1COLÉGIO TÉCNICO INDUSTRIAL “PROF. ISAAC PORTAL ROLDÁN”            TRABALHO ANUALQUALIDADE DE VIDA DOS ADOLESCENTES       ...
2“Lute com determinação, abrace a vida com paixão, perca com classe e vença com ousadia,porque o mundo pertence a quem se ...
3BANCA EXAMINADORA_______________________________Prof. Rodrigo Ferreira de Carvalho________________________________Profa. ...
4SUMÁRIO1.0 – INTRODUÇÃO.....................................................................................................
5     9.7.4 – DIFICULDADE EM FAZER ATIVIDADES QUE OUTROS(AS)     ADOLESCENTES DA MINHA IDADE REALIZAM........................
6sua posição na vida, no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e emrelação aos seus objetivos, expec...
7       Para pequenos grupos os instrumentos para avaliação da QV, normalmente, sãotraduções que apresentam falhas ao sere...
82.0 – JUSTIFICATIVA    Ao escolher esse tema, buscava-se um assunto que estivesse próximo da realidade escolare dos adole...
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11    - 131 de Bauru;    - 33 de Bariri;    - 55 de Ubirajara.    Quanto à separação por ano, os estudantes foram dividido...
12COEBA              (CooperativaEducacional de Bariri) – EnsinoParticularColégio      Técnico   Industrial“Prof. Issac Po...
13Prevê Objetivo de Bauru –Ensino ParticularDr.   Francisco     de   P.Abreu Sodré – EnsinoPúblico
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19Quadro 1 – Descrição dos itens que compõe os domínios do PedsQLTM 4.0                                      Dificuldade r...
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21Tabela 1 – Médias, desvios-padrão, valores mínimos e máximos dos escores do domínioFísico do questionário PedsQL™ do 1º ...
22Figura 1 – Gráfico de barras horizontais das Médias dos escores do domínio Físico doquestionário PedsQL™ do 1º ano de ac...
23Figura 2 – Gráfico de barras horizontais das Médias dos escores do domínio Emocionaldo questionário PedsQL™ do 1º ano de...
24Figura 3 – Gráfico de barras horizontais das Médias dos escores do domínio Escolar doquestionário PedsQL™ do 1º ano de a...
25Figura 4 – Gráfico de barras horizontais das Médias dos escores do domínio Escolar doquestionário PedsQL™ do 1º ano de a...
26Figura 5 – Gráfico de barras horizontais das Médias dos escores do domínio Escolar doquestionário PedsQL™ do 2º ano de a...
27explica um desvio padrão menor por parte dos meninos (9,34), já as meninas apresentam umdesvio padrão de 16,80, bem supe...
2868,33 para os rapazes e 72,63 para as moças, não se constituem resultados preocupantes, umavez que estão bem próximos da...
29apresentou a maior média relativa ao domínio Social (85,6). Já no âmbito masculino, oColégio Prevê Objetivo apresentou a...
30    TOTAL                 219                 100%                      -                    -   Tabela 6. (fi: frequênc...
31              14   15   15   15   15   16              14   15   15   15   15   16              14   15   15   15   15  ...
32ANÁLISE: Gráfico mostrando as faixas etárias pesquisadas. Elas variam de 14 a 17 anos,havendo uma maior concentração de ...
33       Esta questão tem como objetivo analisar a quantidade de homens e mulheres daamostra.TABELA – 7               Sexo...
34       Esta questão tem como objetivo analisar a quantidade de pessoas que pertencem a umadeterminada etnia.TABELA – 7  ...
35          Esta questão tem como objetivo analisar a quantidade de adolescentes que trabalhamou não.TABELA – 9           ...
36       Tal domínio compreende oito questões referentes aos aspectos físicos (Dificuldadepara andar um quarteirão, correr...
37       Esta questão tem a finalidade de analisar a dificuldade dos adolescentes em correr umquarteirão.TABELA – 11      ...
38       Esta questão tem a finalidade de analisar a dificuldade dos adolescentes em praticarexercícios físicos.TABELA – 1...
399.5.4 – DIFICULADADE PARA LEVANTAR OBJETOS PESADOS       Esta questão tem a finalidade de analisar a dificuldade dos ado...
409.5.5 – DIFICULADADE PARA TOMAR BANHO SOZINHO       Esta questão tem a finalidade de analisar a dificuldade dos adolesce...
419.5.6 – DIFICULADADE PARA AJUDAR NAS TAREFAS DOMESTICAS       Esta questão tem a finalidade de analisar a dificuldade do...
429.5.7 – SINTO DOR       Esta questão tem a finalidade de analisar se os adolescentes sentem dores frequentes.TABELA – 16...
439.5.8 – SINTO POUCA ENERGIA OU DISPOSIÇÃO       Esta questão tem a finalidade de analisar se os adolescentes sentem pouc...
449.6 – DOMÍNIO EMOCIONAL       Tal domínio compreende cinco questões referentes aos aspectos emocionais(sentimento de med...
459.6.2 – ME SINTO TRISTE       Esta questão tem o desígnio de analisar se os adolescentes se sentem tristes comfrequência...
469.6.3 – SINTO RAIVA       Esta questão tem o intuito de analisar se os adolescentes sentem raiva frequentemente.TABELA –...
479.6.4 – DURMO MAL       Esta questão tem o intuito de analisar se os adolescentes dormem mal.TABELA – 21              Re...
489.6.5 – ME PREOCUPO COMIGO     Esta questão tem o intuito de analisar se os adolescentes se preocupam consigomesmos.TABE...
499.7 – DOMÍNIO SOCIAL       Tal domínio compreende cinco questões referentes aos aspectos sociais (Problemas oudificuldad...
50ANÁLISE: É importante que os jovens consigam desde já a conviver socialmente com osdemais, pois os mesmos se valerão de ...
519.7.2 – DIFICULDADE EM FAZER AMIZADE COM OUTROS(AS)      ADOLESCENTES       Esta questão tem o intuito de analisar se os...
529.7.3 – OS(AS) OUTROS(AS) ADOLESCENTES IMPLICAM COMIGO       Esta questão tem o intuito de analisar se os adolescentes s...
539.7.4 – DIFICULDADE EM FAZER ATIVIDADES QUE OUTROS(AS)      ADOLESCENTES DA MINHA IDADE REALIZAM       Esta questão tem ...
549.7.5 – DIFICULDADE EM ACOMPANHAR OS(AS) ADOLESCENTES      DA MINHA IDADE       Esta questão tem o intuito de analisar s...
559.8 – DOMÍNIO ESCOLAR       Tal domínio compreende cinco questões referentes aos aspectos escolares (Problemasou dificul...
569.8.2    – DIFICULDADE EM                           LEMBRAR-SE                DOS        ASSUNTOS        ABORDADOS EM AU...
579.8.3 – DIFICULDADE EM ACOMPANHAR MINHA TURMA NAS      TAREFAS ESCOLARES       Esta questão tem o objetivo de analisar s...
589.8.4 – EU FALTO À AULA POR NÃO ESTAR ME SENTINDO BEM       Esta questão tem o objetivo de analisar se os adolescentes f...
599.8.5 – FALTO ÀS AULAS PARA IR AO MÉDICO OU AO HOSPITAL       Esta questão tem a finalidade de analisar se os adolescent...
6010.0 – CONCLUSÃO       Após um ano desenvolvendo o trabalho, há uma série de considerações a serem feitas.O tema Qualida...
61podendo-se inferir que, nesta fase de vida – adolescência – os jovens encontram-se em suaplenitude física, não ocorrendo...
6211.0 – REFERÊNCIAS / BIBLIOGRAFIA- KAPLAN, R.M. Quality of life, resource allocation, and the U.S. Health - care crisis....
6312.0 – ANEXOS12.1 – TEXTO 1FGV-SP elabora a metodologia do novo índice, a Felicidade Interna Bruta;Intenção é fornecer o...
64O primeiro passo do desenvolvimento da metodologia do FIB brasileiro já foi dado pela FGV,e mostra que a riqueza econômi...
65variável e fixa", diz Schiozer. "Queremos formar bons gestores de fundos. Isso é algo inéditono Brasil", reforça.O profe...
66sociais) de cada estado são muito diferentes, contribuindo ainda mais para a “imprecisão” doPIB.A intenção dos pesquisad...
