UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAPÁ
PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO
DIVISÃO DE PESQUISA
MICHELL GLEISON SÁLES CARDOSO...
MICHELL GLEISON SÁLES CARDOSO
ATIVIDADE MICROBIOLÓGICA DOS EXTRATOS BRUTOS E
ESTUDO FÍSICO-QUÍMICO DOS GALHOS DE H. crenat...
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO.........................................................................................................
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1 INTRODUÇÃO
A preocupação com a cura de doenças sempre se fez presente ao longo da
história da humanidade, muito antes ...
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2 HIPÓTESES
Hipótese Nula (H0): os extratos brutos não apresentam atividade antimicrobiana.
Hipótese Não-Nula (H1): os e...
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3 OBJETIVO
3.1 OBJETIVO GERAL
• Realizar ensaios microbiológicos e análises físico-químicas nos galhos da
espécie Hyptis...
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4 JUSTIFICATIVA
Pelo levantamento bibliográfico levantado para a espécie Hyptis crenata
(Pohl) ex Benth (Lamiaceae), not...
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5 REVISÃO DE LITERATURA
5.1A UTILIZAÇÃO DE PLANTAS MEDICINAIS PELO HOMEM
O uso de plantas medicinais na cura ou alívio d...
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biológicas são completamente conhecidas. Extratos de plantas e óleos essenciais
têm sido amplamente relatado para inibi...
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composição química de seu óleo essencial demonstraram a riqueza de
monoterpenos e sesquiterpenos (SCRAMIN et al., 2000;...
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6 PROBLEMA
Diante do levantamento bibliográfico realizado neste projeto, observou-se que
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7 MATERIAIS E MÉTODOS
Este estudo tem caráter experimental, exploratório e de natureza quali-
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As análises...
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7.2.1 Determinação de pH
A determinação de pH, será feita de acordo com Macêdo (2005) e com as
normas estabelecidas pel...
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até, no máximo, 600 ± 25º C, até que todo o carvão seja eliminado. Um gradiente de
temperatura (30 min. a 200º C, 60 mi...
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amostra será esfriada até temperatura ambiente em dessecador. Será pesada,
repetindo-se a operação até peso constante.
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8 ANÁLISE DOS DADOS
Para os ensaios físico-químicos clássicos e de determinação
espectrofotométrica por absorção atômic...
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9 CRONOGRAMA
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REFERÊNCIAS
BARLEM, S. M. S. et al. Contribuição ao conhecimento fitoterápico da
comunidade de Itacoara, município de B...
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ELIZABETSKY, E.; SOUZA, G. C. de. Etnofarmacologia como ferramenta na
busca de substâncias ativas. In: SIMÕES, C. M. O....
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SILVA, L. R.; SOUZA, R. F. C.; PONTE, N. H. T.; CARVALHO, A. C.; SILVA, I.
