lançamento contábil das variações totais entre custo-padrão e custo real Contas Débito Crédito Produtos em processo 576.000 Variação de materiais 720.000 Variação de mão-de-obra direta 180.000 Variação de custos indiretos de fabricação 36.000 Total dos débitos/créditos 756.000 756.000 7. Equivalol A Equivalol utiliza o custo-padrão para agilização do fechamento contábil e para controle de seus custos. Para determinação das quantidades de produção acabada e em processo, utiliza o critério de Unidades Equivalentes de Produção (UEP). As término de cada mês, os custos de produção do período são valori- zados ao custo-padrão, assim como a transferência de Produtos em Processo para Produtos Acabados e de Produtos Acabados para o Resultado (CPV). Posteriormente, são apurados os custos reais e ajustadas as diferenças. Nos meses de janeiro e fevereiro, foram apuradas as seguintes informa- ções:
  • 175. 174 Custo-padrão unitário Janeiro Fevereiro Custo real total Janeiro Fevereiro Materiais 37 37 Materiais 350.000 383.000 Mão-de-obra 29 26 Mão-de-obra 266.000 261.200 CIF 9 9 CIF 75.200 75.550 Total 72 72 Total 691.200 719.750 Produção em processo Janeiro Fevereiro Estoque de produtos acabados Janeiro Fevereiro Saldo inicial 0 1.000 Saldo inicial – custo $ 65 1.100 2.100 Iniciadas 10.000 10.000 Produção 9.000 8.000 Concluídas 9.000 8.000 Baixas 8.000 7.000 Em processo 1.000 3.000 Saldo final 2.100 3.100 Produção em processo Fases do processo em % Custos Janeiro Fevereiro Materiais 100 100 Mão-de-obra 50 20 CIF 40 25 Com base nessas informações, efetue: a) valorização e contabilização, mês a mês, da produção em processo e aca-bada pelo custo-padrão; b) valorização da produção em processo e acabada pelo custo real; c) ajuste contábil, mês a mês, do custo-padrão ao custo real.
  • 176. 175 SOLUÇÃO CPS – Equivalol – Padrão Janeiro Custos Quantidade Processo Fase (%) UEP Quantidade Acabada Total MP 1.000 100 1.000 9.000 10.000 MOD 1.000 50 500 9.000 9.500 CIF 1.000 40 400 9.000 9.400 Custos Mês atual Total Produção Custo unitário MP 370.000 370.000 10.000 37,00 MOD 247.000 247.000 9.500 26,00 CIF 84.600 84.600 9.400 9,00 701.600 701.600 72,00 Produção acabada Produção em processo Custo Quantidade Custo unitário Custo total Quantidade UEP Custo unitário Custo total MP 9.000 37,00 333.000 1.000 1.000 37,00 37.000 MOD 9.000 26,00 234.000 1.000 500 26,00 13.000
  • 177. 176 CIF 9.000 9,00 81.000 1.000 400 9,00 3.600 9.000 72,00 648.000 1.000 72,00 53.600 Contabilização Janeiro Materiais Processo Acabados Débitos L Créditos Débitos L Créditos Débitos L Créditos Compras Consumo Custos Produção Produção Baixas XXXX 1 71.500 EI 7 350.000 370.000 2 648.000 5 247.000 3 6 576.000 84.600 4 13 18.000 701.600 ST 18.000 14 5 648.000 15 9.000 10 20.000 134.500 19.000 11 14.600 16 12 9.400 149.100 ST 43.200 ST 18.000 13 14 18.000 9.000 15 52.200 ST Variação de materiais Variação de MOD Variação de CIF Débitos L Créditos Débitos L Créditos Débitos L Créditos
  • 178. 177 Real Padrão Real Padrão Real Padrão 2 370.000 3 247.000 4 84.600 350.000 7 266.000 8 75.200 9 ST 20.000 19.000 ST ST 9.400 20.000 10 11 19.000 9.400 12 Custo dos produtos vendidos Débitos L Créditos Baixas 576.000 6 16 14.600 561.400 ST CPS – Equivalol Janeiro Real Quantidade Fase Custos Processo (%) UEP Quantidade Acabada Total MP 1.000 100 1.000 9.000 10.000 MOD 1.000 50 500 9.000 9.500 CIF 1.000 40 400 9.000 9.400 Custos Mês anterior Mês atual Total Produção Custo unitário MP 350.000 350.000 10.000 35 MOD 266.000 266.000 9.500 28 CIF 75.200 75.200 9.400 8 691.200 691.200 71 Produção acabada Produção em processo
  • 179. 178 Custo Quantidade Custo unitário Custo total Quantidade UEP Custo unitário Custo total MP 9.000 35 315.000 1.000 1.000 35 35.000 MOD 9.000 28 252.000 1.000 500 28 14.000 CIF 9.000 8 72.000 1.000 400 8 3.200 9.000 71 639.000 1.000 52.200 CPS – Equivalol Fevereiro Padrão Custos Quantidade processo Fase (%) UEP Quantidade acabada Total MP 3.000 100 3.000 8.000 11.000 MOD 3.000 20 600 8.000 8.600 CIF 3.000 25 750 8.000 8.750 Custos Total Produção Custo unitário MP 407.000 11.000 37,00 MOD 223.600 8.600 26,00 CIF 78.750 8.750 9,00 Total 709.350 72,00 Produção acabada Produção em processo Custo Quantidade Custo unitário Custo total Quantidade UEP Custo unitário Custo total MP 8.000 37 296.000 3.000 3.000 37 111.000 MOD 8.000 26 208.000 3.000 600 26 15.600 CIF 8.000 9 72.000 3.000 750 9 6.750 8.000 72 576.000 1.000 133.350
  • 180. 179 Contabilização Fevereiro Materiais Processo Acabados Débitos L Créditos Débitos L Créditos Débitos L Créditos Compras Consumo Custos Produção Produção Baixas XXXX 1 52.200 EI 149.100 EI 7 350.000 407.000 17 576.000 20 223.600 18 21 504.000 22 383.000 78.750 19 221.100 ST 761.550 ST 56.000 28 20 576.000 29 32.200 25 24.000 244.900 SF 37.600 26 27 3.200 195.950 ST 28 56.000 139.950 SF Variação de materiais Variação de MOD Variação de CIF Débitos L Créditos Débitos L Créditos Débitos L Créditos Real Padrão Real Padrão Real Padrão 17 407.000 18 223.600 19 78.750
  • 181. 180 383.000 22 261.200 23 75.550 24 ST 24.000 37.600 ST ST 3.200 24.000 25 26 37.600 3.200 27 Custo dos produtos vendidos Débitos L Créditos Baixas 576.000 6 13 14.600 561.400 ST 504.000 21 32.200 29 536.200 ST CPS – Equivalol Fevereiro Real Custos Quantidade processo Fase (%) UEP Quantidade acabada Total MP 3.000 100 3.000 8.000 11.000 MOD 3.000 20 600 8.000 8.600 CIF 3.000 25 750 8.000 8.750 Custos Mês anterior Mês atual Total Produção Custo unitário MP 35.000 383.000 418.000 11.000 38 MOD 14.000 261.200 275.200 8.600 32 CIF 3.200 75.550 78.750 8.750 9 Total 52.200 719.750 771.950 79
  • 182. 181 Produção acabada Produção em processo Custo Quantidade Custo unitário Custo total Quantidade UEP Custo unitário Custo total MP 8.000 38 304.000 3.000 3.000 38 114.000 MOD 8.000 32 256.000 3.000 600 32 19.200 CIF 8.000 9 72.000 3.000 750 9 6.750 8.000 79 632.000 1.000 139.950 CPS – Equivalol Estoque Quantidade Valores Entrada Saída Saldo Custo unitário Entrada Saída Saldo Processo EI – Jan. 0 Entrada 10.000 10.000 691.200 691.200 Saída (9.000) 1.000 (639.000) 52.200 EF – Jan. 1.000 52.200 Entrada 10.000 11.000 719.750 771.950 Saída (8.000) 3.000 (632.000) 139.950 EF – Fev. 3.000 139.950 Acabado EI – Jan. 1.100 65 71.500 Entrada 9.000 10.100 71 639.000 710.500 Saída (Peps) (8.000) 2.100 (561.400) 149.100 EF – Jan. 2.100 71 149.100 Entrada 8.000 10.100 79 632.000 781.100 Saída (Peps) (7.000) 3.100 (536.200) 244.900 EF – Fev. 3.100 79 244.900
  • 183. 182 Custos de produção Fases do processo JAN FEV JAN (%) FEV (%) MP 350.000 383.000 100 100 MOD 266.000 261.200 50 20 CIF 75.200 75.550 40 25 691.200 719.750 Comparação Padrão × Real Janeiro Real Padrão Variação Total MP 350.000 370.000 (20.000) MOD 266.000 247.000 19.000 CIF 75.200 84.600 (9.400) 691.200 701.600 (10.400) Processo Acabado Variação total Produção quantidade Variação unitária Quantidade Variação Quantidade Variação (20.000) 10.000 (2,00) 1.000 (2.000,0) 9.000 (18.000,0) 19.000 9.500 2,00 500 1.000,0 9.000 18.000,0 (9.400) 9.400 (1,00) 400 (400,0) 9.000 (9.000,0) (10.400) (1.400,0) (9.000,0)
  • 184. 183 Fevereiro Real Padrão Variação total MP 383.000 407.000 (24.000) MOD 261.200 223.600 37.600 CIF 75.550 78.750 (3.200) 719.750 709.350 10.400 Processo Acabado Variação total Produção quantidade Variação unitária Quantidade Variação Quantidade Variação (24.000) 11.000 (2,18) 3.000 (6.545,5) 8.000 (17.454,5) 37.600 8.600 4,37 600 2.623,3 8.000 34.976,7 (3.200) 8.750 (0,37) 750 (274,3) 8.000 (2.925,7) 10.400 (4.196,5) 14.596,5 CPS – Equivalol Janeiro Legendas: L – número do lançamento ST – subtotal EI – estoque inicial Operações e lançamentos contábeis 1 Compra de materiais Valor Real D Estoque de materiais C Fornecedores ou caixa 2 Consumo de materiais Valor Padrão D Produtos em processo C Variação de materiais 3 Consumo de mão-de-obra direta Valor Padrão D Produtos em processo C Variação de mão-de-obra direta
  • 185. 184 4 Consumo de custos indiretos Valor Padrão D Produtos em processo C Variação de custos indiretos 5 Transferência de produtos em processo para produtos acabados Valor Padrão D Produtos acabados C Produtos em processo 6 Transferência de produtos acabados para o resultado – CPV Valor Padrão D Custo dos produtos vendidos C Produtos acabados 7 Consumo de materiais Valor Real D Variação de materiais C Estoque de materiais 8 Consumo de mão-de-obra direta Valor Real D Variação de mão-de-obra C Provisão para salários e encargos 9 Consumo de custos indiretos Valor Real D Variação de custos indiretos C Provisão para custos indiretos 10 Apropriação da variação de consumo de materiais Valor Diferença entre o real e o padrão D Variação de materiais C Produtos em processo 11 Apropriação da variação de consumo de mão-de-obra direta Valor Diferença entre o real e o padrão D Produtos em processo C Variação de mão-de-obra 12 Apropriação da variação de consumo de custos indiretos Valor Diferença entre o real e o padrão D Variação de custos indiretos C Produtos em processo 13 Apropriação da variação de consumo de materiais pela produção acabada Valor Diferença entre o real e o padrão
  • 186. 185 D Produtos em processo C Produtos acabados 14 Apropriação da variação de consumo de mão-de-obra pela produção acabada Valor Diferença entre o real e o padrão D Produtos acabados C Produtos em processo 15 Apropriação da variação de consumo de custos indiretos pela produção acabada Valor Diferença entre o real e o padrão D Produtos em processo C Produtos acabados 16 Apropriação da variação entre o custo de CPV apurado pelo custo-padrão e o custo de CPV apurado pelo custo real Valor Diferença entre o real e o padrão D Produtos acabados C Custo dos produtos vendidos CPS – Equivalol Fevereiro Legendas: L – número do lançamento ST – subtotal EI – estoque inicial SF – saldo final Operações e lançamentos contábeis 1 Compra de materiais Valor Real D Estoque de materiais C Fornecedores ou caixa 17 Consumo de materiais Valor Padrão D Produtos em processo C Variação de materiais 18 Consumo de mão-de-obra direta Valor Padrão D Produtos em processo C Variação de mão-de-obra direta
  • 187. 186 19 Consumo de custos indiretos Valor Padrão D Produtos em processo C Variação de custos indiretos 20 Transferência de produtos em processo para produtos acabados Valor Padrão D Produtos acabados C Produtos em processo 21 Transferência de produtos acabados para o resultado – CPV Valor Padrão D Custo dos produtos vendidos C Produtos acabados 22 Consumo de materiais Valor Real D Variação de materiais C Estoque de materiais 23 Consumo de mão-de-obra direta Valor Real D Variação de mão-de-obra C Provisão para salários e encargos 24 Consumo de custos indiretos Valor Real D Variação de custos indiretos C Provisão para custos indiretos 25 Apropriação da variação de consumo de materiais Valor Diferença entre o real e o padrão D Variação de materiais C Produtos em processo 26 Apropriação da variação de consumo de mão-de-obra direta Valor Diferença entre o real e o padrão D Produtos em processo C Variação de mão-de-obra 27 Apropriação da variação de consumo de custos indiretos Valor Diferença entre o real e o padrão D Variação de custos indiretos C Produtos em processo
  • 188. 187 28 Apropriação da variação de consumo de materiais, mão-de-obra e custos indiretos pela produção acabada Valor Diferença entre o real e o padrão D Produtos acabados C Produtos em processo 29 Apropriação da variação entre o custo de CPV apurado pelo custo- padrão e o custo de CPV apurado pelo custo real Valor Diferença entre o real e o padrão D Custo dos produtos vendidos C Produtos acabados 8. Organização Hotéis BluesTropic – Unidade Brasil Com base nas informações disponíveis para o mês de novembro: a) apure o custo-padrão e o custo real, para cada diária; b) efetue um resumo das variações entre o custo unitário padrão e real do mencionado mês, segregando materiais, mão-de-obra e custos in-diretos; c) qual foi o centro de custos responsável pelas variações mais rele- vantes de materiais? d) qual foi o centro de custos responsável pelas variações mais rele- vantes de mão-de-obra direta? e) para os custos indiretos, calcule a variação de volume e a variação de custos. A Organização Hotéis BluesTropic é uma rede internacional de hotéis de luxo, presente em mais de 100 países. Seus hotéis localizam-se em áreas turísticas e são especializados em hospedagens de clientes das agências nacionais e internacionais de turismo. A controladoria central em New York exige relatórios contábeis deta- lhados sobre as principais atividades das diversas filiais. Um desses relatórios mensais refere-se às análises do custo real de cada mês, comparativamente com o custo-padrão, que foi implantado em todos os hotéis da rede. O desempenho da unidade da rede no Brasil é avaliado pelas duas áreas principais de atividades – ou centros de custos – que são: a) hospedagens – quartos, áreas de esportes e lazer; e b) alimentação e bebidas – restaurantes, bares, lanchonetes e serviços de quarto.
  • 189. 188 Além da hospedagem, a diária cobrada do hóspede e o pacote-padrão negociado com as agências de viagens incluem café-da-manhã, almoço e jantar. Quadro 1 Informações sobre o custo-padrão variável da diária para cada hóspede em $. Hospedagens Alimentação e bebidas Total Materiais diretos 6,00 14,00 20,00 Mão-de-obra direta 7,00 7,00 14,00 13,00 21,00 34,00 O total mensal padrão dos custos indiretos é $ 150.000, para um total padrão de 6.000 diárias por mês, em média dois hóspedes para cada quarto. O padrão dos custos indiretos variáveis é de $ 10,00 para cada diária. Quadro 2 Informações sobre o total do custo real do mês de novembro, para o total de 7.000 diárias em $. Hospedagens Alimentação e bebidas Total Custos diretos variáveis Materiais diretos 42.700,00 117.600,00 160.300,00 Mão-de-obra direta 50.400,00 56.350,00 106.750,00 93.100,00 173.950,00 267.050,00 Custos indiretos, fixos e variáveis 161.000,00 Total dos custos reais 93.100,00 173.950,00 428.050,00 SOLUÇÃO Quadro 3 Demonstração do custo unitário da diária em novembro em $.
  • 190. 189 Custo-padrão Custo real Variação Materiais diretos 20,00 22,90 2,90 Desfavorável Mão-de-obra direta 14,00 15,25 1,25 Desfavorável Custos indiretos dos serviços 25,00 23,00 2,00 Favorável Total dos custos de cada diária 59,00 61,15 2,15 Desfavorável Quadro 4 Demonstração por centro de custos das variações dos custos diretos de cada diária. Hospedagens Alimentação e bebidas Padrão Real Variação Padrão Real Variação Materiais 6,00 6,10 0,10 Desfavorável 14,00 16,80 2,80 Desfavorável Mão-de-obra 7,00 7,20 0,20 Desfavorável 7,00 8,05 1,05 Desfavorável Total 13,00 13,30 0,30 Desfavorável 21,00 24,85 3,85 Desfavorável Conforme demonstrado, o centro de custos alimentação e bebidas foi o responsável pelas variações mais relevantes, tanto para os materiais, como pa-ra a mão-de-obra direta. Demonstração das variações dos custos indiretos dos serviços • variação de volume O total mensal padrão dos custos fixos é $ 90.000,00 ou $ 15,00 por diá-ria. Como na realidade foram 7.000 diárias em novembro, o padrão unitário fixo ajustado daria $ 12,86. Em resumo, uma variação unitária favorável de $ 2,14. • variação dos custos O total padrão unitário dos custos indiretos, ajustado pela variação de volume, seria de $ 22,86. Multiplicado por 7.000 diárias, ter-se-ia o total de $ 160.020,00. No entanto, o total real dos custos indiretos dos serviços foi de $ 161.000,00, representando uma variação total de custos, desfavorável, de $ 957,14 ou $ 0,14 por diária. Quadro 5 Resumo das variações dos custos indiretos para cada diária. Variação de volume 2,14 Favorável
  • 191. 190 Variação de custos 0,14 Desfavorável Total 2,00 Favorável
  • 192. 190 6 CUSTOS PARA TOMADA DE DECISÕES QUESTÕES TEÓRICAS 1. Quais são os principais métodos de custeio da produção de bens e ser- viços? Destaque as diferenças entre os métodos. 2. Quais são as vantagens, como instrumento gerencial, da utilização do custeio variável? 3. Por que o custeio variável não é aceito pela legislação do imposto de ren-da? 4. Atualmente, a maioria das indústrias trabalha com um nível mínimo de estoques, dentro da filosofia do just in time. Nesses casos, há efeitos rele-vantes na apuração do resultado do período antes da tributação do lucro, caso a empresa adote o custeio variável em vez do custeio por absorção? Justifique sua resposta. 5. Os críticos da metodologia do custeio por absorção são de opinião que um dos problemas para a adoção desse critério é a necessidade de ratear os custos fixos aos produtos utilizando critérios inadequados de rateio. Comente essa problemática. 6. Os críticos da metodologia do custeio variável argumentam que os custos fixos fazem parte do custo dos produtos e, portanto, nada justifica sua não-inclusão nos custos de produção. Comente essa crítica, justificando suas opiniões.
  • 193. 191 7. Qual é a importância da correta identificação e separação dos custos e despesas variáveis, para fins de determinação da margem de contri- buição? 8. Por que, na maioria das organizações e departamentos, os gerentes não podem ser responsabilizados pelos custos e despesas fixas? 9. O que é margem de contribuição? Dê um exemplo numérico. 10. Cite exemplos de informações úteis para o gerenciamento de uma empre-sa que podem ser obtidas com apuração e análise das margens de contri-buições. 11. Qual é a utilidade da apuração da margem de contribuição para a análise de desempenho de um departamento? 12. Cite exemplo de uma empresa prestadora de serviços e comente a análise da margem de contribuição de cada serviço oferecido pela empresa. 13. O que é fator limitativo da produção? 14. O que é margem de contribuição de cada fator limitativo da produção? 15. Comente a utilização da margem de contribuição para tomadas de decisões envolvendo eliminação da produção de determinados produtos. 16. Qual é a utilidade da apuração da margem de contribuição de cada divi-são de negócios? 17. Qual é a definição de ponto de equilíbrio contábil? 18. Qual é a definição de ponto de equilíbrio financeiro? 19. O que é grau de alavancagem operacional? 20. Qual é a utilidade do cálculo do ponto de equilíbrio contábil de uma atividade para fins de gerenciamento de uma empresa? 21. Desenvolva a fórmula para obtenção algébrica do ponto de equilíbrio contábil. 22. Para obtenção do ponto de equilíbrio financeiro, por que devem ser ex- cluídos os gastos que não representam saídas de numerários? 23. Qual é a utilidade do cálculo do grau de alavancagem operacional para fins de gerenciamento de uma empresa? 24. No cálculo do ponto de equilíbrio, qual é a importância da segregação dos gastos fixos dos gastos variáveis? 25. Nas atividades nas quais a margem de contribuição dos produtos é pequena – supermercados, por exemplo –, a empresa precisa vender
  • 194. 192 muito para a obtenção de lucro. Comente essa afirmativa, dizendo se concorda ou não. Por quê? 26. Suponha duas empresas concorrentes, que fabricam o mesmo produto, com preço de venda semelhante. Seus gastos totais (fixos mais variáveis) para cada unidade produzida e vendida também são semelhantes. Nessas circunstâncias, em uma situação favorável de mercado, caracterizada pela grande procura pelos produtos, a empresa que tiver uma estrutura maior de custos fixos em relação ao concorrente tende a obter um lucro supe-rior. Comente essa afirmativa, dizendo se concorda ou não. Por quê?
  • 195. 193 TESTES 1. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) Na metodologia do custeio por absorção, todos os custos e despesas de um período são considerados custo da produção dos produtos. b) O custeio variável não é aceito pela legislação do imposto de renda, já que diminui o lucro da empresa no período, em relação ao custeio por absorção. c) Na metodologia do custeio por absorção, nas empresas que produ- zem diversos produtos, os custos fixos são apropriados aos produtos com base em critérios de rateio. d) Na metodologia do custeio variável, nas empresas que produzem di-versos produtos, os custos variáveis são apropriados aos produtos com base em critérios de rateio. Resposta: alternativas B e C. 2. Assinale a(s) alternativa(s) incorreta(s): a) O custeio variável é o método derivado da aplicação dos princípios contábeis geralmente aceitos no Brasil. b) O custeio por absorção foi derivado do sistema desenvolvido na Ale-manha no início do século 20, conhecido por RKW. c) No custeio variável, somente os custos variáveis são considera- dos custos de produção, sendo que os custos fixos são considerados despesas. d) No custeio variável, somente os custos fixos são considerados custos de produção, e os custos variáveis são considerados despesas. Resposta: alternativas A e D. 3. Assinale a alternativa correta: a) O método de custeio variável agrega os custos fixos da produção ao custo dos produtos, utilizando diversos critérios de rateio.
  • 196. 194 b) O método de custeio por absorção exige que a avaliação dos esto- ques seja efetuada pelo custo médio ponderado. c) Para efeito de apuração de resultados das empresas industriais, é indiferente qual o método adotado, seja variável ou por absorção. d) Custeio por absorção é aquele que, por assim dizer, “absorve” todos os custos incorridos para se obter a produção de um bem ou serviço, seja custos fixos ou variáveis, seja diretos ou indiretos. Resposta: alternativa D. 4. Assinale a alternativa correta: a) Na aplicação do método do custeio variável, não há necessidade de separar as despesas dos custos de determinado período. b) A principal utilidade do custeio variável é servir como ferramenta para tomadas de decisões gerenciais. c) Na utilização do método do custeio variável, os custos fixos do período devem ser considerados parte dos custos de produção dos bens ou serviços. d) Na utilização do método do custeio por absorção, os custos fixos do período devem ser considerados parte das despesas, para efeito de apuração do resultado da empresa. Resposta: alternativa B. 5. Questão do concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal (ex-AFTN) Assinale a alternativa correta: a) O método de custeio variável agrega os custos fixos da produção ao custo dos produtos, utilizando diversos critérios de rateio. b) O método de custeio por absorção exige que a avaliação dos esto- ques seja efetuada pelo custo médio ponderado. c) Para efeito de apuração de resultados das empresas industriais, é indiferente qual o método adotado, seja variável ou por absorção. d) Custeio por absorção é aquele que “absorve” todos os custos in- corridos para se obter a produção de um bem ou serviço, seja custos fixos ou variáveis, seja diretos ou indiretos.