Qualidade de vida dos joves   parte teã³rica (71 a)
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Qualidade de vida dos joves parte teã³rica (71 a)

  1. 1. 1COLÉGIO TÉCNICO INDUSTRIAL “PROF. ISAAC PORTAL ROLDÁN” TRABALHO ANUALQUALIDADE DE VIDA DOS ADOLESCENTES DO ENSINO MÉDIO 71A/81A ARON BARREIRA BORDIN (Nº 4) - 1257068 JOÃO VITOR PENTEADO SIMEÃO (Nº 13) - 1257034 MATEUS LOPEZ MAZZIERO (Nº 23) - 1257044 YOUSSEF SAID ABU LAWI (Nº 35) - 1257036 VINICIUS FERRO JACÓ MORETTO (Nº 37) - 1257061 Bauru – Outubro 2012
  2. 2. 2“Lute com determinação, abrace a vida com paixão, perca com classe e vença com ousadia,porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito para ser insignificante.”Charles Chaplin
  3. 3. 3BANCA EXAMINADORA_______________________________Prof. Rodrigo Ferreira de Carvalho________________________________Profa. Silmara Cavalheri Navarro Sanches
  4. 4. 4SUMÁRIO1.0 – INTRODUÇÃO.................................................................................................................5 1.1 – TEMA............................................................................................................................5 1.2 – POR DENTRO DO TEMA............................................................................................52.0 – JUSTIFICATIVA...............................................................................................................83.0 – OBJETIVOS......................................................................................................................9 3.1 – GERAIS ........................................................................................................................9 3.2 – ESPECÍFICOS.............................................................................................................104.0 – POPULAÇÃO..................................................................................................................10..................................................................................................................................................10 4.1 – AMOSTRA .................................................................................................................10 4.2 – ESCOLAS ENVOLVIDAS – IMAGENS...................................................................115.0 – BLOG...............................................................................................................................146.0 – QUESTIONÁRIOS..........................................................................................................157.0 – QUESTIONÁRIO PEDIATRIC QUALITY OF LIFE INVENTORY™.......................188.0 – ANÁLISES E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS........................................................20 8.1 – TABELAS....................................................................................................................20 8.2 – DISCUSSÃO...............................................................................................................269.0 – GRÁFICOS......................................................................................................................29 9.1 – IDADE.........................................................................................................................29 9.2 – ROL .............................................................................................................................30 9.2 – GÊNERO.....................................................................................................................32 9.3 – RAÇA OU COR...........................................................................................................33 9.4 – VOCÊ TRABALHA?..................................................................................................34 9.5.1 – DIFICULADADE PARA ANDAR UM QUARTEIRÃO....................................36 9.5.2 – DIFICULADADE PARA CORRER UM QUARTEIRÃO..................................36 9.5.3 – DIFICULADADE PARA PRATICAR EXERCÍCIOS FÍSICOS........................37 9.5.4 – DIFICULADADE PARA LEVANTAR OBJETOS PESADOS..........................39 9.5.5 – DIFICULADADE PARA TOMAR BANHO SOZINHO....................................40 9.5.6 – DIFICULADADE PARA AJUDAR NAS TAREFAS DOMESTICAS..............41 9.5.7 – SINTO DOR.........................................................................................................42 9.5.8 – SINTO POUCA ENERGIA OU DISPOSIÇÃO .................................................43 9.6 – DOMÍNIO EMOCIONAL...........................................................................................44 9.6.1 – SINTO MEDO .....................................................................................................44 9.6.2 – ME SINTO TRISTE ............................................................................................45 9.6.3 – SINTO RAIVA ....................................................................................................46 9.6.4 – DURMO MAL .....................................................................................................47 9.6.5 – ME PREOCUPO COMIGO..................................................................................48 9.7 – DOMÍNIO SOCIAL....................................................................................................49 9.7.1 – DIFICULDADE PARA CONVIVER COM OUTROS(AS) ADOLESCENTES ...........................................................................................................................................49 9.7.2 – DIFICULDADE EM FAZER AMIZADE COM OUTROS(AS) ADOLESCENTES............................................................................................................51 9.7.3 – OS(AS) OUTROS(AS) ADOLESCENTES IMPLICAM COMIGO...................52
  5. 5. 5 9.7.4 – DIFICULDADE EM FAZER ATIVIDADES QUE OUTROS(AS) ADOLESCENTES DA MINHA IDADE REALIZAM...................................................53 9.7.5 – DIFICULDADE EM ACOMPANHAR OS(AS) ADOLESCENTES DA MINHA IDADE..............................................................................................................................54 9.8 – DOMÍNIO ESCOLAR.................................................................................................55 9.8.1 – DIFICULDADE EM PRESTAR ATENÇÃO NA AULA...................................55 9.8.2 – DIFICULDADE EM LEMBRAR-SE DOS ASSUNTOS ABORDADOS EM AULA................................................................................................................................56 9.8.3 – DIFICULDADE EM ACOMPANHAR MINHA TURMA NAS TAREFAS ESCOLARES....................................................................................................................57 9.8.4 – EU FALTO À AULA POR NÃO ESTAR ME SENTINDO BEM .....................58 9.8.5 – FALTO ÀS AULAS PARA IR AO MÉDICO OU AO HOSPITAL ..................5910.0 – CONCLUSÃO...............................................................................................................6011.0 – REFERÊNCIAS / BIBLIOGRAFIA.............................................................................6212.0 – ANEXOS.......................................................................................................................63 12.1 – TEXTO 1 ...................................................................................................................63 12.1.1 – RESUMO 1.........................................................................................................65 12.2 – TEXTO 2....................................................................................................................67 12.2 1– RESUMO 2..........................................................................................................69 12.3 – TEXTO 3 ...................................................................................................................71 12.3.1 – RESUMO 3 ........................................................................................................72 12.4 – VÍDEO.......................................................................................................................7413.0 – MINI-SLIDES................................................................................................................751.0 – INTRODUÇÃO1.1 – TEMA O tema desenvolvido pelo grupo foi a Qualidade de Vida de Estudantes do EnsinoMédio investigada por meio da versão brasileira do questionário genérico PedsQl™.1.2 – POR DENTRO DO TEMA A investigação da Qualidade de Vida – QV – de determinados grupos vem crescendoem importância como medida de avaliação de resultados de tratamentos na área da saúde. Aterminologia definida pela Organização Mundial da Saúde – OMS – inclui desde fatoresrelacionados à saúde como bem-estar físico, funcional, emocional e mental, até elementosimportantes da vida das pessoas como trabalho, família, amigos e outras circunstâncias docotidiano. Conforme sugere a própria OMS (1998) a QV reflete “a percepção do indivíduo de
  6. 6. 6sua posição na vida, no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e emrelação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações”. Apesar dessa definição, podem-se utilizar estes termos em duas vertentes: nalinguagem cotidiana, por pessoas da população em geral, jornalistas, políticos, profissionaisde diversas áreas e gestores ligados às políticas públicas; no contexto da pesquisa científica,em diferentes campos do saber, como economia, sociologia, educação, medicina,enfermagem, psicologia e demais especialidades da saúde (ROGERSON, 1995; SEIDL,ZANNON, 2004). Na área da saúde, o interesse pelo conceito QV é relativamente recente e decorre, emparte, dos novos paradigmas que têm influenciado as políticas e as práticas do setor nasúltimas décadas. Os determinantes e condicionantes do processo saúde-doença sãomultifatoriais e complexos. Assim, saúde e doença configuram processos relacionados aosaspectos econômicos, socioculturais, à experiência pessoal e estilos de vida (SCHUTTINGA,1995). Dessa maneira, informações sobre QV têm sido incluídas tanto como indicadores paraavaliação da eficácia, eficiência e impacto de determinados tratamentos para grupos deportadores de agravos diversos, quanto na comparação entre procedimentos para o controle deproblemas de saúde (KAPLAN, 1995). No entanto, poucos estudos avaliam a QV de pessoas aparentemente saudáveis, comoé o caso de adolescentes. Os estudos com crianças e adolescentes buscam, comumente, a do-ença instalada (CALAZANS, LUSTOZA, 2008). Esta é uma das dificuldades encontradas aose discutir o tema, pois, como as crianças e os adolescentes são vistos como saudáveis, poucose investiga sobre sua QV (WAISELFISZ, 2007; BARROS et al., 2008); a maioria dosinstrumentos existentes não foram validados para esta população e sua aplicabilidade, a priori,é dirigida a pessoas com mais de 18 anos (BENINCASA, CUSTODIO, 2010). Assim, ao se reportar a esta faixa etária – adolescentes – não se pode deixar de levarem consideração o principal local onde podem ser abordados, que é a escola. A escola é umaInstituição essencialmente promotora da educação em saúde e por meio dela as pessoasadquirem um maior controle sobre sua própria QV. Por meio de hábitos saudáveis, não só osindivíduos, mas também suas famílias e comunidades, se apoderam de um bem, um direito eum recurso aplicável à vida cotidiana. Assim, a OMS (2010) define que uma das melhoresformas de promover a saúde é na escola, por se tratar de um espaço social onde muitaspessoas convivem, aprendem e trabalham, onde os estudantes e os professores passam a maiorparte de seu tempo. Além disso, é na escola que os programas de educação e saúde podem tera maior repercussão, beneficiando os alunos na infância e na adolescência.
  7. 7. 7 Para pequenos grupos os instrumentos para avaliação da QV, normalmente, sãotraduções que apresentam falhas ao serem aplicados em culturas diferentes e, por esta razão,há a necessidade de validá-los novamente, como sugere a OMS. Os instrumentos variam deacordo com a abordagem e objetivos do estudo, mas vem, no decorrer dos anos, passando porum processo de padronização. Para a investigação da QV relacionada à saúde de crianças e adolescentes foidesenvolvido o questionário Pediatric Quality of Life InventoryTM (PedsQLTM 4.0) (VARNI etal., 1998; VARNI et al., 2003), integrando os méritos relativos das abordagens genéricas edaquelas concentradas em doenças específicas (KLATCHOIAN et al., 2008). A autorizaçãodo uso do instrumento para fins acadêmicos e não lucrativos foi concedida pelo Instituto Mapide Pesquisas (Mapi Research Institute). O PedsQL 4.0TM foi idealizado para medida de pontuação das dimensões de saúdefísica, mental e social, como delineadas pela Organização Mundial da Saúde, levando-se emconsideração também o papel da função escolar (VARNI et al, 1998). Dependendo do estilo de vida da pessoa, esta pode afetar a saúde por meio do impactono sistema biológico, fisiológico, imunológico e anatômico, podendo ter impacto também emaspectos importantes da qualidade de vida, tais como a saúde física, bem-estar emocional, efuncionamento psicossocial (VARNI et al., 2006; VISSERS et al., 2004; LOFRANO-PRADOet al., 2009; KUNKEL et al., 2009). Publicações sobre novos instrumentos de avaliação específicos para populações oupessoas acometidas por quadros patológicos específicos são crescentes na literaturaespecializada. É de se esperar que a discussão sobre QV tenda a incorporar pressões políticasda sociedade contemporânea em geral.
  8. 8. 82.0 – JUSTIFICATIVA Ao escolher esse tema, buscava-se um assunto que estivesse próximo da realidade escolare dos adolescentes de maneira geral. O tema QV é muito comentado no meio acadêmico ecientífico, bem como difundido em meios de comunicação, uma vez que se veem,constantemente, assuntos referentes a tal questão. No entanto, pouco se sabia do que se tratavaa tão comentada “Qualidade de Vida”, ainda mais entre os jovens. Assim, a fim de aprimoraros conhecimentos e, ao mesmo tempo, investigar como se encontra a QV dos jovens, realizou-se este trabalho, também com a finalidade de pesquisar a própria QV do grupo envolvido combase em parâmetros globais.
  9. 9. 93.0 – OBJETIVOS3.1 – GERAIS Os objetivos consistem basicamente na investigação da QV de estudantes do EnsinoMédio (1º e 2º ano) de escolas particulares e públicas dos municípios de Bauru – SP, Bariri –SP e Ubirajara – SP, por meio da aplicação da versão brasileira do questionário genéricoPediatric Quality of Life InventoryTM (PedsQLTM 4.0).