L. S. S. Efeito Inibitório de Extrato Vegeta...
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  1. 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAPÁ PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO DIVISÃO DE PESQUISA MICHELL GLEISON SÁLES CARDOSO ATIVIDADE MICROBIOLÓGICA DOS EXTRATOS BRUTOS E ESTUDO FÍSICO-QUÍMICO DOS GALHOS DE H. crenata Pohl ex Benth MACAPÁ 2013
  2. 2. MICHELL GLEISON SÁLES CARDOSO ATIVIDADE MICROBIOLÓGICA DOS EXTRATOS BRUTOS E ESTUDO FÍSICO-QUÍMICO DOS GALHOS DE H. crenata Pohl ex Benth Plano de Trabalho submetido ao Programa Institucional de Iniciação Científica da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Amapá – SETEC/FAPEAP MACAPÁ 2013
  3. 3. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO........................................................................................................05 2 HIPÓTESES..........................................................................................................06 3 OBJETIVOS..........................................................................................................07 4 JUSTIFICATIVA....................................................................................................08 5 REVISÃO DE LITERATURA................................................................................09 6 PROBLEMA...........................................................................................................12 7 MATERIAIS E MÉTODOS....................................................................................13 8 ANÁLISE DE DADOS............................................................................................17 9 CRONOGRAMA....................................................................................................18 REFERÊNCIAS........................................................................................................19
  4. 4. 5 1 INTRODUÇÃO A preocupação com a cura de doenças sempre se fez presente ao longo da história da humanidade, muito antes do surgimento da escrita. Por esse motivo, diversas espécies vegetais amazônicas têm despertado o interesse de estudos científicos nas mais diversas áreas, dentre as quais se destacam aquelas com o caráter medicinal e com propriedades terapêuticas, fomentando assim o interesse pela investigação de espécies vegetais da Região Amazônica, dando um enfoque maior naquelas que possuem um expressivo potencial farmacológico. No Estado do Amapá as atividades de cultivo de plantas que possuem finalidade terapêutica têm crescido de maneira substancial. Conforme menciona Carvalho (2010), as práticas que associam as atividades de extração e manejo sustentável dos produtos florestais, com processos de beneficiamento, valoração e endogeneização das funções de produção na economia local, têm sido mencionadas como mecanismos eficazes de promoção regional de um desenvolvimento que mantém as condições naturais do meio ambiente na Amazônia. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 80% da população de países em desenvolvimento ainda utilizam práticas tradicionais na atenção primária à saúde; desse total, 85% fazem uso de plantas medicinais. O Brasil segue essa tendência mundial, incentivando o emprego de práticas complementares nos programas de atenção à saúde (CARVALHO et al., 2007; BARROS, 2008). Como a exploração comercial de plantas medicinais, tanto para consumo interno como para exportação é ainda muito limitada, visto que produção e produtividade dependem de incentivos e estudos que possibilitem agregar valor a estes produtos agrícolas, há necessidade de investigações fitoquímicas, além de desenvolvimento de novas tecnologias na área de fitoterápicos para o controle de qualidade das mesmas (CARVALHO et al. 2006). Os resultados da pesquisa com plantas medicinais podem ter desdobramentos em vários níveis. Individualmente, a descoberta de novos fármacos ou de fármacos acessíveis, pode determinar a melhoria da qualidade de vida em doenças crônicas ou a própria sobrevivência do paciente afetado. Socialmente, a descoberta de fontes naturais e locais de compostos químicos usualmente importados e/ou o desenvolvimento de fitoterápicos de fabricação nacional pode ter consequências econômicas significativas, além de possibilitar a autonomia de cada país no gerenciamento de suas políticas de saúde (ELIZABETSKY; SOUZA, 2003).
  5. 5. 6 2 HIPÓTESES Hipótese Nula (H0): os extratos brutos não apresentam atividade antimicrobiana. Hipótese Não-Nula (H1): os extratos brutos apresentam atividade antimicrobiana.
  6. 6. 7 3 OBJETIVO 3.1 OBJETIVO GERAL • Realizar ensaios microbiológicos e análises físico-químicas nos galhos da espécie Hyptis crenata Pohl ex Benth (Lamiaceae); 3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Avaliar a eficiência atividade microbiológica em linhagens bacterianas gram- positivas e gram-negativas, bem como em fungos; • Realizar análises físico-químicas clássicas dos galhos de H. crenata tais como: pH, teor de lipídios, resíduo por incineração, teor de carboidratos e teor de umidade. • Determinar biodisponibilidade mineral por espectrofotometria de absorção atômica nos galhos de H. crenata.
  7. 7. 8 4 JUSTIFICATIVA Pelo levantamento bibliográfico levantado para a espécie Hyptis crenata (Pohl) ex Benth (Lamiaceae), nota-se que há informações incipientes à respeito das atividades biológicas, do estudo químico e fitoquímico. As informações acerca de suas propriedades terapêuticas dessa espécie se limitam ao conhecimento das populações tradicionais, muitas das quais sem comprovações científicas sobre as suas supostas potenciais propriedades farmacológicas, ainda que já existam estudos comprovando sua atividade antinociceptiva e antiinflamatória de seus óleos essenciais. É com base nestes achados que surge a iniciativa de realizar um estudo que vise contribuir ao conhecimento das propriedades químicas e biológicas da espécie Hyptis crenata (Pohl) ex Benth (Lamiaceae), em nível regional, agregando valores científicos, econômicos e culturais, ainda que a sua utilização no viés do contexto sócio-cultural ainda repouse no âmbito do conhecimento popular, difundida na região amazônica.
