RACHEL TEIXEIRA CHICANELLIDESEMPENHO TÉRMICO EM RESIDÊNCIAS  UNIFAMILIARES DE CUIABÁ, MATO GROSSO, SEGUNDO A NBR 15.575/20...
1             RACHEL TEIXEIRA CHICANELLIDESEMPENHO TÉRMICO EM RESIDÊNCIAS UNIFAMILIARES DECUIABÁ, MATO GROSSO, SEGUNDO A N...
2                RACHEL TEIXEIRA CHICANELLI DESEMPENHO TÉRMICO EM RESIDÊNCIAS UNIFAMILIARES DECUIABÁ, MATO GROSSO, SEGUNDO...
3       Dedico este trabalho à Deus, ao meu marido Cid, à minha filha Beatrize aos meus pais Maria C. Chicanelli e José Lu...
4                            AGRADECIMENTO        Para as pessoas e instituições que foram fundamentais para realizaçãodes...
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6                                LISTA DE FIGURASFIGURA 1    Modelo digital de Elevação do Estado de Mato Grosso ......   ...
7                                 LISTA DE TABELASTABELA 1   Medidas de dados meteorológicos da estação Cuiabá ..............
8                    LISTA DE SIGLASABNT       Associação Brasileira de Normas e TécnicasNBR        Norma brasileiraPAR   ...
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10                                SUMÁRIO1     INTRODUÇÃO2     OBJETIVOS3     REFERENCIAL TEÓRICO3. 1 O conforto térmico, ...
11    1 INTRODUÇÃO        Cuiabá é uma cidade cujo inverno é uma estação seca bem definida. Masno verão,estação chuvosa, o...
12        Segundo a NBR 15.575/2010, o edifício habitacional deverá apresentarcondições térmicas no seu interior, melhores...
13       A NBR 15.575/2010 veio para modificar esse cenário, pois a classe maisdesfavorecida da população não tinha condiç...
14             conformidade com a NBR 15.220/2005 e conseqüentemente a NBR             15.575/2010.        5. Qual a impor...
15mais complexas, como diabetes, doenças cardiovasculares, respiratórias, e outros(MASTER, 2010).       Segundo FROTA et a...
16           DETWYLER (1974) apud ROMERO (2000), afirmam que as asmudanças climáticas provocadas pela urbanização são três...
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18Figura 1 Modelo digital de Elevação do Estado de Mato Grosso.Fonte: Embrapa (2005)        Podemos observar na Figura 2, ...
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20      As árvores de Cerrado atingem quatro metros de altura, caules retorcidos,com copas que atingem o cerradão. Já a ma...
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22       Como podemos observar na tabela 1, no inverno, a precipitação émarcado por uma estação quente e seca bem definida...
Tabela 1 Medidas de dados Meteorológicos da Estação Cuiabá, Período Janeiro-Dezembro, 2007.Fonte: SEPLAN (2008)           ...
24       Para CAMPELO Jr. et al. (1991),apud LEÃO (2007) em Cuiabá, adireção predominante dos ventos é Norte e Noroeste du...
25        A cidade de Cuiabá está localizada entre montanhas e chapadas, e temcomo característica a localização na depress...
26         a) Tamanho das aberturas para ventilação;         b) Proteção das aberturas;         c) Vedações externas (tipo...
27MG Monte Alegre de BCFIJ       3   PA Tucuruí          FJK    8    MinasMG Monte Azul         DFHI     7   PB Areia     ...
28MG Viçosa               BCFIJ    3        PE Tapera              FIJ      8MS Aquidauana           CFIJK    5        PE ...
29Zona-zona bioclimática na qual a cidade está inserida        Portanto, segundo a tabela acima, a estratégia bioclimática...
30Tabela 3 Aberturas para ventilação e sombreamento das aberturas para a ZonaBioclimática 7.            Aberturas para ven...
31           Segundo a Zona Bioclimática de Cuiabá, as aberturas para ventilaçãodeverão ser pequenas, ou seja, a área da j...
324   O DESEMPENHO TÉRMICO E AS NBRs 15.220 /2005 e    15.575/2010        Os primeiros estudos de desempenho foram feitos ...
33        O maior agente fiscalizador não é feito por nenhum órgão, (a não ser asnormas do Ministério do Trabalho, da Agên...
34planos dados, ou das regras técnicas em trabalhos de tal natureza (Código CivilBrasileiro, artigos 615 e 616).        O ...
35ter que orientá-los adequadamente e também diagnosticar os erros dedesempenho.5 O PAR (Programa de Arrendamento Residenc...
366 METODOLOGIA         Para avaliar se as Residências situadas em Cuiabá são construídasconforme as NBRs pertinentes, for...
37desta análise, verificar se as residências do programa estão adaptadas aoconforto térmico exigido.       Após essa análi...
38NBR     15.575/2010         e   consequentemente   a   NBR     15.220-3/2005.Desempenho Térmico de Edificações (Parte 3:...
39Figura 5 Mapa de localização do Residencial CoxiponêsFonte:Wikimapia, 2010
40Figura 6 Mapa de localização do Residencial Coxiponês – ImplantaçãoFonte:Wikimapia, 2010.
41Figura 7 Planta e corte Residencial Coxiponês.Fonte: CEF - (Plantas elaborada pela construtora e incorporadora Brasil Ce...
42Residência B: Condomínio Jardim Vitória “A”. Coordenadas:- 15°40                                                        ...
43Figura 9 Mapa de localização do Residencial Jardim Vitória “A”– ImplantaçãoFonte:Wikimapia, 2010
44Figura 10 Planta e corte, Residencial Jardim Vitória.Fonte: Caixa Econômica Federal (CEF) - (Plantas elaboradas pela con...
45Residência C: Residencial Jardim AntárcticaCoordenadas: 15°34                  19"Sul (S) 56°7 oeste(W)                 ...
46Figura 12 Mapa de localização do Residencial Jardim Antárctica – ImplantaçãoFonte:Wikimapia, 2010
47Figura 13 Planta e corte, Residencial Jardim Antarctica, sem escala.Fonte: Caixa Econômica Federal (CEF) - (Plantas elab...
48Residência D: Residencial Pascoal Moreira CabralCoordenadas: 15°40                  4"Sul (S) 55°58 oeste (W)           ...
49Figura 15 Mapa de localização do Residencial Pascoal Moreira – ImplantaçãoFonte:Wikimapia, 2010
50Figura 16 Planta e corte, Residencial Pascoal Moreira, sem escala.Fonte: Caixa Econômica Federal (CEF) - (Plantas elabor...
517.2 Identificação de características das tipologias construtivas,através de Aberturas para ventilação em porcentagem de ...
Tabela 8: Relação da área do ambiente com a abertura da janela(10% < A < 15%)                                             ...
537.3 Análise dos materiais utilizados em paredes e coberturasatravés da transmitância térmica, atraso térmico e fator sol...
54sobre a superfície externa do mesmo.(NBR 15.220/2005, parte 1).        Segundo WEBER (2005) este valor varia conforme o ...
55       Fator solar:       FSo = 4.U.α       Utilizando cor externa branca (α = 0,2, dado retirado da tabela B.2da NBR 15...
56       Materiais utilizados:       Alvenaria com tijolo furado       U = 2,24W/(m². K); dado retirado da NBR 15.220/2005...
57       Fator solar:       FSo = 4.U.α       Utilizando cor externa amarela (α = 0,3, dado retirado da Tabela B.2da NBR 1...
58        Fonte: Caixa Econômica Federal (CEF) (Plantas elaborada pelaconstrutora Ferrer,e passadas a limpo pela autora). ...
59Análise das Vedações segundo a NBR 15.220/2005 -3:Residência D (Residencial Pascoal Moreira):        Parede de tijolos m...
60        FSo = 4.U.α        Utilizando telha de barro (α = 0,75, dado retirado da tabela B.2 daNBR 15.220/2005, Parte 2),...
61construção de grandes aranhas-céu, pavimentação, canalização de córregos,fazendo surgir a “Ilha Urbana de Calor”, que sã...
62tipo de mercado consumidor, ou seja, construir a menor custo, executar maisrápido e com muito lucro, sem modificar o pro...
63forçando os setores a repensar em formas alternativas de energia e adiminuição do uso dela, conseqüentemente, exigindo a...
64habitacionais foi prejudicada para que a execução fosse de baixo custo. Osmateriais de baixa qualidade não atingiram o m...
65Figura 17 Casa Eficiente.Sol nascente na cidade de Florianópolis-SCFonte: Eletrosul, 2010
66Figura 18 Casa Eficiente.Sol poente na cidade de Florianópolis-SCFonte: Eletrosul, 2010         A orientação do edifício...
67Figura 19 Brises horizontais (Edifício Duquesa de Goiás, desenhado pelo escritórioPaulo Bruna Arquitetos Associados)Font...
68Figura 20 Ventilação cruzada.Fonte: Conforto Térmico e Bioclimatologia (LABEEE-Laboratório de Eficiênciaenergética em Ed...
69ambas as faces. O calor radiante que atinge as superfícies da parede e teto érefletido de volta, assim mantendo o interi...
70as principais podemos citar a melhoria nas condições de conforto dasedificações.        O telhado verde ajuda amenizar a...
71        a) Interferência na arquitetura dos edifícios energeticamenteeficientes;        b) Utilizando-se materiais mais ...
729 REFERÊNCIASASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15.220.Desempenho térmico de edificações ,Parte 2 e 3.Rio de ...
Desempenho Térmico em Residências Unifamiliares de Cuiabá, Mato Grosso, segundo a NBR 15.575/2010 e NBR 15.520/2005
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Desempenho Térmico em Residências Unifamiliares de Cuiabá, Mato Grosso, segundo a NBR 15.575/2010 e NBR 15.520/2005

  1. 1. RACHEL TEIXEIRA CHICANELLIDESEMPENHO TÉRMICO EM RESIDÊNCIAS UNIFAMILIARES DE CUIABÁ, MATO GROSSO, SEGUNDO A NBR 15.575/2010 E 15.520/2005 LAVRAS – MG 2010
  2. 2. 1 RACHEL TEIXEIRA CHICANELLIDESEMPENHO TÉRMICO EM RESIDÊNCIAS UNIFAMILIARES DECUIABÁ, MATO GROSSO, SEGUNDO A NBR 15.575/2010 E 15.520/2005 Monografia apresentada à Universidade Federal de Lavras, como parte das exigências do Curso de Pós-Graduação Lato sensu em Gestão em Inovações Tecnológicas na construção Civil, para a obtenção do título de Especialista em Desempenho Térmico em residências unifamiliares . Orientador Dr. Sebastião Pereira Lopes LAVRAS – MG 2010
  3. 3. 2 RACHEL TEIXEIRA CHICANELLI DESEMPENHO TÉRMICO EM RESIDÊNCIAS UNIFAMILIARES DECUIABÁ, MATO GROSSO, SEGUNDO A NBR 15.575/2010 E 15.520/2005 Monografia apresentada à Universidade Federal de Lavras, como parte das exigências do Curso de Pós-Graduação Lato sensu em Gestão em Inovações Tecnológicas na Construção Civil, para a obtenção do título de Especialista em Desempenho Térmico em edificações.APROVADA em ___ de __________ de 2010.Dr.Paulo César Hardoim UFLAMsc. Hellen Pinto Ferreira Deckers UFLA Dr. Sebastião Pereira Lopes Orientador LAVRAS – MG 2010
  4. 4. 3 Dedico este trabalho à Deus, ao meu marido Cid, à minha filha Beatrize aos meus pais Maria C. Chicanelli e José Luiz Chicanelli, meus irmãosClarisse e José Renato minha amiga Regina por cuidar da minha saúde nashoras mais difíceis da minha vida. Agradeço a minhas amigas Roberta Negri,Raqueline Cordeiro e Roberta Sabbagh pelo incentivo. E agradeço também aoapoio da minha outra família, Lia Sanches e Márcia Sanches. DEDICO
  5. 5. 4 AGRADECIMENTO Para as pessoas e instituições que foram fundamentais para realizaçãodeste trabalho: • Ao professor Dr.Sebastião Pereira Lopes pela orientação; • Ao Prof. Dr. Douglas Queiroz Brandão pela ajuda na obtenção dosdados do PAR; • Aos professores do Programa de Pós-Graduação em InovaçõesTecnológicas na construção Civil da Universidade Federal de Lavras; • A minha amiga e arquiteta Patrícia Tavares, pelo direcionamento aotema escolhido e participação durante todo o curso de lato Sensu; • A todos os colegas da pós Graduação, que muito me ensinaram. Emespecial agradecimento aos colegas César Amorim, Zeuler Navarro, VivianeMarques, Priscila Muniz , Maria do Socorro Magalhães, e Virginia Sampaio; • A Vívian Sutani pelo auxílio na secretaria da Pós-Graduação; • A Luciane Mesquita, tutora do TCC pelo seu esforço em poder nosatender na formatação das monografias; • À arquiteta da Caixa Econômica Federal e mestranda da UFMT, KátiaBarcelos por me auxiliar na pesquisa das Residências do PAR; • E muito importante também à nossa tutora de Gestão em InovaçõesTecnológicas na construção Civil, Hellen Deckers por sua paciência e auxílioaos nossos estudos.