  10. 10. 103.2 – ESPECÍFICOS- Calcular, a partir do questionário, os escores dos quatro domínios de QV;- Descrever os dados sócio-demográficos e QV;- Comparar os escores de QV entre os estudantes.4.0 – POPULAÇÃO Estudantes da faixa etária de 14 a 16 anos das cidades de Bauru, Bariri e Ubirajara,municípios pertencentes ao Estado de São Paulo. A cidade de Bauru tem, aproximadamente,350 mil habitantes (346.076 pessoas); Bariri, por volta de 33 mil (33.267) e Ubirajara, cercade 4 mil habitantes (4.156 pessoas).4.1 – AMOSTRA Ao todo, foram entrevistados 219 estudantes sendo:
  11. 11. 11 - 131 de Bauru; - 33 de Bariri; - 55 de Ubirajara. Quanto à separação por ano, os estudantes foram divididos em: - 184 alunos do 1º ano do Ensino Médio, dos quais: • 54 estudam na Escola Novo Anglo Bauru – Ensino Particular; • 21 estudam na Escola Dr. Francisco de P. Abreu Sodré – Ensino Público; • 32 estudam na COEBA (Cooperativa Educacional de Bariri) – Ensino Público; • 31 estudam no Colégio Técnico Industrial “Prof. Issac Portal Roldán” – Ensino Público; • 46 estudam no Prevê Objetivo de Bauru – Ensino Particular. - 35 alunos do 2º ano do Ensino Médio, dos quais: • 34 estudam na Escola Dr. Francisco de P. Abreu Sodré – Ensino Público; • 1 estuda na COEBA (Cooperativa Educacional de Bariri) – Ensino Público.4.2 – ESCOLAS ENVOLVIDAS – IMAGENS
  12. 12. 12COEBA (CooperativaEducacional de Bariri) – EnsinoParticularColégio Técnico Industrial“Prof. Issac Portal Roldán” –Ensino PúblicoNovo Anglo Bauru –Ensino Particular
  13. 13. 13Prevê Objetivo de Bauru –Ensino ParticularDr. Francisco de P.Abreu Sodré – EnsinoPúblico
  14. 14. 145.0 – BLOG Para relatar o desenvolvimento do trabalho, bem como o progresso do mesmo epermitir que ele estivesse disponível para os usuários em ambiente virtual (Internet) criou-seum Blog, chamado Vida Jovem CTI. Este recurso deu-se também devido ao grupo ser docurso de Informática, o que permitiu explorar os recursos ligados à Tecnologia da Informação(TI). O recurso on-line foi atualizado semanalmente, conforme os avanços do trabalho, etambém com informações aprendidas nas aulas de Laboratório de Informática Aplicada (comoa manipulação do Microsoft Excel). O Blog foi uma ferramenta importante de aprendizagemsobre o assunto, para a equipe, assim como para os adolescentes que visitavam o espaço, umavez que a Internet é o principal instrumento para a comunicação e difusão de conhecimentos.O link de acesso é: http://www.vidajovemcti.blogspot.com.br/.
  15. 15. 15Página principal do Blog.6.0 – QUESTIONÁRIOS QUESTIONÁRIO DE CARACTERIZAÇÃO SOCIO – DEMOGRÁFICAAno escolar do Ensino Médio: ______Data Nascimento _____/_____/_______1. Gênero a Feminino b Masculino2. Qual a sua raça ou cor? a Branca b Preta c Parda/mulato (a) d Amarela e Indígena
  16. 16. 16f Outros3. Você trabalha? a Sim b Não4. Qual o seu cargo ou função na empresa?________________________________________QUESTIONÁRIO GENÉRICO PEDIATRIC QUALITY OF LIFE INVENTORY TM(PEDSQLTM 4.0). RELATO DO/A ADOLESCENTE (15 A 18 ANOS) INSTRUÇÕESA próxima página contém uma lista de situações com as quais você pode ter dificuldadePor favor, conte-nos se você tem tido dificuldade com cada uma dessas situações durante oÚLTIMO MÊS, fazendo um “X” no número: 0 se você nunca tem dificuldade com ela 1 se você quase nunca tem dificuldade com ela 2 se você algumas vezes tem dificuldade com ela 3 se você muitas vezes tem dificuldade com ela 4 se você quase sempre tem dificuldade com elaNão existem respostas certas ou erradasCaso você não entenda alguma pergunta, por favor, peça ajuda.Durante o ÚLTIMO MÊS, você tem tido dificuldade com cada uma das situações abaixo? Sobre minha saúde e Quase Algumas Muitas minhas atividades Nunca Quase sempre Nunca vezes vezes (dificuldade para...)1. Pra mim é difícil andar 0 1 2 3 4um quarteirão2. Pra mim é difícil correr 0 1 2 3 43. Pra mim é difícil praticaresportes ou fazer exercícios 0 1 2 3 4físicos4. Pra mim é difícil levantar 0 1 2 3 4coisas pesadas5. Pra mim é difícil tomar 0 1 2 3 4banho sozinho/a6. Pra mim é difícil ajudar 0 1 2 3 4nas tarefas domésticas7. Eu sinto dor 0 1 2 3 48. Eu tenho pouca energia 0 1 2 3 4ou disposição
  17. 17. 17 Sobre meus sentimentos Quase Algumas Muitas Nunca Quase sempre (dificuldade para...) Nunca vezes vezes1. Eu sinto medo 0 1 2 3 42. Eu me sinto triste 0 1 2 3 43. Eu sinto raiva 0 1 2 3 44. Eu durmo mal 0 1 2 3 45. Eu me preocupo com o 0 1 2 3 4que vai acontecer comigo Como eu convivo com Quase Algumas Muitas outras pessoas (dificuldade Nunca Quase sempre Nunca vezes vezes para...)1. Eu tenho dificuldadespara conviver com outros/ 0 1 2 3 4outras adolescentes2. Os outros/ as outrasadolescentes não querem 0 1 2 3 4ser meus amigos/ minhasamigas3. Os outros/ as outrasadolescentes implicam 0 1 2 3 4comigo4. Eu não consigo fazercoisas que outros/ outras 0 1 2 3 4adolescentes da minhaidade fazem5. Para mim é difícilacompanhar os/as 0 1 2 3 4adolescentes da minha idade Sobre a escola (dificuldade Quase Algumas Muitas Nunca Quase sempre para...) Nunca vezes vezes1. É difícil prestar atenção 0 1 2 3 4na aula2. Eu esqueço as coisas 0 1 2 3 43. Eu tenho dificuldade paraacompanhar a minha turma 0 1 2 3 4nas tarefas escolares4. Eu falto à aula por não 0 1 2 3 4estar me sentindo bem5. Eu falto à aula para ir ao 0 1 2 3 4médico ou ao hospital
  18. 18. 187.0 – QUESTIONÁRIO PEDIATRIC QUALITY OF LIFE INVENTORY™ A coleta de dados foi realizada nas salas de aula, onde os alunos responderamprimeiramente ao questionário de caracterização sócio-demográfica e, em seguida, à versãobrasileira do questionário genérico Pediatric Quality of Life InventoryTM (PedsQLTM 4.0). Éum questionário que inclui auto-avaliação para crianças e adolescentes entre 5 e 18 anos e osescores são calculados baseados em quatro escalas: física, emocional, social e escolar, alémde dois domínios amplos (físico e funcionamento psicossocial). A escala de pontuação variade 0 a 100, com os escores de maiores pontuações representando melhor QV. De acordo com o delineamento da OMS, este instrumento possui 23 itens de medidagenérica que avalia quatro domínios: físico (8 itens), emocional (5 itens), social (5 itens) eescola (5 itens) (VARNI et al, 1998). O referido questionário foi validado para o uso noBrasil. O Quadro 1 descreve os itens que compõe cada domínio.
  19. 19. 19Quadro 1 – Descrição dos itens que compõe os domínios do PedsQLTM 4.0 Dificuldade relacionada a: andar mais de um quarteirão Dificuldade relacionada a: correr Dificuldade relacionada a: praticar atividades esportivas Dificuldade relacionada a: levantar peso DOMÍNIO FÍSICO Dificuldade relacionada a: tomar banho sozinho Dificuldade relacionada a: auxiliar nas tarefas de casa Dor Falta de energia Sentimento de medo Sentimento de tristeza ou depressão DOMÍNIO EMOCIONAL Sentimento de raiva Dificuldades para dormir Preocupação consigo Problema ou dificuldade de convivência com outros adolescentes Problema ou dificuldade em fazer amizade DOMÍNIO SOCIAL Problema de provocação por parte de outros adolescentes Problema em fazer coisas que os outros adolescentes fazem Dificuldade em acompanhar adolescentes da mesma idade Dificuldade relacionada à atenção Dificuldade de memorização DOMÍNIO ESCOLAR Dificuldade em acompanhar os trabalhos da classe 2 itens sobre motivos de falta à escolaFonte: Adaptado de KLATCHOIAN, D. A.; LEN, C. A.; TERRERI, M. T. R. A.; SILVA, M.; ITAMOTO, C.;CICONELLI, R. M.; VARNI, J. W.; HILÁRIO, M. O. E. Qualidade de vida de crianças e adolescentes de SãoPaulo: Confiabilidade e validade da versão brasileira do questionário genérico Pediatric Quality of LifeInventoryTM versão 4.0 Generic Core Scales. J Pediatr (Rio J). 2008;84(4):308-315. A QV é computada por meio de análise psicométrica utilizando-se a Escala Likert derespostas com cinco categorias: 0 = nunca um problema; 1 = quase nunca um problema; 2 =algumas vezes um problema; 3 = muitas vezes um problema e 4 = sempre um problema. Ositens são calculados e transformados linearmente para uma escala de 0 a 100 (0 = 100; 1 = 75;2 = 50; 3 = 25; e 4 = 0). Para o cálculo do escore de cada domínio, realiza-se a soma dos itense divide-se pelo número de perguntas respondidas. Quanto maior o escore, melhor a QV(VARNI et al., 2003).
  20. 20. 208.0 – ANÁLISES E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS8.1 – TABELAS A confecção das tabelas ocorreu a partir do cálculo das Médias, dos Desvios Padrão edos valores Máximos e Mínimos dos escores de cada domínio (Físico, Emocional, Social eEscolar), sendo divididas de acordo com as Escolas envolvidas e sexo dos adolescentes queresponderam aos questionários. A partir das tabelas 1 a 5 geraram-se gráficos (figuras 1 a 5),permitindo uma melhor visualização dos resultados. A partir da interpretação dos dadosdispostos nas tabelas e gráficos, desenvolveram-se as respectivas análises e conclusões.
