Orçamentação de obras palestra

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Orçamentação de obras palestra

  1. 1. Apresentação  Rejane Teixeira Mendes  Engenheira Civil e de Segurança do Trabalho  Empresas onde atuou:  CBPO – Obra de Recomposição dos Molhes  Odebrecht – elaboração de propostas para licitações públicas em Porto Alegre  Consórcio CBPO PEDRASUL CARIOCA IVAÍ – Obra de Prolongamento dos Molhes  Multitek Engenharia – Fabricação e montagem dos tanques 519 e 520, 528 e 529 do TERIG  Galvão Engenharia – Manutenção dos tanques 501, 503 e 504 do TERIG  Adão Costa da Costa ME – elaboração de propostas, planejamento e medições de serviços
  2. 2. Introdução  O orçamento de uma obra é uma das etapas mais importantes da obra, se não a mais importante.  Um orçamento bem feito é determinante para que o empreendimento tenha resultado positivo.
  3. 3. Conceitos básicos  ORÇAMENTO  COMPOSIÇÃO DE CUSTO UNITÁRIO DE SERVIÇO  COMPONENTES  INSUMOS  MÃO-DE-OBRA DIRETA  MÃO-DE-OBRA INDIRETA  ENCARGOS SOCIAIS E TRABALHISTAS  IMPOSTOS (PIS, COFINS, CSLL, IRPJ, ISSQN)  BDI – BONIFICAÇÃO E DESPESAS INDIRETAS  PROJETO  ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA  CADERNO DE ENCARGOS  MEMORIAL DESCRITIVO  CRITÉRIO DE MEDIÇÃO
  4. 4. Tipos de orçamento  Paramétrico – utiliza índices, para estudo de viabilidade, baseia-se no CUB (R$ 964,89) Atividade % mínima % máxima % média Projetos e aprovações 5 8 6 Serviços preliminares 2 4 3 Fundações 5 9 7 Estruturas / alvenarias 15 30 23 Coberturas 5 8 6 Impermeabilização 2 4 3 Instalações elétricas e hidrossanitárias 15 25 20 Esquadrias 6 10 8 Acabamentos 20 30 22 Serviços complementares 2 5 2 TOTAL 77 133 100
  5. 5. Tipos de orçamento  NBR 12721 - Avaliação de custos unitários e preparo de orçamento de construção para incorporação de edifícios em condomínio – Procedimento  Orçamento discriminado (detalhado) – utilizado para construção civil  Demonstrativo de Formação de Preço (DFP) – sistema PETROBRAS  Homem x Hora (HH) – utilizado para serviços de manutenção em paradas industriais
  6. 6. Regime de contratação  Preço unitário – não existe informações precisas de quantidades de serviços (reformas), os preços são fornecidos por unidade de serviço (m² de alvenaria, m² de reboco, m de fundação superficial, etc.)  Preço global – muito utilizado por órgãos públicos, depende de projeto executivo completo, com especificações e quantidades bem definidas  OBS.: Sistema misto – contratação por preço global e pagamento por preço unitário conforme alteração das quantidades durante execução.
  7. 7. Classificação dos custos  Custo direto – máquinas e mão de obra de produção, mão de obra administrativa, veículos, materiais de aplicação, ferramentas, transporte do pessoal, alimentação, EPI, etc.  Custo indireto: administração central, seguros, impostos, lucro, etc
  8. 8. Etapas do orçamento  Análise de documentos (edital, minuta de contrato, projeto básico/detalhado, etc.)  Visita técnica: relevo, estradas de acesso, distância do centro comercial, água, energia, telefone, imóveis, disponibilidade de mão de obra, fornecedores locais, etc.  Levantamento de quantidades de materiais e serviços; análise criteriosa do projeto  Planejamento básico: sequencia executiva, tempos de execução  Definição dos recursos: categorias de mão de obra, dimensionamento do canteiro, transportes, máquinas e equipamentos mínimos, etc.