  6. 6. 5 RESUMO O objetivo deste trabalho foi analisar o desempenho térmico de quatrounidades habitacionais, localizadas na cidade de Cuiabá, que fazem parte doPrograma de Arrendamento Residencial (PAR) do Governo do Estado de MatoGrosso.A metodologia empregada foi a análise das Residências conforme asnormas brasileiras (NBR) 15.575 e 15.520, através das plantas, memoriaisdescirtivos e planilhas orçamentárias disponíveis na Caixa Econômica Federal(CEF).Essa avaliação foi feita segundo o Zoneamento Bioclimático da cidade deCuiabá, especificada na norma brasileira (NBR) 15. 220, parte 3. Assim como aanálise, sugestões foram feitas para que as residências tenham um melhordesempenho térmico.Além dessas análises, uma releitura dos mais importantesestudos sobre o conforto térmico, e apresentadas as condições climáticas dacidade de Cuiabá, definindo os melhores mecanismos de interação com o meio eo comportamento térmico doa materiais empregados na construção civil.Umaanálise crítica da importância da norma de desempenho também foi feita, comoela poderá modificar a visão do mercado consumidor em relação a construçãocivil, o que vai acontecer com a demanda por especialistas e mão de obraespecializada.Palavras chave: conforto, desempenho, residências unifamiliares.
  7. 7. 6 LISTA DE FIGURASFIGURA 1 Modelo digital de Elevação do Estado de Mato Grosso ...... 18FIGURA 2 Mapa Físico de Mato Grosso ............................................... 18FIGURA 3 Corte Esquemático do Mapa Físico de Mato Grosso-Rio Paraguai a Serra de São Vicente............................................ 19FIGURA 4 Zona Bioclimática 7 .............................................................. 29FIGURA 5 Mapa de localização do Residencial Coxiponês.................... 39FIGURA 6 Mapa de localização do Residencial Coxiponês/Implantação. 40FIGURA 7 Planta e corte, Residencial Coxiponês.................................... 41FIGURA 8 Mapa de localização do Residencial Jardim Vitória “A”..... 42FIGURA 9 Mapa de localização do Residencial Jardim Vitória “A”/ Implantação.......................................................................... 43FIGURA 10 Plantas e corte, Residencial Jardim Vitória......................... 44FIGURA 11 Mapa de localização do Residencial Jardim Antarctica...... 45FIGURA 12 Mapa de localização do Residencial Jardim Antarctica/ Implantação............................................................................ 46FIGURA 13 Planta e corte, Residencial Jardim Antarctica........................ 47FIGURA 14 Mapa de localização do Residencial Pascoal Moreira........... 48FIGURA 15 Mapa de localização do Residencial Pascoal Moreira/ Implantação............................................................................ 49FIGURA 16 Planta e corte, Residencial Pascoal Moreira.......................... 50FIGURA17 Casa Eficiente.Sol nascente na cidade de Florianópolis/SC... 65FIGURA 18 Casa Eficiente.Sol poente na cidade de Florianópolis/SC...... 66FIGURA 19 Brises horizontais.................................................................... 67FIGURA 20 Ventilação cruzada.................................................................. 68FIGURA 21 Academia de Ciências de São Francisco................................ 69
  8. 8. 7 LISTA DE TABELASTABELA 1 Medidas de dados meteorológicos da estação Cuiabá ........... 23TABELA 2 Classificação do clima........................................................... 26TABELA 3 Aberturas para ventilação e sombreamento das aberturas para a Zona Bioclimática 7.............................................................. 30TABELA 4 Tipos de vedações externas para a Zona Bioclimática 7........ 30TABELA 5 Estratégias de condicionamento térmico passivo para a Zona Bioclimática 7........................................................................ 30TABELA 6 Porcentagem das aberturas para ventilação............................ 30TABELA 7 Transmitância térmica, atraso térmico e fator de calor solar admissíveis para cada tipo de vedação externa...................... 31TABELA 8 Relação da área do ambiente com abertura da janela............. 52
  9. 9. 8 LISTA DE SIGLASABNT Associação Brasileira de Normas e TécnicasNBR Norma brasileiraPAR Programa de arrendamento residencialEMBRAPA Empresa Brasileira de Pesquisa AgropecuáriaSRTM Shuttle Radar Topography MissionINMET Instituto Nacional de MeteorologiaMAPA Ministerio da Agricultura, Pecuaria e AbastecimentoSEPLAN Secretaria de PlanejamentoPROCEL Programa Nacional de Concervação de Energia ElétricaIPT Instituto de Pesquisas TecnológicasCONMETRO Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade IndustrialANVISA Agencia nacional de Vigilância sanitáriaCEF Caixa Econômica FederalSINAT Sistema Nacional de Aprovações TécnicasSETECS Secretaria de Estado de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência SocialSINFRA Secretaria de Infra –EstruturaFETHAB Fundo Estadual de Transporte e HabitaçãoLABEEE Laboratório de Eficiência Energética em EdificaçõesEPS Poliestireno expandido
  10. 10. 9 LISTA DE SÍMBOLOS°C Graus Celsius% PorcentoU Transmitância térmica Atraso térmicoFSo Fator solarα Absortânciam Metros
  11. 11. 10 SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO2 OBJETIVOS3 REFERENCIAL TEÓRICO3. 1 O conforto térmico, o ambiente e as construções3.2 Características geográficas do estado de Mato Grosso e Cuiabá3.2.1 Características ambientais de Cuiabá3.3 A importância do partido arquitetônico para a diminuição do gasto de energia3.4 Zona Bioclimatica de Cuiabá-MT:4 O DESEMPENHO TÉRMICO E AS NBRs 15.220 /2005 15.575/20105 O PAR (Programa de Arrendamento Residencial)6 METODOLOGIA6.1 Procedimento utilizado6.2 Materiais e Métodos7 RESULTADOS7.1 Localização e plantas7.2 Identificação de características das tipologias construtivas, através de Aberturas para ventilação em porcentagem de área de piso7.3 Análise dos materiais utilizados em paredes e coberturas através da transmitância térmica, atraso térmico e fator solar8 CONSIDERAÇÕES FINAIS8.1 Sugestões8.2 Sugestões para trabalhos futuros9 REFERÊNCIAS
  12. 12. 11 1 INTRODUÇÃO Cuiabá é uma cidade cujo inverno é uma estação seca bem definida. Masno verão,estação chuvosa, o calor do sol é intenso. No inverno, a temperaturamédia pode chegar aos 40 °C, havendo dias que chegam aos 46° C. A temperatura interna das residências muitas vezes é maior que atemperatura externa, principalmente ao anoitecer. Isso quer dizer queprovavelmente os materiais utilizados para a construção não foram escolhidossegundo critérios as exigências de conforto térmico. Segundo a Norma Brasileira Registrada (NBR) 15.575 /2010, o edifíciohabitacional deverá apresentar condições térmicas no seu interior, melhores ouiguais às do ambiente externo, à sombra, para o dia típico de verão e, no inverno,propiciar conforto térmico no interior do edifício habitacional. No entanto, éjustamente nesta época do ano que é necessário estabelecer critérios paradiminuir a temperatura interna. Isto significa um grande desafio, já que a maioriadas residências não são projetadas para atender esse requisito da norma. Portanto, há a necessidade de pesquisa para a obtenção de dadosconsistentes sobre os melhores materiais a serem especificados em projetosarquitetônicos destinados às cidades com esse tipo de clima, assim como omelhor meio de se projetar, já que a mesma não procurou atender até o momentoem fazer projetos que atendessem o clima de cada região. Na NBR 15.520/2010, além do zoneamento bioclimático brasileiro, sãofeitas recomendações de diretrizes construtivas e detalhamento de estratégias decondicionamento térmico passivo, com base em parâmetros e condições decontorno fixados.
  13. 13. 12 Segundo a NBR 15.575/2010, o edifício habitacional deverá apresentarcondições térmicas no seu interior, melhores ou iguais às do ambiente externo, àsombra, para o dia típico de verão e no inverno, propiciar conforto térmico nointerior do edifício habitacional, porém é justamente nesta época que énecessário estabelecer critérios para diminuir a temperatura interna, um grandedesafio, já que a maioria das residências não são projetadas para atender esserequisito da norma. Portanto, há a necessidade de pesquisa para a obtenção de dadosconsistentes sobre os melhores materiais a serem especificados em projetosarquitetônicos destinados às cidades com esse tipo de clima, assim como omelhor meio de se projetar. A falta de solo exposto, vegetação e a grande concentração de poluentes,resultam em ilha de calor que ocorrem nas zonas centrais da regiãometropolitana, diferentemente das zonas rurais. O grande adensamento das cidades, a falta de moradia, acelerou ocrescimento pela demanda no o setor da construção civil. As construtoras preocupadas em ganhar dinheiro, começaram aeconomizar e a construir cada vez mais rápido. Esse tipo de economia foi alémdo tipo de material a ser utilizado em obra, mas também na elaboração deprojetos por profissionais especializados. Devido a isso, o conforto foi sendo deixado de lado e a prioridade foiconstruir rápido e mais barato. Os projetos começaram a ser padronizados para que a etapa daconstrução iniciasse cada vez mais rápido. E o projeto de conforto térmico foisendo deixado de lado. Com isso, materiais para amenizar o conforto térmico também pararamde ser requisitados no mercado, ocasionando uma estagnação dentro da Indústriada Construção civil.