  • 197. 195 e) O método do custeio por absorção não é aceito pela legislação tri- butária porque agrega somente os custos variáveis ao custo dos pro-dutos. Resposta: alternativa D. 6. Questão do concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal (ex-AFTN) A atribuição de todos os gastos de fabricação aos produtos é determinada pela seguinte forma de custeio: a) de realização; b) variável; c) direto; d) absorção; e) estimado. Resposta: alternativa D. 7. Pode-se afirmar sobre a margem de contribuição: a) É a diferença entre os custos variáveis e os custos fixos para cada unidade produzida. b) É a diferença entre o preço de venda e a soma dos custos e despesas variáveis para cada unidade produzida e vendida. c) É a diferença entre o preço de venda e a soma dos custos e despesas fixas para cada unidade produzida e vendida. d) Nenhuma das anteriores. Resposta: alternativa B. 8. Assinale a alternativa correta: a) Quando há qualquer fator limitativo da produção, deve-se priorizar a produção do produto de maior preço de venda. b) As empresas prestadoras de serviços não estão sujeitas a qualquer ti-po de fator limitativo da produção. c) Quando há qualquer fator limitativo da produção, deve-se priorizar a produção do produto de maior margem de contribuição para cada fator limitativo.
  • 198. 196 d) Independentemente do fator limitativo da produção e da margem de contribuição, a empresa deve priorizar sempre a produção do produ-to de maior preço de venda. Resposta: alternativa C. 9. Assinale a alternativa incorreta: a) Uma empresa produziu e vendeu durante o mês 1.200 unidades de determinado produto, apurando o total de gastos de $ 360.000. No mês, o total dos custos e despesas fixas foi de $ 300.000. O preço de venda unitário é $ 330. Pode-se concluir que a margem de contri-buição unitária é $ 280. b) O custo total para a fabricação de determinado produto é $ 150, sendo $ 60 de custos variáveis. Se houver capacidade ociosa, a empresa deve aceitar uma encomenda para vender por $ 120 cada unidade. c) Uma empresa produziu e vendeu durante o mês 1.000 unidades de determinado produto, apurando o total de gastos de $ 350.000. No mês, o total dos custos e despesas fixas foi de $ 300.000. O preço de venda unitário é $ 330. Pode-se concluir que os custos e despesas variáveis são de $ 50 para cada unidade. d) O custo total para a fabricação de cada unidade de determinado produto é $ 150, sendo $ 20 de custos fixos. Se houver capacidade ociosa, a empresa deve aceitar uma encomenda para vender por $ 120 cada unidade. Resposta: alternativa D. 10. Assinale a(s) afirmativa(s) correta(s): Determinada indústria tem capacidade para produzir e vender 5.000 unidades por mês, e o preço de venda fixado pela diretoria é de $ 600 para cada unidade. O total dos custos e despesas, para a produção e venda de até 5.000 unidades, é de $ 2.800.000, sendo $ 800.000 gastos fixos. Em outubro, produziu e vendeu 4.000 unidades. a) Se tivesse reduzido o preço de venda em 10% e vendido 4.200 uni- dades, haveria aumento no lucro antes da tributação. b) Se os custos e despesas variáveis tivessem aumentado, a empresa precisaria diminuir o preço de venda para vender mais e manter a mesma rentabilidade percentual sobre as vendas.
  • 199. 197 c) Se tivesse reduzido o preço de venda em 35% e vendido 4.900 uni- dades, haveria acréscimo na margem de contribuição unitária. d) Se houvesse acréscimo no total dos custos e despesas fixas, a empresa precisaria produzir e vender uma quantidade maior, para manter a mesma rentabilidade percentual sobre as vendas. Resposta: alternativas A e D. 11. Assinale a alternativa correta: a) Em uma empresa de consultoria de engenharia, é impossível segre-gar os gastos variáveis. Portanto, não é possível calcular o ponto de equilíbrio contábil. b) Se não houver uma correta segregação dos gastos entre fixos e va- riáveis, bem como entre os gastos desembolsáveis ou não, o cálculo do ponto de equilíbrio financeiro será prejudicado e poderá não re-fletir a realidade. c) Em uma empresa de aviação, todos os gastos são fixos. Portanto, não é possível calcular o ponto de equilíbrio contábil das atividades. d) Em uma transportadora, não existem gastos que não representam desembolsos. Portanto, não é possível calcular o ponto de equilíbrio financeiro. Resposta: alternativa B. 12. Assinale a alternativa incorreta: a) Se uma empresa atuar abaixo de seu ponto de equilíbrio financeiro por diversos meses, terá dificuldades de caixa para honrar seus com-promissos. b) Se uma empresa atuar abaixo de seu ponto de equilíbrio contábil, terá prejuízo no período. c) Uma empresa industrial tem gastos fixos de $ 600.000 por mês. A margem de contribuição de seu produto é de $ 200 para cada uni- dade. Nos meses em que produzir 4.000 unidades, terá lucro antes da tributação. d) O ponto de equilíbrio contábil não serve para determinar o nível de atividades necessárias para cobrir todas as despesas e custos de um período.
  • 200. 198 Resposta: alternativa D. 13. Determinada empresa produziu 10.000 unidades no mês de dezembro. O contador calculou um grau de alavancagem operacional de 2,15, válido para esse nível de atividade, e o lucro no mês, antes da tributação, foi de $ 100.000. Se o nível de atividade em dezembro fosse de 12.000 unida-des, o lucro antes da tributação seria de: a) $ 120.000; b) $ 170.000; c) $ 143.000; d) $ 121.500. Resposta: alternativa C. 14. Determinada empresa produziu 10.000 unidades no mês de dezembro, tendo gastos totais de $ 6.034,000. O preço de venda unitário é de $ 700 e a margem de contribuição é de 30% do preço de venda. O ponto de equilíbrio contábil no mês foi de: a) 5.400 unidades; b) 7.500 unidades; c) 4.000 unidades; d) Nenhuma das anteriores. Resposta: alternativa A. 15. A Agência de Turismo Sul Alegria realiza excursões para o Nordeste. Uma de suas excursões de 15 dias custa $ 1.000 por turista. Seus gastos fixos para esse pacote são de $ 12.000, e cada cliente representa uma margem de contribuição de $ 400 sobre o preço da excursão. Caso a Sul Alegria deseje um lucro mínimo de $ 4.000 em cada excursão, qual o mínimo de excursionistas necessários? a) 50; b) 40; c) 30; d) Nenhuma das anteriores.
  • 201. 199 Resposta: alternativa B. 16 a 18. Questões que constaram no Exame Nacional de Cursos (“Provão”) para Administração de Empresas. 16. O gráfico cartesiano a seguir é a imagem geométrica da relação Custo × Volume × Lucro das operações de uma empresa. Interprete-o a fim de responder às questões. O Ponto de Equilíbrio entre a receita e os custos, em reais e em quan- tidades, está representado pelo(s) segmento(s): a) DC do eixo das ordenadas. b) ED do eixo das ordenadas. c) CB e BA do eixo das ordenadas. d) ED e DC do eixo das ordenadas. e) ED e DC do eixo das ordenadas e EF do eixo das abscissas. Resposta: alternativa E. 17. O(s) segmento(s) do eixo das ordenadas que representa(m), no gráfico (questão 16), o lucro para a quantidade vendida G, expresso em reais, é: a) BA; U nidades vendidasE D C A B C usto de equilíbrio C usto fixo F G Receita total C usto total
  • 202. 200 b) CB; c) DC; d) ED; e) ED, DC, CB, BA. Resposta: alternativa A. 18. A margem de segurança com que uma empresa opera é função do mon- tante de receita que ela pode perder até atingir o ponto de equilíbrio. Assim, na situação indicada pelo gráfico (questão 16), a margem de segurança está representada, em valores de receita, pelo(s) segmento(s) do eixo das ordenadas: a) CB; b) DC; c) ED; d) CB e BA; e) ED e DC. Resposta: alternativa D. 19. Questão do Exame de Suficiência do Conselho Federal de Contabilidade 2/2000, de setembro de 2000 Uma indústria produz e vende apenas dois tipos de lancheira. A do tipo exportação apresenta uma contribuição unitária de $ 30,00, e a do tipo na-cional, de $ 50,00. Os custos fixos totalizam $ 2.100.000,00 por mês, rateados de acordo com a margem de contribuição total, de cada tipo de produto. A indústria tem vendido seus produtos conjuntamente, nas seguintes quan-tidades mensais: • lancheira tipo exportação: 70.000 unidades • lancheira tipo nacional: 42.000 unidades Considerando esses dados, o ponto de equilíbrio de cada produto é: a) Lancheira tipo exportação: 14.000 unidades Lancheira tipo nacional: 14.000 unidades Total: 28.000 unidades b) Lancheira tipo exportação: 8.750 unidades
  • 203. 201 Lancheira tipo nacional: 14.000 unidades Total : 22.750 unidades c) Lancheira tipo exportação: 21.000 unidades Lancheira tipo nacional: 21.000 unidades Total: 42.000 unidades d) Lancheira tipo exportação: 35.000 unidades Lancheira tipo nacional: 21.000 unidades Total: 56.000 unidades Resposta: alternativa D. 20. Questão que constou no Exame de Suficiência do Conselho Federal de Contabilidade 2/2000, de setembro de 2000 Na produção de 100.000 unidades de um produto X, são incorridos custos variáveis de $ 1.500.000,00, sendo os custos fixos de $ 900.000,00 e o preço unitário de venda de $ 25,00. Indique o ponto de equilíbrio: a) 120.000 unidades; b) 90.000 unidades; c) 60.000 unidades; d) 50.000 unidades. Resposta: alternativa B. 21. Questão do Exame de Suficiência do Conselho Federal de Contabilidade 2/2000, de setembro de 2000 Considere uma empresa que fabrica 5.000 unidades mensais do produto X e que apresenta os seguintes custos unitários para essa produção: • Custos variáveis: $ 18,00 • Custos fixos: $ 10,00 • Custo total: $ 28,00 • O preço de venda unitário é $ 35,00 Essa empresa, no início de março, recebe um pedido de 1.000 unidades desse produto de um cliente no exterior. No entanto, sua capacidade ociosa é de 800 unidades. Para atender a esse pedido, teria que reduzir, temporariamente, para 4.800 unidades as vendas no mercado interno, o que não lhe comprometeria futuramente. O preço de venda que o cliente está
  • 204. 202 disposto a pagar por esse pedido é de $ 25,00 a unidade. Caso aceite o pedido, o lucro do mês será de: a) $ 35.000,00; b) $ 45.600,00; c) $ 38.600,00; d) $ 31.200,00. Resposta: alternativa C. CASOS PRÁTICOS 1. Indústria de Embalagens Mix Ltda. Com base nas informações a seguir, calcule o custo unitário de produção utilizando: • o método do custeio por absorção; e • o método do custeio variável. Informações sobre o custo do mês de março da Indústria de Embalagens Mix Ltda.: Quantidade produzida – unidades 10.000 Custos variáveis por unidade Materiais diretos, para o total da produção 29 Mão-de-obra direta, para produzir cada unidade 25 Custos fixos do período 150.000 SOLUÇÃO a) Apuração do custo unitário – custeio por absorção $ Materiais diretos 29 Mão-de-obra direta 25 Custos fixos por unidade ($ 150.000/10.000 unidades) 15 Total dos custos para cada unidade produzida 69
  • 205. 203 b) Apuração do custo unitário – custeio variável direto $ Materiais diretos 29 Mão-de-obra direta 25 Total dos custos para cada unidade produzida 54 2. Indústria TV Color Ltda. Calcule o custo unitário de produção do mês, utilizando o método do custeio por absorção. A Indústria TV Color Ltda. fabrica televisores. Gastos e volume de produção do mês de junho: Volume produzido de televisores – unidades 11.000 Gastos no mês $ Custo total com matéria-prima 2.420.000 Custo total com a mão-de-obra direta 1.149.500 Depreciação das máquinas e equipamentos da fábrica 200.000 Mão-de-obra indireta 400.000 Aluguel do prédio do escritório 50.000 Energia elétrica do escritório 14.000 Vigilância das lojas comerciais 20.000 Vigilância da fábrica 70.000 Salários e encargos do pessoal administrativo 900.000 Manutenção das máquinas da fábrica 30.000 Energia elétrica da fábrica 20.500 Salários e comissões dos vendedores 140.000 Tributos sobre as vendas 300.000 5.714.000
  • 206. 204 SOLUÇÃO Separação dos custos de produção $ Custo total com matéria-prima 2.420.000 Custo total com a mão-de-obra direta 1.149.500 Depreciação das máquinas e equipamentos da fábrica 200.000 Mão-de-obra indireta 400.000 Vigilância da fábrica 70.000 Manutenção das máquinas da fábrica 30.000 Energia elétrica da fábrica 20.500 a) Total dos custos de produção 4.290.000 Demonstração da apuração do custo unitário b) Volume produzido de televisores – unidades 11.000 c) Custo unitário = (a)/(b) 390 3. Beneficiadora de Resíduos de Pescados Boa Pesca Ltda. Caso prático preparado pelos autores com base em artigo jornalístico pu-blicado na Gazeta Mercantil, 23 ago. 2000, Caderno Por Conta Própria, p. 11. Com base nas informações disponíveis, apure o custo de industrialização de cada pote, utilizando: a) o método do custeio por absorção; e b) o método do custeio variável.
  • 207. 205 A Boa Pesca Ltda. é uma pequena empresa cearense especializada na industrialização dos resíduos de pescados. Tais resíduos são adquiridos das diversas indústrias que exploram as atividades de pesca na região. Um de seus principais produtos é um pó produzido com base na carti- lagem de tubarão. Está comprovado cientificamente que esse pó é rico em cál-cio e fósforo. A Boa Pesca Ltda. processa anualmente 14 toneladas de cartilagem, sendo que o rendimento é de 10% do peso desses resíduos, ou seja, para cada quilo de cartilagem de tubarão, obtêm-se 100 gramas do pó. Cada pote de 100 gramas do produto acabado (pó de cartilagem de tubarão) é vendido por $ 85,00. Seguem as informações sobre os gastos do mês de novembro da Boa Pesca Ltda. Beneficiadora de Resíduos de Pescados Boa Pesca Ltda. Gastos do mês de novembro $ Gastos variáveis Transporte dos resíduos de cartilagem de tubarão (matérias-primas) 10.000 Custo com demais matérias-primas e materiais diretos 14.200 Custo total com a mão-de-obra para a industrialização 11.500 Manutenção das máquinas da fábrica 1.000 Energia elétrica da fábrica 500 Salários e comissões dos vendedores 3.000 Tributos sobre as vendas 10.400 Total 50.600 Gastos fixos Aluguel do prédio do escritório administrativo 1.500 Aluguel do prédio da fábrica 1.600 Energia elétrica do escritório 300 Seguro e vigilância da fábrica 700 Salários e encargos do pessoal administrativo 8.500
  • 208. 206 Depreciação das máquinas e equipamentos da fábrica 1.300 Depreciação das máquinas do escritório administrativo 250 Total 14.150 Total dos gastos variáveis mais fixos 64.750 Durante o mês de novembro, foram produzidos 1.200 potes de pó de cartilagem de tubarão, com 100 gramas cada. SOLUÇÃO a) Separação dos custos e despesas, fixos e variáveis Beneficiadora de Resíduos de Pescados Boa Pesca Ltda. Gastos do mês de novembro $ Custos variáveis de produção Transporte dos resíduos de cartilagem de tubarão (matérias-primas) 10.000 Custo com demais matérias-primas e materiais diretos 14.200 Custo total com a mão-de-obra para a industrialização 11.500 Manutenção das máquinas da fábrica 1.000 Energia elétrica da fábrica 500 Total dos custos variáveis 37.200 Custos fixos de produção Aluguel do prédio da fábrica 1.600 Seguro e vigilância da fábrica 700 Depreciação das máquinas e equipamentos da fábrica 1.300 Total dos custos fixos de produção 3.600 Despesas variáveis e fixas Salários e encargos do pessoal administrativo 8.500 Aluguel do prédio do escritório administrativo 1.500
  • 209. 207 Energia elétrica do escritório 300 Depreciação das máquinas do escritório administrativo 250 Salários e comissões dos vendedores 3.000 Tributos sobre as vendas 10.400 Total das despesas variáveis e fixas 23.950 Total dos gastos do mês = custos mais despesas 64.750 b) Demonstração do custo unitário – método do custeio por absorção Custeio por absorção $ Total dos custos variáveis de produção 37.200 Total dos custos fixos de produção 3.600 Total dos custos 40.800 Quantidade de potes industrializados no mês 1.200 Custo de cada pote – custeio por absorção 34 c) Demonstração do custo unitário – método do custeio variável Custeio variável $ Total dos custos variáveis de produção 37.200 Quantidade de potes industrializados no mês 1.200 Custo de cada pote – custeio variável 31 4. Beneficiadora de Resíduos de Pescados Boa Pesca Ltda. (con- tinuação) Com base nas informações do caso prático anterior, apure o resultado do mês de novembro e o saldo dos estoques de produtos acabados em 30 de no-vembro, com a utilização do: a) método do custeio por absorção; e b) método do custeio variável.
  • 210. 208 Supondo que foram vendidos 900 potes de 100 gramas do produto acabado (pó de cartilagem de tubarão), por $ 85 cada: c) prepare uma tabela demonstrando as diferenças no resultado do mês e o valor dos estoques de produtos acabados, com a utilização de ca-da método. d) o que representa a diferença entre o resultado do mês, apurado pelo método do custeio por absorção, comparativamente com o resultado apurado pelo método do custeio variável? SOLUÇÃO a1) Demonstração do resultado de novembro, utilizando o método do custeio por absorção $ a) Receitas brutas = 900 unidades × $ 85 76.500 Deduções das vendas brutas b) Tributos sobre as vendas (10.400) c) Receitas líquidas = (a) – (b) 66.100 Menos d) Custo dos produtos vendidos = 900 unidades × $ 34 (30.600) e) Lucro bruto = (c) – (d) 35.500 (–) Despesas variáveis e fixas Salários e encargos do pessoal administrativo (8.500) Aluguel do prédio do escritório administrativo (1.500) Energia elétrica do escritório (300) Depreciação das máquinas do escritório administrativo (250) Salários e comissões dos vendedores (3.000) f) Total das despesas variáveis e fixas (13.550) Lucro líquido antes do imposto de renda e da contribuição social = (e) – (f) 21.950 a2) Demonstração do saldo dos estoques de produtos acabados em 30 de novembro, utilizando o método do custeio por absorção:
  • 211. 209 • Custo de cada pote = $ 34 • Quantidade em estoque = 300 potes • Valor do estoque em 30-11 = $ 10.200 b1) Demonstração do resultado de novembro, utilizando o método do custeio variável $ a) Receitas brutas = 900 unidades × $ 85 76.500 Deduções das vendas brutas b) Tributos sobre as vendas (10.400) c) Receitas líquidas = (a) – (b) 66.100 d) Custo dos produtos vendidos = 900 unidades × $ 31 (27.900) e) Lucro bruto = (c) – (d) 38.200 (–) Despesas variáveis e fixas Salários e encargos do pessoal administrativo (8.500) Aluguel do prédio do escritório administrativo (1.500) Energia elétrica do escritório (300) Depreciação das máquinas do escritório administrativo (250) Salários e comissões dos vendedores (3.000) f) Total das despesas variáveis e fixas (13.550) g) Custos fixos de produção (3.600) Lucro líquido antes do imposto de renda e da contribuição social = (e) – (f) + (g) 21.050 b2) Demonstração do saldo dos estoques de produtos acabados em 30-11, utilizando o método do custeio variável: • Custo de cada pote = $ 31 • Quantidade em estoque = 300 potes
  • 212. 210 • Valor do estoque em 30-11 = $ 9.300 c) Resumo das diferenças entre o custeio por absorção e o custeio variável Sistema de custeio Resultado do mês Estoque em 30-11 Custeio por absorção ($) 21.950 10.200 Custeio variável ($) 21.050 9.300 Diferenças ($) 900 900 d) Explicação para a diferença de $ 900 entre os dois métodos Representa o custo fixo de cada unidade que permaneceu em estoque, ou seja, ainda não vendido até 30-11, como demonstrado (método do custeio por absorção): Total dos custos fixos: $ 3.600, equivalentes a $ 3 para cada unidade produzida. Multiplicado pelas 300 unidades que permaneceram em estoque no final do mês, totaliza a diferença de $ 900 = (300 unidades × $ 3 de custo fixo). 5. Indústrias Tratex Ltda. Com base nas informações disponíveis, calcule para o mês de outubro: • o custo unitário de produção de cada produto; • os saldos de produtos acabados em estoque no final do mês; e • o resultado do mês de outubro, antes do imposto de renda e da contribuição social, supondo a inexistência de estoques em 30-9, utilizando: a) a metodologia do custeio por absorção; e b) a metodologia do custeio variável. Prepare uma tabela demonstrando as diferenças no resultado do mês e o valor dos estoques de produtos acabados, com a utilização de cada método. Informações: a) As Indústrias Tratex Ltda. produzem dois modelos de pneus para tratores. b) Durante outubro, foram vendidas 3.800 unidades do Modelo XR, a $ 85 cada e 6.500 unidades do Modelo MN, a $ 140 cada. c) Não havia estoques iniciais.
