A Cultura e o Desporto ao serviço
dos Estados
Raquel Oliveira
Rita Silva
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século XX marcou particularmente a intensidade nos
estados totali...
Uma arte propagandística
• Os bolcheviques começaram a encarar as pesquisas estéticas
como expressão do individualismo bur...
• O regresso à arte figurativa e ao realismo literário serviu para
demonstrar os ideais políticos do regime.
• O vanguardi...
• A arte oficial adotou o realismo socialista (arte oficial, definida por
Andrei Jdanov, em 1934, como a descrição da real...
• A propaganda cultural estruturou-se da mesma forma.
• Foi criada a Câmara da Cultura do Reich, que adota uma
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Alemanha União Soviética
Exposição Internacional de Paris, 1937
• O fascismo italiano limitou-se a proteger os artistas que lhe
eram favoráveis.
• Não existiam instituições oficiais de c...
• Em todos os regimes totalitários, a arquitetura torna-se uma
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• Também a prática desportiva cedo deixou de ser uma atividade de
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• Mas mesmo nos países democráticos ocorreu o mesmo
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- As competições passaram a ser internacionais, para estabel...
Os Jogos Olímpicos de Berlim, 1936
• Foram cuidadosamente encenados para
demonstrar a superioridade do atleta ariano e
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Os Jogos Olímpicos de Berlim, 1936
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Os Jogos Olímpicos de Berlim, 1936
Os Jogos Olímpicos de Berlim, 1936
O único problema com que Hitler não contava, e
que não o deixou muito satisfeito, foi o...
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A cultura e o desporto ao serviço dos Totalitarismos

  1. 1. A Cultura e o Desporto ao serviço dos Estados Raquel Oliveira Rita Silva
  2. 2. • A dimensão social e política da cultura dos anos 30 do século XX marcou particularmente a intensidade nos estados totalitários. • As ditaduras tinham o objetivo de colocar a cultura ao serviço do poder, procurando assegurar que a criação inteletual contribuísse eficazmente para a construção da "ordem nova" que defendiam.
  3. 3. Uma arte propagandística • Os bolcheviques começaram a encarar as pesquisas estéticas como expressão do individualismo burguês. • Missão da arte, literatura e cinema: exaltar as conquistas do proletariado e contribuir para a educação das massas, o que implicava a utilização de uma linguagem básica, acessível para os mais humildes. Para isso utilizam a linguagem do realismo.
  4. 4. • O regresso à arte figurativa e ao realismo literário serviu para demonstrar os ideais políticos do regime. • O vanguardismo russo desvaneceu-se, abafado por um rígido controlo estatal, que se oficializou em 1932. • Em abril do mesmo ano, o Comité Central do Partido Comunista obrigou os trabalhadores criativos soviéticos a agruparem-se em “uniões de criadores”, de acordo com a sua atividade (arquitetos, escritores e artes plásticas). • A ninguém era permitido exercer a sua atividade fora destas associações que estabelecem os parâmetros a seguir. RÚSSIA
  5. 5. • A arte oficial adotou o realismo socialista (arte oficial, definida por Andrei Jdanov, em 1934, como a descrição da realidade na sua dinâmica revolucionária, dirigindo-se às massas e tendo como objetivo suscitar a sua adesão ao regime). • O realismo socialista procurou refletir a alegria e o optimismo da nova sociedade, o seu vigor e a sua dinâmica revolucionaria, a excelência dos seus dirigentes. • Nas artes plásticas, os temas ficam limitados à pintura histórica, às cenas que evocam o mundo socialista ou ao retrato que exalta os lideres do regime.
  6. 6. • A propaganda cultural estruturou-se da mesma forma. • Foi criada a Câmara da Cultura do Reich, que adota uma política extremamente antimodernista. • Obras vanguardistas foram retiradas dos museus e foram destituídos do seu cargo os conservadores que se identificavam com as novas correntes. • A criação artística, posta ao serviço do nacional-socialismo, empenhou-se em exaltar o valor da raça ariana, a força e a felicidade protagonizados pelo novo regime. ALEMANHA
  7. 7. Alemanha União Soviética Exposição Internacional de Paris, 1937
  8. 8. • O fascismo italiano limitou-se a proteger os artistas que lhe eram favoráveis. • Não existiam instituições oficiais de controlo, e o poder apenas exigia que não fossem postos em causa os pilares da ordem fascista. ITÁLIA
  9. 9. • Em todos os regimes totalitários, a arquitetura torna-se uma expressão de feição neoclássica e de dimensões grandiosas, imponente, de modo a transmitir poder e estabilidade. O Campo do Zeppelin, em Nuremberga, onde o Partido Nazista realizava seus congressos Torres Flak como esta em Hamburgo foram construções comuns dos nazistas na Alemanha e na Áustria.
  10. 10. • Também a prática desportiva cedo deixou de ser uma atividade de lazer descomprometida para dar lugar a manifestações de afirmação nacionalista. • Utilizado para fins propagandísticos. • Atleta: serviu de modelo ao homem novo, vigoroso, disciplinado e combativo que os estados totalitários se esforçaram por criar. A POLITIZAÇÃO DO Desporto
  11. 11. • Mas mesmo nos países democráticos ocorreu o mesmo fenómeno… - As competições passaram a ser internacionais, para estabelecer a comparação entre atletas de vários países. - Os eventos nacionais desportivos suscitavam sentimentos fortemente nacionalistas. - Os atletas utilizavam equipamento diferenciado, os resultados apareciam nos quadros, a bandeira a ser hasteada e o som do hino quando um atleta vencia uma competição transformava a vitória dele na vitória de toda a nação.
  12. 12. Os Jogos Olímpicos de Berlim, 1936 • Foram cuidadosamente encenados para demonstrar a superioridade do atleta ariano e do regime nazi. • Foi criado o Departamento Cinematográfico das Olimpíadas para que não fosse transmitido nenhum incidente desejável ou um momento importante dos atletas negros. • Hitler sonhava com os Jogos Olímpicos como um momento da vitória da sua nação.
  13. 13. Os Jogos Olímpicos de Berlim, 1936 Departamento fotográfico das Olimpíadas
  14. 14. Os Jogos Olímpicos de Berlim, 1936
  15. 15. Os Jogos Olímpicos de Berlim, 1936 O único problema com que Hitler não contava, e que não o deixou muito satisfeito, foi o protagonismo de Jesse Owens. O atleta negro americano ganhou quatro medalhas de ouro. Hitler recusou-se a cumprimentá-lo depois da entrega das medalhas, o que foi considerado pela imprensa americana uma «falta de cortesia internacional». A sua vitória foi usada pelos americanos para provar que a democracia funcionava e o êxito não se baseava na cor mas sim nas capacidades.

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