  14. 14. 13 A NBR 15.575/2010 veio para modificar esse cenário, pois a classe maisdesfavorecida da população não tinha condições de comprar materiais paraamenizar o desconforto térmico Com a escassez e existência de poucos materiais construtivos paraamenizar as altas temperaturas das edificações ocasionadas pela falta dedemanda e preço, mas com a necessidade do atendimento à NBR, serãonecessários desenvolvimento de inovações tecnológicas para aumentar a oferta ediminuir o custo desses materiais relativamente caros, tornando possívelempreendimentos para a classe média e baixa renda, obedecendo asespecificações da NBR 15.575/2010 e NBR 15.520/2005 quanto adesempenho térmico.2 OBJETIVOS Neste trabalho, pretende-se: 1. Analisar o clima da região de Cuiabá, conforme o zoneamento bioclimático especificado NBR 15.220/2005, parte 3; 2. Avaliar as implicações da NBR 15.575/2010 para o setor da construção civil em relação ao conforto térmico; 3. Verificar o que deverá ser feito para atender a Norma, em relação ao desempenho térmico, os tipos de materiais necessários para amenizar a temperatura interna das residências; 4. Estudar algumas residências do programa habitacional do Governo do Estado do Mato Grosso,denominado “Programa de Arrendamento Residencial”(PAR), quando serão verificados se as recomendações de diretrizes construtivas e detalhamento de estratégias de condicionamento térmico passivo, estão em
  15. 15. 14 conformidade com a NBR 15.220/2005 e conseqüentemente a NBR 15.575/2010. 5. Qual a importância da NBR 15.575/2010 para o setor da construção civil e para o mercado consumidor3 REFERENCIAL TEÓRICO3. 1 O conforto térmico, o ambiente e as construções Diferentemente dos pecilotérmicos (peixes, insetos, répteis e outros),classe de organismo que varia a temperatura conforme o ambiente, o ser humanopossui o organismo da classe homeotérmica, ou seja, nosso organismo mantémuma temperatura constante, por volta dos 37 °C, por mecanismos fisiológicos deacordo com o metabolismo (MASTER, 2010). Para WATANABE (2007), o ser humano, para manter temperaturainterna do organismo constante, em ambientes cujas condições termo-higrométricas são variadas, é necessário um aparelho termo-regulador, que reduzou aumenta as perdas de calor pelo organismo através de alguns mecanismos decontrole. As reações fisiológicas ao estresse térmico ocasionam mudanças nometabolismo, dilatação e contração de vasos sangüíneos, aumentar ou diminuir apulsação cardíaca, suor, tiritar, eriçar de pelos, entre outros. O calor excessivo, a umidade, o vento, o ruído e outros, afetam a saúde eo bem-estar do ser humano. O calor em excesso pode afetar o desempenho daspessoas, causar irritação e inquietação, perda de concentração. A falta deumidade provoca desconforto, sonolência, aumento do suor. Ruído em excessocausa inquietação, perda do sossego, concentração e outros. Essas e outrasperturbações que ocorrem, sem que se perceba, causa o chamado estresse e, seisso não for solucionado, depois de certo tempo provocam, nas pessoas, doenças
  16. 16. 15mais complexas, como diabetes, doenças cardiovasculares, respiratórias, e outros(MASTER, 2010). Segundo FROTA et al. (2001), para o trabalho físico, o aumento datemperatura ambiente de 20°C para 24°C, o rendimento cai para 15% e a 30°Cde temperatura, com umidade relativa 80%, o rendimento cai 28%. A pele é o principal órgão termo-regulador do organismo humano e éatravés dela que se realizam as trocas de calor. A temperatura é regulada pelofluxo sanguíneo que percorre nosso corpo (MASTER, 2010). Ao sentir desconforto térmico, o primeiro mecanismo fisiológico a serativado é a regulagem vasomotora do fluxo sangüínio da camada periférica docorpo, a camada subcutânea, através da vasodilatação ou vasoconstrição(exsudação, suor), reduzindo ou aumentando a resistência térmica dessa camadasubcutânea. Outro mecanismo de termo-regulação da pele é a transpiração, quetem início quando pelas perdas por convecção e radiação. A transpiração se fazpor meio das glândulas sudoríparas. As perdas de sais minerais e fadiga dasglândulas são os limites da transpiração (MASTER, 2010). Devido à variação biológica (metabolismo) entre os indivíduos, éimpossível determinar que todos os ocupantes de um mesmo ambiente se sintamconfortáveis termicamente, portanto, busca-se condições confortáveis para umdeterminado grupo de pessoas. A busca pela proteção humana em relação aosproblemas climáticos tem se intensificado para atender a melhores condições deconforto físico satisfatório (MASTER, 2010). O clima urbano é produzido pela ação do homem sobre a natureza e serelaciona à produção de condições diferenciadas de conforto e desconfortotérmico, à poluição do ar, às chuvas intensas, às inundações e aosdesmoronamentos das vertentes dos morros – eventos de grande custo social(LOMBARDO, 1985, apud COSTA, 2009).
  17. 17. 16 DETWYLER (1974) apud ROMERO (2000), afirmam que as asmudanças climáticas provocadas pela urbanização são três: 1. Mudanças devido à densa construção e pavimentação da superfíciefísica do solo, impermeabilizando-a, aumentando sua capacidade térmica e sua rugosidade, ao mesmo tempo em que transforma o movimento do ar; 2. Aumento da capacidade armazenadora de calor com a diminuição doalbedo ; 3. Modificação da transparência da atmosfera devido à emissão decontaminantes (poeira, poluição e outros.). Os quatro fatores dinâmicos do clima – temperatura, umidade,movimento do ar e Radiação – afetam a perda de calor no homem. Esses fatores(elementos) climáticos não atuam isolados, mas conjuntamente. O efeito de suaação conjunta sobre o indivíduo denomina-se pressão térmica (MASCARÓ,1991 apud LEÃO, 2006). Condições climáticas urbanas inadequadas significam perda daqualidade de vida para uma parte da população, enquanto para outra, conduzemao aporte de energia para o condicionamento térmico das edificações. Emconseqüência, aumentam as construções de usinas hidrelétricas, termoelétricasou atômicas, de grande impacto sobre o meio ambiente (LAMBERTS et al.,1997). COZZA, (1997) mostra que até bem pouco tempo atrás os profissionaisbrasileiros não investiam diretamente no setor, estando mais preocupados com ogasto, mercado financeiro, do que com o desenvolvimento técnico eadministrativo da construção civil. Por este motivo, os fornecedores de serviçose materiais lamentam a baixa qualidade exigida pelos construtores emcontraponto à grande exigência por preços mais baixos. Segundo PACHECO, (2007), teve início, em 1995, o desenvolvimentopelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) para a Financiadora de Pesquisas
  18. 18. 17e Projetos (FINEP) do projeto “Critérios mínimos de desempenho para habitaçãotérreas de interesse social” que foi incorporada pelo Programa Brasileiro deQualidade e Produtividade da Construção Habitacional (PBQP da Habitação)que apóiam os setores da cadeia produtiva, à instalação e aplicação daprodutividade e da qualidade.3.2 Características geográficas do estado de Mato Grosso e Cuiabá Mato Grosso está situado no Maciço Central, ou Maciço do BrasilCentral ou, ainda, Maciço Mato-Grossense (COUTINHO, 2005). O relevo é classificado como: (Chapada da Bacia do Paraná, Chapadados Parecis, Residuais Sul-Amazônicos e Serras residuais do Alto Paraguai);(Marginal Sul-Amazônico, depressão do Araguaia, depressão Cuiabana edepressão do Alto Paraguai-Guaporé) e planície do Rio Araguaia ( Pantanal doRio Guaporé e Pantanal mato-grossense) (COUTINHO, 2005). Podemos observar na Figura 1 que no sul do Mato Grosso,apresenta as maiores altitudes ( 800-1200 metros, na Serra Azul e 500-800 metros, na Chapada dos Guimarães) fazendo limites, ao Norte com aBacia Amazônica, a Leste com a Bacia do São Francisco, a Oeste com aborda oriental andina e ao Sul-Sudeste, com a Bacia de sedimentação doParaná. A Figura 1 apresenta a situação do Relevo do Estado de MatoGrosso.
  19. 19. 18Figura 1 Modelo digital de Elevação do Estado de Mato Grosso.Fonte: Embrapa (2005) Podemos observar na Figura 2, que Cuiabá está entre as Serras dasAraras, Serra Azul, Chapada dos Guimarães e Serra de São VicenteFigura 2 Mapa Físico de Mato GrossoFonte: MORENO et al, (2005) apud LEÃO, (2006).
  20. 20. 19 Na Figura 3, podemos observar que Cuiabá está em um “buraco”, entre aChapada dos Guimarães e a Serra das ArarasFigura 3 Corte Esquemático do Mapa Físico de Mato Grosso-Rio Paraguai a Serra deSão Vicente.Fonte: MORENO et al, (2005) apud LEÃO, (2006).3.2.1 Características ambientais de Cuiabá Cuiabá, Capital do estado de Mato Grosso, está situada entre o PantanalMato Grossense na região sul. Na região norte, nordeste e noroeste, estãorodeados por áreas serranas (Chapada dos Guimarães, Serra daPetrovina,Chapada dos Parecis e Serra Azul). Está situada na latitude sul a 15°33’ e na longitude oeste a 56°07’ ealtitude de 151 m (SEPLAN, 2008). A drenagem é feita pelo Rio Cuiabá e seus afluentes, dos quaisdestacam-se o Rio Coxipó e inúmeros córregos, tais como: córrego da Prainha,Ribeirão da Ponte, Manoel Pinto, Moinho, Barbados, Gambá e São Gonçalo. A vegetação predominante é o cerrado e a mata ciliar que aparece aolongo dos córregos.( GUARIM et al., 1990 apud MAITELLI ,1994)
  21. 21. 20 As árvores de Cerrado atingem quatro metros de altura, caules retorcidos,com copas que atingem o cerradão. Já a mata ciliar possui árvores que atingematé 10 m de altura segundo GUARIM (1990) et al., apud MAITELLI (1991). O primeiro estudo de clima urbano em Cuiabá foi realizado porMAITELLI Et al. (1991), para identificar variações térmicas e de umidade do ar.E também fez outras pesquisas, as quais analisou uma série climatológicahistórica do ano de 1901 até o ano de 1992, MAITELLI (1994), fez uma análiseda energia na área central e localizando a ilha de calor urbano.Segundo essaanálise, verificou-se que a média anual é de 26.9°C e a média das máximas é de32.5ºC, e a média das mínimas é de 21.3°C. O valor da precipitação média anualdo período é de 1.378,7 mm . Entre os meses de outubro a novembro, as temperaturas máximasatingem, muitas vezes valores de 40°C com umidade relativa de 18%, nas horasmais quentes do dia. No inverno, a precipitação é marcada por uma estação secabem definida, quando ocorrem as queimadas. Já na estação chuvosa, verão,ocorrem tempestades intercaladas por períodos de calor e sol intenso, quandoocorre a época de inundações. Devido à baixa altitude, e o fato de ser circundada por chapadões, aventilação é bastante prejudicada, ficando na maioria das vezes, abaixo de1m/seg (MAITELLI et al., 1994). Em MAITELLI et al. (1994), verificou-se que a ilha de calor urbana e asua intensidade é evidenciada, no período noturno, em condições deestabilidade do ar, sem a ocorrência de chuvas, quando o calor armazenado notecido urbano é liberado para a atmosfera. Em situação de tempo instável, comocorrência de chuvas e ventos fortes, ocorre maior movimentação do aralterando o acoplamento da superfície com a atmosfera. Entretanto, em Cuiabá,mesmo com medidas com ocorrência de chuva, foi possível observar que odistrito comercial era mais aquecido do que o seu entorno, confirmando a
  22. 22. 21influência do uso do solo nas condições térmicas da cidade. Verificou-setambém que as variações das taxas de umidade relativa eram inversamenteproporcional à temperatura, isto é , o ar era , em média, 10% mais seco nasáreas centrais da cidade em relação às áreas suburbanas Assim, pode-se dizerque a ilha de calor estava associada à uma ilha seca. A média da umidaderelativa do ar mantinha-se em torno de 88% no período matutino, 57% noperíodo da tarde e 95% à noite. Segundo DUARTE (1995), apud NOGUEIRA et al.(2005), Cuiabá estáentre as cidades consideradas mais quentes, com freqüência quase que diária detemperaturas altas e, nos meses mais quentes, podem ocorrer médias por voltados 40°C. Tendo em vista as condições climáticas em que se encontra a cidadede Cuiabá, o conforto térmico é um dos pontos que mais aflige a população,dentre os aspectos de conforto ambiental nos ambientes construídos. Segundo FROTA e SCHIFFER (1995), os primeiros estudos sobrecondições termo-higrométricas sobre o rendimento no trabalho,desenvolvidospela Comissão Americana de Ventilação, presidida por Winslow, comprovamque para trabalhos físicos, aos interesse de produção surgidos com a RevoluçãoIndustrial e às situações de guerra, o aumento da temperatura de 20°C para 24°Cdiminui o rendimento em 15% e a 30°C de temperatura ambiente, com umidadede 80% , o rendimento cai 28% . Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (2003), a cidadede Cuiabá caracteriza-se por apresentar dois períodos bem definidos: um secoque vai de abril a outubro e outro úmido de novembro a março onde concentra80% das chuvas. A cidade possui pequena amplitude térmica, exceto emfenômenos de friagem, temperatura média anual de 26,8°C, com média máximade 42°C e média mínima de 15°C, umidade relativa do ar média de 78% einsolação total média de 2.179 hs.
