Relatório Final Prática II

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Relatório Final Prática II

  1. 1. Relatório Prática II ÍNDICE INTRODUÇÃO.............................................................................................................................3 AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA ....................................................................................................4 SÍNTESE DAS ATIVIDADES ......................................................................................................6 AVALIAÇÃO DO PROCESSO...................................................................................................12 AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS...........................................................................................14 Resumo Métodos e Técnicas usadas - Quadro 1.......................................................................15 REFERÊNCIAS ..........................................................................................................................17 ANEXOS.....................................................................................................................................18 Anexo 1 – Plano de atividades final..............................................................................................19 Anexo 2 – Análise SWOT (diagnóstico).......................................................................................21 ANEXO 3 – Análise SWOT (Prática) ..........................................................................................22 Síntese Avaliação das Atividades – Quadro 1...............................................................................23 Síntese Avaliação das Atividades – Quadro 2...............................................................................24 ANEXO 4 – Dados 1ª formação TIC...........................................................................................25 ANEXO 5 – dados 2ª Formação TIC............................................................................................28 ANEXO 6 - Dados 2ª Formação TIC............................................................................................29 ANEXO 7 - Dados 3ª Formação TIC............................................................................................32 ANEXO 8 - Dados 1ª Caminhada Envelhecimento Saudável........................................................34
  2. 2. Relatório Prática II 3 INTRODUÇÃO O relatório que nos propomos apresentar do Projeto de Educação Social para a Unidade Curricular de Prática II, centra a sua elaboração a partir da entidade Junta de Freguesia de Almodôvar. Primeiro que tudo houve necessidade em conhecer, in loco, a realidade da comunidade Almodovarense. Foi este um trabalho delicado que, obrigatoriamente, decorreu numa fase preliminar do processo, através de contatos diretos com as gentes e entidades desta terra, tal como já tínhamos previsto na planificação anteriormente elaborada. Foi fundamental termos primeiro que tudo auscultado uma parte dos autóctones deste território para, a partir daí, lançarmos as bases das nossas atividades junto dos mesmos na medida em que, é na tentativa de perceber estas relações e interações pessoais e coletivas bem como a sua organização social que o nosso trabalho adquire devida consistência e, é neste sentido que o Educador Social poderá ter um papel relevante, sendo o seu “traço” marcante, sem dúvida, «… a capacidade para saber encontrar e ajudar a percorrer caminhos que vão no sentido do bem- estar da pessoa e da sociedade.» (Cardoso, 2006, p.14). Previamente tivemos que usar o crivo metodológico necessário que nos desse o feedback para a nossa ação, crivo esse que passou por um diagnóstico o qual incidiu em 3 pontos de análise: o primeiro sobre o Enquadramento Sociogeográfico da Instituição, o segundo sobre a História, Missão e Objetivos e o terceiro sobre as Áreas de Intervenção, Organização e Recursos. Verificámos, à posteriori já com o projeto a decorrer, que o diagnóstico elaborado foi o adequado e assertivo, tendo em conta que aquilo que se pretendeu, despretenciosamente, era que a comunidade - através das atividades que lhe foram propostas e então desenvolvidas - viesse a usufruir de bem-estar e melhoria da sua qualidade de vida. O nome que demos ao projeto “LADO A LADO” vem na sequência da parceria que estabelecemos com as várias entidades da freguesia de Almodôvar bem como com a própria comunidade a qual não seguiu atrás do projeto mas sim ao lado dele. Alberto Melo (2006), numa comunicação, alinha pelo mesmo diapasão quando refere que, a dinâmica educativa, não tem como objetivo ensinar algo a outrem, numa relação de “face a face”, mas sim, a reciprocidade de aprendizagens que se vão criando numa clara alusão de desenvolvimento “ombro a ombro”. Como missão do grupo, promovemos uma maior dinâmica participativa à população local, no sentido de ir em busca de soluções para alguns dos seus problemas, cremos que assim teremos contribuído para uma maior aprendizagem baseada nos saberes locais e na capacitação individual dos sujeitos.
  3. 3. Relatório Prática II 4 A participação das pessoas está intimamente ligada ao processo de conscientização, tal como foi definido por Paulo Freire (1987), e todos os resultados conseguidos através desta participação fazem com que as próprias pessoas sintam que é possível transformar a sociedade que as rodeia e toda a sua realidade social. Esta conscientização, alargando os horizontes e permitindo que as pessoas enfrentem desafios e os tomem como alavanca de dinamização, autonomia, capacitação, espírito crítico e reflexivo, etc., irá contribuir para emancipar esta comunidade e fazer com que exista uma maior potencialidade e competitividade saudável entre todos, reforçando as suas próprias capacidades, que irão não só impulsionar, como potenciar o desenvolvimento. AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA Considerámos importante para a realização do diagnóstico munirmo-nos de elementos que nos permitam intervir de uma forma mais incisiva e assertiva em áreas que se revelam essenciais. Demos, primeiro que tudo, destaque à pesquisa bibliográfica na medida em que sem ela este nosso trabalho se revelaria infrutífero. De um dos primeiros documentos que consultámos inferimos, segundo Espinoza (citado por Serrano, 2008), que um diagnóstico «… é o reconhecimento que se realiza, no próprio terreno em que se projeta a execução de uma ação determinada, dos sintomas ou signos reais e concretos de uma situação problemática» (p.29). Com efeito, para a elaboração de diagnósticos sociais é sabido que um dos aspetos que devemos levar em consideração é o conhecimento de uma realidade para que, posteriormente, possamos passar à ação. Após toda uma análise de terreno, constatámos um