  8. 8. 9 5 REVISÃO DE LITERATURA 5.1A UTILIZAÇÃO DE PLANTAS MEDICINAIS PELO HOMEM O uso de plantas medicinais na cura ou alívio de doenças, que para muitos poderia parecer misticismo, feitiçaria ou folclore, torna-se hoje objeto de pesquisas científicas com validade comprovada diante da fitoquímica e da farmacologia. Desta forma, define-se o conceito de plantas medicinais como toda e qualquer planta que atue de maneira benéfica no combate ou minimização de qualquer malefício no organismo humano (BARLEM et al., 1995; MARTINS et al., 2005). A planta denominada papoula (Papaver somniferum L.) é um exemplo de que as plantas medicinais possuem componentes capazes de aliviar dores; dela foi isolada em 1806 a morfina, utilizada até hoje nos tratamentos da dor, e tem papel importante para os pacientes terminais diagnosticados com vários tipos de câncer, por amenizar as dores intensas peculiares a estas enfermidades (RODRIGUES et al., 2010). Essa interseção da etnografia médica e estudos biológicos de ação terapêutica é denominada de Etnofarmacologia, ou seja, uma exploração transdisciplinar que abrange as ciências biológicas e sociais. O objetivo principal da etnofarmacologia foi para descobrir novos compostos, derivados de plantas e animais utilizados nos sistemas médicos indígenas, que podem ser empregados no desenvolvimento de novos produtos farmacêuticos. A exploração etnofarmacológica, envolvendo ambas as visitas de campo, bem como a pesquisa experimental levou no passado a informações altamente valiosas sobre plantas medicinais usadas em diferentes culturas, onde muitos foram desenvolvidos em novas drogas (CUNNINGHAN; MENEZES, 2011). O interesse pela elucidação dos constituintes do metabolismo secundário das plantas tem estimulado a busca, nos vegetais, de compostos com atividades farmacológicas. A fitoquímica tem colaborado para o conhecimento da constituição química dos vegetais, suas propriedades e funções, direcionando sua utilização, seja como alimentos ou fármacos, confirmando ou não sua indicação no conhecimento popular (BEZERRA et al., 2011). 5.2 ATIVIDADE MICROBIOLÓGICA DE PRODUTOS NATURAIS A busca por novos compostos antimicrobianos é particularmente motivado pela grande diversidade de espécies de plantas brasileiras cujas atividades
  9. 9. 10 biológicas são completamente conhecidas. Extratos de plantas e óleos essenciais têm sido amplamente relatado para inibir o crescimento de ambos os fungos e bactérias (RAMOS et al., 2009). As propriedades antimicrobianas de substâncias presentes em extratos e óleos essenciais produzidos pelas plantas como uma consequência do metabolismo secundário, também são reconhecidas empiricamente há séculos e foram comprovadas cientificamente apenas recentemente. Uma vez que as plantas medicinais produzem uma variedade de substâncias com propriedades antimicrobianas, é esperado que programas de triagem possam descobrir compostos candidatos para o desenvolvimento de novos antibióticos (DUARTE, 2006). 