  • 213. 211 d) O preço de vendas já está líquido dos tributos sobre as vendas, para facilitar os trabalhos. e) Informações sobre o volume de produção e os custos variáveis: Modelo XR Modelo MN Quantidade produzida – unidades 4.000 7.000 Quantidade de matérias-primas para produzir cada unidade – custo direto (kg) 4,5 3,0 Valor total do mês de consumo de matérias-primas para a produção dos dois produtos 234.000 Custo com a mão-de-obra direta para cada unidade 18 30 Custos indiretos variáveis, para cada unidade 15 20 f) Os custos indiretos fixos foram de $ 220.000 no mês. Tais custos são rateados aos produtos proporcionalmente às quantidades produ-zidas. g) Durante o mês houve $ 231.630 de despesas administrativas, comer-ciais e financeiras. Tais despesas são “atribuídas” aos produtos pro-porcionalmente ao valor total das vendas de cada produto. SOLUÇÃO a) Método do custeio por absorção Demonstração do custo unitário Custo com a matéria-prima Modelo XR Modelo MN a) Quantidade produzida – unidades 4.000 7.000
  • 214. 212 b) Quantidade de matérias-primas para produzir cada unidade – custos diretos e variáveis (kg) 4,5 3,0 c) Total de quilos – cada produto 18.000 21.000 d) Total de quilos para os dois produtos 39.000 e) Valor total do mês de consumo de matérias-primas para a produção dos dois produtos $ 234.000 f) Custo com a matéria-prima para a produção de cada unidade = (e)/(d) × (b) 27 18 Rateio do total dos custos indiretos fixos = $ 220.000 no mês divididos por 11.000 unidades produzidas, o que resulta em $ 20,00 para cada unidade. Portanto, o custo unitário de produção, pelo método do custeio por absorção, é de: Custos Modelo XR ($) Modelo MN ($) Matéria-prima 27 18 Mão-de-obra direta 18 30 Custos indiretos variáveis 15 20 Custos indiretos fixos 20 20 Total do custo unitário 80 88 Demonstração do resultado de outubro, utilizando o método do custeio por absorção Demonstração do resultado Modelo XR ($) Modelo MN ($) a) Receitas (líquidas dos tributos sobre as vendas) 3.800 unidades do Modelo XR × $ 85 6.500 unidades do Modelo MN × $ 140 323.000 910.000 b) Custo dos produtos vendidos (304.000) (572.000) c) Lucro bruto = (a) – (b) 19.000 338.000
  • 215. 213 d) Despesas (67.830) (163.800) e) Lucro líquido antes do imposto de renda e da contribuição social = (c) – (d) (48.830) 174.200 f) Total do resultado do mês 125.370 Demonstração do saldo dos estoques de produtos acabados em 31-10 $ Pneus modelo XR × $ 80 = 6.000 Pneus modelo MN × $ 88 = 44.000 Total 60.000 b) Método do custeio variável Demonstração do custo unitário Modelo XR ($) Modelo MN ($) Matéria-prima 27 18 Mão-de-obra direta 18 30 Custos indiretos variáveis 15 20 Total do custo unitário 60 68 Demonstração do resultado de outubro, utilizando o método do custeio variável Demonstração do resultado de outubro, utilizando o método do custeio variável Modelo XR ($) Modelo MN ($) a) Receitas (líquidas dos tributos sobre as vendas) 3.800 unidades do Modelo XR × $ 85 6.500 unidades do Modelo MN × $140 323.000 910.000 b) Custo dos produtos vendidos (228.000) (442.000) c) Lucro bruto = (a) – (b) 95.000 468.000 d) Despesas (67.830) (163.800) e) Custos indiretos fixos (80.000) (140.000) f) Lucro líquido antes do imposto de renda e da contribuição social = (c) – (d + e) (52.830) 164.200
  • 216. 214 g) Total do resultado do mês 111.370 Demonstração do saldo dos estoques de produtos acabados em 31-10 $ 200 pneus modelo XR × $ 60 = 12.000 500 pneus modelo MN × $ 68 = 34.000 Total 46.000 Tabela demonstrando as diferenças no resultado do mês e o valor dos estoques de produtos acabados, com a utilização de cada método: Sistema de custeio Resultado do mês Estoque em 31-10 Custeio por absorção ($) 125.370 60.000 Custeio variável ($) 111.370 46.000 Diferenças ($) 14.000 14.000 6. Indústrias Reunidas SP – custeio por absorção Com base nas informações a seguir, utilizando o método do custeio por absorção, apure: a) o custo unitário de produção em cada mês (setembro e outubro); b) o resultado de cada mês, utilizando o custo médio para valorização dos estoques de produtos acabados e para a apuração do custo dos produtos vendidos. Considerando que as receitas com as vendas foram iguais nos dois meses, como você justificaria possíveis variações no resultado de outubro, compara-tivamente ao mês de setembro? A Indústrias Reunidas SP iniciou suas atividades em 1o -9, produzindo e vendendo um único produto. Durante setembro e outubro, produziu e vendeu as seguintes quantidades: Mês Produção – quantidade Vendas – quantidade Setembro 7.000 6.500
  • 217. 215 Outubro 10.000 6.500 Informações sobre o preço de venda e sobre os custos de produção: Preços, custos e despesas $ Preço de venda unitário, líquido dos tributos sobre as vendas 130 Custos variáveis, por unidade 30 Custos fixos, total de cada mês 280.000 Despesas fixas, total de cada mês 170.000 Despesas variáveis, por unidade 20 SOLUÇÃO a) Apuração do custo unitário de produção – custeio por absorção Mês de setembro $ Custos variáveis, por unidade 30 Custos fixos, total do mês 280.000 Quantidade produzida 7.000 Custo fixo para cada unidade 40 Total do custo unitário 70 Mês de outubro $ Custos variáveis, por unidade 30
  • 218. 216 Custos fixos, total do mês 280.000 Quantidade produzida 10.000 Custo fixo para cada unidade 28 Total do custo unitário 58 b) Demonstração do custo médio de produção e da apuração do custo dos produtos vendidos – setembro e outubro Mês Entradas por produção Saídas por vendas Saldo do estoque Unidades Custo unitário Custo total Unidades Custo dos produtos vendidos Unidades Custo médio Total ($) Set. 7.000 70 490.000 7.000 70,00 490.000 6.500 455.000 500 70,00 35.000 Out. 10.000 58 580.000 10.500 58,5714 615.000 6.500 380.714 4.000 58,5714 234.286 c) Demonstração do resultado Setembro ($) Outubro ($) Receitas com vendas, líquidas dos tributos 6.500 unidades × $ 130 845.000 845.000 Custo dos produtos vendidos (455.000) (380.714) = Lucro bruto 390.000 464.286 Despesas variáveis = 6.500 × $ 20 (130.000) (130.000) Despesas fixas (170.000) (170.000) Resultado antes dos tributos sobre as vendas 90.000 164.286 d) Explicação para o acréscimo no resultado de outubro em relação a setembro, para o mesmo total de receitas
  • 219. 217 Isso foi possível em razão do maior volume de produção em outubro, com a conseqüente redução no custo fixo para cada unidade produzida. 6. Indústrias Reunidas SP – custeio variável (continuação) Com base nas mesmas informações anteriores, utilizando o método do custeio variável, apure: a) o custo unitário de produção em cada mês (setembro e outubro); e b) o resultado de cada mês, utilizando o custo médio para valorização dos estoques de produtos acabados e para a apuração do custo dos produtos vendidos. Prepare uma tabela demonstrando, com a utilização de cada método, as diferenças no resultado acumulado do bimestre setembro/outubro e o valor dos estoques de produtos acabados em 31-10. SOLUÇÃO a) Apuração do custo unitário de produção – custeio variável Mês de setembro $ Custos variáveis, por unidade 30 Mês de outubro Custos variáveis, por unidade 30 b) Demonstração do custo médio de produção e da apuração do custo dos produtos vendidos – setembro e outubro Mês Entradas pela produção Saídas pelas vendas Saldo do estoque Unidades Custo unitário Custo total Unidades Custo dos produtos vendidos Unidades Custo médio Total ($) Set. 7.000 30 210.000 7.000 30 210.000 6.500 195.000 500 30 15.000 Out. 10.000 38 380.000 10.500 30 315.000 6.500 195.000 4.000 30 120.000
  • 220. 218 c) Demonstração do resultado Demonstração do resultado Setembro ($) Outubro ($) Receitas com vendas, líquidas dos tributos 6.500 unidades × $ 130 845.000 845.000 Custo dos produtos vendidos (195.000) (195.000) = Lucro bruto 650.000 650.000 Despesas variáveis = 6.500 × $ 20 (130.000) (130.000) Despesas fixas (170.000) (170.000) Custos fixos (280.000) (280.000) = Resultado antes dos tributos sobre as vendas 70.000 70.000 Tabela demonstrando, com a utilização de cada método, as diferenças no resultado acumulado do bimestre setembro/outubro e o valor dos estoques de produtos acabados em 31-10: Sistema de custeio Resultado acumulado do bimestre set./out. ($) Saldo dos estoques de produtos acabados em 31-10 ($) Custeio por absorção 254.286 234.286 Custeio variável 140.000 120.000 Diferença 114.286 114.286
  • 221. 219 8. Fertilizantes Adubom S.A. Efetue uma análise dos custos, com base nas informações disponíveis, e dê sua opinião sobre qual seria a alternativa mais rentável para a empresa: a) fabricação do fertilizante Fortil; ou b) fabricação do fertilizante Adubol. A Fertilizantes Adubom S.A. utiliza em um de seus processos industriais uma matéria-prima estratégica, denominada XRT-2001, de difícil obtenção no mercado, por ser um mineral cujas jazidas estão extinguindo-se em toda parte do mundo. No início do ano, assinou um grande contrato de fornecimento de 120.000 toneladas, para recebimento durante 12 meses, ou seja, 10.000 toneladas por mês, ao custo de $ 800 por tonelada. Os diretores da Adubom sabem que dificilmente conseguirão comprar novamente a matéria-prima XRT-2001, havendo necessidade, portanto, de utilizar as 120.000 toneladas da forma mais rentável possível. A matéria-prima XRT-2001 pode ser utilizada na fabricação de dois tipos de fertilizantes, que são: (a) Fortil e (b) Adubol. Qualquer que seja o fertili-zante produzido, a matéria-prima XRT-2001 é misturada com outras matérias-primas, para as quais não há problema de suprimento. As composições das matérias-primas são diferentes para os dois produtos. Para a produção de uma tonelada dos produtos acabados, a utilização da matéria-prima XRT-2001 é a seguinte, já considerando as perdas no processo: • Produto acabado Fortil = 200 kg da matéria-prima XRT-2001 • Produto acabado Adubol = 500 kg da matéria-prima XRT-2001 Para ajudar nessa tomada de decisão, contratou serviços profissionais de especialista em custos e processos industriais. Informações disponíveis Fortil Adubol Preço de venda por tonelada ($) 2.500 4.500 Estimativa de potencial máximo de mercado para as vendas mensais, em toneladas 50.000 35.000 Custos variáveis por tonelada ($)
  • 222. 220 Matéria-prima XRT-2001 160 400 Outros materiais 300 700 Mão-de-obra direta 500 600 Despesas variáveis por tonelada ($) 300 500 Total dos custos e despesas fixas por mês 7.000.000 SOLUÇÃO Cálculo da margem de contribuição Fortil Adubol Preço de venda por tonelada ($) 2.500 4.500 Custos variáveis por tonelada ($) Matéria-prima XRT-2001 (160) (400) Outras matérias-primas (300) (700) Mão-de-obra direta (500) (600) Despesas variáveis por tonelada ($) (300) (500) Margem de contribuição por tonelada 1.240 2.300 Apesar de apresentar a menor margem de contribuição, sem dúvida a em-presa deveria optar pela produção do fertilizante Fortil, pelos seguintes moti-vos: a) Margem de contribuição do fator limitativo, que é a matéria-prima XRT-2001 • fertilizante Fortil = $ 1.240/200 kg = $ 6,20 • fertilizante Adubol = $ 2.300/500 kg = $ 4,60 b) Receita máxima b1) Optando pela produção do Fortil, as 10.000 toneladas mensais da matéria-prima XRT-2001 resultariam em 50.000 toneladas de produ-tos acabados, com receitas totais de $ 125.000.000 por mês.
  • 223. 221 b2) Optando pela produção do Adubol, as 10.000 toneladas mensais da matéria-prima XRT-2001 resultariam em 20.000 toneladas de produ-tos acabados, com receitas totais de $ 90.000.000. c) Custos e despesas fixas para cada tonelada produzida e vendida • fertilizante Fortil = $ 7.000.000/50.000 toneladas = $ 140 por tonelada • fertilizante Adubol = $ 7.000.000/20.000 toneladas = $ 350 por tonelada Demonstração do resultado mensal, alternando a opção pela produção máxima de cada tipo de produto acabado em $ 1.000 Demonstração do resultado Fortil Adubol Receitas totais de vendas 125.000 90.000 Custos e despesas variáveis (63.000) (44.000) Margem de contribuição total 62.000 46.000 Custos e despesas fixas (7.000) (7.000) Resultado antes dos tributos sobre o lucro 55.000 39.000 9. Granja Animal Ltda. Com base nas informações disponíveis: a) calcule o custo unitário de produção de janeiro e de outubro; b) apure a margem de contribuição de janeiro e outubro; c) apure o resultado do mês, antes dos impostos sobre o lucro. Em novembro, você foi contratado pela controladoria de um complexo industrial, composto de diversas fábricas e divisões de negócios, para o cargo de Assistente do Departamento de Custos. Uma de suas primeiras tarefas foi analisar e explicar as variações dos custos de um dos produtos da Granja Animal Ltda. – uma fábrica de ração para animais –, uma das empresas do grupo. Desde dezembro do ano anterior que os custos desse produto não sofriam análises detalhadas.
  • 224. 222 Outras informações disponíveis: a) O preço de venda por tonelada, já líquido dos tributos, era de $ 500 em janeiro e foi alterado para $ 550 em outubro, sendo que a pro-dução é totalmente vendida no próprio mês. b) As despesas variáveis de vendas correspondem a 10% do preço de venda. c) Para a produção de uma tonelada de ração, é a seguinte a compo- sição das matérias-primas, em kg: Composição de uma tonelada de ração Quantidade (kg) Milho 660 Farelo de soja 220 Óleo de soja 30 Farinha de carne 60 Outras 30 d) Variação dos custos das principais matérias-primas no período da análise de custo, janeiro a outubro: O custo da saca de milho com 50 kg aumentou 46%, média de $ 8,59 no início do ano para $ 12,55 em outubro. A tonelada do farelo de soja custava $ 197,70 em janeiro e passou para $ 365,00 em outubro, um aumento de 85%. e) As demais matérias-primas não sofreram aumentos relevantes du- rante o período sob análise. Em janeiro, representavam 5% da soma do custo total das matérias-primas milho e soja, sendo que em ou-tubro passaram a representar 3%. f) O total dos custos fixos mensais é de $ 2.000.000, mantendo-se praticamente inalterado durante o período. g) O total das despesas fixas mensais é de $ 200.000, mantendo-se também praticamente inalterado durante o período. h) Em janeiro, foram produzidas 25.000 toneladas de ração. Em ou- tubro, a produção aumentou para 40.000 toneladas.
  • 225. 223 i) Em janeiro, o total da folha de pagamento da fábrica, incluindo os encargos sociais, foi de $ 1.800.000, para um total de 150.000 horas de mão-de-obra direta. j) Em outubro, o total da folha de pagamento da fábrica, incluindo os encargos sociais, foi de $ 3.060.000, para um total de 225.000 horas de mão-de-obra direta. k) A Diretoria da fábrica aceita como normal uma perda de até 5% na utilização das matérias-primas. l) Em janeiro, os outros custos variáveis de produção eram de $ 30 por tonelada, e não sofreram alterações significativas de janeiro a outubro. m) Consumo das principais matérias-primas, em toneladas: Matéria-prima Janeiro Outubro Milho 17.078 28.800 Farelo de soja 5.747 9.600 SOLUÇÃO Apuração do custo de produção de janeiro Custo das matérias-primas Milho: foram consumidas 17.078 toneladas, correspondentes a 341.560 sacas de 50 kg. Em janeiro, cada saca custava $ 8,59, portanto, total de $ 2.934.000. Farelo de soja: foram consumidas 5.747 toneladas. Em janeiro, cada tone- lada custava $ 197,70, portanto, total de $ 1.136.182. Demais matérias-primas: Em janeiro, representavam 5% da soma do custo total das matérias-primas milho e soja. Portanto, $ 203.509 (5% de $ 4.070.182). Demonstração do custo total de produção $ Matéria-prima Milho 2.934.000
  • 226. 224 Farelo de soja 1.136.182 Demais matérias-primas 203.509 Total de matérias-primas 4.273.691 Salários e encargos 1.800.000 Outros custos variáveis = 25.000 toneladas × $ 30 750.000 Total dos custos variáveis 6.823.691 Custos variáveis por tonelada ($) 272,95 Total dos custos fixos 2.000.000 Total dos custos 8.823.691 Quantidade produzida – toneladas 25.000 Custo de produção de cada tonelada 352,95 Apuração do custo de produção de outubro Custo das matérias-primas Milho: foram consumidas 28.800 toneladas, correspondentes a 576.000 sacas de 50 kg. Em outubro, cada saca custava $ 12,55, portanto, total de $ 7.228.800. Farelo de soja: foram consumidas 9.600 toneladas. Em outubro, cada tone- lada custava $ 365, portanto, total de $ 3.504.000. Demais matérias-primas: não sofreram aumentos relevantes desde ja-neiro. Demonstração do custo total de produção $ Matéria-prima Milho 7.228.800 Farelo de soja 3.504.000 Demais matérias-primas 321.984 Total de matérias-primas 11.054.784 Salários e encargos 3.060.000 Outros custos variáveis = 40.000 toneladas × $ 30 1.200.000 Total dos custos variáveis 15.314.784 Custos variáveis por tonelada ($) 382,87 Total dos custos fixos 2.000.000 Total dos custos 17.314.784
  • 227. 225 Quantidade produzida – toneladas 40.000 Custo de produção de cada tonelada 432,87 Demonstração da margem de contribuição por tonelada ($) Janeiro Outubro Preço de venda líquido dos tributos 500,00 550,00 Custos variáveis, por tonelada (272,95) (382,87) Despesas variáveis = 10% do preço de venda (50,00) (55,00) Margem de contribuição 177,05 112,13 Demonstração do resultado do mês, antes dos impostos sobre o lucro Janeiro Outubro Margem de contribuição de cada tonelada ($) 177,05 112,13 Quantidade vendida – toneladas 25.000 40.000 Total da margem de contribuição ($) 4.426.250 4.485.200 Total dos custos fixos (2.000.000) (2.000.000) Total das despesas fixas (200.000) (200.000) Resultado antes dos tributos sobre o lucro 2.226.250 2.285.200 10. Granja Animal Ltda. (continuação) Com base nas informações disponíveis do caso prático anterior: Analise a composição dos custos de cada tonelada, de janeiro e outubro, e explique as principais variações nos custos no período. Demonstre a eficiência da utilização das matérias-primas em janeiro e em outubro, supondo que a Diretoria aceita como normal uma perda de até 5% na utilização das matérias-primas principais, milho e farelo de soja. Demonstre a eficiência da utilização das horas de mão-de-obra direta em janeiro e em outubro. Elabore um relatório destacando os principais aspectos da evolução dos custos. Justifique a possível queda na rentabilidade do produto, com base em sua análise dos custos.
  • 228. 226 SOLUÇÃO Análise da composição dos custos de janeiro e de outubro e explicação para as principais variações de custos no período. Composição dos custos de cada tonelada Janeiro Outubro Variação (%) out./jan. Milho 117,36 180,72 54,0 Farelo de soja 45,45 87,60 92,7 Demais matérias-primas 8,14 8,05 (1,1) Total – matérias-primas 170,95 276,37 61,7 Salários e encargos sociais 72,00 76,50 6,2 Outros custos variáveis 30,00 30,00 – Custos fixos 80,00 50,00 (37,5) Total do custo unitário 352,95 432,87 22,6 Explicações para as variações no custo unitário das matérias-primas: Milho: como mencionado no item (d) do caso prático anterior, o preço da saca de 50 kg subiu 46% de janeiro para outubro. Também houve um maior consumo da matéria-prima para cada tonelada de ração, conforme item (m) do caso prático anterior, como segue: janeiro = 683 kg em cada tonelada (17.078 de consumo para a produção de 25.000 toneladas); outubro = 720
  • 229. 227 kg em cada tonelada (28.800 de consumo para a produção de 40.000 toneladas). Farelo de soja: como mencionado no item (d) do caso prático anterior, o preço da tonelada subiu 85% de janeiro para outubro. Também houve um maior consumo da matéria-prima para cada tonelada de ração, conforme item (m) do caso prático anterior, como segue: janeiro = 230 kg em cada tonelada (5.747 de consumo para a produção de 25.000 toneladas); outubro = 240 kg em cada tonelada (9.600 de consumo para a produção de 40.000 toneladas). Explicações para as variações no custo unitário da mão-de-obra direta O acréscimo de 6,2% pode ser desmembrado em dois tipos de variações, uma favorável e outra desfavorável. Custo de cada hora de mão-de-obra: em janeiro, cada hora custou $ 12,00 ($ 1.800.000/150.000 horas), aumentando para $ 13,60 (3.060.000/225.000) em outubro, conforme informações dos itens (i) e (j) do caso prático anterior. Produtividade de cada hora de mão-de-obra: Em janeiro, foram necessárias 150.000 horas para a produção de 25.000 toneladas, ou seja, seis horas para cada tonelada. Em outubro, foram gastas 225.000 horas para a produção de 40.000 toneladas, ou seja, foram gastas 5,62 horas para cada tonelada, conforme informações dos itens (i) e (j) do caso prático anterior. Houve, portanto, maior produtividade em outubro, o que compensou parte do aumento no custo na folha de pagamento. Explicações para as variações nos custos fixos O total dos custos fixos não se alterou de janeiro para outubro. Conse- qüentemente, o maior volume de produção de outubro justifica o decréscimo no custo fixo unitário. Demonstre a eficiência da utilização das matérias-primas em janeiro e em outubro, supondo que a Diretoria aceita como normal uma perda de até 5% na utilização das matérias-primas principais, milho e farelo de soja:
  • 230. 228 Conforme item (c) do caso prático anterior, cada tonelada de ração (produto acabado) compõe-se de 660 kg de milho e 220 kg de farelo de soja, entre outras matérias-primas. Portanto, comparando-se tal composição técnica com a real utilização nos dois meses analisados, tem-se a seguinte demonstração das perdas no processo: Kg gastos em cada tonelada de ração Composição técnica Gasto em janeiro (1) Perdas (%) (2) Gasto em outubro (1) Perdas (%) (3) Milho 660 683 3,4 720 9,1 Farelo de soja 220 230 4,5 240 9,1 (1) Ver item 1 anterior. (2) Perdas dentro do limite de 5% aceitos como normal pela Diretoria. (3) Perdas que excederam o limite de 5% aceitos como normal pela Diretoria. 11. Indústria Graxix Ltda. Com base nas informações disponíveis e considerando a inexistência de estoques iniciais ou finais, efetue uma análise comparativa dos custos e das receitas dos meses de março e abril, antes e depois das alterações procedidas pela Engenharia de Produção, como segue: a) Demonstre o custo de produção unitário para março e abril, antes e após as mudanças no produto acabado. b) Demonstre o lucro bruto de abril após as mudanças, comparativa- mente com o que seria se não houvesse as mudanças. Nessa compa-ração, suponha que a quantidade vendida seria a mesma de março, se não houvesse mudanças. c) Responda se foi correta a decisão da Engenharia de Produção em alterar em abril as características do produto acabado, ou seja, o acréscimo no lucro compensou as mencionadas mudanças? d) Explique ou justifique as variações, com as devidas atribuições de responsabilidades. e) Comente a decisão do Departamento de Engenharia. Decisões de tal magnitude podem ser tomadas apenas por um departamento? A Indústria Graxix Ltda. produz diversos produtos. Um de seus produtos mais rentáveis é uma graxa especial para manutenção de máquinas, comer-cializada em tambores de 50 kg. São as seguintes as informações sobre o custo de cada tambor em março:
  • 231. 229 Custo de fabricação de cada tambor de 50 kg, no mês de março $ Matéria-prima A = 30 kg × $ 2 60 Matéria-prima B = 20 kg × $ 9 180 Mão-de-obra direta = 3 horas × $ 9 27 Custos indiretos de fabricação Variável 7 Total dos custos variáveis 274 Custos indiretos de fabricação fixos 16 Total do custo de março, para cada tambor produzido 290 Em março, foram produzidos 30.000 tambores, sendo que toda a pro- dução foi vendida no próprio mês. Em abril, a Engenharia de Produção resolveu alterar a composição do produto, para reduzir os custos de produção. A matéria-prima B, como era a mais cara, passou a compor o produto em apenas 10%, em vez dos 40% anteriores. Em decorrência dessa mudança na composição do produto, houve as seguintes conseqüências imediatas: O preço de venda de cada tambor foi reduzido de $ 500,00 para $ 440,00, em razão da queda na qualidade da graxa. Com a redução no preço, o volume de vendas aumentou, exigindo a pro-dução de 40.000 tambores no mês. A matéria-prima A é de mais difícil manuseio pelos operários. Em conse-qüência, a eficiência da mão-de-obra foi desfavorável em abril comparativa-mente com o mês de março, e foram necessárias quatro horas para cada tam-bor produzido. Com o maior volume de atividades, houve necessidade de 20.000 horas extras, ao custo unitário de $ 13,50 por hora. Não houve alteração no custo da taxa horária das horas normais. Os custos indiretos fixos no mês de abril totalizaram $ 600.000. Com o maior consumo da matéria-prima A, o Departamento de Supri- mentos teve que procurar novos fornecedores, com o acréscimo de custo de
  • 232. 230 aquisição. No mês, o custo total da matéria-prima A consumida na produção foi de $ 5.400.000. Não houve alteração nos demais custos. SOLUÇÃO a) Demonstração do custo de produção a1) Custo unitário das matérias-primas Matérias-primas utilizadas em cada tambor Matéria-prima A 45 kg ou 90% do peso de cada tambor Matéria-prima B 5 kg ou 10% do peso de cada tambor Peso do tambor 50 kg Apuração do custo unitário da matéria-prima A Quantidade consumida no mês 40.000 tambores produzidos × 45 kg da matéria-prima A = 1.800.000 kg Custo total da matéria-prima A = $ 5.400.000,00 ou $ 3,00 por kg Apuração do custo unitário da matéria-prima A O custo unitário da matéria-prima B não se alterou, ou seja, não houve variação de preço em abril em relação ao mês anterior a2) Mão-de-obra direta
  • 233. 231 Horas necessárias para a fabricação de cada tambor Em março, gastavam-se três horas para produzir cada tambor. Com a maior utilização da matéria- prima A, de difícil manuseio pelos operários, a eficiência foi prejudicada, aumentando o tempo para quatro horas Cálculo da taxa horária Total de horas gastas 40.000 tambores × 4 horas = 160.000 horas Do total de 160.000, 140.000 são horas normais, a $ 9,00 por hora, o que totaliza 1.260.000 Mais 20.000 horas extras a $13,50 por hora 270.000 1.530.000 Taxa média horária $ 9,56, ou seja, $ 1.530.000 160.000 horas Portanto, o custo com a mão-de-obra direta para produzir cada tambor foi de $ 38,24, ou seja, 4 horas × $ 9,56. a3) Custos indiretos fixos Total dos custos indiretos fixos no mês de abril 600.000 Total da produção no mês 40.000 tambores Custos indiretos fixos 15,00 por unidade a4) Comparação do custo unitário nos dois meses Custo de fabricação de cada tambor de 50 kg Março Abril Matéria-prima A 30 kg × $ 2 60 45 kg × $ 3 135,00 Matéria-prima B 20 kg × $ 9 180 5 kg × $ 9 45,00 Mão-de-obra direta 3 horas × $ 9 27 4 horas × $ 9,56 38,24 Custos indiretos de fabricação Variável 7 7,00 Total dos custos variáveis 274 225,24 Custos indiretos de fabricação fixos 16 15,00
  • 234. 232 Total do custo para cada tambor 290 240,24 b) Demonstração do lucro bruto de abril Antes das mudanças Após as mudanças Preço de venda 500,00 440,00 Custo de produção 290,00 240,24 Lucro bruto por unidade 210,00 199,76 Quantidade de tambores produzida e vendida 30.000 40.000 Total do lucro bruto 6.300.000 7.990.400 c) Conclusão Como demonstrado, o lucro bruto total aumentou em 26,8% apesar da redução no lucro bruto unitário. Em outras palavras, o aumento no volume produzido e vendido (26,8%) compensou o decréscimo no lucro bruto por unidade (4,88%). 12. Indústria de Bebidas Tomba Levanta Ltda. Com base nas informações disponíveis, supondo que não havia estoques iniciais: a) Apure a margem de contribuição de cada unidade produzida e ven-dida, em $ e em %. b) Apure a contribuição percentual de cada linha de produção para a recuperação dos custos e despesas fixas e para o lucro da empresa. c) Durante o mês de setembro, a Tomba Levanta recebeu de um grande distribuidor uma oferta para a produção adicional de mais 40.000 litros de vinho, e o cliente estava disposto a pagar $ 2,80 para cada litro. A Diretoria deveria ter aceitado a proposta? Fundamente sua resposta em demonstrativo de resultados antes e depois da nova proposta. d) Durante o mês de setembro, a Tomba Levanta recebeu de outro grande distribuidor uma oferta para a produção adicional de mais 60.000 litros de refrigerante, e o cliente estava disposto a pagar $ 0,65 para cada litro. A Diretoria deveria ter aceitado a proposta?