  23. 23. 22 Como podemos observar na tabela 1, no inverno, a precipitação émarcado por uma estação quente e seca bem definida, quando ocorrem asqueimadas. Já na estação chuvosa, verão, ocorrem tempestades intercaladas porperíodos de calor e sol intenso, quando ocorre a época de inundações
  24. 24. Tabela 1 Medidas de dados Meteorológicos da Estação Cuiabá, Período Janeiro-Dezembro, 2007.Fonte: SEPLAN (2008) Temperarura do ar °C Umidad Precipitação Pressão Evaporaçã Insolação Média Média Máx. Absoluta Mín. Absoluta Média e Nebulosidade Altura Máxima em 24 horas Meses Atmosférica o Total Total (horas e das das Relativa (C-10) Total Altura (mb) Graus Dia Graus Dia Compensada Dia (mm) décimos) máximas mínimas (%) (mm) (mm)Janeiro 991,6 33,1 24,2 35,8 18 23,2 5 27,6 79 6,8 284,3 142,3 22 128,5 150,6Fevereiro 991,5 32,5 23,8 36,4 26 20,7 21 27,1 81 6,9 315,7 81,2 13 115,2 122,7Março 992,6 33,9 23,3 36,8 10 21,4 19 27,4 76 5,8 174,3 49,5 19 71,5 227,3Abril 993,1 34,4 23,1 36,7 2 19,4 28 27,2 75 4,5 140,4 51,6 9 122,9 227,6Maio 995,9 30,8 18,7 35,7 7 10,7 25 23,8 76 4,3 31,1 24,5 24 114,9 222,3Junho 998,4 31,6 17,8 35,6 8 15,2 4 23,5 72 2,8 - 0,4 3 162 85,7Julho 997 31,4 16,7 36,1 21 10,9 11 23,3 67 4 22,8 9,6 26 156,2 212,8Agosto 996,8 33,7 16,5 38,5 23 11,5 5 24,3 58 1 - - - 187,4 244,5Setembro 994,2 33,7 21,2 40,4 29 12,3 25 28,5 54 2,6 5 5 20 215,9 143,7Outubro 993,6 35 23,2 39,8 1 20 18 28,1 68 5,8 188,2 69 15 174,2 126Novembro 991,8 33,4 23,4 36,6 17 22 29 27,2 76 7,1 274,9 73,7 24 132 139,1Dezembro 991,5 33 23,2 35,4 14 20 26 27,1 80 6,6 180,9 36,8 10 123,1 145,5 23
  25. 25. 24 Para CAMPELO Jr. et al. (1991),apud LEÃO (2007) em Cuiabá, adireção predominante dos ventos é Norte e Noroeste durante boa parte do ano eSul no período de inverno. LEÃO (2006) em seu trabalho, verificou através de relatórios de saídado programa Analysis Bio através das normais climáticas indicaram que acidade de Cuiabá possui durante o ano 29,11% de horas de conforto, 66,91% dehoras de desconforto por calor e apenas 3,98% de horas de desconforto por frio. Através destes resultados, notou-se necessário, o uso de ventilação e arcondicionado durante o período de desconforto por calor e aquecimento solardurante o pequeno período de desconforto por frio.3.3 A importância do partido arquitetônico para a diminuição dogasto de energia As edificações são responsáveis por cerca de 48% do consumo deenergia elétrica do país, considerando-se os setores residencial e comercial,segundo GRILLO e AMORIM (2004). Para PRADO (2008), os edifícios são responsáveis por 40% doconsumo de energia no mundo, 33% no setor comercial e 67% no residencial,até 2025 deve haver um crescimento de 45% nesse consumo, as construçõesemitem 35% do carbono lançado na atmosfera, e deve haver um aumento de92% nessas emissões até 2050 se nada for feito.3.4 Zona Bioclimatica de Cuiabá-MT: Cuiabá está dentro da zona 7 (sete) do zoneamento bioclimáticobrasileiro segundo a NBR 15220-3/2005.
  26. 26. 25 A cidade de Cuiabá está localizada entre montanhas e chapadas, e temcomo característica a localização na depressão, com pouca ventilação (NBR15220-3/2005). As estações são bem definidas: Uma, seca, nos meses de abril a agosto(inverno), e outra, chuvosa, nos meses de setembro a março (verão)NOGUEIRA et al. (2005). São poucos os dias que as temperaturas ficam inferior a 20 °CNOGUEIRA et al. (2005). A temperatura de Cuiabá durante a maior parte do ano épredominantemente quente e a região mais quente na cidade é a zona central,devido ao aumento das áreas impermeabilizadas e diminuição da vegetaçãoNOGUEIRA et al. (2005). Segundo a NBR 15.220/2005, conforto térmico é a satisfaçãopsicofisiológica de um indivíduo com as condições térmicas do ambiente eneutralidade térmica é o estado físico no qual a densidade do fluxo de calor entreo corpo humano e o ambiente é igual à taxa metabólica do corpo, sendo mantidaconstante a temperatura do corpo; Desconforto local é o aquecimento ouresfriamento de uma parte do corpo gerando insatisfação do indivíduo etemperatura neutra é a temperatura operativa para a qual o corpo humanoencontra-se em neutralidade térmica. A NBR 15.220/2005, parte 3, estabelece um zoneamento bioclimáticobrasileiro, abrangendo um conjunto de recomendações e estratégias construtivasdestinadas às habitações unifamiliares de interesse social. Na referida NBR 15.220/2005, Parte 3 também cita que para aformulação das diretrizes construtivas - para cada zona bioclimática brasileira(seção 6) - e para o estabelecimento das estratégias de condicionamento térmicopassivo (seção 7), foram considerados os parâmetros e condições de contornoseguintes:
  27. 27. 26 a) Tamanho das aberturas para ventilação; b) Proteção das aberturas; c) Vedações externas (tipo de parede externa e tipo de cobertura); e d) Estratégias de condicionamento térmico passivo. Segundo a NBR 15.220/2005, parte 3, no item 6.7, onde sãoapresentadas essas diretrizes construtivas para a zona bioclimática 7 , da qual acidade de Cuiabá faz parte:Tabela 2 Classificação do climaUF Cidade Estrat. Zona UF Cidade Estrat. ZonaMG Governador CFIJ 5 PA Breves FJK 8 ValadaresMG Grão Mogol BCFI 3 PA Conceição do FIJK 8 AraguaiaMG Ibirité ABCFI 2 PA Itaituba FJK 8MG Itabira BCFI 3 PA Marabá FJK 8MG Itajubá ABCFI 2 PA Monte Alegre FIJ 8MG Itamarandiba BCFI 3 PA Óbidos FJK 8MG Januária CFHIJ 6 PA Porto de Moz FJK 8MG João Pinheiro CDFHI 6 PA Santarém FJK 8 (Taperinha)MG Juiz de Fora BCFI 3 PA São Félix do FIJK 8 XingúMG Lavras BCFI 3 PA Soure JK 8MG Leopoldina CFIJ 5 PA Tiriós FIJ 8MG Machado ABCFI 2 PA Tracuateua FIJK 8
  28. 28. 27MG Monte Alegre de BCFIJ 3 PA Tucuruí FJK 8 MinasMG Monte Azul DFHI 7 PB Areia FIJ 8MG Montes Claros CDFHI 6 PB Bananeiras FIJ 8MG Muriaé BCFIJ 3 PB Campina FIJ 8 GrandeMG Oliveira BCDFI 4 PB Guarabira FIJK 8MG Paracatu CFHIJ 6 PB João Pessoa FIJ 8MG Passa Quatro ABCFI 2 PB Monteiro CFHI 6MG Patos de Minas BCDFI 4 PB São Gonçalo FHIJK 7MG Pedra Azul CFI 5 PB Umbuzeiro FI 8MG Pirapora BCFHI 4 PE Arco Verde FHI 7MG Pitangui BCFHI 4 PE Barreiros FJK 8MG Poços de Calda ABCF 1 PE Cabrobó DFHI 7MG Pompeu BCFIJ 3 PE Correntes FIJ 8MG Santos Dumont BCFI 3 PE Fernando de FIJ 8 NoronhaMG São Francisco CFHIJ 6 PE Floresta FHIK 7MG São João Del Rei ABCFI 2 PE Garanhuns CFI 5MG São João BCFIJ 3 PE Goiana FIJ 8 EvangelistaMG São Lourenço ABCFI 2 PE Nazaré da Mata FIJ 8MG Sete Lagoas BCDFI 4 PE Pesqueira FI 8MG Teófilo Otoni CFIJ 5 PE Petrolina DFHI 7MG Três Corações ABCFI 2 PE Recife FIJ 8MG Ubá BCFIJ 3 PE São Caetano FIJ 8MG Uberaba BCFIJ 3 PE Surubim FIJ 8
  29. 29. 28MG Viçosa BCFIJ 3 PE Tapera FIJ 8MS Aquidauana CFIJK 5 PE Triunfo CFHI 6MS Campo Grande CFHIJ 6 PI Bom Jesus do DFHIJ 7 PiauíMS Corumbá FIJK 8 PI Floriano FHIJK 7MS Coxim CFHIJ 6 PI Parnaíba FIJ 8MS Dourados BCFIJ 3 PI Paulistana DFHIJ 7MS Ivinhema CFIJK 5 PI Picos DFHIJ 7MS Paranaíba CFHIJ 6 PI Teresina FHIJK 7MS Ponta Porã BCFI 3 PR Campo Mourão BCFI 3MS Três Lagoas CFHIJ 6 PR Castro ABCF 1MT Cáceres FIJK 8 PR Curitiba ABCF 1MT Cidade Vera CFIJK 5 PR Foz do Iguaçu BCFIJ 3MT Cuiabá FHIJK 7 PR Guaíra BCFIJ 3MT Diamantino FHIJK 7 PR Guarapuava ABCF 1MT Meruri CFHIJ 6 PR Ivaí ABCFI 2MT Presidente BCFIJ 3 PR Jacarezinho BCFIJ 3 MurtinhoPA Altamira FJK 8 PR Jaguariaiva ABCFI 2PA Alto Tapajós FJK 8 PR Londrina BCFI 3PA Belém FJK 8 PR Maringá ABCD 1PA Belterra FJK 8 PR Palmas ABCF 1Fonte: NBR 15.220/2005, Parte 3, Zoneamento bioclimático brasileiro e diretrizesconstrutivas para habitações unifamiliares de interesse socialLegenda:UF-Unidade Federativa em ordem alfabéticaCidade- a qual pertence em ordem alfabétticaEstrat.-Estratégia bioclimática recomendada
  30. 30. 29Zona-zona bioclimática na qual a cidade está inserida Portanto, segundo a tabela acima, a estratégia bioclimáticarecomendada para a cidade de Cuiabá é FHIJK. F- Esta estratégia pode ser obtida através da renovação do ar interno porar externo através da ventilação dos ambientes H e I – No verão, deverá ocorrer o resfriamento evaporativo e maiormassa térmica(paredes e coberturas) para resfriamento, de forma que o calorarmazenado em seu interior durante o dia seja devolvido ao exterior durante anoite, quando as temperaturas externas diminuem. K- O uso de resfriamento artificial será necessário para amenizar aeventual sensação de desconforto térmico por calor I e J - Ventilação seletiva (nos períodos quentes em que a temperaturainterna seja superior à externa.A ventilação cruzada deverá ser obtida através dacirculação de ar pelos ambientes da edificação, devendo atentar-se para osventos predominantes da região e para o entorno, pois o entorno pode alterarsignificativamente a direção dos ventos.Figura 4 Zona Bioclimática 7Fonte:NBR 15.220/2005, parte 3
  31. 31. 30Tabela 3 Aberturas para ventilação e sombreamento das aberturas para a ZonaBioclimática 7. Aberturas para ventilação Sombreamento das aberturas Pequenas Sombrear aberturasFonte NBR 15.220/2005, Parte 3 , zoneamento bioclimático brasileiro e diretrizesconstrutivas para habitações unifamiliares de interesse socialTabela 4 Tipos de vedações externas para a Zona Bioclimática 7. Vedações externas Parede: Pesada Cobertura: PesadaFonte NBR 15.220/2005, Parte 3 , zoneamento bioclimático brasileiro e diretrizesconstrutivas para habitações unifamiliares de interesse socialTabela 5 Estratégias de condicionamento térmico passivo para a ZonaBioclimática 7Estação Estratégias de condicionamento térmico passivoVerão H) Resfriamento evaporativo e massa térmica para resfriamento J) Ventilação seletiva (nos períodos quentes em que a temperatura interna seja superior à externa)Fonte NBR 15.220/2005, Parte 3 , zoneamento bioclimático brasileiro e diretrizesconstrutivas para habitações unifamiliares de interesse socialTabela 6 Porcentagem das aberturas para ventilação Aberturas para ventilação A (em % da área de piso) Pequenas 10% < A < 15% Médias 15% < A < 25% Grandes A > 40%Fonte NBR 15.220/2005, Parte 3 , zoneamento bioclimático brasileiro e diretrizesconstrutivas para habitações unifamiliares de interesse social
  32. 32. 31 Segundo a Zona Bioclimática de Cuiabá, as aberturas para ventilaçãodeverão ser pequenas, ou seja, a área da janela em porcentagem da área do pisodeverá ser entre 10 a 15%.Tabela 7 Transmitância térmica, atraso térmico e fator de calor solaradmissíveis para cada tipo de vedação externaVedações externas Transmitância Atraso térmico Fator solar - térmica- U - FSo 2 W/m .K Horas % Leve U 3,00 4,3 FSo 5,0Paredes Leve U 3,60 4,3 FSo 4,0 refletora Pesada U 2,20 ≥ 6,5 FSo 3,5 Leve U 2,00 3,3 FSo 6,5 isoladaCoberturas Leve U 2,30.FT 3,3 FSo 6,5 refletora Pesada U 2,00 ≥ 6,5 FSo 6,5Fonte:NBR 15.220/2005, Parte 3, zoneamento bioclimático brasileiro e diretrizesconstrutivas para habitações unifamiliares de interesse social. Na zona Bioclimática 7, as paredes e coberturas deverão ser pesadas,conforme tabela 7. Segundo NBR 15.575/2010, os valores mínimos diários datemperatura do ar interior de recintos de permanência prolongada, como porexemplo salas e dormitórios, no dia típico de inverno, devem ser sempredispensado de verificação.
