Dor LombarRaciocínio médico inicial<br />Dr Rafael Higashi<br />Médico neurologista<br />Especialização no Tratamento da D...
Estatistica<br />35 – 40 % na idade adulta tem dor lombar <br />85% pelo menos 1 x na vida<br />5-10 % tem alguma incapaci...
Atendimentomédico - Anamense( 60 min)<br />Diagnostico atual da dor : (caso não tenha, explique com suas palavras como é a...
Condições patológicas comuns da coluna lombar<br />N Engl J Med, 2001<br />
3 principais apresentações:<br />                                       Dor lombar <br /> <br /> simples              com ...
Dor lombar simples<br /><ul><li>Inicio: idade entre 20 a 55 anos
Lombosacral, nadegas e coxa
Dor mecânica (atividade física)
Paciente no geral bem
Dor varia com dia
Contração e espasmo musculoesquelético</li></ul>60 a 70% recuperação em 6 semanas<br />80 a 90% recuperação em 12 semanas<...
Dor lombar com irradiação na perna<br />Dor referida<br />Dor de raiz nervosa<br />
Dor lombar com irradiação na perna<br /><ul><li>FATOS
 70 % da lombalgia irradia para membro inferior
A maioria dos casos não é relacionado a nervo
Qualquer tecido da região lombar pode irradiar para MMII</li></ul>Kellgren JH 1939<br />
Lombagia com dor referida<br /><ul><li>Caracteristicas
Dor surda
Localização difícil
Refere para nadegas e coxa
Uma ou ambas as pernas (raramente abaixo do joelho)
Localização
Fascia
Musculo
Ligamento
Periosteo
Articulação facetária
Disco e estruturas epidurais</li></li></ul><li>Lombagia com dor radicular<br /><ul><li>Caracteristicas
Bem localizada
Um membro
1 dermatomo
Irradia para perna e ou dedos
Sinais de irritação radicular
Sinais de compressão radicular (motora, sensória e reflexos)
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Dor Lombar: Como iniciar o raciocínio médico ?

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Aula sobre Dor Lombar: Como iniciar o raciocínio médico ? apresentado por Dr. Rafael Higashi, médico neurologista com especialização em dor pela Universidade de Nova York, EUA ministrada para o grupo de estudo da clínica de dor Centro Médico Athenas. www.estimulacao neurologica.com.br

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Dor Lombar: Como iniciar o raciocínio médico ?

  1. 1. Dor LombarRaciocínio médico inicial<br />Dr Rafael Higashi<br />Médico neurologista<br />Especialização no Tratamento da Dor pela New York University Medical Center- EUA<br />WWW.ESTIMULACAONEUROLOGICA.COM.BR<br />
  2. 2.
  3. 3.
  4. 4.
  5. 5. Estatistica<br />35 – 40 % na idade adulta tem dor lombar <br />85% pelo menos 1 x na vida<br />5-10 % tem alguma incapacidade<br />1% permanente incapacitado<br />6 -10 % procura ajuda por profissional de saude<br />(APS,1997,Waddell 1998)<br />
  6. 6. Atendimentomédico - Anamense( 60 min)<br />Diagnostico atual da dor : (caso não tenha, explique com suas palavras como é a sua dor)<br />Ha quanto tempo esta com a dor ?<br />Intensidade de 1 a 10 ?<br />Aondesuadorlheencomodamais ?<br />Históriaprevia de doençaoucomorbidades. Quaismedicacõesestautilizandoparatrata-la ?<br />Medicaçãoatualparador. Posologia ?<br />Qual tipo de tratamento ou medicação até o momento lhe proporcionou maior alívio até o momento ?<br />O que faz a sua dor piorar ou melhorar (atividade, lazer, andar, sentar, correr e etc... )<br />Quando essa dor controlada o que pretende fazer, ou seja, objetivo principal ?<br />Sinais de alerta: Idade de inicio da dor acima > 50 anos ,dor constante e progressiva, dor mesmo em repouso (ex: dormindo),perda de peso significativa, não consegue curvar a coluna ,trauma violento proximo a dor , história pregressa de cancer ou HIV , uso de esteroide ou drogas , cirurgia de coluna recente, febre recente, fraqueza recente , urina solta ou presa<br />
