Agnosia,apraxia,afasia,dislexia e epilepsia

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Agnosia,apraxia,afasia,dislexia e epilepsia

  1. 1. PATOLOGIAS
  2. 2. DISLEXIA <ul><li>É uma dificuldade específica no aprendizado da linguagem. </li></ul>
  3. 3. SINAIS E SINTOMAS NA PRIMEIRA INFÂNCIA <ul><li>Atraso no desenvolvimento psicomotor; </li></ul><ul><li>Atraso ou deficiência na aquisição da fala; </li></ul><ul><li>Dificuldade em entender o que está ouvindo; </li></ul><ul><li>Distúrbios do sono; </li></ul><ul><li>Enurese noturna; </li></ul><ul><li>Suscetibilidade a alergias e infecções; </li></ul><ul><li>Hiper ou hipo atividade motora; </li></ul><ul><li>Inquietação ou agitação com muita freqüência; </li></ul><ul><li>Dificuldade para andar de triciclo; </li></ul><ul><li>Dificuldade de adaptação nos primeiros anos escolares; </li></ul><ul><li>Dificuldades em aprender rimas; </li></ul><ul><li>Falta de interesse por livros impressos. </li></ul>
  4. 4. SINAIS E SINTOMAS NA IDADE ESCOLAR <ul><li>Desatenção e dispersão; </li></ul><ul><li>Dificuldade de copiar de livros e lousa; </li></ul><ul><li>Dificuldade de coordenação motora fina e grossa; </li></ul><ul><li>Desorganização geral; </li></ul><ul><li>Confusão entre direita e esquerda; </li></ul><ul><li>Vocabulário pobre; </li></ul><ul><li>Dificuldade de memória a curto prazo; </li></ul><ul><li>Dificuldade de decorar sentenças; </li></ul><ul><li>Dificuldade de matemática; </li></ul><ul><li>Dificuldade de nomear objetos e pessoas; </li></ul><ul><li>Troca de letras na escrita; </li></ul><ul><li>Problemas de conduta: timidez excessiva ou “palhaço” da turma. </li></ul>
  5. 5. SINAIS E SINTOMAS NO ADULTO (Se não teve acompanhamento adequado) <ul><li>Dificuldade de leitura e escrita; </li></ul><ul><li>Memória imediata prejudicada; </li></ul><ul><li>Dificuldade de aprendizagem de outro idioma; </li></ul><ul><li>Dificuldade de direita e esquerda; </li></ul><ul><li>Dificuldade de organização; </li></ul><ul><li>Depressão, ansiedade, auto-estima rebaixada, drogas e álcool. </li></ul>
  6. 6. DIAGNÓSTICO <ul><li>Deve ser multidisciplinar e de exclusão; </li></ul><ul><li>Psicólogo: avalia por meio de testes e observações minuciosas. Exclui déficit intelectual, faz-se avaliação cognitiva (Wisc) e desordens afetivas; </li></ul><ul><li>Fonoaudiólogo: Avalia a linguagem falada, o processamento dos elementos sonoros como os fonemas e as sílabas. </li></ul><ul><li>Psicopedagogo: Avalia por meio de testes a cognição, compreensão e o desempenho da leitura e da escrita; </li></ul><ul><li>Neurologista: Avalia por meio de neuroimagens; </li></ul><ul><li>Oftalmologista: Exclui a possibilidade de patologias visuais. </li></ul>
  7. 7. INCIDÊNCIA <ul><li>Segundo a OMS 8% da população mundial é disléxica em ambos os sexos. </li></ul><ul><li>Segundo a ABD pode chegar a 15%. </li></ul>
  8. 8. ANATOMIA <ul><li>As diferenças estruturais começam na vida intra-uterina, por isso é genética e hereditária. </li></ul><ul><li>Planum temporale é simétrico nos disléxicos, já nos não disléxicos destros é maior do lado esquerdo e para os canhotos maior do lado direito. </li></ul><ul><li>No tálamo há neurônios menores. </li></ul><ul><li>Há ectopias dentro das áreas corticais responsáveis pela linguagem. </li></ul><ul><li>O corpo caloso é menos longo na porção anterior e mais curto e menor na posterior. </li></ul>
  9. 10. TRATAMENTO <ul><li>Deve ser multissensorial e cumulativo; </li></ul><ul><li>Sintonia entre profissional, família e escola; </li></ul><ul><li>Enfatizar a terapia de método fônico (relação entre letra e som/ fonema – grafema); </li></ul><ul><li>Trabalhar a memória imediata, percepção visual e auditiva. </li></ul>
  10. 12. PROGNÓSTICO <ul><li>Os resultados são progressivos e consistentes. O disléxico contorna suas dificuldades, responde bem a situações e vivência concretas e que utilizem os múltiplos sentidos. </li></ul>