  21. 21. 21Tabela 1 – Médias, desvios-padrão, valores mínimos e máximos dos escores do domínioFísico do questionário PedsQL™ do 1º ano de acordo com escola e sexo Sexo Escola Feminino Masculino Novo Anglo (Particular) 74,73 ± 11,77 73,96 ± 24,11 (M = 21 /F = 33) (43,75 – 90,63) (28,13 – 100,00) Prevê Objetivo (Particular) 83,20 ± 16,80 92,2 ± 9,34 (M = 16 /F = 30) (31,30 – 100,00) (65,60 – 100,00) CTI (Pública) 70,39 ± 18,79 72,40 ± 17,72 (M = 12 /F = 19) (21,88 – 93,75) (43,75 – 93,75) Abreu Sodré (Pública) 74,40 ± 19,81 67,80 ± 20,50 (M = 10 /F = 11) (40,60 – 96,90) (28,1 – 96,9) COEBA (Escola Pública) 77,21 ± 19,16 71,46 ± 27,57 (M = 15 /F = 17) (34,38 – 100,00) (12,50 – 100,00)
  22. 22. 22Figura 1 – Gráfico de barras horizontais das Médias dos escores do domínio Físico doquestionário PedsQL™ do 1º ano de acordo com escola e sexoTabela 2 – Médias, desvios-padrão, valores mínimos e máximos dos escores do domínioEmocional do questionário PedsQL™ do 1º ano de acordo com escola e sexo Sexo Escola Feminino Masculino Novo Anglo (Particular) 55,91 ± 17,79 56,67 ± 19,83 (M = 21 /F = 33) (30,00 – 90,00) (20,00 – 90,00) Prevê Objetivo (Particular) 59,20 ± 15,10 66,60 ± 14,90 (M = 16 /F = 30) (30,00 – 90,00) (45,00 – 95,00) CTI (Pública) 46,84 ± 13,04 45,83 ± 13,11 (M = 12 /F = 19) (25,00 – 75,00) (25,00 – 65,00) Abreu Sodré (Pública) 61,40 ± 14,20 60,00 ± 11,40 (M = 10 /F = 11) (11,30 – 80,00) (45,00 – 85,00) COEBA (Escola Pública) 59,12 ± 17,52 64,33 ± 18,89 (M = 15 /F = 17) (40,00 – 100,00) (35,00 – 100,00)
  23. 23. 23Figura 2 – Gráfico de barras horizontais das Médias dos escores do domínio Emocionaldo questionário PedsQL™ do 1º ano de acordo com escola e sexoTabela 3 – Médias, desvios-padrão, valores mínimos e máximos dos escores do domínioSocial do questionário PedsQL™ do 1º ano de acordo com escola e sexo Sexo Escola Feminino Masculino Novo Anglo (Particular) 83,64 ± 17,82 79,29 ± 19,38 (M = 21 /F = 33) (20,00 – 100,00) (15,00 - 100,00) Prevê Objetivo (Particular) 77,30 ± 25,60 80,30 ± 24,60 (M = 16 /F = 30) (5,00 – 100,00) (20,00 – 100,00) CTI (Pública) 72,63 ± 19,82 68,33 ± 18,13 (M = 12 /F = 19) (15,00 – 100,00) (45,00 - 100,00) Abreu Sodré (Pública) 80,45 ± 25,63 76,50 ± 19,30 (M = 10 /F = 11) (19,30 – 100,00) (45,00 – 100,00) COEBA (Escola Pública) 85,59 ± 12,98 69,33 ± 29,51 (M = 15 /F = 17) (65,00 – 100,00) (20,00 – 100,00)
  24. 24. 24Figura 3 – Gráfico de barras horizontais das Médias dos escores do domínio Escolar doquestionário PedsQL™ do 1º ano de acordo com escola e sexoTabela 4 – Médias, desvios-padrão, valores mínimos e máximos dos escores do domínioEscolar do questionário PedsQL™ do 1º ano de acordo com escola e sexo Sexo Escola Feminino Masculino Novo Anglo (Particular) 71,67 ± 17,84 73,81 ± 20,49 (M = 21 /F = 33) (45,00 – 95,00) (15,00 – 100,00) Prevê Objetivo (Particular) 78,50 ± 12,70 71,30 ± 18,00 (M = 16 /F = 30) (50,00 – 100,00) (45,00 – 100,00) CTI (Pública) 70,26 ± 11,96 63,33 ± 14,67 (M = 12 /F = 19) (55,0 – 100,0) (45,0 – 95,0) Abreu Sodré (Pública) 60,00 ± 21,20 52,50 ± 15,10 (M = 10 /F = 11) (15,00 – 90,10) (35,00 – 80,00) COEBA (Escola Pública) 75,29 ± 13,97 65,67 ± 20,95 (M = 15 /F = 17) (50,00 – 100,00) (20,00 – 100,00)
  25. 25. 25Figura 4 – Gráfico de barras horizontais das Médias dos escores do domínio Escolar doquestionário PedsQL™ do 1º ano de acordo com escola e sexoTabela 5 – Médias, desvios-padrão, valores mínimos e máximos dos escores dosdomínios Físico, Social, Emocional e Escolar do questionário PedsQL™ do 2º ano deacordo com o sexo, da escola pública Abreu Sodré Sexo Domínios Feminino (22) Masculino (12) 73,60 ± 20,30 73,20 ± 18,70 Físico (12,50 – 93,75) (40,60 – 96,90) 73,20 ± 18,70 62,50 ± 9,89 Social (40,60 – 96,90) (50,00 – 80,00) 58,18 ± 11,71 60,00 ± 24,40 Emocional (40,00 – 85,00) (15,00 – 100,00) 66,59 ± 14,26 57,50 ± 13,10 Escolar (20,00 – 85,00) (45,00 – 80,00)
  26. 26. 26Figura 5 – Gráfico de barras horizontais das Médias dos escores do domínio Escolar doquestionário PedsQL™ do 2º ano de acordo com o sexo da escola pública Abreu Sodré8.2 – DISCUSSÃO Em relação ao domínio Físico, a Tabela 1 apresenta dados relativos aos alunos do 1ºAno do Ensino Médio das escolas nas quais foram coletados os dados. A média dos escoresdas alunas do Colégio Novo Anglo foi muito semelhante a dos alunos da mesma escola. Odesvio padrão dos alunos foi mais que o dobro do das alunas, sendo, respectivamente, 24,11 e11,77. No lado Masculino percebemos que foi atingido o escore máximo (100,00), o que nãoocorreu no lado Feminino, dos estudantes do Colégio Novo Anglo. No Colégio Prevê Objetivo, a média dos escores dos alunos (92,2) é maior que a dasalunas (83,20). No mesmo caso do Colégio Novo Anglo, a maior parte dos entrevistadospertence ao sexo feminino (30) e 21 jovens do sexo masculino. O valor mínimo dos escoresdos alunos do sexo masculino foi de 65, 60, muito maior do que o do sexo feminino, o que
  27. 27. 27explica um desvio padrão menor por parte dos meninos (9,34), já as meninas apresentam umdesvio padrão de 16,80, bem superior ao dos alunos. Os resultados dos jovens entrevistados no Colégio Técnico Industrial são muitosemelhantes. A média dos escores, o desvio padrão, os valores máximos e mínimos dos doissexos estão muito próximos; a maior diferença é observada no valor mínimo dos escores,sendo que o das alunas foi de 21,88 e dos alunos foi de 43,75. A Escola Abreu Sodré foi a que apresentou uma amostra mais homogênea, sendo 11jovens do sexo feminino e 10 do masculino. As médias dos escores de QV dos alunos foirelativamente menor do que o das alunas, sendo 67,80 para eles e 74,40 para elas. Os desviospadrão foram bem próximos sendo, 19,81 para as alunas e 20,50 para os alunos. O valormínimo dos alunos do sexo masculino foi menor do que os do sexo feminino. A amostra da Escola COEBA, de Bariri, também foi homogênea, sendo 15entrevistados do sexo masculino e 17 do feminino. Entretanto, os resultados tiveram muitasvariações de um gênero para o outro. A média das alunas foi de 77,21, melhor que a dosalunos (71, 46) e o desvio padrão deles foi maior que o delas, sendo, respectivamente, 27,57 e19,16. Os valores mínimos dos escores também variaram, enquanto do lado masculino foi deapenas 12,50, do lado feminino esse valor foi igual a 34,38. Em ambos os casos, valoresmínimos muito abaixo do que é considerado ideal. Embora aconteceram algumas diferenças,este domínio revelou os maiores valores médios de escores para os sexos. Já na Tabela 2 (referente ao domínio Emocional), observa-se que para jovens dogênero masculino, a escola com maior média foi o Prevê Objetivo (particular), com 66,60,com valores variando de 45,00 a 95,00. Para o gênero oposto, têm-se os maiores escores naescola Abreu Sodré (pública), com média 61,40, variando de 11,30 a 80,00. Os escores maisbaixos para este domínio foram do CTI com 45,83 para os alunos e 46,84 para as alunas. Taisvalores estão abaixo dos 50%, sendo considerados valores ruins de QV, merecendo umainvestigação por parte da Instituição. De maneira geral, os resultados deste domínio foram osmais baixos dos 4 aspectos analisados. Na tabela 3 – domínio Social – percebe-se que a maior média dos escores para ogênero masculino, se encontram no Colégio Prevê Objetivo (particular), com media de 80,30,tendo seus dados variando entre 20,00 a 100,00. Quanto ao feminino, a maior média seencontra na escola COEBA (pública), com a média 89,59. Observa-se que nesta escola,também se encontra a maior diferença entre as médias entre os sexos, sendo 69,33 para omasculino. Embora os escores mais baixos para este domínio também tenham sido do CTI,
