Socialismos e anarquismo

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Socialismos e anarquismo

  1. 1. Capitulo 9
  2. 2. <ul><li>Por volta de 1830 e 1840, surgiram pensadores ingleses e franceses que eram chamados de socialistas. Eles tinham ideias bem diferentes uns dos outros. </li></ul><ul><li>Por que então eram todos chamados de socialistas? Por que acreditavam que a economia não deveria beneficiar alguns poucos indivíduos (os burgueses), mas toda a sociedade. </li></ul><ul><li>Em vez da competição do mercado, propunham a cooperação. Estavam convencidos de que era possível reorganizar a sociedade. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>As correntes liberais, que desde o século XVII- Durante as revoluções burguesas na Inglaterra e depois com a própria Revolução Francesa - tinham uma vertente política marcada pela proteção dos direitos individuais, liberdade de expressão, de opinião e de associação, contra o poder absoluto, apresentavam uma vertente econômica que ganhou força na era industrial . </li></ul><ul><li>Essa vertente defendia o livre comércio e a proteção da propriedade privada, já explicitada no final do século XVIII por Adam Smith, tornando-se o pensamento dominante no século XIX. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Os primeiros socialistas contemporâneos foram denominados, de forma pejorativa, como utópicos. Ver pág. 144: Utopia. </li></ul><ul><li>Os partidários do marxismo consideravam o socialismo utópico um movimento idealista, comprometido com a ordem burguesa, na medida em que sonhava uma transição gradual e pacífica para uma ordem socialista. </li></ul><ul><li>Segundo Friedrich Engels, os socialistas utópicos esqueceram a luta de classes e, no fundo, queriam a ajuda dos capitalistas para acabar com o capitalismo. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Robert Owen (1771-1858): </li></ul><ul><li>Tornou-se rico proprietário através do casamento. Tentou realizar seus ideais socialistas criando uma comunidade da Escócia e em New Harmony, nos Estados Unidos. Nessas comunidades, cada um recebia um bônus proporcional às horas de trabalho. Também criou creches e ofereceu educação aos operários, supondo que, assim, aumentaria a produtividade de suas empresas. </li></ul><ul><li>Ver pág. 145 - A herança de Robert Owen </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Charles Fourier (1772-1837): </li></ul><ul><li>Desenvolveu a ideia de comunidades socialistas, os falanstérios, dentro dos quais não haveria divisão de classes e as pessoas se dedicariam à industria e à agricultura. Ele defendia que a agricultura assegurava a subsistência e a felicidade humana. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Saint Simon (1760-1825) : </li></ul><ul><li>Defendia a transformação da sociedade com a revogação da propriedade privada e do direito à herança. Defendia que a sociedade deveria transforma-se em uma grande indústria, regida pela ideia de progresso e contra o parasitismo, pois para ele o mundo estava dividido entre os trabalhadores e os ociosos. Assim, o poder deveria ficar nas mãos das pessoas com conhecimentos técnicos e científicos, e não das elites tradicionais. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>O principal teórico foi Karl Marx (1818-1883). auxiliado por Friedrich Engels (1820-1895), publicou suas ideias às vésperas da revolução de 1848 na França, no Manifesto do Partido Comunista , que encerra com um apelo famoso a todos operários: &quot;Proletários de todo o mundo, uni-vos!&quot; </li></ul><ul><li>O socialismo científico, ou marxismo, rompeu com o socialismo utópico por apresentar uma análise mais crítica da realidade política e econômica, da evolução histórica, das sociedades e do capitalismo. </li></ul><ul><li>Defendiam uma ação prática e direta contra o sistema liberal burguês por meio de uma revolução liderada pela classe trabalhadora. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Principais ideias: </li></ul><ul><li>A história é a história da luta de classes, na qual há a exploração de uma classe social por outra. Existência de classes sociais . Ver pág. 147. </li></ul><ul><li>A igualdade somente poderá ser alcançada quando o proletariado superar a burguesia, detentora dos meios de produção. </li></ul><ul><li>O Estado proletário se apossaria dos bens de produção (máquinas, terras, capital) e proporcionaria os meios para que a sociedade atingisse a igualdade e o comunismo, ponto máximo da evolução histórica. </li></ul><ul><li>Para Marx, o conflito entre classes (luta de classes) é a regra entre os homens, pois são as condições materiais da existência que o determinam. Portanto, no contexto do mundo industrializado, os proletários são os sujeitos revolucionários que devem mudar a história. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Mais valia: </li></ul><ul><li>É a diferença entre o valor do que o trabalhador produz e o que ele recebe como remuneração por seu trabalho. O trabalhador nunca recebe o valor real pelo fruto do seu trabalho. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Ditadura do proletariado: </li></ul><ul><li>Segundo Marx, quando tomassem o poder (Revolução do Proletariado) , os trabalhadores dariam início a um processo de transição entre a ordem liberal burguesa e o comunismo (Ditadura do Proletariado) . Nesse período, os meios de produção seriam transferidos para as mãos do Estado. O final dessa transição seria o comunismo: uma sociedade sem classes, em que os meios de produção seriam de propriedade coletiva </li></ul>
  12. 13. <ul><li>Tais como as socialistas, também propunham uma nova maneira de organização social. </li></ul><ul><li>Os teóricos anarquistas rejeitam qualquer autoridade,pois vêem nela a fonte dos males humanos. também não admitem o Estado e sua organização burocrática, por considerá-los responsáveis pela consolidação da ordem política, econômica e social burguesa. </li></ul><ul><li>Acreditam que o ser humano deve viver, a partir de uma gestão comunitária, ou seja, por meio da cooperação, sem que exista propriedade privada. Uma forma de atuação importante dos anarquistas era a associação entre a mobilização e a organização sindical. </li></ul>
  13. 14. <ul><li>BRAICK. Patricia. História das Cavernas ao Terceiro Milênio. (8º). São Paulo: Editora Moderna, 2006 </li></ul><ul><li>BOULOS. Alfredo. História, Sociedade e Cidadania. (8º). São Paulo: FTD, 2006 </li></ul><ul><li>Schmidt. Mario. Nova História Crítica. 8º ano. São Paulo: Ed. Nova Geração, 2006 </li></ul>

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