  33. 33. 324 O DESEMPENHO TÉRMICO E AS NBRs 15.220 /2005 e 15.575/2010 Os primeiros estudos de desempenho foram feitos na década de 80, peloInstituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) de São Paulo, desde então muita coisaevoluiu. O consumidor daquela época não tinha conhecimento como hoje, ondeos mesmos já são mais informados e exigem muito mais desempenho. A aplicação da NBR 15.575/2010 estabelece parâmetro para que omercado tenha condições competitivas mais equilibradas, alcançar maioresdesempenhos (melhoria contínua) e define responsabilidades. Muito se fala em sustentabilidade, mas um empreendimento sustentávelnada mais é do que ser concebido com critérios de desempenho. A norma não é lei, porém tem tanta força que para o mundo jurídico, elaestabelece referenciais quanto ao serviço e serve como balizamento paraexigência dos compradores e serve como referência para perícia. Além disso, o Código de defesa do consumidor (Seção IV das práticasabusivas; Art. 39 - É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços: VIII -colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em desacordocom as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes, ou, se normasespecíficas não existirem, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ououtra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia,Normalização e Qualidade Industrial - CONMETRO) estabelece que nenhumproduto ou serviço pode ser colocado no mercado sem atender às normastécnicas pertinentes, portanto, o descumprimento da norma pode levar a cumprirencargos decorrentes ao não atendimento do artigo do Código de defesa doConsumidor. Presidência da República, Casa Civil, subchefia para assuntosjurídicos.Lei 8078, de 11 de setembro de 1990, Capítulo 05, Seção IV.
  34. 34. 33 O maior agente fiscalizador não é feito por nenhum órgão, (a não ser asnormas do Ministério do Trabalho, da Agência nacional de Vigilância sanitária(ANVISA) e outras agências regulatórias do governo), mas pelo próprioconsumidor em função do Código de Defesa do Consumidor. Posteriormente, poderão ser feitas por instituições Financeiras como aCaixa Econômica federal (CEF), a qual já está exigindo cumprimento da normaatravés do SINAT (Sistema Nacional de Aprovações Técnicas). Nenhum tipo de construção alcança os programas nacionaishabitacionais e os financiamentos sem referência técnica ou norma. O SINAT (Sistema Nacional de Aprovações Técnicas) visa dar suporte àoperacionalização dos procedimentos reconhecidos pela cadeia produtiva daconstrução civil, com o objetivo de avaliar novos produtos utilizados nosprocessos de construção, devido a falta de laboratórios capazes de avaliarprodutos inovadores. Mas qual a finalidade desta norma ser aplicada somente a edificações deaté 5 pavimentos? No item 1.4 da NBR 15.575/2010, Parte 1, diz que os requisitos nãodependem de altura e são aplicáveis a edifícios de mais de 5 pavimentos. Oprincipal foco são os edifícios destinados a classe de renda mais baixa, ou seja,mais econômico. Isso beneficia a população mais desfavorecida, que ficava vulnerável aodesconforto Térmico. As obras do programa “Minha casa, Minha vida” que, ao ser protocoladapara aprovação nas prefeituras após seis meses depois da NBR 15.575/2010entrar em vigor, deverão atender aos requisitos da referida norma. Outra forma de defesa do consumidor é o “Código Civil Brasileiro”, nosartigos 615 e 616, diz que o comprador pode rejeitar a obra ou exigir abatimentono preço, caso o empreiteiro tenha se afastado das instruções recebidas e dos
  35. 35. 34planos dados, ou das regras técnicas em trabalhos de tal natureza (Código CivilBrasileiro, artigos 615 e 616). O que se espera não é que haja conflitos judiciais, mas induzir omercado a melhorar a qualidade das construções. Para isso, será necessário que seja feito um planejamento por parte dasconstrutoras e o projeto será aspecto fundamental para o desempenho, pois énele que será concebida as soluções e vida útil dos sistemas. Haverá, portanto, anecessidade de especialistas. Outro detalhe muito importante é a vida útil dos sistemas, a manutençãoe o uso correto dos materiais. O profissional vai necessitar especificar tudo nafase de projeto, o que acabaria com os verdadeiros “Canetinhas de Ouro”. Issovai obrigar esse tipo de profissional a se aproximar mais do projeto e da obra, oque não ocorre atualmente. A norma está proporcionando um aumento de demanda de ensaios,principalmente de sistemas construtivos e materiais inovadores, aumentando aprocura por laboratórios acreditados pelo INMETRO. A valorização dos profissionais também deverá ser feita na etapa deobra. Se antes da norma já era necessário seguir a risca o projeto, na etapa deobra, será imprescindível a supervisão do engenheiro de obra, pois será muitodifícil acontecer improvisos, o que poderá comprometer a obra e o desempenhodela futuramente. Os operários também deverão ser capacitados, pois além doinvestimento em materiais que atendam os requisitos, será necessária mãode obra especializada. O atendimento do pós obra também deverá ser qualificado. Osprofissionais de assistência técnica vão ter que se adequar as normas, poismuitos clientes vão questioná-los sobre o assunto e os profissionais vão
  36. 36. 35ter que orientá-los adequadamente e também diagnosticar os erros dedesempenho.5 O PAR (Programa de Arrendamento Residencial) O Programa de Arrendamento Residencial (PAR) faz parte doprograma” Meu Lar” do Governo do Estado de Mato Grosso, porém édesenvolvido pela Secretaria de Estado de Trabalho, Emprego, Cidadaniae Assistência Social (SETECS) e a responsabilidade pela construção, bemcomo a fiscalização é da Secretaria de Infra –Estrutura (SINFRA). O programa “Meu Lar” foi normatizado pela lei 8.221/04 eregulamentado pelo decreto 8.187/06. As casas são de padrão popular, possuem dois quartos, sala,cozinha, banheiro e área de serviço. Para as pessoas participarem do sorteio das casas, deveriam residirhá mais de dois anos no município, renda familiar até dois saláriosmínimos, não ser proprietário de imóvel e nem ter sido beneficiado pornenhum programa habitacional, famílias que possuam idosos, criançasadolescentes, pessoas com deficiência ou doença crônica, bem comofamílias chefiadas por mulheres, essas últimas modalidades privilegiadaspelo programa. A CEF é responsável pelo processo de análise e aprovação doscadastros dos candidatos ao PAR e a Secretaria de Estado de Trabalho,Emprego, Cidadania e Assistência Social (SETECS) cuida dos sorteios eentrega das unidades.
  37. 37. 366 METODOLOGIA Para avaliar se as Residências situadas em Cuiabá são construídasconforme as NBRs pertinentes, foram verificadas 4 plantas e os materiaisutilizados na construção de cada uma delas. Para isso,foram analisadas plantas de Habitação de interesse socialde Cuiabá que fazem parte do PAR .6.1 Procedimento utilizado Para avaliar se as residências situadas em Cuiabá – MT sãoconstruídas conforme as NBRs pertinentes, foram verificadas quatroplantas baixas, além dos materiais utilizados na construção de cada umadelas. Para isso, foram analisadas plantas de habitação de interesse socialde Cuiabá e Várzea Grande que fazem parte do PAR . Essas plantas foram conseguidas através da CEF e foramescolhidas aquelas que possuíam mais dados,apesar de todos serem muitoprecários. A vantagem do estudo de caso é que ele permite examinar emprofundidade o desenvolvimento de ações em seus próprios cenários. Serão feitas análises críticas das plantas do PAR e comparadas àsNBRs 15.520/2005 e 15.575/2010 segundo a região de Cuiabá, e através
  38. 38. 37desta análise, verificar se as residências do programa estão adaptadas aoconforto térmico exigido. Após essa análise serão feitas sugestões para que essas plantaspossam ter maior desempenho térmico e consigam se adequar ás normasestudadas.6.2 Materiais e Métodos Foram coletados dados sobre a tipologia construtiva de quatro unidadeshabitacionais, que são réplicas das metodologias mais empregadas na construçãode residências populares pelo programa de habitação popular do governo doEstado de Mato Grosso, PAR. A metodologia utilizada para descrição eavaliação do desempenho térmico nas edificações basicamente utilizou a análiseem projeto: análise das plantas do programa e comparadas às exigências dasnormas para a zona bioclimática da região de Cuiabá e através desta análise,concluir se as residências do programa estão adaptadas ao conforto térmicoexigido. Restringiu-se neste trabalho o estudo de apenas quatro tipologiasconstrutivas dentre as várias disponíveis na CEF. Na coleta de dados realizado,as unidades habitacionais selecionadas para estudo, foram levantadascaracterísticas dos materiais, através dos orçamentos e memoriais,medidas em plantas e características térmicas dos elementos construtivosutilizados no envoltório. O objetivo foi analisar os materiais utilizados, fazer umreconhecimento do desempenho térmico das tipologias construtivas apartir das plantas e o que as normas estabelecem. Na avaliação doselementos construtivos habitacionais em estudo, buscou-se referência na
  39. 39. 38NBR 15.575/2010 e consequentemente a NBR 15.220-3/2005.Desempenho Térmico de Edificações (Parte 3: Zoneamento BioclimáticoBrasileiro e Diretrizes Construtivas para Habitações Unifamiliares deInteresse Social) e sua aplicabilidade para esta região de estudo. A NBR 15220-3/2005 (Zoneamento Bioclimático Brasileiro), quefaz recomendações construtivas especificas para cada zona bioclimática,foi utilizado como parâmetro na análise por prescrição dos dadosconstrutivos coletados nas unidades habitacionais.7 RESULTADOS Verificação das exigências mínimas construtivas do que é prescrito parao clima de Cuiabá, fornecido pela NBR 15220-3/2005 (ZoneamentoBioclimático Brasileiro).7.1 Localização e plantasResidência A: Residencial CoxiponêsCoordenadas: 56,016490 oeste(W) e 15,643613 sul (S).Localizado na zona Sul da cidade de Cuiabá.O Residencial está localizado na avenida Fernando Corrêa, a 1 km do trevoTijucal, bairro Jardim Presidente em Cuiabá.Descrição do empreendimento:Empreendimento com l60 casas e uma guarita e obras de infraestrutura.Proponente e construtor: Construtora e incorporadora Brasil Central.