5.3 A ESPÉCIE Hyptis crenata Pohl ex Benth (Lamiaceae) A espécie Hyptis crenata (Pohl) ex Benth pertence à família Lamiaceae e à ordem Lamiales – segundo classificação taxonômica proposta por Dahlgren. Esta família é constituída por ervas, arbustos ou árvores (FALCÃO, 2003) e compreende mais de 252 gêneros e 7.000 espécies (HUSSAIN, 2009). O gênero Hyptis compreende cerca de 400 espécies (MAIA et al., 2001; ANDRADE et al., 2002 apud REBELO et al., 2008) é exclusivamente neotropicais, distribuídas desde o sul dos Estados Unidos e Caribe até a Argentina, excluindo-se somente o extremo sul. Algumas espécies invasoras são bem estabelecidas na Ásia, África e norte da Austrália. O centro da diversidade do gênero se encontra nos campos cerrados do Brasil Central, mais especificamente nos estados de Minas Gerais, Bahia e Goiás (FALCÃO, 2003). Já descrita por Corrêa à espécie Hyptis crenata (Pohl) ex Benth (Lamiaceae) é uma planta aromática e medicinal (BRAVIM, 2008) e é conhecida como "salva-do- marajó", "salsa-do-campo" ou "hortelã-do-campo” e utilizada pelas comunidades ribeirinhas como especiarias para aromatização de alimentos e na medicina como antiinflamatória (REBELO et al., 2009). O chá de suas folhas é usado popularmente como sudorífico, tônico, estimulante, para tratar inflamação dos olhos e garganta, constipação e artrite (BERG, 1993 apud BRAVIM, 2008). Além do chá, suas folhas são utilizadas como repelente de insetos quando friccionadas sobre a pele (BRAVIM, 2008). O néctar de suas flores é utilizado para a produção de mel (BRAVIM, 2008). O óleo e extrato apresentam atividade antioxidante e citotóxica (REBELO, 2009). Estudos sobre a
  10. 10. 11 composição química de seu óleo essencial demonstraram a riqueza de monoterpenos e sesquiterpenos (SCRAMIN et al., 2000; ZOGHBI et al., 2002).
  11. 11. 12 6 PROBLEMA Diante do levantamento bibliográfico realizado neste projeto, observou-se que existem muitos estudos envolvendo a família Lamiaceae, o gênero Hyptis e as suas espécies. Esses estudos tem mostrado a ampla utilização das espécies do gênero Hyptis principalmente na fitoterapia e medicina popular. Regionalmente, porém, os estudos de atividade biológica e fitoquímica envolvendo a espécie Hyptis crenata (Pohl) ex Benth (Lamiaceae) ainda são muito incipientes necessitando de investigações científicas que venham contribuir principalmente no campo da farmacologia de produtos naturais, percebendo assim a escassez de informações a respeito das atividades biológicas, de estudo químico e fitoquímico encontradas na estrutura da planta em análise, a salva-do-Marajó,como é conhecida popularmente. Informações estas que se limitam ao conhecimento das populações tradicionais, muitas das quais sem comprovações científicas acerca das suas supostas potenciais propriedades farmacológicas, ainda que já existam estudos comprovando sua atividade antinociceptiva e antiinflamatória de seus óleos essenciais. Que componentes químicos bioativos estão presentes em seus galhos? Quais grupos de metabólitos são potencialmente ativos na condição de princípios ativos com atividade farmacológica considerável? Seu extrato inibe pragas em outras plantas? Com essa pesquisa pretende-se averiguar quais as propriedades químicas e biológicas que os galhos dessa espécie podem oferecer na condição de droga vegetal no que se refere ao seu uso enquanto planta medicinal, através da investigação experimental na busca da confiabilidade dos resultados encontrados após a conclusão do projeto.