fenómeno que é transversal a todo o país, uma população bastante envelhecida. Os jovens, principalmente os adolescentes, procuram migrar para outros centros mais populosos, à procura de outras oportunidades e sobretudo para se manterem mais atualizados (na moda). Todavia, a vila de Almodôvar, oferece aos seus residentes todos os equipamentos necessários para uma adequada receção dos seus habitantes. A nosso ver, esta debandada, principalmente por parte dos jovens, é bem exemplificativa do trabalho que há a fazer neste concelho que, como atrás foi referido, oferece todas as condições e disponibiliza as mais diferenciadas estruturas e equipamentos para se poder afirmar que a vila de Almodôvar, além de ser acolhedora, oferece as devidas condições para se constituir uma família, tendo por base as infraestruturas escolares, de saúde, finanças, entre outros, que são necessários. Os jovens, a nosso ver, para se sentirem parte integrante na vila de Almodôvar, precisam de aumentar os seus níveis participativos, alavancados pelas instituições que têm a responsabilidade de promover eventos nesse sentido, tais como: A Câmara Municipal, Junta de Freguesia, associações locais e principalmente ouvir a comunidade sobre as várias matérias
  4. 4. Relatório Prática II 5 em debate, para tal, quem de direito, deverá promover fóruns comunitários onde se assegure que para além das entidades representativas do concelho, também a comunidade tenha o seu peso nas decisões que serão delineadas para Almodôvar. A vila de Almodôvar, apesar de ser um meio predominantemente rural, a sua população apresenta uma certa diversidade cultural. A influência da comunicação social, nomeadamente a televisão mas, principalmente, a influência dos familiares que migraram em direção aos grandes centros, trazem consigo hábitos e estilos de vida que algumas vezes se tornam evidentes e marcantes na sua comunidade. Por essa razão, a necessidade de um estudo prévio sobre a comunidade para dessa forma adaptarmos a nossa atitude e comportamentos de molde a facilitar a nossa comunicação com a mesma surge como máxima prioridade. Sem dúvida, que a capacidade de comunicação de um Educador Social é importante na medida que é um dos vetores principais na sua atividade diária de envolver a comunidade num processo de desenvolvimento conjunto. Porém, esta deve abarcar uma diversidade argumentativa dependendo do contexto, faixa etária, habilitações literárias, religião, género, entre outros. É também verdade que todo este conjunto metodológico assertivo, ajudou-nos a criar empatia com a comunidade da vila de Almodôvar, contribuindo dessa forma para a execução e principalmente para aceitação do projeto “LADO A LADO”. Assim, das observações efetuadas, das conversas informais, das notas de campo, dos fóruns de autodiagnóstico realizados e das entrevistas elaboradas, tendo sempre por base a filosofia do nosso projeto, onde a condição humana global está acima dos interesses individuais e/ou de possíveis interesses grupais, cabe-nos concluir que a problemática de fundo, que é a falta de participação da comunidade nas atividades desenvolvidas na vila, confirmou-se ao longo de todo o projeto. Esta parca participação social abarcava quer, as ações dinamizadas e/ou organizadas pelas entidades existentes na região, quer simplesmente pela falta de iniciativa da própria comunidade em promover qualquer iniciativa cultural, social e até mesmo económica ou que mostre orientação para o desenvolvimento local. Porém e avaliando esta problemática numa fase final do projeto, pensamos nós, que a comunidade ficou muito mais desperta para a necessidade de aumentarem a sua participação, tal como os benefícios que desta participação social e interação nas diversas áreas de intervenção social promovidas na vila. Terá que ser a própria comunidade a dinamizar as atividades, não fosse ela a principal beneficiada em todo este processo.
  5. 5. Relatório Prática II 6 Mas não é só de fragilidades que se fez o diagnóstico deste projeto, foram muitas as potencialidades (ver SWOT – Anexo nº2) associadas ao contexto, à instituição e às características da própria comunidade da vila de Almodôvar. Se por um lado, o envelhecimento de uma comunidade pode oferecer obstáculos à participação, como a resistência à mudança, pouca motivação, entre outros, também não é menos verdade que o sentido identitário da comunidade relativamente à terra, e às suas origens, poderá ser um vetor a explorar. A construção de objetivos comuns, algo com que se identificassem, poderia também valer o propósito para o aumento dos níveis participativos desta comunidade. Assim foi, a formação contínua do projeto de animação comunitária na área das TIC, proporcionou esse consenso articulando as suas expetativas com as necessidades evidenciadas pelo nosso diagnóstico. SÍNTESE DAS ATIVIDADES Desde logo que o crer, a identificação e a paixão por esta comunidade se mostrou mais forte que qualquer dos critérios para a realização deste estudo. Isto é, sempre houve uma grande vontade em estudar e tentar perceber mais de perto esta comunidade - quer de dentro para dentro quer de fora para dentro - qual a sua evolução, quais as pessoas que nela permanecem, quem se identifica com ela, amor ou ódio, etc., sendo esta determinação superior à forma como o faria, com que meios e modos, com que regras e ferramentas… Assim, e no enquadramento das disciplinas de Práticas, propôs-se um estudo sobre a comunidade de Almodôvar, que a partir daí identificássemos uma problemática nessa comunidade e traçando uma finalidade objetiva que fosse desenvolvida a partir dela um projeto que produzisse efeitos na mesma e que fosse um propulsor na melhoria das relações pessoais, sociais e institucionais na comunidade e que levasse ao objetivo comum do bem- estar social. Tendo como problemática a fraca participação da comunidade de Almodôvar, e em articulação de ideias com o tutor, Ricardo Colaço, Presidente da Junta de Freguesia de Almodôvar, entidade acolhedora, propôs-se elaborar um projeto de animação comunitária. Num claro conceito de animação enquanto entendida como sinónimo de vida, de movimento, de atividade, de alegria, de interação, de satisfação de necessidades físicas e/ou psicológicas, que leve esta mesma comunidade à identificação da sua problemática e, partindo dela própria, levar as pessoas a participar mais ativamente e positivamente nas ações sociais, políticas e económicas, elaborando um conjunto de atividades interdisciplinares e realizadas em diversas áreas com a finalidade de contribuir param a melhoria da qualidade de vida de pessoas e grupos, bem como levar ao reconhecimento das mesmas dos recursos existentes, serviços e equipamentos, enfim, que promovessem uma maior valorização e identificação com e deste território. Partindo do princípio de que a animação comunitária se destina essencialmente a