  9. 9. Etapas do orçamento  Levantamento de preços de MO, materiais e prestadores de serviço  Cálculo de encargos sociais e trabalhistas  Custo horário de utilização de equipamentos  Produtividade de equipes  Praticabilidade  Montagem das composições dos serviços  Definição dos impostos e do BDI
  10. 10. Cálculo de encargos sociais  Os empregados são divididos em duas categorias;  Mensalista: alguns já estão inclusos no salário, como repouso semanal, folga em feriados, etc. Encargos estimados em 90%  Horista: o pagamento é por salário/hora, sendo todos os encargos sociais e trabalhistas acrescentados na quantidade de horas trabalhadas no mês. Encargos estimados entre 120% e 130%
  11. 11. Cálculo de encargos sociais  Devem ser considerado os seguintes encargos trabalhistas:  INSS  SESI  SENAI  INCRA  SEBRAE  Salário educação  Seguro contra acidentes do trabalho  FGTS  SINDUSCON
  12. 12. Cálculo de encargos sociais  Devem ser considerados os seguintes encargos sociais:  Repouso semanal remunerado  Feriados  Aviso prévio trabalhado  Auxílio doença  13° salário  Aviso prévio indenizado  Licença paternidade  Faltas abonadas  Depósito por recisão sem justa causa  Adicional por aviso prévio
  13. 13. Cálculo de encargos sociais  Para o horista pode-se acrescentar nos encargos sociais os percentuais correspondentes a EPI, alimentação, vale transporte, vale refeição ou outros benefícios oferecidos pela empresa.  Nesta condição o percentual de encargos sociais sobe para 179% (fonte Sinduscon-RS)  OBS.: no cálculo do salário deve ser considerado o percentual de dissídio, dependendo do período previsto para a obra
  14. 14. Cálculo do custo horário de equipamentos  Deve ser calculado quando é utilizado equipamentos próprios.  Custo horário (CP) = DJ + M + MAT + MO  DJ: é a parcela referente à perda do valor do equipamento mais os juros para remuneração do capital investido  M: custo de manutenção  MAT: materiais necessários para operação do equipamento  MO: custo do operador e auxiliares
  15. 15. Cálculo de transporte  Deve ser calculado para todos os equipamentos de transporte próprio de materiais (caminhões carreta, caminhões basculante, caminhões betoneira, etc.) e de pessoal (ônibus e veículos utilitários e de passeio da empresa).  Custo de transporte por hora – o cálculo é o mesmo do custo horário de equipamentos  Custo por km rodado – utilizado para transporte de pessoal e veículos leves (carros, kombis, utilitários)
  16. 16. Custo de transporte por km rodado  É a soma de todas as parcelas envolvidas na operação e manutenção do veículo  CT/km=D+J+C+OC+OD+LIC+ST+LAV+PN+MAN+MOT  D – depreciação  J – juros de capital  C – combustível  OM – óleo do motor  OD – óleo de câmbio e do diferencial
  17. 17. Custo de transporte por km rodado  LIC – licenciamento e seguro obrigatório  ST- seguro total  LAV – lavagem e limpeza do vaículo  PN – substituição de pneus  MAN – manutenção do veículo  MOT - motorista
  18. 18. Custo de transporte T/km ou m³/km  É obtido pela divisão do custo horário de transporte pela produção horária  y = (custo horário de produção) / (produção)  A produção é em função da rodovia e da distância de transporte, sendo:  P = (60 x c x E) / [60 x (2X / V) + T]  P – produção em m³/h ou t/h  c - capacidade de carga do veículo em m³ ou t  E – eficiência (0,83 da hora)  V – velocidade média  T – tempo de espera  X – distância de transporte em km
  19. 19. Montagem do orçamento  O orçamento para obras é montado serviço a serviço, através de composições de custo, relacionando as quantidades e os custos unitários de materiais, mão de obra e equipamentos.  Pode-se utilizar tabelas e índices usuais no mercado (PINI, FRANARIN, etc), mas os índices de utilização e produtividade devem ser sempre verificados com dados históricos da empresa ou com o nível de dificuldade da obra.