  • 235. 233 Fundamente sua resposta em demonstrativo de resultados antes e depois da nova proposta, desconsiderando a situação mencionada em (c). A Indústria de Bebidas Tomba Levanta Ltda. produziu e vendeu em se- tembro o total de 100.000 litros de vinho e 180.000 litros de refrigerantes. Durante o mês, o preço de venda, os custos de produção e as despesas foram ($): Informações gerais Vinho Refrigerante Preço unitário de venda 4,20 0,80 Custos variáveis, por unidade fabricada Diretos – matérias-primas 1,20 0,20 Diretos – mão-de-obra direta 0,80 0,10 Outros custos variáveis indiretos 0,30 0,05 Despesas variáveis de vendas, por unidade vendida 0,70 0,15 Custos fixos, total no mês Mão-de-obra indireta 29.600 Depreciação 70.400 Outros custos fixos 30.000 Despesas fixas, total no mês 19.600 SOLUÇÃO a) Margem de contribuição de cada unidade produzida e vendida.
  • 236. 234 Custos variáveis, por unidade fabricada Vinho Refrigerante Preço de venda 4,20 0,80 Custos e despesas variáveis (3,00) (0,50) Margem de contribuição unitária 1,20 0,30 b) Demonstração da contribuição percentual de cada linha de produção para a recuperação dos custos e despesas fixas e para o lucro da empresa. Resultado do período Vinho Refrigerante Total Margem de contribuição unitária 1,20 0,30 Quantidade produzida e vendida 100.000 180.000 Margem de contribuição por produto 120.000 54.000 174.000 % de contribuição sobre o total 69,0 31,0 Gastos fixos Mão-de-obra indireta (29.600) Depreciação (70.400) Outros custos fixos (30.000) Despesas fixas, total no mês (19.600) (149.600) Resultado antes dos tributos sobre o lucro 24.400 c) Análise da proposta para a produção adicional de mais 40.000 litros de vinho (o cliente estava disposto a pagar $ 2,80 para cada litro).
  • 237. 235 A Diretoria agiu corretamente ao não aceitar a proposta. Os custos e despesas variáveis para a produção e venda de cada litro de vinho são $ 3,00, conforme demonstrado no item (a) anterior. Portanto, cada unidade, vendida por apenas $ 2,80, traria uma contribuição negativa de $ 0,20, ou seja, o lucro diminuiria em $ 8.000 (40.000 unidades × 0,20), passando de $ 24.400 para $ 16.400, como segue: Vinho Refrigerante Total Receitas de vendas anteriores 420.000 144.000 564.000 Receitas com a produção adicional 112.000 112.000 Total de receitas 532.000 144.000 676.000 Custos e despesas variáveis Quantidade vendida × CDV unitária (420.000) (90.000) (510.000) Nova margem de contribuição total 112.000 54.000 166.000 Gastos fixos, total no mês Mão-de-obra indireta (29.600) Depreciação (70.400) Outros custos fixos (30.000) Despesas fixas, total no mês (19.600) (149.600) Resultado antes dos tributos sobre o lucro 16.400 d) Análise da proposta para a produção adicional de mais 60.000 litros de refrigerante (o cliente estava disposto a pagar $ 0,65 para cada litro). A Diretoria deveria ter aceitado a proposta.
  • 238. 236 Os custos e despesas variáveis para a produção e venda de cada litro de refrigerante são de $ 0,50, conforme demonstrado no item (a) anterior. Portanto, cada unidade vendida por $ 0,65 traria uma contribuição de $ 0,15, ou seja, o lucro aumentaria em $ 9.000 (60.000 unidades × 0,15), passando de $ 24.400 para $ 33.400, como segue: Demonstração do resultado Vinho Refrigerante Total Receitas de vendas anteriores 420.000 144.000 564.000 Receitas com a produção adicional 39.000 39.000 Total de receitas 420.000 183.000 603.000 Custos e despesas variáveis Quantidade vendida × CDV unitários 300.000 120.000 420.000 Nova margem de contribuição total 120.000 63.000 183.000 Gastos fixos, total no mês Mão-de-obra indireta (29.600) Depreciação (70.400) Outros custos fixos (30.000) Despesas fixas (19.600) (149.600) Resultado antes dos tributos sobre o lucro 33.400 13. Vai Vai Balão Caso prático elaborado com base em artigo publicado na Gazeta Mercantil, 23 ago. 2000, p. 12, caderno Por Conta Própria.
  • 239. 237 Com base nas informações disponíveis, apure, para o mês de julho: • a margem de contribuição de cada hora de vôo, por tipo de serviço; • a margem de contribuição total de cada tipo de serviço; e • o resultado do mês, antes da tributação dos lucros. Um grupo de empresários do setor de turismo criou uma empresa para a exploração de passeios aéreos sobre o Pantanal Mato-grossense, Chapada dos Guimarães e Cuiabá, com a utilização de balões movidos a gás propano. A empresa, denominada Vai Vai Balão, oferece dois tipos de serviços: a) Passeios turísticos Cada vôo leva dois passageiros e o piloto, com duração de aproximada- mente uma hora e deslocamento de cinco quilômetros. Uma equipe de resgate acompanha o balão, com um jipe, que monitora por um rádio o trajeto e o pouso. O preço de cada passeio de uma hora é de $ 500, por vôo, indepen- dentemente do número de passageiros. Realiza vôos livres, em que o balão pode chegar a uma altitude de até 2.000 metros. b) Publicidade e divulgação de produtos e eventos São os chamados vôos cativos, nos quais os balões sobem de 30 a 50 me-tros, utilizados para fins publicitários, com anúncios fixados com velcro ao corpo do balão. O preço por hora é de $ 200, e os balões são alugados por um período mínimo de quatro horas. Não há acompanhamento da equipe de resgate. Investimentos e gastos em julho, primeiro mês de funcionamento: Aquisição de imobilizado • compra de 5 balões: cada balão custou $ 40.000 e tem uma vida útil estimada de 4.000 horas de vôo; • compra de três jipes: cada jipe custou $ 30.000 e tem uma vida útil estimada de 6.000 horas de uso. Gastos diversos, na proporção de 80% de custos fixos e 20% de custos variáveis: • gastos com serviços em terra: manutenção dos jipes, combustível, pagamento do motorista mais outra pessoa da equipe de resgate: $ 25.000, apropriados somente para os vôos turísticos; • gastos com a manutenção dos equipamentos de vôo, pagamento do piloto e compra de gás propano que sustenta o balão no ar:
  • 240. 238 $ 15.000, apropriados 60% para os vôos turísticos e 40% para os vôos publicitários; • demais gastos: gastos administrativos, licenciamentos, mão-de- obra auxiliar, seguro de vida dos passageiros, piloto e demais funcio-nários, acidentes diversos, divulgação dos serviços, aluguel das áreas de pouso e decolagem etc: $ 50.000, apropriados 60% para os vôos turísticos e 40% para os vôos publicitários. Durante o mês de julho, foram realizados 160 vôos turísticos e alugadas 250 horas para fins publicitários. SOLUÇÃO Demonstração da margem de contribuição e do resultado do mês de julho Vôos turísticos Vôos publicitários (a) Receitas ($) 80.000 50.000 Custos variáveis Depreciação dos balões (1.600) (2.500) Depreciação dos jipes (800) Serviços em terra (5.000) Manutenção dos equipamentos de vôo, salário e encargo do piloto e gás propano (1.800) (1.200) Demais gastos (6.000) (4.000) (b) Total dos custos variáveis (15.200) (7.700) (c) Margem de contribuição total = (a) – (b) 64.800 42.300 (d) Margem de contribuição de cada hora de uso dos balões 405,00 169,20 Custos fixos Serviços em terra (20.000) Manutenção dos equipamentos de vôo, salário e encargo do piloto e gás propano (7.200) (4.800)
  • 241. 239 Demais custos fixos (24.000) (16.000) (e) Total dos custos fixos (51.200) (20.800) (f) Resultado antes dos tributos sobre o lucro = (c) – (e) 13.600 21.500 Total do lucro, antes dos tributos 35.100 14. Vai Vai Balão (continuação) Durante o mês de julho, um grande empresário fez uma oferta para contratação de 100 passeios turísticos para brinde a seus funcionários e seus clientes, pelo total de $ 20.000, ou seja, pela mesma taxa horária dos vôos publicitários, $ 200 a hora. A Diretoria da Vai Vai Balão recusou a oferta, visto que o custo total (fixo mais variável) de cada hora do vôo turístico era mais de $ 200, conforme informações da contabilidade. Havia horas disponíveis, tanto dos balões como dos pilotos e dos equipamentos e jipes de resgate. Com base nessas e nas informações do caso prático anterior: a) verifique se a Diretoria da Vai Vai Balão decidiu corretamente pela recusa; b) refaça a demonstração do resultado de julho, considerando que a oferta foi aceita. SOLUÇÃO A Diretoria deveria ter aceitado a proposta, visto que o lucro antes dos tributos iria aumentar. O custo variável de cada hora do vôo turístico foi de $ 95 em julho, portanto, a oferta recebida representava uma margem de contribuição de $ 105 para cada passeio, que multiplicado por 100 resultaria em um lucro adicional de $ 10.500. Demonstração da margem de contribuição e do resultado do mês de ju- lho, considerando que a proposta foi aceita: Demonstração do resultado Vôos turísticos Vôos publicitários (a) Receitas ($) 100.000 50.000 Custos variáveis Depreciação dos balões (2.600) (2.500) Depreciação dos jipes (1.300)
  • 242. 240 Serviços em terra (8.125) Manutenção dos equipamentos de vôo, salário e encargo do piloto e gás propano (2.925) (1.200) Demais gastos (9.750) (4.000) (b) Total dos custos variáveis (24.700) (7.700) (c) Margem de contribuição total = (a) – (b) 75.300 42.300 (d) Margem de contribuição de cada hora de uso dos balões 289,62 169,20 Custos fixos Serviços em terra (20.000) Manutenção dos equipamentos de vôo, salário e encargo do piloto e gás propano (7.200) (4.800) Demais custos fixos (24.000) (16.000) (e) Total dos custos fixos (51.200) (20.800) (f) Resultado antes dos tributos sobre o lucro = (c) – (e) 24.100 21.500 Total do lucro, antes dos tributos 45.600 15. Artefatos de Alumínio Veneza S.A. Com base nas informações disponíveis: a) Refaça o cálculo da margem de contribuição de cada produto, levan-do em consideração a margem de contribuição de cada hora- máqui-na, em razão de ser esse o fator limitativo da empresa. b) Apure o novo mix da produção total, que maximizaria o lucro da empresa. c) Com base nesse novo mix de produção, demonstre a margem de contribuição total e o resultado do mês. A Artefatos de Alumínio Veneza S.A. é fabricante de peças de alumínio para a construção civil. Produziu e vendeu, em julho, três produtos, com a seguinte margem de contribuição para cada unidade: Valores unitários Produto A Produto B Produto C Preço de venda ($) 300 250 400 Menos: custos e despesas variáveis 160 130 240 Margem de contribuição 140 120 160 Os custos e despesas fixas totalizaram $ 600.000 no mês, e a empresa trabalhou em julho com a capacidade máxima de produção das máquinas e equipamentos.
  • 243. 241 Seguem informações sobre suas vendas durante o mês, margem de con- tribuição por produto e total, bem como o resultado antes dos tributos sobre o lucro: Resultado Produto A Produto B Produto C Quantidade vendida – unidades 2.000 1.000 3.000 Margem de contribuição ($) 140 120 160 Total da margem de contribuição de cada produto 280.000 120.000 480.000 Total da margem de contribuição de todos os produtos 880.000 Custos e despesas fixas (600.000) Lucro antes dos tributos sobre o lucro 280.000 Em reunião da Diretoria, você ficou sabendo que: a) A empresa atendeu totalmente à demanda para o produto C, que oferece a maior margem de contribuição, mas não conseguiu aten- der a toda a demanda para os produtos A e B, cujas demandas são de 2.800 e 1.400 unidades, respectivamente, por mês, ou seja, 40% acima do volume atendido pela empresa em julho. b) O produto B é produzido, apesar de apresentar a menor margem de contribuição, por causa da necessidade de atender a quatro grandes construtoras, clientes antigos e importantes, que compram também os produtos A e C. Tais clientes compraram, no total, uma média mensal de 1.000 unidades de cada produto nos últimos dez anos. São, portanto, clientes que, estrategicamente, não podem deixar de ser atendidos. Na visão da Diretoria, a produção de B tem que ser a mínima possível para atender a tais clientes, em razão da utilização de importante parcela da capacidade produtiva, que poderia ser mais bem utilizada para a produção de A, o que aumentaria o lucro da empresa. c) A empresa não tem como aumentar a capacidade produtiva em curto prazo, visto que as máquinas e equipamentos produtivos têm que ser importados de fabricantes na Alemanha, que exigem uma enco-menda com três meses de antecedência. Dias após a reunião da Diretoria, analisando com detalhes as informações relacionadas com o custo da produção, você constatou que o único fator limitativo da produção são as horas-máquinas gastas no mês.
  • 244. 242 Em julho, foram gastas as seguintes horas-máquinas, com base no gasto de horas em cada unidade dos produtos, como segue: Itens Produto A Produto B Produto C Quantidade de horas-máquinas para produzir cada unidade 4,0 2,5 8,0 Unidades produzidas em julho 2.000 1.000 3.000 Total gasto de horas-máquinas 8.000 2.500 24.000 Total 34.500 As 34.500 horas-máquinas representam a capacidade máxima da fábrica, de acordo com a Engenharia de Produção. SOLUÇÃO Refazendo o cálculo da margem de contribuição dos produtos, levando em consideração a margem de contribuição de cada hora-máquina, por ser esse o fator limitativo da empresa, obtém-se o seguinte resultado: Itens Produto A Produto B Produto C Margem de contribuição unitária ($) 140,00 120,00 160,00 Quantidade de horas-máquinas para produzir cada unidade 4,0 2,5 8,0 Margem de contribuição de cada hora-máquina necessária para produzir cada unidade do produto ($) 35,00 48,00 20,00 Com base nesse novo cálculo, concluiu-se que o produto B seria mais rentável, seguido do A e, por último, do produto C. Refazendo os cálculos, obtém-se o seguinte mix da produção total, que maximizaria o lucro da empresa, como demonstrado: Itens Produto A Produto B Produto C Quantidade de horas-máquinas para produzir cada unidade 4,0 2,5 8,0
  • 245. 243 Unidades de produção que maximizaria o lucro da empresa 2.800 1.400 2.475 Total gasto de horas-máquinas 11.200 3.500 19.800 Total 34.500 Foi priorizada a produção dos produtos A e B, para atender a toda a demanda existente, visto apresentarem as melhores margens de contribuição para cada hora-máquina. As horas-máquinas restantes (as “sobras” de horas-máquinas após a produção dos produtos A e B) foram utilizadas para a produção do produto C. Portanto, a margem de contribuição total e o resultado do mês seriam o seguinte, com base nesse novo mix de produção: Itens Produto A Produto B Produto C Quantidade vendida – unidades 2.800 1.400 2.475 Margem de contribuição ($) 140 120 160 Total da margem de contribuição de cada produto 392.000 168.000 396.000 Total da margem de contribuição de todos os produtos 956.000 Menos: custos e despesas fixas 600.000 Lucro antes dos tributos sobre o lucro 356.000 Conclusão Houve, portanto, um acréscimo de $ 76.000,00 no lucro antes do imposto de renda e da contribuição social, em relação ao mix de produção anterior, sem qualquer acréscimo na capacidade produtiva da empresa. 16. Indústrias Reunidas Astro (IRA) Com base nas informações disponíveis: a) calcule a margem de contribuição total (por produto e total da fá- brica) no mês de maio; b) calcule a margem de contribuição total (por produto e total da fá- brica) no mês de junho;
  • 246. 244 c) analise a decisão tomada pelo gerente da fábrica com relação ao mix de produção e dê sua opinião quanto à prioridade estabelecida. A decisão tomada permitiu a maximização do lucro da fábrica no mês, supondo que não houve alterações nos preços de vendas e nos custos e despesas fixas? Com base em suas análises, haveria outra alter-nativa mais rentável para a produção das diversas quantidades dos produtos? Você foi contratado pelas Indústrias Reunidas Astro (IRA), um dos maiores grupos empresariais do país, para analisar os custos de produção de todas as oito fábricas localizadas em diversos estados brasileiros. Ao visitar a fábrica de Curitiba (PR) e analisar os relatórios gerenciais disponíveis, você obteve as seguintes informações: a) A fábrica de Curitiba produz três produtos, que não eram produzidos em outra fábrica da IRA, em razão das especificações técnicas das máquinas, dos equipamentos necessários e do alto nível de especia-lização da mão-de-obra. b) A mão-de-obra estava treinada e apta para a produção de qualquer um dos produtos. Também as máquinas e os equipamentos indus- triais podem ser utilizados para a elaboração de qualquer dos três produtos. c) Independentemente da quantidade de produção, não havia proble- mas com o abastecimento de matérias-primas, porque os principais fornecedores se localizavam no Distrito Industrial de Curitiba, pró-ximos à IRA. d) Margem de contribuição dos produtos. Conforme o relatório de maio, os produtos apresentavam as seguintes margens de contribuição: Itens Produto A Produto B Produto C Preço unitário de venda 500 580 650 Custos diretos/variáveis, por unidade Mão-de-obra 20 horas x $ 10 21 horas x $ 10 10 horas x $ 10 = $ 200 = $ 210 = $ 100 Matérias-primas ($) 120 113 380 Total dos custos diretos/variáveis 320 323 480
  • 247. 245 Despesas variáveis, para cada unidade 30 25 40 Margem de contribuição ($) 150 232 130 Margem de contribuição (%) 30 40 20 e) Em maio, foram produzidas e vendidas as seguintes quantidades: Produto A Produto B Produto C Quantidade vendida 4.000 3.000 1.500 f) As fábricas da IRA adotam, há muitos anos, a política de just in time, ou seja, não mantêm estoques de matérias-primas e produtos acaba-dos (para facilitar o caso prático, suponha também a inexistência de produtos em processo). g) Em junho, em razão da falência inesperada de um grande concor- rente, a IRA recebeu um grande volume adicional de pedidos de seus atuais e novos clientes. De acordo com o Departamento Comercial, havia demanda para a seguinte quantidade: Produto A Produto B Produto C Demanda 6.000 6.000 7.000 h) O máximo da capacidade instalada da fábrica de Curitiba, traba- lhando a pleno vapor em três turnos, corresponde a 220.000 horas de mão-de-obra, e, por falta de espaço para novas máquinas e equi- pamentos, não era possível aumentar em curto prazo tal capacidade produtiva. i) Em razão da limitação da capacidade produtiva, em junho o volume de produção e venda foi de: • Produto A = 4.450 unidades • Produto B = 6.000 unidades • Produto C = 500 unidades
  • 248. 246 j) Conforme o gerente da fábrica, foi dada prioridade para a produção do produto B, em virtude de sua maior margem de contribuição (40%). As demais horas de mão-de-obra disponíveis foram utilizadas para a elaboração do produto A, que apresenta a segunda melhor margem de contribuição (30%). Apesar de apresentar a menor mar-gem de contribuição (apenas 20%), houve necessidade de produzir 500 unidades do produto C, para atender aos clientes tradicionais e importantes, que também compram os outros produtos. SOLUÇÃO Cálculo da margem de contribuição total com base na decisão tomada pelo gerente da fábrica Itens Produto A Produto B Produto C Preço unitário de venda 500 580 650 Custos e despesas diretos/variáveis, por unidade 350 348 520 Margem de contribuição ($) 150 232 130 Margem de contribuição (%) 30 40 20 Unidades produzidas e vendidas no mês 4.450 6.000 500 Total da margem de contribuição ($) 667.500 1.392.000 65.000 Total da margem de contribuição dos três produtos ($) 2.124.000 Total de horas de mão-de-obra gastas 89.000 126.000 5.000 Total das horas gastas 220.000 Margem de contribuição pela unidade de fator limitativo da produção, que são as horas de mão- de-obra direta ($) 7,50 11,05 13,00 Produção que maximiza a margem de contribuição e, por conseqüência, o lucro da fábrica 1.200 6.000 7.000
  • 249. 247 Total de horas de mão-de-obra gastas 24.000 126.000 70.000 Total das horas gastas nos três produtos 220.000 Total da margem de contribuição ($) 180.000 1.392.000 910.000 Total da margem de contribuição dos três produtos ($) 2.482.000 Diferença em $ da margem de contribuição total obtida pelo gerente da fábrica e pelo analista de custos ($) 358.000 17. Colégio Prático Monte Negro Com base nas informações disponíveis: a) Calcule o ponto de equilíbrio contábil. b) Calcule o ponto de equilíbrio financeiro, supondo que os custos e despesas fixas mensais incluem $ 20.000 de depreciação. c) Imaginando que os futuros sócios precisem obter um empréstimo bancário de $ 1.000.000, à taxa de 6% ao mês de encargos fi- nanceiros, qual será o ponto de equilíbrio financeiro no primeiro mês, supondo o pagamento da primeira parcela de $ 50.000 do empréstimo mais os juros de $ 60.000? Trinta jovens amigos recém-formados estão interessados em aplicar suas economias na compra de um colégio em um bairro de classe média de uma grande cidade. Tomaram conhecimento que o Colégio Prático Monte Negro está a venda, por $ 1.600.000. Esse colégio dispõe atualmente de 3.500 alunos de diversos cursos e horários, que pagam uma mensalidade média mensal de $ 300. O colégio tem os seguintes custos e despesas por mês: Custos e despesas $ Custos variáveis, para cada aluno 120 Custos fixos, total mensal 300.000
  • 250. 248 Despesas variáveis, para cada aluno 20 Despesas fixas, total mensal 100.000 SOLUÇÃO Margem de contribuição de cada aluno $ Valor médio da mensalidade 300 Menos: custos variáveis (120) despesas variáveis (20) Margem de contribuição unitária 160 Ponto de equilíbrio contábil – PEC Total dos custos mais despesas fixas dividido pela margem de contribuição unitária $ 300.000 + 100.000 $ 160 2.500 alunos Ponto de equilíbrio financeiro parcial – Pefp Total dos custos mais despesas fixas menos gastos que não representam desembolso dividido pela margem de contribuição unitária $ 400.000 – $ 20.000 $ 160 2.375 alunos Ponto de equilíbrio financeiro total – Peft Total dos custos mais despesas fixas menos gastos que não representam desembolso mais desembolsos com empréstimos e encargos dividido pela margem de contribuição unitária $ 400.000 – $ 20.000 + $ 110.000 $ 160 3.063 alunos 18. Indústria de Bebidas KaiKai S.A. Com base nas informações disponíveis, calcule: a) a margem de contribuição unitária do produto;
  • 251. 249 b) o ponto de equilíbrio contábil; c) o ponto de equilíbrio financeiro; d) o grau de alavancagem operacional, com nível de atividade de 100.000 unidades. A Indústria de Bebidas KaiKai produziu e vendeu em abril o total de 100.000 litros de vinho, ao preço unitário de vendas de $ 5,20, líquido dos tributos sobre as vendas. Durante o mês, os custos de produção e as despesas foram: Custos variáveis, por unidade fabricada $ Diretos – matérias-primas 1,20 Diretos – mão-de-obra direta 0,80 Outros custos variáveis indiretos 0,30 Custos fixos, total no mês Mão-de-obra indireta 19.600 Depreciação 70.400 Outros custos fixos 30.000 Despesas variáveis de vendas, por unidade vendida 0,70 Despesas fixas, total no mês (inclui $ 9.900 de depreciação) 29.600 SOLUÇÃO Margem de contribuição de litro de vinho $ Preço unitário de venda, líquido dos tributos 5,20 Menos: custos variáveis (2,30) despesas variáveis (0,70) Margem de contribuição unitária 2,20
  • 252. 250 Ponto de equilíbrio contábil – PEC Total dos custos mais despesas fixas dividido pela margem de contribuição unitária $ 120.000 + 29.600 $ 2,20 68.000 litros Ponto de equilíbrio financeiro – Pefp Total dos custos mais despesas fixas menos gastos que não representam desembolso dividido pela margem de contribuição $ 149.600 – $ 80.300 $ 2,20 31.500 litros Cálculo do grau de alavancagem operacional, com nível de atividade de 100.000 unidades. Supondo um acréscimo de 10% no volume produzido e vendido, o acrés-cimo no lucro seria de 31,25%, como demonstrado: a) Volume de atividade 100.000 unidades 110.000 unidades b) Total das receitas = (a) × $ 5,20 520.000 572.000 c) Total dos custos variáveis = (a) × $ 2,30 (230.000) (253.000) d) Total das despesas variáveis = (a) × $ 0,70 (70.000) (77.000) e) Margem de contribuição total = (b) – (c) – (d) 220.000 242.000 f) Total dos custos fixos (120.000) (120.000) g) Total das despesas fixas (29.600) (29.600) h) Resultado antes da tributação dos lucros 70.400 92.400 Acréscimo (%) no lucro = $ 92.400 = 31,25% $ 70.400 Fórmula para o cálculo do grau de alavancagem operacional Variação percentual no lucro dividido pela variação percentual no volume de atividade 31,25% = 3,125 10,00%