  6. 6. Relatório Prática II 7 pessoas que querem e podem ter uma voz ativa na comunidade, esta conduz a que cada pessoa participe ativamente no seio da comunidade em que está inserida e se sinta como elemento válido, ativo e útil. Para tal, e após início do processo (início de Agosto de 2012) com a mediação efetuada com o tutor, Ricardo Colaço que passou por apresentar ao mesmo os eixos orientadores do projeto e diagnosticar quais os recursos, disponíveis e utilizáveis, que autonomia, que material, etc., tornou-se desde logo uma iniciativa bem aceite e que despertou bastante interesse ao tutor, que considerou o projeto como uma mais-valia para a Freguesia e para a comunidade em geral, tendo este disponibilizado todos os recursos ao alcance da Junta de Freguesia de Almodôvar (humanos, materiais, físicos e financeiros) bem como os contatos institucionais que funcionam de forma articulada com a Junta de Freguesia (Escolas, Bombeiros, GNR, Santa Casa da Misericórdia, Câmara Municipal, etc.) para o pleno desenvolvimento do projeto, resultando de forma natural a celebração do protocolo entre a entidade acolhedora - Junta de Freguesia de Almodôvar - e a Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve. Assim, e dotando-nos de autonomia suficiente, quer pela dada desde logo pelo tutor quer pela boa relação gerada entre o grupo de trabalho e os representantes de algumas instituições quer com alguns líderes locais, foram desde logo encetados contatos com esses representantes no sentido de dar a conhecer os objetivos do projeto. Deste modo, e considerando o Educador Social como um modificador de realidades, que deve assegurar a participação ativa de todos os cidadãos e sendo estas as pedras basilares do projeto, resultaram no imediato a promoção de dois fóruns, denominados por fóruns de autodiagnóstico, que como o próprio nome indica e numa primeira fase serviram como uma das técnicas de recolha de dados (na fase de diagnóstico). Num primeiro fórum, com um caráter mais institucional, reunimos com representantes da GNR, dos Bombeiros, das Escolas, do CNO, da Santa Casa da Misericórdia, da Câmara Municipal e Junta de Freguesia de Almodôvar, com os objetivos de que com aquela ação, além da recolha de dados que nos auxiliaram na identificação da problemática, promovesse por si só o estabelecer de um compromisso entre estas instituições para possíveis atividades, levando inclusive a toma-las como parceiras, ou apoiantes, do projeto. Num segundo fórum, mais direcionado para a sociedade civil, associações e comunidade em geral, definido com os mesmo princípios e objetivos de recolha de dados e de estabelecimento de parcerias/apoios, foi percetível desde logo alguma hesitação e até desconfiança no que se propunha, denotando-se inicialmente que se iria ter alguns estrangulamentos, principalmente no tocante à participação nas atividades,
  7. 7. Relatório Prática II 8 embora não definidas mas que poderiam dali resultar, o que veio a dar maior consistência à problemática identificada. Contudo, estes dois fóruns, e dado o cariz funcional, prático e dinâmico e que nos proporcionou já algum contato com a realidade de práticas, não só pelo caráter do objetivo específico a que se propunham mas também pelo fato de só com aquelas duas ações já se estaria a produzir Educação Social nesta comunidade, quer pelo fato de se ter promovido dois encontros comunitários, institucionais ou não, tendo por base a identificação de um problema e que de uma forma geral contou logo com a participação da comunidade, veio a contrariar por si só o que a Vereadora da Cultura frisava na entrevista quando dizia que «…efetivamente existem várias entidades e associações desportivas, culturais e sociais em Almodôvar, mas a interação esse intercâmbio, ou essa troca de experiências entre uns e outros, ainda não acontece com regularidade…» e que «…o Clas, as entidades até vão todas e as instituições, mas há muito pouca participação ativa…», sendo que «...a participação das pessoas sempre foi um problema…, é muito baixa». Ora, tais afirmações, além de se mostrarem contrárias ao que tínhamos verificado com aquelas ações, onde e só com apenas essas duas atividades havia-se conseguido promover o encontro entre a comunidade e instituições para debate e partilha de ideias, tornando-se ainda mais consistente aquando da apresentação do projeto a todas a entidades, associações e comunidade em geral, onde se verificou uma grande adesão, participação e colaboração na definição de objetivos estratégicos do projeto, estimulando ainda mais o interesse que já existia na sua elaboração e continuação. Partindo assim das potencialidades encontradas nesta comunidade da vila de Almodôvar e não nos seus estrangulamentos e da continuação das demais atividades resultantes do diagnóstico e baseadas na problemática identificada, foi considerada e reconhecida como uma lacuna social a pouca identificação desta comunidade com as novas tecnologias de informação e comunicação (TIC). Desse modo, e uma vez que os recursos físicos e materiais foram disponibilizados para o projeto pela Escola Secundária de Almodôvar, quer no momento do autodiagnóstico que posteriormente aquando da apresentação e objetivos do projeto, sendo os recursos humanos (técnico/formador de informática) desde logo integrados no projeto, onde o Eng.º José Gonçalo Colaço se disponibilizou a colaborar e assim efetuar as ações que julgássemos necessárias. Nesta ordem de ideias, foram operacionalizadas datas, horas e divulgação de uma ação de formação na área das TIC, direcionada para a comunidade sénior mas aberta à comunidade geral, a qual pelo interesse demonstrado, pela motivação e principalmente pela vontade e a pedido dos participantes levou desde logo a que esta atividade tivesse continuidade e de onde resultaram mais três ações de formação, as quais culminaram com a produção de uma apresentação em PowerPoint (PPT) de um trabalho de