  7. 7. Condições patológicas comuns da coluna lombar<br />N Engl J Med, 2001<br />
  8. 8. 3 principais apresentações:<br /> Dor lombar <br /> <br /> simples com dor na pernapatologia espinhal <br />
  9. 9. Dor lombar simples<br /><ul><li>Inicio: idade entre 20 a 55 anos
  10. 10. Lombosacral, nadegas e coxa
  11. 11. Dor mecânica (atividade física)
  12. 12. Paciente no geral bem
  13. 13. Dor varia com dia
  14. 14. Contração e espasmo musculoesquelético</li></ul>60 a 70% recuperação em 6 semanas<br />80 a 90% recuperação em 12 semanas<br />Spine 12:S1-S59, 1987 <br />
  15. 15. Dor lombar com irradiação na perna<br />Dor referida<br />Dor de raiz nervosa<br />
  16. 16. Dor lombar com irradiação na perna<br /><ul><li>FATOS
  17. 17. 70 % da lombalgia irradia para membro inferior
  18. 18. A maioria dos casos não é relacionado a nervo
  19. 19. Qualquer tecido da região lombar pode irradiar para MMII</li></ul>Kellgren JH 1939<br />
  20. 20. Lombagia com dor referida<br /><ul><li>Caracteristicas
  21. 21. Dor surda
  22. 22. Localização difícil
  23. 23. Refere para nadegas e coxa
  24. 24. Uma ou ambas as pernas (raramente abaixo do joelho)
  25. 25. Localização
  26. 26. Fascia
  27. 27. Musculo
  28. 28. Ligamento
  29. 29. Periosteo
  30. 30. Articulação facetária
  31. 31. Disco e estruturas epidurais</li></li></ul><li>Lombagia com dor radicular<br /><ul><li>Caracteristicas
  32. 32. Bem localizada
  33. 33. Um membro
  34. 34. 1 dermatomo
  35. 35. Irradia para perna e ou dedos
  36. 36. Sinais de irritação radicular
  37. 37. Sinais de compressão radicular (motora, sensória e reflexos)
  38. 38. Localização
  39. 39. Hernia de disco
  40. 40. Estenose espinhal ( canal espinhal e ou foraminal)
  41. 41. Cicatriz cirurgica</li></li></ul><li>Dor lombar com irradiação na perna<br /><ul><li>Exemplos
  42. 42. infecção (ex:TB)
  43. 43. Fratura (ex: trauma, osteoporose)
  44. 44. Metastase
  45. 45. Tumor espinhal</li></ul>RX e VHS pode ajudar<br />O importante é continuar investigar ou encaminhar <br />
  46. 46. Dor lombar com patologia espinhal<br /><ul><li>Sinais de alerta
  47. 47. Idade de apresentação: < 20 anos, > 50 anos
  48. 48. Constante, progressiva, não mecânica
  49. 49. Paciente com aparência de doente (perda de peso)
  50. 50. Restrição à flexão
  51. 51. Trauma violento
  52. 52. História pregressa: MVA, cancer, uso de esteroide, uso de drogas, HIV, cirurgia de coluna recente
  53. 53. Anormalidade neurológica difusa (multiplas raizes, disfunção urinária)
  54. 54. Achados inflamatório agudo difuso (espondilite anquilosante) </li></li></ul><li>N Engl J Med, 2001<br />
  55. 55. N Engl J Med, 2001<br />
  56. 56. Examefisicodorlombar<br /><ul><li>Andarnaponta dos pes e calcanhar
  57. 57. Inspecao (atrofia ?)