  • 253. 251 19. Indústria de Bebidas KaiKai S.A. (continuação) Considerando as informações do caso prático anterior: a) Supondo que os sócios da Indústria de Bebidas KaiKai S.A. tenham investido o total de $ 700.000 no negócio e desejem um retorno de 12% ao mês (lucro contábil antes dos tributos), qual é a quantidade mínima que a empresa precisa produzir e vender por mês? b) Com base no grau de alavancagem apurado, qual será o lucro, antes dos tributos, se houver um acréscimo de 25% no volume de ativi-dades, ou seja, se a KaiKai passar a produzir e vender 125.000 uni-dades por mês? SOLUÇÃO a) Para se obter o novo ponto de equilíbrio contábil, há necessidade de adicionar $ 84.000 ao total dos custos e despesas fixas. Portanto, a quantidade mínima que a empresa precisa produzir e vender por mês seria de 106.182 litros, como demonstrado. Ponto de equilíbrio contábil – PEC Total dos custos mais despesas fixas dividido pela margem de contribuição $ 149.600 + $ 84.000 $ 2,20 106.182 litros b) O grau de alavancagem apurado foi de 3,125. Portanto, para um acréscimo de 25% no volume de atividades, o lucro aumentaria em 78,125%. Ao volume de atividades de 100.000 litros, o lucro foi de $ 70.400. Como conseqüência, ao volume de atividades de 125.000 litros, o lucro seria de $ 125.400. Comprovação dessa afirmação: a) Volume de atividade 100.000 unidades 125.000 unidades b) Total das receitas = (a) × $ 5,20 520.000 650.000 c) Total dos custos variáveis = (a) × $ 2,30 (230.000) (287.500)
  • 254. 252 d) Total das despesas variáveis = (a) × $ 0,70 (70.000) (87.500) e) Margem de contribuição total = (b) – (c) – (d) 220.000 275.000 f) Total dos custos fixos (120.000) (120.000) g) Total das despesas fixas (29.600) (29.600) h) Resultado antes da tributação dos lucros 70.400 125.400 20. Indústria de Rações GoodForDog Ltda. Com base nas informações disponíveis, calcule: a) a margem de contribuição do produto; b) o ponto de equilíbrio contábil; c) o ponto de equilíbrio financeiro; d) o grau de alavancagem operacional, com nível de atividade de 130.000 unidades. A Indústria de Rações GoodForDog Ltda. produziu e vendeu em abril o total de 130.000 pacotes de ração, ao preço unitário de vendas de $ 8, líquido dos tributos. Durante o mês, o total dos custos de produção e das despesas foi: Custos variáveis $ Diretos – matérias-primas 208.000 Diretos – mão-de-obra direta 143.000 Indiretos – outros custos 39.000 Custos fixos Energia elétrica 50.000 Depreciação 75.000 Materiais 50.000 Outros custos fixos 20.000
  • 255. 253 Despesas variáveis de vendas 299.000 Despesas fixas (inclui $ 19.500 de depreciação) 61.500 SOLUÇÃO Cálculo da margem de contribuição de cada pacote de ração: Margem de contribuição $ Preço unitário de venda, líquido dos tributos 8,00 Menos: custos variáveis (3,00) despesas variáveis (2,30) Margem de contribuição 2,70 Ponto de equilíbrio contábil – PEC Total dos custos mais despesas fixas dividido pela margem de contribuição $ 195.000 + 61.500 $ 2,70 95.000 pacotes Ponto de equilíbrio financeiro – PEF Total dos custos mais despesas fixas menos gastos que não representam desembolso dividido pela margem de contribuição $ 256.500 – $ 94.500 $ 2,70 60.000 pacotes
  • 256. 254 Cálculo do grau de alavancagem operacional, com nível de atividade de 130.000 unidades. Supondo um acréscimo de 20% no volume produzido e vendido, o acréscimo no lucro seria de 74,29%, como demonstrado: a) Volume de atividade 130.000 unidades 156.000 unidades b) Total das receitas = (a) × $ 8,00 1.040.000 1.248.000 c) Total dos custos variáveis = (a) × $ 3,00 (390.000) (468.000) d) Total das despesas variáveis = (a) × $ 2,30 (299.000) (358.800) e) Margem de contribuição total = (b) – (c) – (d) 351.000 421.200 f) Total dos custos fixos (195.000) (195.000) g) Total das despesas fixas (61.500) (61.500) h) Resultado antes da tributação dos lucros 94.500 164.700 Acréscimo (%) no lucro = $ 164.700 = 74,29% $ 94.500 Fórmula para o cálculo do grau de alavancagem operacional (GAO) Variação percentual no lucro dividido pela variação percentual no volume de atividade 74,29% = 3,7145 20,00% 21. Indústria de Rações GoodForDog Ltda. (continuação) Com base nas informações do caso prático anterior:
  • 257. 255 a) Supondo que os sócios da Rações GoodForDog desejem um retorno (lucro contábil antes da tributação) mínimo de 20% por trimestre sobre o patrimônio líquido da empresa, que é de $ 600.000, qual é a quantidade mínima que a empresa precisa produzir e vender por mês? b) Supondo que (1) existe mercado consumidor para a produção e venda de mais 40% de pacotes de ração, sem redução no preço de vendas unitário; (2) no entanto, a Indústria de Rações GoodForDog Ltda. não dispõe dos recursos financeiros (falta de capital de giro) para aumentar a produção; (3) pode solicitar um empréstimo bancário que irá custar $ 100.000 por mês de encargos financeiros. Considerando tais suposi-ções, responda: o acréscimo no lucro compensará o pagamento de mais $ 60.000 de despesas? Utilize o grau de alavancagem operacional ob-tido no caso prático anterior para facilitar sua resposta. SOLUÇÃO a) Cálculo do “novo” ponto de equilíbrio contábil Há necessidade de incluir ao total dos custos e despesas fixas a remu- neração mínima pretendida, que é de $ 40.000 ao mês ($ 600.000 × 20% ao trimestre). Ponto de equilíbrio contábil – PEC Total dos custos mais despesas fixas dividido pela margem de contribuição $ 256.500 + 40.000 $ 2,70 109.815 pacotes b) Com base no grau de alavancagem operacional de 3,7145 obtido anteriormente, o acréscimo de 40% no volume de atividades terá como conseqüência o acréscimo no lucro de 148,58%. Portanto, se ao volume de atividade de 130.000 unidades o lucro era de $ 94.500, com o acréscimo de 40%, o lucro passará para $ 234.900 (valor arredondado), aumentando $ 140.400. Desse acréscimo de $ 140.400, devem-se deduzir os encargos financeiros de $ 100.000, o que implicará uma sobra de $ 40.400. Conclusão: a Indústria de Ra-ções GoodForDog deve solicitar o empréstimo bancário para a produção de mais 40% de seus produtos, visto que o lucro, após a dedução dos
  • 258. 256 encargos financeiros, aumentará para $ 134.900 (lucro anterior de $ 94.500 mais $ 40.400). Demonstração contábil do “novo” lucro de $ 134.900: a) Volume de atividade 130.000 unidades 182.000 unidades b) Total das receitas = (a) × $ 8,00 1.040.000 1.456.000 c) Total dos custos variáveis = (a) × $ 3,00 (390.000) (546.000) d) Total das despesas variáveis = (a) × $ 2,30 (299.000) (418.600) e) Margem de contribuição total = (b) – (c) – (d) 351.000 491.400 f) Total dos custos fixos (195.000) (195.000) g) Total das despesas fixas (61.500) (61.500) h) Encargos financeiros 100.000 i) Resultado antes da tributação dos lucros 94.500 134.900 22. Hotel no Nordeste Você foi contratado como consultor de negócios por um grupo de investidores estrangeiros interessados em adquirir um hotel de luxo já em funcionamento no litoral do Nordeste brasileiro. Sua missão inicial é indicar três alternativas de hotéis que estejam à venda e apurar suas estruturas de custos e despesas mensais, além do valor médio das diárias cobradas pelos quartos. Após um mês de exaustivas pesquisas pelo litoral do Nordeste, com todas as despesas pagas pelo cliente, houve uma reunião em Natal com os inves-tidores. Nessa reunião, você apresentou os seguintes quadros comparativos: Itens Hotel Rede Mar Hotel Sossego Hotel Come Dorme Valor médio das diárias, líquido dos tributos 350 440 500 Quantidade de quartos para aluguel 120 140 90 Custos e despesas variáveis, para cada diária 120 250 180
  • 259. 257 Total dos custos e despesas fixas, por mês 506.000 380.000 896.000 Durante a reunião, os investidores perguntaram a você: a) Qual é a margem de contribuição, por quarto, de cada hotel? b) Qual é o ponto de equilíbrio contábil de cada hotel? c) Considerando um mês de 30 dias, qual seria o nível percentual de ocupação dos quartos de cada hotel no mês, para se obter o ponto de equilíbrio contábil? d) Qual é a pior alternativa de investimento? e) Entre as duas melhores alternativas, em um mês de alta procura pe-los turistas (nível de ocupação de 90% dos quartos, por exemplo), qual o hotel que daria o maior lucro? f) Entre as duas melhores alternativas, em um mês de baixa procura pelos turistas (nível de ocupação de 30% dos quartos, por exemplo), qual o hotel que daria o maior prejuízo? SOLUÇÃO a) Margem de contribuição de cada quarto Itens Hotel Rede Mar Hotel Sossego Hotel Come Dorme Valor médio das diárias, líquido dos tributos 350 440 500 Custos e despesas variáveis, para cada diária 120 250 180 Margem de contribuição 230 190 320 a) Ponto de equilíbrio contábil de cada hotel, por mês Itens Hotel Rede Mar Hotel Sossego Hotel Come Dorme
  • 260. 258 Total dos custos e despesas fixas dividido pela margem de contribuição 2.200 diárias 2.000 diárias 2.800 diárias c) Considerando um mês de 30 dias, demonstração do nível percentual de ocupação dos quartos de cada hotel no mês, para se obter o ponto de equilíbrio contábil Itens Hotel Rede Mar Hotel Sossego Hotel Come Dorme a) Quantidade de quartos para aluguel 120 140 100 b) Quantidade de diárias por mês, supondo a ocupação máxima (100%) dos quartos = (a) × 30 dias 3.600 4.200 2.700 c) Ponto de equilíbrio, em diárias 2.200 2.000 2.800 d) Nível percentual de ocupação dos quartos, durante o mês = (c)/(b) 61,11% 47,6% 103,7% d) Pior alternativa de investimento Trata-se do Hotel Come Dorme, visto que será impossível obter resultados positivos. Seus custos e despesas fixas são elevados, exigindo um nível de atividade superior a sua capacidade para, pelo menos, recuperar os gastos fixos. e) Entre as duas melhores alternativas, em um mês de alta procura pelos turistas (nível de ocupação de 90% dos quartos, por exemplo), qual o hotel que daria o maior lucro? Itens Hotel Rede Mar Hotel Sossego a) Quantidade de quartos para aluguel 120 140 b) Quantidade de diárias por mês, supondo a ocupação máxima (100%) dos quartos = (a) × 30 dias 3.600 4.200 c) Quantidade de diárias no mês, ocupação de 90% 3.240 3.780 d) Valor médio das diárias 350 440 e) Total do faturamento no mês 1.134.000 1.663.200
  • 261. 259 f) Menos: custos e despesas variáveis (388.800) (945.000) g) Menos: custos e despesas fixas (506.000) (380.000) h) Resultado do mês 239.200 338.200 f) Entre as duas melhores alternativas, em um mês de baixa procura pelos turistas (nível de ocupação de 30% dos quartos, por exemplo), qual o hotel que daria o maior prejuízo? Itens Hotel Rede Mar Hotel Sossego a) Quantidade de quartos para aluguel 120 140 b) Quantidade de diárias por mês, supondo a ocupação máxima (100%) dos quartos = (a) × 30 dias 3.600 4.200 c) Quantidade de diárias no mês, ocupação de 30% 1.080 1.260 d) Valor médio das diárias 350 440 e) Total do faturamento no mês 378.000 554.400 f) Menos: custos e despesas variáveis (129.600) (315.000) g) Menos: custos e despesas fixas (506.000) (380.000) h) Resultado do mês (257.600) (140.600)
  • 262. 260
  • 263. 260 7 CUSTOS PARA MELHORIA DE PROCESSOS E ELIMINAÇÃO DE DESPERDÍCIOS QUESTÕES TEÓRICAS 1. Comente alguns aspectos, antes considerados de pouca importância, que passaram a ser fundamentais para a sobrevivência e expansão das empresas no moderno ambiente econômico. 2. Comente os novos paradigmas de produção. 3. Quais são os pilares da filosofia da excelência empresarial? 4. O que é a filosofia do controle total da qualidade? 5. Comente o conceito de células de produção. Compare com o “chão de fábrica tradicional” e destaque as vantagens em relação aos critérios tradicionais de produção. 6. Comente as ferramentas operacionais para melhoria dos processos. 7. Quais foram as principais mudanças ocorridas na composição dos cus- tos de produção nas últimas décadas, na maioria das empresas indus- triais? 8. Quais são os conceitos básicos da gestão estratégica de custos? 9. Elabore um resumo dos conceitos da análise da cadeia de valores. Por que são importantes para a gestão estratégica de custos? 10. Comente o surgimento e os pressupostos básicos do custeio baseado em atividades.
  • 264. 261 11. Quais foram as principais razões para o surgimento do custeio baseado em atividades? 12. Quais são as principais críticas aos métodos convencionais utilizados para rateio dos custos indiretos? 13. Quais são as principais diferenças do Custeio ABC em relação aos crité- rios tradicionais de rateio dos custos indiretos/fixos? Quais são suas principais vantagens e desvantagens? 14. Comente os aspectos conceituais do custeio baseado em atividades. 15. O que são atividades? Qual sua importância dentro da metodologia do custeio baseado em atividades? Dê exemplos de atividades do departa- mento financeiro e contas a pagar de uma empresa. 16. Que são processos? Quais são os tipos de processos e seus relaciona- men-tos com as atividades de uma empresa? 17. Que são direcionadores ou geradores de custos? Dê exemplos. 18. Comente algumas das vantagens do custeio baseado em atividades. 19. Quais são as principais fases para a implantação do custeio baseado em atividades?
  • 265. 262 TESTES 1. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) Para sobreviver no atual mercado globalizado e altamente compe- titivo, alguns aspectos passaram a ser fundamentais para a sobre- vi-vência das empresas. Entre esses aspectos, os autores destacam a crescente escassez de alguns recursos produtivos, tais como as matérias-primas e mão-de-obra especializada. b) Uma das características do mundo moderno é que os produtos estão cada vez mais sofisticados, exigindo uma alta tecnologia de produ-ção. Também se pode afirmar que a maioria dos produtos industriais estão com a vida útil cada vez menor. c) O atual consumidor tem maior liberdade de escolha e valoriza mais seus recursos financeiros, comparativamente com as gerações ante-riores. d) A implementação de células de produção passou a ser fundamen- tal para a flexibilização dos processos produtivos. Resposta: alternativas B, C e D. 2. Assinale a(s) alternativa(s) incorretas: a) Os novos paradigmas de gestão do processo produtivo não tiveram quaisquer efeitos e implicações nos sistemas adotados e praticados pela Contabilidade de Custos. b) Preço, qualidade, confiabilidade e flexibilidade são as dimensões competitivas que as empresas devem possuir, para alcançar êxito em suas missões. c) O fato de a maioria dos atuais sistemas produtivos exigir sofistica- dos recursos tecnológicos para a fabricação não resulta em qual- quer implicação na utilização dos fatores de produção. Em outras palavras, não foram observadas mudanças significativas na com- posição dos custos nas últimas décadas. d) Fazer as coisas certas na primeira vez é um dos pilares da filosofia da excelência empresarial. Resposta: alternativas A e B.
  • 266. 263 3. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) Desperdícios são gastos normais na maioria dos processos produ- tivos, não podendo ser eliminados sem prejuízo da qualidade da pro-dução. b) O conceito de células de produção surgiu da divisão da fábrica em várias minifábricas, especializadas num tipo ou segmento de pro- du-to, para diminuir o custo de setup. c) Pode-se entender por desperdícios aquilo que não adiciona valor aos produtos e serviços, na óptica do consumidor. d) Desperdícios ocorrem apenas nas empresas industriais. Conse- qüen-temente, nas prestadoras de serviços não há necessidade da identi-ficação das atividades que não agregam valor aos serviços. Resposta: alternativas B e C. 4. Assinale a(s) alternativa(s) incorreta(s): a) Na maioria das empresas modernas, de alta tecnologia, a mão-de- obra representa um dos mais importantes custos de produção. b) O objetivo principal do just in time é a eliminação ou redução dos estoques da empresa. c) Manter estoques de mercadorias é considerado, nos tempos atuais, uma forma de desperdício, sendo uma atividade que não agrega valor na óptica do cliente. d) Nas empresas prestadoras de serviços, não é possível a implanta- ção da filosofia da excelência empresarial. Resposta: alternativas A e D. 5. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) Os países orientais – Japão, Coréia, Taiwan etc. – deram uma grande contribuição para o desenvolvimento das tecnologias avan- çadas de produção e gestão empresarial. b) O activity based management enfatiza a gestão de atividades como a melhor forma de buscar a excelência no atendimento das neces- sidades e expectativas dos clientes e de proporcionar o melhor re- torno possível para os investidores.
  • 267. 264 c) Entende-se por cadeia de valor o conjunto de atividades criadoras de valor, desde a fonte de suprimentos das matérias-primas até a entre-ga do produto final para os clientes. d) Os sistemas convencionais de custeios da produção de bens e ser- viços estão preparados para atender às necessidades de informa- ções gerenciais relacionadas com o tratamento, análise, classifica- ção, registro contábil e apropriação aos produtos e serviços dos custos indiretos de uma empresa. Resposta: alternativas A, B e C. 6. Pode-se afirmar, com relação ao custeio baseado em atividades: a) Não pode ser aplicado em empresas prestadoras de serviços. b) Sua aplicação prática só é possível para controle e gerenciamento dos gastos diretos com matérias-primas e mão-de-obra. c) É uma moderna metodologia para apropriação dos gastos indiretos de produção de bens e serviços, tendo como fundamento a análise das atividades desenvolvidas na empresa. d) Não deve ser utilizado em empresas industriais nas quais os cus- tos indiretos são parte substancial do total dos custos. Resposta: alternativa C. 7. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s) (pode haver mais de uma): a) A principal vantagem da utilização dos métodos tradicionais de rateio dos custos indiretos aos bens produzidos e serviços execu- tados em um determinado período reside no fato de que tais crité- rios per-mitem uma exata apropriação desses custos para cada unidade pro-duzida. b) Uma das mudanças nos processos produtivos nas últimas décadas, observada em alguns setores industriais, foi a necessidade de grande diversificação de produtos e modelos fabricados na mesma planta industrial. c) Entende-se por processo um conjunto de direcionadores por meio dos quais são identificados e avaliados os recursos gastos na exe- cu-ção de um produto.
  • 268. 265 d) Os processos gerenciais são aqueles que estão relacionados com o planejamento estratégico, definição de metas, orçamentos, con- troles, avaliação de resultados etc. Resposta: alternativas B e D. 8. Assinale a(s) alternativa(s) incorreta(s) (pode haver mais de uma): a) A principal atividade da engenharia de processos, na maioria das empresas, é o desenvolvimento de fornecedores, cotações de pre- ços e controle do estoque de matérias-primas. b) Direcionadores são os parâmetros de atividades, por meio dos quais são identificados e avaliados os recursos gastos na execução de uma atividade. c) Processo é um conjunto de atividades logicamente relacionadas e coordenadas, visando à obtenção de resultados, para as quais são consumidos recursos. d) Na implantação do custeio baseado em atividades, não há neces- sidade de identificar as atividades relevantes executadas pelos de- partamentos produtivos. Resposta: alternativas A e D. 9. Assinale a alternativa correta: a) Na atribuição de custos às atividades, não há necessidade de crite- riosas análises de cada atividade. b) O surgimento do custeio baseado em atividades foi conseqüência direta da inadequacidade da metodologia anteriormente utilizada para rateio dos custos indiretos de fabricação. c) O custeio baseado em atividades não tem qualquer utilidade para identificação, análise e controle dos custos envolvidos nas ativi- dades e processos. d) Nas indústrias modernas, em sua grande maioria, os custos com a mão-de-obra continuam a representar parte significativa do total dos custos de produção. Resposta: alternativa B. 10. Assinale a alternativa incorreta:
  • 269. 266 a) Uma das vantagens do custeio baseado em atividades é a possi- bilidade de atribuição dos custos indiretos aos produtos de manei- ra coerente com a utilização de recursos consumidos para a exe- cução das atividades. b) O custo de uma atividade compreende todos os sacrifícios de re- cursos necessários para executá-la. c) As principais atividades dos funcionários do almoxarifado, na maio-ria das indústrias, relacionam-se com as especificações de materiais a serem utilizados pela produção, determinando a quan- tidade e a qualidade das matérias-primas, materiais de embalagens etc. d) O processo de pintura de um carro na linha produtiva é um exem- plo de um conjunto de atividades logicamente relacionadas e co- orde-nadas. Resposta: alternativa C.
  • 270. 267 CASOS PRÁTICOS 1. Preencha as colunas 2 e 3. SOLUÇÃO Problema Causa Solução Manutenção de estoques ele- vados Falta de adequado planeja- mento da produção Obter planejamento de com- pras de clientes e planejar as compras e a produção de acor- do com esse planejamento Gastos com o controle da qua- lidade dos materiais entregues pelos fornecedores Falta de confiança no controle de qualidade do fornecedor Exigir do fornecedor garantia da qualidade de seus produtos Gastos elevados de esquema- tização da fábrica cada vez que muda o tipo de produto a ser fabricado Chão de fábrica tradicional Transformar o processo produ- tivo em células de produção 2. Indústria Metalúrgica Bemol Ltda. Com base nas informações, calcule o custo de produção do mês de cada unidade produzida, utilizando a metodologia do custeio baseado em ativi- dades. A Indústria Metalúrgica Bemol Ltda. fabrica dois produtos. Seguem as informações sobre o volume de produção e seus custos durante o mês de outubro: Quadro 1 Informações. Produto A Produto B Volume de produção 12.000 unidades 10.000 unidades Custos diretos/variáveis para cada unidade Matérias-primas ($) 30 40 Mão-de-obra ($) 20 30
  • 271. 268 Os custos indiretos de fabricação (CIF) totalizaram $ 642.400 no mês. Por meio de análise de informações contábeis e entrevistas com o pes- soal da produção, constatou-se que os custos indiretos referiam-se às seguin- tes atividades: Quadro 2 Atividades. Custo da atividade ($) Melhoria dos processos de produção 100.000 Recuperação de produtos com defeitos 20.400 Processamento das máquinas 280.000 Controle de qualidade das unidades produzidas 242.000 Total dos custos indiretos 642.400 A apuração dos dados físicos relativos às atividades demonstrou os se- guintes direcionadores de custos: Quadro 3 Informações quantitativas. Produto A Produto B Total Horas de engenheiros dedicadas à melhoria dos processos de produção 200 300 500 Unidades produzidas com defeitos 1.000 1.400 2.400 Quantidade de horas-máquinas utilizadas 3.000 7.000 10.000 Quantidade produzida 12.000 10.000 22.000 SOLUÇÃO Seqüência para cálculo e apropriação dos custos indiretos de fabricação (CIF) para cada unidade produzida, com base na metodologia do custeio ba- seado em atividades. Quadro 4 Passos seqüenciais.
  • 272. 269 Cálculo a) Obtenção do custo unitário de cada direcio- nador Custo da atividade dividido pela quantidade total de direcionadores b) Apuração do custo da atividade atribuído ao produto Custo unitário do direcionador (a) multiplicado pelo número de direcionadores do produto c) Apuração do custo da atividade para cada unidade de produção Custo da atividade atribuído ao produto (b) dividido pela quantidade produzida Com base nessa seqüência de cálculos, teremos os seguintes resultados: Quadro 5 Demonstração do custo unitário de cada direcionador. Atividades Quadro 2 Direcionadores de custos Quadro 3 Custo de cada direcionador (1) Melhoria dos processos de produção Horas de engenheiros dedicadas à melhoria dos processos de produção $ 200,00 Recuperação de produtos com defeitos Unidades produzidas com defeitos $ 8,50 Processamento das máquinas Quantidade de horas-máquinas utili- zadas $ 28,00 Controle de qualidade das unidades produzidas Quantidade produzida $ 11,00 (1) Custo da atividade (Quadro 2) dividido pela quantidade de direcionadores (Quadro 3). Quadro 6 Apropriação dos custos indiretos aos produtos.