  12. 12. 13 7 MATERIAIS E MÉTODOS Este estudo tem caráter experimental, exploratório e de natureza quali- quantitativa. As análises físico-químicas e a avaliação da atividade antimicrobiana serão realizadas nos laboratórios de Química e Microbiologia, respectivamente, da Universidade do Estado do Amapá (UEAP). A análise de metais através da espectrofotometria por absorção atômica será feita em parceria com a Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), no Laboratório de Bioprospecção e Absorção Atômica. Esta pesquisa utilizará micro-organismos (fungos e bactérias), onde serão adquiridos do Laboratório de Farmacognosia e Fitoquímica da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP). 7.1 OBTENÇÃO DOS EXTRATOS BRUTOS Os galhos serão secos à temperatura ambiente e em seguida fragmentados mecanicamente em moinho de facas. Este será submetido a um processo de extração etanólica a quente sob refluxo à 45 °C, durante 45 minutos, sendo este processo repetido 3 vezes. Em seguida, o material será filtrado e o extrato etanólico obtido será concentrado em evaporador rotatório, sob pressão reduzida, obtendo-se assim, os Extratos Brutos Etanólico dos galhos de H. crenata (EBEGHC) (FALKENBERG et al., 2003; FARMACOPÉIA BRASILEIRA, 2010; KIANTIKOSKI, 2011). Os EBEFHC e EBEGHC foram utilizados para a triagem fitoquímica. Apenas o EBEFCH foi utilizado nos ensaios antimicrobianos. Para a obtenção do extrato aquoso, o material vegetal moído (galhos) será submetido à extração aquosa à quente sob refluxo, em 45 °C, durante 45 minutos, em 700 mL de água destilada. O extrato aquoso será obtido por filtração simples e seco à temperatura ambiente obtendo-se assim, o Extrato Bruto Aquoso dos Galhos de H. crenata (EBAGHC) (TREVISAN, 2010). Os EBEGHC e EBAGHC serão utilizados para os testes antimicrobianos. 7.2 ANÁLISE FÍSICO-QUÍMICA Entre os parâmetros físico-químicos que serão avaliados nesta pesquisa estão o pH, teor de lipídios, teor de cinzas e umidade. As análises seguirão as recomendações de Macêdo (2005), as normas do Instituto Adolfo Lutz (2008) e da Farmacopéia Brasileira (2010) e realizadas em triplicatas.
  13. 13. 14 7.2.1 Determinação de pH A determinação de pH, será feita de acordo com Macêdo (2005) e com as normas estabelecidas pelo Instituto Adolfo Lutz (2008). Serão pesados 10 g do material vegetal em um béquer e diluídos com auxílio de 100 mL de água. O conteúdo será agitado até que as partículas fiquem uniformemente suspensas. O pH será determinado utilizando-se um aparelho pHmetro previamente calibrado, operando-o de acordo com as instruções do manual do fabricante. 7.1.2 Determinação de Lipídios Serão pesados 2 a 5 g do material vegetal em cartucho de Soxhlet ou em papel de filtro e amarrados com fio de lã previamente desengordurado. O cartucho ou o papel de filtro amarrado será transferido para o aparelho extrator tipo Soxhlet. O extrator será acoplado ao balão de fundo chato previamente tarado a 105° C. Será adicionado éter em quantidade suficiente para um Soxhlet e meio adaptando-se a um refrigerador de bolas. O aquecimento será mantido em chapa elétrica em extração contínua por 8 (quatro a cinco gotas por segundo) ou 16 h (duas a três gotas por segundo). O cartucho ou o papel de filtro amarrado será retirado, o éter destilado e o balão com o resíduo extraído transferido para uma estufa a 105° C, mantendo por cerca de 1 h. Após, este material será resfriado em dessecador até a temperatura ambiente. Este será pesado repetindo-se as operações de aquecimento por 30 min. na estufa e resfriamento até peso constante (no máximo 2 h). Cálculo: = % LIPÍDIOS, m/m Onde: N = massa em g de lipídios P = massa em g da amostra 7.1.3 Determinação de Resíduo por Incineração – Cinzas Totais As cinzas totais incluem cinzas fisiológicas e cinzas não fisiológicas. Serão pesados, exatamente, cerca de 3 g do material vegetal pulverizado e transferindo para um cadinho (de silício ou platina) previamente tarado. Distribuir a amostra uniformemente no cadinho e incinerar aumentando, gradativamente a temperatura