  8. 8. Relatório Prática II 9 grupo efetuado pelas formandas, onde estas aceitaram o desafio proposto pelo grupo de apresentar alguns slides com imagens das atividades em que participaram, trabalho este apresentado na última atividade1 . De salientar que para a cumprimento destas formações, as mesmas não seriam possíveis sem o apoio institucional e incondicional por parte da direção da Escola Secundária, onde nos pôs ao dispor todos os meios físicos e materiais e nos deu toda a autonomia para a sua execução, e por parte do formador, Eng.º José Gonçalo Colaço, que ministrou todas as ações e presenteou a atividade final (abordada oportunamente). Desta formação, e para gáudio do grupo de trabalho e do formador, verificaram-se resultados bastante significativos, o que nos deixou bastante satisfeitos atendendo que existiam pessoas que apenas sabiam ligar e desligar o computador. Contudo, foi também identificado pelo grupo de trabalho que não basta só apostar na formação e no dotar de conhecimentos e competências sobre as novas tecnologias como veículo de comunicação e dinamização pessoal e social, há que apostar numa base sólida educativa e que leve a própria comunidade à identificação de certos problemas derivados do uso da Internet e com ações concretas e concertadas previna algumas utilizações de risco. E neste campo, promoveu-se uma ação de sensibilização e prevenção quanto ao uso da Internet e das novas tecnologias de informação comunicação, onde após solicitação de colaboração à Polícia Judiciária de Faro, na pessoa do Inspetor Ricardo Valadas, se veio a dinamizar no auditório do CNO de Almodôvar uma palestra sobre os perigos da Internet, a qual com bastante adesão e que não só pelo tema, teor e capacidade comunicativa do orador, levou a que a mesma fosse entendida e considerada como uma base preventiva em futuras utilizações das TIC. Esta atividade serviu não só para dotar competências e conhecimentos aos participantes, como para aferir, neste caso concreto, que esta comunidade só não usa os equipamentos e serviços disponíveis na vila de Almodôvar, por não saberem como usa-los, tornando-os subaproveitados. Não há nada mais gratificante do que ter equipamentos rentabilizados e utilizáveis e uma comunidade informada, educada, culta e integrada numa sociedade globalizada e isso faz-se com a educação, com a promoção de formações direcionadas e que muito pouco custam ao erário público. Nesta fase do projeto, e com as atividades até então realizadas, entendeu o grupo de trabalho que a atividade planeada para a sensibilização do desenvolvimento sustentável, que apear da sua extrema importância social, veio a cair por terra, uma vez que resultou de uma avaliação do processo que a mesma ação não teria o impacto nem a mesma utilidade da formação contínua das TIC. Ainda enquadrado na dimensão socioeducativa da animação comunitária, foi também projetada uma atividade direcionada para a comunidade sénior, a 1 Ver plano de atividades no anexo 1
  9. 9. Relatório Prática II 10 qual consistiu numa caminhada seguida de uma palestra sobre o envelhecimento ativo e saudável. Eram objetivos desta ação reconhecer a importância da atividade física no processo de envelhecimento, desenvolver hábitos saudáveis, identificar os benefícios da atividade física, formular opiniões e ideias sobre o conceito do envelhecimento ativo e saudável e estimular para o romper de hábitos sedentários. Nesta atividade, apoiada pela Câmara Municipal de Almodôvar que cedeu o espaço físico (edifício das piscinas municipais) para ser realizada a palestra, pelos Bombeiros Municipais de Almodôvar, que acompanharam sempre de perto e até ao fim da atividade os caminhantes com uma ambulância e dois elementos da corporação, pela GNR de Almodôvar, que se mostrou sempre disponível para o corte de algumas vias de trânsito, embora o percurso tenha sido previamente preparado e planeado para que se balizasse às ruas circundantes da Vila de Almodôvar, quer para não causar quaisquer prejuízos para o trânsito e para os utentes das vias quer também para não por em perigo as pessoas participantes, pela Sta. Casa da Misericórdia de Almodôvar com quem foi estabelecido o acordo entre o grupo de trabalho e a direção do Lar para a participação dos idosos institucionalizados, onde o grupo assumiu o compromisso de efetuar o transporte dos idosos com menor mobilidade, transporte este efetuado com viaturas da entidade acolhedora do Projeto - Junta de Freguesia – e da Sta. Casa da Misericórdia, tendo este compromisso sido o fator de maior satisfação uma vez que conseguimos ter a presença de cerca 20 idosos na palestra, que apesar de não terem capacidade de efetuar a caminhada, mostraram-se bastante agradados com o fato de saírem da sua zona de conforto, sendo perfeitamente observável a sua alegria e satisfação, e pelos oradores convidados Maria Esteves e Eduardo Fernandes (Mestres), da Direção Regional de Educação do Algarve que proporcionaram uma palestra elucidativa, educativa, útil e do agrado das dezenas de participantes. Na dimensão cultural, a atividade articulada com o grupo de práticas de Alcoutim, resulta do contato efetuado inicialmente e com o objetivo claro de serem desenvolvidas interações e dinâmicas culturais (cantares alentejanos; gastronomia; produtos tradicionais locais, artesanato, hábitos e tradições, etc.) e Intergeracional entre ambas as comunidades (Almodôvar e Alcoutim), com vista a criar uma maior aproximação comunitária entre todos os segmentos populacionais, em todas as suas dimensões, e sensibilizar para um interior do país cada vez mais desertificado e envelhecido, promovendo assim uma maior ação relacional entre as populações. No desenvolvimento do evento, e uma vez que o mesmo se realizou em Alcoutim, foi ainda articulado com a Associação de Solidariedade Social, Cultura, Desporto e Arte dos Balurcos, localidade do concelho de Alcoutim, que propôs aos dois grupos de projeto (Almodôvar e Alcoutim) serem o dinamizadores de uma festa tradicional e já com largos anos de existência daquela localidade, conhecida como a Festa da Maia, sendo o
  10. 10. Relatório Prática II 11 desafio prontamente atendido. E isto porque, quer pelo fato de se efetuar apenas uma festa/evento num só local e data (ambos estavam previstos para a data 18 de maio de 2013) quer pelo fator económico de não acarretar despesas extra à Câmara de Alcoutim com dois eventos por si apoiados financeiramente, mas também pela boa dinâmica dos grupos ao verificarem atempadamente que as datas dos eventos coincidiam e que após ser exposto a todas as entidades e pessoas resultou que fosse efetuado apenas num só local e data. Na mediação, e após apresentação oficial há entidades acolhedoras de ambos os projetos, Câmara Municipal de Alcoutim e Junta de Freguesia de Almodôvar, foram expostos os principais objetivos e com um propósito claro de continuar com ações deste tipo e em articulação com outros concelhos, no sentido de divulgar e promover a cultura local, sendo o evento encarado pela entidades parceiras como uma via de aproximação cultural, social e económica entre duas regiões e como uma das formas de promover a participação comunitária, sendo certo que quando as pessoas se mostram participativas na sua comunidade, dando assim o seu contributo social, cultural e económico, consideram-se mais úteis, identificadas, valorizadas e reconhecem mais e melhor os seus territórios. Resultou também deste intercâmbio cultural o compromisso da Junta de Freguesia de Almodôvar em realizar um encontro sociocultural na vila de Almodôvar, o qual se irá guiar pelos mesmos princípios orientadores e com os mesmos propósitos, ficando desde logo agendada uma atuação do grupo de cantares dos Balurcos na vila de Almodôvar dia 7 de Setembro de 2013, por ocasião do aniversário do Grupo Coral e Etnográfico Flores do Campo de