Farmacologia da Dor Crônica e abstinência por opióide Dr. Rafael Higashi Médico neurologista www.estimulacaoneurologica.co...
”  Todo mundo é capaz de suportar uma dor, com exceção de quem a sente."    William Shakespeare
Impacto da dor crônica <ul><li>Estatísticas americanas relatam que 46.5 % da população geral têm dor crônica. </li></ul><u...
Classificação das síndromes dolorosas <ul><li>Padrão temporal: aguda x crônica </li></ul><ul><li>Causa etiológica: maligna...
Classificação patofisiológica das síndromes dolorosas <ul><li>Dor nociceptiva : </li></ul><ul><li>Somática </li></ul><ul><...
Tipos de dor <ul><li>Dor somática ( pele, articulações e músculos ). </li></ul><ul><li>Dor visceral (coração, pâncreas e e...
Dor somática <ul><li>Estímulo nociceptivo usualmente evidente. </li></ul><ul><li>Usualmente bem localizado </li></ul><ul><...
Dor visceral <ul><li>Mais comumente ativado pela inflamação </li></ul><ul><li>Pobre de localização e usualmente referida <...
Dor neuropática   <ul><li>Estímulo óbvio nociceptivo ausente  </li></ul><ul><li>Associação de lesão nervosa </li></ul><ul>...
Situações especiais na prática clínica no tratamento da dor crônica  : <ul><li>Manejo farmacológico dos opióides </li></ul...
Conceitos : <ul><li>Potência  (analgesia por mg) x  Eficácia  (habilidade para conseguir alívio) </li></ul><ul><li>Vício  ...
Manejo Farmacológico do Opióide para Dor Crônica
NEJM 2003 – Jane C Ballantyne , M.D
Protocolo sugerido para terapia com opióide
 
NEJM 2003
Três passos para a analgesia pela Organização Mundial de Saúde 1990
NEJM 1996 - Alastair J.J.
Típicas características de não aderência com a terapia com opióide NEJM 2003
O papel do tamanho pupilar no acompanhamento do uso de opióide <ul><li>Quando a pupila é relativamente pequena indica efei...
Efeitos colaterais principais do uso de opióides e Tratamento <ul><li>Sedação – aguardar tolerância, cafeína, metilfenidat...
Possível efeito adverso do uso prolongado de opióide NEJM 2003
Síndrome de retirado do opióide
Manifestação clínica : <ul><li>Influenza like </li></ul><ul><li>Dilatação pupilar, lacrimejamento, rinorréia, piloereção, ...
NEJM 2003
Medicação no Tratamento da Retirada Opióide <ul><li>Agonistas opióides – Metadona ( 20 a 35 mg/dia) ou Buprenorfina </li><...
Severidade e duração dos sintomas de retirada de 35 mg de metadona com três tratamentos diferentes : NEJM 2003
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Abordagem Farmacológica da dor crônica e abstinência opióide

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Dr. Rafael Higashi, médico neurologista com fellow em dor pela NYU EUA, explica abordagem farmacológica da dor crônica e tratamento da síndrome de abstinência por opióide. www.estimulacaoneurologica.com.br

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Abordagem Farmacológica da dor crônica e abstinência opióide