  • 273. 270 Atividades Quadro 2 Custo da atividade Produto A (2) Produto B (2) Melhoria dos processos de produção 100.000 40.000 60.000 Recuperação de produtos com defeitos 20.400 8.500 11.900 Processamento das máquinas 280.000 84.000 196.000 Controle de qualidade das unidades produzidas 242.000 132.000 110.000 Total dos custos indiretos 642.400 264.500 377.900 Quantidade produzida 12.000 10.000 Custo indireto unitário 22,04 37,79 (2) Quantidade de direcionadores (Quadro 3) multiplicada pelo custo unitário (Quadro 5). Quadro 7 Custo unitário de produção ($). Custos diretos/variáveis para cada unidade Produto A Produto B Matérias-primas (Quadro 1) 30,00 40,00 Mão-de-obra (Quadro 1) 20,00 30,00 Custo indireto (Quadro 6) 22,04 37,79 Total do custo unitário 72,04 107,79 3. Consultoria e Engenharia de Sistemas (CES) Com base nas informações disponíveis com a utilização da metodologia do custeio baseado em atividades, apropriar, para cada segmento de negóci- os, os gastos indiretos dos setores de apoio, treinamento, divulgação dos serviços etc. durante o mês de maio. A CES é um dos maiores e mais conceituados escritórios de consultoria e engenharia de sistemas. Constituído por 20 jovens administradores, eco- nomistas e engenheiros, emprega mais de 300 pessoas, entre técnicos e pes- soal administrativo. Presta os seguintes serviços: • consultoria e auditoria de sistemas administrativos, financeiros e de produção; • desenvolvimento de sistemas específicos; • projetos de rede (física e lógica);
  • 274. 271 • projetos para a Internet/Intranet; • projetos de engenharia; • assessoria nos projetos de logística. Durante o mês, atendeu a quase 40 clientes. Sua contabilidade gerenci- al está dividida em três grandes segmentos de negócios, que são: a) assessoria de projetos de gestão (Proges); b) projetos para instituições financeiras (Profin); c) assessoria de projetos para agroindústrias (Proagro). Durante o mês de maio, o total dos gastos indiretos foi de $ 398.000, como segue: Quadro 1 Gastos indiretos do mês. $ Salários e encargos sociais do pessoal de apoio (1) 186.000 Treinamentos e formação dos consultores (2) 70.000 Depreciação dos equipamentos de informática 104.000 Divulgação dos serviços oferecidos pela Sessa (3) 38.000 Total dos gastos indiretos 398.000 (1) Pessoal dos departamentos auxiliares, que não trabalham diretamente com os projetos, tais como (a) diretoria de projetos, (b) digitação, revisão, elaboração e arquivos dos projetos, (c) faturamento e cobrança, (d) desenvolvimento de aplicativos comuns etc. (2) Inclui cursos no exterior, pagamento de cursos universitários e de inglês. (3) Inclui gastos com folders sobre todas as atividades da empresa, publicações em jornais e revistas especializadas, palestras dadas pela diretoria e gerentes, gastos com viagens promocionais e para coleta de dados para elaboração das propostas, subsídios para o exercício do magistério pelos consultores etc. Foram identificadas as seguintes atividades, com seus correspondentes custos: Quadro 2 Atividades relevantes e seus custos.
  • 275. 272 Atividades relevantes Custo total da atividade no mês Supervisão dos projetos pela Diretoria 25.000 Digitação, elaboração, revisão e arquivo de projetos 50.000 Faturamento e cobrança 15.000 Desenvolvimento de aplicativos comuns 177.000 Treinamentos dos consultores 70.000 Divulgação e promoção 40.000 Elaboração e apresentação de propostas 21.000 Total dos gastos indiretos 398.000 Foram apurados os seguintes direcionadores para cada área de negóci- os: Quadro 3 Direcionadores. Proges Profin Proagro Total Dedicação do tempo dos diretores 40% 40% 20% 100% Quantidade de projetos desenvolvidos no mês 18 12 10 40 Número de faturas no mês 14 6 10 30 Horas utilizadas nos aplicativos comuns 3.200 4.000 1.650 8.850 Número de consultores beneficiados 25 25 20 70 Consultas recebidas no mês 25 40 15 80 Propostas apresentadas no mês 20 30 10 60 SOLUÇÃO Quadro 4 Apuração do custo unitário dos direcionadores.
  • 276. 273 Custo total da atividade no mês Total de direcionadores Custo unitário ($) Dedicação do tempo dos diretores 25.000 100% 250 Quantidade de projetos desenvolvidos no mês 50.000 40 1.250 Número de faturas no mês 15.000 30 500 Horas utilizadas nos aplicativos comuns 177.000 8.850 20 Número de consultores beneficiados 70.000 70 1.000 Consultas recebidas no mês 40.000 80 500 Propostas apresentadas no mês 21.000 60 350 Quadro 5 Apropriação dos custos indiretos para cada área de negócios. Custo total da atividade Proges Profin Proagro Supervisão dos projetos pela Diretoria 25.000 10.000 10.000 5.000 Digitação, elaboração, revisão e arquivo de projetos 50.000 22.500 15.000 12.500 Faturamento e cobrança 15.000 7.000 3.000 5.000 Desenvolvimento de aplicativos comuns 177.000 64.000 80.000 33.000 Treinamentos dos consultores 70.000 25.000 25.000 20.000 Divulgação e promoção 40.000 12.500 20.000 7.500 Elaboração e apresentação de propostas 21.000 7.000 10.500 3.500 Total dos gastos indiretos 398.000 148.000 163.500 86.500 4. Departamento de Engenharia de Processos Com base nas informações disponíveis, aproprie os custos indiretos do mês de agosto do Departamento de Engenharia de Processos para os produtos
  • 277. 274 produzidos no mês, utilizando a metodologia do custeio baseado em ativida- des. A empresa produz os produtos A, B e C. Em agosto, foram produzidas 5.000 unidades do produto A, 3.000 unidades do produto B e 7.000 unida- des do produto C. Quadro 1 Informações sobre os custos indiretos do mês de agosto e ativi- dades relevantes do Departamento de Engenharia de Proces- sos. Atividades relevantes Custos indiretos ($) Programar os lotes de produção 40.000 Programar as máquinas 50.000 Verificar a qualidade da produção 20.000 Supervisionar a produção 100.000 Treinamento da mão-de-obra direta 30.000 Total dos custos indiretos do mês do Departamento 240.000 Quadro 2 Informações sobre os direcionadores de custos no mês. Produto A Produto B Produto C Total Lotes de produção 50 90 60 200 Total de horas-máquinas 2.000 1.000 3.250 6.250 Número de unidades inspecionadas 220 100 305 625 Dedicação do tempo dos supervisores da produção 50% 20% 30% 100% Número de operários treinados no mês 14 6 10 30 SOLUÇÃO
  • 278. 275 Quadro 3 Cálculo do custo unitário de cada direcionador ($). Atividades relevantes Total do custo da atividade (a) Total de direcionadores (b) Custo unitário (a)/(b) ($) Programar os lotes de produção 40.000 200 200 Programar as máquinas 50.000 6.250 8 Verificar a qualidade da produção 20.000 625 32 Supervisionar a produção 100.000 100% 1.000 Treinamento da mão-de-obra direta 30.000 30 1.000 Quadro 4 Apropriação dos custos indiretos do Departamento de Enge- nharia de Processos para cada produto fabricado no mês. Atividades relevantes Total do custo da atividade Produto A Produto B Produto C Programar os lotes de produção 40.000 10.000 18.000 12.000 Programar as máquinas 50.000 16.000 8.000 26.000 Verificar a qualidade da produção 20.000 7.040 3.200 9.760 Supervisionar a produção 100.000 50.000 20.000 30.000 Treinamento da mão-de-obra direta 30.000 14.000 6.000 10.000 Total dos custos indiretos 240.000 97.040 55.200 87.760 Quantidade produzida 5.000 3.000 7.000 Custo indireto para cada unidade 19,41 18,40 12,54 5. ABC Turismo Com base nas informações disponíveis, apure os resultados da ABC Tu- rismo utilizando:
  • 279. 276 a) a metodologia do custeio baseado em atividades; b) a metodologia do custeio por absorção, com rateio dos custos indi- retos proporcionalmente ao número de passageiros (pax); e c) a metodologia do custeio por absorção, com rateio dos custos indi- retos proporcionalmente ao número de funcionários. E concluir sobre a manutenção ou não do serviço camping. A ABC Turismo oferece três serviços principais a seus clientes, que se concentram principalmente no segmento infanto-juvenil: • acampamento de férias – camping; • excursão à Beto Carrero – Beto; • excursão à Disney World – Disney. Para possibilitar a execução desses serviços, a agência está organizada em processos em que são desenvolvidas as atividades e tarefas necessárias para os diversos serviços, como segue: Quadro 1 Processo de divulgação e marketing – Custo $ 181.580. Atividades Custo ($) Tarefas principais Custo ($) Direcionador de custos Anúncios na mídia 145.000 • preparar o anúncio • contratar a mídia • pagamento de fatura 35.000 15.000 95.000 Número de anúncios 145.000 Palestras em escolas 6.580 • preparar material • contatar as escolas • apresentar as palestras 2.000 1.200 3.380 Quantidade de palestras 6.580 Mala direta 30.000 • listar candidatos • preparar material • enviar correspondência 5.000 18.000 7.000 Quantidade de corres- pondências enviadas 30.000 181.580 Quadro 2 Processo de planejamento das excursões – Custo $ 33.300.
  • 280. 277 Atividades Custo ($) Tarefas principais Custo ($) Direcionador de custos Vendas 26.500 • registro do passageiro • emissão dos bilhetes • cobrança 8.000 15.000 3.500 Quantidade de passageiros 26.500 Programação 4.250 • reserva de hotéis • aluguel de fazendas • emissão do programa • emissão de passagens 800 1.200 1.100 1.150 Quantidade de grupos 4.250 Contratação 2.550 • aluguel de ônibus • traslados • pacotes de terceiros • contratação de guias • contratação de seguros • despacho de bagagens 300 200 100 800 650 500 Quantidade de grupos 2.550 33.300 Quadro 3 Processo de apoio – Custo $ 24.881.
  • 281. 278 Atividades Custo ($) Tarefas principais Custo ($) Direcionador de custos Logística 7.623 • comunicações • informática 3.600 4.023 Tempo de uso da rede 7.623 Geral 17.258 • manutenção da loja • manutenção de equipamen- tos • serviços gerais 3.000 4.200 10.058 Quantidade de funcionários 17.258 24.881 O serviço “Acampamento de Férias” é relativamente novo no mercado e foi introduzido em função de uma estratégia da empresa que identificou a oportunidade de entrar em um mercado novo e de baixa concorrência. Esse serviço, porém, parece estar apresentando um baixo retorno e, por isso, a Diretoria tem questionado a conveniência de sua continuidade. Existe, entretanto, um sentimento do pessoal operacional de que esse serviço é rentável, pois é realizado pela própria agência, sem uso de serviços de terceiros. A Agência tem, inclusive, conseguido oferecê-lo por um preço bem abaixo da concorrência, exatamente por realizá-lo com pessoal próprio. O rateio dos custos indiretos em função da mão-de-obra envolvida apresenta resultado impraticável (emprega metade da força de trabalho). O rateio pelo número de participantes também apresenta resultado insatisfató- rio, pois, por tratar-se de serviço novo, seu público ainda é bastante restrito. Para subsidiar melhor a decisão de manter ou não o serviço, a Diretoria resolveu apurar os custos levando em conta o consumo das várias atividades pelos serviços. Para tanto, foram obtidas as seguintes informações: Itens Camping Beto Disney Total
  • 282. 279 Empregados do setor 5 3 2 10 Passageiros – Pax 62 356 298 716 Grupos 3 9 5 17 Anúncios veiculados 0 24 49 73 Palestras 24 8 15 47 Mala direta 0 3.500 2.000 5.500 Ocupação de linhas – minuto 180 680 1.560 2.420 SOLUÇÃO
  • 283. 280 ABC Turismo Camping Beto Disney Total Clientes = Pax 62 356 298 716 Custos diretos Pacotes de terceiros 164.080 238.870 402.950 Aluguel de ônibus 1.800 25.200 500 27.500 Guias próprios 8.500 2.000 4.000 14.560 Hospedagem 15.000 20.820 35.820 Total 25.360 212.100 243.370 480.830 Custo por pax 409,03 595,79 816,68 Custos indiretos Atividades Anúncios 24 49 73 Custo total 47.671 97.329 145.000 Palestra 24 8 15 47 Custo total 3.360 1.120 2.100 6.580 Mala direta 3.500 2.000 5.500 Custo total 19.091 10.909 30.000 Vendas/pax 62 356 298 716 Custo total 2.295 13.176 11.029 26.500 Logística 180 680 1.560 2.420 Custo total 567 2.142 4.914 7.623 Programação/grupos 3 9 5 17 Custo total 750 2.250 1.250 4.250 Contratação/grupos 3 9 5 17 Custo total 450 1.350 750 2.550 Despesas gerais – MOD 5 3 2 10 Custo total 8.629 5.177 3.452 17.258 Custo indireto total 16.051 91.978 131.733 239.761 Custo indireto por pax 258,88 258,36 442,06 335,00 Custo total por pax 667,91 854,15 1.258,73
  • 284. 281 Apuração de resultado Camping Beto Disney Total ABC Pax 62 356 298 716 Preço de venda 770 980 1.450 Receita de venda 47.740 348.880 432.100 828.720 Custo direto 25.360 212.100 243.370 480.830 Custo indireto 16.051 91.978 131.733 239.761 Custo total 41.411 304.078 375.103 720.591 Lucro bruto 6.329 44.802 56.997 108.129 Lucro (%) sobre receita 13,26 12,84 13,19 Lucro por pax 102,09 125,85 191,27 Apuração de resultado Camping Beto Disney Total Absorção/pax Pax 62 356 298 716 Preço de venda 770 980 1.450 Receita de venda 47.740 348.880 432.100 828.720 Custo direto 25.360 212.100 243.370 480.830 Custo indireto 20.761 119.211 99.789 239.761 Custo total 46.121 331.311 343.159 720.591 Lucro total 1.619 17.569 88.941 108.129 Lucro (%) sobre receita 3,39 5,04 20,58 Lucro por pax 26,11 49,35 298,46
  • 285. 282 Apuração de resultado Camping Beto Disney Total Absorção/MOD Funcionários 5 3 2 10 Pax 62 356 298 716 Preço de venda 770 980 1.450 Receita de venda 47.740 348.880 432.100 828.720 Custo direto 25.360 212.100 243.370 480.830 Custo indireto 119.881 71.928 47.952 239.761 Custo total 145.241 284.028 291.322 720.591 Lucro total (97.501) 64.852 140.778 108.129 Lucro (%) sobre receita (204,23) 18,59 32,58 Lucro por pax (1.572,59) 182,17 472,41 6. Escritório de Contabilidade ContMack O Escritório de Contabilidade ContMack possui cerca de 240 clientes, de médio porte, prestando assessoria em três áreas principais: Contabilida- de, Escrituração Fiscal e Departamento Pessoal. Em junho, o sócio principal, Sr. Controll Lando Nada, nomeou um ge- rente para cada área, com o salário mensal de $ 5.000,00. Além desse salário fixo, cada gerente irá receber uma parte variável equivalente a 5% do lucro de sua área, antes do Imposto de Renda/Contribuição Social. O Demonstrativo do Resultado de junho, que será utilizado como base para cálculo da parte variável dos salários dos gerentes no segundo semes- tre, foi elaborado como segue:
  • 286. 283 Contabilidade Escrituração fiscal Depto. pessoal Total Faturamento 430.000 300.000 250.000 980.000 Custos diretos Salários e encargos sociais, excluin- do a participação dos gerentes nos resultados 230.000 180.000 160.000 570.000 Custos indiretos Aluguel e condomínio das salas 50.000 Material de escritório, incluindo for- mulários 40.000 Amortização de programas de com- putação 40.000 Depreciação dos equipamentos de informática e demais móveis e uten- sílios do escritório 100.000 Salários e encargos sociais da mão- de-obra indireta (secretária, recep- ção, faxina, mensageiros, fatura- mento, cobrança etc.) 87.000 Outros custos indiretos – assinatura de jornais e revistas, telefone, fax, energia elétrica, limpeza etc. 25.000 Total dos custos indiretos 138.000 108.000 96.000 342.000 Total dos custos de junho 368.000 288.000 256.000 912.000 Resultado de cada área 62.000 12.000 – 6.000 68.000 Observações: 1. Está correta a informação referente ao valor do faturamento (receitas) de cada área, visto que, no momento da apresentação de cada proposta, cada gerente faz seu orçamento, para efeito de cobrança de honorários. 2. Sr. Controll Lando Nada apropriou os custos indiretos com base nos custos diretos de cada área, por considerar um critério justo. Em sua vi- são, a área com o maior custo de mão-de-obra direta deve responder por uma parcela maior dos custos indiretos.
  • 287. 284 3. O Gerente da área do Departamento Pessoal, Sr. R. H. Sperto, não con- corda com o resultado apurado para sua área, alegando que seu pessoal é eficiente, não consumindo tanto custos indiretos como as demais áre- as. Para provar sua opinião, efetuou um levantamento das atividades relevantes de todo o escritório, bem como da quantidade dos direcio- nadores de custos para o mês de junho, obtendo as seguintes informa- ções: Atividades relevantes Custos das atividades ($) Retirada e entrega de documentos dos clientes (1) 32.000 Análise e classificação dos documentos (2) 70.000 Digitação de dados 80.000 Emissão de relatórios e livros contábeis, fiscais e folha de pagamento 35.000 Arquivo da documentação dos clientes 28.000 Supervisão e orientação dos trabalhos 45.000 Atendimento aos clientes (3) 52.000 Total dos custos das atividades relevantes 342.000 Observações sobre as atividades relevantes: 1. Refere-se às idas dos mensageiros até os escritórios dos clientes, para retiradas dos documentos contábeis, fiscais e do departamento pessoal, para processamento no escritório da ContMack. Após o processamento, os mensageiros retornam aos clientes para entrega dos relatórios, folha de pagamento, recibos de pagamentos aos funcionários, guias para re- colhimento dos impostos etc. Inclui o custo dos salários e encargos dos mensageiros, bem como boa parte da depreciação dos veículos utiliza- dos. 2. Compreendem atividades desempenhadas principalmente nas áreas de Contabilidade e Escrituração Fiscal. 3. Refere-se ao tempo gasto com reuniões e contatos telefônicos com os clientes, para apresentações e discussões dos relatórios contábeis, atendimento da fiscalização, assessoria nas homologações trabalhistas etc. Inclui também os custos de pessoal e telefone para o esclarecimen- to de dúvidas relacionadas com a documentação contábil, fiscal e da folha de pagamento.
  • 288. 285 Levantamento dos direcionadores de custos das atividades relevantes Atividades relevantes Direcionadores de custos Retirada e entrega de documentos dos clientes Número de viagens dos mensageiros Análise e classificação dos documentos Quantidade de documentos Digitação de dados Quantidade de horas de digitação Emissão de relatórios e livros contábeis, fiscais e folha de pagamento Tempo para processamento e emissão dos relatórios Arquivo da documentação Quantidade de documentos Supervisão e orientação dos trabalhos Tempo para supervisão e orientação Atendimento aos clientes Apontamento de tempo Quantidade de direcionadores para cada área do escritório Direcionadores de custos Contabilidade Escrituração fiscal Depto. pessoal Total dos direcionadores No de saídas dos mensageiros 160 100 60 320 Quantidade dos documentos 69.000 30.000 1.000 100.000 Quantidade de horas de digitação 1.500 1.600 900 4.000 Tempo para processamento e emissão dos relatórios 300 horas 200 horas 200 horas 700 horas Quantidade de documentos 69.000 30.000 1.000 100.000 Tempo para supervisão e orientação 300 horas 100 horas 50 horas 450 horas Apontamento de tempo 2.900 horas 1.300 horas 1.000 horas 5.200 horas Com base nas informações levantadas pelo Sr. R. H. Sperto, qual seria a lucratividade de cada divisão, com a utilização da metodologia do ABC Cos- ting?
  • 289. 286 SOLUÇÃO Apropriação dos custos indiretos com base nas atividades relevantes e seus direcionadores de custos. Quadro 1 Direcionamento do custo das atividades. Atividades relevantes Custo da atividade Contabilidade Escrituração fiscal Depto. pessoal Retirada e entrega de documentos dos clientes Direcionador de atividades Tempo dos mensageiros 32.000 16.000 10.000 6.000 Análise e classificação dos documentos Direcionador de atividades Quantidade de documentos 70.000 48.300 21.000 700 Digitação de dados Direcionador de atividades Quantidade de documentos digitados 80.000 30.000 32.000 18.000 Emissão de relatórios, livros contá- beis, fiscais e folha de pagamento Direcionador de atividades Quantidade ponderada de relatórios 35.000 15.000 10.000 10.000 Arquivo da documentação Direcionador de atividades Quantidade de documentos arquivados 28.000 19.320 8.400 280 Supervisão e orientação dos trabalhos Direcionador de atividades Tempo despendido 45.000 30.000 10.000 5.000 Atendimento aos clientes Direcionador de atividades Tempo despendido 52.000 29.000 13.000 10.000 Total dos custos das atividades rele- vantes 342.000 187.620 104.400 49.980 Refazendo o Demonstrativo do Resultado Mensal, com a utilização da metodologia do ABC Costing para apropriação dos custos indiretos às áreas produtivas, tem-se:
  • 290. 287 Quadro 2 Demonstração do resultado. Contabilidade Escrituração fiscal Depto. pessoal Total Faturamento 430.000 300.000 250.000 980.000 Custos diretos Salários e encargos sociais, ex- cluindo a participação dos gerentes nos resultados 230.000 180.000 160.000 570.000 Custos indiretos – Quadro 1 187.620 104.400 49.980 342.000 Total dos custos 417.620 284.400 209.980 912.000 Resultado de cada área 12.380 15.600 40.020 68.000 Quadro 3 Comparativo dos resultados “divisionais” com a adoção dos diferentes critérios. Contabilidade Escrituração fiscal Depto. pessoal Total do lucro Com a utilização de critério tradicio- nal – com base nos custos diretos de cada divisão 62.000 91,18% 12.000 17,65% – 6.000 – 8,83% 68.000 100,00% Com a utilização da metodologia do ABC Costing 12.380 18,21% 15.600 22,94% 40.020 58,85% 68.000 100,00% Modelo de comentários conclusivos O Sr. Controll Lando Nada ficou bastante surpreso com o quadro com- parativo. Nunca imaginou que a área mais eficiente era, de fato, a do Depar- tamento Pessoal, apesar de ser a que apresentou sempre a menor receita do escritório. Analisando mais criteriosamente os números resumidos nos qua- dros anteriores, chegou às seguintes conclusões: v São muito elevados os custos com a retirada e entrega de docu- mentos dos clientes, em razão dos seguintes motivos:
  • 291. 288 • não havia uma eficiente programação das visitas dos mensageiros aos clientes. Ocorriam casos de diversas visitas em uma única se- mana, desnecessariamente; • o meio de transporte mais utilizado eram os dois veículos do escri- tório, o que encarecia o processo, em razão da perda de tempo para locomoção em São Paulo, além dos custos com a manuten- ção. Sr. Controll Lando Nada recebeu de uma empresa de entregas urgentes, tipo “moto-boys”, uma proposta de terceirização desses serviços, ao custo mensal de $ 13.000,00. v Os custos com o atendimento aos clientes foram também criterio- samente analisados. Concluiu-se que ocorre muita perda de tempo com o esclarecimento de dúvidas, por meio de ligações telefônicas, com relação à documentação contábil e fiscal dos clientes. A do- cumentação recebida para processamento contábil e fiscal não era auto-explicativa, havendo necessidade de constantes e duradouros contatos telefônicos com os clientes. Os gerentes das áreas envol- vidas são de opinião que precisam treinar melhor o pessoal dos clientes, para que passem a enviar detalhes sobre determinados docu-mentos, o que irá reduzir sensivelmente os custos indiretos. v Com relação aos custos indiretos da digitação, concluiu-se que os digitadores não sofriam uma adequada supervisão, sendo alto o nível de erros e necessidade de refazer os trabalhos. Concluiu-se pela necessidade de melhorar a eficiência desse processo, com a imediata substituição de alguns profissionais que estavam desmo- tivados e melhor treinamento para os demais. 7. Fábrica de Artefatos Automotivos Moderna S.A. (Faamsa) Com base nas informações disponíveis, calcular o custo unitário de produção utilizando a metodologia do custeio por atividades Os executivos da Faamsa não estão satisfeitos com os atuais critérios de apropriação dos custos indiretos da fábrica aos dois produtos fabricados. De acordo com o responsável pela Contabilidade de Custos, Sr. Enrola- dinho Antigo da Silva, tais critérios são adotados desde o ano de 1960, quando os custos indiretos não representavam mais de 5% dos custos totais. Portanto, não havia, naquela época, muita preocupação na adoção de crité- rios mais adequados, visto que a pequena participação dos custos fixos não distorcia a adequada apuração dos custos de produção, qualquer que fosse o critério de rateio.