Almodôvar, e também como forma de agradecimento pela receção em Alcoutim – Balurcos. Nesta articulação de esforços em prol da comunidade e com a comunidade, foram mediados desde logo os apoios materiais, logísticos e humanos com o Setor da Cultura da Câmara Municipal de Almodôvar, onde foram disponibilizados quer meios humanos (técnico informático) para a preparação, produção, divulgação do evento (impressões de cartazes) e materiais/logísticos, no transporte dos grupos corais de Almodôvar para Alcoutim (e respetivo motorista) e os encargos daí resultantes (gasóleo, motorista, etc.). Por fim, e como derradeira atividade do projeto, planificou-se além da apresentação do PPT por parte das formandas das TIC a todos os envolvidos (entidades, organizações, comunidade, parceiros, etc.) e à comunidade em geral, também uma apresentação/exposição fotográfica de todas as atividades realizadas com a comunidade, a qual teve lugar nas instalações da Junta de Freguesia de Almodôvar e que cuja foto galeria ficou exposta no mesmo edifício a fim de dar a conhecer fotograficamente a toda a comunidade todos os paços do projeto. Resultou com esta última ação um lanche/convívio para todas as entidades, pessoas e grupo de trabalho, o qual partiu das próprias pessoas envolvidas, o que nos leva a
  11. 11. Relatório Prática II 12 crer que o projeto “Lado a Lado” provocou mudanças nesta comunidade, uniu pessoas e instituições, tornou-as mais solidárias e abertas a novas sensações e visões da vida quotidiana social e que decerto irá contribuir para a melhoria das relações socais (pessoais, coletivas e institucionais) da vila de Almodôvar. AVALIAÇÃO DO PROCESSO Quisemos, de uma forma pragmática, partir para este projeto de Animação Comunitária, projetando um olhar que se debruça sobre o que está por vir a acontecer, um roteiro cuja intenção era o de seguir com o devido rigor para que pudéssemos atingir um determinado fim. A planificação, a organização e controlo das ações a empreender foram sem dúvida alguma elementos chave para que o projeto tivesse tido uma dinâmica para o sucesso mas, para que tal fosse assegurado foi também necessário que as estratégias estivessem bem definidas e bem claras para que a execução de determinada tarefa ou atividade fosse, no fundo, uma parte de um todo que se pretendia plenamente conseguido. Atividades previamente planificadas, depois de delimitada a problemática, naturalmente que serão mais suscetíveis de sucesso apesar de, mesmo assim, surgirem situações com as quais não contámos - os chamados imprevistos - mas que devíamos estar prevenidos, minimamente preparados com alternativas que os colmatassem. De facto assim aconteceu em algumas das atividades em que ocorreram situações, com as quais não contávamos, e que prontamente foram resolvidas, porque prevenimo-nos. Delimitada a problemática fundamental da comunidade Almodovarense, ou seja, a fraca participação da comunidade em envolver-se em ações sociais, conforme atrás já foi referido, tornou-se premente definirem-se objetivos que, neste caso concreto por nós diagnosticado, lhes desse resposta adequada. Espinoza (citado por Pérez Serrano, 2008) invoca o conceito de objetivo geral no projeto, referindo-o como sendo «… aqueles propósitos mais amplos que definem o quadro de referência do projeto» (p.45). Tendo como finalidade o desenvolvimento participativo da comunidade da Vila de Almodôvar, o projeto apresentou como objetivo geral a promoção da participação da comunidade no exercício e envolvimento nas dinâmicas existentes, tal como despoletar e motivar interesse da mesma na promoção cultural e dinamização social. Já os objetivos específicos assentaram em pressupostos que identificaram de forma mais precisa aquilo que se pretendeu atingir na execução do projeto, desta forma, fletindo de fora para dentro ou do geral para o especifico, o nosso grupo, de molde a promover dinâmicas no sentido de colmatar a problemática da falta de participação da comunidade no desenvolvimento e envolvimento nas atividades da vila, utilizou os meios disponíveis na vila
  12. 12. Relatório Prática II 13 em parceria com as instituições, tal como na utilização dos seus recursos físicos e humanos disponibilizados e utilizáveis. Utilizámos os verbos de ação que nos levaram a avaliar efetiva e realisticamente o sucesso e a exequibilidade das dinâmicas em prol da comunidade, e a sua capacitação para atenuar e romper com a problemática identificada. Devemos dizer que foi crucial, em primeiro lugar, que os nossos interlocutores tivessem a noção dos benefícios sociais que adviriam com a implementação e prossecução do projeto e, em segundo lugar, que ficasse expresso de uma forma inequívoca que enquanto grupo de trabalho de projeto, nos iriamos comprometer com eles para que, na sua essência, os objetivos fossem atingidos. Há uma palavra a dizer relativamente às entidades que estiveram presentes em todo o processo pois que sem elas, dificilmente teríamos obtido algum sucesso. Conforme podemos entender no anexo nº1, os recursos humanos, físicos e materiais revelaram-se de capital importância para os resultados alcançados. A junta de freguesia de Almodôvar dispõe de condições e instalações próprias que se adequaram para a realização de várias atividades e, dada a sua estreita relação com as várias entidades e associações do concelho, considerámos bastante proveitoso os recursos físicos postos à nossa disposição tais como a sala para conferências da Escola Secundária de Almodôvar tendo aí lugar uma palestra sobre os perigos da Internet e a sala de informática da mesma escola onde foram realizadas as 3 formações TIC bem como uma das salas de apoio às piscinas municipais, onde decorreu uma palestra subordinada ao tema do envelhecimento saudável e ativo após uma caminhada, e ainda o salão da Sociedade Artística Almodovarense espaço este que serviu para mediarmos e dinamizarmos uma atividade conjunta entre o grupo de cantares feminino “Flores do Campo” e os Veteranos de Futebol da mesma Sociedade. Quanto a recursos humanos, além dos elementos que compõem a estrutura organizacional da Junta que evidenciaram sempre uma boa articulação com diversas entidades da região, queremos desde já destacar a figura do presidente da mesma, Ricardo Colaço que, enquanto nosso tutor, esteve sempre ao nosso dispor mostrando-se muito cooperante uma vez que deu sempre adequada resposta às nossas solicitações. Também os oradores que participaram nas ações de dimensão formativa, informativa socioeducativa e cultural foram uma mais-valia para que os objetivos do projeto fossem atingidos. Por último, neste capítulo dos recursos humanos, não queríamos concluir sem dirigir uma palavra de apreço ao formador José Gonçalo Colaço que se voluntariou para dar formação às pessoas da comunidade sobre a utilização do computador e uso da Internet, motivando-as para o uso das TIC como forma de comunicação e dinamização cultural, social e pessoal. Foi bastante gratificante para nós,