  14. 14. 15 até, no máximo, 600 ± 25º C, até que todo o carvão seja eliminado. Um gradiente de temperatura (30 min. a 200º C, 60 min. a 400º C e 90 min. a 600º C) poderá ser utilizado. Resfriar em dessecador e pesar. Em caso de borbulhamento, será adicionado inicialmente algumas gotas de óleo vegetal para auxiliar o processo de carbonização. Nos casos em que o carvão não puder ser eliminado totalmente, resfriar o cadinho e umedecer o resíduo com cerca de 2 mL de água ou solução saturada de nitrato de amônio. Evaporar até secura em banho-maria e, em seguida, sobre chapa quente, e incinerar até peso constante. Calcular a porcentagem de cinzas em relação à droga seca ao ar. Cálculo: = % CINZAS, m/m Onde: N = massa em g de cinzas P = massa em g da amostra 7.1.4 Determinação de Carboidratos Para determinação do teor de carboidratos, 0,5 g do material vegetal serão pulverizados, fazendo-se a extração usando 10 mL de etanol-água destilada (8:2 v/v) por centrifugação por duas vezes e depois coletando-se os sobrenadantes. O resíduo da extração hidroetanólica será posteriormente utilizado para a extração de polissacarídeos com água fervente. Será utilizado um espectrofotômetro UV-visível para a medição da absorbância e o conteúdo de carboidratos será estimado por método colorimétrico. 7.1.5 Determinação de Umidade – Método Gravimétrico Serão pesados cerca de 1 a 2 g do material vegetal e transferida para pesa- filtro chato previamente dessecado. Após resfriamento em dessecador, pesar o pesa-filtro, tampado, contendo a amostra. Um agitamento brando será feito no pesa- filtro para que o material vegetal seja distribuída da maneira mais uniforme possível, a uma altura ideal de 5 mm. O pesa-filtro será colocado na estufa para secagem da amostra (geralmente a 105 °C) e por um determinado prazo, geralmente 2 h. A
  15. 15. 16 amostra será esfriada até temperatura ambiente em dessecador. Será pesada, repetindo-se a operação até peso constante. Cálculo: X 100 Onde: Pa = massa da amostra em g. Pu = massa do pesa-filtro contendo a amostra antes da dessecação. Ps = massa do pesa-filtro contendo a amostra após a dessecação. 7.2 PESQUISA DE BIODISPONIBILIDADE MINERAL As amostras serão calcinadas em mufla à 580-600°C durante 10-12h, até que se constate a decomposição de toda a matéria orgânica. As cinzas obtidas serão solubilizadas em ácido clorídrico 1:1 (v/v) e transferidas para balões volumétricos, completando-se o volume de 100mL com água destilada. Os metais com presença evidenciada nas amostras calcinadas serão determinados quantitativamente empregando-se espectrofotometria de absorção atômica para Ca, Mg, Zn, Mn, Al, Fe, Na e K (ALMEIDA et al., 2002). 7.3 AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIMICROBIANA Para a determinação das atividades antimicrobiana, será adotada como referência a metodologia do Clinical and Laboratory Standards Institute - CLSI (2009), com algumas modificações pertinentes. Para estes testes serão utilizadas as cepas de duas bactérias Gram-positivas, Staphylococcus aureus e Staphylococcus epidermidis e, duas Gram-negativa, Escherichia coli e Pseudomonas aeruginosa, assim como para a atividade fungicida que utilizará linhagens da espécie Aspergillus niger.
  16. 16. 17 8 ANÁLISE DOS DADOS Para os ensaios físico-químicos clássicos e de determinação espectrofotométrica por absorção atômica, serão utilizados testes estatísticos convencionais como média e desvio-padrão, além de obtenção de curvas de absorbância obtidos do equipamento e gerados em software específico. Para os testes antimicrobianos, serão aplicados testes estatísticos de análise de variância (ANOVA) obtidos a partir da utilização do software Biostat® .
