Os Lusíadas

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Os Lusíadas

  1. 1. Os Lusíadas<br />De Luís de Camões<br />Contados às crianças e lembrados ao povo<br />Adaptação em prosa de João de Barros<br />
  2. 2. Introdução<br />Neste trabalho vou falar do livro “Os Lusíadas”, que foi escrito pelo grande poeta Luís Vaz de Camões mas com adaptação de João de Barros.<br />O livro tem dez capítulos. Estes falam de traições, de perigos, de saudade, de felicidade e, não esquecer o mais importante, de amor. O amor não só como o de Pedro e Inês e do Adamastor mas sim também o amor que sentiam pela pátria.<br />
  3. 3. O livro retrata a viagem de um povo de marinheiros e heróis, o povo português, que comandado por Vasco da Gama, á mais de quatrocentos anos, quis descobrir o caminho marítimo para a Índia. A Índia, na altura, aos olhos dos europeus, era uma terra de esplendor e riqueza que todos os homens queriam e desejavam chegar mas que era quase impossível fazê-lo.<br />Vasco da Gama<br />Luís Vaz de Camões<br />
  4. 4. Este trabalho, vai falar sobretudo do capitulo VII (A Índia) e do capitulo X (A ilha maravilhosa – chegada a Portugal).<br />Capitulo VII:<br />Vou escrever o diário de Vasco da gama aonde ele fala sobre a chegada á Índia.<br />Capitulo X:<br />Vou transcrever um excerto que descreva a ilha dos amores e depois vou analisar.<br />
  5. 5. Capitulo VII- A chegada á ÍndiaDiário de Vasco da Gama<br /> Calecute , 20 de Maio de 1498<br /> Caro diário,<br /> Finalmente, esta manhã, conseguimos alcançar a tão desejada Índia depois de obstinados e rudes trabalhos, mas valeu a pena os sacrifícios que fizemos pela nossa pátria.<br /> Fiquei tão contente que quando cheguei, me ajoelhei em terra e agradeci a Providência que me deixou obter a vitória que tanto ambicionara e que nos livrou de todas as dificuldades e perigos aparecidos no caminho.<br /> Calecute é a capital da Índia onde vive o Imperador Samorim, e muitos índios e mouros que fazem comércio uns com os outros.<br />
  6. 6. Quando as naus Lusitanas chegaram ao seu porto muita gente acorreu a vê-los.<br /> Um mensageiro desceu e foi a colher novas. A primeira pessoa que o meu mensageiro se cruzou foi um mouro chamado Monçaide que sabia falar espanhol, e então explicou-lhe que eu trazia um recado do rei de Portugal para o Rei da Índia e que não queria de maneira alguma guerrear ou combater. Monçaide gostou tanto do nosso mensageiro que lhe ofereceu albergue e descanso em sua casa. Depois, este Lusitano mensageiro regressou a bordo na companhia de Monçaide… O mouro descreveu-nos tudo o que sabia sobre aquele magnifico país e anunciou-nos as grandes riquezas que nele existiam. Foi uma conversa muito agradável.<br /> De seguida, desembarcamos na praia de Calecute e recebi os chamados naires (guerreiros e homens dos mais importantes da cidade) e, entre eles, Catual que é o governador da Terra, que nos vieram saudar em nome do Rei. Então, transportaram-me num palanquim até ao palácio real. Ao longo deste percurso, parámos num templo sumptuoso, onde existem ídolos de formas estranhos. <br />
  7. 7. Logo que chegamos ao palácio, dirigiram-me para uma sala e quando lá cheguei, rodeado de várias pessoas, estava Samorim no seu leito de seda e pedras preciosas, coroado com um diadema de esmeraldas e diamantes e o corpo estava envolvido por um largo pano de tecido de fios de oiro. Sai do lado um padre, adiantando-se para mim e apresenta-me ao Imperador. Depois disto, sentei-me junto do seu leito e conversamos. O Rei respondeu com muito agrado e sentiu se feliz por ter aliados de um país tão ilustre e distante como o nosso Portugal mas, em relação à proposta de aliança nada referiu enquanto não falasse com os seus conselheiros e mandou preparar camas para todos nós. <br /> Enquanto eu ansiava pela resposta, Catual, por ordem do Rei, foi procurar o mouro Monçaide para melhor se informar de nós portugueses e, graças a deus, este deu informações muito positivas o que despertou no Catual, o desejo de ver mais de perto as naus e os marinheiros da minha frota.<br />