  • 292. 289 No entanto, a estrutura de produção foi sensivelmente alterada, com sig-nificativos investimentos em máquinas e equipamentos, automação e robotização etc., com reflexos nos custos fixos com a depreciação. Também a mão-de-obra indireta passou a representar parte substancial dos custos, visto a necessidade de contratação de profissionais de informáti- ca, engenheiros de produção, técnicos especializados etc. que assessoram e supervisionam toda a produção. Preocupados com a apuração mais correta dos custos de produção, os diretores contrataram uma consultoria especializada em custos baseados em atividades, o ABC Costing, para esclarecer melhor quais seriam os custos mais próximos da realidade dos dois produtos. A fábrica possui os seguintes departamentos: Departamentos produtivos Departamentos auxiliares Tornearia e moldagem Almoxarifado Prensa e soldagem Serviços gerais Pintura e acabamento Engenharia e supervisão da fábrica
  • 293. 290 Seguem as informações apuradas pelos consultores Levantamento das atividades relevantes dos departamentos e dos direcionadores dos custos Departamentos Atividades relevantes Direcionadores dos custos Tornearia e moldagem Tornear Moldar Tempo de torneamento Tempo de moldagem Prensa e soldagem Prensar Soldar Quantidade de chapas Apontamento de tempo Pintura e acabamento Pintar Polir Tempo de pintura Apontamento de tempo Almoxarifado Receber materiais Movimentar materiais No de recebimentos No de requisições Serviços gerais Embalar os materiais Limpar e efetuar manutenção das máquinas No de peças No de máquinas Engenharia e supervisão da fábrica Programar e supervisionar a pro- dução Testar os produtos Recuperar produtos defeituosos No de lotes No de testes efetuados Quantidade de produtos recu- perados
  • 294. 291 Levantamento da quantidade dos direcionadores de custo de cada produto Produto X Produto Y Total Quantidade de horas para • torneamento • moldagem 1.980 2.030 820 970 2.800 3.000 Quantidade de chapas prensadas 430 200 630 Apontamento de tempo para soldagem 50 horas 40 horas 90 horas Quantidade de horas para pintura 120 70 190 Apontamento de tempo para polir 200 horas 150 horas 350 horas No de recebimentos 700 400 1.100 No de requisições 500 300 800 No de peças embaladas 70.000 90.000 160.000 No de máquinas utilizadas em cada produto 60 40 100 Quantidade de lotes no mês 120 110 230 No de testes efetuados 30 20 50 Quantidade de produtos recuperados no mês 1.500 1.000 2.500
  • 295. 292 Levantamento dos custos indiretos da fábrica e das atividades relevantes Departamentos Atividades relevantes Custos ($) Tornearia e moldagem Tornear Moldar 700.000 300.000 1.000.000 Prensa e soldagem Prensar Soldar 600.000 650.000 1.250.000 Pintura e acabamento Pintar Polir 1.000.000 200.000 1.200.000 Almoxarifado Receber materiais Movimentar materiais 70.000 130.000 200.000,00 Serviços gerais Embalar os materiais Limpar e efetuar manutenção das má- quinas 100.000 140.000 240.000 Engenharia e supervisão da fábrica Programar e supervisionar a produção Testar os produtos Recuperar produtos defeituosos 728.000 100.000 300.000 1.128.000 Total dos custos fixos/indiretos 5.018.000
  • 296. 293 SOLUÇÃO Cálculo do custo unitário de produção, utilizando a metodologia do custeio por atividades para apropriação dos custos indiretos de fabricação. Seqüência para cálculo e apropriação dos custos indiretos de fabricação a) Obtenção do custo unitário de cada direciona- dor Custo da atividade No total de direcionadores b) Apuração do custo da atividade atribuído ao produto Custo unitário do direcionador (a) multiplicado pelo número de direcionadores do produto c) Apuração do custo da atividade para cada unidade de produção Custo da atividade atribuído ao produto (b) Quantidade produzida Com base nessa seqüência de cálculos, teremos os seguintes resultados: Departamentos Atividades relevantes Custos ($) Totais Unitário Produto X Produto Y Tornearia e moldagem Tornear Moldar 700.000 300.000 7,0714 2,9000 2,2778 1,0778 Prensa e soldagem Prensar Soldar 600.000 650.000 5,8503 5,1587 2,1164 3,2099 Pintura e acabamento Pintar Polir 1.000.000 200.000 9,0226 1,6327 4,0936 0,9524 Almoxarifado Receber materiais Movimentar materiais 70.000 130.000 0,6364 1,1607 0,2828 0,5417 Serviços gerais Embalar os materiais Limpar e efetuar manutenção das máquinas 100.000 140.000 0,625 1,200 0,6250 0,6222 Engenharia e supervisão da fábrica Programar e supervisionar a pro- dução Testar os produtos Recuperar produtos defeituosos 728.000 100.000 300.000 5,4261 0,8571 2,5714 3,8686 0,4444 1,3333 Total do custo unitário fixo/indireto 44,1124 21,4459
  • 297. 294 8 CUSTOS PARA OTIMIZAÇÃO DE RESULTADOS QUESTÕES TEÓRICAS 1. Qual a formação do autor e em qual livro está descrita a Teoria das Res- trições? 2. O que são e como se classificam as restrições? 3. Quais os cinco passos de aplicação da Teoria das Restrições? 4. Quais são os principais componentes da TOC? 5. Por que a TOC não pode ser utilizada para fins contábeis e fiscais?
  • 298. 295 TESTES 1. A restrição de um sistema pode ser definida como: a) o elo mais fraco de uma corrente; b) uma atividade essencial do sistema; c) a matéria-prima mais cara; d) a mão-de-obra mais especializada. Resposta: alternativa A. 2. As restrições podem ser classificadas em: a) simples ou complexas; b) restritivas ou proibitivas; c) inferiores ou superiores; d) internas ou externas. Resposta: alternativa D. 3. Os componentes básicos da TOC são: a) materiais, mão-de-obra e custos gerais de fabricação; b) receitas, custos e lucros; c) ganhos, inventários e despesas operacionais; d) custos fixos e variáveis, diretos e indiretos. Resposta: alternativa C. 4. Ganho, na TOC, é a diferença entre: a) receitas e custos variáveis; b) margem de contribuição e custos fixos; c) lucro bruto e despesas operacionais; d) receitas e gastos totalmente variáveis. Resposta: alternativa D.
  • 299. 296 5. Na TOC, despesas operacionais compreendem gastos para transformar: a) inventários em ganhos; b) despesas em receitas; c) prejuízos em lucros; d) receitas em lucros. Resposta: alternativa A.
  • 300. 297 CASOS PRÁTICOS 1. Em determinado mês, a Industrial GEC teve os gastos apresentados na tabela seguinte. Classifique os gastos em Despesas, Custos Diretos e Custos Indiretos. Anote os valores nas respectivas colunas e as totalize. Gastos do período Despesas Custos diretos Custos indiretos Total ($) Matéria-prima = MP 120.000 120.000 Mão-de-obra direta = MOD 81.600 81.600 Mão-de-obra indireta = MOI 22.000 22.000 Depreciação industrial 8.600 8.600 Custos indiretos de fabricação 10.200 10.200 Depreciação do prédio da administração 1.200 1.200 Despesas de vendas 8.500 8.500 Despesas administrativas 12.100 12.100 Despesas financeiras 1.966 1.966 23.766 201.600 40.800 266.166 Além dos gastos da tabela anterior, utilize as informações da tabela se- guinte para calcular o que é pedido a seguir. Produto Produto Informações gerais Alfa Beta Total Quantidade produzida e vendida 800 1.200 Matéria-prima por unidade 90 40 Horas de MOD por unidade 4 3 Custo por hora de MOD 12 12 Restrição = horas totais de MOD 6.800 Demanda de mercado 1.200 1.800
  • 301. 298 Utilizando as informações anteriores e os conceitos do processo de ra- ciocínio da TOC, complete a tabela seguinte e determine o maior lucro pos- sível nas condições atuais determinadas. TOC Teoria das restrições Alfa Beta Total Quantidade produzida e vendida 800 1.200 Preço unitário 170,00 125,00 Gasto totalmente variável por unidade 90,00 40,00 Ganho por unidade 80,00 85,00 Restrição = total de horas de MOD 6.800 Tempo gasto na restrição por unidade 4 3 Ganho por hora de restrição 20,00 28,33 Horas disponíveis na restrição 6.800 6.800 Produção possível = apenas um produto 1.700 2.267 Demanda de mercado 1.200 1.400 Mix com exploração da restrição 650 1.400 Horas para atender ao mercado 2.600 4.200 Sobra 2.600 Ganho total com novo mix 52.000 119.000 171.000 Gastos fixos totais (146.166) Lucro máximo possível 24.834
  • 302. 299 2. Descontinuidade de uma linha de produtos A Cia. Bebossim apresentou sua Demonstração de Resultado do exercí- cio findo em 31-12 por produto, como segue: Demonstração do Resultado Cachaça Manguaça Pingaça Total Quantidade vendida – litros 1.500 12.000 30.000 43.500 Preço por litro 1,08 0,80 0,50 Receita de vendas 1.620 9.600 15.000 26.220 Matéria-prima (810) (4.800) (7.500) (13.110) Custo fixo (10.875) Lucro bruto 2.235 Dados Adicionais: 1. Toda produção é vendida no mesmo período. 2. A matéria-prima é abundante no mercado e equivale a 50% do preço de venda. 3. A disponibilidade de mão-de-obra direta é de 66.500 horas por período e não há como aumentar essa quantidade, pois há escassez de mão-de- obra especializada no mercado de trabalho. 4. Cada litro de bebida fabricada consome o seguinte tempo de MOD: Produto Horas Cachaça 3 Manguaça 2 Pingaça 1
  • 303. 300 5. A quantidade máxima consumida pelo mercado é de: Produto Litros Cachaça 1.500 Manguaça 20.000 Pingaça 35.000 6. O Custo Fixo é apropriado aos produtos com base nas quantidades produzidas. Com base nas informações anteriores: a) Apure o lucro por produto, por período, pelo custeamento por ab- sorção, com rateio de custos fixos baseados nas quantidades pro- duzidas. b) Apure o lucro por produto, por período, pelo custeamento direto. c) Apure o ranking dos produtos pelos custeamentos por absorção e di-reto. d) Com base nas informações disponíveis até aqui, é possível decidir que produto deve ser cortado? e) É interessante deixar de vender o produto que apresenta menor margem de contribuição? f) É interessante deixar de vender o produto que não dá lucro pelo custeamento por absorção? g) Por que a decisão tomada com base no custeamento direto é mais acertada que pelo custeamento por absorção? h) Como poderemos decidir com segurança qual a melhor combina- ção de quantidade de produtos a ser fabricada e vendida? i) Qual o melhor mix (combinação) de quantidade de cada produto, para que a empresa obtenha o maior lucro possível nas circunstân- cias apresentadas?
  • 304. 301 SOLUÇÃO a) Apure o lucro por produto, por período, pelo custeamento por absor- ção, com rateio de custos fixos baseados nas quantidades produzidas. A – Absorção Cachaça Manguaça Pingaça Total Quantidade vendida – litros 1.500 12.000 30.000 43.500 Preço por litro 1,08 0,80 0,50 Receita de vendas 1.620 9.600 15.000 26.220 Matéria-prima (810) (4.800) (7.500) (13.110) Custo fixo (375) (3.000) (7.500) (10.875) Lucro bruto 435 1.800 – 2.235 b) Apure o lucro por produto, por período, pelo custeamento variá- vel/ direto: B – Variável/direto Cachaça Manguaça Pingaça Total Receita de vendas 1.620 9.600 15.000 26.220 Matéria-prima (810) (4.800) (7.500) (13.110) Margem de contribuição 810 4.800 7.500 13.110 Custo fixo (10.875) Lucro 2.235 c) Apure o ranking dos produtos pelos custeamentos por absorção e direto: C – Ranking Cachaça Manguaça Pingaça Total Absorção 2º 1º 3º Variável 3º 2º 1º
  • 305. 302 d) Com base nas informações disponíveis até aqui, é possível decidir que produto deve ser cortado? Resposta: Não há informações suficientes para tomar decisões. e) É interessante deixar de vender o produto que apresenta menor margem de contribuição? Resposta: Não. Deixando de vender o Cachaça, a empresa deixaria de ter margem de contribuição de $ 810 e o lucro seria de $ 1.515. f) É interessante deixar de vender o produto que não dá lucro pelo custeamento por absorção? Resposta: Não. Deixando de vender o Pingaça, a empresa deixaria de ter margem de contribuição de $ 7.500 e teria prejuízo de $ 5.265. g) Por que a decisão tomada com base no custeamento direto é mais acertada que pelo custeamento por absorção? Resposta: A margem de contribuição é mais confiável para análise, mas não é suficiente. h) Como poderemos decidir com segurança qual a melhor combina- ção de quantidade de produtos a ser fabricada e vendida? Resposta: Aplicando os passos da Teoria das Restrições: Passo 1 Identificar a restrição Produtos Demanda de mercado em litros Horas de MOD por litro Horas necessárias para atender à demanda Cachaça 1.500 3 4.500 Manguaça 20.000 2 40.000 Pingaça 35.000 1 35.000 Horas necessárias para atender ao mercado 79.500 Disponibilidade de MOD 66.500 Falta de MOD = Restrição 13.000
  • 306. 303 Passo 2 Explorar a restrição Identificar o produto que melhor remunera a restrição Preço de venda Matéria- prima Ganho por unidade Horas de MOD por unidade Ganho por hora de MOD Cachaça 1,08 0,54 0,54 3 0,18 Manguaça 0,80 0,40 0,40 2 0,20 Pingaça 0,50 0,25 0,25 1 0,25 Passo 3 Subordinar demais recursos à restrição Produção Demanda de mercado Horas de MOD por unidade Horas totais Saldo de horas Horas disponíveis 66.500 Pingaça 35.000 1 35.000 31.500 Manguaça 15.750 2 31.500 – Cachaça 0 3 – I – Resultado obtido com a produção e venda de 35.000 litros de Pingaça e 15.750 litros de Manguaça. Resultado Cachaça Manguaça Pingaça Total Quantidade vendida – litros – 15.750 35.000 50.750 Preço por litro 1,08 0,80 0,50 Receita de vendas – 12.600 17.500 30.100 Matéria-prima – (6.300) (8.750) (15.050) Custo fixo (10.875) Lucro bruto 4.175 Lucro anterior 2.235 Acréscimo 86,80% 1.940
  • 307. 304 9 CUSTOS PARA FORMAÇÃO DE PREÇOS DE VENDA QUESTÕES TEÓRICAS 1. Quais são os principais tipos de mercado estudados pela teoria econô- mica? 2. Comente os principais fatores que influenciam a formação de preço de um produto ou serviço. 3. De acordo com o custeamento por ciclo de vida do produto, os custos de um produto ou serviço começam a ser incorridos bem antes da fase inicial dos processos produtivos. Comente essa afirmação. Você con- corda? Destaque possíveis dificuldades para a aplicação desse conceito na contabilidade de custos no dia-a-dia das empresas. 4. O que é custo-meta (target cost)? 5. Qual é a importância de conhecer, em detalhes, os custos de um produ- to ou serviço para a posterior definição do preço de venda? 6. Comente a abordagem do custeio por absorção para a determinação do preço de venda. Dê um exemplo do cálculo. 7. Comente a abordagem da margem de contribuição para a determinação do preço de venda. Dê um exemplo do cálculo. 8. Quais são as principais vantagens na utilização da margem de contri- buição para a determinação do preço de venda?
  • 308. 305 9. Qual é a influência dos custos financeiros na determinação do preço de venda? 10. Para as corretas decisões envolvendo a fixação dos preços de venda, qual é a importância de conhecer a margem de contribuição, os custos fixos e a capacidade ociosa de uma empresa? 11. No ambiente empresarial altamente competitivo dos tempos atuais, o preço de venda de um bem ou serviço está mais relacionado com os fa- tores externos à empresa do que propriamente com seus custos. Co- mente tal afirmação. Você concorda? Por quê?
  • 309. 306 TESTES 1. Assinale a alternativa correta: a) Quanto maior for o volume de produção/vendas, maior será o gas- to fixo por unidade. Se o total dos gastos fixos mensais é de $ 100.000 e o volume mensal de produção é de 2.000 unidades, o gasto fixo unitário será de $ 50. Se o volume mensal for de 2.400 unidades, o total dos gastos fixos será de $ 120.000. b) Para cada unidade vendida, os preços de venda determinados dos gastos fixos estarão gerando uma margem de contribuição que ini- cialmente irá cobrir os gastos variáveis e, em seguida, gerar o lucro da empresa. c) É vantagem para a empresa praticar qualquer nível de preço de venda, enquanto for superior aos gastos fixos para cada unidade produzida e vendida. d) Enquanto a margem de contribuição do produto for positiva, a empresa deve aceitar as encomendas de seus clientes, mesmo com redução no preço de venda, se houver capacidade ociosa de pro- dução. Resposta: alternativa D. 2. Uma empresa industrial que fabrica malas de couro calcula o preço da venda adicionando ao custo total de produção o valor de uma remune- ração mensal equivalente a 30% do capital próprio empregado. Sabendo-se que o custo total do mês foi de $ 1.345.000, para uma pro- dução de 40.000 unidades, e que o capital próprio empregado é de $ 250.000, pode-se afirmar que o preço de venda unitário é de: a) $ 37,00 b) $ 35,50 c) $ 33,62 d) Nenhuma das anteriores Resposta: alternativa B.
  • 310. 307 3. Uma empresa comercial adquire mercadoria para revenda, por $ 400 a unidade, para pagar em 60 dias. Revende a mesma mercadoria por $ 600 a unidade, para recebimento em 30 dias. Supondo o custo financei- ro de 3% ao mês, o lucro bruto ao valor presente é de: a) $ 200,00 b) $ 194,17 c) $ 205,48 d) $ 212,18 Resposta: alternativa C. 4. Uma empresa quer fixar o preço de venda que permita, para cada uni- dade, obter uma margem de contribuição de 60% em relação a esse preço de venda. Sabendo que os gastos variáveis são de $ 300 para cada unidade, o preço de venda é de: a) $ 750 b) $ 500 c) $ 180 d) $ 650 Resposta: alternativa A. 5. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) Na abordagem do custeio por absorção para determinar preço, par- te-se do custo para fabricar o produto (CPV) e a ele adiciona-se a margem de lucro bruto sobre vendas, o que leva a encontrar o mesmo preço que na abordagem anterior. b) Preços de venda superiores aos gastos variáveis geram margem de contribuição positiva que, inicialmente, irá cobrir os gastos fixos, e em seguida, gerar o lucro da empresa. c) Algumas das vantagens da abordagem da margem de contribuição para fixar preços de venda são: a empresa pode facilmente obter os gastos variáveis por unidade do produto e não é necessário efetuar nenhum tipo de rateio, evitando com isso trabalho burocrático e as distorções que os rateios podem trazer. d) Todas as anteriores. Resposta: alternativa D.
  • 311. 308 6. Questão do Exame de Suficiência do Conselho Federal de Contabilida- de 2/2000, de setembro de 2000 Uma indústria que produz geladeira ao custo de produção de $ 500,00 pretende obter 10% de lucro sobre o preço de venda. Encontre o preço final dessa geladeira ao consumidor, incluindo 18% de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços: a) $ 670,73 b) $ 694,44 c) $ 649,00 d) $ 640,00 Resposta: alternativa B. 7. Questão do concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal (ex-AFTN) Empresa industrial que fabrica, unicamente, malas de couro calcula o preço de venda adicionando ao custo total de produção o valor de uma re- muneração equivalente a 15% do capital próprio empregado. Sabendo-se que: • Custo total: $ 146.250,00 • Unidades produzidas: 30.000 • Capital próprio empregado: $ 125.000,00 podemos afirmar que o preço de venda é de: a) $ 4,80 b) $ 1,30 c) $ 5,50 d) $ 10,00 e) $ 4,85 Resposta: alternativa C.
  • 312. 309 8. Questão do concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal (ex-AFTN) Uma empresa fabril faz os seguintes gastos percentuais em sua produ- ção: • Matéria-prima: 50% • Mão-de-obra direta: 40% • Gastos gerais de fabricação: 10% Sabendo-se que: 1. cada unidade produzida é vendida por $ 1,00; 2. a empresa fez aumento de 30% no salário de seus trabalhadores dire- tamente ligados à produção; 3. os demais elementos dos custos e o quantitativo da produção não foram alterados; conclui-se que a empresa, para manter a margem de lucro que vinha obten- do anteriormente ao aumento salarial, terá que vender cada unidade produ- zida por: a) $ 1,30 b) $ 1,20 c) $ 1,12 d) $ 1,40 e) $ 1,36 Resposta: alternativa C.
  • 313. 310 CASOS PRÁTICOS 1. Manufatura de Artefatos Metálicos Toledo & Associados Manta Com base nas informações disponíveis, calcule o preço de venda. Os proprietários da Manta estão pensando em diversificar as atuais ati- vidades de uma de suas fábricas. Uma das opções é produzir e comercializar o produto W, que atualmente é importado. Os gastos variáveis de produção e venda são de $ 300 por unidade. Os proprietários da Manta fixaram como meta da empresa uma margem de contribuição de cada produto de no mínimo 40% do preço de venda. SOLUÇÃO Se a margem de contribuição de cada produto é de no mínimo 40% do preço de venda, os gastos variáveis representam 60%. Portanto, o preço de venda é de $ 500 = $ 300/60%. $ % Preço de venda 500 100 Gastos variáveis de produção e venda (300) (60) Margem de contribuição 200 40 2. Manufatura de Artefatos Metálicos Toledo & Associados Manta (conti- nuação) Para ajudar na tomada de decisão quanto à produção ou não do novo produto, os executivos da Manta solicitam uma pesquisa de mercado, que indicou o seguinte potencial de vendas por mês: • preço de venda de até $ 400 por unidade = haveria mercado para 5.000 unidades; • preço de venda de $ 450 = haveria mercado para 4.500 unidades; • preço de venda de $ 500 = haveria mercado para 3.500 unidades. Outras informações:
  • 314. 311 O total dos gastos fixos necessários para o novo produto é de $ 760.000 por mês. Os proprietários da Manta desejam um retorno de pelo menos $ 100.000 por mês. Com base nessas informações e nas informações do caso prático anteri- or: a) Calcule o ponto de equilíbrio, considerando o preço de venda ob- tido no caso prático anterior. É possível a obtenção do lucro dese- jado, considerando o máximo de vendas indicado pela pesquisa de mercado? b) Caso o preço de venda fosse reduzido para $ 450 ou para $ 400, seria possível a obtenção do lucro desejado, mantendo inalteradas as demais informações? SOLUÇÃO a) Cálculo do ponto de equilíbrio, considerando o preço de venda obtido no caso prático anterior. Gastos fixos mais lucro desejado $ 760.000 + $100.000 4.300 Margem de contribuição $ 200 unidades b) É possível a obtenção do lucro desejado, considerando o máximo de vendas indicado pela pesquisa de mercado? Resposta: Não. Haveria necessidade de vender 4.300 unidades, sendo que as pesquisas indicam o máximo de 3.500 unidades como potencial de mercado. c) Se o preço de venda fosse reduzido para $ 450 ou para $ 400, seria possível a obtenção do lucro desejado, mantendo inalteradas as demais informações? Ponto de equilíbrio para o preço de venda de $ 450, ou seja, margem de contribuição sendo reduzida para $ 150: Gastos fixos mais lucro desejado $ 760.000 + $ 100.000 5.734 Margem de contribuição $ 150 unidades
  • 315. 312 Resposta: Não. Haveria necessidade de vender 5.734 unidades, sendo que as pesquisas indicam o máximo de 4.500 unidades como potencial de mercado. Ponto de equilíbrio para o preço de venda de $ 400, ou seja, margem de contribuição sendo reduzida para $ 100: Gastos fixos mais lucro desejado $ 760.000 + $ 100.000 8.600 Margem de contribuição $ 100 unidades Resposta: Não. Haveria necessidade de vender 8.600 unidades, sendo que as pesquisas indicam o máximo de 5.000 unidades como poten- cial de mercado. 3. Confecções Especiais do Amazonas Ltda. Ceal Com base nas informações disponíveis, calcular o preço de venda uni- tário de cada produto que a empresa está praticando, para atender às deter- minações dos proprietários. a) No início desse mês, você foi contratado pela Diretoria da Ceal para revisar seus procedimentos, a fim de fixar os preços de venda de seus produtos. b) Foi informado de que os proprietários determinaram que o preço de venda deve ser fixado em um valor mínimo necessário para ge- rar uma margem de 40% de lucro bruto sobre o preço de venda. c) Recebeu da contabilidade a demonstração dos custos e despesas do mês anterior, conforme Quadro 1. d) Foi informado de que os custos fixos são apropriados para cada produto proporcionalmente às quantidades produzidas no mês.