  20. 20. Montagem do orçamento  Exemplo de composição:  Alvenaria de tijolo maciço, argamassa de rejunte 1:4 – espessura de parede 10cm - unidade m²  Tijolo comum 84 unidades  Cimento 0,2,5 kg  Cal virgem em pó 4,18 kg  Areia média 0,03 m³  Pedreiro 1,6 h  Servente 1,97 h  Fonte: TCPO 2000 - PINI
  21. 21. Montagem do orçamento  Após a montagem de composições para todos os serviços, devem ser estimados os custos relativos à mobilização e manutenção do canteiro de obras, pessoal técnico e administrativo, encarregados e supervisores, etc.  A soma de todos estes valores resulta no Custo da Obra, ainda sem aplicação do BDI
  22. 22. Cálculo do BDI  O BDI é a parcela do custo da obra correspondente ao lucro (Bonificação) e aos impostos e outros custos indiretos (DI)  Os custos indiretos podem variar grandemente conforme o edital da obra, sendo alguns:  Impostos e taxas sempre fazem parte do custo indireto  Administração central e custo financeiro  Seguros e garantias  Contingências
  23. 23. Cálculo do BDI  Impostos (tributos)  Tributos sobre a receita – são calculados sobre o valor total da nota fiscal de serviços  ISS (municipal) – 4%  COFINS (federal) – 3%  PIS (federal) – 0,65%  Tributos sobre o lucro  IRPJ – alíquota depende do tipo da tributação da empresa (lucro real, lucro presumido)  CSLL - alíquota depende do tipo da tributação da empresa (lucro real, lucro presumido)
  24. 24. Cálculo do BDI  Tributos sobre o lucro  IRPJ  Para o lucro presumido as alíquotas podem ser:  1,2% sobre a nota fiscal para execução de obras  4,8% sobre a nota fiscal para serviços de engenharia consultiva  Para o lucro real as alíquotas podem ser:  15% para lucro anual de até R$ 240.000,00  25% para lucro anual acima de R$ 240.000,00  COFINS  1,08% sobre a nota fiscal para execução de obras  2,88% sobre a nota fiscal para serviços de engenharia consultiva
  25. 25. Cálculo do BDI  Administração central (AC)  A alíquota é definida pela empresa em função dos custos da sede (aluguéis, salários, representações, etc.) e pode variar de 4 a 15%  Custo financeiro (CF)  É a taxa relativa à correção monetária e aos juros bancários pagos para financiamento de capital (capital de giro)  Depende das taxas em uso no banco e do tempo que a empresa necessitará de capital de giro
  26. 26. Cálculo do BDI  Contingências ou margem de incerteza (MI)  Visa elevar a estimativa dos custos do contratante (órgão público), em função de possíveis erros ou incertezas na definição dos serviços e especificação de quantidades  A alíquota deve estar entre 5 a 10% do custo da obra  Seguros (S) e garantias (G) – são definidos no edital de licitação a exigência de seguro e garantia  Para o seguro aplica-se as taxas do mercado  Para a garantia deve-se prever um percentual do total da obra que será liberado pelo contratante somente no final da obra (aceitação e recebimento da obra pelo cliente)
  27. 27. Cálculo do BDI  Margem bruta de contribuição (MBC)  É o lucro da obra acrescido dos impostos sobre o lucro  A definição do percentual do lucro depende de fatores relacionados à importância da obra, capacidade de pagamento do cliente e da necessidade de investimentos especiais em tecnologias  MBC = Lucro líquido + IRPJ + CSLL  Os percentuais normais de lucro variam de 5% (para obras acima de R$ 1.500.000,00) a 15% (para obras até R$ 150.000,00)
  28. 28. Cálculo do BDI  Fórmula do BDI  BDI = [(1+AC+CF+S+G+MI)/(1-(TM+TE+TF+MBC) -1] x 100  AC – Administração central  CF – Custo financeiro  S e G – Seguro e Garantia  MI – Margem de incerteza  TM – Tributos municipais  TE – Tributos estaduais  TF – Tributos federais  MBC – Margem bruta de contribuição (lucro bruto)
  29. 29. Apresentação do preço final  Exemplo de cálculo de BDI  Alíquotas aplicadas para uma obra  AC – 5%  CF – 1,5%  S e G – 2% e 5%  MI – 5%  TM – 4%  TE – 0%  TF – 5,93%  MBC – 10% + 7,68% = 10,768%  BDI = [(1,185)/(0,79302) -1] x 100 = 49,43%
  30. 30. Apresentação do preço final  Para encontrar o preço final da obra deve-se multiplicar o custo total pelo BDI.  Exemplo:  Utilizando o BDI de 49,43% sobre o custo de R$ 120.000,00, o preço final fica em R$ 179.316,00  A diferença de R$ 59.316,00 corresponde a todas as despesas indiretas (administração central, seguros, contingências, garantias, lucro e impostos municipais e federais)

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