  58. 58. Sinal de Lasegue (60)
  59. 59. Teste Patrick ouFaber test
  60. 60. Palpacao dos musculos (regiaolombar, quadril e MMII)
  61. 61. Reflexosem MMII
  62. 62. Senssibilidade
  63. 63. Flexibilidade dos musculosflexores dos MMII
  64. 64. Forca dos musculosabdominais</li></li></ul><li>
  65. 65. Lasegue<br />
  66. 66. Teste da extensão do joelho<br />
  67. 67. Patrick's test stresses the hip and sacroiliac joints. A positive test produces back, buttocks, or groin pain.<br />
  68. 68. O diagnostico de dor lombar é :<br />Baseado na história clínica<br />Exame físico<br />Exames complementares (TC, RM, RX) somente na suspeição de patologia espinhal e compreesão nervosa<br />
  69. 69. Diagnosticospossiveis (comuns)<br />Hernia de disco com radiculopatia<br />DorMiofascial<br />Dorfacetaria<br />Artritedaarticulacaosacro-iliaca<br />Artrosedaarticulacaofemural<br />
  70. 70. 25<br /> Treatment<br />Medications<br />NSAIDS<br />Membrane stabilizers<br />TCA / Neurontin<br />re-establish sleep pain<br />reduce radiculardysesthesias<br />Muscle relaxers:<br />re-establish sleep patterns<br />more useful in myofascial/muscular pain<br />Narcotics: rarely indicated<br />Steroids: more useful for radiculitis<br />Non-narcotic analgesics: Ultram<br />
  71. 71. 26<br />Physical therapy<br /><ul><li>Modalities
  72. 72. electrical stimulation/TENS
  73. 73. Postural education / body mechanics
  74. 74. Massage / mobilization / myofascial release
  75. 75. Stretching / body work
  76. 76. Exercise / strengthening
  77. 77. Traction
  78. 78. Pre-conditioning / work-conditioning</li></ul>Injections<br /><ul><li>Epidural blocks
  79. 79. Facet blocks
  80. 80. Trigger point
  81. 81. SNRB
  82. 82. SI joint</li></li></ul><li>27<br />Surgery:<br />Laminectomy<br />Fusion<br />Discectomy<br />Percutaneous Lumbar Discectomy<br />Success rate variable 50 -85 %<br />Low rate of complications:<br />Infection<br />Peripheral nerve injury<br />Benefits:<br />Outpatient procedure<br /> Minimal to no epidural scarring<br />No general anesthesia<br />Spine stability preservation<br />Decreased cost<br />
  83. 83. 28<br />Chemonucleolysis<br />IDET: Intradiscal Electrotherapy or Spine CATH<br />Alternative:<br />Chiropractic:<br />Clinical studies show benefit only in first 3 weeks of symptoms<br />Acupuncture<br />Biofeedback<br />
  84. 84. Atendimentomédico:Examefísico:<br />Divididoem 5:<br /><ul><li>dornacabeca
  85. 85. dorlombar
  86. 86. dor cervical
  87. 87. dor no ombro
  88. 88. dornosmembros (superioresouinferiores)</li></li></ul><li>
  89. 89. Procedimento espinhal intervencionista<br />
  90. 90. Bloqueio epidural<br />
  91. 91. Tecnica de injeçãoespinhal( 30 min)<br /><ul><li>Injeção interlaminar epidural de esteróide
  92. 92. Injeção transforaminal epidural de esteroide
  93. 93. Injeção epidural de esteróide caudal
  94. 94. Injeção intra-articular da articulação facetária
  95. 95. Injeção do bloqueio do ramo medial
  96. 96. Radiofrequencia neuroablativa do ramo medial
  97. 97. Injeção da articulação sacro-iliaca
  98. 98. Discograma
  99. 99. Terapia intradiscal eletrotermica</li></ul>radiculopatia<br />Dor axial<br />
  100. 100. Avaliação do resultado<br /><ul><li>Reduzir a dor
  101. 101. Melhora da atividade de vida diaria
  102. 102. Reduzir uso de analgesico
  103. 103. Melhora do sono
  104. 104. Satisfação do paciente
  105. 105. Retorno ao tratalho</li></li></ul><li>Possíveisefeitos do procedimento<br /><ul><li> anti-inflamatório
  106. 106. Limpeza dos mediadores químicos
  107. 107. Quebra das adesões
  108. 108. Neuromodulatório (ex: RF pulsado)
  109. 109. Neuroablativo (ex: RF termica)</li></li></ul><li>Porque é importantecomodiagnostico ? <br />‘Testes radiológicos revelam a patologia espinhal, mas não necessáriamente origem da dor. Além do mais multiplas fontes geradoras da dor podem coexistir na coluna.’<br />
  110. 110. www.estimulacaoneurologica.com.br<br />

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