  • 316. 313 Quadro 1 Informações sobre a produção, custos e despesas do mês ante- rior a sua contratação como consultor de custos. Uniformes Roupas infantis Tapetes Total ($) Quantidade produzida 20.000 40.000 18.000 78.000 Gastos variáveis Matérias-primas 60.000 80.000 360.000 500.000 Mão-de-obra: salários mais encargos sociais 50.000 60.000 306.000 416.000 Custos indiretos 19.000 48.000 198.000 265.000 Total dos custos variáveis 129.000 188.000 864.000 1.181.000 Despesas variáveis 50.000 60.000 252.000 362.000 Custos fixos 826.800 Despesas fixas do mês 140.000 SOLUÇÃO Quadro 2 Demonstração do custo unitário de produção. Uniformes Roupas infantis Tapetes Custos variáveis Matérias-primas 3,00 2,00 20,00 Mão-de-obra: salários mais encargos sociais 2,50 1,50 17,00 Custos indiretos 0,95 1,20 11,00 Total dos custos variáveis 6,45 4,70 48,00 Custos fixos 10,60 10,60 10,60 Total dos custos unitários 17,05 15,30 58,60
  • 317. 314 Quadro 3 Preço de venda unitário mínimo para gerar uma margem de 40% de lucro bruto. Uniformes Roupas infantis Tapetes Preço de venda unitário = 100% 28,42 25,50 97,67 Custo da produção = 60% (17,05) (15,30) (58,60) Lucro bruto = 40% 11,37 10,20 39,07 4. Confecções Especiais do Amazonas Ltda. Ceal (continuação) a) Com base nas informações a seguir, utilize os conceitos de mar- gem de contribuição dos produtos para fundamentar sua opinião. Caso seja de opinião que a empresa deva aceitar a proposta do cli- ente, com base na utilização da margem de contribuição, monte dois quadros comparativos de resultados contábeis projetados, o primeiro levando em consideração o volume de produção do mês anterior e o segundo com projeções dos resultados com base na aceitação da proposta. b) Qual será o acréscimo ou decréscimo no resultado, se a empresa aceitar a nova proposta de venda com a redução nos preços de venda? Durante seus trabalhos de consultoria, o Diretor Comercial pediu sua opinião para a solução do seguinte problema: A Ceal recebeu uma proposta de um grande cliente para a produção e venda das seguintes quantidades de produtos (com seus respectivos preços de venda propostos pelo cliente): Quadro 1 Proposta do cliente. Uniformes Roupas infantis Tapetes Preço de venda proposto 15,00 21,00 40,00 Quantidade solicitada pelo cliente 5.000 7.000 3.000
  • 318. 315 Há capacidade produtiva suficiente para essa produção adicional em relação ao volume de produção do mês anterior. Comparando com o Quadro 2 do caso prático anterior, pode-se consta- tar que os preços de vendas propostos para os uniformes e tapetes estão abaixo dos custos unitários de produção. SOLUÇÃO Quadro 2 Apuração da margem de contribuição total e de cada produto, com base nos “novos” preços de venda propostos pelo cliente, considerando as demais informações do caso prático anterior. Demonstração da margem de contribuição Uniformes Roupas infantis Tapetes Preço de venda unitário proposto 15,00 21,00 40,00 (–) Custos variáveis 6,45 4,70 48,00 (–) Despesas variáveis 2,50 1,50 14,00 = Margem de contribuição ($) 6,05 14,80 (22,00) Quantidade solicitada pelo cliente 5.000 7.000 3.000 = Margem de contribuição total ($) 30.250 103.600 (66.000) Total do acréscimo na margem de contribuição ($) 67.850
  • 319. 316 Quadro 3 Resultado mensal da empresa, com base na quantidade pro- duzida e vendida do caso prático anterior, ou seja, antes de efetuar qualquer alteração solicitada pelo Diretor Comercial. Demonstração do resultado Uniformes Roupas infantis Tapetes Preço de venda unitário 28,42 25,50 97,67 Custo da produção (17,05) (15,30) (58,60) Lucro bruto (Quadro 3) do caso prático anterior 11,37 10,20 39,07 Quantidade produzida e vendida 20.000 40.000 18.000 Total ($) do lucro bruto no mês 227.400 408.000 703.260 Despesas variáveis (50.000) (60.000) (252.000) Lucro bruto menos despesas variáveis 177.400 348.000 451.260 Despesas fixas do mês (140.000) Resultado final 836.660
  • 320. 317 Quadro 4 Resultado mensal projetado da empresa, supondo que a em- presa aceitou a encomenda do cliente. Uniformes Roupas infantis Tapetes Total das receitas anteriores a) Quantidade vendida – caso prático anterior 20.000 40.000 18.000 b) Preço de venda unitário 28,42 25,50 97,67 c) Total das receitas – (a) × (b) 568.400 1.020.000 1.758.060 Total das receitas da nova encomenda d) Quantidade encomendada 5.000 7.000 3.000 e) Preço de venda unitário 15,00 21,00 40,00 f) Total das receitas da nova proposta (d) × (e) 75.000 147.000 120.000 g) Total das receitas (c) + (f) 643.400 1.167.000 1.878.060 Menos custo dos produtos vendidos h) Quantidade vendida (a) + (d) 25.000 47.000 21.000 i) Custo unitário de produção do Quadro 5 15,34 13,59 56,89 j) Total do custo dos produtos vendidos (h) × (i) 383.500 638.730 1.194.690 k) Lucro bruto (g) – (j) 259.900 528.270 683.370 l) Despesas variáveis para cada unidade vendida 2,50 1,50 14,00 m) Quantidade vendida 25.000 47.000 21.000 n) Total das despesas variáveis (l) × (m) 62.500 70.500 294.000 o) Resultado antes das despesas fixas (k) – (n) 197.400 457.770 389.370 p) Total do resultado antes das despesas fixas 1.044.540 q) Menos: despesas fixas 140.000 r) Resultado após as despesas fixas 904.540
  • 321. 318 Portanto, comparando o resultado do Quadro 4 com o resultado do Quadro 3 obtém-se a mesma diferença demonstrada no Quadro 2 ($ 67.880, sendo que a diferença de $ 30 é devida ao arredondamento na obtenção do custo fixo unitário no Quadro 5 a seguir). Quadro 5 Apuração do custo unitário de produção, para o novo volume de produção, considerando que a nova proposta foi aceita. Uniformes Roupas infantis Tapetes Custos variáveis Matérias-primas 3,00 2,00 20,00 Mão-de-obra: salários mais encargos sociais 2,50 1,50 17,00 Custos indiretos 0,95 1,20 11,00 Total dos custos variáveis 6,45 4,70 48,00 Custos fixos (1) 8,89 8,89 8,89 Total dos custos unitários 15,34 13,59 56,89 (1) Custos fixos totais de $ 826.800 (Quadro 1 do caso prático anterior) dividido pela nova quantidade produzida, 93.000 unidades (78.000 anterior mais 15.000 da nova encomen- da). 5. Empresa Industrial FazArte Eifa Ltda. a) A Empresa Industrial FazArte Eifa Ltda. produz e comercializa dois produtos, Alfa e Beta. Em agosto, a estrutura percentual da composição dos gastos com a produção era a seguinte: Alfa (%) Beta (%) Matérias-primas 40 53 Mão-de-obra direta 30 25 Mão-de-obra indireta 10 8 Demais gastos com a produção 20 14 Total – percentual 100 100
  • 322. 319 b) O preço de venda de cada unidade, em agosto, foi de: • $ 30,00 para o produto Alfa; e • $ 50,00 para o produto Beta. c) Em setembro foi concedido um aumento salarial para todos os operários da produção, como segue: • 35% para os trabalhadores diretamente ligados à produção; e • 25% para os demais operários da fábrica. d) Os demais custos permaneceram inalterados em setembro. e) Supondo que a empresa deseje manter em setembro a mesma mar- gem de lucro obtida em agosto, que foi de 30% do preço de venda, qual será o preço de venda de cada produto? SOLUÇÃO Demonstração do custo unitário de produção em agosto Alfa ($) Beta ($) a) Preço de venda = 100% 30,00 50,00 b) % Margem de lucro = 30% 9,00 15,00 c) Custo de produção unitário = (a) – (b) 21,00 35,00 Empresa Industrial FazArte Eifa Ltda. Composição dos gastos com a produção Alfa agosto ($) Alfa setembro ($) (1) Beta agosto ($) Beta setembro ($) (1) Matérias-primas 8,40 8,40 18,55 18,55 Mão-de-obra direta 6,30 8,51 8,75 11,81 Mão-de-obra indireta 2,10 2,63 2,80 3,50 Demais gastos com a produção 4,20 4,20 4,90 4,90 Total ($) 21,00 23,74 35,00 38,76 (1) Acréscimo de 35% no custo da mão-de-obra direta e de 25% no custo da mão-de-obra indireta.
  • 323. 320 Demonstração do preço de venda unitário de setembro, com base no custo unitário obtido conforme quadro anterior Alfa ($) Beta ($) a) Preço de venda = 100% 33,91 55,37 b) % Margem de lucro = 30% 10,17 16,61 c) Custo de produção unitário = (a) – (b) 23,74 38,76
  • 324. 321 10 CUSTOS PARA CONTROLADORIA ESTRATÉGICA QUESTÕES TEÓRICAS 1. Em sua opinião, quais são os principais efeitos do processo de globalização na contabilidade praticada em nosso país? 2. Resumidamente, do que se trata a contabilidade social? E a contabilidade ambi- ental? 3. Qual é a importância, para a controladoria, de uma eficaz e eficiente administra- ção da informação? 4. O que é contabilidade vista como accountability? Cite exemplos do uso dos procedimentos contábeis como instrumentos de prestação de contas. 5. Comente as funções do controller estratégico. 6. O que você entende por controladoria estratégica? 7. Quais são as principais metas estratégicas que as unidades de negócios podem adotar? 8. Comente a gestão estratégica de custos. 9. Quais são as principais ferramentas utilizadas pela gestão estratégica de custos para a gestão empresarial? 10. De acordo com a gestão estratégica de custos, qual é a forma mais útil de anali- sar os custos? 11. De acordo com a gestão estratégica de custos, qual é o objetivo da análise de custos?
  • 325. 322 12. De acordo com a gestão estratégica de custos, como deve ser compreendido o comportamento dos custos? 13. Para ser adequadamente compreendida, a gestão estratégica de custos deve ser vista como parte integrante de um amplo processo gerencial. Comente esse pro- cesso gerencial. 14. Quais são as fases do processo de medição de desempenho? Quais são as princi- pais incoerências entre as medidas de desempenho tradicionais e o moderno ambiente produtivo e empresarial? 15. Elabore um resumo das medidas não financeiras de desempenho. 16. Quais são os objetivos dos controles e das medidas de desempenho? 17. Relacione os principais princípios das mensurações de desempenho. TESTES
  • 326. 323 1. Em decorrência do processo de globalização observado em nível mundial, pode- se afirmar que também a economia brasileira caminha na direção da abertura ao mundo exterior. Esse fenômeno é facilmente comprovado pelos seguintes fatos: a) O grande volume de capitais internacionais já aportados em nosso país, bem como as previsões de novos ingressos, quer seja pelo aumento de ca- pital das multinacionais já instaladas ou a chegada de novos grupos. b) Os inúmeros e representativos casos de aquisições de empresas brasileiras por grupos estrangeiros e formação de joint ventures, nos diversos setores empresariais. c) O ingresso das empresas brasileiras no mercado de capitais internacionais. d) Todas as alternativas anteriores. Resposta: alternativa D. 2. Assinale a alternativa correta: a) O processo de globalização não afeta a contabilidade praticada no Brasil, visto tratar-se de um fenômeno apenas político e econômico. b) Todos os procedimentos, padrões e práticas contábeis internacionais são também observados pelos profissionais da contabilidade em nosso país. c) Para o adequado atendimento das necessidades dos usuários da contabili- dade no novo ambiente representado pelas economias cada vez mais glo- balizadas, há necessidade de adaptar os procedimentos e práticas contábeis aos padrões internacionais. d) A contabilidade atualmente praticada entre nós não será influenciada pelas normas vigentes em outros países, em decorrência da globalização e aber- tura da economia, visto que já atende a todos os padrões contábeis interna- cionais. Resposta: alternativa C. 3. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) Nos Estados Unidos, possíveis atos de corrupção e fraudes nas empresas têm que ser divulgados, o que acentua e valoriza o comportamento ético.
  • 327. 324 b) Nos países mais adiantados é praxe a divulgação, pelas empresas, de in- formações inerentes aos programas de incentivos, treinamentos e outros benefícios aos funcionários, pela contabilidade social. c) No Brasil, já existem tentativas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de tornar obrigatória a elaboração e divulgação do chamado Ba- lanço Social, sendo que algumas empresas já têm tal preocupação. d) A controladoria e a auditoria não devem preocupar-se com a quantificação e a divulgação dos efeitos causados à natureza e ao meio ambiente pelas atividades das empresas. Resposta: alternativas A, B e C. 4. Assinale a(s) alternativa(s) incorreta(s): a) A controladoria deve direcionar suas atividades e funções no sentido de atuar como consultoria de alto nível, ou seja, deve estar voltada para a gestão da empresa e para a eficaz contribuição ao planejamento, controle e discussão das políticas estratégicas. b) Entende-se por Contabilidade como accountability a utilização dos proce- dimentos contábeis como instrumentos de “prestação de contas”. c) O controller ou o contador não devem preocupar-se em exercer as ativida- des de consultores de alto nível, visto tal atividade implicar perda de inde- pendência profissional. d) Dos fundamentos da Contabilidade Social e Ambiental, conclui-se que a Contabilidade deve estar presente nas diversas formas de prestação de contas. Resposta: alternativa C. 5. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) As funções e atividades bem remuneradas exigirão capacidade do profissi- onal de adaptação a novos ambientes e novas situações, mobilidade entre países e culturas e, principalmente, disposição para o aprendizado contí- nuo. b) Na maioria das empresas, para alcançar o sucesso, o profissional da con- troladoria precisa conhecer apenas a legislação tributária, além de dominar os princípios fundamentais de contabilidade. c) A iniciativa, a criatividade e a capacidade empreendedora serão caracterís- ticas que distinguirão os profissionais de sucesso. Uma boa cultura geral, a
  • 328. 325 correta atitude ética e moral, a responsabilidade social também serão fato- res diferenciados para o progresso na carreira e na vida. d) Dentro do modelo de gestão de boa parte das médias e grandes empresas, principalmente nas multinacionais, o controller é visto como um cargo es- tratégico. Resposta: alternativas A, C e D. 6. Com relação à controladoria e gestão estratégica de custos, pode-se afirmar que (pode haver mais de uma alternativa correta): a) É praticada na maioria das empresas industriais e prestadoras de serviços, em nosso país, desde o início do século XX. b) A controladoria estratégica significa pensar a longo prazo em todas as estratégias, em tudo o que é vital para a sobrevivência e o aumento da ca- pacidade competitiva. c) As empresas valem-se apenas dos indicadores e medidas de desempenho financeiro, visto a impossibilidade da utilização de padrões não financei- ros. d) A gestão estratégica de custos deve ser vista, compreendida e praticada sob um contexto mais amplo, em que os elementos estratégicos tornam-se mais conscientes, explícitos e inseridos nos procedimentos da Controladoria e Contabilidade de Custos. Resposta: alternativas B e D. 7. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) Não se observaram, nas últimas décadas, diferenças significativas entre a comparação das abordagens tradicionais de análise de custos com relação à abordagem dada pela gestão estratégica de custos. b) A gestão estratégica de custos vem sendo utilizada nos últimos tempos para designar a integração que deve haver entre o processo de gestão de custos e o processo de gestão da empresa inteira. c) O Strategic Cost Management (SCM) é, em síntese, uma abordagem para melhoria contínua de desempenho, ao utilizar informações mais relevantes para as tomadas de decisões, em comparação com as abordagens tradicio- nais das análises de custos. d) Uma vez integrado aos processos da administração e da controladoria, a gestão estratégica proporciona algumas vantagens geradas com base na vi-
  • 329. 326 sualização da organização pelos novos e diferenciados ângulos, entre as quais se podem citar a focalização dos esforços de melhoria, com resulta- dos mensuráveis, e o aprimoramento na capacidade da empresa de criar e agregar valores. Resposta: alternativas B, C e D. 8. Assinale a(s) alternativa(s) incorreta(s) (pode haver mais de uma): a) Medidas de desempenho são os indicadores da qualidade dos trabalhos desenvolvidos e dos resultados alcançados por uma atividade, processo ou unidade organizacional. b) A gestão estratégica e a contabilidade de custos só se utilizam de medidas financeiras de desempenho, tais como o número de peças defeituosas por milhão de peças produzidas. c) Para ser adequadamente compreendida, a denominada gestão estratégica deve ser vista como parte integrante de um processo gerencial mais amplo, que inclui o Sistema de Informações Gerenciais, citado por diversos auto- res como Enterprise Information System (EIS), derivado da linguagem de sistema, e o Sistema de Decisão Gerencial – Enterprise Decision System (EDS), considerado a seqüência mais importante do EIS. d) A migração de um ambiente tradicional de gestão e produção para os no- vos paradigmas preconizados pela gestão estratégica de custos e controle total de qualidade não precisa ser acompanhada de profundas mudanças nos objetivos e nos conceitos referentes aos sistemas de avaliação de de- sempenhos individuais e da performance das unidades de trabalho. Resposta: alternativas B e D. 9. As medidas e os indicadores de desempenho e resultados, utilizados pela Con- troladoria e Gestão Estratégica de Custos, devem ser obtidos e analisados dentro de um contexto mais amplo, considerando principalmente (assinale a alternativa incorreta): a) meramente as informações sobre os custos dos resultados contábeis; b) os objetivos estratégicos da organização e, conseqüentemente, os resulta- dos a longo prazo;
  • 330. 327 c) que o conceito de resultados, em termos de uma moderna concepção, ex- trapola os resultados contábeis, devendo englobar os mais variados indica- dores de desempenho ou performance da organização; d) que um compromisso muito forte na Contabilidade Estratégica diz respeito ao longo prazo, à obrigação de começar a introduzir indicadores, procurar identificá-los, implantar e acompanhá-los, para verificar as aderências da empresa com relação a seu plano estratégico. Resposta: alternativa A. 10. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) Até um passado bastante recente, a Administração baseava-se, quase que exclusivamente, em relatórios quantitativos e financeiros para a avaliação de desempenho dos gestores e das unidades administrativas ou de produ- ção. b) A implantação nas empresas da filosofia do controle total da qualidade acarreta importantes mudanças no comportamento gerencial, ao exigir o envolvimento de todos. c) Tudo que é importante para uma organização empresarial é fácil de ser medido pela Contabilidade. d) Em muitas decisões estratégicas importantes, o que predomina é o fator qualitativo. Resposta: alternativas A, B e D.
  • 331. 328 11 IMPLANTAÇÃO E GERENCIAMENTO DE UM SISTEMA DE CUSTOS QUESTÕES TEÓRICAS 1. No Brasil, boa parte das empresas de médio e pequeno porte não implantou sistemas para apuração de seus custos de produção. Em sua opinião, por que isso acontece? Quais seriam os argumentos que você usaria para convencer os empresários a implantar em suas empresas tais sistemas de custos? 2. O que é implantação de sistema de custos de forma gradativa? 3. O que é análise de custo/benefício? 4. Quais são os principais passos a serem seguidos em um processo de implantação de um sistema de apuração de custos? 5. Comente algumas das deficiências que devem ser evitadas em um sistema de apuração de custos. 6. Quais são as principais características que devem ter as informações geradas pelos relatórios gerenciais de custos? 7. Comente as características da consistência e da clareza. 8. Comente as características da oportunidade e da objetividade. 9. Comente o subsistema da contabilidade de custos como informações de saídas dos relatórios de custos. 10. Comente a esquematização do sistema de relatórios gerenciais. TESTES
  • 332. 329 1. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) A implantação de um sistema de apuração de custos requer um treina- mento adequado de todo o pessoal envolvido, assim como todo sistema desenvolvido ou adquirido necessitará de ajustes que somente serão identi- ficados na prática. b) A implantação de um sistema de apuração de custos deverá ser efetuada da parte para o todo: uma linha de produção ou um produto deverá ser esco- lhido para teste do sistema. Uma vez aprovado, outras linhas ou produtos serão incorporados. c) Apenas o pessoal da contabilidade de custos deve ser envolvido em um processo de implantação de um sistema para a apuração dos custos de pro- dução. d) A implantação de um sistema de apuração de custos deverá ser efetuada do simples para o sofisticado: quanto mais simples, mais fácil será o processo de implantação do sistema. Assim, a princípio, somente os custos relevan- tes deverão ser apurados com precisão. À medida que o pessoal envolvido for-se habituando ao sistema, outros custos passarão a ser apurados e con- trolados, buscando-se o aperfeiçoamento do sistema. Resposta: alternativas A, B e D. 2. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) Em um processo de implantação de um sistema para apuração dos custos, a participação do pessoal da produção não é importante para o sucesso do sistema, tornando-se desnecessário, portanto, um trabalho de conscientiza- ção da importância das informações geradas pelo sistema. b) Os relatórios gerados pelo sistema deverão ser divulgados ao pessoal da produção para que eles possam constatar a importância e os resultados apurados com as informações que geraram. c) A implantação de um sistema de apuração de custos, principalmente quan- do integrada à contabilidade geral, é onerosa para a empresa, pois requer pessoal especializado e envolve certa burocracia. d) Não é necessário que haja uma análise dos resultados obtidos pela im- plantação de um sistema de apuração dos custos para ver se compensam os custos exigidos Resposta: alternativas B e C.
  • 333. 330 3. Pode-se afirmar com relação aos formulários a serem utilizados por um sistema de apuração de custos que: a) eles não devem ser numerados tipograficamente; b) não devem conter informações como: prazo de entrega, responsabilidade pelo preenchimento, aprovação etc.; c) não devem especificar a informação que se pretenda obter – unidade de medida, códigos e produtos etc.; d) devem ser de fácil preenchimento e conter somente informações úteis. Resposta: alternativa D. 4. Assinale a(s) alternativa(s) incorreta(s): a) Na implantação de um sistema de apuração de custos da produção, é ne- cessário conhecer a estrutura administrativa e gerencial da empresa, para que sejam definidos os objetivos a serem atingidos pelo sistema a ser im- plantado. b) Qualquer que seja o tipo de indústria, a implantação de um sistema de custos é um procedimento padronizado, visto que a legislação fiscal é a mesma para todas as empresas. Portanto, podem ser utilizados os “paco- tes” elaborados por terceiros, que já foram aplicados em outras indústrias, não havendo necessidade de adaptar tais pacotes às características de cada atividade industrial. c) Um bom sistema de apuração de custos somente poderá ser desenvolvido por quem conheça bem os produtos e os sistemas de produção. Assim, é necessário que sejam feitas visitas à fábrica e entrevistas com o pessoal da produção para conhecer, adequadamente, o sistema de produção da empre- sa e seus produtos. d) “Pacotes” adquiridos nem sempre são adequados, pois cada empresa tem peculiaridades próprias, e é fundamental que o sistema de apuração de custos se adapte ao sistema de produção, e não o contrário. Resposta: alternativa B. 5. Assinale a(s) alternativa(s) incorreta(s): a) Uma vez conhecido o sistema de produção, deverão ser identificados os centros de custos auxiliares e os produtivos. Essa definição é importante, pois depende dela a incorporação adequada de todos os custos ao produto.
  • 334. 331 b) A identificação dos custos diretos e indiretos permitirá que sejam conheci- dos os custos que serão identificados e apropriados aos produtos por meio de requisição de materiais, apontamentos de mão-de-obra etc. (custos di- retos) e aqueles que serão apropriados por meio de rateios (custos indire- tos). c) A análise de custo × benefício permitirá que os custos mais importantes sejam dispensados de controles mais rigorosos, enquanto os custos consi- derados irrelevantes terão controles mais rígidos. d) Critérios de rateio válidos para determinada empresa são sempre válidos para outras empresas, pois os processos produtivos são iguais nas diversas indústrias. Resposta: alternativas C e D. 6. Um bom relatório de custos deverá (assinale a alternativa incorreta): a) ser simples e conciso – fornecer informações úteis de forma objetiva; b) preocupar-se em divulgar dados e informações somente sobre o custo do período, não conter dados comparativos com períodos anteriores, para não dificultar a leitura dos diversos usuários que não são contadores; c) ser entrosado com outros relatórios – as informações do relatório de custos devem ser integradas às de outros relatórios, tais como balanço, balancetes, relatórios de produção, relatórios de vendas etc.; d) salientar fatos relevantes – informações relevantes devem ser destacadas, a fim de chamar a atenção do usuário para o que seja realmente importante. Resposta: alternativa B.