  1. 1. Farmacologia da Dor Crônica e abstinência por opióide Dr. Rafael Higashi Médico neurologista www.estimulacaoneurologica.com.br
  2. 2. ” Todo mundo é capaz de suportar uma dor, com exceção de quem a sente.&quot; William Shakespeare
  3. 3. Impacto da dor crônica <ul><li>Estatísticas americanas relatam que 46.5 % da população geral têm dor crônica. </li></ul><ul><li>Nos EUA custos excedem 4 bilhões de dólares anualmente </li></ul><ul><li>Estudos apontam baixa taxa de recuperação após 4 anos. </li></ul><ul><li>Neurology 2005:65:437-443 </li></ul>
  4. 4. Classificação das síndromes dolorosas <ul><li>Padrão temporal: aguda x crônica </li></ul><ul><li>Causa etiológica: maligna x não maligna </li></ul><ul><li>Topograficamente:(ex: cabeça, pescoço) </li></ul><ul><li>Patofisiológicamente ( nociceptiva x não nociceptiva ) </li></ul>
  5. 5. Classificação patofisiológica das síndromes dolorosas <ul><li>Dor nociceptiva : </li></ul><ul><li>Somática </li></ul><ul><li>Visceral </li></ul><ul><li>Dor não nociceptiva: </li></ul><ul><li>Neuropática </li></ul><ul><li>Psicogênia ( diferencial com malingering) </li></ul>
  6. 6. Tipos de dor <ul><li>Dor somática ( pele, articulações e músculos ). </li></ul><ul><li>Dor visceral (coração, pâncreas e etc) </li></ul><ul><li>Dor neuropática (injúria do nervo, trato medular e ou tálamo). </li></ul><ul><li>( Harrison`s 15th edition) </li></ul>
  7. 7. Dor somática <ul><li>Estímulo nociceptivo usualmente evidente. </li></ul><ul><li>Usualmente bem localizado </li></ul><ul><li>Similar a outras dores somáticas identificadas anteriormente pelo paciente </li></ul><ul><li>Alivia com antiinflamatórios ou analgésicos narcóticos. </li></ul><ul><li>Ex: Síndrome Dolorosa Miofascial, Tendinites, Bursites, Traumas, Osteoartrose e etc. </li></ul>
  8. 8. Dor visceral <ul><li>Mais comumente ativado pela inflamação </li></ul><ul><li>Pobre de localização e usualmente referida </li></ul><ul><li>Associado com desconforto difuso, ex: náusea, inchaços . </li></ul><ul><li>Aliviado com analgésicos narcóticos </li></ul><ul><li>Ex: infarto agudo do miocárdio, infarto mesentérico, úlcera gastroduodenal, apendicite aguda e etc. </li></ul>
  9. 9. Dor neuropática <ul><li>Estímulo óbvio nociceptivo ausente </li></ul><ul><li>Associação de lesão nervosa </li></ul><ul><li>Dor atípica, diferente da dor somática . </li></ul><ul><li>Melhor resposta com antidepressivos e anticonvulsivantes. </li></ul><ul><li>EX: Distrofia simpático reflexa, polineuropatias dolorosas, neuralgia herpética, neuralgia do trigêmio e etc. </li></ul>
  10. 10. Situações especiais na prática clínica no tratamento da dor crônica : <ul><li>Manejo farmacológico dos opióides </li></ul><ul><li>Manejo farmacológico da dor neuropática </li></ul>
  11. 11. Conceitos : <ul><li>Potência (analgesia por mg) x Eficácia (habilidade para conseguir alívio) </li></ul><ul><li>Vício ( doença neurobiológica crônica primária) x Pseudovício (síndrome iatrôgenica) </li></ul><ul><li>Dependência física (estado de adaptação manifestado pela retirada ou diminuição da droga) x Tolerância ( estado de adaptação com diminuição do efeito da droga) </li></ul>
  12. 12. Manejo Farmacológico do Opióide para Dor Crônica
  13. 13. NEJM 2003 – Jane C Ballantyne , M.D
  14. 14. Protocolo sugerido para terapia com opióide
  15. 16. NEJM 2003
  16. 17. Três passos para a analgesia pela Organização Mundial de Saúde 1990
  17. 18. NEJM 1996 - Alastair J.J.
  18. 19. Típicas características de não aderência com a terapia com opióide NEJM 2003
  19. 20. O papel do tamanho pupilar no acompanhamento do uso de opióide <ul><li>Quando a pupila é relativamente pequena indica efeito do opióide </li></ul><ul><li>A contrição pupilar dificilmente se torna tolerante ao opióide, o mesmo ocorre com a constipação </li></ul><ul><li>O tamanho pupilar indica se o paciente esta em uma boa dose de opióide </li></ul>
  20. 21. Efeitos colaterais principais do uso de opióides e Tratamento <ul><li>Sedação – aguardar tolerância, cafeína, metilfenidato 15 mg /dia </li></ul><ul><li>Delirium – haldol 0,5 mg 12/12h </li></ul><ul><li>Náusea – antagonistas dopaminérgicos, avaliar constipação </li></ul><ul><li>Constipação – óleo mineral 15 a 30 ml e leite de magnésio 30 a 60 ml 1 a 2 x dia VO ou lactulose ora de 30 a 60 ml 2 a 4 x dia </li></ul><ul><li>Movimentos mioclônicos – clonazepam 0.25 a 0,5 mg de 08/08 h </li></ul><ul><li>Depressão respiratória – naloxone 20 a 40 ug / min EV </li></ul>
  21. 22. Possível efeito adverso do uso prolongado de opióide NEJM 2003
  22. 23. Síndrome de retirado do opióide
  23. 24. Manifestação clínica : <ul><li>Influenza like </li></ul><ul><li>Dilatação pupilar, lacrimejamento, rinorréia, piloereção, bocejo, espirros, anorexia, náusea, vômitos e diarréia </li></ul><ul><li>Convulsão e delirium não ocorrem </li></ul>
  24. 25. NEJM 2003
  25. 26. Medicação no Tratamento da Retirada Opióide <ul><li>Agonistas opióides – Metadona ( 20 a 35 mg/dia) ou Buprenorfina </li></ul><ul><li>Não opióides – Clonidina (0,2 mg 3 x dia por 10 dias) e Lofexetina </li></ul><ul><li>Rápido e ultrarápida detoxificação com antagonistas opióides – naloxone ou naltroxone e adjuvantes (clonidina, sedativos, antieméticos, analgésicos e anestésicos) </li></ul>
  26. 27. Severidade e duração dos sintomas de retirada de 35 mg de metadona com três tratamentos diferentes : NEJM 2003

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