  28. 28. 2868,33 para os rapazes e 72,63 para as moças, não se constituem resultados preocupantes, umavez que estão bem próximos das respostas das outras escolas. A tabela 4, que contem os resultados do domínio Escolar, demonstra que o ColégioNovo Anglo, tem quase o dobro de entrevistados do sexo feminino em relação ao sexomasculino, sendo 33 meninas e 16 meninos. As médias dos escores são parecidas, sendo quedo lado masculino temos uma média igual a 73,81 e do lado feminino temos uma médiaequivalente a 71,67. O desvio padrão dos alunos foi igual a 20,49, sendo, portanto, maior queo das alunas. O que chamou atenção foi que o valor mínimo de escore dos alunos do sexomasculino entrevistados foi igual a 15, representando um valor extremamente baixo, já omenor valor encontrado dos alunos do sexo feminino foi de 45. No Colégio Prevê Objetivo,observa-se uma diferença maior nas médias, sendo a das alunas de 78,50 (muito boa)enquanto dos alunos foi de 71,30. No CTI a média das meninas foi consideravelmente maiorque a dos meninos. Elas apresentaram uma média igual a 70,26 e eles 63,33. O desvio padrãotambém variou de forma homogênea entre os dois gêneros, sendo 11,96 para elas e 14,67 paraeles. A escola Abreu Sodré apresentou médias preocupantes, consideradas baixas. A médiadas alunas foi maior que a dos alunos, porém mostrou-se baixa, a média dos escores foi iguala 60 e a dos alunos foi ainda mais baixa, 52,20. O desvio padrão das alunas foi maior, 21,20 edos alunos foi de 15,10. O valor mínimo dos escores das alunas foi muito baixo – 15, 00. Na Escola COEBA, percebeu-se que a média variou muito entre os gêneros. Para asalunas foi de 75,29, enquanto para os alunos foi 65,67. Também foram entrevistados 34 alunos do 2º ano da Escola Abreu Sodré (deUbirajara). A tabela 5 engloba todos os domínios do questionário (Físico, Emocional, Social eEscolar), podendo-se perceber que as médias dos domínios Físico, Social e Escolar sãomaiores no gênero feminino. De maneira geral, todos os escores médios encontram-se muitobons – acima de 57,50, embora haja valores mínimos bem baixos, que merecem serinvestigados individualmente. Verifica-se, de maneira geral, que as meninas das escolas particulares apresentam osmelhores índices de QV. No entanto, a escola que apresentou os melhores resultados de QV,para ambos os sexos, foi o Colégio Prevê Objetivo (particular). Em contrapartida, o ColégioTécnico Industrial “Prof. Isaac Portal Roldán” apresentou os resultados mais baixos relativosà QV, seguido diretamente da Escola Dr. Francisco Abreu Sodré, de Ubirajara. Especificamente, do lado feminino, considerando as médias dos escores de todos osdomínios e de todas as escolas, vê-se que a COEBA (Cooperativa Educacional de Bariri)
  29. 29. 29apresentou a maior média relativa ao domínio Social (85,6). Já no âmbito masculino, oColégio Prevê Objetivo apresentou a maior média, dessa vez, no domínio Físico (92,2). Todavia, extraindo a média dos escores de todos os domínios separados por gênero, decada escola, tem-se que as alunas entrevistadas com melhores índices de QV são pertencentesao Colégio Novo Anglo (74,5), seguido diretamente da COEBA, com 74,3. Quanto aosmeninos, a melhor escola foi o Prevê Objetivo (77,6), liderando disparadamente, sendoseguido apenas pela Escola Novo Anglo (com 71,0). Em relação aos domínios, quando comparados entre si, o Físico foi o que apresentouos escores médios mais elevados em todas as escolas para ambos os sexos, podendo-se inferirque, nesta fase de vida – adolescência – os jovens encontram-se em sua plenitude física, nãoocorrendo o mesmo com os outros domínios que englobam aspectos emocionais, tipicamentealterados nesta faixa etária.9.0 – GRÁFICOS9.1 – IDADE Esta questão tem como objetivo verificar qual a faixa etária dos entrevistados:Tabela 6 FREQUÊNCIA FREQUÊNCIA FREQUÊNCIA INTERVALO FREQUÊNCIA RELATIVA ACUMULADA ACUMULADA (Xi) (Fi) (Fri %) (FAC) (FACr%) 14|--15 42 19% 42 19% 15|--16 144 66% 186 85% 16|--17 33 15% 219 100%
  30. 30. 30 TOTAL 219 100% - - Tabela 6. (fi: frequência, FRi%: frequência relativa, FAC: frequência acumulada, FAC%: frequência acumulada percentual). MÉDIA 14,96 IDADE MAXIMA 16 MODA 15,00 IDADE MINIMA 14 MEDIANA 15,00 AMPLITUDE 2 DESVIO NÚMERO DE 0,37 3 MEDIO CLASSE DESVIO COMPRIMENTO DE 0,59 1 PADRÃO CLASSETabela 6.1 (Média, Moda, Mediana, Desvio Médio, Desvio Padrão, Idade Máxima, Idade Mínima, Amplitude, Número de classes, Comprimento de classe).9.2 – ROL 14 14 15 15 15 16 14 15 15 15 15 16 14 15 15 15 15 16 14 15 15 15 15 16 14 15 15 15 15 16 14 15 15 15 15 16 14 15 15 15 15 16 14 15 15 15 15 16 14 15 15 15 15 16
  31. 31. 31 14 15 15 15 15 16 14 15 15 15 15 16 14 15 15 15 15 16 14 15 15 15 15 16 14 15 15 15 15 16 14 15 15 15 15 14 15 15 15 15 14 15 15 15 15 14 15 15 15 15 14 15 15 15 15 14 15 15 15 15 14 15 15 15 15 14 15 15 15 15 14 15 15 15 16 14 15 15 15 16 14 15 15 15 16 14 15 15 15 16 14 15 15 15 16 14 15 15 15 16 14 15 15 15 16 14 15 15 15 16 14 15 15 15 16 14 15 15 15 16 14 15 15 15 16 14 15 15 15 16 14 15 15 15 16 14 15 15 15 16 14 15 15 15 16 14 15 15 15 16 14 15 15 15 16 14 15 15 15 16 14 15 15 15 16GRÁFICO – 6
  32. 32. 32ANÁLISE: Gráfico mostrando as faixas etárias pesquisadas. Elas variam de 14 a 17 anos,havendo uma maior concentração de jovens na faixa de 15 a 16 anos.9.2 – GÊNERO
  33. 33. 33 Esta questão tem como objetivo analisar a quantidade de homens e mulheres daamostra.TABELA – 7 Sexo Entrevistados Entrevistados % FAC FAC% Masculino 87 39,73% 87 39,73% Feminino 132 60,27% 219 100,00% Total 219 100,00% - - Tabela 7. (fi: frequência, FRi%: frequência relativa, FAC: frequência acumulada, FAC%: frequência acumulada percentual).GRÁFICO – 7ANÁLISE: Divisão de sexo dos entrevistados. Percebe-se a predominância de pessoas dosexo feminino, caracterizando uma amostra pouco homogênea.9.3 – RAÇA OU COR
  34. 34. 34 Esta questão tem como objetivo analisar a quantidade de pessoas que pertencem a umadeterminada etnia.TABELA – 7 Cor/Raça Entrevistados Entrevistados % FAC FAC% Branca 169 77,17% 169 77,17% Preta 2 0,91% 171 78,08% Parda/ mulato (a) 36 16,44% 207 94,52% Amarela 10 4,57% 217 99,09% Indígena 2 0,91% 219 100,00% Total 219 100,00% - - Tabela 8. (fi: frequência, FRi%: frequência relativa, FAC: frequência acumulada, FAC%: frequência acumulada percentual).GRÁFICO – 8ANÁLISE: Gráfico dos percentuais de raça/cor dos estudantes entrevistados. Há predomíniode pessoas da etnia branca com baixa concentração de pessoas de pretas ou indígenas.9.4 – VOCÊ TRABALHA?
  35. 35. 35 Esta questão tem como objetivo analisar a quantidade de adolescentes que trabalhamou não.TABELA – 9 Trabalha Entrevistados Entrevistados % FAC FAC% Sim 16 7,31% 16 7,31% Não 203 92,69% 219 100,00% Total 219 100,00% - - Tabela 9. (fi: frequência, FRi%: frequência relativa, FAC: frequência acumulada, FAC%: frequência acumulada percentual).GRÁFICO – 9ANÁLISE: Devido à faixa etária da amostra, percebe-se que a maior parte dos jovens nãotrabalha, principalmente por serem estudantes do ensino médio matutino.9.5 – DOMÍNIO FÍSICO
  36. 36. 36 Tal domínio compreende oito questões referentes aos aspectos físicos (Dificuldadepara andar um quarteirão, correr, praticar atividade física, levantar peso, tomar banhosozinho/a, auxiliar nas tarefas domésticas, sentir dor e falta de energia ou disposição).9.5.1 – DIFICULADADE PARA ANDAR UM QUARTEIRÃO Esta questão tem a finalidade de analisar a dificuldade dos adolescentes em andar umquarteirão.TABELA – 10 Resposta Entrevistados Entrevistados % FAC FAC% Nunca 160 73,39% 160 73,39% Quase nunca 25 11,47% 185 84,86% Algumas vezes 14 6,42% 199 91,28% Muitas vezes 7 3,21% 206 94,50% Quase sempre 12 5,50% 218 100,00% Total 218 100,00% - - Tabela 10. (fi: frequência, FRi%: frequência relativa, FAC: frequência acumulada, FAC%: frequência acumulada percentual).GRÁFICO – 10ANÁLISE: A grande maioria dos entrevistados não tem dificuldade para percorrer a distânciade um quarteirão, o que já era esperado por serem jovens.9.5.2 – DIFICULADADE PARA CORRER UM QUARTEIRÃO
  37. 37. 37 Esta questão tem a finalidade de analisar a dificuldade dos adolescentes em correr umquarteirão.TABELA – 11 Resposta Entrevistados Entrevistados % FAC FAC% Nunca 100 45,66% 100 45,66% Quase nunca 54 24,66% 154 70,32% Algumas vezes 45 20,55% 199 90,87% Muitas vezes 11 5,02% 210 95,89% Quase sempre 9 4,11% 219 100,00% Total 219 100,00% - - Tabela 11. (fi: frequência, FRi%: frequência relativa, FAC: frequência acumulada, FAC%: frequência acumulada percentual).GRÁFICO – 11ANÁLISE: Percebe-se um índice relativamente elevado de pessoas que afirmam não ter quasenunca ou nunca (71%) dificuldade para praticar tal ação.9.5.3 – DIFICULADADE PARA PRATICAR EXERCÍCIOS FÍSICOS
  38. 38. 38 Esta questão tem a finalidade de analisar a dificuldade dos adolescentes em praticarexercícios físicos.TABELA – 12 Resposta Entrevistados Entrevistados % FAC FAC% Nunca 101 46,33% 101 46,33% Quase nunca 51 23,39% 152 69,72% Algumas vezes 37 16,97% 189 86,70% Muitas vezes 14 6,42% 203 93,12% Quase sempre 15 6,88% 218 100,00% Total 218 100,00% - - Tabela 12. (fi: frequência, FRi%: frequência relativa, FAC: frequência acumulada, FAC%: frequência acumulada percentual).GRÁFICO – 12ANÁLISE: Praticar exercícios físicos é essencial para se ter uma boa QV. Percebe-se quepoucas pessoas (14%) enfrentam alguma dificuldade para tais atos, mostrando que osestudantes, de forma geral, apresentam pouca dificuldade para a prática esportiva.
  39. 39. 399.5.4 – DIFICULADADE PARA LEVANTAR OBJETOS PESADOS Esta questão tem a finalidade de analisar a dificuldade dos adolescentes em levantarobjetos pesados.TABELA – 13 Resposta Entrevistados Entrevistados % FAC FAC% Nunca 70 31,96% 70 31,96% Quase Nunca 73 33,33% 143 65,30% Algumas Vezes 56 25,57% 199 90,87% Quase Sempre 14 6,39% 213 97,26% Sempre 6 2,74% 219 100,00% Total 219 100,00% - - Tabela 13. (fi: frequência, FRi%: frequência relativa, FAC: frequência acumulada, FAC%: frequência acumulada percentual).GRÁFICO – 13ANÁLISE: Essa é uma atividade mais comum aos homens, e como a amostra possui, em suamaioria, representantes do sexo feminino, esperava-se que elas enfrentassem maioresdificuldades. Porém isso não foi observado, pois apenas 9% da amostra apresentaram grandesdificuldades no que se diz respeito a levantar objetos pesados.