  11. 13. EPILEPSIA <ul><li>O QUE É? </li></ul><ul><li>Doença neurológica crônica, podendo ser progressiva; </li></ul><ul><li>É uma descarga elétrica cerebral desorganizada que se propaga nas demais áreas do cérebro; </li></ul><ul><li>Cerca 1% da população mundial sofre com a doença. </li></ul>
  12. 15. COMO SE DESENVOLVE? <ul><li>O mecanismo desencadeador das crises pode ser multifatorial; </li></ul><ul><li>Estímulos visuais e auditivos; </li></ul><ul><li>Nem toda crise convulsiva é caracterizada como epilepsia; </li></ul><ul><li>Para isso ocorrer é necessário o paciente apresentar duas crises no período de 12 meses, sem apresentar febre, ingestão de álcool, intoxicação por drogas ou abstinência durantes as crises. </li></ul>
  13. 16. O QUE SE SENTE? <ul><li>A sintomatologia apresentada durante a crise pode variar conforme a área cerebral que foi afetada; </li></ul><ul><li>Alterações motoras, sensoriais, perda de consciência e perda do controle esfincteriano, mal estar gástrico, dormência no corpo, sonolência, sensação de escutar sons estranhos, odores desagradáveis distorções de imagens. </li></ul>
  14. 17. DIAGNÓSTICO <ul><li>O diagnóstico é realizado pelo médico neurologista; </li></ul><ul><li>Exames como:eletroencefalograma (EEG),e neuroimagem como:tomografia e ressonância magnética de crânio. </li></ul><ul><li>Vídeo – EEG. </li></ul>
  15. 18. COMO SE TRATA? <ul><li>Através de medicações que possam controlar a atividade anormal dos neurônios, diminuindo as cargas cerebrais anormais; </li></ul><ul><li>Cirurgia da epilepsia, consiste na retirada de parte da lesão ou das conexões cerebrais que levam a propagação das descargas anormais. </li></ul>
  16. 20. AFASIA <ul><li>É a perda da capacidade e das habilidades de linguagem falada e escrita, causada por lesão no sistema nervoso; </li></ul><ul><li>A linguagem falada é peculiar aos seres humanos e é localizada no hemisfério esquerdo e se correlacionando com assimetrias anatômicas (lobos frontal e temporal) </li></ul>
  17. 21. LOBOS CEREBRAIS
  18. 22. <ul><li>É um sintoma comum da neurologia clínica; </li></ul><ul><li>Conseqüência de um AVC (Acidente Vascular Cerebral); </li></ul><ul><li>Traumatismos cranianos e encefálicos; </li></ul><ul><li>Tumores cerebrais; </li></ul><ul><li>Podem ser causadas por infecções e manifestações degenerativas locais, comprometendo a área especificada; </li></ul><ul><li>Existem peculiaridades que diferem as afasias e proporcionam ao médico uma determinação da topografia da região afetada. </li></ul>
  19. 23. AFASIA DE BROCA <ul><li>É caracterizada por uma grande dificuldade em falar, porém a compreensão da linguagem encontra-se preservada; </li></ul><ul><li>Conhecida como afasia não fluente, de expressão ou motora; </li></ul><ul><li>O paciente executa normalmente a leitura silenciosa, mas a escrita é comprometida. </li></ul>
  20. 24. AFASIA DE WERNICKE <ul><li>Caracteriza-se por dificuldade na compreensão da linguagem, a fala é fluente e faz pouco sentido; </li></ul><ul><li>Conhecida como afasia fluente; </li></ul><ul><li>Os pacientes falam espontaneamente, embora de modo vago, fugindo do objetivo da conversa; </li></ul><ul><li>Existem parafasias, ou seja, uma palavra substitui a outra. Exemplo: Chamar a colher de garfo (parafasia literal) chamar a colher de mulher (parafasia verbal). </li></ul>
  21. 26. AFASIA DE CONDUÇÃO <ul><li>A compreensão está preservada e a fala é fluente e espontânea; </li></ul><ul><li>Existe uma incapacidade de repetir palavras corretamente. </li></ul>
  22. 27. AFASIA GLOBAL <ul><li>É a perda de todas as capacidades de linguagem: compreensão, fala, leitura e escrita; </li></ul><ul><li>É causada geralmente por um infarto completo no território da artéria cerebral média esquerda; </li></ul><ul><li>Os pacientes apresentam hemiplegia direita, ou seja, uma perda de força no lado direito do corpo, além de demência associada; </li></ul><ul><li>O prognóstico é mais reservado. </li></ul>