  17. 17. 18 9 CRONOGRAMA
  18. 18. 19 REFERÊNCIAS BARLEM, S. M. S. et al. Contribuição ao conhecimento fitoterápico da comunidade de Itacoara, município de Benevides, Estado do Pará. 1995. Trabalho de Conclusão de Curso - Centro de Ensino Superior do Pará, Belém,1995. BARROS, I. M. C. Contribuição ao estudo químico e biológico de Hancornia speciosa GOMES (Apocynaceae). 2008. 194 f. Dissertação de Mestrado – Universidade de Brasília, Brasília, 2008. BEZERRA, D. A. C. et al. Abordagem fitoquímica, composição bromatológica e atividade antibacteriana de Mimosa tenuiflora (Wild) Poiret e Piptadenia stipulacea (Benth) Ducke. Acta Scientiarum, v. 33, p. 99-106, 2011. CARVALHO, J. L. S. et. al. Screening fitoquímico do Nasturtium officinale R. Br.: controle de qualidade. Visão Acadêmica, v. 7, n. 2, 2006. CARVALHO, A. C. B. et al. Aspectos da legislação no controle de medicamentos fitoterápicos. T & C Amazônia, p. 26-32, 2007. CLINICAL AND LABORATORY STANDARDS INSTITUTE. Performance standards for antimicrobial disk susceptibility tests: approved standard, 20th edition: Pennsylvania. document M02-A10, 2009. ISBN 1-56238-688-3. CUNNINGHAN, F.; MENEZES, F. S. Ethnopharmacology in Dublin: surveys on the medicinal plants use profile. Revista Brasileira de Farmacognosia. v. 21, p. 814-817, 2011. DUARTE, M. C. T. Atividade antimicrobiana de plantas medicinais e aromáticas utilizadas no Brasil. Multiciência. v. 7, p. 1-16, 2006.
  19. 19. 20 ELIZABETSKY, E.; SOUZA, G. C. de. Etnofarmacologia como ferramenta na busca de substâncias ativas. In: SIMÕES, C. M. O., et al. Farmacognosia: da planta ao medicamento. Florianópolis: Editora da UFSC. 5. ed. 2003. FALCÃO, D. Q. Estudo químico e farmacológico de quatro espécies de Hyptis do Estado do Rio Grande do Sul. 2003. 178 f. Dissertação de Mestrado – Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2003. HUSSAIN, A. I. Characterization and biological activities of essential oils of some species of Lamiaceae. 2009. 257 f. Thesis – Department of Chemistry and Biochemistry, Faculty of Sciences, University of Agriculture. Faisalabad. Pakistan. 2009. LÓPEZ, C. A. A.. Considerações gerais sobre plantas medicinais. P 19-27, 2006. LORENZI, H., MATOS, F. J. A. Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas.Nova Odesa. Instituto Plantarum. 512 p. MARTINS, A. G. et al. Levantamento etnobotânico de plantas medicinais alimentares e tóxicas da Ilha do Combú, município de Belém, Estado do Pará, Brasil. Revista Brasileira de Farmácia. v. 86, p. 21-30, 2005. RAMOS, R. C. S. et al. Antibacterial and cytotoxic properties of some plant crude extracts used in Northeastern folk medicine. Brazilian Journal of Pharmacognosy. v. 19, n. 2, p. 376-381, 2009. REBELO, M. M. et. al. Antioxidant capacity and biological activity of essential oil and methanol extract of Hyptis crenata Pohl ex Benth. Revista Brasileira de Farmacognosia, v. 19, p. 230-235, 2009. RODRIGUES, E. et al. Perfil farmacológico e fitoquímico de plantas indicadas pelos caboclos do Parque Nacional do Jaú (AM) como potenciais analgésicas. parte I. Revista Brasileira de Farmacognosia, v. 20, p. 981-991, 2010. SCRAMIN, S. et al. Volatile constituents of Hyptis crenata Pohl (Labiatae) native in Brazilian pantanal. Journal of Essential Oil Research, v. 12, n. 1, p. 99-101, 2000.
  20. 20. 21 SILVA, L. R.; SOUZA, R. F. C.; PONTE, N. H. T.; CARVALHO, A. C.; SILVA, I. L. S. S. Efeito Inibitório de Extrato Vegetal de Salva do Marajó (Hyptis crenata) sobre o Crescimento Micelial de Lasiodiplodia sp. Anais do 9º Seminário Anual de Iniciação Científica, 2011. VEIGA Jr., V. F. E., PINTO, A. C. Plantas medicinais: cura segura? Química. Nova, v. 28, n. 3, p. 519-528, 2005. ZOGHBI, M. G. et al. Chemical variation in the essential oil of Hyptis crenata (Pohl) ex Benth. Flavour and Fragrance Journal, v. 17, p. 5-8, 2002.

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