  40. 40. 409.5.5 – DIFICULADADE PARA TOMAR BANHO SOZINHO Esta questão tem a finalidade de analisar a dificuldade dos adolescentes em tomarbanho sozinho.TABELA – 14 Resposta Entrevistados Entrevistados % FAC FAC% Nunca 185 88,94% 185 88,94% Quase Nunca 3 1,44% 188 90,38% Algumas Vezes 1 0,48% 189 90,87% Quase Sempre 6 2,88% 195 93,75% Sempre 13 6,25% 208 100,00% Total 208 100,00% - - Tabela 14. (fi: frequência, FRi%: frequência relativa, FAC: frequência acumulada, FAC%: frequência acumulada percentual).GRÁFICO – 14ANÁLISE: Esperava-se que muitos dos entrevistados assinalassem que nunca enfrentamdificuldades para tomar banho. Mas imagina-se que possa ter ocorrido uma má interpretaçãoda pergunta. No entanto, analisando-se os resultados, 89% não possui dificuldades em realizaresta ação.
  41. 41. 419.5.6 – DIFICULADADE PARA AJUDAR NAS TAREFAS DOMESTICAS Esta questão tem a finalidade de analisar a dificuldade dos adolescentes em ajudar nastarefas domésticas.TABELA – 15 Resposta Entrevistados Entrevistados % FAC FAC% Nunca 115 53,24% 115 53,24% Quase Nunca 38 17,59% 153 70,83% Algumas Vezes 25 11,57% 178 82,41% Quase Sempre 15 6,94% 193 89,35% Sempre 23 10,65% 216 100,00% Total 216 100,00% - - Tabela 15. (fi: frequência, FRi%: frequência relativa, FAC: frequência acumulada, FAC%: frequência acumulada percentual).GRÁFICO – 15ANÁLISE: Essa é uma questão que pode ter gerado uma dupla interpretação, porque mesmosabendo que se trata do domínio físico, algumas pessoas podem ter interpretado como algumadificuldade de falta de tempo para realizar tais atividades. Entretanto, pode-se afirmar quepoucas pessoas sentem dificuldade em realizar tarefas domésticas.
  42. 42. 429.5.7 – SINTO DOR Esta questão tem a finalidade de analisar se os adolescentes sentem dores frequentes.TABELA – 16 Resposta Entrevistados Entrevistados % FAC FAC% Nunca 44 20,28% 44 20,28% Quase Nunca 92 42,40% 136 62,67% Algumas Vezes 57 26,27% 193 88,94% Quase Sempre 16 7,37% 209 96,31% Sempre 8 3,69% 217 100,00% Total 217 100,00% - - Tabela 16. (fi: frequência, FRi%: frequência relativa, FAC: frequência acumulada, FAC%: frequência acumulada percentual).GRÁFICO – 16ANÁLISE: O maior índice de respostas foi “nunca” ou “quase nunca”, totalizando 62,68%.As outras respostas indicam que os jovens sentem algum tipo de dor, podendo estarrelacionada à postura, peso da mochila, várias horas na posição sentada, atividades maissedentárias (TV, computador, videogame), etc.
  43. 43. 439.5.8 – SINTO POUCA ENERGIA OU DISPOSIÇÃO Esta questão tem a finalidade de analisar se os adolescentes sentem pouca energia oudisposição.TABELA – 17 Resposta Entrevistados Entrevistados % FAC FAC% Nunca 82 37,79% 82 37,79% Quase Nunca 70 32,26% 152 70,05% Algumas Vezes 45 20,74% 197 90,78% Quase Sempre 10 4,61% 207 95,39% Sempre 10 4,61% 217 100,00% Total 217 100,00% - - Tabela 17. (fi: frequência, FRi%: frequência relativa, FAC: frequência acumulada, FAC%: frequência acumulada percentual).GRÁFICO – 17ANÁLISE: Em alguns casos, devido à carga horária de estudos e outras atividades, os jovensse sentem indispostos, mas de forma geral estes se apresentaram sem a ausência de energia oudisposição.
  44. 44. 449.6 – DOMÍNIO EMOCIONAL Tal domínio compreende cinco questões referentes aos aspectos emocionais(sentimento de medo, sentimento de tristeza, raiva, dormir mal e preocupação consigo).9.6.1 – SINTO MEDO Esta questão tem o desígnio de analisar se os adolescentes sentem medofrequentemente.TABELA – 18 Resposta Entrevistados Entrevistados % FAC FAC% Nunca 44 20,28% 44 20,28% Quase nunca 79 36,41% 123 56,68% Algumas vezes 79 36,41% 202 93,09% Muitas vezes 13 5,99% 215 99,08% Quase sempre 2 0,92% 217 100,00% Total 217 100,00% - - Tabela 18. (fi: frequência, FRi%: frequência relativa, FAC: frequência acumulada, FAC%: frequência acumulada percentual).GRÁFICO – 18ANÁLISE: É relativamente comum os jovens sentirem medo devido à fase de transição pelaqual estão passando.
  45. 45. 459.6.2 – ME SINTO TRISTE Esta questão tem o desígnio de analisar se os adolescentes se sentem tristes comfrequência.TABELA - 19 Resposta Entrevistados Entrevistados % FAC FAC% Nunca 33 15,21% 33 15,21% Quase Nunca 66 30,41% 99 45,62% Algumas Vezes 94 43,32% 193 88,94% Quase sempre 17 7,83% 210 96,77% Sempre 7 3,23% 217 100,00% Total 217 100,00% - - Tabela 19. (fi: frequência, FRi%: frequência relativa, FAC: frequência acumulada, FAC%: frequência acumulada percentual).GRÁFICO - 19ANÁLISE: Durante a juventude, é comum uma espécie de montanha russa emocional.Dependendo das situações, os jovens podem se sentir abatidos (tristes) ou alegres. A pesquisaapresenta dados que corroboram essa variação.
  46. 46. 469.6.3 – SINTO RAIVA Esta questão tem o intuito de analisar se os adolescentes sentem raiva frequentemente.TABELA – 20 Resposta Entrevistados Entrevistados % FAC FAC% Nunca 18 8,29% 18 8,29% Quase Nunca 59 27,19% 77 35,48% Algumas Vezes 87 40,09% 164 75,58% Quase Sempre 36 16,59% 200 92,17% Sempre 17 7,83% 217 100,00% Total 217 100,00% - - Tabela 20. (fi: frequência, FRi%: frequência relativa, FAC: frequência acumulada, FAC%: frequência acumulada percentual).GRÁFICO – 20ANÁLISE: Como já foi dito na análise do gráfico anterior, os jovens passam por umainstabilidade emocional, fazendo uma analogia com os resultados do gráfico.
  47. 47. 479.6.4 – DURMO MAL Esta questão tem o intuito de analisar se os adolescentes dormem mal.TABELA – 21 Resposta Entrevistados Entrevistados % FAC FAC% Nunca 64 29,49% 64 29,49% Quase Nunca 68 31,34% 132 60,83% Algumas Vezes 55 25,35% 187 86,18% Quase Sempre 21 9,68% 208 95,85% Sempre 9 4,15% 217 100,00% Total 217 100,00% - - Tabela 21. (fi: frequência, FRi%: frequência relativa, FAC: frequência acumulada, FAC%: frequência acumulada percentual).GRÁFICO – 21ANÁLISE: Apesar da maioria quase nunca ter dificuldades para dormir, pode-se perceber quealgumas vezes os jovens têm esse tipo de problema, o que chega a ser preocupante, pois umaboa noite de sono é um indicador de uma boa qualidade de vida.
  48. 48. 489.6.5 – ME PREOCUPO COMIGO Esta questão tem o intuito de analisar se os adolescentes se preocupam consigomesmos.TABELA – 22 Resposta Entrevistados Entrevistados % FAC FAC% Nunca 14 6,45% 14 6,45% Quase Nunca 39 17,97% 53 24,42% Algumas Vezes 52 23,96% 105 48,39% Quase Sempre 69 31,80% 174 80,18% Sempre 43 19,82% 217 100,00% Total 217 100,00% - - Tabela 22. (fi: frequência, FRi%: frequência relativa, FAC: frequência acumulada, FAC%: frequência acumulada percentual).GRÁFICO – 22ANÁLISE: Essa questão se torna muito importante porque esta é uma fase em que os jovenstomam decisões importantes. Devido a isso, eles têm elevados índices eferentes àpreocupação com si próprios. Entretanto o que chega a ser alarmante é os 18% queresponderam que quase nunca se preocupam com sua situação.
  49. 49. 499.7 – DOMÍNIO SOCIAL Tal domínio compreende cinco questões referentes aos aspectos sociais (Problemas oudificuldades de convivência com outros adolescentes, em fazer amizade, em fazer coisas queos outros adolescentes fazem, em acompanhar adolescentes da mesma idade e provocação porparte de outros adolescentes), ligados a questões de convívio social principalmente.9.7.1 – DIFICULDADE PARA CONVIVER COM OUTROS(AS) ADOLESCENTES Esta questão tem o intuito de analisar a dificuldade para conviver com outras/osadolescentes.TABELA – 23 Resposta Entrevistados Entrevistados % FAC FAC% Nunca 109 50,23% 109 50,23% Quase Nunca 58 26,73% 167 76,96% Algumas Vezes 28 12,90% 195 89,86% Quase Sempre 6 2,76% 201 92,63% Sempre 16 7,37% 217 100,00% Total 217 100,00% - - Tabela 23. (fi: frequência, FRi%: frequência relativa, FAC: frequência acumulada, FAC%: frequência acumulada percentual).GRÁFICO – 23
  50. 50. 50ANÁLISE: É importante que os jovens consigam desde já a conviver socialmente com osdemais, pois os mesmos se valerão de tal fato (da convivência social) pelo resto de suas vidas,porque esta é atualmente uma das grandes exigências do mercado de trabalho.