  8. 8. “Formosa ilha, a ilha dos Amores, que os navegantes viram um dia desabrochar, fresca e florida, do meio das ondas.<br /> Numa curva e quieta enseada de branca areia, toda coberta de conchinhas vermelhas, deram fundo as naus lusitanas.<br /> Três formosos outeiros se erguiam da terra, esmaltados de erva tenra.<br /> Do cume dos outeiros manavam fontes claras e límpidas, que mantinham sempre verde e viçosa a vegetação, e cuja água corria num leito de pedras alvas.<br />Avistava-se mais longe um vale ameno, onde as águas se juntavam em ribeira, e no qual se estendiam e alargavam à sombra do arvoredo carinhoso.<br /> Mil árvores ali mostravam os seus pomos perfumados: laranjas, cidras e limões…<br /> Outras árvores sombreiam o vale: - álamos, loureiros, mirtos, ciprestes que sobem direitos para o céu, cerejeiras, amoreiras, pessegueiros, que estavam carregados de frutos.<br /> Romãzeiras, com as suas romãs cor de rubim, enlaçavam-se aos ramos dos ulmeiros. E havia pereiras com peras enormes, que os pássaros gulososdebicavam.<br />Capitulo XDescrição da ilha dos amores<br />
  9. 9. No chão, a erva era um tapete rico, onde os narcisos e as anémonas cresciam à beira de uma nascente serena.<br /> Goivos e lírios roxos, rosas e cecéns, que o orvalho refrescara, manjeronas e jacintos, tudo cresce e brilha naquele vale aconchegado.<br /> E não faltam também os animais amigos do homem: - cisnes e rouxinóis, veados mansos, lebres fugitivas, gazelas tímidas e carinhosas aves levando no bico o alimento para os seus filhinhos implumes…<br /> Tão atraenteera a vista dessa ilha maravilhosa, que os portugueses não hesitaram um minuto sequer em desembarcar numa das suas praias.”<br />Legendas:<br />Verbos no Pretérito Imperfeito/Presente<br />Adjectivos de forma expressiva<br />Figuras de estilo<br />
  10. 10. Figuras de estilo<br />“…fresca e florida…”<br />“…claras e límpidas…” Adjectivação<br />“...verde e viçosa…”<br />“…laranjas, cidras e limões…”<br /> “…álamos, loureiros, mirtos, ciprestes…”<br /> “…cerejeiras, amoreiras, pessegueiros…” <br /> “Goivos e lírios roxos, rosas e cecéns,…”<br /> “…cisnes e rouxinóis, veados mansos, lebres fugitivas, gazelas tímidas e carinhosas aves…”<br />Enumeração<br />Porque é que escolhi este excerto como descrição da ilha dos amores?A meu ver, este foi para mim o excerto que melhor descreve a ilha dos amores porque este tem os requisitos necessários para um descrição (adjectivos , verbos no presente e no pretérito imperfeito e figuras de estilo).<br />
  11. 11. Chegada á Índia<br />
  12. 12. Ilha dos amores<br />
  13. 13. http://www.youtube.com/watch?v=bLlMvxIfpK<br />(Chegada á índia)<br />http://www.youtube.com/watch?v=uIJCI4FXtRg&feature=related <br />(Caminho marítimo para a Índia)<br />Vídeos:<br />
  14. 14. Conclusão<br /> Este trabalho foi mais uma forma de relembrar os contrastes existentes entre a actualidade e os tempos passados, que os antigos eram muito honrados e davam grande valor à pátria, assim como à união entre os homens e à sua entreajuda enquanto que agora as pessoas são o contrário do que eram, agora não dão importância à pátria nem se juntam por ajudar a evoluir o país.<br />
  15. 15. Fim! <br />Trabalho realizado por : Susana Sá 8ºb<br />

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