  13. 13. Relatório Prática II 14 termos assistido em 24/Maio/13, o corolário de um trabalho desenvolvido ao longo das três produtivas sessões de formação, quando as formandas apresentaram o “seu” PowerPoint. Ora ficou aqui bem patente que as atividades, dirigidas a este grupo de pessoas tiveram um efeito positivo ao ponto de as mesmas adquirirem competências que até ao momento não as tinham. Podíamos ter grande vontade em agir junto da comunidade almodovarense mas, não havendo equipamentos ajustados às necessidades, nem recursos humanos que eles próprios servissem de resposta às necessidades das dimensões atrás referidas (formativa, informativa, socioeducativa e cultural) estaríamos sempre condenados ao insucesso. No entanto aquilo que aqui importa salientar, no que diz respeito aos resultados alcançados foi que, através das interações e dinâmicas de atividades proporcionadas, permitiu- se à comunidade encontrar formas de participação mais ativa e mais efetiva. A semente foi lançada, cremos que lançada em bom terreno e, esta ideia da necessidade de participação que ficou bem vincada junto da comunidade almodovarense, acaba por também parecer-nos ser bem acolhida entre as várias entidades que estiveram envolvidas no processo. É esta a nossa convicção na medida em que no final do processo, em 24 de Maio do corrente ano, foi com bastante agrado que ouvimos as várias entidades envolvidas neste processo, manifestarem o seu interesse em continuarem com ações dirigidas à comunidade o que por si só representa boa vontade, um continuum de consciencialização para boas práticas de coesão social e, o desejo de que seja alcançada uma cidadania plena. AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS A avaliação é um processo de reflexão cuja finalidade é examinar, explicar e avaliar os resultados das ações realizadas, e segundo Robertis, “a avaliação dos resultados faz referência ao processo que mede a concretização, ou não, dos objetivos, o qual compreende dois procedimentos, como sendo a verificação dos resultados e o da análise dos procedimentos, o que significa apurar não só se os objetivos foram atingidos, mas como é que foram atingidos”, (2011 p. 221). De acordo com o projeto, em que foi nossa intenção efetuar uma avaliação sistemática por atividade, para agirmos retroativamente na reformulação das ações, tendo por base a animação comunitária, e o problema diagnosticado como sendo a fraca participação da comunidade em atividades socioculturais e o seu envolvimento em ações, e no sentido do envolvimento da comunidade com as atividades, projetamos várias ações, e na sequência das mesmas procedemos a métodos de avaliação, na medida em que, e segundo Serrano (2008 p. 81), a avaliação é um processo de reflexão que nos permite explicar e avaliar o resultado das ações realizadas, que nos permite reconhecer os sucessos, e os erros, para serem corrigidos
  14. 14. Relatório Prática II 15 futuramente. Para chegarmos á avaliação dos resultados, usamos métodos e técnicas específicas (ver Quadro1- Resumo Métodos e Técnicas usadas). Resumo Métodos e Técnicas usadas Quadro 1 Modos de Recolha Dados Tipos de Informação a recolher Opções/Técnicas Implicadas I – Observação - Observação simples - Sistemática II- Inquérito - Por questionário III- Análise Documental - Fontes privadas, dados oficiais, oficiosos - Conhecer o contexto - Características da Comunidade - Relacionamentos - Interação - A forma de comunicação entre eles - Histórias, incidentes - Recolha de dados/Informações - Factos, comportamentos, tendências, usos, costumes, tradições. - Definição do que se queria observar - Tomada de notas através das grelhas de observação - Fóruns autodiagnostico - Entrevistas informais - Diários de campo - Entrevistas semi-diretivas -Registo Fotográfico e Vídeo - Formulação das questões - Questões abertas - Análise qualitativa e quantitativa de conteúdo Tendo em consideração os dados recolhidos nos diferentes momentos de avaliação, efetuados no decorrer do nosso projeto, com a realização das atividades, «sendo que os resultados provêm dos fatos observados no decurso da colheita de dados», Fortin (1999 p.330), e para os descrever, tomamos como base os resultados das nossas avaliações, (ver Anexos, Quadro 1 e 2 - Síntese da avaliação das atividades). Constatamos que foi possível conjugar os recursos disponíveis tanto materiais como físicos com as atividades realizadas, mostraram-se adequados, necessários e funcionais com as diferentes ações. A adesão na maioria das vezes foi a esperada, não sendo no entanto igualitária, de acordo com os registos efetuados o género feminino predominou sempre em todas as atividades, demonstrando que naquela comunidade as mulheres são mais ativas, participativas e dinâmicas. Ainda fazendo referência à adesão/participação, em algumas ações excedeu e superou as expetativas. Constatamos que a comunidade da vila de Almodôvar na sua maioria participa nas atividades que se realizam, destacando-se como resultado positivo deste projeto, as ações de formação na área das TIC, através das quais conseguimos chegar a um grupo de pessoas interessadas e motivadas para aprender e desenvolver os seus conhecimentos, o grupo de trabalho converteu-se numa equipa com o compromisso da participação, e através de todo o processo pode-se constatar que as ações serviram de estímulo e de dinamização, mesmo para outras atividades que foram desenvolvidas. Qualquer projeto social planeia uma ação que conduza à
  15. 15. Relatório Prática II 16 transformação, as formandas envolveram-se nas sessões, elevaram a sua autoestima, a partir do momento em que descobriram a capacidade de realizar tarefas que pensavam não estar ao seu alcance. Com base nos dados fornecidos e devidamente registados constatamos que estas ações tiveram uma continuidade e atingiram um fim, na medida em que a maioria daquelas pessoas ficaram capacitadas a trabalhar as competências aprendidas e desenvolvidas, como foi constatado na última ação desenvolvida com aquela comunidade em que foi apresentado um trabalho elaborado pelas formandas constatando as aprendizagens efetuadas ao longo das sessões. Dos dados fornecidos ao longo do projeto, concluímos que os objetivos foram alcançados, este projeto de animação comunitária contribuiu para animar, capacitar, motivar para a continuidade na concretização de mais atividades, sendo que se pretende que as pessoas participem nas atividades e se envolvam nos acontecimentos, é necessário uma continuidade, e constatamos que existe um grupo de pessoas muito dinâmicas capazes de enfrentar novos desafios, se houver iniciativa, interesse por parte de alguém, ou algum grupo em desenvolver atividades, a comunidade participa, pois são muito recetivos e interessados em tudo o que acontece na sua vila.