  51. 51. 519.7.2 – DIFICULDADE EM FAZER AMIZADE COM OUTROS(AS) ADOLESCENTES Esta questão tem o intuito de analisar se os adolescentes têm dificuldade fazer amizadecom outros/as adolescentes.TABELA – 24 Resposta Entrevistados Entrevistados % FAC FAC% Nunca 95 43,78% 95 43,78% Quase Nunca 58 26,73% 153 70,51% Algumas Vezes 39 17,97% 192 88,48% Quase Sempre 15 6,91% 207 95,39% Sempre 10 4,61% 217 100,00% Total 217 100,00% - - Tabela 24. (fi: frequência, FRi%: frequência relativa, FAC: frequência acumulada, FAC%: frequência acumulada percentual).GRÁFICO – 24ANÁLISE: Como já mencionado, é importante para os jovens ter um convívio social, o queos ajudará principalmente na sua vida profissional (assim como na sua vida pessoal).
  52. 52. 529.7.3 – OS(AS) OUTROS(AS) ADOLESCENTES IMPLICAM COMIGO Esta questão tem o intuito de analisar se os adolescentes sofrem implicância por partede outros.TABELA – 25 Resposta Entrevistados Entrevistados % FAC FAC% Nunca 78 35,94% 78 35,94% Quase Nunca 92 42,40% 170 78,34% Algumas Vezes 32 14,75% 202 93,09% Quase Sempre 11 5,07% 213 98,16% Sempre 4 1,84% 217 100,00% Total 217 100,00% - - Tabela 25. (fi: frequência, FRi%: frequência relativa, FAC: frequência acumulada, FAC%: frequência acumulada percentual).GRÁFICO – 25ANÁLISE: Os resultados são bons porque apenas 7% da amostra respondeu que possui, decerta forma, dificuldade de se relacionar com outros adolescentes.
  53. 53. 539.7.4 – DIFICULDADE EM FAZER ATIVIDADES QUE OUTROS(AS) ADOLESCENTES DA MINHA IDADE REALIZAM Esta questão tem o intuito de analisar se os adolescentes têm dificuldade em fazeratividades que outros/as adolescentes realizam.TABELA – 26 Resposta Entrevistados Entrevistados % FAC FAC% Nunca 105 48,39% 105 48,39% Quase Nunca 58 26,73% 163 75,12% Algumas Vezes 32 14,75% 195 89,86% Quase Sempre 12 5,53% 207 95,39% Sempre 10 4,61% 217 100,00% Total 217 100,00% - - Tabela 26. (fi: frequência, FRi%: frequência relativa, FAC: frequência acumulada, FAC%: frequência acumulada percentual).GRÁFICO – 26ANÁLISE: Conclui-se que a maioria dos jovens não têm dificuldades nas atividadesescolares. Porém, essa questão pode ter gerada uma dupla interpretação, pois há diferençaentre desempenho não satisfatório na escola e dificuldades para assimilar os conteúdosensinados.
  54. 54. 549.7.5 – DIFICULDADE EM ACOMPANHAR OS(AS) ADOLESCENTES DA MINHA IDADE Esta questão tem o intuito de analisar se os adolescentes têm dificuldade emacompanhar outros adolescentes.TABELA – 27 Resposta Entrevistados Entrevistados % FAC FAC% Nunca 114 52,53% 114 52,53% Quase Nunca 56 25,81% 170 78,34% Algumas Vezes 21 9,68% 191 88,02% Quase Sempre 10 4,61% 201 92,63% Sempre 16 7,37% 217 100,00% Total 217 100,00% - - Tabela 27. (fi: frequência, FRi%: frequência relativa, FAC: frequência acumulada, FAC%: frequência acumulada percentual).GRÁFICO – 27ANÁLISE: Como nas outras questões do domínio social, a pequena parcela que afirma terdificuldade, gera preocupação. Entretanto a maioria representa um bom sinal, mostrando quenão possuem dificuldade em acompanhar os demais adolescentes. Além disso, apenas 10%responderam “Algumas vezes”.
  55. 55. 559.8 – DOMÍNIO ESCOLAR Tal domínio compreende cinco questões referentes aos aspectos escolares (Problemasou dificuldades de prestar atenção nas aulas, em lembrar dos assuntos abordados em aula, emacompanhar a turma nas tarefas escolares, faltar às aulas por se sentir mal e faltar às aulas porter de ir ao médico ou ao hospital).9.8.1 – DIFICULDADE EM PRESTAR ATENÇÃO NA AULA Esta questão tem o intuito de analisar se os adolescentes têm dificuldade em prestaratenção nas aulas.TABELA – 28 Resposta Entrevistados Entrevistados % FAC FAC% Nunca 44 20,28% 44 20,28% Quase Nunca 62 28,57% 106 48,85% Algumas Vezes 77 35,48% 183 84,33% Quase Sempre 25 11,52% 208 95,85% Sempre 9 4,15% 217 100,00% Total 217 100,00% - - Tabela 28. (fi: frequência, FRi%: frequência relativa, FAC: frequência acumulada, FAC%: frequência acumulada percentual).GRÁFICO – 28ANÁLISE: 64% responderam não ter dificuldades em prestar atenção nas aulas, enquanto que16% apresentam maiores dificuldades.
  56. 56. 569.8.2 – DIFICULDADE EM LEMBRAR-SE DOS ASSUNTOS ABORDADOS EM AULA Esta questão tem o objetivo de analisar se os adolescentes têm dificuldade em lembrardos assuntos abordados em aula.TABELA – 29 Resposta Entrevistados Entrevistados % FAC FAC% Nunca 31 14,29% 31 14,29% Quase Nunca 66 30,41% 97 44,70% Algumas Vezes 88 40,55% 185 85,25% Quase Sempre 19 8,76% 204 94,01% Sempre 13 5,99% 217 100,00% Total 217 100,00% - - Tabela 29. (fi: frequência, FRi%: frequência relativa, FAC: frequência acumulada, FAC%: frequência acumulada percentual).GRÁFICO – 29ANÁLISE: Percebe-se, com os dados do gráfico, que a maioria dos entrevistados apresentaem alguns casos dificuldades para recordarem o que fora abordado em aula. Porém, nos“extremos”, percebemos que as respostas “Nunca” e “Quase Nunca” foram mais assinaladasque as outras duas.
  57. 57. 579.8.3 – DIFICULDADE EM ACOMPANHAR MINHA TURMA NAS TAREFAS ESCOLARES Esta questão tem o objetivo de analisar se os adolescentes têm dificuldade deacompanhar sua turma nas tarefas escolares.TABELA – 30 Resposta Entrevistados Entrevistados % FAC FAC% Nunca 87 40,09% 87 40,09% Quase Nunca 62 28,57% 149 68,66% Algumas Vezes 37 17,05% 186 85,71% Quase Sempre 24 11,06% 210 96,77% Sempre 7 3,23% 217 100,00% Total 217 100,00% - - Tabela 30. (fi: frequência, FRi%: frequência relativa, FAC: frequência acumulada, FAC%: frequência acumulada percentual).GRÁFICO – 30ANÁLISE: Os dados desse gráfico são “positivos”, pois a maioria da amostra não temdificuldades em acompanhar as atividades e tarefas escolares dos outros adolescentes.
  58. 58. 589.8.4 – EU FALTO À AULA POR NÃO ESTAR ME SENTINDO BEM Esta questão tem o objetivo de analisar se os adolescentes faltam às aulas por nãoestarem se sentindo bem.TABELA – 31 Resposta Entrevistados Entrevistados % FAC FAC% Nunca 97 44,70% 97 44,70% Quase Nunca 77 35,48% 174 80,18% Algumas Vezes 30 13,82% 204 94,01% Quase Sempre 8 3,69% 212 97,70% Sempre 5 2,30% 217 100,00% Total 217 100,00% - - Tabela 31. (fi: frequência, FRi%: frequência relativa, FAC: frequência acumulada, FAC%: frequência acumulada percentual).GRÁFICO – 31ANÁLISE: Os resultados desse gráfico apresentam dois indicadores de qualidade de vida. Oprimeiro relativo ao fato de as pessoas se sentirem mal com certa frequência. Já aqueles queassinalaram as demais alternativas, pode-se interpretar que além de evitarem faltar às aulas,ainda sofrem menos ou muito pouco com problemas de saúde, e quando esse tipo de problemaacontece não os afeta a ponto de leva-los a faltar às aulas.
  59. 59. 599.8.5 – FALTO ÀS AULAS PARA IR AO MÉDICO OU AO HOSPITAL Esta questão tem a finalidade de analisar se os adolescentes faltam às aulas por ter deir ao médico ou ao hospital.TABELA – 32 Resposta Entrevistados Entrevistados % FAC FAC% Nunca 73 33,80% 73 33,80% Quase Nunca 84 38,89% 157 72,69% Algumas Vezes 44 20,37% 201 93,06% Quase Sempre 7 3,24% 208 96,30% Sempre 8 3,70% 216 100,00% Total 216 100,00% - - Tabela 32. (fi: frequência, FRi%: frequência relativa, FAC: frequência acumulada, FAC%: frequência acumulada percentual).GRÁFICO – 32ANÁLISE: Os resultados apresentados demostram que poucos entrevistados sofrem comproblemas de saúde mais sérios, o que exigiria que passassem pelo médico ou hospitais comfrequência.
  60. 60. 6010.0 – CONCLUSÃO Após um ano desenvolvendo o trabalho, há uma série de considerações a serem feitas.O tema Qualidade de Vida é muito abrangente, sendo extremamente abordado atualmente, àsvezes de forma “indireta”, pois a mídia, por exemplo, trata com grande intensidade aspectosligados à falta de Qualidade de Vida, como a obesidade, hábitos de alimentação nãosaudáveis, o sedentarismo, as doenças sistêmicas, a poluição ambiental, o stress, entre outros.Além disso, também se fala muito da comunicação, de como as pessoas devem se relacionarcom as outras, isto é, do convívio social. Ainda, há a questão da escolaridade e, em termosmais “radicais”, de felicidade e riqueza. Logo, a Qualidade de Vida está “diluída” em taiselementos, ou seja, os meios de comunicação se referem de maneira fragmentada a este tema. Assim, por meio desta pesquisa, percebeu-se os inúmeros aspectos que devem serconsiderados ao abordar esta questão. Tal tema não compreende apenas uma característica,mas diversos elementos de saúde e do próprio cotidiano, isto é, “a percepção do indivíduo desua posição na vida, no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e emrelação aos seus objetivos, padrões e preocupações” (segundo a OMS). No entanto, aconceituação do tema apresentou-se como um dos aspectos mais complicados do trabalho,uma vez que a Qualidade de Vida é um aspecto relativamente subjetivo e particular, poiscompreende uma diversidade de domínios que a constituem. Outro fator que merece destaqueé o de que, apesar de difundida nos meios acadêmico, científico e midiático, poucos estudosse voltam à Qualidade de Vida para pessoas saudáveis, como é o caso de adolescentes, e simpara populações com doenças já instaladas. O presente estudo voltou-se para a análise da Qualidade de Vida dos adolescentesfrequentadores do Ensino Médio de algumas escolas particulares e públicas das cidades deBauru, Bariri e Ubirajara. Por meio da investigação realizada foi possível aprimorar os conhecimentos sobre otema, permitindo discutir os resultados encontrados. Por meio da análise dos escores médiosdos domínios de QV – Físico, Emocional, Social e Escolar – pode-se afirmar que os jovens,em sua maioria possuem uma QV muito boa. Entretanto, resultados ruins tambémapareceram, como no caso do Colégio Técnico Industrial e da Escola Dr. Francisco de P.Abreu Sodré, apresentando os piores escores médios para os domínios investigados. Percebeu-se também, que na comparação entre os domínios, o Físico foi o queapresentou os escores médios mais elevados em todas as escolas para ambos os sexos,
  61. 61. 61podendo-se inferir que, nesta fase de vida – adolescência – os jovens encontram-se em suaplenitude física, não ocorrendo o mesmo com os outros domínios que englobam aspectosemocionais, tipicamente alterados nesta faixa etária. Assim, o tema QV é bem próximo da realidade adolescente, possibilitando oentendimento do que é necessário fazer para viver bem, ou seja, uma forma de combinar asaúde, tanto física como mental, e aliar ambas às obrigações e preocupações cotidianas.