  23. 28. DIAGNÓSTICO <ul><li>Pressupõe avaliar a capacidade de compreensão e de expressão do paciente; </li></ul><ul><li>Deverá iniciar pela avaliação sensorial, uma vez que a deficiência auditiva pode interferir no processo de comunicação; </li></ul><ul><li>É preciso ter certeza de que apenas um lado está comprometido, antes de pedir que a pessoa movimente o outro braço para mostrar que entende o que lhe foi pedido. </li></ul>
  24. 29. TRATAMENTO <ul><li>É feito através da estimulação da linguagem e é planejado especificadamente para cada caso; </li></ul><ul><li>O terapeuta irá construir pontes entre as habilidades que permaneceram e as que foram perdidas, valendo-se da plasticidade do sistema nervoso central; </li></ul><ul><li>A plasticidade neuronal permite estabelecer novas ligações entre os neurônios; </li></ul><ul><li>No tratamento da afasia, tem por objetivo ajudar a pessoa a construir cadeias para ultrapassar as dificuldades provocadas pela lesão, de modo a tornar as palavras novamente disponíveis. </li></ul>
  25. 30. AGNOSIA <ul><li>Perda da habilidade de compreender o significado ou reconhecer a importância de várias formas de estimulação que não podem ser atribuídas á deficiência de uma modalidade sensorial primata. </li></ul>
  26. 31. TIPOS DE AGNOSIA <ul><li>Visual: o canal sensorial não consegue ativar a memória que tem dos objetos. Ocorre devido a lesões do lobo occipital na região da cissura calcariana; </li></ul><ul><li>Tátil: incapacidade para reconhecer objetos mediante o sentido do tato. Ocorre devido ao canal sensorial visual não consegue ativar a memória que tem dos objetos; </li></ul><ul><li>Auditiva: não consegue identificar sons e ruídos. </li></ul>
  27. 33. CAUSAS <ul><li>Não é doença, é um sintoma; </li></ul><ul><li>Geralmente é decorrente de doenças neurológicas como um tumor, AVC e doenças degenerativas como o Alzheimer. </li></ul>
  28. 34. TRATAMENTO <ul><li>Exacerbar as funções cerebrais intactas para compensar as funções perdidas é uma boa estratégia de reabilitação (estimular a plasticidade cerebral). </li></ul>
  29. 35. APRAXIA <ul><li>Perda da capacidade de realizar atos motores previamente aprendidos; </li></ul><ul><li>Resulta de disfunções nos hemisférios cerebrais, sobretudo do lobo parietal; </li></ul><ul><li>As apraxias podem ser classificadas segundo as suas características: </li></ul>
  30. 36. HEMISFÉRIOS CEREBRAIS
  31. 37. <ul><li>Movimento de Membro: Ocorre quando o paciente tem dificuldade de realizar movimentos finos e precisos; </li></ul><ul><li>Ideomotora: Dificuldade de realização de ações que não dependem de objeto (gestos); </li></ul><ul><li>Dissociação verbal-motora: O paciente hesita em fazer qualquer movimento, como se não tivesse entendido o comando; </li></ul><ul><li>Dissociação visuomotora: O indivíduo falha no desempenho com estímulo visual, mas desempenha-se bem para comando verbal e táctil. </li></ul>
  32. 38. <ul><li>Dissociação Táctil: Indivíduo obtêm melhor desempenho para estímulo visual e verbal do que para estímulo táctil; </li></ul><ul><li>Ideacional: A inabilidade de concluir uma série de atos ou um plano ideacional, ocorrem erros grosseiros. A maioria dos pacientes tem alguma doença demencial ou estado confusional; </li></ul><ul><li>Conceitual: O paciente não se recorda qual o tipo de ação está associada a que ferramenta específica, incapacidade de nomear, apontar, descrever uma ferramenta quando sua função é discutida; </li></ul><ul><li>Bucofacial: Possuem dificuldades em desempenhar funções, habilidades de movimentos aprendidos com a face, lábios, língua e etc. Exemplos: Apagar um fósforo, mandar um beijo. </li></ul>
  33. 39. TRATAMENTO <ul><li>É necessário a intervenção de equipe multidisciplinar para trabalhar a compensação funcional do membro contra- lateral ao hemisfério lesionado. </li></ul><ul><li>Intervenção de neurologistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicopedagogos e psicólogos. </li></ul>

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