  16. 16. Relatório Prática II 17 REFERÊNCIAS Cardoso, A. (2006), Alguns desafios que se colocam à Educação Social. Cadernos de Estudo. Porto, Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti, n.º 3, pp. 7-15. Fortin, M. (1999), O Processo de Investigação, da Conceção à Realização, Lusociência- Edições Técnicas e Científicas, Lda. Freire, P. (1987), Acção Cultural para a Liberdade. São Paulo: Editora Paz e Terra. Melo, A. (2006), Comunicação em Sessão comemorativa do 30º aniversário da Unidade de Educação de Adultos da Universidade do Minho. Outubro, Minho. Robertis, C. (2011), Metodologia da Intervenção em Trabalho Social, Porto Editora, Lda. Serrano, G. (2008), Elaboração de Projetos Sociais – Casos Práticos, Editora: Porto. Edição nº7. Coleção Educação e trabalho social.
  17. 17. Relatório Prática II 18 ANEXOS
  18. 18. Relatório Prática II 19 ANEXO 1 – PLANO DE ATIVIDADES FINAL ATIVIDADE OBJETIVO RECURSOS Humanos Físicos Materiais Data/Hora:25JAN13 19H00 Fórum Apresentação do Projeto Recolha de opiniões e ideias - Elementos de Práticas e Tutor; - Responsável do CNO; - Responsável GNR; - Responsável Bombeiros; - Responsável da CM; - Responsável Escola Secundária - Responsável Cáritas - Representante Lar Idosos; - Associação de Estudantes; - Responsáveis grupos corais; - Sociedade civil. - Salão dos Bombeiros Voluntários de Almodôvar ou Sala da Junta de Freguesia - 1 data show; 1 mesa e 20 cadeiras Data/Hora:15FEV13 19H00 Formação TIC (In) Formar sobre a utilização do computador e uso da Internet; motivar para o uso das TIC como forma de comunicação e dinamização cultural, social e pessoal. - 4 elementos do Grupo de Práticas; - 1 Formador; - 25/30 formandos - 1 sala de informática (Escola Secundária/CNO) -15 Pc`s; -25/30 Cadeiras e mesas. Data/Hora:08MAR13 19H30 Os perigos da Internet Sensibilizar para os perigos da Internet, no que toca a abusos sexuais e educar pais, filhos, avós, netos e professores sobre como se pode e deve limitar o uso por parte das crianças. - 4 elementos do Grupo de Práticas; - 1 Orador; - 1 Mediador; - 70 espectadores - 1 sala de conferências/semi nário (Escola Secundária; Bombeiros; Biblioteca Municipal) - 1 mesa para orador e mediador e 2/3 cadeiras; - 1 projetor; - som e imagem; - 70 cadeiras. Data/Hora:05ABR13 18H30 2ª Formação TIC Continuação da formação inicial. - 4 elementos do Grupo de Práticas; - 1 Formador; - 25/30 formandos - 1 sala de informática (Escola Secundária/ - Sala A1) -15 Pc`s; -25/30 Cadeiras e mesas. Data/Hora:13ABR13 10H00 Envelhecimento ativo e saudável Promover uma caminhada, seguida de uma palestra sobre envelhecimento ativo, educando e impulsionando para a prática de desporto como forma de promover o bem-estar físico, psíquico e social. - 4 elementos do Grupo de Práticas; - 2 Oradores: Saúde e Desporto; - 1 Mediador; - 70 espectadores - 1 sala (edifício de apoio das piscinas municipais) - 1 mesa para orador e mediador e 2/3 cadeiras; - 1 projetor; - som e imagem; - 70 cadeiras.
  19. 19. Relatório Prática II 20 Data/Hora:04MAI13 21H30 Articulação cultura + desporto Mediar e dinamizar uma atividade conjunta entre o grupo de cantares feminino “Flores do Campo” e os Veteranos de Futebol da Sociedade Artística Almodovarense, com o objetivo do grupo coral efetuar uma atuação na cerimónia de entrega de prémios do IV Torneio Triangular de Veteranos de Futebol da SAA, cujo propósito além de promover e desenvolver uma maior interação, estimula a que haja deste modo uma maior aproximação, relação, articulação e encaixe nas dimensões cultural e desportiva bem como a uma maior identificação e valorização e difusão patrimonial, cultural e territorial - 4 elementos do Grupo de Práticas; - 20 elementos femininos do grupo coral “Flores do Campo”. - Salão da Sociedade Artística Almodovarense ---- Data/Hora:10MAI13 18H30 3ª Formação TIC Continuação da formação, incidindo no Ppt - 4 elementos do Grupo de Práticas; - 1 Formador; - 25/30 formandos - 1 sala de informática (Escola Secundária/ - Sala A1) -15 Pc`s; -25/30 Cadeiras e mesas. Data/Hora:18MAI13 –10H30às20H00– Encontro (interculturgeracio nal) “AQUI AO LADO – SABERES PARTILHADOS” Promover a cultura local noutros locais – Alcoutim (cantares alentejanos; artesanato; gastronomia; tradições; hábitos); estimular o gosto e valor da cultura entre todos os segmentos populacionais e impulsionar a comunidade para participar nas atividades socioculturais como veículo de desenvolvimento local. - 8 elementos (7 dos Grupos de Práticas e 1 representante da Associação dos Balurcos); - 80 participantes dos grupos de cantares e rancho; - 1 motorista; - 1 técnico de som; - 2 técnicos de audiovisuais; - 1 guia turístico. - Castelo e de Alcoutim e recinto da Associação dos Balurcos. - Casa dos Condes - 1 autocarro; - Mesas e cadeiras suficientes Financeiros - custo do motorista - gastos com gasóleo e portagens (se necessário). Logísticos - cartazes e flyers de divulgação e respetivas impressões Data/Hora:24MAI13 19H00 Apresentação de Ppt pelas formandas Observar resultados e recolher opiniões sobre as formações TIC Elementos de Práticas e Tutor; - CNO; - GNR; - Bombeiros; - Responsável da CM; - Escola Secundária - Santa Casa Misericórdia; - Associação de Estudantes; - Responsáveis grupos corais; - Sociedade civil. Junta de Freguesia - 1 projetor; - som e imagem; - 20 cadeiras Inauguração da exposição fotográfica e apresentação de resultados Dar a conhecer a toda a comunidade, através de registos fotográficos, os conteúdos do projeto “Lado a Lado” e apresentar resultados do mesmo. - 20 painéis/exposit ores