  62. 62. 6211.0 – REFERÊNCIAS / BIBLIOGRAFIA- KAPLAN, R.M. Quality of life, resource allocation, and the U.S. Health - care crisis. In:Dimsdale JE, Baum A, editors. Quality of life in behavioral medicine research. New Jersey:Lawrence Erlbaum Associates, 1995. p. 3-30.- KLATCHOIAN, D. A. et al. Qualidade de vida de crianças e adolescentes de São Paulo:confiabilidade e validade da versão brasileira do questionário genérico Pediatric Quality ofLife InventoryTM versão 4.0 Generic Core Scales. Jornal de Pediatria, v. 84, n. 4, p. 308-315,2008.- LOFRANO-PRADO, M. C. et al. Quality of life in Brazilian obese adolescents: effects of along-term multidisciplinary lifestyle therapy. Health and Quality of Life Outcomes, v. 7, n.61, p. 7-11, 2009.- ROGERSON, R.J. Environmental and health-related quality of life: conceptual andmethodological similarities. Soc Sci Med, v. 41, p. 1373-82, 1995.- SCHUTTINGA, J.A. Quality of life from a federal regulatory perspective. In: DimsdaleJE, Baum A, editors. Quality of life in behavioral medicine research. New Jersey: LawrenceErlbaum Associates; 1995. p. 31-42.- VARNI, J.W. et al.. The PedsQL 4.0 as a pediatric population health measure: feasibility,reliability, and validity. Ambul Pediatr, v. 3, p. 329-41, 2003.- VISSERS, D. et al. Overweight in adolescents: Differences per type of education. Does onesize fit all?. J Nutr Educ Behav, v.40, p.65-71, 2004.
  63. 63. 6312.0 – ANEXOS12.1 – TEXTO 1FGV-SP elabora a metodologia do novo índice, a Felicidade Interna Bruta;Intenção é fornecer os resultados ao governo federal para auxiliar nodesenvolvimento de políticas públicas.SÃO PAULO - A riqueza do País pode começar a ser mensurada de outra forma. No lugar doProduto Interno Bruto (PIB), a Felicidade Interna Bruta (FIB). A Fundação Getúlio Vargas deSão Paulo (FGV-SP) está empenhada na elaboração da metodologia do novo índice. Aintenção é fornecer os resultados ao governo federal para auxiliar no desenvolvimento depolíticas públicas.O FIB já existe no Butão, um pequeno reino incrustado nas cordilheiras do Himalaia. Lá, ocontentamento da população é mais importante que o desempenho da produção industrial. Oíndice pensado pela FGV, no entanto, não será tão radical. "O PIB será um dos componentesdo cálculo", esclarece Fábio Gallo, professor da FGV-SP que, ao lado de Wesley Mendes,encabeça o desenvolvimento do estudo.O PIB é considerado por diversos especialistas um índice incompleto. Dados como o Índicede Desenvolvimento Humano (IDH) ou o nível de segurança das cidades não sãocontabilizados. Portanto, elencar a grandeza das nações pelos bilhões acumulados comprodução industrial e comercial, por exemplo, é, para esses especialistas, uma distorção darealidade."Elaborar o índice que queremos é algo complexo. São muitos dados subjetivos que variam deEstado para Estado", explica Gallo. Num país do tamanho do Brasil, com regiões diferentesentre si, a tarefa fica ainda mais complicada. "Tudo será sob medida para cada uma dasregiões. Dessa forma, chegaremos a bons resultados, que reflitam a situação real do País",completa Mendes.Os professores salientam que o PIB falha ao computar os custos ambientais e, ao mesmotempo, inclui em seu cálculo formas de crescimento econômico prejudiciais ao bem-estar dapopulação. Gastos com crime, atendimento médico, divórcio e até desastres naturais comotsunamis colaboram para elevar o PIB.
  64. 64. 64O primeiro passo do desenvolvimento da metodologia do FIB brasileiro já foi dado pela FGV,e mostra que a riqueza econômica não é o principal fator de felicidade da população. Umquestionário com jovens adultos de São Paulo e de Santa Maria, pequena cidade no interior doRio Grande do Sul, mostrou que o índice de satisfação dos jovens gaúchos é 22,5% maior queo dos paulistanos. Entre os 11 aspectos de vida estudados, os mais relevantes para a percepçãode satisfação foram vida social, situação financeira e atividades ao ar livre.Ainda de acordo com essa primeira etapa da pesquisa, a principal preocupação dospaulistanos é com segurança pessoal, enquanto a principal satisfação é com perspectivas decrescimento acadêmico. Entre os gaúchos, a preocupação é com as expectativas de conseguirum bom trabalho. A satisfação é com a boa vida social. "Sociedade feliz é aquela em quetodos têm acesso aos serviços básicos de saúde, educação, previdência social, cultura, lazer",afirma Fábio Gallo.Instituto de FinançasCom a melhoria da renda média do brasileiro e a estabilização econômica, temas como osinvestimentos e a qualidade de vida ganham espaço. É de olho nessa tendência que aFundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP) criou o Instituto de Finanças. A elaboraçãoda metodologia do índice que medirá a felicidade do brasileiro é uma das iniciativas do novoInstituto.Maria Tereza Fleury, diretora da FGV, explica que o núcleo de estudos deve ter a mesmarepresentatividade que o Ibre (Instituto de Economia da FGV-RJ) conquistou. "Estamosunindo uma série de iniciativas que já existiam. Agora, teremos uma forte sinergia interna quevai colaborar com o desenvolvimento de diversos tópicos da sociedade", avalia a executiva.O instituto será coordenado por João Carlos Douat, doutor em administração de empresas.Sob sua coordenação estarão 11 núcleos e cada um será administrado por um ou doisprofessores da universidade. No total, são 37 docentes envolvidos com a criação do Institutode Finanças e pouco mais de 3 mil alunos que já estão matriculados terão acesso às novidades."Somo uma instituição privada e, portanto, isenta de interferências governamentais. Comotemos autonomia, creio que podemos colaborar com a elaboração de bons índices paraauxiliar no desenvolvimento de boas políticas à sociedade", completa Maria Tereza.O índice de Felicidade Interna Bruta (FIB), por exemplo, será produzido pelo núcleo deEstudos de Felicidade e Comportamento Financeiro, que terá gestão de Fábio Gallo e WesleyMendes.No LabFin, o laboratório de finanças, coordenado pelo professor Rafael Schiozer, os alunosfarão simulações de investimentos. "Vamos simular a elaboração de carteiras de renda
  65. 65. 65variável e fixa", diz Schiozer. "Queremos formar bons gestores de fundos. Isso é algo inéditono Brasil", reforça.O professor Antônio Gledson de Carvalho ficará encarregado do núcleo que reúne os docentesque lecionam e orientam os alunos nos cursos de mestrado e doutorado. "Neste momentoestamos estruturando uma pós-graduação específica sobre o mercado financeiro", dizCarvalho.Além desses assuntos, as microfinanças também estão contempladas com um núcleo que serágerido por Lauro Gonzalez. Finanças internacionais, private equity, gestão bancária econtabilidade estão entre os conteúdos contemplados. Outros nomes como Willian Eid Júnior,David Hastings e José Evaristo dos Santos também estão envolvidos no instituto.TV financeiraPara divulgar os conteúdos produzidos pelo Instituto de Finanças e ter um canal aberto comquem não é aluno da FGV, a fundação prepara também um programa de educação financeira."Será uma linguagem diferente. Queremos atrair a atenção das pessoas para este tema", diz oprofessor Fábio Gallo.Disponível em: http://www.jornaldiadia.com.br/index.php/brasil/89723-indice-vai-medir-felicidade-do-brasileiro. Acessado em: 25 março 2012.12.1.1 – RESUMO 1A Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), com base na melhora da renda média dobrasileiro e na estabilização econômica do país, bem como no maior emprego de temasrelacionados a qualidade de vida, está empenhada na elaboração de uma nova metodologiapara medir a riqueza do Brasil: ao invés do PIB (Produto Interno Bruto), utilizar-se-ia para talmensuração o índice FIB (Felicidade Interna Bruta). O FIB já existe no Butão, onde se levaem conta o contentamento da população do que o desempenho industrial. O índice pensadopela FGV, no entanto, não será tão radical, tendo o PIB como um dos componentes docálculo.A iniciativa se deve ao fato do PIB ser considerado incompleto por vários especialistas, quealegam que o índice apenas considera os bilhões acumulados com produção industrial ecomercial das nações, o que significa uma distorção da realidade, uma vez que dados queinfluem diretamente o PIB - investimentos em segurança, saúde pública, higiene e serviçosanitário - não são contabilizados. No Brasil, por exemplo, as condições econômicas (e
  66. 66. 66sociais) de cada estado são muito diferentes, contribuindo ainda mais para a “imprecisão” doPIB.A intenção dos pesquisadores é fornecer resultados ao governo federal para auxiliar nodesenvolvimento de políticas públicas e mostrar a real situação do País. O primeiro passo dodesenvolvimento da metodologia do FIB brasileiro já foi dado pela FGV. A pesquisa inicialdeu-se com a distribuição de um questionário entre jovens adultos de São Paulo e de SantaMaria - Rio Grande do Sul. O resultado mostrou que, de fato, a riqueza econômica não é oprincipal fator de felicidade da população. Agora, a FGV estuda ampliar suas pesquisas echamar a atenção da população para o tema.

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