  40. 40. 39Figura 5 Mapa de localização do Residencial CoxiponêsFonte:Wikimapia, 2010
  41. 41. 40Figura 6 Mapa de localização do Residencial Coxiponês – ImplantaçãoFonte:Wikimapia, 2010.
  42. 42. 41Figura 7 Planta e corte Residencial Coxiponês.Fonte: CEF - (Plantas elaborada pela construtora e incorporadora Brasil Central e passadas alimpo)
  43. 43. 42Residência B: Condomínio Jardim Vitória “A”. Coordenadas:- 15°40 4"Sul (S)55°58 oeste (W) 28" Situado na região Norte de Cuiabá o residencial está localizado naAvenida José Estevão Torquato da Silva, no bairro Jardim Vitória. Descrição doempreendimento:Empreendimento com cento 129 casas e obras de infraestrutura.Proponente e construtor: Concremax -Concreto engenharia e saneamento ltda.Figura 8 Mapa de localização do Residencial Jardim Vitória “A”Fonte:Wikimapia, 2010
  44. 44. 43Figura 9 Mapa de localização do Residencial Jardim Vitória “A”– ImplantaçãoFonte:Wikimapia, 2010
  45. 45. 44Figura 10 Planta e corte, Residencial Jardim Vitória.Fonte: Caixa Econômica Federal (CEF) - (Plantas elaboradas pela construtoraConcremax e passadas a limpo pela autora).
  46. 46. 45Residência C: Residencial Jardim AntárcticaCoordenadas: 15°34 19"Sul (S) 56°7 oeste(W) 41"Situado na região oeste de Cuiabá.O Residencial está localizado na avenida Antárctica ,antiga estrada daGuia,próximo a cervejaria Antárctica, bairro Ribeirão do Lipa.Descrição do empreendimento:Empreendimento com 180 casas e obras de infra-estrutura.Proponente e Construtor:Construtora Ferrer.Figura 11 Mapa de localização do Residencial Jardim AntarcticaFonte:Wikimapia, 2010
  47. 47. 46Figura 12 Mapa de localização do Residencial Jardim Antárctica – ImplantaçãoFonte:Wikimapia, 2010
  48. 48. 47Figura 13 Planta e corte, Residencial Jardim Antarctica, sem escala.Fonte: Caixa Econômica Federal (CEF) - (Plantas elaborada pela construtora Ferrer epassadas a limpo pela autora).
  49. 49. 48Residência D: Residencial Pascoal Moreira CabralCoordenadas: 15°40 4"Sul (S) 55°58 oeste (W) 28"Situado na região sudeste de Cuiabá.O residencial está localizado na avenida Rio Branco, próximo ao Rivoli e aoPosto Simarelli, no bairro Distrito IndustrialDescrição do empreendimento:Empreendimento com 170 casas e obras de infra-estrutura.Proponente e construtor: Concremax-Concreto Engenharia e Saneamento ltda.Figura 14 Mapa de localização do Residencial Pascoal MoreiraFonte:Wikimapia, 2010
  50. 50. 49Figura 15 Mapa de localização do Residencial Pascoal Moreira – ImplantaçãoFonte:Wikimapia, 2010
  51. 51. 50Figura 16 Planta e corte, Residencial Pascoal Moreira, sem escala.Fonte: Caixa Econômica Federal (CEF) - (Plantas elaboradas pela construtoraConcremax em parceria com o escritório Arquitectonica e passadas a limpo pela autora).
  52. 52. 517.2 Identificação de características das tipologias construtivas,através de Aberturas para ventilação em porcentagem de área depiso Para a zona bioclimática de Cuiabá, a abertura para ventilaçãoestabelecida na norma é pequena, ou seja, a área da janela tem que ser entre 10%até 15% da área do piso(área do ambiente). Exemplo: Se em um quarto de 5,00 m², possui uma janela de 1,20m por 1,00m,aárea da janela é 1,20 m². A janela deveria ter no mínimo 0,50 m² (10% do piso) até 0,75 m nomáximo. Neste caso, a janela não está em conformidade com a norma. Essa análise foi feita em todos os ambientes das residências conformepodemos observar. Ajan.: Área da janela A. máx.:Área máxima A. mín.:Área mínima (15%A)Max. :15 porcento da área,máximo permitido (10% A.)Mín. : 10 porcento da área,mínimo permitido
  53. 53. Tabela 8: Relação da área do ambiente com a abertura da janela(10% < A < 15%) RELAÇÃO DA ÁREA DO AMBIENTE COM A ABERTURA DA JANELA(10% < A < 15%) QUARTO 1 A MAX.;MÍN.SITUAÇÃO QUARTO2 A MAX.;MÍN. SITUAÇÃO COZINHA A MAX.;MÍN. SITUAÇÃO SANITÁRIO A MAX.;MÍN. SITUAÇÃO (15%A) (15%A) (15%A) (15%A) MÁX.:1,23m NÃO MÁX.:1,20m² NÃO MÁX.:0,79m² NÃO MÁX.:0,37m² NÃORESIDÊNCIA A ² A JAN.=1,50 m² CONFORME A JAN.=1,50m² CONFORME A JAN.=1,00 m² CONFORME A JAN.=0,48m² CONFORME (Res.Coxiponês) (10%A) (Ultrapassa) (10%A) (Ultrapassa) (10%A) (Ultrapassa) (10%A) (Ultrapassa) MÍN.:0,82m² MÍN.:0,80m² MIN.:0,53m² MIN.:0,25m² (15%A) (15%A) (15%A) (15%A) MÁX.:1,20m MÁX.:1,20m² MÁX.:0,75m² MÁX.:0,37m²RESIDÊNCIA B ² NÃO NÃO NÃO NÃO A JAN.=1,50 m² A JAN.=1,50m² A JAN.=1,05 m² A JAN.=0,48m²(Jardim Vitória) CONFORME CONFORME CONFORME CONFORME (10%A) (10%A) (10%A) (10%A) MÍN.:0,80m² MÍN.:0,80m2 MIN.:0,50m² MIN.:0,25m² (15%A) (15%A) (15%A) (15%A) MÁX.:1,20mRESIDÊNCIA C NÃO MÁX.:1,20m² NÃO MÁX.:0,75m² NÃO MÁX.:0,37m² NÃO ² (Res.Jardim A JAN.=1,50 m² CONFORME A JAN.=1,50m² CONFORME A JAN.=1,05 m² CONFORME A JAN.=0,48m² CONFORME Antárctica) (10%A) (Ultrapassa) (10%A) (Ultrapassa) (10%A) (Ultrapassa) (10%A) (Ultrapassa) MÍN.:0,80m² MÍN.:0,80m² MIN.:0,50m² MIN.:0,25m² (15%A) (15%A) (15%A) (15%A) MÁX.:1,18mRESIDÊNCIA D NÃO MÁX.:1,21m² NÃO MÁX.:1,27m² CONFORME MÁX.:0,34m² NÃO ² (Residencial A JAN.=1,50 m² CONFORME A JAN.=1,50m² CONFORME A JAN.=1,00 m² (Dentro do A JAN.=0,36m² CONFORMEPascoal Moreira) (10%A) (Ultrapassa) (10%A) (Ultrapassa) (10%A) limite) (10%A) (Ultrapassa) MÍN.:0,78m² MÍN.:0,80m² MIN.:0,85m² MIN.:0,23m²Fonte: Tabela elaborada pela autora 52
  54. 54. 537.3 Análise dos materiais utilizados em paredes e coberturasatravés da transmitância térmica, atraso térmico e fator solar Conforme a norma, a zona bioclimática de Cuiabá, as paredes e ascoberturas deverão ser pesadas. A transmitância térmica da parede, U (W/(m². K)),deverá ser menorou igual a 2,20 W/(m².K); O atraso térmico da parede( ), em horas, deverá ser maior ou igual a6,5 horas; O fator solar (FSo, ), menor ou igual a 3,5%. A transmitância térmica da cobertura, U (W/(m². K)),deverá sermenor ou igual a 2,00 W/(m².K); O atraso térmico da cobertura, j (horas), deverá ser maior ou igual a6,5 horas; O fator solar (FSo, ), menor ou igual a 6,5%. Esses dados são fixados pela norma e deverão ser comparados aosmemoriais de cada empreendimento. Transmitância térmica segundo FROTA e SCHIFFER (1995)quantifica a capacidade do material a ser atravessado por um fluxo de calorinduzido por uma diferença de temperatura entre dois ambientes que oelemento constituído por material separa (W/(m². K)).Define-se como sendoo fluxo de calor que atravessa,ma unidade de tempo, a unidade de área doelemento constituído do material, quando se estabelece uma diferençaunitária de temperatura entre o ar confinante com suas faces opostas. Na NBR 15.220/2005, parte 1, atraso térmico é definido como tempotranscorrido entre uma variação térmica em um meio e sua manifestação nasuperfície oposta de um componente construtivo submetido a um regimeperiódico de transmissão de calor Fator solar: é o quociente da taxa de radiação solar transmitidaatravés de um componente opaco pela taxa da radiação solar total incidente
  55. 55. 54sobre a superfície externa do mesmo.(NBR 15.220/2005, parte 1). Segundo WEBER (2005) este valor varia conforme o ângulo daincidência da radiação solar e é característico de cada tipo de abertura.Quando se diz que o Fs é de 0,85, como no caso do vidro simples, significaque 85% da radiação solar incidente sobre a janela penetra no interior doambiente em forma de calor. Coeficiente de absortância solar pode ser influenciada pelas tintasutilizadas, além do efeito da rugosidade superficial que os corpos apresentame que afeta significativamente a quantidade de radiação solar absorvida ourefletida por uma superfície LOPES et al. (2010).Análise das Vedações segundo a NBR 15.220/2005 -3:Residencial Coxiponês (Residência A): Parede de tijolos de 6 furos circulares, assentados na menordimensão. Dimensões do tijolo: 10,0x15,0x20,0 cm Espessura da argamassa de assentamento: 1,0 cm (não representadano desenho) Espessura da argamassa de emboço: 2,5 cm (não representada nodesenho) Espessura total da parede: 15,0 cm (não representada no desenho) Fonte: Caixa Econômica Federal (CEF) - (Plantas elaborada pelaconstrutora e Incorporadora Brasil Central e passadas a limpo pela autora). Materiais utilizados: Alvenaria com tijolo furado U = 2,28 W/(m².K); dado retirado da norma brasileira (NBR)15.220/2005, Parte 3 - Não atende a norma (Parede pesada,U 2,20W/(m².K)) ϕ [horas] = 3,7; dado retirado da norma brasileira (NBR)15.220/2005, Parte 3- Não atende a norma (Parede pesada, ϕ [horas] ≥ 6,50)
  56. 56. 55 Fator solar: FSo = 4.U.α Utilizando cor externa branca (α = 0,2, dado retirado da tabela B.2da NBR 15.220/2005, Parte 2), tem-se: FSo = 4.2,28.0,2 = 1,82% FSo = 1,82% - Atende a norma (Parede pesada, FSo 3,50%)Análise da cobertura segundo a NBR 15.220/2005, parte 3:Residência A (Residencial Coxiponês): Cobertura em telha cerâmica com forro de concreto de 12,00 cm Espessura da telha: 1,0 cm U [W/(m². K)] = 1,92 dado retirado da NBR 15.220/2005, Parte 3-Atende a norma (Cobertura pesada, U ≤ 2,00W/(m².K)) ϕ[horas] = 3,60 dado retirado da NBR 15.220/2005, Parte 3- Nãoatende a norma (Cobertura pesada, ϕ [horas] ≥ 6,50) FSo = 4.U.α Utilizando telha de barro (α = 0,75, dado retirado da Tabela B.2 daNBR 15.220 /2005, Parte 2), tem-se: FSo = 4 . 1,92 . 0,75 FSo = 5,76% - Atende a norma (Cobertura pesada, FSo ≤ 6,5) Residência B (Residencial Jardim Vitória): Parede de tijolos de 8 furos circulares. Dimensões do tijolo: 10,0 x 20, 0 x 20,0 cm Espessura da argamassa de assentamento: 1,0 cm (não representadano desenho) Espessura da argamassa de emboço: 2,5 cm (não representada nodesenho) Espessura total da parede: 15,0 cm Fonte: Caixa Econômica Federal (CEF) - (Plantas elaborada pelaconstrutora Concremax e passadas a limpo pela autora).