  20. 20. Relatório Prática II 21 ANEXO 2 – ANÁLISE SWOT (DIAGNÓSTICO)
  21. 21. Relatório Prática II 22 ANEXO - 3 ANÁLISE SWOT (PRÁTICA)
  22. 22. Relatório Prática II 23 SÍNTESE AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES – QUADRO 1 ATIVIDADES 1º. Fórum Autodiagnóstico 2º. Fórum Autodiagnóstico Fórum Apresentação do Projeto 1ª.Formação TIC Ação Sensibilização Perigos da Internet 2ª. Formação TIC Recursos Materiais Recursos Físicos - Adequados ao nº. Participantes - Metade das entidades convocadas -Adequados ao nº. Participantes - Restantes entidades convocadas e alguns elementos da comunidade. - Adequados - Necessários -Funcionais - Espaço físico dotado de meios adequados - Excelentes pela funcionalidade e comodidade. - Adequados, mantiveram-se perfeitamente funcionais. Adesão Interesse - Não foi a esperada - Demonstraram interesse no que pretendíamos concretizar - Foi a esperada, vieram as restantes entidades- Demonstraram interesse no N/projeto - Esperada, compareceram todas as entidades e comunidade informada - Bastante - Não foi a esperada - Houve interesse e satisfação - Adesão superou as expetativas. - Interesse, motivação e interesse, muito bom - Adesão manteve-se. - Mais interesse e motivação na aprendizagem. Participação Interação Participaram falando um pouco de cada entidade e o seu papel naquela comunidade. Interagiram entre elas Participaram falando um pouco de cada entidade e o seu papel naquela comunidade. Interagirão entre elas. - Houve participação e interação com sugestões - Participação e interação entre todos, desejo de continuidade das sessões - Participação e interação, especialmente c/ formador muito bom. - Participação e interação Métodos Avaliação - Observação - Registo Fotográfico - Observação - Registo Fotográfico - Grelha Observação - Registo Fotográfico - Grelha de observação - Registo Fotográfico - Vídeo - Inquérito por Questionário - Grelha de observação - Registo fotográfico e vídeo - Grelha de Obs. - Inquérito por Questionário - Registo Fotográfico e vídeo Imprevistos Outros A não comparência de todas as entidades convidadas. - Não houve - Não houve - Não comparência de algumas pessoas, com as quais contávamos. - Interesse em mais sessões TIC. - Não houve - Notou-se evolução nos conhecimentos e pedido continuidade das sessões TIC.
  23. 23. Relatório Prática II 24 SÍNTESE AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES – QUADRO 2 ATIVIDADES 1ª. Caminhada e Palestra Envelhecimento Saudável Articulação Cultura/Desporto 3ª. Formação TIC Encontro entre Culturas “Aqui ao Lado Saberes Partilhados” Apresentação PPT pelas formandas TIC Inauguração Exposição fotográfica e apresentação resultados Recursos Materiais Recursos Físicos - Devido à grande aderência foi necessário aumentar o nº. de lugares na palestra - Adequados - Adequados ao evento - Adequados, mantiveram- se funcionais como sempre. - Recursos físicos, materiais e financeiros perfeitamente adequados ao evento - Foram adequados à sessão - Previstos - Expositores para as Fotos adequado ao número de atividades realizadas Adesão Interesse - Grande adesão excedeu as expetativas - Bastante interesse na palestra e gosto pela caminhada - A adesão foi a esperada. -Mostraram interesse na continuidade dos convívios entre culturas - O mesmo grupo de formandas - Bastante interesse pois é continuação das sessões anteriores, do interesse das formandas - A esperada, embora alguns representantes de entidades de Almodovar não pudessem estar presentes. - Houve empatia no convívio, muito bom - As entidades que nos apoiaram na sua maioria - Boa - Mostraram interesse e gostaram de ver as fotos e o vídeo das atividades realizadas Participação Interação - Muita participação, animação e convívio durante a caminhada Não são relevantes para esta atividade, no entanto houve participação animada por parte dos clubes - Bastante participação e interação entre as formandas e elementos do grupo/formador - Bastante interação entre os grupos e participação em todos os momentos da visita e entre a comunidade em geral - De todos em especial o grupo de formandas TIC - Participação especial do grupo de formandas TIC e lanche convívio Métodos Avaliação - Grelha de Observação - Registo fotográfico e vídeo - Pequeno Inquérito por Questionário - Grelha de Obs. - Registo fotográfico e vídeo - Grelha de Observação - - -Registo fotográfico e vídeo - Registo fotográfico e vídeo bem como entrevistas informais com várias pessoas ao acaso pelos elementos do grupo Imprevistos Outros - Falta de cadeiras para a Palestra, mas facilmente solucionado- Aspeto positivo-Elevado Nº. de participantes, incluindo idosos do Lar Não houve imprevistos - Sem imprevistos - Aspeto positivo foi a notória evolução nas aprendizagens de TIC - O clima. Estava muito frio e vento- Aspeto positivo-foi muito enriquecedor o encontro entre duas Vilas com histórias/usos e costumes diferentes - Não Houve - Não Houve
  24. 24. Relatório Prática II 25 ANEXO 4 – DADOS 1ª FORMAÇÃO TIC
  25. 25. Relatório Prática II 26
  26. 26. Relatório Prática II 27
  27. 27. Relatório Prática II 28 ANEXO 5 – DADOS 2ª FORMAÇÃO TIC
  28. 28. Relatório Prática II 29 ANEXO 6 - DADOS 2ª FORMAÇÃO TIC
  29. 29. Relatório Prática II 30
  30. 30. Relatório Prática II 31
  31. 31. Relatório Prática II 32 ANEXO 7 - DADOS 3ª FORMAÇÃO TIC
  32. 32. Relatório Prática II 33
  33. 33. Relatório Prática II 34 ANEXO 8 - DADOS 1ª CAMINHADA ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL
  34. 34. Relatório Prática II 35

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