  57. 57. 56 Materiais utilizados: Alvenaria com tijolo furado U = 2,24W/(m². K); dado retirado da NBR 15.220/2005, Parte 3-Nãoatende a norma (Parede pesada, U 2,20 W/(m².K)) ϕ [horas] = 3,7; dado retirado da NBR 15.220/2005, Parte 3- Nãoatende a norma (Parede pesada, ϕ [horas] ≥ 6,50) Fator solar: FSo = 4.U.α Utilizando cor externa amarela (α = 0,3, dado retirado da Tabela B.2da NBR 15.220/2005, Parte 2), tem-se: FSo = 4. 2,24. 0,3= 2,68 % FSo = 2,68 %-Atende a norma (Parede pesada, FSo 3,50 %)Análise das Vedações segundo a NBR 15.220/2005 -3:Residência B (Residencial Jardim Vitória): Parede de tijolos de oito furos circulares. Dimensões do tijolo: 10,0 x 20, 0 x 20, 0 cm Espessura da argamassa de assentamento: 1,0 cm (não representadano desenho) Espessura da argamassa de emboço: 2,5 cm (não representada nodesenho) Espessura total da parede: 15,0 cm Fonte: Caixa Econômica Federal (CEF) - (Plantas elaboradas pelaconstrutora Concremax e passadas a limpo pela autora). Materiais utilizados: Alvenaria com tijolo furado U = 2,24 W/(m². K); dado retirado da norma brasileira (NBR)15.220, Parte 3 - Não atende a norma (Parede pesada, U 2,20 W/(m².K)) ϕ [horas] = 3,7; dado retirado da norma brasileira (NBR) 15.220,Parte 3- Não atende a norma (Parede pesada, ϕ [horas] ≥ 6,50)
  58. 58. 57 Fator solar: FSo = 4.U.α Utilizando cor externa amarela (α = 0,3, dado retirado da Tabela B.2da NBR 15.220, Parte 2), tem-se: FSo = 4. 2,24. 0,3 = 2,68% FSo = 2,68% -Atende a norma (Parede pesada, FSo 3,50%)Análise da cobertura segundo a NBR 15.220/2005, parte 3:Residência B (Residencial Jardim Vitória): Cobertura em telha Cerâmica tipo Plan Com forro de concreto de espessura de 12,00 cm U [W/(m².K)] = 1,92 dado retirado da NBR 15.220/2005, Parte 3-Atende a norma (Cobertura pesada, U ≤ 2,00W/(m².K)) ϕ[horas]= 3,6 dado retirado da NBR 15.220/2005, Parte 3- Nãoatende a norma (Cobertura pesada, ϕ [horas] ≥ 6,50) Fator Solar: FSo = 4.U.α Utilizando telha de barro (α = 0,75, dado retirado da tabela B.2 daNBR 15.220/2005, Parte 2), tem-se: FSo = 4 . 1,92 . 0,75 FSo = 5,7 5% - Atende a norma (Cobertura pesada, FSo ≤ 6,5)Análise das Vedações segundo a NBR 15.220/2005 -3:Residencial Jardim Antarctica (Residência C): Parede de tijolos de 6 furos circulares Dimensões do tijolo: 10,0x15, 0x20,0 cm Espessura da argamassa de assentamento: 1,0 cm Espessura da argamassa de emboço: 2,5 cm Espessura total da parede: 15,0 cm
  59. 59. 58 Fonte: Caixa Econômica Federal (CEF) (Plantas elaborada pelaconstrutora Ferrer,e passadas a limpo pela autora). Materiais utilizados: Alvenaria com tijolo furado U = 2,28W/ (m².K); dado retirado da NBR 15.220/2005, Parte 3-Atende a norma (Parede pesada, U 2,20 W/(m².K)) ϕ [horas] = 3,70; dado retirado da NBR 15.220/2005, Parte 3- Nãoatende a norma(Parede pesada, ϕ [horas] ≥ 6,50) Fator solar: FSo = 4.U.α Utilizando cor externa amarela (α = 0,3, dado retirado da tabela B.2da NBR 15.220/2005, Parte 2), tem-se: FSo = 4. 2,28 . 0,3 = 2,68 % FSo = 2,73 % -Atende a norma (Parede pesada, FSo 3,50%)Análise da cobertura segundo a NBR 15.220/2005 -3:Residência C (Residencial Jardim Antárctica): Cobertura em telha cerâmica com forro de concreto de 12,00 cm Espessura da telha: 1,0 cm U [W/(m².K) ] = 1,92 dado retirado da NBR 15.220/2005, Parte 3-Atende a norma (Cobertura pesada, U ≤ 2,00W/(m².K)) ϕ[horas] = 3,60 dado retirado da NBR 15.220/2005, Parte 3- Nãoatende a norma (Cobertura pesada, ϕ [horas] ≥ 6,50) Fator Solar: FSo = 4.U.α Utilizando telha de barro (α = 0,75, dado retirado da tabela B.2 daNBR 15.220/2005, Parte 2), tem-se: FSo = 4 . 1,92 . 0,75 FSo = 5,76% - Atende a norma (Cobertura pesada, FSo ≤ 6,5)
  60. 60. 59Análise das Vedações segundo a NBR 15.220/2005 -3:Residência D (Residencial Pascoal Moreira): Parede de tijolos maciços; Dimensões do tijolo: 10,0 x 6,0 x 22,0 cm; Espessura da argamassa de assentamento: 1,0 cm; Espessura da argamassa de emboço: 2,5 cm; Espessura total da parede: 15,0 cm . Fonte: Caixa Econômica Federal (CEF) - (Planta elaborada pelaconstrutora e incorporadora Brasil Central e passadas a limpo pela autora). Materiais utilizados: Alvenaria com tijolo comum: U = 3,13W/(m².K); dado retirado da NBR 15.220/2005, Parte 3 -Não atende a norma (Parede pesada, U 2,20 W/(m².K)) ϕ [horas] = 3,8; dado retirado da NBR 15.220/2005, Parte 3 - Nãoatende a norma (Parede pesada, ϕ [horas] ≥ 6,50) Fator solar: FSo = 4.U.α Utilizando tijolo aparente (α = 0,70, dado retirado da tabela B.2 daNBR 15.220(2005), Parte 2), tem-se: FSo = 4. 3,13 . 0,7 = 8,76 % FSo = 8,76 % - Não atende a norma (Parede pesada, FSo 3,50 %)Análise da cobertura segundo a NBR 15.220/2005 - 3:Residência D (Residencial Pascoal Moreira): Cobertura em telha cerâmica Tipo Plan, com forro de concreto de 12cm . U [W/(m².K)] = 1,92 dado retirado da NBR 15.220/2005, Parte 3-Atende a norma (Cobertura pesada, U ≤ 2,00W/(m².K)) ϕ[horas]= 3,6, dado retirado da NBR 15.220/2005, Parte 3- Nãoatende a norma (Cobertura pesada, ϕ [horas] ≥ 6,50) Fator Solar:
  61. 61. 60 FSo = 4.U.α Utilizando telha de barro (α = 0,75, dado retirado da tabela B.2 daNBR 15.220/2005, Parte 2), tem-se: FSo = 4 . 1,92 . 0,75 FSo = 5,76% - Atende a norma (Cobertura pesada, FSo ≤ 6,5) Conclui-se que a qualidade dos materiais empregados nas unidadeshabitacionais foi prejudicada para que a execução fosse de baixo custo. Os materiais de baixa qualidade não atingiram o mínimo suficientepara atender a norma na região de Cuiabá. As aberturas das janelas das tipologias estudadas ultrapassaram omáximo estipulado na norma. E a falta de sombreamento externo e nenhumtipo de proteção solar e uma implantação inadequada prejudicam aventilação e o aproveitamento da orientação solar. O uso de cores claras na vedação externa ajudou no desempenhotérmico das residências.8 CONSIDERAÇÕES FINAIS A sociedade está cada vez mais dominada pelo capitalismo,motivando a necessidade de mecanizar a produção agrícola para que aprodutividade seja maior e mais ágil, diminuir as distâncias e a evolução nascomunicações e no transporte e, conseqüentemente, resultando naconcentração da população nas áreas metropolitanas de forma desordenada. Os grandes centros urbanos estão sofrendo as conseqüências do mauplanejamento urbano, devido ao seu deficiente ordenamento territorial e deseu errôneo modelo de desenvolvimento. O meio ambiente urbano tem sua capacidade exarcebada a cada dia,consumindo mais do que o necessário e gerando mais resíduos (sólidos,líquidos e gasosos) do que o ambiente pode assimilar. A conseqüência dessetipo de processo é a ocupação desordenada nos centros urbanos. A
  62. 62. 61construção de grandes aranhas-céu, pavimentação, canalização de córregos,fazendo surgir a “Ilha Urbana de Calor”, que são quantidades de ar quentepresente em maior concentração no centro das cidades que sofrem com essedesequilíbrio. E essa condição dificulta a evaporação, reduz a dispersão dospoluentes atmosféricos gerados trazendo complicações para a vida dohomem nessas metrópoles. A grande quantidade de casas e prédios, ruas e avenidas, pontes eviadutos e uma série de outras construções, construídas no lugar das áreasverdes, aumenta significativamente a irradiação de calor para a atmosfera emcomparação com as zonas periféricas ou rurais, onde, em geral, é maior acobertura vegetal. Diferentes padrões de refletividade, ou da quantidade de luzrefletida, que ocorre sobre superfícies (de maneira direta ou difusa), sãodependentes dos materiais empregados na construção civil. Com a ilha de calor, há um aumento significante pela demanda deenergia elétrica para que se possa subsidiar maior conforto térmico. Pode-se notar que a maioria das edificações apresenta partidosarquitetônicos e sistemas construtivos padronizados, moldados à mesmamaneira no país inteiro, sendo o mesmo projeto construído diversas vezes,com diferentes implantações, sem levar em conta as características da área edo clima. A economia das construtoras vai além do tipo de material a serutilizado em obra, mas também na elaboração de projetos por profissionaisespecializados. Construtoras de grande porte elaboram projetos padronizados eadequados segundo as normas de edificações de algumas cidades, que nãoexigem projeto de conforto térmico, mesmo porque essas cidades nãopossuem profissionais especializados para a sua fiscalização dentro dosórgãos públicos. A tendência das construtoras é somente atender determinado
  63. 63. 62tipo de mercado consumidor, ou seja, construir a menor custo, executar maisrápido e com muito lucro, sem modificar o projeto, sem importar com oclima, com a falta de transporte, falta de infraestrutura do bairro, e outrosaspectos que são muito relevantes para o conforto humano. A população mais desfavorecida, geralmente beneficiada por algumtipo de programa social, fica vulnerável ao desconforto térmico. Essa parcelada sociedade geralmente é induzida a se estabelecer nos espaços maisdegradados da cidade, onde é possível que as condições climáticasespecíficas agravem. Observa-se também através das características geográficas,ambientais e dos dados Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento(MAPA) apud Secretaria do Planejamento (Anuário da SEPLAN) do estadodo Mato Grosso, que as temperaturas mais altas em Cuiabá, ocorrem no mêsde outubro, ou seja, na primavera. Porém as normas brasileira estudadascitam como referencia a estação do verão. Somos conscientes que as normas são muito novas e que este éapenas um início, muitas imperfeições certamente serão identificadas ecorrigidas ao longo do tempo e através da experiência a ser proporcionadapela aplicação da norma. Antigamente, um projeto era elaborado levando em consideração ascondições climatológicas com a finalidade de reconhecer fatores positivos enegativos, tomando partido dessas características ou não. Com a revolução tecnológica, o arquiteto e o engenheiro começarama utilizar meios modernos para compensar esses fatores climatológicos,tornando a arte de projetar, segundo fatores climatológicos, mais cômodos,pois a indústria cresceu e deu a liberdade de escolha desses meios. Os projetos de conforto térmico eram vistos como economicamenteinviáveis por grande empreendedores, ocasionando em edificações com altoconsumo energético e/ou baixo desempenho térmico. Com a crise energética, houve o aumento no valor da energia,
  64. 64. 63forçando os setores a repensar em formas alternativas de energia e adiminuição do uso dela, conseqüentemente, exigindo a reavaliação doprojeto. Surge, então, a necessidade de conceber o projeto que possibilite aexecução de edificações mais eficientes, com melhor aproveitamento dascondições climáticas (radiação solar, temperatura e umidade relativa do ar eventos predominantes) para definição das soluções de projeto, uso demateriais locais (renováveis ou de menor impacto ambiental), projetopaisagístico, privilegiando o uso de espécies nativas , aproveitamento davegetação para criação de um micro clima. Portanto, o partido arquitetônico passou a ser elemento chave para aconcepção de um projeto, com a finalidade de se ter uso racional de energia. Como pode-se observar através dos resultados, as unidadeshabitacionais não foram projetadas considerando o conforto térmico Podem-se concluir que as construtoras ainda não estão preparadaspara atender as exigências da NBR 15.575/2005 em relação ao desempenhotérmico. Isso se deve a pouca existência de profissionais especializados, o quedificulta também a fiscalização. Mas devemos lembrar que o Código de Defesa do consumidor éespecífico quando diz que é vedado fornecer produto ou serviço emdesacordo à norma brasileira, aumentando a demanda por especialistas naárea devido à necessidade em atender a norma brasileira . Como pode ser observado, através dos resultados,as unidadeshabitacionais não foram projetadas considerando o conforto Térmico Além disso, as construtoras ainda não estão preparadas para atenderas exigências da NBR 15.575/2005 em relação ao desempenho Térmico. Issose deve a pouca existência de profissionais especializados,o que dificultatambém a fiscalização. A qualidade dos materiais empregados nas unidades
  65. 65. 64habitacionais foi prejudicada para que a execução fosse de baixo custo. Osmateriais de baixa qualidade não atingiram o mínimo suficiente para atendera norma na região de Cuiabá. As aberturas das janelas das tipologias estudadas ultrapassaram omáximo estipulado na norma. E a falta de sombreamento externo e nenhumtipo de proteção solar e uma implantação inadequada prejudicam aventilação e o aproveitamento da orientação solar. O uso de cores claras na vedação externa ajudou no desempenhotérmico das residências. Infelizmente podemos inferir que as tipologias dessas residênciaspossuem metodologias construtivas fixadas em todo o Brasil, as habitaçõespopulares não são projetadas e construídas respeitando o clima do local ondesão edificadas, mas sim seguindo um planejamento social e político. Os padrões construtivos baixos e consequentemente, o desempenhotérmico insatisfatório, tornam o clima externo mais confortável que ointerior das edificações . Por isso, a normalização do conforto térmico brasileiro é tãoimportante para as construtoras, para o próprio consumidor, órgãos públicos,dentre outros, utilizar as normas que definem os padrões construtivosmínimos para habitações populares, de acordo com a região.8.1 Sugestões Ao começar um projeto, podemos prever as característicasindividuais da região. Podemos projetar aproveitando a orientação doedifício em relação ao sol, direção dos ventos, particularidades eespecificidades regionais como a Casa Eficiente da Figura 17 e 18.
  66. 66. 65Figura 17 Casa Eficiente.Sol nascente na cidade de Florianópolis-SCFonte: Eletrosul, 2010
  67. 67. 66Figura 18 Casa Eficiente.Sol poente na cidade de Florianópolis-SCFonte: Eletrosul, 2010 A orientação do edifício influi na quantidade de calor por elerecebida e o uso adequado da orientação em função da radiação solar implicaem conforto para a edificação e menores consumos de energia (MASCARÓ,1991). Deverá ser distribuído ambientes voltados para áreas de menorinsolação conforme o tipo de uso e permanência. O que mais interfere no conforto térmico são as aberturas, osmateriais utilizados e a cobertura. O uso de brises em fachadas com grande incidência solar, seria umaalternativa, como podemos ver na Figura 19.
  68. 68. 67Figura 19 Brises horizontais (Edifício Duquesa de Goiás, desenhado pelo escritórioPaulo Bruna Arquitetos Associados)Fonte:Revista Arcoweb/2010 As aberturas devem ser pequenas e calculadas conforme aárea.Se não for possível projetar aberturas pequenas,colocar proteção solarcomo por exemplo os brises.E na área externa fazer sombreamento atravésde árvores ou algum outro tipo de anteparo. Devido a grande incidência solar, há a elevação da temperatura amaior parte do ano, para isso as coberturas deverão ser pesadas, commateriais que tenham transmitância térmica (U) baixa, atraso térmico (ϕ )alto. Deverão ter forros de grande espessura ou aberturas para ventilaçãoentre o forro e a estrutura do telhado. A ventilação cruzada também é muito importante, tanto sobre oforro,sob o piso e no interior das edificações (Figura 20).
  69. 69. 68Figura 20 Ventilação cruzada.Fonte: Conforto Térmico e Bioclimatologia (LABEEE-Laboratório de Eficiênciaenergética em Edificações) A ventilação sobre a edificação tem a função de resfriar tanto oforro, quanto a cobertura. A ventilação sob a edificação tem a função de resfriar o caloradvindo da terra para o chão da edificação. Isso é ocasionado pela ilha decalor que acontece com maior intensidade no período noturno quando a terraaquecida começa a perder calor para a área externa. Para evitar a retenção de calor em um edifício é necessária aaplicação de elementos vazados que permitam a ventilação cruzada nointerior dos ambientes, isto é, o ar entra em um ambiente por um pontoextremo e sai por outro ponto, não alinhado ao primeiro. O ar circula, érenovado e proporciona conforto ao usuário. Ainda se tratando de coberturas, podemos utilizar materiais queauxiliam na diminuição da transmitância térmica (U) como por exemploisolantes refletivos.Existem no mercado isolantes refletivos em alumínio em
  70. 70. 69ambas as faces. O calor radiante que atinge as superfícies da parede e teto érefletido de volta, assim mantendo o interior a uma temperatura amena. Outra maneira é utilizar telhas pintadas de cores claras que evitem aretenção de calor no interior do edifício e possuem pouca absortância (α). Outro tipo de telha que existe no mercado é a telha com poliestirenoexpandido (EPS ou isopor). Produzida com face metálica em açogalvanizado, pré-pintado com camada de poliuretano injetado ou poliestirenoexpandido (EPS ou isopor). Uma maneira versátil é o uso do teto verde, que possui a capacidadede armazenar água, além da vantagem da cobertura vegetal (Figura 21).Figura 21 Academia de Ciências de São Francisco(Califórnia - USA). A obra deRenzo PianoFonte: Revista Casa, 2010 Os telhados verdes são estruturas que se caracterizam pela aplicaçãode cobertura vegetal nas edificações, utilizando impermeabilização edrenagem adequadas e que surgem como uma alternativa de cobertura capazde proporcionar várias vantagens sobre as coberturas convencionais, dentre
  71. 71. 70as principais podemos citar a melhoria nas condições de conforto dasedificações. O telhado verde ajuda amenizar as ilhas de calor que se formam nascidades densamente construídas por causa da falta de áreas verdes e excessode áreas com solo impermeabilizado. As vedações externas podem ser pintadas com cores claras ourevestidas com materiais com absortância (α) baixa como a chapa dealumínio, refletindo a luz solar que incide na edificação. O paisagismo no entorno da edificação é uma maneira eficiente de setratar uma edificação. A vegetação, além de benefícios visuais, oferece umatemperatura mais amena no edifício, pois oferecem sombra, diminuindo aincidência solar direta no edifício. A utilização de asperssores de água tanto em conjunto comventilação forçada ou em borrifos em telhados com telhas cerâmicas épraticável, assim como coberturas de tanques de água sombreadas no átriodas edificações e fontes e espelhos d’água no entorno. O resfriamento evaporativo do ar é uma técnica eficienteenergeticamente para produzir ambientes internos confortáveis. A eficiênciae o baixo custo dos sistemas de resfriamento evaporativo de sprays de águaem comparação ao uso de ar condicionado os tornam uma boa alternativa naredução do consumo de energia. Em Cuiabá é comum o uso de aspersores em bares, restaurantes esalas de grandes eventos, principalmente na época de seca.8.2 Sugestões para trabalhos futuros Este trabalho é resultado de pesquisa para a conclusão do LatoSensu, posteriormente, serão investigadas as soluções compatíveis eeconomicamente viáveis através de:
  72. 72. 71 a) Interferência na arquitetura dos edifícios energeticamenteeficientes; b) Utilizando-se materiais mais eficientes; c) Melhores métodos construtivos(segundo a climatologia do local).
  73. 73. 729 REFERÊNCIASASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15.220.Desempenho térmico de edificações ,Parte 2 e 3.Rio de Janeiro, 2005.ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15.575.Edifícios habitacionais de até cinco pavimentos - Desempenho ,Parte 1 a5.Rio de Janeiro, 2010.COSTA, E. R. C. Campo Termo Higrométrico Intra urbano e aformação de ilhas de calor e de frescor urbanas em SantaMaria/RS.Santa Maria,Rio Grande do Sul,2009,23p., Dissertação(Mestradoem Geografia e Geociências),Universidade Federal de Santa Maria,SantaMaria,RS.COUTINHO, A. C. Dinâmica das queimadas no estado do mato grosso esuas relações com as atividades antrópicas e a economia local. 2005,308p. Tese (Ciência Ambiental) – Universida São Paulo, São Paulo,SP.COZZA, E. Saco cheio. Revista Construção, São Paulo, n. 2599, v. 16, dez.1997.DUARTE, D.H.S.;Serra, G.G., Ambiente construído,Revista da Antac,Porto Alegre,RS,V.3,n-2,p.7 a 20,abril-junho de 2003.Padrões de ocupaçãodo solo e microclimas urbanos na região de clima tropical continentalbrasileira:correlações e proposta de um indicadorEMBRAPA, "Brasil em Relevo", EMBRAPA, (2005), desenvolvidoatravés da utilização de dados coletados pelo sensor Shuttle RadarTopography Mission - SRTM, escala 1:250.000.Disponível em:http://www.relevobr.cnpm.embrapa.br/mt/index.htmAcesso dia 03 de junho de 2010FROTA, A. B.; SCHIFFER, S. R. Manual de conforto térmico. São Paulo:Nobel, 1995. 243p.GRILLO, J.C.; AMORIM, C.N.. Janela na Edificação: Normas eindicações para projeto. I Conferência Latino-Americana de ConstruçãoSustentável e X Encontro Nacional de Tecnologia do ambiente construído.São Paulo, SP, 2004,14 p.São Paulo,SPLEÃO, M. Desempenho térmico em habitações populares pararegiões de clima tropical: estudo de caso em Cuiabá-MT. 2006, 120p.Dissertação - Universidade Federal do Mato Grosso, Cuiabá,Mato Grosso

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